MG deve ter aportes de R$ 90 milhões em ferrovia

Minas Gerais, que tem a maior malha do país, deverá receber aportes em torno de R$ 90 milhões do setor ferroviário até o próximo ano, conforme estimativas do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate. O montante corresponde a 30% do total que será investido pela indústria ferroviária em todo o país, neste intervalo, o equivalente a R$ 300 milhões.

Segundo ele, os aportes serão feitos na expansão e modernização da produção e se baseiam nas perspectivas positivas quanto à demanda interna por implementos ferroviários. “Há uma série de projetos de expansão da malha, além de investimentos significativos feitos por usuários importantes do modal de transporte, como, por exemplo, a mineração, não só em Minas, mas em todo país”, explica.

Conforme o presidente da entidade, justamente pela alta representatividade da mineração, quando considerado o segmento de movimentação de cargas, o Estado lidera o ranking de participação nacional, com aproximadamente 60% do mercado. Já no transporte de passageiros, Minas aparece em terceiro lugar, ficando atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, primeiro e segundo lugares na lista. Atualmente, a Abifer possui 63 associados, dos quais quatro são mineiros.

Recentemente, foi inaugurada em Sete Lagoas (região Central) a fábrica de locomotivas da norte-americana Caterpillar, por meio de investimentos da ordem de US$ 70 milhões. Na unidade serão fabricadas e montadas locomotivas da marca Electro-Motive Diesel (EMD), subsidiária da Progress Rail Services, empresa do conglomerado Caterpillar. A planta terá capacidade de produzir aproximadamente 70 máquinas de 4 mil HP de potência por ano.

Já no segmento de vagões, a Usiminas Mecânica, controlada da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) está investindo cerca de R$ 32 milhões em uma nova fábrica de vagões, em Congonhas (Campo das Vertentes), com o objetivo de atender ao aumento da demanda e agregar valor à produção.

Incertezas – Em relação ao desempenho do setor, Abate afirma que, considerando o movimento cíclico que tradicionalmente envolve a demanda por implementos ferroviários, os resultados do primeiro semestre foram positivos. Porém, segundo ele, em virtude das incertezas da economia internacional, ainda é cedo para fazer qualquer projeção sobre a segunda metade deste ano, bem como de todo o exercício.

“É preciso aguardar a confirmação por parte das concessionárias quanto aos investimentos deste semestre. Não enxergamos nenhuma crise para o setor, mas encaramos o cenário com determinada cautela”, justifica. De qualquer forma, segundo ele, a previsão da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) de aumento da ordem de 10% no volume de cargas transportado neste ano, indica continuidade nos investimentos tanto no aumento quanto na qualidade das frotas por parte das concessionárias.

Faturamento – Desse modo, a expectativa é de que o faturamento da indústria ferroviária continue em expansão, assim como vem ocorrendo desde o fim da crise financeira e alcance, neste ano, R$ 4,7 bilhões. O resultado é 11,9% superior ao verificado em 2011, quando somou R$ 4,1 bilhões. A receita compreende toda a cadeia de implementos, incluindo os serviços de manutenção.

Apesar do crescimento no faturamento, o presidente da Abifer lembra que a produção nacional deverá registrar queda em 2012 na comparação com o exercício passado. As estimativas da entidade apontam para queda entre 28,7% e 46,2% na fabricação de vagões entre os exercícios. No ano passado, a produção de vagões atingiu 5.616 unidades, o segundo melhor resultado histórico. Para este ano, as projeções indicam fabricação entre 3,5 mil e 4 mil unidades.

Já no segmento de locomotivas, a produção nacional deverá alcançar 110 unidades em 2012. O resultado é 2,6% inferior ao verificado em 2011, quando somou 113 equipamentos.

