Palestra Técnica na AENFER traz tema Emprego de Simulação Computacional do Transporte Ferroviário

A AENFER recebeu no dia 13 de junho o engenheiro e professor Altair Ferreira Filho. Ele participou do ciclo de Palestras Técnicas que a Associação vem promovendo e na oportunidade trouxe o tema Emprego de Simulação Computacional do Transporte Ferroviário.

Em sua abordagem o professor falou sobre o que acontece com problemas de transportes e que a simulação trabalha com a aleatoriedade podendo ser a solução mais apropriada para problemas complexos e de difícil modelagem.

No trabalho apresentado, citou que a simulação computacional de sistemas, ou simplesmente simulação, consiste na utilização de determinadas técnicas matemáticas empregadas em computadores digitais, as quais permitem imitar o funcionamento de, praticamente, qualquer tipo de operação ou processo do mundo real.

Descrever o comportamento de sistemas (existentes ou não) de forma consistente, rápida e econômica; evitar testes arriscados em sistemas reais; construir teorias e hipóteses considerando as observações efetuadas sobre modelos simulados e prever comportamentos futuros são algumas das finalidades de simulação computacional.

O palestrante também mostrou as vantagens e desvantagens, levando-se em consideração que simulação requer treinamento especializado e que tentativas de simplificação nos experimentos de simulação objetivando economia costumam levar a resultados insatisfatórios.

Após a palestra, a vice-presidente da AENFER Isabel Cristina Junqueira de Andréa elogiou o trabalho apresentado e agradeceu o professor que recebeu um certificado de participação.

Altair Ferreira Filho é Engenheiro Civil formado pelo Instituto Militar de Engenharia – IME e Doutor em Ciências em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Participe da NT EXPO 2013 de 05 a 07 de novembro de 2013

A 16ª edição da feira NT EXPO se consolida como o local certo para a geração de grandesnegócios, lançamento de novos produtose obtenção de informações sobre o setormetroferroviário

Para o ano de 2013, a Negócios nos Trilhos irá inovar com a modernização de sua abordagem durante a feira, trazendo novas conferências, workshops e maior abrangência internacional em seu pavilhão.

São Paulo, 09 de abril de 2013 – A NT EXPO 2013, que acontecerá de 05 a 07 de novembro de 2013 no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo – Brasil, consagrou-se como o maior evento metroferroviário da America Latina, responsável pelo início de grandes encomendas fechadas ao longo do ano e dos principais lançamentos de produtos para atender o mercado de transporte ferroviário de cargas e passageiros.

 

A primeira novidade dessa edição será o congresso CONSTRURAIL, que abordará temas como: desenvolvimento e planejamento de PPP’s, novos negócios na área de construção metroferroviária, participação de empresas e investidores do setor de construção nos projetos do transporte sobre trilhos, dentre outros assuntos. Também teremos alguns workshops técnicos diferenciados, com temas envolvendo manutenção focada em oficinas, nas empresas com produtos para transportes de carga e passageiros, além de fóruns de discussão técnicosabordando temas como mobilidade urbana, segurança, inovações tecnológicas, dentre outros.

 

Além disso, a feira NT EXPO já começou seu ano com a confirmação de três pavilhões internacionais para sua 16ª edição. Espanha, Estados Unidos e França estarão presentes, sendo representados pelas empresas ICEX ESPANÃ EXPORTACION E INVERSIONES, RSI – RAIL SUPPLY INSTITUTE e RSMA – RAILWAY ENGINEERING-MAINTENANCE SUPPLIERS ASSOCIATION, e UBIFRANCE BRASIL, respectivamente, e suas coligadas.

 

A edição de 2013 está reformulada e conta já com um novo layout e visual em suas comunicações, além da modernização e inovação que serão apresentadas no pavilhão. A Negócios nos Trilhos traz seu logo com cores e formatos modernos, sendo chamada de 16ª edição NT EXPO. Para mais informações, acesse o site www.ntexpo.com.br.

