Inauguração da primeira fase do VLT-Macaé está prevista para julho

O trânsito frequentemente congestionado de Macaé ganhará um alívio no dia 29 de julho, dia de aniversário da cidade. É quando será inaugurada a primeira fase do projeto VLT-Macaé. A sigla, que significa Veículo Leve sobre Trilhos, representa uma esperança de escape para os constantes engarrafamentos na cidade. Nesta primeira etapa, o trem levará do Centro à área sul da cidade (no polo industrial do município), onde fica o bairro de Imboassica. São 12,5 quilômetros de percurso.

Nesse momento serão cinco estações provisórias, feitas de estrutura tubular, e duas terminais. Por um tempo indefinido, a população poderá usar o serviço gratuitamente. A ideia é que os administradores do transporte possam fazer uma pesquisa sobre a procura pelo veículo. Para todo o projeto foram investidos R$ 80 milhões.

— É um novo segmento de transporte público. Metade da população da cidade, algo em torno de cem mil pessoas, utiliza ônibus para se locomover. Esperamos reduzir bastante a quantidade de frotas — explica Bráulio Lopes, gerente do projeto VLT Metrô-Macaé.

Coordenador de operações do VLT, José Carlos Rogel é um dos mais empolgados com o projeto, e garante que o novo meio de transporte vai finalmente convencer o morador a deixar o carro em casa.

— Não só é mais rápido, como ajuda o meio ambiente. Não usamos o diesel, mas o biodiesel, que é mais limpo — explica.

Fonte: O Globo Online, 27/06/2012

Rio: Inea aprova licença para obras da Linha 4

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, apresentaram na tarde desta segunda-feira a licença de instalação (LI) para as obras de expansão do metrô na Zona Sul. A LI foi aprovada com uma série de restrições, entre elas a redução em 32% no número de árvores a serem transplantadas (de 113 para 77) na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. O Conselho Diretor do Inea aprovou, ainda, a exigência de replantio de 400 árvores no bairro.

— A prefeitura decidirá as espécies e os locais exatos dessas árvores — disse o secretário.

Outra medida adotada foi a proibição de novas lojas, uma das reivindicações da população. Também está prevista a instalação de bicicletários em todas as estações da linha 4 do metrô. — Estão vedados os estabelecimentos comerciais para que não haja competição com o comércio local — disse Minc, que acrescentou que os acessos à estação da Nossa Senhora da Paz não serão por dentro da praça.

Além da preservação ambiental, o consórcio Rio Barra, responsável pela obra, terá que se comprometer em manter o aspecto recreativo da praça, que será restaurada. Outras modificações estabelecidas pela LI foram no traçado do futuro itinerário Humaitá-Jardim Botânico-Gávea e na estação da Gávea, que deverá ter dois pavimentos.

— O metrô não vai passar mais por trás do Parque Lage, nem por cima da Rua Jardim Botânico porque isso afetaria os lençóis freáticos. Então, ficou acertado que, daqui a seis meses, a concessionária vai apresentar um novo projeto, pelo qual o metrô vai passar pela frente do Parque Lage e por baixo da Rua Jardim Botânico e também a estação da Gávea, que será em dois níveis — afirmou Minc.

O Governo do estado divulgou que estuda, ainda, um novo projeto de expansão da Linha 4 do metrô, que ligue a estação da Gávea ao Centro, passando pelo Jardim Botânico, Humaitá e Laranjeiras. Segundo o estudo, o novo traçado deve percorrer as proximidades do Largo da Carioca e, portanto, não terminaria mais em Botafogo (perto do shopping Rio Sul), como no antigo projeto. O estudo deve ficar pronto até o final do ano e, depois de licitado, o projeto deve ser elaborado em 18 meses. O Governo afirma, porém, que esse trecho de ligação ao Centro não deve ficar pronto até 2016.

Associações em Ipanema divergem sobre as restrições

Apesar das restrições anunciadas, a coordenadora da ONG Projeto de Segurança de Ipanema, Ignez Barreto, afirma que o projeto ainda vai prejudicar a praça.

