Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Duas ferrovias operadas pela Vale no Brasil oferecem as principais opções de trem de passageiros do país: a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a Estrada de Ferro Carajás (EFC).

As ferrovias possuem sistemas de controle monitorados 24 horas por dia, garantindo a segurança das viagens. Os trens oferecem facilidades como lanchonete, restaurantes e ar condicionado na classe executiva.

Saiba mais:

A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) opera o único trem de passageiros diário no Brasil e liga duas capitais: Vitória, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Às 7h, um trem parte de Cariacica, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo, e chega a Belo Horizonte, Minas Gerais, por volta de 20h10; no sentido inverso, um trem parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30. Há também um trem adicional que faz o percurso entre Itabira e Nova Era, ambas em Minas Gerais.

Em funcionamento desde 1907, o serviço transporta cerca de um milhão de passageiros por ano e percorre 664 quilômetros de regiões de belas paisagens e importância histórica. A viagem dura aproximadamente 13 horas.

No trem, há vagão que funciona como lanchonete, outro para restaurante, vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais e ar-condicionado no carro executivo. Há serviço de bordo em todos os ambientes.

Clique no link abaixo e veja mais informações:

http://www.vale.com/brasil/PT/business/logistics/railways/trem-passageiros/Paginas/default.aspx

21/02/2013 – Comemoração do bicentenário de nascimento de Mauá

O presidente da AENFER engenheiro Luiz Lourenço, o diretor de Acompanhamento Judicial Celso Paulo, o diretor da AEEFL Manoel Geraldo Costa e Lício Ramos de Araújo da Associação Comercial do Rio de Janeiro estiveram reunidos com o chanceler da Sociedade Memorial Visconde de Mauá, Eduardo André Nedhef – Marquês de Viana e sua mãe dona Francisca, a Marquesa de Viana.

 

 

 

 

 

 

O encontro com o tetraneto e a trineta do barão de Mauá aconteceu no dia 21 de fevereiro na residência dos herdeiros de Mauá. Muitos simpáticos, eles aprovaram a ideia de promover uma exposição na segunda quinzena de agosto onde será contada a vida de Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá. Pioneiro da industrialização brasileira e símbolo dos empreendedores do século XIX, o barão e posteriormente visconde de Mauá foi responsável por grandes obras como a fábrica da Ponta da Areia, e a Imperial Companhia de Navegação a Vapor – Estrada de Ferro Petrópolis.

Por sua enriquecedora trajetória a AENFER, em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro e a Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina contam com a ajuda dos herdeiros que vão selecionar material suficiente para a exposição em comemoração ao bicentenário de nascimento de Mauá.

Comemoração do bicentenário de nascimento de Mauá

O presidente da AENFER engenheiro Luiz Lourenço, o diretor de Acompanhamento Judicial Celso Paulo, o diretor da AEEFL Manoel Geraldo Costa e Lício Ramos de Araújo da Associação Comercial do Rio de Janeiro estiveram reunidos com o chanceler da Sociedade Memorial Visconde de Mauá, Eduardo André Nedhef – Marquês de Viana e sua mãe dona Francisca, a Marquesa de Viana.

O encontro com o tetraneto e a trineta do barão de Mauá aconteceu no dia 21 de fevereiro na residência dos herdeiros de Mauá. Muitos simpáticos, eles aprovaram a ideia de promover uma exposição na segunda quinzena de agosto onde será contada a vida de Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá. Pioneiro da industrialização brasileira e símbolo dos empreendedores do século XIX, o barão e posteriormente visconde de Mauá foi responsável por grandes obras como a fábrica da Ponta da Areia, e a Imperial Companhia de Navegação a Vapor – Estrada de Ferro Petrópolis.

Por sua enriquecedora trajetória a AENFER, em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro e a Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina contam com a ajuda dos herdeiros que vão selecionar material suficiente para a exposição em comemoração ao bicentenário de nascimento de Mauá.

ANTT lança minuta do 1º edital de concessões

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou na manhã desta quinta-feira (28/02), a minuta do edital e do contrato da concessão do trecho ferroviário que ligará Açailândia (MA) ao Porto de Vila do Conde, em Belém (PA), com 477 Km. A previsão de investimentos no trecho é de cerca de R$ 3 bilhões.

