MUSEUS FERROVIÁRIOS

Para agendar visitas aos Museus e Espaços Culturais Ferroviários recomenda-se um prévio contato com a unidade a ser visitada, para informações sobre dias e horários de visitação.

Listagem por ordem alfabética das cidades, dentro de cada Estado

RONDÔNIA

MUSEU FERROVIÁRIO DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA – MAMORÉ
Av. Farquar, s / nº – Centro
Porto Velho – RO
nildeteaamur@yahoo.com.br
Tel. (69) 8901-2974 – Cel. (69) 9210-0166

CEARÁ

MUSEU FERROVIÁRIO DE FORTALEZA
Av. Francisco Sá, 4829
Fortaleza – CE

PERNAMBUCO

MUSEU DO TREM DO RECIFE
Estação Central
Praça Visconde de Mauá, s/nº
Recife – PE
Tel. (81) 3224-4620

GOIÁS

MUSEU FERROVIÁRIO DE PIRES DO RIO
Av. Cel. Lino Teixeira Sampaio – Centro
Pires do Rio – GO
muferpir@hotmail.com
Tel. (64) 3461-5504

MATO GROSSO DO SUL

MUSEU FERROVIÁRIO DE MIRANDA
Estação Ferroviária
Miranda – MS
Tel. (67) 3242-2471

MINAS GERAIS

CENTRO FERROVIÁRIO DE CULTURA – CEFEC
Estação de Porto Novo
Praça PresidenteVargas, s / nº
Além Paraíba – MG
Tel. (32) 3462-9615

MUSEU DOS FERROVIÁRIOS
Praça Gaioso Neves, 190
Araguari – MG
patrimoniofaec@yahoo.com.br
Tel. (34) 3690-3242 – (34) 3690-3000

CENTRO FERROVIÁRIO DE CULTURA – CEFEC
Estação Ferroviária
Praça Adriano Oliveira, s / nº
Barbacena – MG
Tel. (32) 3339-2070

MUSEU FERROVIÁRIO DE BOM DESPACHO
Praça Olegário Maciel, s / nº
Bom Despacho – MG
culturalbd@hotmail.com
Tel. (37) 3521-4206

MUSEU FERROVIÁRIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE
Rua Marechal Floriano, 76
Conselheiro Lafaiete – MG
Tel. (31) 3769-2830

MUSEU FERROVIÁRIO DE JUIZ DE FORA
Estação Ferroviária
Av. Brasil, 2001
Juiz de Fora – MG
Tel. (32) 3690-7055 – (32) 3690-7053
tremvivo@pjf.mg.gov.br

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TREM DA VALE
Praça Cesário Alvim, s / nº – Barra
Ouro Preto – MG
palbuquerquebc@terra.com.br
Tel. (31) 3224-6001 – (31) 3551-7310

PROJETO ESTAÇÃO CULTURA
Estação de Miguel Burnier
Ouro Preto – MG
projetoestacao@yahoo.com.br
Tel. (31) 8712-7090

MUSEU ESTAÇÃO CORONEL FULGÊNCIO
Pátio do Tunel da Mantiqueira
Passa Quatro – MG
itavella332@ig.com.br
Tel. (35)3332-3011

MUSEU FERROVIÁRIO DE SÃO JOÃO DEL REI
Estação da E. F. Oeste de Minas
Av. Hermílio Alves, 366
São João Del Rei – MG
Tel. (32) 3371-2888

NÚCLEO DE ESTUDOS DA OESTE DE MINAS (MUSEU VIRTUAL / SITE)
São João Del Rei – MG
abpf.neom@yahoo.com.br

MUSEU FERROVIÁRIO DE RECREIO
Estação Ferroviária
Recreio – MG
marcos_ferroviario@yahoo.com.br

MUSEU DA FERROVIA – ESTAÇÃO SARZEDO / PLATAFORMA DE CULTURA
Rua Eduardo Cozac, 292 – Centro
Sarzedo – MG
Tel. (31) 3577-7718 – Cel. (31) 9111-3644

MUSEU FERROVIÁRIO DE SETE LAGOAS
Av. Antonio Olinto, 600
Sete Lagoas – MG
gfavelar@yahoo.com.br
Tel. (31) 3776-6033

MUSEU FERROVIÁRIO DE SOLEDADE DE MINAS
Estação Ferroviária
Soledade de Minas – MG
Tel. (35) 3332-3011
Obs. – Funciona apenas durante a permanência do Trem das Águas na Estação.

CENTRO FERROVIÁRIO DE CULTURA DE VOLTA GRANDE – CEFEC
Av. Cineasta Humberto Mauro, 207
Volta Grande – MG
luizflaviodecastro@gmail.com
Tel. (32) 3463-1619

ESPÍRITO SANTO

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE MATILDE
Rua José Paterlini, 910
Alfredo Chaves – ES
culturaac@yahoo.com.br
Tel. (27) 3269-2736 – (27) 9966-0374

MUSEU FERROVIÁRIO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM
Rua Cel. Francisco Braga, s / nº – Praça Visc. Matozinho
Cachoeiro de Itapemirim – ES
semac.lucimar@cachoeiro.es.gov.br
Tel. (28) 3155-5691 – (28) 3155-5221

MUSEU FERROVIÁRIO DE JOÃO NEIVA
Av. Presidente Vargas, 149
João Neiva – ES
Tel. (27) 3258-1395

MUSEU VALE
Estação Pedro Nolasco – Argolas
Vila Velha – ES
diretoria@museuvale.com
Tel. ( 27) 3333-2484 – (27) 3226-2343

RIO DE JANEIRO

MEMÓRIAS DE CARMO
Praça Princesa Isabel, 91
Carmo – RJ
cultura.carmorj@gmail.com
Tel. (22) 2537-1300 – (22) 2537-1133