— Mesmo que os acessos fiquem no entorno, serão cerca de 40 mil pessoas por dia circulando na praça – disse Ignez, que defende que as saídas sejam na Rua Visconde de Pirajá, entre as Ruas Maria Quitéria e Garcia d’Ávila.

Já para o presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Carlos Monjardim, as contrapartidas impostas pela Secretaria e pelo Inea são um avanço.

— Não podemos ser contra o progresso. Cabe às associações tentar minimizar os transtornos. Em uma reunião com o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, tivemos a garantia dessa redução das árvores transplantadas e também a possibilidade de indenização para os comerciantes que tiverem queda no faturamento durante as obras — disse Carlos, que acrescentou que a Associação Comercial de Ipanema propôs o uso dos tapumes como publicidade para os comerciantes locais.

Acesso para o metrô na Lagoa ainda não foi oficialmente apresentado

Segundo o chefe de serviço do Inea, Maurício Couto, a possibilidade de haver uma saída de ventilação do metrô para a Lagoa , como O GLOBO noticinou nesta segunda-feira, ainda não foi apresentada oficialmente ao instituto. O canal de ventilação está previsto para passar no espaço entre dois prédios, os números 1976 e 2014 da Avenida Epitácio Pessoa.

— A RioTrilhos ainda não tem nada oficial sobre essa proposta. Mas, havendo esse acesso, ele poderá ser uma área de serviço do metrô ou entrada de passageiros.

Fonte: O Globo, 25/06/2012

Seminário Transtrilhos

Presidentes da Aenfer e Clube de Engenharia falam sobre seminário “TRANSTRILHOS – O transporte sobre trilhos que o RIO precisa”

O presidente da Aenfer engº Luiz Lourenço de Oliveira esteve no dia 19 de junho no Clube de Engenharia para um encontro com o presidente daquela entidade engº Francis Bogossian. O motivo da visita foi para acertar os últimos detalhes do seminário TRANSTRILHOS – O transporte sobre trilhos que o RIO precisa”, evento promovido pelas duas instituições e que será realizado no Clube de Engenharia nos dias 08, 09 e 10 de agosto.

Além dos presidentes citados o Jornal Aenfer entrevistou também os presidentes da Academia Nacional de Engenharia Paulo Vivácqua e Crea-RJ Agostinho Guerreiro. Eles falaram da importância do seminário e o que esperam do evento.

A entrevista completa esta na edição do Jornal Aenfer do mês de julho.

Expresso das Letras

Locomotivas diesel e sua história

Com a participação de vários colegas ferroviários e ferroviaristas a Academia Ferroviária de Letras (AFL) realizou no dia 11 de junho, palestra com o tema Locomotivas diesel e sua história.

A palestra aconteceu no auditório da Aenfer às 10 horas e foi aberta pelo presidente e diretor da AFL Sávio Neves e Victor José Ferreira respectivamente que na oportunidade elogiou o Jornal Aenfer com conteúdo de interesse à categoria ferroviária.

O engenheiro João Bosco Setti discorreu sobre o tema citado e contou episódios interessantes sobre as locomotivas diesel e sua evolução.

“Talvez o que poucos perceberam com a chegada dessa locomotiva é que eles trouxeram cores a esse veículo ferroviário, detalhe interessante, visto que, a grande maioria, cerca de 90% era preta”, disse o palestrante.

Levando-se em conta que a ferrovia atinge o imaginário popular e tem um apelo muito forte, Bosco Setti salientou que a ferrovia teve predomínio a vapor por mais de 100 anos, vindo, a seguir as locomotivas elétricas e só depois surgindo as locomotivas a diesel.

Bosco Setti explicou que o início da tração diesel no Brasil ainda é pouco estudada e faltam informações sobre sua história. Apesar da pouca notícia a respeito desse assunto, o palestrante deu detalhes que muitas vezes passam despercebidos aos olhos de um leigo como por exemplo os estilos dessas locomotivas que parecem ser rigorosamente idênticas e no entanto existem vários modelos. São particularidades que só um estudioso no assunto ou quem aprecia essas máquinas que conseguem perceber.

