China inaugura mais longa linha de TAV do mundo

O Ministério da Ferrovias da China anunciou na última sexta-feira (14/12) que irá inaugurar no dia 26 de dezembro a mais longa ferrovia de alta velocidade do mundo. A linha terá 2.298 quilômetros de extensão, 35 estações e ligará as cidades de Pequim e Guangzhou, importante centro portuário do país.

Segundo o Ministério das Ferrovias, o trem viajará a uma velocidade média de 300 km/h e o percurso entre a capital chinesa e o centro econômico do sul do país será feito em aproximadamente oito horas.

Ainda segundo o ministério, o novo trem de alta velocidade chinês também será capaz de transportar 20 milhões de toneladas de carga.

Fonte: Revista Ferroviária, 17/12/2012

Governo quer padronizar sistema de sinalizações e comunicações ferroviárias

Padrão ideal de comunicações e sinalizações para o transporte ferroviário no Brasil. Este foi o principal objetivo do seminário Internacional de Sinalização e Comunicação Ferroviária, realizado entre os dias 27 e 29 de novembro, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. Especialistas europeus, americanos, australianos, japoneses e franceses se juntaram aos especialistas brasileiros para debater o sistema de sinalização e comunicação que poderá promover a interoperabilidade entre as operadoras ferroviárias do País.

Para aumentar a segurança, a velocidade permitida dos trens e a produtividade, o diretor da ANTT, Jorge Bastos, explicou que é preciso investir no aperfeiçoamento e padronização dos sistemas de comunicações e sinalizações do transporte ferroviário.

Na cerimônia de abertura, Bastos ressaltou que as ferrovias brasileiras possuem uma grande variedade de sistemas, alguns bastante modernos e outros muito arcaicos. Por isso ele acredita que o seminário, promovido pela ANTT, Ministério dos Transportes e apoiado pela Associação Nacional de Transporte de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), é uma excelente oportunidade para debater a uniformização dos sistemas. “O objetivo do seminário é contribuir para que possamos chegar a um padrão bom para todos”, frisou.

No último dia do evento foi formado um Comitê, composto pelas empresas e entidades do segmento ferroviário, que se reuniu com os representantes da Europa, dos Estados Unidos, da Austrália e do Japão para dar continuidade à discussão dos padrões utilizados nessas regiões e que poderá servir de modelo para o Brasil.

 

Modernização

A Supervia, empresa associada à ANPTrilhos, está entre as operadoras que possui um dos sistemas mais modernos de sinalização e comunicação ferroviária do Brasil. João Goveia, diretor de Operações da Supervia e diretor Técnico da ANPTrilhos, afirmou que a companhia procurou adequar seu sistema de sinalização à complexidade exigida pelo setor metroferroviário. “Migramos para um Centro de controle (CCO) totalmente moderno, com telas dinâmicas e nível elevado de movimentação segura ao longo da via, que permite a comunicação direta do CCO com os passageiros que estão dentro do trem”.

Goveia propôs à ANTT e ao setor ferroviário a criação de uma entidade voltada para a homologação dos sistemas de sinalização e comunicação ferroviária.

Segundo Goveia, essa entidade ficaria responsável por certificar os sistemas e averiguar questões associadas à sua utilização. “Precisamos de uma área para cuidar dessas demandas e para verificar a segurança dos sistemas implementados”, concluiu.

Em 1998 a Supervia recebeu a concessão para operar trens no Estado do Rio de Janeiro, esse direito vai até 2048. Em um trecho 270 quilômetros, que abrange 12 municípios do estado, são realizadas cerca de 750 viagens diárias para transportar mais de 560 mil pessoas.

Fonte: ANPTrilhos, 29/11/2012

Zona Oeste do Rio exige investimento em transportes

O Rio de Janeiro se expande para a Zona Oeste. Dos dez bairros que mais crescem na capital, oito estão nessa área, segundo o IBGE. Camorim lidera as estatísticas, com crescimento populacional de 150,6% entre 2000 e 2010. Recreio e Barra da Tijuca também estão entre os que encabeçam a lista, com aumentos de 118,9% e 47,4%, respectivamente. Bem acima da variação da população carioca no período (7,8%).