ESTAÇÃO GUIA DE PACOBAÍBA
Distrito de Mauá
Magé – RJ
afpf.rj@gmail.com
Tel. (21) 9911-8365

MUSEU FERROVIÁRIO DE GOVERNADOR PORTELA
AFALA – Assoc. Ferroviários Aposentados da Linha Auxiliar
Praça Ildebrando S. Barros, 2 – Estação de Gov. Portela
Miguel Pereira – RJ
afala@gmail.com
Tel. (24) 2484-6619

MUSEU FERROVIÁRIO DE PARAÍBA DO SUL
Estação Ferroviária
Paraíba do Sul – RS
turismo@paraibanet.com.br
Tel. (24) 2263-2368 – (24) 2263-6662

CENTRO CULTURAL ESTAÇÃO NOGUEIRA
Av. Leopoldina, s / nº – Nogueira
Petrópolis – RJ
nogueiracultural@yahoo.com.br
Tel. (24) 2237-3860

CENTRO FERROVIÁRIO DE CULTURA DE ROCHA LEÃO
Distrito de Rocha Leão – Centro
Rio das Ostras – RJ
Tel. (22) 2777-1333

MUSEU FERROVIÁRIO DE VALENÇA
Antiga Estação Ferroviária – 1º andar
Av. Princesa Isabel, s / nº
Valença – RS
Tel. (24) 2453-6054

AFL – ACADEMIA FERROVIÁRIA DE LETRAS
Trem do Corcovado
Rua Cosme Velho, 513
Rio de Janeiro – RJ
trilhoseletras@gmail.com
Tel. (21) 2558-1329 – Ramal 215

MUSEU DO TREM DO RIO DE JANEIRO
Rua Arquias Cordeiro, 1046 – Engenho de Dentro
Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 2269-5545
OBS. – Fechado temporariamente pelo IPHAN, que já tombou seu acervo.

MUSEU DO BONDE
Rua Carlos Brant, 14 – Santa Teresa
Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 2222-1003

ESPAÇO CULTURAL DO TREM DO CORCOVADO
Rua Cosme Velho, 513
Rio de Janeiro – RJ
savioneves@corcovado.com.br
Tel. (21) 2558-1329 – Ramal 215

ESPAÇO CULTURAL CARLOS LANGE DE LIMA
AENFER – Associação de Engenheiros Ferroviários
Av. Presidente Vargas, 1733 / 6º andar
Rio de Janeiro – RJ
aenfer@aenfer.com.br
Tel. (21) 2221-0350

MUSIFE – MUSEU DE SINALIZAÇÃO FERROVIÁRIA
Cabine nº 3 da antiga E. F. Central do Brasil
Praça do Engenho Novo, s / nº
Rio de Janeiro – RJ
dzn01@yahoo.com.br
Tel. (21) 9672-4313 – (21) 8214-0197

AFERJ – ASSOCIAÇÃO DE FERREOMODELISMO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Estação Barão de Mauá / Leopoldina
Av. Francisco Bicalho, s / nº
Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 9368-9342

SÃO PAULO – SP

MUSEU FERROVIÁRIO DE ARARAQUARA
Praça Newton Prado, s / nº – Estação Ferroviária (Centro)
Araraquara – SP
Tel. (16) 3332-3739

MUSEU FERROVIÁRIO REGIONAL DE BAURU
Rua Primeiro de Agosto – Quadra 1, s / nº
Bauru – SP
museuferroviarioregionaldebauru@yahoo.com.br
Tel. (14) 3212-8262 – (14) 9161-2027

CENTRO CULTURAL DA ROTUNDA DE CRUZEIRO
Av. Rogério Mariano, s / nº – Vila Paulista
Cruzeiro – SP
Tel. (12) 3544-9374

MUSEU FERROVIÁRIO DE INDAIATUBA
Av. Eng.º Fábio Roberto Barnabé, 3405
Indaiatuba – SP
Tel. (19) 3801-8688

MUSEU FERROVIÁRIO DE JAGUARIÚNA
Av. Marginal, 600 – Estação Ferroviária (Centro)
Jaguariúna – SP
Tel. (19) 3867-4221 – (19) 3867-4221

MUSEU DA CIA. PAULISTA DE ESTRADAS DE FERRO
Av. União dos Ferroviários, 1760
Jundiaí – SP
Tel. (11) 4522-4727

MUSEU FERROVIÁRIO DE SABAÚNA
Ponto de Cultura / Estação Cultural de Sabaúna
Praça Expedicionários, 87 – Sabaúna
Mogi das Cruzes – SP
com@anpf.com.br
Tel. (11) 4725.1655 – (11) 4761-9114
Obs. – Sede da ANPF – Assoc. Nacional de Preservação Ferroviária
www.anpf.com.br

INST. FERROVIAS E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Estrada de Ferro Perus – Pirapora
Rua Bananal do Rio, 168
Perus – SP
peruspirapora@yahoo.com.br

MUSEU DO JAÇANÃ
Rua São Luiz Gonzaga, 30 – Guapira
São Paulo – SP
Tel. (11) 2241-4286

MUSEU TECNOLÓGICO FERROVIÁRIO DE PARANAPIACABA
Castelinho – Vila de Paranapiacaba
Santo André – SP

MUSEU FERROVIÁRIO DO FUNICULAR – PARANAPIACABA
Pátio Ferroviário – Vila de Paranapiacaba
Santo André – SP
www.abpfsp.com.br
Tel. (11) 2695-1151
Obs. – Funciona aos sábados, domingos e feriados, de 10 h às 16 h; visitas em dias úteis
apenas para grupos, previamente agendados.

