Publicação do edital do TAV é adiada

A publicação do edital do Trem de Alta Velocidade ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas foi adiada mais uma vez.  A lançamento do edital estava marcado para esta quarta-feira (31/10) e agora a previsão é que aconteça nos próximos 15 dias. Segundo o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, o governo está avaliando as propostas apresentadas nas audiências públicas pelos interessados no projeto e por conta disso o lançamento foi adiado.  A ANTT, responsável pelas audiências, recebeu cerca de 150 contribuições. O novo cronograma da licitação será publicado com o edital.

A informação do adiamento foi dada por Figueiredo nesta terça-feira (30/10) após ele participar de uma reunião na comissão mista do Senado e da Câmara que avalia a MP 576/2012, que cria a EPL.

Fonte: Revista Ferroviária, 31/10/2012

Secretário municipal de Conservação assume Transportes

Antes mesmo de começar seu segundo mandato, o prefeito Eduardo Paes já fez mudanças no secretariado. A pasta de Transportes, que tem entre seus desafios garantir a mobilidade durante a Copa e os Jogos Olímpicos, será ocupada por Carlos Roberto Osório, que foi um dos organizadores do Pan 2007 e deixou ontem a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos. Na dança das cadeiras, assume a responsabilidade por cuidar da manutenção do Rio, coordenando a Comlurb e a RioLuz, o coronel dos bombeiros Marcus Belchior Bento, que era ajudante de ordens de Paes. Já Alexandre Sansão, que deixou o posto de secretário de Transportes, continuará na área, mas como subsecretário.

Paes disse ontem que está fazendo mudanças para que não haja acomodação. E Osório garantiu que sua ideia à frente da secretaria é apostar na continuidade:

– Tanto que convidei Sansão, que é um técnico, para continuar como subsecretário. Estou me inteirando de todos os projetos, mas posso adiantar que vou seguir o que está no Plano Estratégico da Prefeitura 2013-2016 e as promessas de campanha do prefeito.

Entre as metas do plano estratégico, estão a redução pela metade do tempo de deslocamento dos ônibus nos corredores de BRT e, em pelo menos 20%, nos de BRS, além da melhoria de toda a frota, que deverá ter ar-condicionado. Outro objetivo é integrar todos os meios de transporte ao sistema do Bilhete Único Carioca. Outras promessas de Paes são a conclusão das obras das vias expressas Transcarioca, Transolímpica e Transbrasil, a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Centro e a redução em 15% da taxa de acidentes com vítima no trânsito.

Fonte: O Globo, 31/10/2012

Leilão do trem-bala é adiado de maio para junho de 2013, diz EPL

Governo quer mais tempo para avaliar propostas feitas em consulta pública. Trem vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) informou nesta terça-feira (30) que o leilão do trem-bala brasileiro foi adiado de maio para junho de 2013.

A decisão foi tomada para que o governo tenha mais tempo de analisar as contribuições feitas durante a consulta pública que debateu o projeto. De acordo com a EPL, foram recebidas cerca de 150 sugestões.

