Museu do Trem sem previsão de ser reaberto

Referência na memória ferroviária do Brasil, o acervo do Museu do Trem, localizado no bairro do Engenho de Dentro, na zona norte do Rio, foi tombado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em sua primeira reunião deste ano, realizada na última semana em Brasília. No entanto, os mais de mil itens da coleção, hoje sob a guarda do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), permanecem fechados ao público, ainda sem perspectiva de reabertura, embora esta seja a intenção da superintendência do órgão federal no Rio de Janeiro.

O Museu do Trem ocupa parte das antigas oficinas da extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal), que chegaram a ser o maior conjunto de instalações desse tipo na América Latina. As oficinas da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, embrião da Rede Ferroviária Federal, contribuíram para a formação do próprio bairro do Engenho de Dentro. A maior parte do terreno é ocupada atualmente pelo Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.

O superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade, lamenta o fato de o acervo não ter o reconhecimento do público.

– Nós ainda não temos uma estrutura administrativa para fazer o museu funcionar e, por isso, optamos, até por uma questão de segurança desse acervo, mantê-lo, infelizmente, fechado. É uma situação paradoxal.

A coleção abrange equipamentos ferroviários, utensílios, mobiliário e até locomotivas como a Baroneza, construída na Inglaterra, movida a vapor e a primeira a trafegar na estrada de ferro de Petrópolis, ferrovia pioneira do país, implantada pelo barão de Mauá. São destaques ainda um vagão usado pelo ex-presidente Getúlio Vargas e outro onde viajou o rei Alberto, da Bélgica, quando esteve no Brasil em visita oficial, em 1922.

Com o encerramento da RFFSA, em 2007, o Iphan herdou um patrimônio imenso, constituído por todos os bens de importância histórica e cultural pertencentes à empresa e que não estão operando. Os trens e as locomotivas ainda em condições de operação passaram para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Os trabalhos de inventário foram realizados por equipes multidisciplinares do Iphan desde que foi publicada a notificação do processo de tombamento, medida que resultou na proteção provisória da coleção pelo Poder Público federal.

Andrade reconhece que faltava ao Iphan no Rio estrutura para absorver o patrimônio herdado da RFFSA, mas admite que há estudos para a reabertura do museu.

– Nós passamos a ter no nosso orçamento a rubrica preservação do patrimônio ferroviário do Brasil. Esperamos que este ano ainda a gente possa fazer alguma coisa.

Para ele, no entanto, o local ideal para um grande centro de preservação da memória ferroviária é a Estação Barão de Mauá, da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, na Avenida Francisco Bicalho, zona portuária do Rio.

– Ali me parece ser o local indicado, porque hoje está completamente sem operação.

Embora seja sempre mencionada como local para o terminal carioca do futuro trem de alta velocidade, o TAV, a Estação Barão de Mauá poderia também abrigar o local de memória, na opinião de Andrade.

– O trem bala poderia usar somente parte da estação.

É na estação da antiga Leopoldina que se encontra, em estado de abandono, uma parte do acervo da antiga RFFSA que ficou fora da coleção preservada no Museu do Trem.

– Infelizmente, por conta da construção do Engenhão, algumas composições, mais recentes, foram levadas para a gare da Leopoldina e estão em péssimo estado, expostas ao tempo e sujeitas à depredação. Nós vamos ter que cuidar também desses trens.

 

Fonte: Portal R7, 08/05/2011

VLT – MT pode ter um custo de R$ 1 bilhão

O custo de implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) pode chegar a R$ 1 bilhão. O valor, divulgado ontem pelo presidente da Agecopa (Agência de Execução dos Projetos da Copa), Éder Moraes, consta em levantamento prévio feito pela autarquia após a ida a Europa para averiguar o sistema. O Estado vai decidir, entre o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT, qual será a opção de mobilidade urbana para Cuiabá e Várzea Grande com vistas à Copa de 2014. Uma terceira via – a adoção dos dois sistemas – também não está descartada.