MEMORIAL DO IMIGRANTE / TREM CULTURAL DOS IMIGRANTES
Embarque: Rua Visconde de Paranaíba, 1253
(a 700 m da Estação Bresser do Metrô)
Operação aos sábados, domingos e feriados, entre 10 h 30 e 16 h
Partida a cada hora, em média
Duração da viagem: 25 minutos
www.abpfsp.com.br
Tel. (11) 2695-1151
Obs. – Visitas em dias úteis apenas para grupos, previamente agendados

MUSEU DA TECNOLOGIA DE SÃO PAULO
Seção de Ferrovias
Av. Eng. Billings, 526 – Jaguaré
São Paulo – SP
Tel. (11) 5061-1940 – Cel. (11) 9740-1685
Obs. – Museu desativado; acervo ferroviário enviado para o Parque D. Pedro II, ao lado
do antigo prédio da Prefeitura

MUSEU DO TRANSPORTE PÚBLICO GAETANO FEROLLA
Seção de Bondes e Ferrovias
Av. Cruzeiro do Sul, 780
São Paulo – SP
Tel. (11) 3227-5860

MUSEU DA ESTRADA DE FERRO SOROCABANA
Rua Dr. Álvaro Soares, 553 – Jardim Maylasky
Sorocaba – SP
Tel. (15) 3231-1026

PARANÁ

MUSEU FERROVIÁRIO DE CURITIBA
Shopping Estação
Av. Sete de Setembro, 2775
Curitiba – PR
museu@espacoestacao.com.br
Tel. (41) 2101-9202

CENTRO DE PRESERVAÇÃO FERROVIÁRIA DO PARANÁ
ABPF – Regional Paraná
Rua Mariano Torres, 1115 (antigo Depósito de Locomotivas)
Bairro Rebouças
Curitiba – PR
abpf_pr@yahoo.com.br
Tel. (41) 3089-0520

OUTROS MUSEUS COM COMPONENTES FERROVIÁRIOS NO PARANÁ:
– Estação de Curitiba / Saguão da Serra Verde Express
Museu de Arapoti
Museu de União da Vitória
Museu de Ciências Naturais – Estação de Cornélio Procópio
Museu de Londrina (antiga Estação)
Museu de Ponta Grossa (antiga Estação)
Estação de Antonina
Museu Ferroviário e Marítimo de Paranaguá (em organização)
Obs. – Aguardam-se informações sobre estas unidades museológicas.

SANTA CATARINA

MUSEU FERROVIÁRIO ANSELMO CARMIM
Av. Procópio Lima, s / nº – Centro
Içara – SC
casadacultura@icara.sc.gov.br
Tel. (48) 3432-5847

ESTAÇÃO DA MEMÓRIA
Rua Leite Ribeiro, s / nº – Anita Garibaldi
Joinville – SC
administrativo.estacao@fundacaocultural.sc.gov.br
Tel. (47) 3422-5222

MUSEU FERROVIÁRIO DE TUBARÃO
Av. Pedro Zapellini, 2200 – Bairro Oficina
Tubarão – SC
Tel. (48) 3632-3450

OUTROS MUSEUS COM COMPONENTES FERROVIÁRIOS EM SANTA CATARINA:
Museu do Contestado, em Videira
Museu de Rio Negrinho
Museu de Pirituba
Museu de Joinvile (ferrovias e bicicletas)

RIO GRANDE DO SUL

ESPAÇO CULTURAL JÚLIO ENES ARAÚJO
Sindicato dos Ferroviários do Rio Grande do Sul
Av. Voluntários da Pátria, 595 – 5º andar
Porto Alegre – RS
sindifergs@hotmail.com
Tel. (51) 3225-2167

ESTAÇÃO DO CONHECIMENTO
Prédio da Antiga Viação Férrea
Santiago – RS
estacaoconhecimento1@gmail.com
Tel. (55) 3251-2362

MUSEU DO TREM – CENTRO DE PRESERV. HISTÓRIA FERROVIÁRIA NO RS
Rua Lindolfo Collor, 61
São Leopoldo – RS
museudotrem@saoleopoldo.rs.gov.br
Tel. (51) 3591-8853 – (51) 3592-1943

MUSEU FERROVIÁRIO DE SANTA MARIA
Largo da Gare da Viação Férrea, s / nº
Santa Maria – RS
mariafumaca5@yahoo.com.br
Tel. (55) 3217-1402 – (55) 3027-5460
Obs. – Em fase de organização

INFORMAÇÕES / CORREÇÕES
Informações ou correções que contribuam para aperfeiçoar e atualizar o presente Cadastro Preliminar serão bem acolhidas.
Para contatos e remessa de mensagens:
Victor José Ferreira
Presidente do MPF – Movimento de Preservação Ferroviária
Tel. (21) 3232-9524 – Cel. (21) 7119-8564
E.mail: victorjferreira@gmail.com

F O N T E S
ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária
www.abpf.com.br
ANPF – Associação Nacional de Preservação Ferroviária
www.anpf.com.br
IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus
www.museus.gov.br
Atualização: junho de 2011

Ipanema fica fora dos trilhos

Mal abriu e já vai fechar. A Estação General Osório do metrô, em Ipanema, inaugurada em dezembro de 2009, terá os serviços interrompidos, até o fim do ano — por um período de seis meses —, para as obras de interligação das linhas 1, 2 e 4. De acordo com o diretor de Engenharia da Rio Trilhos, Bento Lima, a Secretaria estadual de Transportes está, no momento, estudando as intervenções necessárias para unir as três linhas. Lima confirma que o fechamento da estação é inevitável.

