Aenfer informa: missa em memória do eng. Renato Araújo

É com pesar que a AENFER comunica o falecimento do engenheiro Renato de Araújo ocorrido no dia 25 de setembro

A família informa que missa em memória do engenheiro será celebrada no dia 03 de outubro de 2012, às 19 horas, na igreja Nossa Senhora da Conceição da Gávea.

Rua Marquês de São Vicente, 19

Renato de Araújo foi superintendente da Central do Brasil em 1964 e presidente da Urbanizadora S.A

Retomada do setor ferroviário

Os investimentos para melhorar a logística no país nos próximos anos passam pelos trilhos. O foco no modal ferroviário vai beneficiar tanto o transporte de passageiros quanto o de carga.

O pacote de concessões do governo, lançado em agosto, prioriza o setor ferroviário. Estão previstos R$91 bilhões para a construção de dez mil quilômetros de ferrovias, estendendo e criando novas linhas que hoje compõe o mapa do setor.

Fonte: Valor Econômico, 25/09/2012

Clique no link abaixo e assista o vídeo sobre a retomada do setor ferroviário: http://www.valor.com.br/video/2843986/retomada-do-setor-ferroviario

26/09/12 – Conheça as propostas dos candidatos à Prefeitura do Rio

Dia 7 de outubro está chegando e neste dia todo cidadão brasileiro vai às urnas votar em seu candidato de preferência.

Para saber um pouco mais sobre a proposta de cada candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em relação ao transporte sobre trilhos a Aenfer  entrou em contato com todos eles.

Conheça abaixo as propostas recebidas.

Aenfer pergunta:

A Aenfer – Associação de Engenheiros Ferroviários é uma instituição com origem há 75 anos e que promoveu, de 8 a 10 de agosto passado no Clube de Engenharia, o Seminário TransTrilhos – O Transporte sobre Trilhos que o RIO precisa, evento que reuniu mais de 300 participantes e 12 especialistas como palestrantes e coordenadores.
Em razão do interesse que o tema despertou e desperta, gostaríamos de saber se o senhor tem alguma proposta para o transporte sobre trilhos em nossa cidade.

 

Aspásia Camargo – PV

1- Ampliação do VLT programado para o Porto Maravilha com a extensão da linha 5 (Central/Rodoviária) até a estação de São Cristóvão, passando pelo Into, Pavilhão e Quinta;

2- Municipalização do Bondinho de Santa Teresa;

3- Ampliação do trajeto do Bondinho de Santa Teresa até o Silvestre, encontrando o Caminho do Corcovado nas Palneiras;

4- Obter do Estado o terreno do Batalhão da PM da Evaristo da Veiga, para estação final do Bondinho de Santa Teresa, criando um ponto de encontro entre o bonde e o VLT em um terminal turístico;

5- Ligação do VLT com o Bondinho de Santa Teresa, a partir da parada Almirante Barroso, com ponto final no novo terminal;

6- Urbanização do entorno das estações de trem no ramal Santa Cruz, melhorando acesso e a ligação entre os dois lados do bairro;

7- Estudos de viabilidade de ampliação das estações de trem para que possam garantir a ligação dois dois lados de bairros separados, como Meier e Bonsucesso, criando uma praça suspensa sobre as estações;

8- Estudos de viabilidade da extenção da linha de trens do ramal Santa Cruz, fazendo a interligação com as estações Honório Gurgel, Colégio (Metrô) e Bráz de Pina, criando um sistema circular de trens na Zona Norte;

9- Estudos de viabilidade da ligação entre as estações Uruguai (Metrô) e Sampaio (trem);

10- Estudos de viabilidade, em parceria com a UFRJ, para a criação de VLT ou Maglev ligando a estação Maria da Graça (Metrô) ao aeroporto Tom Jobim, passando sobre o canal do Cunha (Manguinhos) e pelo Fundão.

 

Cyro Garcia – PSTU

No Brasil a depreciação do transporte ferroviário tem início na década de 1950 e foi uma estratégia para favorecer indústria automobilística. Dessa forma, esse meio de transporte, que tem custos mais baixos e é menos poluente, foi deixado de lado, e as linhas férreas foram perdendo uso, criando mato e ferrugem. Infelizmente na cidade do Rio de Janeiro também foi reproduzida essa lógica. Há pouco investimento na ampliação do meio de transporte ferroviário, e o resultado é proliferação de carros, vans e ônibus, piorando cada vez mais o já caótico trânsito carioca, além da poluição do ar e sonora. Além disso, os constantes acidentes e superlotação nos trens e metrô denunciam as péssimas condições de manutenção e investimento que sofrem esses meios de transporte, colocando não só o bem estar da população em risco, mas a própria vida.