Os novos moradores acompanham o movimento do setor imobiliário, que tem concentrado seus lançamentos na Zona Oeste devido à maior disponibilidade e preços mais baixos de terrenos que em outras regiões, como Zona Sul e Centro, onde muitos bairros estão encolhendo. São Cristóvão, por exemplo, é o bairro que mais perde gente no Rio. Em 2010, havia 30% menos moradores que no início da década.

A migração resulta ainda da prioridade dada aos investimentos públicos em infraestrutura na Zona Oeste, a reboque das Olimpíadas de 2016, e da fuga da população para condomínios fechados devido à violência. Embora esse movimento tenha perdido força com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), foi forte nos anos 2000, o que fez de bairros como a Barra verdadeiros ímãs de gente.

A nova geografia demográfica vem criando desafios para a gestão pública de transportes. Como a maior parte dos deslocamentos é feita entre casa e trabalho, o governo tem pela frente a tarefa de unir os polos do município que concentram moradores aos centros geradores de empregos, sem agravar o já caótico trânsito na cidade.

Para especialistas, a solução de curto e médio prazo é investir no sistema público de transportes, com ênfase na redução do tempo de espera nos trens da Supervia e na expansão do metrô. A longo prazo, a estratégia deve ser acompanhada por políticas de habitação e desenvolvimento que estimulem a moradia onde está o emprego, e vice-versa.

Levantamento feito pelo especialista em planejamento urbano Mauro Osório mostra que a população carioca está concentrada na chamada Zona Suburbana (basicamente Zona Norte, excluindo Tijuca) e na Zona Oeste, que detêm, juntas, 79,3% dos residentes. A oferta de trabalho formal nas duas áreas responde por 46,9% do total. No Centro, ocorre o inverso. Enquanto 35,43% dos empregos formais estão lá, a região abriga apenas 4,71% dos moradores do Rio.

— Temos de estimular novas moradias na área de planejamento 1 (Centro e Zona Portuária), bem como o adensamento produtivo na área de planejamento 5 (antiga área rural do Rio, que responde por parte da Zona Oeste, como os bairros de Santa Cruz e Campo Grande). Ao mesmo tempo, precisamos desestimular a moradia na Zona Oeste, ao contrário do que vem sendo feito hoje — diz Osório, que coordena o Observatório de Estudos sobre o Rio da Faculdade de Direito da UFRJ.

Boa parte dos projetos que visam a melhorar a mobilidade urbana tem a Zona Oeste como eixo central. Entre eles estão os quatro corredores logísticos batizados de Bus Rapid Transit (BRT), que têm R$ 5,2 bilhões de investimentos públicos. Pensados em conjunto, os corredores tornarão mais fácil a vida de turistas e atletas que chegarem ao Rio para os Jogos Olímpicos de 2016, mas vão resolver parcialmente problemas dos moradores da cidade, dizem especialistas.

O primeiro BRT, a Transoeste, foi inaugurado em junho deste ano e liga Santa Cruz ao terminal Alvorada, na Barra. A Transcarioca, em obras, ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim. A Transolímpica, por sua vez, conectará o Recreio a Deodoro, no subúrbio da Central do Brasil. E a TransBrasil ligará Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont, no Centro. Todas as vias estarão prontas até 2016, e estima-se que reduzirão em até 60% o tempo gasto no trajeto.

— Os BRTs são uma boa solução a curto e médio prazos, mas são suficientes? Provavelmente não. A maior parte das pessoas que se deslocam diariamente vai para o Centro. É preciso criar mais alternativas para ligar a Zona Oeste ao Centro, como uma linha dupla do metrô — diz Paulo Cézar Ribeiro, do Programa de Engenharia de Tranportes da Coppe/UFRJ. Supervia amplia frota e revitaliza estações.