— A estação foi prevista como término da Linha 1, não tem para onde expandir. Precisaremos mexer e não será possível realizar as obras com a estação em funcionamento. Quanto a isso, não há o que fazer — afirma o engenheiro.

A presidente da Associação de Moradores de Ipanema (AMIpanema), Maria Amélia Loureiro, conta que os passageiros estão apreensivos com a notícia.

— É complicado. As pessoas já se acostumaram com a facilidade do metrô. Agora, depois da estação pronta, eles resolvem fechar de novo. Difícil de entender.

Fonte: O Globo on line, 21/07/2011

Agências reguladoras são alvo de 2.209 processos

Criadas para intermediar problemas, agências são questionadas na Justiça. Mais de 2,2 mil ações tramitam na Justiça decorrentes de recursos contra multas e má qualidade do serviço das concessionárias

As agências reguladoras foram criadas para intermediar conflitos, mas acabaram virando parte deles. De um lado, elas precisam abrandar os ânimos de consumidores cada vez mais descontentes com a deterioração dos serviços públicos ou essenciais. Do outro, têm de fiscalizar e regular empresas intolerantes a multas e regras que lhes são impostas. De uns anos pra cá, o resultado dessa equação virou uma enxurrada de ações judiciais – contra as agências.

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostra que o estoque de processos em tramitação na Justiça soma 2.209 ações ante 1.520 de 2008 – um aumento de 45%. De lá pra cá, 268 ações foram julgadas. Em contrapartida, outras 957 deram entrada nos tribunais brasileiros. Ou seja, o ritmo de solução dos questionamentos é quase três vezes menor que a de novos conflitos.

Na lista de assuntos mais contestados estão problemas ligados a multas aplicadas, inscrição de empresas no Cadastro Informativo dos créditos não quitados (Cadin), qualidade dos serviços prestados, reajustes tarifários, regras contratuais e questões ligadas a licenciamento e licitação de projetos.

No setor de energia, por exemplo, as ações contra as hidrelétricas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte sempre envolviam a agência reguladora. Mas há também problemas administrativos dentro das agências que provocam questionamentos por parte da população, como é a de ações envolvendo concursos públicos.

O ranking dos órgãos mais contestados é liderado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a Abdib, o estoque de processos contra a agência já soma 865 ações – 39% do volume total.

Para a ANP, o aumento é reflexo de fiscalizações mais precisas e focadas em problemas específicos. Um deles é a adulteração de combustíveis, que resulta no fechamento dos postos.

Muitas empresas recorrem à Justiça para reverter a punição e voltar a operar sem nenhuma restrição. As fiscalizações, diz a agência, também acabam detectando falhas econômico-financeiras, como débitos não pagos. Nesse caso, as companhias são incluídas em cadastros negativos e perdem uma série de regalias no mercado. Naturalmente, elas não aceitam e procuram os tribunais. Em alguns casos, conseguem resposta positiva aos seus pleitos e arrastam a decisão por anos.

Nos últimos meses, os questionamentos em relação à piora dos serviços públicos também turbinaram as estatísticas contra as agências. Tanto o Ministério Público como os órgãos de defesa do consumidor responsabilizam os órgãos reguladores pelo produto entregue ao consumidor.

Em dezembro de 2010, por exemplo, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) entrou na Justiça contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e distribuidoras do Estado por causa dos blecautes ocorridos na região. Eles argumentaram que a agência não tinha fiscalizado direito as prestadoras de serviço, que fazem o que querem. “Se o questionamento é de serviço ineficiente, por lógica ele é respaldado pela agência. Portanto, sempre haverá um rescaldo pra ela”, diz o advogado Eduardo Ramires, da Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia.
Tarifas. Depois da qualidade dos serviços, o próximo passo sempre é questionar os reajustes tarifários. Afinal, se o serviço é ruim, a tarifa não pode ser alta. Um exemplo são duas ações judiciais do Ministério Público Federal de Santa Catarina contra os pedágios autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na Autopista Litoral Sul e Planalto Sul, da espanhola OHL. O MPF pede que a agência anule os reajustes tarifários concedidos e os aditivos que permitem prorrogar as obras.

A nova regulamentação da ANTT (segunda colocada no ranking de ações judiciais) para o setor ferroviário deve elevar as estatísticas da agência.

Os representantes das concessionárias, que administram as ferrovias desde a privatização, avisaram que devem questionar as mudanças na Justiça. Eles argumentam que, ao permitir que novos operadores trafeguem por suas malhas, o governo promove uma quebra de contrato.

“Avalio que, se há uma procura crescente por decisões no judiciário, é sinal que as agências não estão conseguindo exercer seu papel da melhor forma possível”, afirma o presidente da Abdib, Paulo Godoy.

Mas ele avalia que, para o ambiente de estabilidade regulatório, o aumento de ações judiciais não é um bom caminho. O ideal, diz, seria a criação de uma câmara arbitral que pudesse absorver essas pendências. Afinal, diz ele, a tão aclamada independência das agências não pode significar fazer o que elas bem entenderem. “Já vimos casos de contestação da legalidade de decisões unilaterais por parte das agências, que altera regras contratuais. Vimos também penalizações sem nenhum fundamento legal.”

A câmara de arbitragem sugerida por Godoy já foi defendida pelo ex-diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, hoje presidente da Light. Seria uma das alternativas para conter a escalada de ações judiciais contra as agências. Na prática, significaria criar instâncias superiores de conciliação e arbitragem. A ideia não é bem aceita pelas agências, que veem na medida uma forma de tirar sua autonomia, diz Godoy.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 25/07/2011

Caterpillar e Hitachi vão investir no Brasil

Grupo americano anunciou fábrica de locomotivas em Sete Lagoas ( MG ) e empresa japonesa negocia a instalação de unidade em Araraquara ( SP ) : investimentos no  setor ultrapassam R$ 250 milhões nos próximos três anos.