Moraes disse que uma equipe de cerca de 10 consultores virá a Cuiabá na próxima semana para realizar estudo de viabilidade da implantação do VLT. “Segundo nossos levantamentos, o custo ficaria entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão”, disse o presidente da Agecopa, acrescentando que ainda não está certo sobre qual será a participação do Estado no montante. “Esse será um dos pontos avaliados a partir do estudo, se Mato Grosso vai arcar com o custo total. Há também a possibilidade de fazermos parceria público-privada”. O levantamento será encaminhado à Agecopa e ao governador do Estado, Silval Barbosa.

Segundo Moraes, a intenção é escolher um sistema de transporte moderno, confortável e que “seja usado por todas as camadas da sociedade”. O presidente da Agecopa acompanhou Silval Barbosa em visita a Portugal na semana passada com o objetivo de conhecer de perto o funcionamento do VLT na cidade do Porto. Ele não esconde a preferência pelo VLT e disse que a Agecopa está “bastante inclinada” a escolher o sistema, mas afirmou que a decisão final é do chefe do Executivo estadual e deverá ser anunciada entre 20 e 30 dias.

O presidente disse ainda que há tempo suficiente para a implantação do VLT, mesmo sem haver sequer projeto para o sistema. “Nós temos tanto tempo que nem há necessidade de começar as obras do transporte coletivo este ano, poderíamos ficar apenas trabalhando nos projetos”.

A adoção de sistema de transporte coletivo que garanta mobilidade para a população é uma das exigências da FIFA para as cidades-sede da próxima Copa do Mundo.

ATRASO – De acordo com informações do Comitê Organizador Local, o atraso nas obras da Arena Pantanal, onde serão realizados os jogos do Mundial, é de 96 dias. Com isso, informou a Agecopa, Cuiabá ainda está na disputa para sediar alguns dos jogos da Copa das Confederações, que será realizada em meados de 2013 no Brasil.

Outra obra fundamental e cuja demora aflige quem vive a expectativa da Copa do Mundo na Capital teve um novo episódio ontem. Foi realizado em Brasília o pregão para escolha da empresa que vai instalar o módulo operacional do Aeroporto Marechal Rondon. O resultado será divulgado hoje. Nesta manhã, o secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística de Transporte, Francisco Vuolo, reúne-se com o superintendente de Obras da Infraero, Rodrigo Ferreira, para discutir a ampliação do terminal.

Fonte: Diário de Cuiabá, 07/05/2011

Alemães sinalizam interesse em TAV brasileiro

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, afirmou nesta sexta-feira, durante evento na Câmara Brasil-Alemanha, que “os brasileiros querem que a Alemanha construa o trem-bala”, que ligará as cidades de Campinas, na Grande São Paulo, ao Rio de Janeiro, com custo estimado em R$ 33 bilhões. Por outro lado, ele cobrou maior empenho das companhias alemãs no Brasil para que vençam o processo de licitação e executem a obra.

“Os brasileiros desejam que a Alemanha construa o trem-bala pelo nosso expertise na área. Mas as empresas alemãs ainda estão relutantes. Temos de manter o diálogo e não perder nenhuma oportunidade”, afirmou, durante almoço com centenas de empresários, na cidade de São Paulo.

Wulff, que esteve quinta-feira com a presidente Dilma Rousseff e na manhã de sexta-feira com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se disse bastante otimista com as coisas que viu no Brasil e, especialmente, na cidade de São Paulo.

O presidente da Câmara Brasil-Alemanha, Weber Porto, por sua vez, disse que “todas as empresas alemãs presentes no Brasil estão se esforçando para participar de maneira competitiva” do processo de licitação para a construção do trem-bala.

Porto diz, por outro lado, desconhecer qualquer tipo de incentivo por parte do governo alemão para que as empresas do país tenham maior competitividade na disputa.

OCDE

Com um discurso em tom de otimismo, Wulff disse que o Brasil está a caminho de ter um espaço ainda maior no cenário internacional e disse que o governo alemão tem interesse em novas parcerias estratégicas com o País.