Com investimento previsto de R$ 5,6 bilhões, a linha 4 do metrô ligará a Barra a Ipanema, numa linha contínua à que conecta o bairro da Zona Sul ao Centro. O ideal, diz Ribeiro, é que as composições que partissem da Barra seguissem para Botafogo, por exemplo. O especialista em transportes da Uerj Alexandre Rojas lembra que um ônibus transporta até cem pessoas, enquanto uma composição do metrô, até três mil. Daí sua relevância para desafogar o trânsito.

Rojas ressalta ainda a importância dos trens da Supervia. Para ele, é preciso não apenas modernizá-los como reduzir o intervalo entre eles, de modo a atrair mais usuários e, assim, diminuir o número de veículos em circulação.

A Supervia está investindo, em parceria com o governo do estado, R$ 2,4 bilhões até 2020 na modernização e expansão da frota, revitalização das estações e sinalização. Está prevista a compra de 120 trens chineses e a reforma de outros 73 até 2016. Uma leva de 29 composições (com quatro carros cada) já chegou ao Brasil, uma oferta adicional de cem mil lugares.

A promessa da companhia é que, com os novos trens, o tempo de espera dos usuários cairá para até três minutos no ramal Deodoro e para seis minutos nos demais ramais. Hoje, quem opta por esse meio de transporte tem de esperar pelo menos o dobro do tempo.

Fonte: O Globo, 29/11/2012

Rio lança nova fábrica da Alstom

A nova fábrica de TUEs da Alstom no Rio de Janeiro será lançada no próximo dia 3 de dezembro, às 11 horas, em solenidade no Palácio Guanabara. Será instalada na antiga fábrica de vagões da CCC, ao lado das oficinas da SuperVia, em Deodoro, subúrbio do Rio de Janeiro, reocupando mais uma instalação ferroviária desativada no passado (ontem a Progress Rail inaugurou sua fábrica dentro de uma antiga oficina da FCA em Sete Lagoas). Junto com o anúncio virá uma primeira encomenda de 20 trens para a SuperVia, depois dos 60 que o Estado comprou da chinesa CNR. A Alstom esperava 30 trens, mas para compensar a fábrica deverá receber também a encomenda dos VLTs do Centro da cidade.

“É uma mudança de tendência, que fazemos agora porque agora vamos ter um fabricante de peso instalado no Estado”, disse Julio Lopes, secretário de Transportes do Rio.

Fonte: Revista Ferroviáira, 30/11/2012

A logo da RFFSA

As ferrovias do mundo inteiro possuem seus próprios símbolos, quer sejam expostos em cada unidade do material rodante, como os Carros, Vagões e Locomotivas.

Em 1966 a RFFSA realizou um concurso entre estudantes da categoria do ensino médio e de ensino superior em Desenho Industrial, Arquitetura e Engenharia para a escolha de um símbolo que representasse a marca da empresa.

A empresa pública pretendia com isto, como rezava seu Edital, “despertar a juventude estudiosa para a importância de uma empresa tão vinculada à economia e à segurança da nação”, além de “estimular a criatividade dos jovens iniciantes no design, deles colhendo concreta colaboração, para perpetuar, no tempo, como exemplo válido às futuras gerações”.

A iniciativa da RFFSA foi bem acolhida pela imprensa e à época, despertou interesse de 300 estudantes que enviaram suas concepções gráficas.

Isso possibilitou à Comissão Julgadora de então (integrada por Antonio F. Porto Sobrinho, Mario Ritter Nunes e Armando Britto), selecionarem entre os trabalhos de alto nível técnico apresentado, eleger aquela que daria o real significado como ícone ferroviário.

1º Lugar: Leiko Hana

Leiko Hana, à época uma aluna, assim como seus colegas concorrentes, se tornaría em breve uma arquiteta pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie, em São Paulo (SP).

 

 

 

 

 

 

2º Lugar: Joaquim de S. Redig de Campos

 

 

 

Redig  é pioneiro em design no Brasil, ingressando na ESDI (UERJ) em 1968 e atuando ao lado de Aloísio Magalhâes por mais de 18 anos. Hoje, atua como professor da PUC-RJ desde 1975 e tem o seu estúdio, REDIG ASSOCIADOS.