O Brasil terá duas novas fábricas de locomotivas. Uma delas será em Sete Lagoas (MG), um projeto de R$ 31,5 milhões do grupo americano Caterpillar, e a outra em Araraquara (SP), resultado da parceria que será assinada entre a japonesa Hitachi e a brasileira Iesa.

A intenção da Caterpillar – uma das maiores fabricantes de máquinas pesadas do mundo – de ter uma fábrica local de locomotivas de alta potência foi anunciada no fim de 2010. Ontem, o grupo anunciou que o projeto será em Sete Lagoas (MG).

A unidade será instalada pela Progress Rail Services, subsidiária da gigante americana. Será a primeira da empresa na América do Sul e deve atender toda a região, diz o presidente da Progress, Billy Ainsworth. A obra deve ser iniciada ainda este ano para aproveitar o bom momento do setor ferroviário no País.

As negociações com o governo mineiro começaram no início do ano e
foram concluídas na semana passada. O Estado apurou que o investimento total será de R$ 31,5 milhões, com a geração de 510 empregos diretos.

A fábrica vai ter capacidade para produzir anualmente 70 locomotiva acima de 4 mil HP. As máquinas terão a marca da Electro-Motive Diesel Inc. A empresa, subsidiária da Progress Rail Services, é líder no setor e tem hoje aproximadamente 33 mil locomotivas em operação.

“Estamos orgulhosos em anunciar a abertura dessa unidade, que vai nos permitir produzir locomotivas para nossos clientes brasileiros e continuar a fornecer produtos de qualidade para nossos clientes em todo o mundo”, afirmou Ainsworth.

A unidade vai ser operada pela MGE Equipamentos e Serviços Ferroviários Ltda, outra subsidiária da Progress. A empresa, especializada na fabricação de peças e motores para locomotivas, foi comprada pela Caterpillar em 2008 como parte do plano de investimento da multinacional no mercado da América do Sul.

Segundo o prefeito de Sete Lagoas, Mário Márcio Maroca, a fábrica, que terá 12 mil metros quadrados, será construída em terreno que pertenceu à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e hoje é de propriedade da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A área já tem galpões e linhas férreas instalados e será cedida por meio de comodato à Caterpillar.

“A unidade vai oferecer à nossa organização uma localização excepcional a partir da qual nós vamos produzir locomotivas de qualidade internacional”, salientou Ainsworth.

Ao instalar a fábrica em Sete Lagoas, a 70 quilômetros de Belo Horizonte, a Caterpillar se aproxima de sua principal concorrente, a GE, instalada na região metropolitana da capital mineira, onde estão também seus principais fornecedores. No fim de 2010, a GE informou que pretende investir US$ 35 milhões nos próximos três anos para dobrar sua capacidade anual de produção, atualmente de cerca de 120 máquinas.

Investimentos. Hitachi e Iesa não confirmam oficialmente a nova fábrica de monotrilhos em Araraquara, pois dizem que só comentarão o assunto quando as negociações forem concluídas. O prefeito do município, Marcelo Barbieri, dá como certo o projeto e divulgou que o governador Geraldo Alckmin fará o anúncio em meados de agosto.

O Consórcio Monotrilho Integração – formado pelas empresas Scomi, Andrade Gutierrez, CR Almeida e Montagens e Projetos Especiais -, que ganhou concorrência para a construção da linha 17-Ouro, que vai do Jabaquara ao Morumbi, deve ativar uma antiga fábrica em Seropédica (RJ) nos próximos meses.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, informa que o setor vai investir R$ 250 milhões nos próximos três anos, valor que não inclui os novos projetos. De 2003 a 2010 foram investidos R$ 1,1 bilhão.

Segundo ele, o mercado brasileiro deve consumir este ano 5 mil vagões, ante 3,3 mil em 2010. As fábricas instaladas no País têm capacidade anual para 12 mil vagões de carga ao ano. A Abifer calcula demanda de 40 mil equipamentos até 2019.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 26/07/2011

Trens brasileiros são movidos a diesel

Parte da paisagem de cidades e capitais europeias como Barcelona, Paris e Lisboa, os VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos)  vivem um boom no Brasil, mas com características singulares: aqui usarão majoritariamente vias férreas já existentes e serão movidos a diesel.

Esse foi o “jeitinho” brasileiro para viabilizar a cara tecnologia de transporte de passageiros onde a demanda não justifica o investimento em metrô, mas supera a de um corredor de ônibus.

Até agora, há apenas um em operação no país: o VLT do Cariri, projeto do governo do Ceará que liga as cidades de Crato a Juazeiro do Norte.
Mas há projetos em fase adiantada em Recife, Maceió, Arapiraca (AL), Fortaleza, Sobral (CE) e Macaé (RJ).

Todos usarão vias já implantadas, o que reduz o investimento. Os carros serão a diesel, também mais baratos.

Com isso, o investimento supera, na maioria dos projetos, R$ 10 milhões por quilômetro. Segundo Márcio Florenzano, diretor comercial da fabricante Bom Sinal, a tecnologia é “ideal” para ligações entre centro e subúrbios ou regiões periféricas.

EUROPEUS

“Não é um VLT que possa se chamar de turístico, embora se iguale em conforto aos europeus.”

Uma das diferenças, diz, é que o embarque não se dá no mesmo nível da via. Além disso, os europeus são movidos a eletricidade. Assim, poluem menos e são silenciosos.
Para Florenzano, porém, os VLTs são vantajosos porque transportam mais gente do que três ônibus juntos e, mesmo a diesel, emitem 50% menos por passageiro.
Líder no Brasil, a Bom Sinal nasceu quase por acaso. Fazia cadeiras escolares e para trens urbanos, quando foi incentivada pelo governo do CE a entrar na licitação do VLT do Cariri. Venceu e hoje há, ao menos, 20 cidades interessadas na tecnologia.