Por conta disso, também foi adiada, por cerca de 15 dias, a publicação do edital do trem-bala que estava prevista para acontecer nesta quarta-feira (31).
Projeto O trem-bala vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e a sua construção vai custar pelo menos R$ 33 bilhões. O modelo definido pelo governo prevê dois leilões: o primeiro vai escolher a empresa que fornecerá a tecnologia do veículo e que será o operador da linha; o segundo vai definir as empresas que construirão a infraestrutura para a passagem do trem (trilhos, estações etc.).
Vence este primeiro leilão a empresa que apresentar a melhor relação entre valor de outorga (paga ao governo para ter direito à exploração do serviço) e custo de construção do trem-bala (incluindo a tecnologia aplicada e a infraestrutura).
Poderão participar do leilão empresas brasileiras e estrangeiras, além de fundos de previdência e de investimentos, de maneira isolada ou em consórcio.
A concessionária que vai operar o trem-bala será uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), formada pela empresa vencedora desse primeiro leilão e um representante do governo, no caso a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal que substitui a Etav (empresa que seria a gestora do projeto).
Segundo a minuta do edital, o governo (EPL) será acionista minoritário da SPE com cerca de 10% de participação. Entretanto, a estatal vai ter direito a uma “golden share” (ação de ouro), mecanismo que permite veto a decisões do acionista majoritário em assuntos considerados sensíveis.
O documento também estabelece que o vencedor da licitação terá que bancar, com recursos próprios, pelo menos 30% dos investimentos necessários. Os outros 70% poderão ser financiados. Tarifa A minuta do edital, divulgada em agosto, prevê que a tarifa a ser cobrada dos usuários pelo operador do trem não poderá ultrapassar R$ 0,49 por quilômetro. É o mesmo valor que constava do edital publicado pelo governo no ano passado, para a primeira tentativa de leilão do trem-bala, em que não houve interessados. Com esse valor, a passagem entre São Paulo e Rio de Janeiro ficaria em torno de R$ 199.
O edital estabelece ainda que o operador terá que pagar ao governo uma espécie de aluguel pelo uso da linha férrea para a passagem do trem, cujo valor mínimo será de R$ 66,12 por quilômetro. O governo vai recolher o dinheiro e transferir ao segundo concessionário, responsável pela construção da linha. Num deslocamento entre São Paulo e Rio, o custo do aluguel deve girar em torno de R$ 27 mil.
A previsão do governo é que o contrato com a vencedora desse primeiro leilão seja assinado até 7 de novembro de 2013.

Fonte: G1 – Rio de Janeiro/RJ, 30/10/2012

REFER informa seus investimentos no Banco BVA

1) A Fundação não possui quaisquer investimentos e nem é credora de nenhum dos Bancos recentemente liquidados pelo BACEN: PanAmericano, Schaim, Morada, Cruzeiro do Sul, Prosper e Matone;

2) Considerando que no dia 19/10/12 o Banco BVA S.A. sofreu intervenção pelo Banco Central e não liquidação, a Diretoria informa que possui investimentos neste banco, mas somente na forma de Fundos de Investimentos, nada como credora do Banco;

3) A maior parte destes investimentos têm garantias dos valores aplicados e a priori não trazem qualquer risco de perdas;

4) A exceção é o Fundo de Investimento em Participações (FIP) Patriarca, do qual somos cotistas, no valor de R$ 39,5 milhões, cerca de 1,6% dos recursos garantidores. Este Fundo, com patrimônio subscrito no montante de R$ 284,8 milhões, participa do Capital Societário do Banco BVA S.A., com cerca de 25% das ações preferenciais;

5) Á época do Investimento no FIP Patriarca, os demonstrativos financeiros do banco, auditados pela KPMG, empresa de auditoria de renome internacional, indicavam desempenho acima da média do setor, além de terem sido avalizados por dois Laudos técnicos, um assinado pela própria KPMG e outro pela empresa de Consultoria Valor & Atitude. Recentemente, em 16/04/2012, o BACEN aprovou a participação do Fundo na composição acionária do banco (DOU de 16/04/2012), indicando a regularidade da captação através do FIP;

6) O FIP Patriarca possui, entre seus cotistas, pessoas físicas, empresas privadas, fundos de pensão de empresas estatais, fundos de previdência de servidores de estados e municípios. Todos aguardam os desdobramentos da decisão tomada pelo Banco Central, cujo prazo estabelecido é de sessenta (60) dias para definição;

7) Se ao final deste prazo o Banco BVA for efetivamente liquidado, teremos de fazer provisão para perda do valor investido no FIP e esperar pela liquidação dos ativos do Banco;