O engenheiro disse que na década de 1970 o Brasil fez grandes compras de locomotivas importadas, mas fabricou aqui também por um longo período. Ele informou que no ano passado o Brasil foi escolhido como sede da segunda fábrica da Electro Motive Diesel (EMD) e a fábrica deverá ficar pronta ainda esse ano em Sete Lagoas (MG).

João Bosco Sertti que é membro da AFL finalizou sua apresentação agradecendo a presença dos amigos e pela oportunidade de falar sobre esse tema.

Nova estação de trem no Rio é inspirada em Barcelona

O governo do Rio inaugurou neste domingo a nova estação ferroviária de Manguinhos, na zona norte da capital fluminense.

A estação pertence ao ramal Saracuruna, operado pela concessionária SuperVia. A expectativa da empresa é de que o movimento de passageiros aumente até 50%. Na antiga estação, embarcavam cerca de 2.000 passageiros nos dias úteis.

A estação tem três andares, escadas rolantes, bicicletários e elevador com acessibilidade para idosos deficientes. Para construir a estação, a via férrea foi elevada, permitindo a integração das comunidades do entorno, antes separadas pela ferrovia.

Sob o viaduto, foi implantado um passeio público com quiosques e piso de madeira ecológica inspirado nas Ramblas de Barcelona, na Espanha.

Segundo o governo estadual, a área deverá ganhar futuramente um complexo esportivo com cerca de 20 mil metros quadrados.

Durante a inauguração, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse que o Estado já investiu R$ 1 bilhão em intervenções realizadas em parceria com o governo federal, que fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Esta obra magnífica foi concluída por meio da união de esforços. Foram colocados 50% de recursos federais e 50% de recursos do governo do Estado. Cuidem desta estação, preservem-na. Temos aqui a Rambla de Manguinhos. Quando vi esse projeto em Barcelona quis trazê-lo para cá. Haverá quiosques, atividade comercial. Estamos trazendo novas oportunidades de convivência”, disse.

Fonte: Folha de S. Paulo, 24/06/2012

Eventos Aenfer

Prezado associado,  dia 12 de julho na Aenfer:

Palestra Técnica e Festa dos aniversariantes do mês.

 

Anote em sua agenda e não perca:

Palestra Técnica

Tema: Transformação do Sistema Ferroviário do Rio de Janeiro

Palestrante: engº Carlos José Cunha – Presidente da SuperVia

Local: Auditório da Aenfer às 10 horas (entrada franca)


Logo após será realizada a festa dos aniversariantes de julho com um delicioso coquetel e o famoso bazar com lindos artigos, além de muitos sorteios de brindes.

Local: Espaço Cultural Carlos Lange

Horário: 11h30min.

Nossa sede é na Av. Presidente Vargas, 1.733 – Centro-RJ

Contamos com sua presença!

 

 

 

AENFER informa: Festa Agostina

FESTA AGOSTINA NO HOTEL FAZENDA VALE DA MANTIQUEIRA VENHA SER FELIZ !

Programação:

* Dia 31 de agosto (sexta-feira)

Saída do Rio de Janeiro às 7 horas da manhã da Rua Campos Sales (em frente ao América Futebol Club). Viagem pela Rodovia Presidente Dutra em direção à Virginia, por Passa Quatro.

Chegada ao Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira, nas Terras Altas da Mantiqueira para almoço e hospedagem.

Tarde livre com atividades programadas pelos recreadores do Hotel.

Jantar. Pernoite.

O Hotel está localizado a três quilômetros do município de Virginia a novecentos metros de altura do nível do mar.

 

* Dia 1 de setembro (sábado)

Café da manhã no Hotel. Visita às dependências do Hotel guiada pelos recreadores, com as mais diversas atividades e recreação adulta.

Almoço. Logo após reunião do grupo para um passeio a cidade de São Lourenço, onde todos poderão apreciar as delícias da hidromineral famosa das Minas Gerais.