Para resolver esse problema, só vejo uma saída: estatizar todo o transporte público. Só essa medida faria com que as decisões – como melhorar e intensificar a malha ferroviária – fossem tomadas tendo em vista não o lucro, mas as necessidades coletivas. Outras coisas que não são feitas por causa dos interesses privados são os transportes circulando 24 horas por dia e o aumento do número de composições. Também é necessário que a população pobre tenha acesso ao transporte. Por isso defendemos que a passagem seja R$ 1,00. Só um governo comprometido com os trabalhadores é capaz de oferecer um transporte digno e com preços baixos.

Defendo também a volta do bondinho de Santa Teresa com segurança para os usuários e ao mesmo preço anterior (R$ 0,60). E que ele não seja privatizado, como quer o prefeito Eduardo Paes. Tudo aponta que plano de municipalizar o bonde está vinculado a entregar a concessão a empresas privadas.

 

Eduardo Paes – PMDB

Um dos nossos principais projetos é a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que circulará no Centro e na Região Portuária, ligando toda a área por seis linhas e 42 estações, em 30 Km de vias. Cada vagão comporta até 450 passageiros, e o tempo máximo de espera entre um trem e outro vai variar de 5 a 15 minutos. O VLT fortalece o conceito de transporte público integrado, que conecta estações de metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais e aeroporto. No Brasil, não há nada parecido com o futuro VLT do Rio, que entrará em funcionamento já em 2014 e estará totalmente pronto até 2016. Os trens, por exemplo, não têm fios superiores em rede aérea e são alimentados por duas fontes de energia. Haverá um terceiro trilho energizado em alguns trechos e nas paradas. A cada frenagem, também há geração de energia – que será armazenada por um equipamento chamado supercapacitor. Essas tecnologias são utilizadas no mundo somente em separado, e serão usadas pela primeira vez em conjunto, agregando segurança e economia.

Na minha gestão, nós temos trabalhado muito para melhorar a mobilidade na nossa cidade. Implantamos o Bilhete Único Carioca, que garante a realização de até três viagens – duas de ônibus e uma de ligeirão/BRT – pelo preço de apenas uma; e estão em construção quatro corredores expressos de BRT, em um total de 155 km, que ligarão toda a cidade. Um deles – Transoeste – já em funcionamento e liga a Barra à Santa Cruz. Os demais – Transcarioca, Transbrasil e Transolímpica – ficam prontos até 2016. Entre as propostas para os próximos quatro anos, está a ampliação do Bilhete Único, que irá integrar todos os meios de transporte, incluindo metrô e trens, o que incentivará a população a usar o transporte sobre trilhos.

Também estamos contribuindo no que está ao alcance da prefeitura na expansão do Metrô. Para a Linha 4, por exemplo, aprovamos um projeto de lei que devolveu o potencial construtivo aos antigos terrenos do metrô. Isso rendeu ao Governo do Estado quase R$ 1 bilhão, em um investimento indireto do município. E a prefeitura ainda ajuda o Estado nas licenças necessárias para implantação do metrô neste trecho, além da operação logística.

 

Fernando Siqueira – PPL

A nossa proposta no setor transporte é priorizar o modal metro-ferroviário. Hoje o Rio está na contramão das grandes metrópoles mundiais, onde 80% do transporte de pessoas se faz por metrô e trens. No Rio, 75% do transporte se faz por ônibus, 15% por vans e taxis e só 10% através de metrô. É um atraso de 100 anos. A Supervia, que na década de 80 transportava 1,2 milhão de passageiros, hoje transporta menos de 500 mil. São dados contundentes do

vosso seminário, que corroboram nossas propostas. Os próprios BRTs que deveriam ser servidos por trens estão sendo operado por ônibus.

Assim, propomos:

1) Fechar convênio com o Governo Feral e o Estadual para, num esforço conjunto, ampliar as linhas do metrô, que transporta 10 vezes mais passageiros por hora do que os ônibus. Queremos também usar o metrô suspenso, o MagLev cobra da COPPE da UFRJ, que é um projeto ousado, inovador e eficiente. Gasta pouco e não polui. Seu custo é de cerc a de 1/3

do custo do metrô visto que ele trafega em trilhos elevados. Ele pode ser usado em vários locais, como por exemplo, na ligação Galeão/Santos Dumont/Cinelândia, ou cidade Universitária a Del Castilho.