8) Quanto aos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), dos quais somos investidores de cotas seniores – classificadas com rating ‘AA’ pela agência S&P – que contam com a garantia das cotas subordinadas, no patamar mínimo de 35%, ou seja, as seniores só incorrem em perdas financeiras se o nível de inadimplência dos fundos ultrapassar este limite. Mesmo que isto ocorra, evento altamente improvável, os administradores dos Fundos (Citibank ou BRL Trust) podem executar as garantias das operações de crédito que compõem a carteira do Fundo;

9) O Regulamento dos FIDCs veda a compra de títulos de emissão do Banco (CDBs ou Letras Financeiras) para compor as carteiras destes Fundos, ou seja, os ativos estão preservados e garantidos;

10) Quanto ao Fundo de Investimento Elo, trata-se de um Fundo de renda fixa referenciado IMA-B, com cerca de 60% da carteira alocada em títulos públicos federais, seguindo regulamentação da CVM;

11) Por fim, o processo decisório para os investimentos da Fundação seguem rigorosamente a Política de Investimentos e a legislação vigente, em especial a Resolução CMN nº 3.792/2009, bem como um rito processual com análise de área técnica especializada, aprovação por um Comitê de Investimentos com membros de diversas áreas da Fundação e aprovação pela Diretoria Executiva.

DIRETORIA EXECUTIVA

 

 

Comunicação Institucional – GABIN Fundação REFER Tel.: (21) 2108-6191 / Fax: (21) 2233-4499 comunicacao@refer.com.br / www.refer.com.b

Trem Turístico de Mangaratiba mais próximo de virar realidade

O projeto Tremdos Mares da Costa Verde, da Prefeitura de Mangaratiba, continua na pauta daadministração municipal. O secretário de Assuntos Estratégicos FranciscoRamalho esteve na cidade de Santos Dumont (MG) na última semana para umareunião com representantes da associação Movimento Nacional Amigos do Trem. Oobjetivo do encontro foi fechar a parceria entre a prefeitura e o órgão econhecer o veículo que será responsável pelo passeio.

Francisco disseque o projeto está em ritmo acelerado. “Esse encontro foi muito positivo, poisfechamos a parceria. Eles vão nos ceder a composição do modelo litorina, decabine única e com capacidade para 80 pessoas, que vai percorrer o trajeto de18 quilômetros. Em contrapartida, nós iremos absorver a mão de obraespecializada deles que conta com maquinista, mecânicos, equipe de manutenção eoutros setores específicos”. Ramalho ressalta ainda que a ideia é desenvolverum plano integrado de turismo, ligando mar e montanha.

O secretárioacrescentou que a Serra Verde Express – que já explora a linhaCuritiba-Paranaguá, no Paraná – também vai se instalar na cidade, alavancando oturismo sustentável. Ela pretende trabalhar com hotéis e restaurantes da cidadepara venda de pacotes fechados com estadia e alimentação. A perspectiva é que aviagem inaugural seja em fevereiro de 2013, às vésperas do Carnaval, e aoperação em definitivo no mês de junho, já com a anuência da Agência Nacionalde Transportes Terrestres (ANTT).

Próximo encontro

Uma nova reuniãoestá marcada para o dia 21 de novembro, com representantes da operadora SerraVerde Express, técnicos e representantes da MRS, Vale, ANTT e governos estaduale municipal. A reunião traçará as datas da operação, análise de dados decontrole, exigências pendentes para o funcionamento, desvios, engate de linhas,toda a parte de engenharia e discussão das licenças.

Fonte: Diário do Vale – Volta Redonda/RJ, 30/10/2012

Obras da Linha 4 do Rio são liberadas após liminar

O Governo do Estado do Rio conseguiu que o Tribunal de Justiça suspendesse a liminar que havia mandado paralisar a obra do trecho sul da linha 4 do Metrô Rio. O estado alegou que houve três anos de estudos e projetos para a realização da construção que vai ligar a estação General Osório, em Ipanema, à Barra da Tijuca. Na sexta-feira, a obra havia sido interrompida, menos de uma semana depois do início da instalação dos tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, para a construção de uma das estações da linha. O consórcio Rio Barra, responsável pelo projeto, havia retirado todos os operários do canteiro, acatando uma decisão da Justiça.

