Apuração das eleições

Foi realizada no dia 16 de agosto de 2011 pela Comisão Eleitoral, a apuração da eleição dos terços dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Aenfer, para o triênio 2011
a 2014, e ainda, do suplente do representante no CREA-RJ, até 31/12/2012.

Considerando-se os percentuais de cada participantes em relação ao número de votantes, os resultados foram os seguintes:

Resultado da Apuração da Eleição da Aenfer

Museóloga apresenta estudo sobre a criação do museu ferroviário

A Aenfer recebeu no dia 11 de agosto de 2011 a museóloga Maria Clara de Medeiros Neves para participar do ciclo de eventos de palestras técnicas promovido pela Associação. Maria Clara apresentou um estudo sobre a “Criação do Museu Ferroviário Nacional”, que tem como objetivo criar um museu ferroviário na Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro.  Esse assunto surgiu através de conversas com um grupo de associados da ABPF e da Aenfer, o que serviu de base para ser levado ao Ministério dos Transportes que abraçou a ideia e contratou para coordenar o projeto a Universidade de Santa Catarina. A museóloga explicou que em princípio o prazo previsto para elaborar o projeto é de um ano, iniciou em 2010, o que não permite ir além de um estudo, mas a finalidade é mostrar o conceito de um museu ferroviário e a atuação dele na comunidade.

Primeiro de tudo temos que pensar na importância do transporte ferroviário no Brasil e no mundo, o que mudou na história com o advento do transporte ferroviário, disse Maria Clara.

Ela acrescentou que não há nada definido quanto a acervos e espaço, mas o objetivo é mostrar a importância desse estudo com a criação do museu, criar um núcleo social de cidades e fazer renascer o transporte ferroviário, logo que já existem pequenos acervos que não podem ser perdidos. Ela e o grupo que elaborou o projeto defendem a localização do museu em Barão de Mauá por vários motivos e lembrou que hoje o prédio localizado próximo a zona portuária do Rio de Janeiro, está ocioso e ganharia uma função importante.

Alguns conceitos da criação do Museu

•    Fugir à concepção tradicional de museus;
•    Museu com ênfase na história e tecnologia ferroviária;
•    Adoção de TIC’s (Tecnologia da Informação e Comunicação) compatíveis com os grandes museus internacionais de ciência e tecnologia e com o que se pretende informar no MFN;
•    Museografia dinâmica, contextualizada e interativa: envolvimento intenso do público com o Museu pela participação direta em experimentos e observações de fenômenos reais e virtuais;
•    Compreensão da tecnologia ferroviária, sua história e evolução;
•    Incorporação de acervos representativos das diversas ferrovias brasileiras, seja nas exposições internas, no pátio, exposições de longa duração, temporárias e itinerantes;
•    Envolvimento da comunidade do entorno pela oferta de atividades de interesse;
•    Política de enriquecimento de conteúdos das escolas públicas e particulares;
•    Desenvolvimento de projetos criativos com a participação do público, principalmente de estudantes.

O projeto despertou o interesse do público que acompanhou atentamente as explicações da museóloga e deu sugestões pedindo para que o estudo possa ser concretizado. Maria Clara sugeriu a participação maciça de entidades ferroviárias e da sociedade civil para que, juntas, possam realizar efetivamente a construção do Museu Ferroviário.

 

Uma copa verde?

O Brasil tem condições técnicas e econômicas para realizar uma copa verde em 2014.  Evidentemente,  realizar um evento sustentável não se restringe a construir ou reformar estádios de acordo com concepções ambientalmente corretas, meta preconizada pela Fifa, mas envolve um conjunto de obras relacionado à infraestrutura necessária ao megaevento.

A arquitetura e a engenharia brasileira possuem atualmente know how para conceber projetos e construções sustentáveis, na mais ampla acepção do termo, conforme definido por entidades internacionais, como o Green Building Council, e certificações como LEED e AQUA. Há ainda os selos SustentaX e Procel Edifica, ambos brasileiros.??De acordo com essas organizações, as edificações (incluindo os estádios) ganham pontos conforme a localização do edifício, a aquisição de materiais certificados e até a energia despendida para seu transporte – o ideal é que a distância a ser percorrida não exceda 300 km.

Também consideram-se a adoção de sistemas de energia racionalizados ou cuja fonte é renovável, a opção por projetos que privilegiem a ventilação cruzada, em detrimento do emprego de ar-condicionado, e de sistemas hidrossanitários que garantam o uso racional e a reutilização da água. Além disso, vale citar o aproveitamento da chuva, a destinação adequada e a reciclagem dos rejeitos, tanto na obra como na pós-ocupação.