2) Fazer, em consórcio com os municípios da Região metropolitana, um esforço conjunto com a Supervia para: ampliar as linhas, melhorar as condições dos trens (trilhos, rede elétrica, sinalização, conforto dos vagões e redução do tempo entre trens).

3) Substituir os ônibus dos BRTs por VLT ou pelo próprio MagLev Cobra.

 

Marcelo Freixo – PSOL

Nós avaliamos a possibilidade de utilização do traçado do BRT para implantação de um serviço de trens de superfície. Acreditamos também que os vários tipos de VLT (veículos leves sobre trilhos) podem ser pensados como alternativa de deslocamento, desafogando a demanda por meios rodoviários. Queremos promover concursos públicos de projetos e ideias para a implementação desses VLTs nos principais centros de bairro. Vamos buscar junto ao Governo do Estado a municipalização do bondinho de Santa Teresa, recuperando-os como patrimônio histórico, cultural e como modalidade de transporte público e de interesse turístico. E embora a responsabilidade pelo metrô também seja do governo do estado, a Prefeitura, em nossa gestão vai se posicionar a favor do interesse dos cariocas, o que inclui lutar pelo traçado original da Linha 4. O traçado foi modificado de rede para “tripa”, o que vai saturar ainda mais o serviço, e isso foi feito sem ouvir a população, contrariando especialistas e associações de moradores. O atual prefeito se calou, nós não vamos ficar passivos.

 

Otávio Leite – PSDB  A humanização da mobilidade urbana é o vetor que inspira as medidas do meu plano de governo para o setor. É função do Estado proporcionar transporte coletivo de qualidade com conforto, segurança e, o mais importante, com rapidez no deslocamento.

O problema da oferta e racionalização dos meios de transporte na Cidade do Rio deve ser examinado dentro de uma perspectiva metropolitana, que congregue todos os meios disponíveis, privilegiando o transporte de massa, especialmente sobre trilhos. A melhoria no sistema de transporte pressupõe o entrosamento das políticas entre o Governo Estadual e Municipal. Infelizmente, essa não vem sendo a postura da atual gestão da Prefeitura, pois não há qualquer registro de preocupação ou atitude com vistas à ampliação dos eixos da oferta de composições ferroviárias (metrô e trens).

Nossas metas de governo: Articulação com o governo do Estado, a União e a Iniciativa Privada, aumentando a eficiência do sistema sobre trilhos; apoiar a compra de mais vagões para a SuperVia, para atender aos ramais de Santa Cruz-Central e Leopoldina; apoiar a implantação do trecho da Linha 4 do Metrô, passando por Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, de acordo com o projeto original, parte integrante do contrato de concessão firmado em 1988; municipalização do Bonde de Santa Teresa, com plena integração morador-turismo.

Trem descarrila e deixa feridos no Rio

Bombeiros atendem feridos na estação de trem de Madureira, no Rio. Pelo menos dezesseis pessoas ficaram feridas após um trem do ramal de Japeri, na Baixada Fluminense, descarrilar na manhã desta terça-feira (25). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as vítimas tiveram ferimentos leves e foram levadas para hospitais da região. O acidente ocorreu na estação de Madureira, no subúrbio. A composição seguia para a Central do Brasil.

Anteriormente, os bombeiros confirmaram que dez pessoas tinham ficado feridas no acidente. No entanto, segundo a corporação, o número de vítimas aumentou por volta das 8h40. Sete vítimas foram levadas para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no subúrbio, cinco encaminhadas para o Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte e quatro para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste da cidade.

Em uma segunda nota, a SuperVia, concessionária que administra o transporte, informou que a maior parte dos clientes já seguiu viagem em outras composições que passaram no local. Até as 8h15 não havia informações sobre as causas do acidente.

Segundo a concessionária, devido ao acidente, a circulação no ramal de Japeri operava com 30 minutos de atraso por volta das 8h20 desta terça. A viagem no ramal de Deodoro, no subúrbio e Santa Cruz, na Zona Oeste, também estava com atrasos no mesmo horário.