Conforme adiantou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, a juíza Neusa Alvarenga Leite, da 14ª Vara de Fazenda Pública do Rio, havia concedido uma liminar impedindo o prosseguimento das obras no local. A decisão determinou que uma equipe de especialistas fizesse uma análise técnica, com vistorias e verificações, de forma a determinar se haveria ou não uma alternativa ao projeto. E afirmaria que, enquanto o laudo não fosse expedido, as obras deveriam ser interrompidas. O governo e o consórcio Rio Barra haviam afirmado que iriam recorrer da decisão.

A ação cautelar que pediu a paralisação foi movida por seis moradores do bairro. Eles fazem parte do Projeto Segurança de Ipanema, um grupo de moradores que vem protestando contra o projeto e que quer que o consórcio e o governo apresentem um projeto e métodos alternativos para a construção da estação.

— Não somos contra a obra, nem contra a Linha 4. Só não queremos que a praça seja destruída, nem que os métodos escolhidos para a construção ponham em risco nossa segurança e nosso bem-estar. Existem técnicas que possibilitam a construção sem que uma cratera tenha que ser aberta na praça. Queremos transparência — disse Ignez Barreto, coordenadora do grupo.

A polêmica em torno da nova estação do metrô na Praça Nossa Senhora da Paz é bem anterior ao início das obras. Parte dos moradores teme que as escavações causem danos às edificações e às árvores da praça. Como não não haviam conseguido impedir o projeto, que já obteve a licença de instalação, os moradores — que fizeram várias manifestações e conseguiram um abaixo-assinado com mais de 19 mil adesões — querem mudar os locais de acesso à estação, previstos para o calçadão no entorno da praça.

Ignez Barreto reclamou que ainda espera um diálogo com o governo do estado, para mostrar que as entradas podem ficar no calçadão da Rua Visconde de Pirajá, o que preservaria a praça e serviria de incremento para o comércio do bairro.

— Queremos mais transparência. Eles se recusam a dialogar. A falar sobre os impactos do projeto e dar garantias de que os prédios não serão afetados. Eles dizem que iriam reconstruir a praça, mas ouvimos vários especialistas que afirmaram que muitas das árvores não poderão ser replantadas. Essa ação foi movida como um ato extremo, uma vez que eles já iam começar a derrubar a praça — afirmou Ignez.

A licença de instalação da estação da Nossa Senhora da Paz de instalação foi apresentada no dia 25 de junho pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e pela presidente do Instituto estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos. A licença foi aprovada com uma série de restrições, entre elas, a redução do número de árvores a serem transplantadas: de 113 para 17. O Conselho Diretor do Inea aprovou ainda a exigência de replantio de 400 árvores no bairro.

Sem divulgar o mapeamento das árvores que serão removidas, o estado garantiu que apenas as árvores menores que ficam na parte central serão transplantadas. Ela serão retiradas e levadas para um horto até que as obras sejam concluídas. Depois, essa árvores serão replantadas na praça. As maiores, localizadas nas extremidades da praça, não serão retiradas.

Fonte: O Globo, 29/10/2012

Itaipu começa a implantar 1.º VLT elétrico brasileiro

Com a chegada do modelo em escala real do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) produzido pela cearense Bom Sinal, engenheiros e técnicos da Itaipu Binacional iniciam nos próximos dias a implementação de um sistema de tração elétrica inédito no mundo. Dividido em duas fases, o projeto, ainda sem custos estimados, será desenvolvido em parceria com diversas empresas especializadas no setor, como a KWO, que já opera um VLT na Suíça; a Stadler, com experiência de mais de 50 anos no segmento; as alemãs Voith e Siemens; e a canadense Bombardier.