Fonte: Diário do Comércio, 30/07/2012

Artigo: Hora de investir

A economia brasileira tende a desacelerar nos próximos anos, afirmam alguns analistas, enquanto o governo busca estimular o investimento nos setores produtivos, de olho no crescimento sustentado do PIB. O Banco Central trabalha para reduzir a taxa básica de juros e o Ministério do Planejamento deu um passo importante ao anunciar que renovará concessões nas áreas de infraestrutura em troca de novos investimentos. Nesse contexto, é preciso avaliar com visão de longo prazo as concessões das ferrovias de carga. É significativo que a produção desse setor tenha crescido 111% de 1997 a 2011, mais que o dobro do crescimento do PIB, 54%, no mesmo período. No entanto, as condições para atender a esse crescimento parecem estar piorando em vez de melhorar, embora o setor esteja revitalizado e a demanda continue crescendo. Nesse ponto há dois fatores que deveriam estar interligados e não estão: de um lado, a necessidade de vultosos investimentos para expandir a malha e solucionar gargalos; de outro, o prazo das concessões terminando dentro de 15 anos.

Hoje o Brasil possui pouco mais de 28 mil quilômetros de trilhos para o transporte de cargas. Precisaríamos fazer esse número subir para 52 mil quilômetros, de modo que os produtos brasileiros possam escoar em maior volume e com mais competitividade.

Tanto na operação das ferrovias existentes quanto na construção de novas malhas, o governo reconhece o importante papel da iniciativa privada. Cabe à União criar as condições atrativas para a entrada de capital privado, enquanto as concessionárias devem seguir as regras do mercado, maximizando a eficiência e investindo em melhores condições operacionais nas malhas que lhe são confiadas, como vêm fazendo.

Há cerca de um ano, quando alguns aspectos do marco regulatório foram reformulados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os debates em torno das concessões ferroviárias de carga foram marcados por uma série de críticas ao modelo vigente desde a desestatização. Uma acusação comum era que as concessionárias teriam recebido as malhas ferroviárias “praticamente de graça” e sem compromisso de investir, quando, na verdade, seherdou uma malha em grande parte sucateada e com muitas dificuldades operacionais. Se as concessionárias conseguiram resultados positivos é porque investiram mais de R$ 30 bilhões na revitalização do setor, além de R$ 5,5 bilhões já recolhidos aos cofres públicos como pagamento das parcelas de concessão e arrendamento da malha e quase US$ 10 bilhões em impostos e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre as operações ferroviárias. Nos mesmos 15 anos, o governo destinou pouco mais de R$ 1,5 bilhão a obras no setor e, a partir do PAC, aumentou consideravelmente os investimentos públicos em ferrovias.

Noções equivocadas também contaminaram as discussões do direito de acesso às malhas por terceiros. O modelo “open access” (acesso livre a outras operadoras ou a clientes), caso fosse aplicado às ferrovias de alta densidade de tráfego, “iria causar mais problemas do que solução”, como afirmou o próprio diretor-presidente da Valec, José Eduardo Sabóia Castello Branco. Ferrovias não são como estradas de rodagem com várias pistas, por onde trafegam inúmeros tipos de veículos de passeio e de carga mediante o simples pagamento de um pedágio. O acesso livre é impraticável nas ferrovias de grande densidade de tráfego, pois comprometeria drasticamente a produtividade, a segurança e os custos do transporte. Além disso, se a malha for de todos, sobre quem recairá o ônus de investir? Ao examinarmos os modelos adotados nos diversos países, verificamos que onde há open access e não há integração entre o responsável pela ferrovia e sua operação – como ocorre na Espanha, Alemanha e Reino Unido – a responsabilidade pelos investimentos é 100% estatal.

Principalmente em tempos de redução de déficit público, a União não tem condições de arcar com todos os custos de implantação da infraestrutura de transportes no Brasil. Nesse sentido, o governo decidiu que os projetos ainda não iniciados pela Valec serão oferecidos ao setor privado por meio de novas concessões, como tem sido noticiado. Não basta, porém, construir novas malhas. A malha existente precisa de uma série de obras, como é o caso do Ferroanel de São Paulo, para eliminar gargalos que ainda limitam a velocidade média dos trens a 20 km/h, ou mesmo a 5 km/h em muitos trechos. A grande demanda de hoje não era imaginada há 15 anos, quando foram firmadas as atuais concessões. E o prazo remanescente desses contratos não é compatível com os grandes investimentos que hoje se fazem necessários, mas que exigem longo período de maturação. Daí a importância de renová-los o quanto antes. Somente assim, num esforço conjunto, governo e empresas poderão viabilizar uma infraestrutura de transportes adequada às dimensões e às perspectivas do nosso país.