Uma equipe técnica da SuperVia está local para fazer o primeiro reparo imediato. A composição será levada para o pátio de manutenção.

‘As pessoas começaram a passar mal’, contou recepcionista que estava no trem.

Segundo a recepcionista Lainara Andrade, que estava no penúltimo vagão do trem, o desespero das pessoas foi muito grande.

“É horrível ver tudo sacudindo, as pessoas caindo e não poder fazer nada. Quando o trem começou a tombar e bater nas pilastras, as pessoas começaram a gritar. Depois, quando o trem parou, muitas pessoas começaram a passar mal. As portas não abriam e foram os próprios passageiros que tiveram que forçar para abrir. Foi um horror”, contou Lainara, que estava a caminho do trabalho no momento do acidente.

Outra passageira que estava na composição, Silvania da Silva relatou ao G1 que o acidente só não foi pior porque o trem estava com  velocidade baixa. “O trem estava lotado, mas a sorte foi que já estava em baixa velocidade, pois estava chegando à estação. Se estivesse no meio do percurso, não gosto nem de imaginar o que teria acontecido”, disse Silvana, que acrescentou ainda que já presenciou outros acidentes de trem:

“Há um certo tempo aconteceu a mesma coisa, mas foi pior, pois o trem estava no meio do percurso, entre duas estações. Muitas pessoas se feriram. Além dos riscos, todo dias os vagões estão superlotados e extremamente quentes”, completou.

Na terça-feira (25), uma reportagem exibida no Bom Dia Rio mostrou o drama de todos os dias para quem usa trem. Conforme mostrou a matéria, os passageiros ficam preocupados com o horário que a viagem vai terminar e se chegarão ao destino pretendido.

Leia na íntegra a nota da SuperVia

“A SuperVia informa que às 6h38 de hoje (25/09) o trem UP112 que realizava o percurso Japeri – Central do Brasil teve sua viagem interrompida devido ao descarrilamento do último vagão, ao chegar na plataforma da estação Madureira. A concessionária acionou o Corpo de Bombeiros, que presta atendimento aos passageiros. A maior parte dos clientes já seguiu viagem em outras composições que passaram no local. Equipe técnica trabalha no local para liberar a via e encaminhar a composição para os reparos. Neste momento, os ramais Japeri e Deodoro registram atraso de 20 minutos. Os passageiros estão sendo informados sore a circulação através do sistema de áudio das estações”.

Fonte: G1, 25/09/2012

Clique no link abaixo e assista o vídeo:

http://globotv.globo.com/rede-globo/radar-rj/v/trem-descarrila-e-bate-em-pilastra-da-estacao-de-madureira-no-rio/2156136/

Edição do Brasil entrevista presidente da Aenfer

O presidente da Aenfer engenheiro Luiz Lourenço de Oliveira concedeu entrevista ao jornal mineiro Edição do Brasil. Em entrevista ao jornalista José Alves Neto, ele falou sobre os rumos do setor ferroviário e da falta de mão de obra.

Veja a seguir:

Falta de mão de obra qualificada compromete o setor ferroviário

O Governo Federal anunciou, recentemente, um grande investimento para o setor ferroviário nacional, a fim de fomentar o segmento e quebrar a inércia em que ele se encontra.

 

Porém, para o presidente da Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), o engenheiro Luiz Lourenço de Oliveira, essa atitude da União não corrigirá os problemas existentes atualmente. Segundo ele, o valor não representa sequer o mínimo necessário para alavancar um crescimento significativo. Além do problema de infraestrutura, Luiz Lourenço revela que não há mão de obra qualificada. “O segmento acadêmico não oferece cursos específicos de engenharia ferroviária e as escolas técnicas não contam com profissionais habilitados para capacitar em nível médio”, aponta. Vale citar que o setor empregava cerca de 16 mil profissionais em 1997 e fechará 2012 empregando cerca de 44 mil pessoas.

 

Esse novo investimento anunciado pelo Governo Federal pode quebrar a chamada inércia no setor?

Há um hiato espaço-temporal no desenvolvimento da malha ferroviária brasileira que não pode ser corrigido apenas com esse novo investimento anunciado pelo Governo Federal (aplicação de R$ 91 bilhões nos próximos 25 anos). A inércia certamente será quebrada, mas isso não representa sequer o mínimo necessário para promover crescimento no curto prazo.

 

Há muitas estradas de ferro deterioradas pela não utilização. Elas ainda podem ser recuperadas?