Ele sugeriu que o Brasil entrasse na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico(OCDE) para que novos acordos comerciais sejam firmados. “Precisamos de um livre intercâmbio de produtos e serviços, assim o consumidor definiria o produto que quer. A política tem de ficar longe disso”, afirmou.

“Queremos que Brasil e Alemanha tenham mais acordos comerciais. O protecionismo só é prejudicial para quem o adota”, completou Wulff, que disse que os alemães têm interesse no setor agrícola brasileiro.

Dizendo estar “convencido” com tudo o que viu no Brasil – foi a primeira vez que Wulff esteve aqui -, o presidente alemão afirmou que “os olhos do mundo estarão ainda mais voltados para o Brasil”, por conta da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. “Oferecemos nossa experiência na organização desses grandes eventos ao Brasil.” Em 2006, a Alemanha organizou a Copa do Mundo, vencida pela Itália, em final contra a França.

Wulff reforçou que as empresas alemãs respondem por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil e se disse “orgulhoso” do desempenho de companhias como Volkswagen, Odebrecht e Siemens no País. Atualmente, cerca de 1250 mil empresas alemãs têm filiais no Brasil (1 mil delas, na Grande São Paulo). Segundo Weber Porto, da Câmara Brasil-Alemanha, 100 novas companhias chegaram ao País nos últimos 18 meses. De acordo com dados do Banco Central alemão, 11 empresas brasileiras estão na Alemanha.

Nesta sexta-feira, o presidente da Alemanha também participou da pré-inauguração do Centro Alemão de Inovação e Ciência São Paulo (DWIH), localizado no edifício-sede da Câmara Brasil-Alemanha.

A partir do segundo semestre, o DWH abrigará escritórios de instituições de pesquisas e universidades alemãs interessadas em efetivar parcerias para produção de pesquisa científica e tecnológica com universidades e centro de pesquisas brasileiros.

Fonte: IG, 06/05/2011

Trem Republicano recebe licença ambiental

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) deu licença para a reinstalação de trilhos ao longo dos 7,2 km de linha férrea pela qual circulará o Trem Republicano, entre Salto e Itu, na região de Sorocaba. As obras na linha turística começam na próxima segunda-feira.

O nome é uma alusão ao fato de Itu ter sediado, em 1873, a convenção que deu início ao movimento pela proclamação da República. A licença era necessária para a liberação de R$ 5 milhões destinados pelo Ministério do Turismo para o projeto. As prefeituras de Salto e Itu fizeram um consórcio para a administração conjunta das obras. A linha entra em operação no primeiro semestre de 2012.

O projeto prevê a utilização do leito da antiga Companhia Ituana de Estrada de Ferro, desativada na década de 1980. Será necessária a restauração de uma ponte de aço sobre o Rio Tietê, construída há mais de 100 anos, e das estações ferroviárias localizadas nos dois municípios. Uma empresa venceu a licitação para essas obras.

As estruturas originais da ferrovia serão mantidas. Orçado em R$ 10 milhões, o projeto receberá também investimentos das duas prefeituras. O consórcio já recebeu trilhos e dormentes retirados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) de uma linha desativada em Rio Claro. A Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (Abottc), que vai operar a linha, já recupera uma locomotiva do tipo “Maria-fumaça” e dois vagões a serem usados no Trem Republicano.

Fonte: Intelog – Porto Alegre/RS – MULTIMODALIDADE – Por Agência Estado (AE), 05/05/2011

ANTT discute regulamentação em sessão pública

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará uma sessão pública no dia 10 de maio, das 9h às 12h, na sede da entidade, para discutir a regulamentação do direito de passagem e tráfego mútuo nas ferrovias brasileiras. Na audiência também serão tratados temas como o regulamento de defesa dos usuários dos serviços de transporte ferroviário de cargas e o regulamento para pactuar as metas de produção por trecho e metas de segurança para as concessionárias de serviço público de transporte ferroviário de cargas.
A ANTT abre espaço para sugestões sobre os temas. Os interessados devem mandar as sugestões por escrito, das 9h do dia 03 de maio até 18h do dia 19 de maio, através do site (www.antt.gov.br). Durante a audiência os participantes também poderão se inscrever para enviar sugestões.