“Tenho certeza de que os projetos vão se espalhar pelo Brasil. Há muita malha ferroviária ociosa, e os VLTs são uma alternativa barata para reabilitar vários trechos com pouco uso”, diz Bartolomeu Carvalho, gerente da estatal CBTU, que administra os projetos de Recife e Maceió.

Existem, porém, ao menos mais três projetos nos quais a tecnologia que se firma no NE não se adapta. Para Brasília, Rio e Baixada Santista, a melhor alternativa é a de veículos elétricos, mais caros.

Fonte: Folha de S. Paulo, 24/07/2011

Superintendente do Dnit do Rio também é do PR

Filiado ao PR, o chefe da Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em São Paulo Ricardo Rossi Madalena poderá engrossar  o grupo de demissões do órgão se o Ministério dos Transportes cumprir a determinação da presidente Dilma Rousseff de que os cargos de segundo e terceiro escalões sejam ocupados por quem não tenha condenações na Justiça. Madalena, que comanda a regional do Dnit há cerca de três anos e meio, por indicação do deputado federal Milton Monti (PR-SP), foi condenado por peculato a dois anos e quatro meses de prisão por desviar sacos de cimento da Prefeitura de Ipaussu, no interior paulista, quando seu pai era prefeito (1989 a 1992). Ele recorreu e conseguiu cumprir a pena, reduzida a um ano e dois meses, em regime aberto.

Engenheiro civil, Madalena era secretário de Obras no município, único cargo público que ele ocupou antes de assumir a superintendência do Dnit. A sentença foi em 1991. Além dele, outros dois funcionários da prefeitura foram condenados. Em sua defesa, Madalena disse que a condenação ocorreu porque “apenas cinco sacos de cimentos” que haviam sido emprestados a moradores da cidade pela prefeitura não foram devolvidos.”Acho que sou uma pessoa ficha limpa. Eu não tenho nada a esconder. Isso faz 20 anos. Nós tivemos uma crise de cimento na época, e a prefeitura decidiu ajudar munícipes que iam aos depósitos e não encontravam o material. Emprestamos cimento e depois eles devolviam. Apenas cinco sacos nunca foram devolvidos”, disse o dirigente do Dnit.
A promotoria não aceitou a alegação de empréstimo na época. “As retiradas de materiais de construção do almoxarifado não podem ser consideradas como empréstimos, uma vez que não houve em nenhum momento qualquer estipulação de prazo de restituição desses materiais. Salientando-se que os mesmos só o foram quando da abertura do inquérito policial e conseqüente oitiva dos envolvidos”, diz trecho da sentença.

Rossi foi indicado por deputado do PR

Filiado ao antigo PL (atual PR) desde 2003, Madalena não esconde que chegou ao Dnit por indicação do deputado Milton Monti, de quem foi assessor parlamentar. “Eu sou indicação do deputado Milton Monti. O Valdemar Costa Neto eu só conheço pelo partido”, disse.

Monti, ao lado do deputado e secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, é acusado de cobrar propina de feirantes da Feira da Madrugada, na capital paulista. Madalena diz não ter motivos para se preocupar com eventual demissão: “Foi um lapso que ocorreu na minha vida e pelo qual eu já paguei. No Dnit, nunca fui chamado pela CGU nem TCU. Cabe ao ministro dizer se quer que eu fique ou não”, afirmou. No Tribunal de Contas da União (TCU), a gestão de Madalena aparece num processo sobre irregularidades na obra do Rodoanel , de responsabilidade do governos paulista e federal.

Suspeitas de irregularidades não são um privilégio da seccional do Dnit em São Paulo. O Ministério Público Federal ajuizou ação de improbidade administrativa contra um engenheiro e três superintendentes do órgão no Rio, entre eles o atual comandante, Marcelo Cotrim Borges, também indicado pelo PR. De acordo com o MPF, o Dnit recebeu mais de R$ 40 milhões da União entre 1999 e 2008 para realizar serviços de manutenção na BR-356 (que começa na divisa entre Minas e Rio e termina em São João da Barra, no Norte Fluminense). O estado de conservação do rodovia, porém, chamou a atenção do procurador da república Cláudio Chequer. “Alguma coisa está errada. O Dnit pagou várias reformas, mas empreiteiras contratadas não executavam o trabalho ou o faziam de forma precária. Se os responsáveis pelo Dnit devem fiscalizar e não fiscalizam, não é por inocência”, afirmou Chequer

Fonte: Veja – São Paulo/SP, 27/07/2011

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES

Baseada nos contratos de concessão, Agência baixa deliberação estabelecendo condições e prazos para regularizar a situação de trechos e ramais ferroviários que estão subutilizados.

 

 

 

DELIBERAÇÃO No- 124, DE 6 DE JULHO DE 2011

 

 

A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres -ANTT, no uso de suas

atribuições, fundamentada no Voto DG -029/11, de 6 de julho de 2011, no que consta

do Processo nº50500.044911/2011-47; e

 

 

CONSIDERANDO o dever contratual das Concessionárias,para exploração e

desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de cargas, de zelar pelos

bens vinculados à concessão,conforme normas técnicas específicas, mantendo-os

em perfeitas condições de funcionamento e conservação, até a sua transferência à

concedente ou à nova concessionária, delibera

 

 

Art. 1º Estabelecer condições e fixar prazos para regularizar a situação de trechos e

ramais ferroviários subutilizados ou sem tráfego de cargas.