Retorno ao Hotel para participar do “Arraiá do Hotel” onde haverá uma verdadeira festa, com apinhado de bandeirolas, balões e barraquinhas, com fogueira, baile com quadrilha e até casório.

“Prá forrá” a barriga, tem gostosuras para todos os gostos, e até quentão, e muito mais. Doces da boca ficar aguada e variedades como pé de moleque, cocada, paçoca, doce de batata e muito mais.

“Então você num vai perder, cumpadre, vem logo e traz a família.”

Eta festão bom!

Obs.: O jantar de sábado será substituído pela Festa Junina.

Pernoite.

 

* Dia 2 de setembro (domingo)

Café da manhã no Hotel, refeito do Festão, continue nossas atividades guiado pelos recreadores.

Almoço no Hotel. Saída para o Rio de Janeiro, com previsão de chegada ao anoitecer, com desembarque no mesmo local de embarque.

 

* PREÇO POR PESSOA EM APARTAMENTO DUPLO:

 

* ASSOCIADO DA AENFER : R$ 480,00 (quatrocentos e oitenta reais), podendo ser parcelado.

Entre em contato com a AENFER para saber mais detalhes da forma de parcelamento

* NÃO ASSOCIADO DA AENFER : R$ 510,00 (quinhentos e dez  reais), podendo ser parcelado.

Entre em contato com a AENFER para saber mais detalhes da forma de parcelamento

 * Não existe possibilidade de acomodação em apartamento single.

 Faça uma visita ao site do Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira e venha ser feliz!

www.valedamantiqueira.com.br

Obs.: A marcação de poltronas no ônibus ficará condicionada à parcela de entrada.

Cinco mil estações ferroviárias do Brasil serão documentadas

Projeto Estações Brasileiras reunirá banco de dados com informações, vídeos e fotos. As estações ferroviárias tiveram um papel extremamente importante na história do Brasil. Pelos trilhos dos trens, cidades se formaram e o progresso chegou a diferentes regiões. Foi com isso em mente que o publicitário de Ribeirão Preto, Marcelo Tomaz, colocou em prática o ambicioso projeto Estações Brasileiras, que pretende visitar, in loco, todas as estações ferroviárias existentes ou que já existiram no país. A partir de uma visita despretensiosa a uma estação próxima de sua casa, ele teve a ideia do projeto. “A necessidade de escapar da rotina, fazer algo relevante, dinâmico e que contribuísse para a documentação histórica de maneira inédita e autoral foram outros elementos que me impulsionaram a realizar o trabalho” conta Tomaz. Em suas contas, já são mais de 5 mil estações catalogadas, e serão necessárias duas décadas para conhecer todas.

O ponto de partida foi a criação de um site e de um canal no Youtube que servirão para compor um banco de dados sobre a atual situação das estações ferroviárias do país, com fotos, vídeos e por meio de depoimentos dos próprios moradores da região.

Sendo assim, cada local ganhará uma página no site oficial, com informações, relatos da expedição, mapa e um pôster, unindo tipografia e imagem. Vale lembrar que cada postagem fica aberta para colaboração de quem desejar enviar qualquer tipo de material sobre a estação. “Já atolamos no barro, na areia, no meio de eucaliptos, no canavial, no cafezal, subimos encostas, descemos ladeiras, atravessamos grutas, descobrimos cachoeiras, passamos por picos de voo livre, tudo isso pelos trajetos entre as estações. Sempre tem algo inusitado que gera curiosidade e que resulta em conhecimento”, relata Tomaz, que, nas viagens, já foi atacado por gansos, cobras e vespas, entre outras histórias.

Marcelo Tomaz já visitou quase 200 estações, 4% do total, em sete meses, documentando os lugares de forma simples e ágil, com a ajuda de dispositivos móveis. Até o momento, o projeto é sustentado com recursos próprios, sem apoio ou patrocínio.