Rodrigo Vilaça, presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF)

Fonte: O Estado de S.Paulo, 30/07/2012  

 

 

Costa Verde pode ganhar trem turístico até fim do ano

Mangaratiba, na Costa Verde, deve ganhar até o fim do ano um trem turístico ligando os distritos de Itacuruçá e Santo Antônio. Empresa que explora a linha Curitiba-Paranaguá, no Paraná, a Serra Verde Express já demonstrou a viabilidade de começar a operar o sistema num prazo de 150 dias. Uma composição do modelo litorina, de cabine única com capacidade para 80 pessoas, percorreria o trajeto de 18 quilômetros, em linha férrea já existente, em cerca de uma hora, apenas nos fins de semana e feriados. As tarifas devem variar de R$ 50 a R$ 200. A concessionária de transporte ferroviário MRS Logística emprestaria o seu ramal ao projeto.

Hoje, a MRS opera trens de carga no trecho. Por força do contrato de concessão, a companhia não pode operar o transporte de passageiros. Mas por e-mail, a concessionária informou ao GLOBO que está, “juntamente com o estado e o município, buscando formas de viabilizar o projeto na região”.

A perspectiva é que a viagem inaugural ocorra em outubro, já com a anuência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Assessor da Secretaria estadual de Transportes e especialista em ferrovias, Antônio Pastori explica que o projeto está bem encaminhado:

– Hoje, no Estado do Rio só temos o Corcovado como trem turístico, que leva cerca 800 mil passageiros por ano. Este seria o segundo, daí a enorme importância deste projeto.

Secretário de Assuntos Estratégicos de Mangaratiba, Francisco Ramalho, ressalta que a ideia é desenvolver um plano integrado de turismo, ligando mar e montanha:

– Este plano está na mesa há 23 anos. Mais uma empresa vai se instalar em Mangaratiba, trazendo empregos e alavancando o turismo sustentável.

Fonte: O Globo, 27/07/2012

Governo divulga 4º balanço do PAC 2

A ANPTrilhos esteve presente nesta quinta-feira (26/7), no Ministério do Planejamento, em Brasília, para o 4º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

O Balanço foi apresentado pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que destacou que até o primeiro semestre de 2012, 29,8% das ações previstas até 2014 foram finalizadas, totalizando R$ 211 bilhões. Esse resultado é 84% superior ao mesmo período do ano passado.

No transporte ferroviário de carga, são 3.061 km de obras em andamento, que contemplam, por exemplo, os 1.301 km da Norte-Sul, 874 km da Nova Transnordestina e 247 km da Ferronorte. Nessa última, 99% da infraestrutura do segmento dois, com 163 km de extensão, estão concluídos. A surpresa do balanço ficou por conta do status de “atenção” do trecho Palmas/TO-Anápolis/GO da Ferrovia Norte-Sul. Esse trecho está com as obras atrasados e ainda precisa licitar os lotes 1, 2, 4, 10, 11 e 12. O prazo de conclusão da obra é 30 de setembro de 2013. O governo continua taxando as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste como “preocupante”, sendo o trecho Ilhéus-Caetité liberado parcialmente pelo Ibama e o trecho Caetité-Barreiras suspenso pelo TCU. A ferrovia concluída está prevista para 23 de dezembro de 2015.

No que tange a área de mobilidade urbana, o PAC Mobilidade Grande Cidades selecionou 43 empreendimentos, beneficiando 51 municípios. São R$ 32,7 bilhões destinados à construção de metros, em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e Região Metropolitana do Rio de Janeiro, além de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus.

Para as cidades com população entre 250 e 700 mil habitantes, foi aberto o processo de seleção do PAC Médias Cidades, e prevê financiamento de R$ 7 bilhões para melhorias na infraestrutura, incluindo aquisição de equipamentos para modernizar os sistemas de transporte e beneficiar a população nas cidades de médio porte.