Sobre a feira NT EXPO (Negócios nos Trilhos) Considerado o maior encontro do setor de transporte metroferroviário da América Latina, a NT EXPO – que faz parte do portfólio de eventos de transportes da UBM Brazil – é conhecida por reunir as principais empresas da cadeia produtiva, operadoras de carga e passageiros, fornecedores do Brasil e exterior e principalmente, por ser palco de lançamentos das grandes novidades desenvolvidas pelo setor metroferroviário.

Sobre a UBM Brazil – No Brasil desde 1994, sendo a primeira multinacional a entrar no mercado brasileiro de feiras, a UBM Brazil é uma das 50 subsidiárias da UBM Internacional, empresa líder global em mídia de negócios com sede em Londres. Nos mais de 30 países onde atua, a UBM constrói relacionamentos duradouros e oferece eventos que alavancam e fomentam o desenvolvimento da indústria local em âmbito global.

Serviço

16ª edição NT EXPO

Data: 05 a 07 de novembro de 2013

Horário da Exposição: 13 horas às 20 horas

Local: Pavilhão Vermelho – Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo – SP

 

Opinião: Na ponta do lápis

A política do governo de privilegiar o transporte individual, abrindo mão da Cide e reduzindo IPI para automóveis, fez o Tesouro deixar de arrecadar uns R$30 bilhões desde 2008. A conta é do consultor Adriano Pires.

Segundo ele, este mar de dinheiro seria suficiente para construir um trem-bala ligando o Rio a São Paulo.

Ancelmo Goes

Fonte: O Globo, 21/06/2013  

Como o VLT pode aliviar o transporte no Brasil

Dá pra desatar o nó do transporte no Brasil? A solução para atender uma das demandas mais fortes e legítimas dos protestos que se espalham pelo país – o direito a um transporte público eficiente e de qualidade – pode passar longe do entendimento do senso comum, de “colocar mais ônibus e metrô nas ruas”, e se aproximar de algo como “colocar o bonde na rua e entrar nos trilhos”.

Versão moderna dos velhos bondes, os veículos leves sobre trilhos, mais conhecidos por VLTs, são considerados por especialistas uma alternativa mais barata e sustentável que outros meios de transporte coletivo como os ônibus e o metrô. Eles podem transportar até quatro vezes mais pessoas que o primeiro e custar metade do segundo.

“Os VLTs ainda dão uma impressão de melhoria ambiental imediata. A motorização elétrica os torna mais silenciosos e menos poluentes”, destaca o especialista em transporte público da UNB, Paulo Cesar Marques. Comparado aos BRT´s (Bus Rapid Transit), além da vantagem ambiental, os VLTs proporcionam controle mais automatizado (e menos dependente do motorista), o que pode garantir maior conforto.

Por suas vantagens, os VLTs já ajudaram grandes cidades do mundo a resolver seus problemas de mobilidade. A  França é um exemplo de país que adotou os netos dos bondes como instrumento de gestão urbana. Atualmente, dezoito cidades francesas têm pelo menos uma linha de VLT e até 2014 outras nove implantarão suas primeiras linhas.

A expansão de projetos de VLT também conduziu à revitalização urbana em torno das linhas. Um estudo do Ministério de Meio Ambiente da França indica que em 2009, 30% dos subsídios que o governo concedeu às comunidades para seus projetos de VLT foram dedicados à melhorias nas áreas atravessadas.

Por que o Brasil não adota essa tecnologia?

Com todos esses benefícios, você deve estar se perguntando por que o Brasil ainda não adotou em massa essa tecnologia. De acordo com o especialista da UNB, é tudo uma questão de oportunidade. “As cidades europeias que são exemplo de sucesso no uso de VLT nunca deixaram de ter bonde. É natural que houvesse uma evolução para algo mais moderno”, explica Paulo Cesar.

“Quando essa tecnologia ganha maior confiabilidade e boa imagem por suas vantagens ambientais, surgem condições pra que outras cidades possam adotá-la”, acrescenta. Aos poucos, o VLT desponta como solução para o transporte no país.

A Copa de 2014 deu o impulso que faltava, com várias cidades incluindo projetos de VLT em seus planos de mobilidade. Em Cuiabá, aproximadamente 80% dos ônibus deixarão de trafegar por três das principais vias da cidade após a implantação do VLT, que deve ser entregue até meados de 2014.