Há recuperação para as ferrovias deterioradas em várias regiões do Brasil, porém é necessário, antes, inseri-las em um projeto sistemático e integrado que avaliaria as respectivas viabilidades. (Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres, o Brasil tem28.276 quilômetrosde malha ferroviária).

 

Em sua opinião, o país tem mão de obra qualificada para o setor?

O setor encontra-se carente de mão de obra qualificada. O segmento acadêmico não oferece cursos específicos de engenharia ferroviária. As escolas técnicas não contam com profissionais habilitados para capacitar em nível médio. (Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, até 2014, surgirão pelo menos 7.100 vagas para o setor).

 

Investir na malha ferroviária pode ser uma boa alternativa para promover fluidez do transporte rodoviário?

Sem dúvida. O investimento na malha ferroviária certamente seria a principal via de ataque ao problema da fluidez do modo rodoviário.

 

Que motivo levou o transporte ferroviário nacional a permanecer tantos anos situado nessa inércia?

O transporte ferroviário nacional, até a década de 1950, teve seu desenvolvimento e manutenção inseridos em um contexto compatível com o cenário econômico brasileiro. A partir daí, com a necessidade de se integrar rapidamente o território nacional, optou-se pela rodovia, que, no entendimento das administrações da época, seria de rápida implantação, ainda que em detrimento da manutenção.

Natéria reproduzida do link:  http://www.jornaledicaodobrasil.com.br/site/falta-de-mao-de-obra-qualificada-compromete-o-setor-ferroviario/

Josias Cavalcante Júnior assume comando da Valec

A Valec está com um novo diretor-presidente: Josias Sampaio Cavalcante Júnior.  Ele é diretor de planejamento da estatal e assumiu o comando interinamente, após a saída de José Eduardo Castello Branco.  Cavalcante Júnior está acumulando as funções de presidente e diretor da Valec.

Cavalcante Júnior é engenheiro civil e faz parte do quadro de funcionários da ANTT.  Ele foi para a Valec em outubro de 2010, quando a diretoria da estatal foi reformulada e Castello Branco assumiu a presidência da empresa. Cavalcante Júnior já foi superintendente do DER/DF.

Fonte: Revista Ferroviária, 25/09/2012

PRIORIZAÇÃO DA INDÚSTRIA FERROVIÁRIA NACIONAL

Para falar sobre “Priorização da IndústriaFerroviária Nacional”, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária – ABIFER eng.º Vicente Abate informou que a indústria ferroviária investiu 1,5 bilhões de reais de 2003 até agora.

Sua capacidade de produção de vagões aumentou significativamente: já produz12 mil vagões para a carga, 900 TUEs e 150 locomotivas. Em 2012 prevê produzir 4000 vagões, 110 locomotivas e 340 carros de passageiros.

Citou vários casos de projetos inovadores produzidos por nossa indústria como vagões produzidos segundo a carga específica e mais leves (gôndola para minérios e double-stack para conteiners empilhados); locomotivas diesel-elétricas de 4400 hp em corrente alternada; rodas ferroviárias de aço microligado; dormentes de concreto, de aço, de plástico e de borracha, privilegiando o meio ambiente – entre outros.

Disse ainda que a produtividade tem aumentado em vista de nossa indústria vir realizando pesquisas e desenvolvendo projetos; promovendo inovação tecnológica;utilizando tecnologia de ponta bem como buscando sinergia com as concessionárias.

Continuou sua exposição tratando dos atuais projetos de expansão do transporte ferroviário de carga, as várias ferrovias em construção com financiamento tanto privado quanto público e dos benefícios esperados pelo aumento da matriz enfocada no modo ferroviário (de 25% em 2005 para 35% em 2035) como aumento da eficiência energética, redução do consumo de combustível e emissão de CO2, E NOX.

Abordou ainda os projetos de VLT em andamento, incluindo o centro do Rio de Janeiro. E concluiu expondo o esforço de maior qualificação profissional em andamento tanto pelo SENAI quanto pelo CEPEFER.

Veja apresentação do trabalho do engenheiro Vicente Abate

25/09/2012 – AÇÃO DE ATRASADOS

Atenção associados, transmitimos informações sobre ação de pagamentos de atrasados,   conforme orientação traçada pelo escritório do Advogado Sérgio Pimentel com a nova data de prescrição:

Conforme comunicado que divulgamos anteriormente ao nossos associados, a AENFER firmou entendimentos com escritório de advocacia no Rio de Janeiro para que os associados interessados possam ajuizar ações pleiteando o pagamento de diferenças referentes à atualização monetária e juros sobre as verbas pagas a título de dissídios/acordos coletivos, recebidas pelos ferroviários a partir de junho de 2007 e relativas aos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007.