 

 

3º Lugar … Arthur Carlos Messina

 

 

 

Messina é hoje um arquiteto e dos bons, atuando São Paulo (SP), através do CADES – Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

A partir dos anos 70 a marca desenhada pela arquiteta Leiko Hama para a RFFSA seria responsável pela definitiva identidade da empresa.

Não fosse o sucateamento, com mais de 30 anos de investimentos, sem dúvidas, essa logomarca da RFFSA seria um dos ícones mais precisos de sua particular semiótica, no entanto, ao menos já entrou definitivamente para a galeria da história fascinante do EXCELENTE nível que o design brasileiro atinge.

APESAR DE SEUS GESTORES…

CURIOSIDADE: A dupla de irmãos gaúchos Kleiton e Kledir “homenageou” a Rede Ferroviária Federal citando a estatal na música “Maria Fumaça”, composição gravada em 1980 para o Festival de Música da TV Tupi (em um dos últimos momentos da histórica emissora, falida ainda naquele ano), que se tornou grande sucesso durante o evento. A música mais tarde foi incluída no LP de estréia, que leva o nome da dupla, lançado também em 1980.

A sigla é pronunciada como “ÉRRI-ÉFI-ÉFI-ÉÇIÁ”, mas, para muitos de seus funcionários, a hoje extinta RFFSA também era apelidada carinhosamente pelos ferroviários como “REFÉSA”.

Este texto e as fotos estão no Blog: http://vidadmaquinista.blogspot.com.br

Autor: Maquinista Clodoaldo

VLT do Centro do Rio começará a ser licitado em janeiro

As obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligará a Zona Portuária ao centro financeiro da cidade e ao Aeroporto Santos Dumont devem começar ainda no primeiro semestre de 2013. O projeto da prefeitura, que será executado numa parceria público-privada (PPP), prevê a implantação do sistema por etapas, com a gradual substituição dos ônibus que circulam na região pelos bondes modernos.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto, Jorge Arraes, disse que o VLT do Rio será o primeiro do mundo totalmente projetado sem catenárias (cabos para captar energia elétrica em fios suspensos). Ele explicou que os bondes recarregarão em dois processos: pela fricção, quando reduzem a velocidade na proximidade das estações, e em capacitores ativados ao pararem nos pontos.

— A Zona Portuária passa por um processo de revitalização. A ausência de catenárias evita a poluição visual causada pelos fios. E, ao mesmo tempo, torna o sistema mais seguro, porque os trilhos não são eletrificados. Nas obras do Porto Maravilha, nós já estamos deixando as canaletas prontas para instalar os trilhos. Nas outras partes do Centro por onde o VLT vai circular, essa atribuição ficará com o consórcio que vencer a licitação — explicou Jorge Arraes.

A primeira fase, entre a futura Vila de Mídia das Olimpíadas (nas imediações da Rodoviária Novo Rio) e a Praça Mauá, deverá ficar pronta até março de 2015. No trimestre seguinte, os trilhos avançariam por toda a Avenida Rio Branco, até a Cinelândia. A previsão é que o sistema completo esteja em operação no primeiro trimestre de 2016, como parte do pacote de obras de infraestrutura que ficarão como legado das Olimpíadas do Rio. Nessa fase, o serviço passará a ser prestado também com linhas entre a Central e a Praça Quinze, o Santo Cristo e a Candelária, e a Zona Portuária e o Aeroporto Santos Dumont.

Em valores atuais, a tarifa do VLT seria de R$ 1,91, que ficará totalmente com a concessionária. O plano prevê a integração do sistema aos ônibus urbanos, BRTs, trens, metrô e barcas, através do bilhete único. A demanda pelo serviço é estimada em 220 mil passageiros por dia. O VLT foi projetado para circular com carros articulados adaptados para atender a diferentes demandas. Conforme o movimento, cada composição poderá ter de dois a oito carros.