A primeira etapa, com prazo estimado de um ano e meio, tem como objetivo analisar e adaptar o sistema de tração elétrica, incluindo motor e os sistemas de acoplamento, fixação e acionamento. Uma das preocupações apontadas pelo engenheiro Márcio Massakiti Kubo, da Assessoria de Mobilidade Sustentável de Itaipu, será adequar a tração do veículo ao tipo de aplicação desejada, neste caso, o transporte de passageiros, que difere da utilizada em um caminhão ou em um ônibus, por exemplo.

700 municípios querem empregar o VLT como alternativa de transporte público no país, entre eles Foz do Iguaçu, onde os estudos estão em andamento.

Na fase seguinte, também com prazo previsto de um ano e meio, a proposta é substituir os cabos de alimentação externos, as chamadas catenárias, por motores elétricos alimentados por baterias de sódio recarregáveis. Essa tecnologia vem sendo desenvolvida por Itaipu desde 2006. Em seis anos, a equipe instalou e já testa motores elétricos em automóveis de passeio, utilitários, caminhões e ônibus. ?Será a primeira vez que teremos um VLT movido a baterias, afirma o coordenador brasileiro do Projeto Veículo Elétrico (VE), Celso Novais.

Movidos a diesel e a biodiesel, os veículos comercializados pela Bom Sinal empresa que construiu o protótipo que chegou nesta semana à hidrelétrica oferecem três opções de composição. A menor delas, com dois vagões, tem 37 metros e capacidade para até 48 passageiros sentados. A maior, com quatro vagões e 74 metros de comprimento, é projetada para transportar até 208 pessoas sentadas. Na versão original, pode atingir velocidade máxima de 120 km/h. Na elétrica, a velocidade poderá chegar a 170 km/h. Além do custo menor, outra vantagem é a emissão zero de poluentes, completa Novais.

PAC

Com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobi­­lidade, a iniciativa vem despertando interesses no país e no exterior. Somente no Brasil, cerca de 700 municípios querem empregar o VLT como alternativa de transporte público, entre eles Foz do Iguaçu, onde os estudos estão em andamento. Apresentado ao Ministério das Cidades por representantes do Instituto de Trânsito local, o projeto completo prevê a ligação por 52 quilômetros de trilhos de Itaipu até o Parque Nacional do Iguaçu, dois dos principais atrativos turísticos da cidade.

Fonte: Gazeta do Povo Online – Curitiba/PR, 30/10/2012

Amantes de trens em miniatura

É religioso: todo sábado, às nove da manhã, o contador aposentado Antônio dos Anjos Barbosa chega à estação de trens da Leopoldina. Tira da bolsa uma locomotiva em miniatura, alguns vagões (também em miniatura) e fica, até o fim da tarde, a admirá-los dando voltas numa pista com dimensão de 55 metros quadrados.

Barbosa é membro da Associação de Ferreomodelismo do Rio de Janeiro (Aferj), uma das três agremiações de aficionados por trens em miniatura da cidade. Fundada em 1986 numa sala térrea da Estação Leopoldina, a Aferj — que já nasceu com o nome errado (o correto seria ferromodelismo) — conta hoje com 32 associados, todos homens, que pagam R$ 150 de matrícula e outros R$ 30 mensais pelo direito de rodar seus trenzinhos na pista de cinco vias, esculpida ao longo das últimas duas décadas.

Dono de uma coleção de pelo menos cem peças, Barbosa varia o uso das miniaturas. Num sábado recente, levou uma cópia do Vera Cruz, trem de passageiros que costumava fazer viagens entre Rio, São Paulo e Belo Horizonte nos anos 1940.

— Já viajei nesse trecho, mas nunca nesse trem — contou. — Hoje, a linha não existe mais. De passageiros, a única interestadual que sobrou fica entre Belo Horizonte e Vitória. Andei nela há poucos anos. É linda.