Os documentos estão disponíveis no site da ANTT e passarão por um processo de tomada de subsídios, onde o governo receberá as contribuições dos interessados no edital e não precisará respondê-las, mas poderá inserir as informações no edital definitivo.  As contribuições por escrito poderão ser encaminhadas até 1º de abril para a ANTT, através de formulário disponível no site da ANTT ou encaminhadas para a para sede da agência, em Brasília.

Serão realizadas duas reuniões participativas, sendo uma em Belém, no dia 14 de março, e outra em Brasília, em 26 de março. Durante essas reuniões, a ANTT receberá contribuições, que também serão avaliadas para entrar no edital definitivo.

Após esse processo, o edital será passado pela aprovação do Tribunal de Contas da União e até junho o edital definitivo será lançado.

Este primeiro edital faz parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), anunciado no ano passado pelo governo federal, e servirá de modelo de discussão para os editais e contratos dos outros trechos ferroviários previstos pelo programa. O PIL prevê para o setor ferroviário um investimento de R$ 91 bilhões, em mais de 10 mil km de ferrovias.

O edital está disponível no site da ANTT, no link abaixo:

http://www.antt.gov.br/index.php/content/view/20591/Tomada_de_Subsidio_n__005_2013.html

Fonte: Revista Ferroviária, 28/02/2013

Investidores estrangeiros questionam projeto do TAV

A persistência da inflação brasileira, dúvidas sobre o TAV e questões de licenciamento ambientais em grandes obras no Brasil foram as dúvidas mais levantadas por investidores após a apresentação do pacote de concessões feita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Nova York.

O seminário sobre infraestrutura foi a primeira parada de uma viagem promocional, que inclui Londres e Tóquio, para tentar atrair investidores às obras de infraestrutura orçadas em R$ 470 bilhões.

Investidores ouvidos pela Folha gostaram do que ouviram, mas disseram duvidar da viabilidade do trem-bala. Consideram que a taxa de retorno, em torno de 12%, “ainda é pouco”. Como a Folha antecipou ontem, as propostas foram redesenhadas para tentar atrair os investidores mais reticentes. Documento divulgado pela Fazenda em sua página na internet mostra que as concessões de rodovia poderão oferecer lucros entre 9% e 15% ao ano, após alterações no prazo e nas condições de financiamento. Em sua fala, Mantega disse que a taxa de retorno ficará acima de 10%.

No mesmo seminário, foi anunciado que, a pedido da presidente Dilma Rousseff, o leilão para a exploração de gás de xisto e outras fontes não convencionais foi adiantado de dezembro para outubro, segundo o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins Almeida.

“Como o risco ambiental é maior, vamos exigir maior capacidade do concessionário”, afirmou Almeida.

Os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, também deram palestras.

Mantega disse que há sinais de que a inflação deve cair e de que o crescimento será mais forte neste ano. E falou duas vezes que o “Brasil não quebra contratos”.

“Houve ruídos de que teríamos rompido contratos após a queda dos preços na energia elétrica, mas quero deixar claro que foi uma negociação a partir da renovação das concessões.”

Luciano Coutinho afirmou que o governo busca “novos concorrentes”. “Queremos que o mercado bancário e de capitais tenha um papel de liderança nesta nova onda de concessões.”

Fonte: Folha de S. Paulo, 27/02/2013

Concessão de ferrovia terá subsídio de R$ 36 bilhões

Para tirar do papel o ambicioso programa de concessões de ferrovias, que deverá acrescentar dez mil quilômetros de trilhos à malha atual, o governo prevê a necessidade de entrar com um subsídio em torno de 40% de todo o investimento planejado.