Fonte: Revista Ferroviária, 05/05/2011

Especialistas sugerem integração no transporte

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que a única solução possível para diminuir o congestionamento em São Paulo é investir na integração do sistema de transporte público, além de ampliar a rede de metrôs e trens.

Eles ressaltam, no entanto, que o metrô requer altos investimentos, além de ser um projeto de tempo de execução longo. Segundo os especialistas, na capital paulista, no curto prazo, poderia ser ampliado e modernizado o transporte por meio de ônibus. Eles recomendam também a criação de corredores exclusivos para os ônibus.

“Os automóveis ocupam de 80% a 90% do espaço viário para transportar metade da demanda de clientes [pessoas]. Os ônibus ocupam, no máximo, 10% ou 20% do espaço para levar a outra metade”, disse Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes. Nessa comparação, Figueira destaca que não está considerando o transporte feito por trilhos.

São Paulo tem uma população de 11 milhões de habitantes. Segundo a SPTrans, empresa responsável pelo transporte de ônibus na capital, somando a população da região metropolitana, são 17 milhões de pessoas.

Cerca de 55% das viagens na região metropolitana, de acordo com a empresa, são feitas em transporte coletivo, num total de 6 milhões de passageiros transportados por dia. Para atender a essa demanda, existem 16 consórcios operando na região, com 15 mil veículos, em mais de 1,3 mil linhas. Na capital, existem atualmente dez corredores de ônibus.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte, a média de passageiros transportados por ônibus, em março, chegou a 250,9 milhões, enquanto o metrô transportou 89,8 milhões. Por dia útil, os ônibus transportaram, em março, a média de 9,8 milhões de passageiros. A média diária no metrô foi 3,6 milhões.

O pouco investimento no sistema de transporte coletivo faz com que se crie, em São Paulo, de acordo com Figueira, uma cultura voltada para o transporte individual, o que amplia os congestionamentos. “Nos anos 60, muita gente andava de ônibus. Ônibus era bom? Não. Os filhos dessas pessoas vieram e é a lei do mercado: a pessoa estudou, fez faculdade, evoluiu e a primeira coisa que ela quer fazer é sair do ônibus porque o serviço é ruim. É um processo autofágico. Está se plantando um não usuário a partir daí”, lamentou.

Para Figueira, o ideal é destinar duas faixas por sentido nas principais avenidas da capital para o deslocamento de ônibus. A sugestão dele é que a faixa da esquerda seja exclusiva para ônibus urbano e a do meio, para ultrapassagem de ônibus em horário de pico, ônibus fretado, táxi com passageiro e automóveis com duas ou mais pessoas. As outras faixas seriam destinadas para os demais veículos.

“Numa faixa de ônibus, se consegue levar, de 10 a 15 mil passageiros por hora/sentido. Na faixa de automóveis, não se leva mais do que mil ou 1,5 mil pessoas por hora/sentido, uma relação de dez para um”, exemplificou o consultor.

Segundo Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis, implantar corredores de ônibus e planejar as linhas dos coletivos não têm custo muito elevado. “Pode-se começar a fazer os investimentos em transporte público agora, com essas medidas de menor custo”, afirmou. E a vantagem desse tipo de transporte, de acordo com ele, é que os ônibus alcançam praticamente todos os bairros da cidade.

Mas, para Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, investir somente em ônibus não resolverá o problema. Ele acredita que a melhor solução para a questão da mobilidade é o metrô.

“Os corredores de ônibus, sozinhos, não têm capacidade para atender à demanda na cidade de São Paulo. O corredor de ônibus tem um limite físico operacional que se dá, teoricamente, em cerca de 46 mil passageiros por hora/sentido. Já o metrô chega a 96 mil passageiros hora/sentido, podendo até ultrapassar isso com medidas de redução de intervalo entre as composições”, observou. Ejzenberg enfatizou ainda que os corredores de ônibus têm uma limitação pelo fato de que nem toda avenida os comporta. Já no caso do metrô, faz-se uma rede pelo subsolo.