Cada carro terá capacidade para transportar até 400 passageiros, e o intervalo entre os VLTs deverá variar entre 5 e 15 minutos conforme a linha. O custo da obra é estimado em R$ 1,1 bilhão. Deste total, R$ 532 milhões serão recursos federais que virão do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade (PAC).

A diferença para o custo final, não apenas da obra, mas também da compra de material rodante e da construção de um centro de manutenção sob a Vila Olímpica da Gamboa, será devolvida pela prefeitura ao consórcio em 15 anos. Ganhará o contrato o concorrente que propuser o menor reembolso por parte do poder público. As regras serão divulgadas hoje com a publicação do edital de concessão do serviço. A concorrência para escolher o consórcio que vai operar as seis linhas e 42 estações distribuídas por 30 quilômetros de vias será no dia 10 de janeiro.

A implantação do sistema interferirá no roteiro de quase 400 linhas municipais e intermunicipais. Elas terão seus percursos reduzidos, podendo ser integradas aos bondes ou até mesmo extintas. Mas esse reordenamento dos coletivos não se deve apenas à implantação do VLT do Centro, mas também à instalação do futuro BRT Transbrasil (Deodoro-Aeroporto Santos Dumont) que o município também espera concluir até o início de 2016.

Jorge Arraes afirma que, na fase de execução das obras, o consórcio terá que discutir com órgãos de patrimônio os projetos dos pontos de embarque e das estações terminais. O objetivo é que os abrigos estejam em harmonia com o entorno. Isso pode evitar a polêmica que ocorre hoje com as estações do metrô.

Fonte: O Globo, 28/11/2012

Faleceu dia 22 o ferroviário Domingos Marinho da Costa

A Aenfer informa que faleceu o ferroviário Domingos Marinho da Costa, partiu no Trem da Eternidade nesta sexta-feira dia 22 em sua cidade natal Santos Dumont.

Funcionário de carreira de nossa querida EF Central do Brasil, começou sua vida profissional no 4º Depósito, de Santos Dumont como humilde trabalhador nos anos 40 ,  na era das majestosas locomotiva a vapor.

Pela sua competencia e estima, logo foi promovido a condição de maquinista, conduzindo os antigos trens de passageiros, os Rápidos e os luxuosos Noturnos.

Nos anos 60, com a modernização dos trens, passou a ser condutor das Automotrizes, as famosa ” litorinas”, assim como do famoso Vera Cruz, entre BH e Rio.

Conduziu a ultima viagem do Trem dos Baianos, o N-2 a São Paulo em 1978.

Já promovido a Fiscal de Tração, foi o supervisor das composições de serviço na construção da Ferrovia do Aço até sua inauguração em 1986 aonde encerrou sua brilhante carreira.

Humilde, uma pessoa carinhosa e extremamente solicita, um verdadeiro amigo, com uma memória prodigiosa, lembrava em nossas longas conversas, quantas histórias e “causos” dos colegas e de nossa velha e querida ferrovia!

Seu ultimo trabalho, foi durante a recuperação da locomotiva a vapor nº 370, a famosa “Zezé Leone” preservada no 4º Depósito – presente do Rei Alberto da Bélgica ao Governo do Brasil pelo Centenário de sua Independencia em 1922.

Com sua experiência profissional, acompanhou e orientou os trabalhos durante um ano, e muitas vezes ia de madrugada ao depósito, acender sua fornalha para os testes, sem receber um centavo sequer de pagamento!

Era o eterno amor pela ferrovia, que ninguém consegue explicar, a não ser os que nela trabalharam .

Em 2008, no eventos da comemoração dos 150 anos da EF Central do Brasil, promovido pela AENFER no Rio de Janeiro, recebeu com muito mérito a Medalha “Eng. Paulo de Frontin” para aqueles que dignificam com seu trabalho a ferrovia.