Tomando como base o investimento anunciado de R$ 91 bilhões, isso significa que cerca de R$ 36 bilhões sairão do Tesouro ao longo dos 35 anos de duração dos contratos, mesmo indiretamente. Esse montante foi apontado pelos estudos que balizam as concessões e estão em fase final de elaboração, conforme antecipa o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

O subsídio em torno de 40% do investimento total deverá ser assumido pela estatal Valec, que precisará recorrer ao Tesouro para fechar as contas. Para eliminar o risco de demanda e garantir a viabilidade do negócio, a Valec comprará das futuras concessionárias toda a capacidade de transporte das ferrovias leiloadas. Depois, irá ao mercado e fará uma oferta pública dessa capacidade, garantindo o direito de passagem dos trens em todas as malhas. Mas nem tudo poderá ser revendido, segundo os estudos, e a diferença acabará entrando na conta final do negócio como um subsídio para viabilizar os novos projetos.

A existência do mecanismo de compra e venda de carga já era conhecida do mercado desde agosto, quando foi anunciado o programa de concessões, mas não se sabia qual o déficit estimado da Valec. Em última instância, se não bancasse eventuais prejuízos com a revenda do direito de passagem, a estatal possivelmente gastaria mais dinheiro na construção das ferrovias, para tirá-las do papel.

Algumas ferrovias talvez sequer precisem de subsídio, mas a estimativa de 40% reflete uma média, segundo Figueiredo. “Há trechos que esgotam a capacidade no meio do contrato, e outros que não esgotam até o fim da concessão.”

Esgotar a capacidade, nas palavras do chefe da EPL, significa que a Valec conseguirá vender integralmente os direitos de transporte de carga naquela linha. Os estudos indicam que esse é o caso do trecho Uruaçu (GO) – Corinto (MG) -Campos (RJ), cuja demanda tem alto potencial e está ancorada no escoamento do minério de ferro produzido ao longo da linha.

Por outro lado, dois trechos que dificilmente permitirão à Valec obter retorno são o Recife-Salvador e o Salvador-Belo Horizonte, com menos potencial de carga. “Mas criar uma opção logística mais barata, no Nordeste, é algo positivo”, ressalta Figueiredo.

Uma das dúvidas da iniciativa privada sobre o novo modelo é o que pode ocorrer caso um governo, no futuro, ache a conta da Valec salgada demais e resolva não mais remunerar a concessionária da ferrovia por toda a sua capacidade de transporte. Para propiciar mais garantias aos investidores, já se pensa em uma medida provisória, com um endosso direto da União aos pagamentos.

De acordo com uma fonte que participa das discussões, isso daria mais “tranquilidade” aos grupos interessados nas ferrovias e aumentaria a “segurança psicológica”, mesmo sem implicar muitas mudanças. Os orçamentos da Valec precisam anualmente de aprovação do Congresso e um endosso da União, como garantidor dos pagamentos às futuras concessionárias pela compra da capacidade de transporte. É mais provável que haja a necessidade de editar uma MP, mas talvez isso possa ser resolvido até mesmo nos próprios contratos de concessão, segundo a fonte envolvida nas discussões.

Ontem, no seminário em Nova York para promover as concessões em infraestrutura, o governo apresentou oficialmente um redesenho do pacote de ferrovias. Os dois trechos do Ferroanel de São Paulo (norte e sul) e o acesso ao porto de Santos foram agrupados em um único lote, com 245 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 4,8 bilhões. Trechos da Ferrovia Norte-Sul que estão em fase final de construção, como Palmas-Anápolis, vão “turbinar” outros lotes de concessões. A informação havia sido antecipada pelo Valor há duas semanas.

O maior investimento do pacote é no lote Uruaçu-Corinto-Campos. A futura concessionária terá que aplicar R$ 18,1 bilhões no empreendimento, mas ele tem alto potencial: em 2030, segundo os estudos, poderão ser transportadas 80 milhões de toneladas úteis na ferrovia.

Figueiredo recorre à experiência americana no ramo ferroviário para rebater as críticas de que trechos como São Paulo-Rio Grande (RS) poderão se concentrar no transporte de manufaturados e não têm carga pesada o suficiente, como soja ou minério, para justificar uma nova ligação sobre trilhos. “Um dos grandes clientes de cargas gerais nas ferrovias, nos Estados Unidos, é a UPS. E eles trabalham basicamente com cargas de até 30 quilos”, diz Figueiredo.