Os destaques dos principais resultados realizados no Eixo Cidade Melhor, onde está inserido o programa de mobilidade urbana, são:

Mobilidade Grandes Cidades – a partir de 700 mil habitantes

•         Concluído processo de seleção em 24/04/2012 – Selecionados 43 empreendimentos beneficiando 51 municípios Mobilidade Médias Cidades – 250 a 700 mil habitantes

Mobilidade Médias Cidades – 250 a 700 mil habitantes

•         Lançado processo de seleção em 18/07/2012

Obras concluídas

•         Fortaleza/CE –Metrô Linha Oeste
•         São Leopoldo e Novo Hamburgo/RS – 1ª Etapa da Expansão do Trem Urbano – Entrada em operação das estações Santo Afonso e Rio dos Sinos em 02/07/2012

9 obras em andamento – Destaques

•         Recife/PE – Linha Sul e Centro – 94% realizados
•         Fortaleza/CE –Metrô Linha Sul – 87% realizados
•         São Leopoldo e Novo Hamburgo/RS – Expansão do Trem Urbano – 87% realizados
•         Porto Alegre/RS – Aeromóvel – 74% realizados

Fonte: ANPTrilhos/RF, 27/07/2012

Cabral diz que usuários de transporte de massa vão passar de 22% para 65%

O governador Sérgio Cabral disse que os investimentos em mobilidade urbana que o Rio de Janeiro está recebendo para os Jogos Olímpicos de 2016 farão com que o percentual de pessoas que utilizam transporte público passe de 22% para mais de 65% nos próximos anos.

“Junto com o prefeito Eduardo Paes e com a presidente Dilma Rousseff, nós estamos investindo muito em mobilidade. Para se ter uma ideia, nós vamos sair de um percentual de 22% de usuários de transporte de massa na cidade do Rio para mais de 65%. Esse será um dos grandes legados dos Jogos para a população”, afirmou o governador.

Cabral participou, ao lado da presidente Dilma Rousseff, do vice-governador, Luiz Fernando Pezão, do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, da inauguração da Casa Brasil em Londres. O espaço brasileiro na capital inglesa vai divulgar a cultura e o esporte do país durante os Jogos de Londres, e também apresentar projetos visando à preparação do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016.

Além da questão da mobilidade, o governador reforçou que a segurança pública será um legado permanente dos Jogos do Rio. “O Rio já provou, como agora, durante a Rio +20, que é capaz de receber grandes eventos internacionais. Todos os anos nós recebemos milhões de pessoas no Réveillon, no Carnaval. O que eu dizia para os membros do Comitê Olímpico Internacional durante a nossa campanha para sediar os Jogos é que nós queremos e teremos uma cidade segura antes, durante e depois dos jogos”.

Para o governador, a escolha da cidade pelo COI foi “uma aposta em um novo Rio de Janeiro, que já provou ao mundo ser capaz de se modificar para melhor”. “A partir de Barcelona, em 1992, o mundo passou a dar uma outra dimensão aos Jogos Olímpicos, que é a dimensão do legado para a cidade-sede, mais do que o evento esportivo em si. E este é o nosso grande aprendizado. Para o Rio, mais do que os dias das competições olímpicas e paraolímpicas, será o legado que a nossa população vai ganhar com os investimentos em infraestrutura, saneamento, segurança e mobilidade urbana que vamos deixar. Ou o Comitê Olímpico aposta em algo absolutamente garantido, como é o caso de Londres, ou em uma cidade, um país que é o futuro. A escolha de Sidney (Austrália), em 1993, para os Jogos de 2000, significou isso. E a do Rio, em 2009 (para 2016), também. É uma aposta em um novo Brasil, em um novo Rio de Janeiro, que já provou ao mundo ser capaz de se modificar para melhorar”, afirmou Cabral.

Fonte: Jornal do Brasil, 27/07/2012

SuperVia inaugura bicicletário em Lages e sorteia bicicletas aos moradores

A SuperVia inaugurou hoje (26/07) o primeiro de nove bicicletários que serão construídos até o fim do ano. O bicicletário da estação Lages, bairro de Paracambi, tem capacidade para 140 vagas cobertas, sendo 16 delas adaptadas para bicicletas de portadores de necessidades especiais. Além da inauguração do novo espaço, três bicicletas foram entregues aos passageiros do município. Os ganhadores foram Maria de Fátima, José Felício de Souza e Sebastião Jorge Brandão. A iniciativa contou com o apoio da Secretaria Estadual de Transportes e da Prefeitura de Paracambi.