O publicitário passará por estações ativas, inativas, favelizadas, invadidas e em ruínas, independentemente do estado em que se encontram. “Como a matriz de transporte nacional é a rodoviária, restou às ferrovias, a margem da questão, quase nada. Tudo é antigo, tudo é ultrapassado, nada tem sido feito a respeito e, pelo que tenho visto, nada será feito no futuro. O Estações Brasileiras pretende ser uma opção para apresentar o universo das ferrovias aos que não as conheceram e reavivar a memória daqueles que as utilizaram”, conclui Tomaz.

Sobre as estações ferroviária do Brasil Apesar de ter sido importante para o desenvolvimento do país, o transporte ferroviário há muito perdeu espaço. Se antes as estações eram responsáveis por levar o progresso a povos distintos e demonstravam grandeza arquitetônica, hoje, grande parte delas encontra-se esquecida e em ruínas. Das cerca de 5 mil estações ferroviárias do país, apenas algumas resistem, como as poucas usadas para transporte de carga e as que se transformaram em estações de trens metropolitanos ou pontos turísticos. Em 1977, o francês Patrick Henri Ferdinand Dollinger fundou a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária). Em 2000, outro órgão se juntou nessa tentativa de preservar este patrimônio histórico, a ABOTTC (Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais), apoiando associações como o MPF (Movimento de Preservação Ferroviária) na realização de ações que visem à valorização da história e da cultura das ferrovias.

Sobre Marcelo Tomaz Publicitário, cartunista, ilustrador, designer, redator, film maker amador e diretor de criação da Commgroup Branding. Desde o ano passado, resolveu agregar mais uma função, a de historiador, e partiu em busca de um sonho audacioso: visitar, in loco, todas as estações ferroviárias do Brasil.
Autodidata, Marcelo Tomaz atua há 20 anos na área de propaganda, estratégia, branding e design. É colunista fixo das revistas Publish, Recall e Design Gráfico e do jornal Tribuna Ribeirão, além de colaborador da Computer Arts, BDexpert, Contém Glúten e RibeirãoPreto. Com participações no festival de design de Cannes (Cannes Lions) e de Londres (LIA), já foi premiado no Profissionais do Ano (Rede Globo) e no MMonline. Em 2009, na categoria design, também foi premiado com as duas melhores marcas do Brasil no WOLDA (The Woldwide Logo Design Annual). Tomaz conquistou, ainda, dois prêmios Max Feffer de Design. Há sete anos mantém um blog de opinião (www.bla-marcelotomaz.com.br), com foco em branding e design, no qual busca falar de forma fácil sobre temas nem sempre tão fáceis.

Fonte: Maxpress – São Paulo/SP – TRANSPORTES – 21/06/2012

Trem entre Brasília e Goiânia ficará pronto em 2017

O trem de média velocidade, que transporta passageiros e cargas, e vai ligar as cidades de Brasília, Anápolis e Goiânia deve ficar pronto em quatro anos, segundo a Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste). O prazo inclui a realização dos estudos, formulação do projeto e execução da obra. O custo estimado é de R$ 700 milhões. O diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, afastou riscos de obra não sair do papel.

— A obra não corre risco de não sair. Quem viver, verá.

Nesta quinta-feira (28), uma reunião com os ministros do Transporte, Sérgio Passos, e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, definiu o Acordo de Cooperação Técnica para a implantação da linha. Conhecido popularmente por trem bala, o veículo que ligara Brasília a Goiânia, na verdade, será o trem de média velocidade, que atinge 140 Km/h e deve concluir o trecho em cerca de uma hora. Já o trem bala trafega em velocidade superior a 200 Km/h.

Fonte, R7 28/06/2012

Brasil corta pouco emissões de transporte

Apesar das dezenas de bilhões de reais que serão investidos em logística e mobilidade urbana nos próximos anos, o Brasil conseguirá uma redução bastante modesta de suas emissões projetadas de gases estufa até 2020 no setor de transportes, segundo metas que deverão ser incorporadas à Política Nacional sobre Mudanças Climáticas. Os compromissos têm caráter voluntário, mas são uma referência nas negociações internacionais sobre o aquecimento global.