Onde a carga transportada é basicamente de grãos ou de minério de ferro, sustenta o presidente da EPL, não chega a ser muito difícil oferecer serviços logísticos. Trata-se de um trabalho mais complicado quando o alvo são manufaturas, o que requer um serviço de porta a porta, mas ainda com alta demanda. “Basta ver como estão as rodovias para saber se há demanda ou não.”

Para ele, o novo modelo de exploração ferroviária permitirá “inverter a lógica existente até hoje”, de primeiro fomentar o desenvolvimento de uma região para depois cuidar do escoamento de seus produtos. Figueiredo acredita que a própria criação de infraestrutura de transportes pode induzir o desenvolvimento.

O subsídio nas próximas concessões, que permite “viabilizar o uso das ferrovias como alternativa” aos outros modais de transporte, será inferior àquele adotado no passado recente. Em 2007, a Vale venceu o leilão do trecho entre Açailândia (MA) e Palmas (TO) da Ferrovia Norte-Sul, ao pagar uma outorga de R$ 1,478 bilhão. O custo de construção do trecho pela Valec foi de aproximadamente R$ 3,5 bilhões, segundo Figueiredo. Com isso, a estatal acabou bancando diretamente 60% do investimento.

De acordo com o executivo, há negociações em curso com as atuais concessionárias de ferrovias onde há trechos subutilizados, que serão retomados e licitados no novo modelo.

Figueiredo faz mistério, no entanto, sobre a solução que vai ser adotada para a devolução dos trechos. “Há várias formas jurídicas de fazer isso e estamos estudando o melhor procedimento”, diz. Ele procura acalmar o setor. “Não estamos construindo um modelo contra ninguém. É um modelo a favor de as coisas funcionarem bem. Vamos insistir no consenso.”

Fonte: Valor Econômico, 27/02/2013

MPE e Scomi inauguram fábrica de monotrilhos no Rio

O grupo MPE, em parceria com a malaia Scomi, inaugura nesta quinta-feira  (28/02) sua primeira fábrica de monotrilhos, no Rio de Janeiro. A fábrica tem 50  mil metros quadrados e fica no Distrito Industrial de Palmares, em Paciência, às  margens da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

A unidade será responsável pela fabricação dos 24 trens de monotrilho para a  Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, que vai ligar o aeroporto de Congonhas ao  Morumbi. Foram investidos R$ 30 milhões para instalar a primeira linha de  montagem e, segundo o grupo, esse investimento poderá chegar a R$ 50 milhões, se  houver demanda.

A fábrica de monotrilhos fluminense será a segunda do país e terá capacidade  para produzir seis monotrilhos por mês e espaço para estocar 15 carros. O  primeiro carro de monotrilho virá da Malásia e todos os demais serão produzidos  no Rio.

Cada trem de monotrilho é composto por três carros e cada carro tem  capacidade para transportar cerca de 150 pessoas. Os primeiros carros fabricados  no Brasil devem ficar prontos ainda em 2013.

Serão gerados mais de 500 empregos diretos entre administradores,  engenheiros, técnicos, soldadores, eletricistas, mecânicos e inspetores de  qualidade.

Fonte: Revista Ferroviária, 27/02/2013

Frente Parlamentar das Ferrovias retoma atividades

A Frente Parlamentar das Ferrovias retoma as atividades na  Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27). Na primeira reunião de  2013, os deputados vão deliberar sobre o cronograma de atividades e  votar requerimentos, além de realizar uma exposição sobre a atual  situação de programas e projetos da área ferroviária.

De acordo com o presidente da frente, deputado Pedro Uczai (PT-SC), o ano é de grandes expectativas. “Vamos trabalhar muito para tirar  projetos ferroviários parados do papel. A frente quer fazer das  ferrovias um instrumento de desenvolvimento social e econômico. Que  nosso País retome as ferrovias, com novos projetos ou modernizando os  antigos, mas buscando fazer delas o desenvolvimento e o futuro do nosso  País, sabendo que a ferrovia é um meio de transporte mais barato, mais  seguro, ambientalmente sustentável, que mantém as nossas agroindústrias  nas regiões e atrai novos investimentos.”