No Brasil, até como exigência da Fifa para a Green Goal (meta verde), a maioria dos estádios que serão reformados ou construídos inclui itens de sustentabilidade em seu planejamento. Alguns, já em fase final de definição de projeto, como os de Cuiabá, Brasília, Manaus, Porto Alegre e Salvador, podem ser listados como “estádios verdes”. Todos, por exemplo, terão painéis fotovoltaicos na cobertura para a produção de energia solar.

Há, porém, a necessidade de as 12 cidades-sede desenvolverem planos diretores para a sustentabilidade nas áreas de saneamento, com a ampliação da coleta e tratamento de água e esgoto; de adotarem programas de reciclagem do lixo e substituírem lixões por aterros sanitários; fazerem obras de drenagem e transferência de populações em áreas de risco. No transporte, exige-se a implantação ou ampliação de linhas de metrô e de transporte de massa, como veículos leves sobre trilhos e bus rapid transit, entre outros, movidos por energia elétrica ou combustíveis renováveis.??Do ponto de vista econômico-social, a realização da copa verde exige um amplo programa de qualificação profissional que ofereça oportunidades de emprego a milhares de pessoas.

Sem planejamento e gestão eficiente das ações e dos empreendimentos, porém, dificilmente o Brasil atingirá essa meta, tendo em vista as carências existentes nas mais diversas áreas. Corremos o risco, portanto, de ganhar a Copa, mas não marcar o gol mais importante: fazer um evento sustentável, ambiental, social e economicamente.

Fonte: Revista Planeta Sustentável – São Paulo/SP, 03/08/2011

TAV: Incentivo para sócio

O presidente da  T’ Trans, Massimo Giavina, afirmou na última terça-feira, dia 03, que o  Plano Brasil Maior, que dá preferência de 25% na compra de  produtos nacionais pelo governo e redução da carga tributária às empresas brasileiras, pode aumentar a atratividade da indústria ferroviária nacional para associar-se com empresas estrangeiras para participar do leilão do TAV Rio-São Paulo.

Segundo Giavina, no setor ferroviário, em particular, o material rodante, em que os bens têm uma vida útil de 30 anos, esse plano possibilitará assegurar não só a competitividade, mas também o atendimento da assistência técnica e componentes de reposição, contrariamente ao que acontece com o material importado, que, após a entrega, se deteriora por falta de assistência, manutenção e indisponibilidade de sobressalentes.

“Esse Plano contemplará a indústria nacional com os mesmos privilégios que indústria estrangeira sempre teve nos seus países de origem. Finalmente, podemos afirmar que pela primeira vez houve uma conscientização do Governo Federal com relação à indústria brasileira”, afirmou Massimo.

Fonte: Revista Ferroviária, 04/08/2011

Metrô – SP quer Congonhas

O Metrô de São Paulo  planeja construir um acesso dentro do saguão do aeroporto de Congonhas ( zona sul ), para ligá-lo a uma futura estação de monotrilho a ser erguida no entorno.

A informação é da reportagem de Vanessa Correa e Ricardo Gallo publicada na edição desta quarta-feira da Folha. De acordo com o texto, o acesso, que poderia ser subterrâneo ou elevado, conectaria o aeroporto à estação Congonhas, da linha 17-ouro, que o Metrô quer entregar parcialmente até 2014. O plano foi informado ontem pela Infraero ao Conpresp (conselho municipal de patrimônio histórico).

A localização exata da estação ainda será definida. Inicialmente, ela ficaria na avenida Washington Luís, em frente a Congonhas, mas o conselho vetou. O conselho discute se tomba algumas construções do aeroporto, o que obrigaria a Infraero a submeter ao órgão qualquer intervenção.

Fonte: Folha.com – São Paulo/SP, 03/08/2011  HYPERLINK “javascript:fontSize(-1)” \o “Diminuir fonte”

Indústria não quer chinês

Depois de ver a casa arrombada por quatro vezes por trens coreanos e chineses, vendidos ao Rio e a Salvador, a indústria ferroviária nacional está tentando “por um cadeado na porta”  através de uma forte mobilização contra a muito provável compra de mais 60 trens chineses para a Supervia, no Rio de Janeiro, pelo governo do estado.

Ontem, em reunião no Simefre, o presidente da entidade, José Antonio Martins, disse que seria “uma afronta à indústria nacional”  ver o governo do Rio repetindo o que fez há dois anos, ao comprar 30 trens de quatro carros e depois mais quatro também de quatro carros da Changchung Railway Vehicles Corporation, pertencente ao conglomerado chinês CNR. A fábrica da Changchung volta hoje uma boa parte de sua capacidade de produção para o Brasil, pois ali também estão sendo fabricados 19 trens de seis carros adquiridos pelo Metrô Rio, concessionária privada.