Inicialmente, divulgamos o entendimento de que tais ações deveriam ser propostas até o dia 14 de junho de 2012, considerando que os pagamentos foram realizados a partir de 14 de junho de 2007.

No entanto, temos sido procurados por vários associados, que não puderam obter a documentação necessária em tempo hábil e que têm interesse no ajuizamento da demanda. Assim, consultamos o escritório de advocacia, que afirmou existir a possibilidade de ajuizamento das ações, sustentando que o prazo de 5 (cinco) anos de prescrição somente poderia ser computado a partir do último pagamento dos atrasados relativos ao ano de 2004, realizado em março de 2008. Desse modo, ainda que esta tese possa vir a ser contestada pela defesa da União Federal, existem argumentos jurídicos fortes no sentido de sustentar que o direito ao recebimento da correção monetária e dos juros, sobre as parcelas pagas em atraso, somente se iniciou com o último pagamento referente ao ano de 2004, pois apenas nesta ocasião confirmou-se que tais verbas não tinham sido devidamente corrigidas. Há, portanto, ainda a possibilidade de propositura das ações, nas quais os escritório irá sustentar que não ocorreu a prescrição.

As ações individuais serão propostas perante os Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.

Os documentos que devem ser encaminhados à AENFER são: procuração e contrato devidamente assinados, cópias da identidade, CPF, comprovante de residência e extratos detalhados dos créditos de proventos pagos pelo INSS, entre os anos de 2004 a 2012.

Quaisquer outras informações pelos telefones (21) 2222-1404 / (21) 2221-0350

Clique abaixo para baixar os documentos com a Procuração e o Contrato.

http://ferrovias.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/08/Procuração.doc

http://ferrovias.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/08/Contrato1.doc

 

Projeto levará bicicletas para passageiros da SuperVia

Para estimular o uso de bicicletas, duas mil delas serão compartilhadas gratuitamente por usuários de trens da SuperVia. Um financiamento para mobilidade urbana, do Banco Mundial (Bird) para o governo do estado, inclui o projeto das bikes, que, segundo o secretário de Transportes, Júlio Lopes, está sendo desenvolvido para ser implantado no ano que vem. — A ideia é estimular a integração da bicicleta com o trem — diz Mauro Tavares, coordenador do programa Rio, Estado da Bicicleta, da Secretaria estadual de Transportes. — Inicialmente, pensamos que o usuário poderia levar para casa a bicicleta, devolvendo no dia seguinte, num bicicletário ao longo da linha férrea. Mas ainda não definimos o modelo. Só Bogotá tem mais ciclovias

Com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o estado fez outra parceria. O BID financiou o detalhamento de um projeto para a implantação de uma ciclovia ligando a Praça Saens Peña, na Tijuca, à Praça Quinze. O projeto será entregue à prefeitura na terça-feira, durante o segundo Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta por Bicicleta (Bici Rio).

— Essa ciclovia terá oito quilômetros, passando por Catumbi, Cruz Vermelha, Avenida Chile e Avenida Almirante Barroso — explica Tavares.

Depois de liberar o embarque gratuito de bicicletas nos trens aos domingos, a SuperVia passa a permitir, a partir de hoje, o acesso das bikes aos sábados, após às 14h, e nos feriados, durante todo o dia. O modelo é semelhante ao adotado pelo metrô. Nas barcas, o acesso das bicicletas é gratuito, todos os dias, entre 10h e 16h.

O Rio tem a maior rede cicloviária do Brasil e a segunda da América Latina, perdendo apenas para Bogotá, que tem 320 quilômetros. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, o Rio, que hoje tem 290 quilômetros de ciclovia, ganhará mais dez quilômetros até o fim deste ano, com a conclusão das pistas ligando Paciência ao BRT Transoeste, na altura de Guaratiba, e do Centro de Santa Cruz à Avenida Brasil.

— Estamos trabalhando para ser os primeiros na América Latina. No ano que vem, construiremos mais 50 quilômetros de ciclovias, em bairros da Zona da Leopoldina, que se integrarão com o BRT Transcarioca. Em 2016, devemos chegar aos 450 quilômetros, privilegiando as áreas de Jogos Olímpicos: Deodoro, Barra e Maracanã.