A reunião será às 17h30, no Plenário 15.

Fonte: Agência Câmara, 27/02/2013

Ministério Público no DF pede anulação de edital do TAV

O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) ajuizou duas ações civis públicas contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União para corrigir supostas irregularidades no edital do trem de alta velocidade (TAV), planejado para ligar Campinas, no interior de São Paulo, ao Rio de Janeiro.

Por meio de nota, o MPF/DF informou que a atuação judicial não entra no mérito da necessidade de instalação do chamado trem-bala, mas busca “impedir que seja iniciado o empreendimento sem os cuidados legais e técnicos adequados”.

O órgão pediu liminar para suspender a licitação atual pela proximidade da data da entrega das propostas, em 13 de agosto. “O pedido de liminar do MPF/DF visa prevenir prejuízo às empresas proponentes e, assim, evitar futura responsabilização do poder público pelos custos decorrentes da realização de estudos, investigações, levantamentos, projetos e investimentos, caso seja efetivamente anulado o edital”.

Ações

Na primeira ação, o MPF solicita a anulação do edital de concessão e que se reconheça como ilegal a inclusão do TAV no Plano Nacional de Desestatização (PND). “Tal como proposta, a concessão geraria, ao invés de uma“privatização” de serviço público, um crescimento da máquina administrativa. Isso porque há previsão de se criar empresa estatal para ser sócia da vencedora”, diz a nota do MPF-DF.

Na segunda ação, o pedido é por “estudos complementares de viabilidade técnica e econômica do TAV a serem realizados pela União e ANTT”. Com fundamento em parecer técnico, o MPF/DF busca ordem judicial que determine o início dos estudos.

O Ministério Público também pede limites para a participação de capital pblico no empreendimento, caso o trem venha a ser implementado.

Na primeira ação ajuizada, o MPF-DF pede que seja reconhecida a ilegalidade da Resolução nº 3/2012, do Conselho Nacional de Desestatização (CND), por desobedecer regras legais previstas para a concessão de serviço público. “A resolução prevê a transferência da construção da infraestrutura do empreendimento para o poder concedente, ou seja, a União. Desse modo, houve inovação em matéria de concessão de serviços públicos, fazendo com que uma mera resolução confronte a Lei Geral das Concessões”, diz a nota.

O órgão também é contrário à “modalidade de desestatização escolhida – o leilão” por haver “ausência de sigilo das propostas que, uma vez apresentadas, dão início à fase de lances sucessivos”.

Outra crítica é que a empresa interessada só vai estimar o valor de custos dos túneis, pontes e viadutos, mas não ficará responsável pela sua execução, e sim a União. “Assim, qualquer erro de estimativa não gera responsabilidade para a concessionária, mas onera a União”, aponta a nota.

O MPF afirma ainda que os estudos do projeto são ‘insuficientes’ e pede ‘o início de estudos complementares de viabilidade técnica e econômica do TAV e a observância dos limites de participação de capital público no empreendimento fixados na primeira licitação’.

Fonte: Valor Econômico, 25/02/2013

ANTT cria novas superintendências

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) criou duas novas superintendências, desmembrando a parte ferroviária da Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas. As novas divisões são a Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas (SUFER) e a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC).

Jean Mafra dos Reis, que era da Gerência de Regulação e Outorgas Ferroviárias de Carga (GEROF), assumiu a SUFER. E Noboru Ofugi, que era superintendente de Serviços de Transporte de Cargas, assumiu a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas. Com as mudanças, a Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas deixa de existir.

A Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas (SUFER) conta com quatro gerências: Gerência de Regulação e Outorga de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Carga (GEROF); Gerência de Controle e Fiscalização de Serviços e Infraestruturas de Transporte Ferroviário de Cargas (GECOF);  Gerência de Projetos de Transporte Ferroviário de Cargas (GPFER) e Gerência de Fiscalização Econômico-Financeira das Outorgas de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas (GEAFI).

Já a Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC) tem duas gerências: Gerência de Registro e Acompanhamento do Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (GERAR) e Gerência de Regulação de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (GERET).

Fonte: Revista Ferroviária, 26/02/2013