No início da reunião – que contou com a presença do secretário de
Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes – os empresários se mostravam entusiasmados com o anúncio, na véspera, do plano Brasil Maior, com suas normas de desoneração fiscal para a indústria e margem de preferência de 25% para produtos nacionais nas compras governamentais. Logo em seguida, no entanto, o presidente da Abifer, Vicente Abate, observou que a licitação a ser aberta no mês que vem pelo governo do Rio para a compra dos trens da Supervia terá financiamento do Banco Mundial, e dessa forma escaparia não só da margem de preferência como também do imposto de importação de 14% sobre importação de equipamento ferroviário. Foi assim, com isenção de imposto alfandegário, que os primeiros 34 trens foram comprados.

As duas entidades do setor decidiram partir para o ataque. O presidente do Simefre, gaúcho como a presidenta da República, e próximo a ela, vai atuar em Brasília, enquanto o presidente da Abifer, diretor da AmstedMaxion, fábrica de vagões, vai mobilizar a força sindical para fazer pressão sobre o governo do Rio.  Uma outra compra a ser feita pela Supervia, de mais 30 trens, esta com recursos privados, da Odebrecht Transport, que hoje controla a operadora, também está a caminho. Ou seja, uma encomenda total de 90 trens, próxima da compra de 105 trens feita pela CPTM há quatro anos, e que levou à instalação da fábrica da CAF em Hortolândia (SP). Não está descartado, por sinal, que uma fábrica da CNR venha a ser instalada em Três Rios (RJ), onde a T’Trans, associada do Simefre, tem as suas instalações prontas para receber os chineses, caso a encomenda seja de fato ganha por eles.

Segundo uma fonte da indústria, os chineses tem grandes chances de levar a encomenda, pois é natural que a Supervia queira  uma frota homogênea de novos trens, o que simplifica e barateia a manutenção.

Além disso, o Rio possui um programa de incentivo à produção de material ferroviário, o programa Rio Ferroviário, com incentivos fiscais, o que beneficiaria a associação CNR/T’Trans. E também existe a declaração mais do que franca do secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, feita numa reunião anterior do Simefre: “O Rio não vai comprar trens mais caros para gerar emprego em São Paulo”.  Parece o cenário ideal para que se repita, em Três Rios, o que aconteceu em Hortolândia.

Fonte: Revista Ferroviária, 04/08/2011

Trens do Rio com problema

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Estado do RJ (  Agetransp ) registrou neste ano pelo menos um  incidente por  semana envolvendo trens da Supervia,  a concessionária responsável pelo transporte ferroviário no Estado.

No total, a Agetransp protocolou 35 ocorrências desde o dia 12 de janeiro. Em todos os casos, foram instauradas sindicâncias ou procedimentos de investigação.
A concessionária já foi notificada por casos de descarrilamentos, panes elétricas e outras falhas técnicas, má conservação dos trilhos, furto de cabos, erros no processo de bilhetagem, atrasos na operação, entre outros.

O Ministério Público informou que está observando a sucessão de problemas, e há expectativa de que a Supervia assine um Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) na próxima terça-feira (9). Não está descartada a hipótese de multa em caso de novos incidentes.

Segundo o MP, a empresa precisa reavaliar o seu planejamento operacional, além de modernizar a estrutura ferroviária.

Pelo menos 49 trens em circulação no Rio de Janeiro têm idade média de 50 anos. Dois deles serão aposentados já no ano que vem.

Tais composições apresentaram problemas no dia 27 de julho, quando enguiçaram nos ramais de Saracuruna e Japeri, respectivamente. Os passageiros tiveram que caminhar pelos trilhos até a estação mais próxima.

Multa de R$ 100 mil

O Ministério Público move uma ação civil pública contra a Supervia desde 2009. Há, inclusive, uma liminar que autoriza a aplicação de multas de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento de um acordo firmado entre o MP e a concessionária.
Uma das cláusulas estabelece que a empresa fica obrigada a solucionar panes elétricas em até 48 horas.

Atualmente, a Supervia conta com uma frota de 160 trens, sendo que apenas 38 têm ar-condicionado e são considerados novos.

Em parceria com o governo do Estado, a concessionária estabeleceu metas a fim de ampliar a frota para 231 composições até 2016, das quais 140 serão recém-adquiridas. A média de idade dos trens deve baixar para 19 anos, de acordo com o cronograma.
Recentemente, o governo estadual comprou o primeiro lote de trens novos de uma empresa chinesa, que há dois meses apresentou o modelo do veículo que será exportado para o Brasil.