Câmara do RJ adia votação do repasse para obras do VLT

A Câmara do Rio adiou para a próxima quarta-feira (05/12) a votação do pedido da prefeitura para repassar dinheiro à empresa que será responsável pela implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que circulará no Centro e Região Portuária.

A vereadorea Sonia Rabello (PV) reclamou que a mensagem do executivo não especifica os valores. Há apenas, no anexo da proposta, uma portaria do Ministério das Cidades, que liberou R$ 2,4 bilhões para as obras do VLT e do BRT Transbrasil, corredor expresso de ônibus entre Deodoro e o Aeroporto Santos Dumont.

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) pediu o adiamento por quatro sessões, para que o Executivo explicasse os detalhes dos investimentos, mas, como a matéria foi enviada em regime de urgência, os nobres terão apenas uma plenária para discutir o assunto.

Fonte: Jornal Extra, 29/11/2012

BTG Pactual e EDLP apresentam o Trem Intercidades

O Conselho Gestor de PPPs do Estado de São Paulo aprovou nesta terça-feira (27/11) a MIP – Manifestação de Interesse Privado – apresentada pelo consórcio BTG-Pactual/EDLP – Estação da Luz Participações, para a realização do estudo de viabilidade de um Sistema de Trens Intercidades, compostos por dois corredores ferroviários de passageiros: um Norte – Sul, entre as cidades de Americana e Santos, e outro Leste-Oeste, entre Sorocaba e Pindamonhangaba, além da construção de uma Estação Central na Cidade de São Paulo, onde os dois corredores se conectarão.

O BTG-Pactual e a EDLP – que já são sócios na Contrail – realizarão o estudo com recursos próprios, o que deverá abreviar o tempo até o edital de licitação da obra.

O corredor Norte-Sul começa em Americana, passando por Campinas, Jundiaí, São Paulo, São Caetano do Sul, Santo André, Mauá, Cubatão e chegando a Santos. O Leste-Oeste, começando em Sorocaba e passando por São Roque, São Paulo, Jacareí, São José dos Campos, Taubaté e chegando a Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba.  Além destas cidades, o sistema se conectará aos Aeroportos Internacionais de Viracopos e Cumbica.

O investimento está estimado em R$ 20 bilhões, o que torna o projeto Trens Intercidades o maior empreendimento privado em estudo no Brasil. De acordo com a MIP, 30 a 35 % deste valor será aportado pelo governo do Estado e o restante aportado pela iniciativa privada.

O prazo previsto para o término das obras é de seis anos, e a concessão será de 35 anos para explorar o sistema e se remunerar do investimento. O projeto prevê, quando concluído, um volume de 250 mil passageiros/dia.

O controlador e presidente da EDLP, Guilherme Quintella, esclareceu que Sergio Avelleda, ex-presidente do Metrô de São Paulo foi por ele convidado para participar da direção da EDLP, mas que por questões de fórum íntimo, Sergio declinou do convite e deixou o setor: “infelizmente, para a EDLP e para o setor ferroviário, o Sergio entendeu por bem deixar o setor e hoje dirige uma das maiores empresa de turismo Brasil”.

Fonte: Revista Ferroviária, 28/11/2012

Inventariante da extinta RFFSA é exonerado

O Diário Oficial da União, DOU publicou nesta segunda-feira, 26/11/2012 a demissão do inventariante da extinta RFFSA Francisco da Silva Cruz.
A demissão é em decorrência do esquema denunciado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. A operação investiga o envolvimento de servidores na emissão fraudulenta de pareceres técnicos para beneficiar empresários.

Também foram demitidos Glauco Alves Cardoso Moreira que ocupava o cargo de procurador-geral da Procuradoria Federal na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Jailson Santos Soares foi afastado pelo Ministério dos Transportes do cargo de ouvidor da ANTAQ e José Weber Holanda Alves foi exonerado “a pedido” da função de membro suplente do Conselho Deliberativo da Fundação de Previdência Complementar do servidor Público Federal. José Weber era advogado-adjunto da União, e foi demitido na segunda-feira (26).

 Fonte: Portal A Tarde, 27/11/2012