Para o diretor Comercial da concessionária, Paulo Targa, o bicicletário é mais uma forma de incentivar o uso integrado das bicicletas com o trem, dois meios de transporte limpos. “Agora, os moradores de Lages não precisam mais amarrar suas bicicletas no gradil. A concessionária também modernizou a estação, refez a pintura da sinaleira da passagem de nível, instalou iluminação de LED nos postes e modificou o calçamento externo, onde fica bicicletário”, completa Paulo Targa, reforçando o compromisso da SuperVia com a população de Lages.

Um dos ganhadores da bicicleta, o tecelão Sebastião Jorge, de 50 anos, ressaltou que o bicicletário é muito importante para quem mora em bairros mais distantes como Bom Jardim e Guarajuba. “Tem gente que leva 25 minutos andando até a estação. Agora podemos vir de bicicleta e guardá-las protegidas do sol e da chuva, além de ser organizado e seguro”, comemora.

Até o fim do ano, a concessionária pretende disponibilizar mais de cinco mil vagas dedicadas às magrelas em diferentes estações que contemplam outros ramais. A iniciativa da SuperVia faz parte do programa “O Trem Passa Na Sua Porta”, que tem por objetivo incentivar o uso da bicicleta não só como integração ao trem, mas também como opção de lazer e alternativa de transporte limpo.

Fonte: Maxpress – São Paulo/SP,  26/07/2012

 

Governo prevê fazer 1º leilão do trem-bala até maio de 2013

O governo quer realizar até o final de maio do ano que vem o primeiro leilão de concessão do projeto do trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

A estimativa consta do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Planejamento.

O projeto do TAV (Trem de Alta Velocidade) nacional, que já teve cronograma adiado várias vezes, terá um custo total superior a R$ 40 bilhões.

Nesse primeiro leilão será escolhida a tecnologia e o responsável pela operação do sistema. Em um segundo leilão, ainda sem previsão, será selecionado o concessionário responsável pela infraestrutura da via.

Segundo o balanço do PAC, o edital da primeira fase do leilão deve sair até o final de outubro deste ano. A previsão é que a assinatura do contrato com o concessionário deverá ocorrer em outubro de 2013.

Fonte: Folha.com, 26/07/2012

Metrô: vagões femininos livres para penetras

Rio – Uma lei que evita abusos contra mulheres pode enfrentar dificuldades para embarcar nos novos trens do metrô, que começam a circular no próximo mês.

Como as composições chinesas não tem divisórias internas entre os vagões, a norma que determina carros exclusivamente femininos em horários de maior movimento vai depender ainda mais do bom senso dos homens.

“Conquistamos o direito de viajar sem sermos incomodadas. Espero que o problema não volte, e que a gente continue viajando sem sermos constrangidas”, desabafa a estudante de Administração Sara Ferreira.

A lei determina vagões só para elas das 6h às 9h e das 17h às 20h. A determinação, que vale para o sistema ferroviário, é aplicada nos dias úteis. A concessionária Metrô Rio ressalta que a legislação não lhe dá poderes para retirar um homem do carro feminino e que contará com a colaboração dos usuários.

“Se do jeito que está os homens já entram, imagine sem as portas?”, questiona Luana Souza, 30 anos, funcionária do Rio Poupa Tempo. “Eles vão desrespeitar a lei se o segurança não ficar no vagão”, completa a analista de sinistro Raquel Borret, 27.

A Metrô Rio informa que não haverá seguranças dentro dos carros. Eles vão orientar passageiros nas plataformas, solicitando a saída dos homens dos vagões delas.

Em nota, a empresa explica que nos novos trens, o carro destinado às mulheres terá sinalização indicativa nos lados interno e externo. Também será aplicada tarja informativa no gangway (a ‘sanfona’ que liga os carros e permite a passagem de um para o outro).

Na SuperVia, a viagem é fiscalizada

Com novos trens em circulação desde março, a SuperVia garante que o número de queixas sobre invasão em vagões femininos diminuiu. Assim como o modelo antigo, a composição chinesa adquirida pela empresa tem passagem livre entre os carros.