Com 22,2 quilômetros de trajeto, o  VLT mato-grossense terá capacidade máxima de passageiros de 400 pessoas por veículo e o tempo de espera para o embarque será de até quatro minutos.

Parado desde abril de 2011, o projeto do veículo leve sobre trilhos de Brasília foi retomado em abril deste ano e prevê a construção de 22,6 km de linhas.

Já em São Paulo, o primeiro trecho do VLT, que vai ligar Santos e São Vicente, deve ficar pronto até meados do ano que vem. O projeto ocupa a antiga linha férrea das cidades do litoral e, quando estiver concluído, deverá transportar 70 mil passageiros.

Em investida mais recente, a prefeitura do Rio de Janeiro e o Governo federal assinaram na semana passada termo de compromisso para repasse de RS 532 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade para a implantação do VLT na cidade.

Orçado em R$ 1,164 bilhão, o projeto carioca vai conectar a Região Portuária ao Centro da cidade e ao aeroporto Santos Dumont. Quando todas as suas seis linhas, distribuídas por 28 vias, estiverem operantes, a capacidade do sistema chegará a 285 mil passageiros por dia.

Fonte: Revista Exame, 21/06/2013  

Incentivo perverso

Entre 2008 e o ano passado, por conta da redução no IPI concedida e muitas vezes renovada pelo governo federal, a produção de veículos no Brasil mais do que dobrou, passando de 1 milhão 430 mil unidades em 2008 para 3 milhões 387 mil em 2012, segundo dados da Anfavea. Isto bem reflete a opção populista dos governos do PT,  na mesma linha da Bolsa Família, das desonerações fiscais pontuais,  da redução de tarifa de energia elétrica e, mais recentemente, do represamento dos aumento dos ônibus. O que importa, para o governo,  é dar acesso aos bens de consumo, agradar ao povo e “ficar bem na fita”.

Apenas no caso da redução do IPI sobre os automóveis, a renúncia fiscal somou R$ 30 bilhões, segundo cálculo de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-estrutura. Não daria para construir um TAV inteiro, como chegou a ser noticiado, mas seria dinheiro muito bem vindo para melhorar a qualidade do transporte urbano, afinal a principal reivindicação das multidões que hoje enchem as ruas de norte a sul do País. Em outras palavras, comprar um carro não bastou para distrair as pessoas das condições do tráfego nas cidades grandes, médias e pequenas, todas democraticamente engarrafadas, e todas com custos operacionais altos, pressionando as tarifas de ônibus. Quem sabe agora que se fala de um Plano Nacional de Mobilidade Urbana seja hora de rever isso, dando prioridade ao coletivo.

Gerson Toller
diretor da Revista Ferroviária

Fonte: Revista Ferroviária, 24/06/2013

País tem 60 projetos de transporte sobre trilhos

Pelo menos 60 projetos para sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos estão em alguma fase de execução no país. Vinte e dois deles devem ser entregues até 2016 e os demais até 2020, atingindo quatro mil quilômetros de malha viária. No total, serão R$ 100 bilhões em investimentos. As obras envolvem metrôs, monotrilhos, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e trens regionais.

Depois de quatro décadas de abandono do transporte ferroviário, o país retorna aos trilhos, investindo sobretudo nas malhas urbanas das regiões metropolitanas. Mas o crescimento projetado pode ficar aquém da demanda por esse tipo de transporte. Em 2011, o número de passageiros subiu 21% ante 2010. De 2011 para 2012, a alta foi de 8% chegando aos atuais 9 milhões de passageiros/dia.

“A expectativa é que este ano suba mais 10%, chegando perto de 10 milhões de passageiros. A rede, no entanto, só cresceu 3%”, diz Joubert Foer, presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). “Há uma demanda de lugares muito acima da oferta. Significa que, quando todos esses 60 projetos forem concluídos, o crescimento de passageiros poderá ser maior que a malha. A necessidade de lugares é muito superior à que está sendo oferecida”, afirma.