Até o fim da década, a previsão do governo é de que as cidades brasileiras terão mais 165 quilômetros de metrôs e 325 de BRTs (sistemas de ônibus expressos). Enquanto isso, um total de 616 projetos para o transporte de cargas – uma lista que engloba empreendimentos como a Transnordestina e a hidrovia Teles Pires-Tapajós – deve diminuir a dependência da matriz rodoviária, aumentando a participação das ferrovias e da navegação pelos rios.

No entanto, o rápido aumento da frota de automóveis e o próprio crescimento das cargas transportadas limitará os ganhos ambientais, conforme o plano setorial de transporte e de mobilidade urbana para mitigação das mudanças climáticas. O documento, que ficará em consulta pública até agosto, estipula uma meta de reduzir em 2% as emissões de gases de efeito-estufa projetadas para 2020. A meta não é sobre as emissões verificadas atualmente, mas em relação ao crescimento projetado nos chamados “cenários tendenciais” – ou seja, se os investimentos citados não forem concretizados.

Por tratar-se de um país em desenvolvimento, o Brasil não negocia internacionalmente compromissos obrigatórios de redução das emissões, ao contrário das nações desenvolvidas. Mas tomou a dianteira, entre os emergentes, ao assumir metas voluntárias. Adotadas no fim de 2009, às vésperas da reunião sobre mudanças climáticas de Copenhague, as metas brasileiras foram convertidas em lei e preveem redução de até 36,1% em 2020 – sempre tomando por base a curva projetada de crescimento das emissões de gases estufa.

Vários setores já tinham metas específicas definidas, como o de energia elétrica e o de mudanças no uso do solo (desmatamento), mas ainda faltavam áreas como transportes, um setor que representa cerca de 75% das emissões de gases estufa nas grandes cidades. O esforço para reduzir as emissões em transportes, no entanto, soa pouco ambicioso na comparação com as demais áreas.

Nas projeções do governo, as emissões geradas pelo transporte de cargas deverão aumentar de 68 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2010 para 100,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, mas os investimentos planejados limitarão essa alta a 98,2 milhões de toneladas. Com isso, define-se uma meta de redução da curva de crescimento das emissões de aproximadamente 2%.

As emissões causadas pela mobilidade nas cidades deverão sair de 89 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2010 para 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, mas caem para 147 milhões de toneladas com os investimentos prometidos no transporte coletivo. O corte é de 2% na comparação com o que os ministérios do Meio Ambiente, dos Transportes e das Cidades chamam de “cenário tendencial”.

“Entende-se que essa redução de emissões deve ser considerada como cobenefício dos investimentos realizados em mobilidade urbana, uma vez que os projetos de transporte público coletivo têm como principal objetivo a promoção da mobilidade para toda a população, por meio de um serviço público essencial, conforme estabelecido na Constituição Federal”, afirma o plano setorial de transportes e mobilidade urbana.

No documento, o governo prevê o aumento de 5% da frota de automóveis por ano e de 1,7% do número de ônibus urbanos, além de participação constante de 50% do uso de etanol pelos veículos “flex fuel”. Há ressalvas no texto submetido à consulta pública sobre o alcance de medidas que só podem ser tomadas por governos municipais, como restrições à circulação de carros em dias ou horários específicos, no sistema de rodízio. Isso pode até ter efeito sobre as emissões totais, deslocando a demanda para o transporte público, mas não pode ser incluído nos cálculos por não ser de prerrogativa da União.

No caso do transporte de cargas, investimentos em expansão das ferrovias e das hidrovias deverão reduzir a participação das rodovias na matriz brasileira, que passará de 58% para 45%, entre 2010 e 2020. No entanto, segundo as estimativas oficiais, a explosão da demanda impedirá que a nova infraestrutura possibilite uma diminuição mais forte dos gases que causam o aquecimento global. Só o transporte de petróleo e derivados aumentará 253% no período, conforme as projeções contidas no documento.

Fonte: Valor Econômico, 19/06/2012