São 34 composições que devem estar em operação no Rio até março de 2012. O valor do investimento foi de 187 milhões de dólares.

Mais um caso

Nesta terça-feira (2), mais um caso de descarrilamento assustou os usuários da Supervia.

À noite, saíram dos trilhos as rodas de dois vagões de um trem que seguia no sentido Saracuruna, nas proximidades da estação Campos Elíseos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Segunda a assessoria de imprensa da empresa, não houve feridos. Funcionários da concessionária coordenaram o procedimento de desembarque emergencial.

Em pelo menos sete ocorrências registradas neste ano, os passageiros precisaram caminhar pelos trilhos para chegar em segurança à estação mais próxima.

Fonte: UOL – São Paulo/SP – NOTÍCIAS, 03/08/2011

Ferrovia do século 19

Um trecho ferroviário do tricentenário   “caminho novo”   da Estrada Real deve ser reativado até o fim do ano em Paraíba do Sul, a 137 quilômetros do Rio, na divisa com Minas Gerais. Depois de seis anos parada, a maria-fumaça Baldwin, de 1910, voltará a percorrer 14 quilômetros de trilhos construídos no século 19 entre o centro da cidade e os distritos de Werneck e Cavaru.

Para comerciantes e moradores, é a esperança de retomada do turismo. Será o sexto trecho da Estrada Real a contar com viagens de trens turísticos no Brasil. Os outros estão em São Paulo, na Estrada de Ferro Campos de Jordão, ou em Minas – Trem das Águas, em São Lourenço, Serra da Mantiqueira, em Passa Quatro, da Vale, entre Ouro Preto e Mariana, e a maria-fumaça que faz o trecho São João Del Rey – Tiradentes.

“Quem sabe um dia não poderemos andar de trem novamente na Estrada Real? É um sonho de todos nós”, conta o empresário Talis Lelis, vencedor da concorrência para concessão do trecho em Paraíba do Sul.

A reforma da maria-fumaça será custeada pelo governo do Estado: R$ 303 mil. Para a revitalização dos trilhos, Lelis espera contar com o apoio da Ferrovia Centro-Atlântica, que administra o trecho. “Com a volta do trem, esperamos impulsionar todo o turismo.”

O comerciante Francisco Vilela Novaes há três décadas tem uma loja na frente da Estação Cavaru. Aos 51 anos, ele viu de perto as três tentativas anteriores (em 2003, 2004 e 2005) de colocar o trem em funcionamento. Na última, sob administração da prefeitura, o passeio durou quatro meses e foi encerrado em 1.º de maio de 2005. “Agora, criamos nova expectativa. É uma pena ver um caminho que já foi tão importante para o Brasil desativado.”

Cada tentativa de reabertura foi documentada pelo historiador Luiz Carlos Coelho, de 66 anos, que de tão tradicional dá nome à galeria cultural da cidade, localizada na Estação Central. “Essa linha férrea é cheia de histórias. Em 1960, foi palco de um dos maiores assaltos do Brasil. Tião Medonho assaltou o “trem pagador” e levou 27,6 milhões de cruzeiros.”

A história de Paraíba do Sul, com seus pouco mais de 41 mil habitantes, está ligada à da Estrada Real. Garcia Rodrigues Paes, filho do bandeirante Fernão Dias, chegou em 1681 à região que receberia o município. Ali, ele viu a possibilidade de abrir um novo caminho entre as minas de pedras preciosas em Minas Gerais e o porto do Rio.

O chamado “caminho velho”, entre Ouro Preto (então Villa Rica) e Paraty, era alvo de assaltantes, o que criou a necessidade de fazer uma nova rota.

Passeios. Segundo a Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos, existem hoje no Brasil 32 passeios de trens e há projetos para a criação de pelo menos outros 20. Do total, 24 pertencem ao projeto Trem é Turismo, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que abrange 11 Estados. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado, no Rio, o do Vinho, no Rio Grande do Sul, e o do Forró, em Pernambuco.
A Estrada Real por dentro

A construção da Estrada Real foi determinada no século 17 pela Coroa Portuguesa para fiscalizar a circulação de riquezas entre Minas Gerais e o litoral do Rio de Janeiro, de onde saíam os navios para Portugal. Atualmente, o complexo da Estrada Real conta com 1.600 km e compreende 177 cidades: 162 em Minas, oito no Rio de Janeiro e sete em São Paulo.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 04/08/2011