Nos novos trens, agentes da concessionária circulam entre os vagões para fiscalização de normas, como a lei do vagão exclusivo para mulheres. Os seguranças também atuam nas plataformas. Usuários contam que os funcionários não viajam nas composições antigas.

Fonte: O Dia, 26/07/2012

Maria Fumaça é restaurada para o 16º Encontro de Ferreomodelismo em São Carlos

A Estação Cultura de São Carlos será, mais uma vez, palco do Encontro de Ferreomodelismo, promovido pela Frateschi Trens Elétricos. Considerado o maior da América Latina, o evento está em sua 16ª edição e a estimativa é a de reunir cerca de seis mil pessoas que irão prestigiar maquetes que simularão os mais diversos cenários do ambiente ferroviário.

Para este ano a grande novidade é a exposição permanente da Maria Fumaça Baldwin em dos complexos do local. Antes fixada na praça Brasil, a locomotiva sofreu diversas depredações, foi removida no dia 25 de junho para passar por um processo de restauração e, futuramente, voltará a circular na cidade. A máquina será lixada e receberá nova pintura.

Fabricada no ano de 1891 e de origem norte-americana, a máquina, movida a vapor, pertenceu às companhias Douradense, Rio Clarense e Paulista. Na década de 1960, sua última proprietária atendeu à reivindicação dos moradores da cidade que visavam a preservação histórica e a doou à prefeitura.

Segundo Lucas Frateschi, organizador do evento medidas como esta são fundamentais para a preservação histórica da cidade. “A inserção da locomotiva traz um atrativo a mais para nosso encontro e a iniciativa ajudará a evidenciar São Carlos, conhecida por sua grande atuação no setor ferroviário”, afirma Frateschi.

A encontro anual de ferreomodelismo acontecerá no dia 18 de agosto e contará também com a passagem de trens cargueiros reais, de até dez mil toneladas e locomotivas, uma vez que a Estação Cultura é um ramal ativo da malha ferroviária estadual. No local terá também um espaço especial para as crianças, sorteios de brindes, concurso de melhores miniaturas e venda de peças raras para colecionadores. Para outras informações sobre o 16o Encontro de Ferreomodelismo acesse o site www.frateschi.com.br

Sobre a Frateschi – Localizada em Ribeirão Preto (SP), a Frateschi Trens Elétricos é uma empresa que há 45 anos se dedica à fabricação de trens elétricos em miniatura, réplicas de composições reais. A indústria tem o objetivo de preservar a memória ferroviária por meio da prática do ferreomodelismo.

Os produtos da Frateschi se destacam no Brasil, e também no exterior, pela precisão dos detalhes originais e pela capacidade de resgatar valores como a interação familiar por meio de uma brincadeira saudável que passa de geração para geração.

Serviço:

Evento – 16o Encontro de Ferreomodelismo Frateschi
Data – 18/8/2012 (sábado)
Local – Estação Cultura de São Carlos, Praça Antônio Prado, s/no.
Horário – das 9h às 16h

Entrada gratuita

Atendimento:

Núcleo da Notícia Comunicação Corporativa:
Tel. (16) 3237.7367/68
www.nucleodanoticia.com.br
Ana Letícia Carlucci – (16) 8136-8163
Vanessa Del Grossi – (16) 9233 2593
André Luís Rezende – (16) 8142.4299

Fonte: Brandpress, 27/07/2012

Etav terá no máximo 45 empregados

A Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S/A (Etav) terá no máximo 45 empregados. A decisão consta de portaria do Departamento de Coordenação das Empresas Estatais do Ministério do Planejamento, publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União.

A estatal foi criada por decreto em 15 de junho e será a gestora do Trem de Alta Velocidade (TAV), que vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas. A empresa provavelmente vai funcionar em um anexo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. O Ministério dos Transportes trabalha para que a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional convoque a assembleia da Etav o mais rápido possível. A assembleia deve eleger o Conselho Administrativo que, por sua vez, vai eleger seus dirigentes. Um deles já está definido: Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da ANTT, que aceitou o convite do ministro Paulo Passos para presidir a estatal.

Fonte: Cruzeiro do Sul Online – Sorocaba/SP, 25/07/2012