 

 

Art. 2º No prazo de 60 (sessenta) dias, contados da publicação desta Deliberação,

deverão ser apresentados, pela Concessionária, à ANTT, os respectivos cronogramas

físicos para execução de obras de recuperação dos trechos e ramais ferroviários

indicados a seguir, de forma a adequá-los para o transporte de cargas, no mínimo

nas mesmas condições previstas quando da celebração dos respectivos Contratos de

Concessão e de Arrendamento.

 

 

I – Trecho: Pradópolis – Barretos; Extensão: 131 km; Concessionária: ALL Malha

Paulista;

 

 

II – Trecho: Bauru – Tupã; Extensão: 172 km; Concessionária: ALL Malha Paulista;

 

 

III – Trecho: Tupã – Adamantina; Extensão: 72 km; Concessionária: ALL Malha

Paulista;

 

 

IV – Trecho: Adamantina – Panorama; Extensão: 155 km; Concessionária: ALL Malha

Paulista;

 

 

V – Ramal de Piracicaba; Extensão: 45 km; Concessionária: ALL Malha Paulista;

 

 

VI – Trecho: Maringá – Cianorte; Extensão: 92 km; Concessionária: ALL Malha Sul;

 

 

VII – Trecho: Santo Ângelo – Cerro Largo – São Luiz Gonzaga; Extensão: 106 km;

Concessionária: ALL Malha Sul;

 

 

VIII – Trecho: Santiago – Dilermando Aguiar; Extensão: 142 km; Concessionária:

ALL Malha Sul;

 

 

IX – Trecho: Entroncamento – Livramento; Extensão: 156 km; Concessionária:

ALL Malha Sul;

 

 

X – Trecho: Presidente Epitácio – Presidente Prudente; Extensão: 104 km;

Concessionária: ALL Malha Sul;

 

 

XI – Trecho: Morretes – Antonina; Extensão: 16 km; Concessionária: ALL Malha Sul;

 

 

XII – Trecho: Cabo – Propriá; Extensão: 549 km; Concessionária: Transnordestina

Logística;

 

 

XIII – Trecho: Ribeirão Preto – Passagem; Extensão: 63 km; Concessionária: Ferrovia

Centro-Atlântica;

 

 

XIV – Trecho: São Francisco – Propriá; Extensão: 431 km; Concessionária: Ferrovia

Centro-Atlântica;

 

 

XV – Trecho: Paripe – Mapele; Extensão: 8 km; Concessionária: Ferrovia Centro-

Atlântica;

 

 

XVI – Ramal de Ladário; Extensão: 5 km; Concessionária: ALL Malha Oeste;

 

 

XVII – Trecho: Santiago – São Borja; Extensão: 160 km; Concessionária: ALL

Malha Sul;

 

 

XVIII – Trecho: Varginha – Evangelista de Souza; Extensão: 21 km; Concessionária:

ALL Malha Paulista;

 

 

XIX – Trecho: Indubrasil – Ponta Porã; Extensão: 304 km; Concessionária: ALL Malha

Oeste;

 

 

XX – Trecho: Barão de Camargos – Lafaiete Bandeira; Extensão: 334 km;

Concessionária: Ferrovia Centro-Atlântica;

 

 

XXI – Trecho: Cavaru – Ambaí; Extensão: 143 km; Concessionária: Ferrovia Centro-

Atlântica;

 

 

XXII – Trecho: Salgueiro – Jorge Lins; Extensão: 595 km; Concessionária:

Transnordestina Logística;

 

 

XXIII – Trecho: Paula Cavalcante – Macau; Extensão: 479 km; Concessionária:

Transnordestina Logística;

 

 

XXIV – Trecho: Ambaí – Santo Bento; Extensão: 18 km; Concessionária: Ferrovia

Centro-Atlântica;

 

 

XXV – Trecho: Marques dos Reis – Jaguariaíva; Extensão: 210 km; Concessionária:

ALL Malha Sul;

 

 

XXVI – Trecho: Passo Fundo – Cruz Alta; Extensão: 194 km; Concessionária: ALL

Malha Sul;

 

 

XXVII – Trecho: Mafra – Porto União; Extensão: 242 km; Concessionária: ALL Malha

Sul;

 

 

XXVIII – Trecho: Porto União – Passo Fundo; Extensão: 173 km; Concessionária:

ALL Malha Sul;

 

 

XXIX – Trecho: São Luiz Gonzaga – Santiago; Extensão: 115 km; Concessionária:

ALL Malha Sul;

 

 

XXX – Ramal de Cachoeira do Sul; Extensão: 6 km; Concessionária: ALL Malha

Sul;

 

 

XXXI – Trecho: Biagipólis – Itaú; Extensão: 165 km; Concessionária: Ferrovia Centro-

Atlântica;

 

 

XXXII – Trecho: General Carneiro – Miguel Burnier; Extensão: 84 km; Concessionária:

Ferrovia Centro-Atlântica;

 

 

XXXIII – Trecho: Barretos – Colômbia; Extensão: 54 km; Concessionária: ALL Malha

Paulista.

 

 

Parágrafo único. Para o trecho ferroviário indicado no inciso I, o cronograma físico

das obras de recuperação deverá prever a capacitação da via permanente para o

transporte de 32,5 t/eixo.

 

 

Art. 3º Esta Deliberação entra em vigor na data de sua publicação.

 

 

BERNARDO FIGUEIREDO

 

 

Diretor-Geral

Mulheres podem ganhar mais espaço nos trens

Projeto de lei solicita vagões exclusivos em horário integral.