Fonte: Agência Brasil, 04/05/2011

Aenfer recebe ex-presidentes e conselheiros

A Aenfer realizou na manhã do dia 22 de março, a segunda edição do “Café com o Presidente”, no Espaço Cultural Carlos Lange de Lima, na sede da Associação (7º andar).

O presidente Luiz Lourenço de Oliveira recebeu os ex-presidentes Agostinho Coelho Silva, Isabel Cristina Junqueira de Andréa, Fernando Santos Lima, Francisco Mario Chiesa, Franklin Frederico Dias Lautert, Walter Gêd Chagas Valverde e os conselheiros Aldo Paschoal Gama Signorelli, Genésio Pereira dos Santos, Helio Suêvo Rodriguez e Lisete de Sousa Charret.

O objetivo do evento, que contou com a presença dos diretores João Carnevale (Financeiro); Fernando José Alvarenga de Albuquerque (Divulgação) e Telma Regina Jorge da Silva (Social) foi promover um encontro social principalmente com aqueles que fazem parte da história da Associação e criar um canal direto com o presidente da Aenfer. O clima foi de bastante alegria pela oportunidade que muitos tiveram em se reencontrar. O conselheiro Aldo Paschoal achou a iniciativa muito positiva e disse que o café da manhã foi digno de um hotel cinco estrelas, com buffet impecável. Ele lembrou que reunir as pessoas durante a refeição é um hábito milenar e que os reis quando queriam discutir assuntos importantes escolhiam o horário da refeição.

– A iniciativa da Aenfer, além de estreitar os laços, é uma forma de nos manter atualizados com os acontecimentos. O presidente Luiz Lourenço pode ter certeza de que poderá contar sempre com nossa presença no que for preciso – disse Aldo Paschoal. Os ex-presidentes Franklin e Agostinho Coelho também aprovaram o evento.

Diretores da Aenfer são recebidos pelo presidente do Clube de Engenharia

O presidente e a vice-presidente da Aenfer, Luiz Lourenço de Oliveira e Isabel Cristina Junqueira de Andréa foram recebidos no Clube de Engenharia pelo presidente Francis Bogossian e seu chefe de gabinete, José Carlos de Lacerda Freire. O encontro aconteceu no dia 14 de abril, na sala da Diretoria do Clube e teve como objetivo estreitar os laços com aquela entidade, com troca de informações e parceria para realização de encontros técnicos, o que já vem ocorrendo também na Aenfer. A vice-presidente Isabel lembrou a importância da realização de fóruns com debates sobre temas atuais que afetam a sociedade e acredita que o setor ferroviário terá um grande impulso.

O presidente Francis Bogossian achou importante a iniciativa da Associação e se colocou à disposição para o que a Aenfer precisar. Ele acredita no crescimento do setor ferroviário e disse que o Clube de Engenharia realizou no dia 30 de março o primeiro debate do Fórum de Ferrovias, uma iniciativa do Clube em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER).

“Podemos ampliar essas parcerias e promovermos debates referentes ao transporte ferroviário, que é um setor que precisa ser motivado”, disse Bogossian. Na ocasião, ele presenteou a Aenfer com livro de sua autoria que reúne artigos em defesa da engenharia nacional.

 

Aenfer realiza festa dos aniversariantes em Juiz de Fora

A Aenfer comemorou no dia 24 de março festa dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março em Juiz de Fora – MG.

A primeira confraternização reuniu diversos associados daquela cidade e o evento foi realizado na churrascaria Potência do Sul.

Uma Van saiu às 9 horas da manhã do Rio de Janeiro rumo à cidade mineira, levando o presidente da Aenfer Luiz Lourenço de Oliveira, a vice-presidente Isabel Cristina Junqueira de Andréa, os diretores Celso Paulo, Carlo De Luca, João Carnevale e Telma Regina e os conselheiros Pedro Marques de Carvalho e Ramiro Ramos do Nascimento, além do associado amigo Ubyrajara de Souza.