Via de regra, amante de trem em miniatura nunca trabalhou com trem em grande escala. Dos 32 associados da Aferj, apenas um foi ferroviário. O restante tem conhecimento teórico — aprimorado, uma vez na semana, com os documentários sobre linhas férreas que passam na TV da associação (naquele sábado, o filme, sem legendas, era sobre as ferrovias alemãs).

Presidente da Aferj, o empresário aposentado Lúcio Moreira, de 66 anos, coleciona miniaturas desde os 29 anos de idade, quando comprou uma locomotiva inglesa. Precavido, se recusa a falar em números e valores (“Para não chamar a atenção”), mas afirma listar seus trenzinhos na declaração anual de imposto de renda.

— De vez em quando eu vendo uma parte da coleção. Como eu justificaria se ela não estivesse declarada? — pergunta.

Feita de plástico ou metal, miniatura boa é aquela que imita um vagão real na escala, na pintura e nos pequenos detalhes, como janelas, portas e assentos. Embora as locomotivas sejam elétricas (movidas a 12 volts, energia de uma bateria), algumas chegam a soltar vapor ou fumaça pela chaminé, para se aproximar dos exemplos reais.

No Brasil, há uma única empresa especializada no ramo, a Frateschi, criada em 1967. Suas peças vão de R$ 30 (vagão-tanque da Petrobras) a R$ 300 (locomotiva GE 5200). Há, ainda, réplicas de vagões de minério da Vale, de produtos químicos da Ultrafértil, ou de cimento da Ferrovia Paulista S.A.

— Isso é o brinquedo completo — explica o engenheiro de produção Marcos Cordeiro, de 49 anos, enquanto rebaixa as rodas de um vagão de minério, para deixá-lo na mesma escala do original. — Você monta uma maquete diminuta de uma paisagem que existe. Além disso, acaba se envolvendo com a história ferroviária do país. Não é só pegar um trenzinho e botar em cima do trilho para rodar.

Funcionário público aposentado, Almir Paes, de 74 anos, começou a se interessar por trens ainda na infância.

— Minha família ia a passeio para Barra do Piraí, e ficava numa casa que dava fundos para a linha férrea — lembra. — Eu ia até a estação para ver os trens manobrando. Lá era a zona de entrocamento de São Paulo, Rio e Minas Gerais.

Hoje, Paes diz repetir a experiência com suas réplicas:

— Gosto de ver o movimento da engrenagem, o ruído do motor, o som do sino da locomotiva. A gente vive um trem em miniatura aqui.

Na Aferj, cada associado tem direito a rodar seu trem por uma hora. As cinco pistas são paralelas, mas não interligadas. Ou seja: uma vez que o veículo está numa delas, cabe apenas aumentar ou diminuir sua velocidade, através de um controle de energia. O bom senso prega que miniaturas de trens de carga devem andar devagar, e réplicas de trens de passageiros (principalmente dos modelos europeus, como o TGV, que faz a viagem entre Paris e Londres) devem rodar no limite. Mas nada impede que se faça o contrário: independentemente da decoração externa, todos os trens têm motor e peso similares, e utilizam o mesmo tipo de trilho.

— Como o objetivo é parecer real, queremos que a velocidade fique na proporção do original — explica Antônio Barbosa.

Uma vez ao ano, ele e alguns dos associados da Aferj viajam para São Carlos, município da Grande São Paulo, para o encontro nacional de ferromodelistas. Promovido pela Frateschi, o evento conta com exposições de maquetes e concursos de locomotivas montadas artesanalmente. Perto dali, na capital paulista, fica a maior pista do país, da Sociedade Brasileira de Ferromodelismo. Já na Aferj, a última contribuição de peso à maquete foi uma réplica da ponte do metrô, que une as estações de São Cristóvão e da Cidade Nova.

Capitão de mar e guerra da reserva — e vice-presidente da associação — Márcio Miranda, de 73 anos, começou a colecionar em 1964, durante sua viagem de formatura da Escola Naval.