As mulheres podem conquistar, em breve, mais espaço nos trens da SuperVia. Apresentado na Assembleia  Legislativa do Rio, o projeto de lei número 662 / 2011 reivindica que carros especiais sejam disponibilizados durante todo o dia e não apenas nos horários de pico — das 6h às 9h e das 17h às 20h —, como é feito desde 2006. A nova lei seria exclusiva para trens, não sendo extensiva ao metrô.

— Recebo muitas reclamações de moradoras, principalmente de Caxias, sobre assédio nos trens, inclusive nos vagões femininos, que não são respeitados. Além de aumentar a oferta, vamos cobrar a fiscalização — afirmou o deputado Samuquinha (PR), autor do projeto ao lado de Thiago Pampolha (PRP).

A SuperVia informou, em nota, que segue a lei estadual 4.733/06, que exige carro exclusivo para mulheres nos horários de maior movimento.

Fonte: O Globo – Rio de Janeiro/RJ, 18/07/2011

Transportes desperdiça R$ 63 bilhões em 9 anos

Não bastassem as denúncias de corrupção que há 2 semanas assombram o Ministério dos Transportes, uma análise de seu orçamento revela incapacidade na gestão dos recursos  destinados a investimentos. Levantamento da ONG Contas Abertas no Orçamento da União – a que o Estado teve acesso – mostra que a pasta deixou de usar, desde 2002, cerca de R$ 63 bilhões destinados a investimentos no setor.

O cálculo – que foi ajustado pela inflação e exclui os gastos de custeio – revela que o ministério conseguiu gastar só 57% do valor previsto. Na primeira metade deste ano, por exemplo, o ministério investiu pouco mais de um terço (35%) do orçamento. Foram destinados a investimentos em transportes em 2011 R$ 17,1 bilhões. Só R$ 6,1 bilhões haviam sido pagos até o início do mês.

O ano de eleição da presidente Dilma Rousseff, 2010 foi o período em que os transportes mais receberam recursos – 78% (ou R$ 13,7 bilhões) dos recursos previstos foram de fato investidos.

Os principais argumentos dados pelo governo para justificar os atrasos nas obras são a fiscalização dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, e o suposto rigor da legislação ambiental.

Se o Ministério dos Transportes não consegue gastar todo o valor reservado para investimentos, não é por falta de obras pendentes. Os R$ 63 bilhões excedentes nos últimos anos são seis vezes o valor estimado pela CNT para resolver os problemas nos aeroportos do País (R$ 9,7 bilhões) – apontados como principal gargalo para a Copa de 2014.

O dinheiro economizado pela pasta equivale, ainda, a um terço dos investimentos necessários nas estradas (estimado pela CNT em R$ 190,1 bilhões).

Fonte: O Estado de S.Paulo, 17/07/2011

Governo assumirá custo extra das obras do TAV

Governo federal vai subsidiar  o trem-bala, caso o custo da  futura  concessionária, responsável  pelas obras  de infraestrutura,  supere o preço  pago pela operadora do negócio. “A União é fiadora dessa equação e vai assumir o risco”, afirmou Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que conduz o negócio do trem de alta velocidade que ligará Rio, São Paulo e Campinas.

“Alguém tem de entrar bancando, e pode ser a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), como representante do Poder Público”, completou Figueiredo. A nova estatal teve sua criação autorizada por lei e assumirá riscos maiores na operação, conforme antecipou o Estado na semana passada. “Se a conta não fechar, tem de ter subsídio”, reiterou. O dinheiro sairia do Tesouro.

Depois do fracasso da licitação na semana passada, o negócio ganhou novo modelo e passará por três fases até a escolha das empreiteiras. O primeiro edital do novo modelo deverá ser lançado em outubro, depois de uma rodada de conversas com operadores e donos da tecnologia de seis países: Alemanha, França, Espanha, China, Coreia e Japão.

Ganhará a primeira etapa, para operar o negócio, quem oferecer um projeto básico com custo menor e um maior valor pelo arrendamento da infraestrutura. O grupo que ganhar essa primeira fase, prevista para fevereiro de 2012, terá mais seis meses para detalhar o projeto executivo, baseado na tecnologia escolhida, segundo o cronograma preliminar definido pela ANTT.

Segunda rodada. Com base no projeto já detalhado, haverá uma segunda licitação, para concessão das linhas e estações. Quem ganhar será responsável pela construção da infraestrutura e poderá explorar comercialmente não apenas o espaço das estações, mas as áreas às margens da ferrovia, para anúncios publicitários, por exemplo. O perfil traçado pelo governo para assumir a concessão é de um investidor desvinculado de empreiteiras. No Rio, já está certo que o trem-bala sairá da estação Leopoldina, no centro. Em São Paulo, o futuro operador poderá escolher entre o Campo de Marte e a Barra Funda.

Caberá à concessionária da infraestrutura selecionar empreiteiras, por meio de concorrência internacional, na terceira fase do negócio, para construção das linhas. A obra será dividida em lotes, com possibilidade de participação de várias empreiteiras.

A concessionária terá financiamento de até R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme empréstimo já previsto na primeira tentativa de leilão. Já a operadora e responsável pela tecnologia buscará financiamento externo.

Caso o custo do aluguel da infraestrutura supere o valor pago pela operadora, a União bancará a diferença, prevê o novo modelo, que espera estimular a concorrência e evitar acertos prévios entre empreiteiras. A operação e a concessão serão licitadas por um prazo de 40 anos.

Pela estimativa da ANTT, o trem-bala levará 32,6 milhões de passageiros ao ano no início da operação. O número de passageiros alcançaria 99,3 milhões em 30 anos. A futura operadora fará a própria estimativa de demanda mínima, abaixo da qual assumirá riscos. Se o número de passageiros for maior que o estimado pela operadora, o ganho extra ficará com a União.

Fonte: O Estado de S. Paulo – São Paulo/SP, 19/07/2011