O diretor Carnevale falou que o acolhimento foi muito caloroso por parte dos colegas e a comemoração teve direito a bolo, presentes e vários brindes que foram sorteados. Prestigiaram o evento os aniversariantes Antônio Fernando Vieira Braga, Norival Ramos, Fenelon Cunha Kozlowski, Carlos Alberto de Oliveira Joppert, Pedro Henrique Vanni Nardelli, Ubyrajara de Souza e o diretor João Carnevale.

O próximo encontro já tem data marcada, será no dia 21 de julho para comemorar os aniversariantes de abril, maio, junho e julho.

Expresso das Letras

Acadêmicos da Academia Ferroviária de Letras – AFL relembram o passado ferroviário, fazem homenagens e participam de palestras realizadas no auditório da Aenfer em maio e  de junho.

A Academia Ferroviária de Letras (AFL) realizou no dia 9 de maio o painel sobre o tema: Memória de Ferroviários. Para discorrer sobre o assunto, três palestrantes, os engenheiros Aury Sampaio,  Waldo Sette além de Ubyrajára de Souza, apresentaram um rico trabalho em que recordaram fatos importantes do cenário ferroviário.

O palestrante Aury Sampaio lembrou que inicialmente a RFFSA tinha uma extensão de 29 mil quilômetros aproximadamente e que hoje esse número encolheu consideravelmente, segundo seus cálculos cerca de dez mil quilômetros. Em sua opinião, a figura do usuário foi completamente deixada de lado.

Aury Sampaio disse que a indústria ferroviária sempre foi prejudicada. Sobre o Trem de Alta Velocidade ele falou que é favorável e acha que o Brasil tem condições de liderar esse campo tecnológico e uma indústria montadora que pode atender essa possibilidade. Aury citou o exemplo do Japão, que em 1964 inaugurou o Trem de Alta Velocidade – TAV, no período de destruição pelos resquícios da Segunda Guerra Mundial.

A seguir, o acadêmico Ubyrajára de Souza relatou fatos que marcaram sua história como ferroviário e citou nomes e passagens importantes como a criação da RFFSA e sua primeira Diretoria. Ele destacou a Estrada de Ferro Leopoldina na época em que lançou o seu primeiro concurso interno dando oportunidade a muitos ferroviários, a criação da CBTU e sua administração em todo o sistema suburbano.

Com 43 anos de trabalho na RFFSA, o engenheiro Waldo Sette lembrou que o sistema ferroviário nasceu na Europa, impulsionado pela Revolução Industrial e no Brasil se iniciou em 1854 e que por muito tempo foi importante para o desenvolvimento econômico.

A RFFSA foi criada pelo governo, atravessou crises, suplantou suas dificuldades, e apesar de sua dissolução colaborou por muitos anos para o desenvolvimento do Brasil, disse.

Ao final das apresentações, foram diplomados como novos acadêmicos da AFL, o engenheiro Ronaldo Ferreira e a escritora mineira Amélia Luz que recitou o poema “Memória – Torreões de Além Paraíba”.

No dia 13 de junho, em continuidade ao evento Expresso das Letras, o diretor da AFL Victor José Ferreira fez a abertura agradecendo a participação daqueles que compareceram mais uma vez e pediu para que o conselheiro da Aenfer, Genésio Pereira lesse sua última crônica com o tema “Não sei”. O presidente da AFL Sávio Neves também estava presente e distribuiu adesivos da campanha “Eu quero a volta do Trem”. A seguir o historiador e presidente da Academia Petropolitana de Letras, Joaquim Eloy dos Santos foi convidado a apresentar uma exposição sobre D. Pedro II, o Imperador Ferroviarista. Em sua apresentação o historiador relembrou fatos importantes e pitorescos do império e mostrou fotos da época, como a da estação do Alto da Serra, inaugurada em 1883, que unia a cidade de Petrópolis ao Centro do Rio de Janeiro. Disse que o trem era a atração maior da rua Teresa, que tem esse nome em homenagem a esposa de D. Pedro II, Teresa Cristina.

Ao final de sua apresentação, Joaquim Eloy recitou um poema feito por ele intitulado Saudosa Maria.