— Comprei uma locomotiva na Alemanha, da Märklin. Mas a manutenção era cara, e acabei deixando de lado — conta.

Hoje, ele tem uma coleção que soma quatro armários. Diz que a história do trem sempre esteve ligada “às facetas econômicas do país”.

— A malha ferroviária cresceu e decaiu com o ciclo do café. Depois foi por água abaixo com a construção de Brasília — lembra, citando números: — Atualmente, 34% do transporte nos Estados Unidos são feitos em rodovias. No Brasil, são 72%.

Essa realidade repercute na indústria. O país tem hoje uma única montadora de vagões e locomotivas, da General Electric, em Campinas.

— Mas ela só faz trem de pequeno e médio portes — lamenta Miranda. — Não tem demanda.

A história pode mudar caso, qual prometido em campanha, o governo federal venha a construir uma linha férrea expressa (o famoso trem-bala) unindo Rio e São Paulo. Na Aferj, a iniciativa é tida em alta conta, mas vista com descrédito.

— Torço para que a obra saia. Vai ser uma pena se o trem-bala não acontecer — diz, melancólico, Antônio Barbosa.

Já o presidente da associação, Lúcio Moreira, é corrosivo:

— O trem-bala pode até rolar, mas a Dilma não vai estar na presidência para ver.

Fonte: O Globo, 28/10/2012

Alstom apresenta soluções ferroviárias no NT 2012

Entre os dias 6 e 8 de novembro, a Alstom participa da 15ª edição da Feira Negócios nos Trilhos, que reúne profissionais de todos os níveis das empresas operadoras, do Brasil e da América Latina, fabricantes de material ferroviário, empresas de logística e do governo, além de aprendizes de escolas técnicas, engenheiros e universidades . Na feira, a Alstom levará seus conhecimentos e exemplos de projetos sobre trens regionais, alta velocidade e Veículos Leves Sobre Trilhos (VLTs), entre outras soluções.

O foco da empresa no evento é a promoção das soluções para o transporte ferroviário brasileiro, os diferenciais de seus equipamentos e as melhores alternativas para as cidades que farão alterações em seus sistemas de transporte visando aos projetos para receber os grandes eventos, como Copa e Olimpíadas, e o crescimento da população. Os visitantes terão a oportunidade de ver qual é a aplicação de cada uma dessas soluções e qual modelo traz o melhor retorno para cada necessidade.

A Alstom acredita que uma solução fundamental para o Brasil seja o trem regional. Com o crescimento das cidades fora dos grandes centros, é essencial que o País desenvolva uma solução de transporte independente dos aeroportos, mas que seja rápida e segura. Pensando nisso, a empresa estimula o uso dos trens regionais que além de trazerem uma solução eficiente para o transporte intermunicipal de passageiros, configuram-se em uma oportunidade de incremento da economia nacional e aumento da geração de empregos.

Nas cidades, a solução fica por conta dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). O modelo Citadis é uma solução moderna e sustentável, pois tem capacidade de transportar um volume de passageiros equivalente a 50 carros ou três ônibus. O modelo da Alstom tem um gasto de energia, por passageiro, 75% menor do que um ônibus elétrico e emite um quarto do ruído do tráfego de veículos.

Além disso, a Alstom como fabricante do trem mais rápido do mundo ainda reforça seu interesse no projeto do trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro, que representa uma grande oportunidade de negócios e crescimento. “O projeto trará uma importante resposta a uma demanda já existente. A Alstom acompanha o andamento dessas discussões como fornecedora de soluções completas (material rodante e sistemas). Um ponto importante de discussão neste momento é que essas soluções venham acompanhadas do incentivo à indústria nacional”, afirma Marco Contin, diretor do setor Transporte da Alstom Brasil.

Data: 6 a 8 de novembro de 2012 Local: Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – SP

Fonte: Alstom, 26/10/2012