Há um mês e meio, a jornalista Stephanie Sartori, de 24 anos, passou a usar a bicicleta “laranjinha” (de aluguel) nos seus deslocamentos. Moradora do Leblon, ela vai ao trabalho, na Lagoa, e ao curso de processo criativo, na Escola de Bela Artes, no Parque Lage, de bicicleta. Antes, usava táxi ou ônibus.

— Nem passa pela minha cabeça comprar carro. Não está nos meus planos. Andar de bicicleta é muito mais agradável. A gente aprecia a paisagem e ainda faz exercício — diz Stephanie. — Uma amiga me disse outro dia que ficou rodando por muito tempo procurando vaga para estacionar.

Aluna de psicologia da PUC e moradora de São Conrado, Ana Luiza Noronha, de 20 anos, vai todos os dias à universidade de carro. Mas é por falta de alternativa, diz ela:

— O meu sonho é que existisse uma ciclovia na Avenida Niemeyer. Eu viria todos os dias de bicicleta. Em São Conrado, não tenho alternativa, a não ser usar o carro. Infelizmente. Se eu morasse em outros bairros da Zona Sul, poderia fazer como vários colegas, que se deslocam de bicicleta.

Ação destaca benefícios da bicicleta

Já o movimento Rio, Eu Amo, Eu Cuido aproveitou a véspera do Dia Mundial Sem Carro para fazer uma ação irreverente, destacando os benefícios do uso da bicicleta no lugar do carro. Integrantes do grupo ocuparam uma vaga de estacionamento público na Rua México, no Centro, com um estande do tamanho de um carro compacto. O local foi transformado num bicicletário para sete bicicletas. O mesmo foi feito numa vaga em Ipanema, no Posto 9.

A iniciativa recebeu elogios de motoristas que passaram pelo local. O único que não gostou da ocupação foi um guardador de carros, que perdeu o espaço para as bicicletas e reclamou com o grupo de manifestantes.

— Escolhemos o Centro para dar maior visibilidade à ação, visto que o movimento de carros aqui é grande. Queremos mostrar que a bicicleta é o veículo ideal para fazer pequenos trajetos num cidade como o Rio. Traz benefícios tanto para o trânsito quanto para a saúde do ciclista — destacou Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento Rio, Eu amo, Eu Cuido. A ação de ontem ganhou visibilidade na página do movimento no Facebook, onde contou com o apoio de centenas de internautas.

Fonte: O Globo, 22/09/2012

Governo dará preferência a trem nacional

O governo brasileiro adotou ontem mais duas medidas de proteção à indústria nacional. Em dois decretos, a presidente Dilma Rousseff aumentou a vantagem competitiva dos fabricantes nacionais de locomotivas e outros equipamentos ferroviários e de papel-moeda.

Nos dois casos, ela estabeleceu uma margem de preferência de 20%. Isso significa que, quando o governo for comprar os dois produtos, dará prioridade ao fabricante nacional mesmo se o preço dele for 20% superior ao dos concorrentes estrangeiros. As medidas fazem parte do programa Brasil Maior.

O Decreto 7.812 dá margem de 20% para locomotivas elétricas, outras locomotivas, litorinas, VLTs e carros-motores, veículos para inspeção e manutenção, vagões de passageiros, vagões de carga, partes de veículos para vias férreas ou semelhantes. Em outro decreto, a margem de 20% é fixada para papel-moeda. Nos dois casos, a preferência vale até 31 de dezembro de 2015.

Não é a primeira vez que o governo prioriza a aquisição de produtos nacionais, mesmo a preços mais elevados. Já existe margem de preferência de 20% para alguns produtos de confecção, como mosquiteiro para beliche, sapato tipo tênis preto, boné de algodão, boina militar, saco de dormir e vestuários.

A mesma margem é dada a fármacos. Produtos biológicos contam com preferência de 25%. Retroescavadeiras têm margem de 10% e motoniveladoras, de 18%.

A intenção de privilegiar fornecedores nacionais será estendida ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo medida provisória editada na semana passada. Ela autoriza os futuros editais de licitação de obras do programa a exigir um mínimo de conteúdo nacional em produtos e serviços.

Fonte: O Estado de S.Paulo, 22/09/2012