Segundo Foer, “é importantíssimo que os 22 projetos – que têm a ver com a Copa e a Olimpíada – sejam de fato concluídos até a realização desses eventos, deixando uma herança benéfica para o país, como aconteceu nas cidades que sediaram os jogos”.

Na avaliação da ANPTrilhos, as grandes metrópoles constroem a rede pública de transporte em malhas estruturantes que se ordenam sobre redes de trilhos e se integram a outros modais, mas no Brasil isso não acontece. “Hoje há umas 60 regiões metropolitanas no Brasil em que caberiam transportes estruturantes, mas só temos 15 sistemas montados sobre trilhos”, afirma.

Hoje, o país tem “1.208 quilômetros de malha ferroviária urbana” e transporta 9 milhões de passageiros dia – muito pouco quando se compara a Paris, Londres ou Nova York que transportam, cada uma, 4 milhões. Xangai sozinha, atende 7 milhões por dia.

São Paulo e Rio concentram as principais malhas metroferroviárias do país. Um total de 7,2 milhões de passageiros dia – ou mais de 75% do total do país – é transportado pelos trilhos de São Paulo, somando metrô e trens. “No final de 2014, serão próximos a 9 milhões. Entre 2018 e 2020, com todos os projetos concluídos, estaremos transportando entre 11 e 12 milhões”, diz Jurandir Fernandes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo.

A cidade tem hoje 75 quilômetros de metrô e 55,2 quilômetros em construção. São quatro obras que incluem a segunda fase da linha 4, o prolongamento da linha 5 e a implantação dos monotrilhos das linhas 15 e 17. “Esses quatro contratos consumirão R$ 18,7 bilhões”, diz o secretário.

Além dessas quatro obras, o governo paulista está com três projetos “na mão e editais na rua”, entre eles o monotrilho da linha 18 e a extensão da linha da Paulista. “Vamos entrar 2014 com sete obras de metrô que somam 99,8 quilômetros e significam investimento de R$ 38,6 bilhões”, diz.

Simultaneamente às obras e editais do metrô, o governo está modernizando todas as seis linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPPTM), que atendem 22 municípios da Grande São Paulo, somando investimentos de R$ 4,3 bilhões. A malha da CPTM tem hoje 260 quilômetros.

Em outra frente, o governo paulista já iniciou a construção do primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista, que terá 17 quilômetros. Segundo o secretário Fernandes, trata-se de uma “obra acelerada” que estará em teste já em julho de 2014. O VLT ligará Santos a São Vicente e custará R$ 1,2 bilhão.

O metrô do Rio de Janeiro, que iniciou sua operação comercial em 1979, aumentou seus investimentos a partir de 2009. “Saímos, há cinco anos, de 450 mil pessoas dia para uma média de 640 mil passageiros, passando de 700 mil em dias especiais”, diz Flávio Almada, presidente do MetrôRio. Ao todo, são 36 estações e 49 trens. O aumento foi possível graças a um crescimento de 65% na oferta de lugares, com a compra de 19 trens. Os investimentos se concentram na expansão da linha 4 que terá seis novas estações, ligando Ipanema ao Jardim Oceânico, na Barra. Prevista para 2016, a linha terá 15 quilômetros e transportará mais de 300 mil passageiros, ampliando a oferta.

Outro investimento do MetrôRio é com a acessibilidade. A concessionária investiu, desde julho de 2009, R$ 21 milhões para implantar um programa de adaptação de suas 35 estações aos padrões de acessibilidade.

Em Salvador, a primeira parte da linha 1 do metrô – entre Lapa e Retiro – deve começar a operar no ano que vem, antes do início da Copa do Mundo. O cronograma foi anunciado em maio passado pelos governos municipal e estadual depois de um atraso de 14 anos. A segunda parte da linha 1, até Pirajá, entra em funcionamento até o final do próximo ano. Aí começam as obras da linha 2, que liga a avenida Bonocô a Lauro de Freitas, e que será inaugurada por parte, até 2016. A obra, que será uma parceria público privada, tem orçamento estimado em R$ 4 bilhões. Serão 41,2 quilômetros de linha e 22 estações, que por sua vez estarão integradas a 11 terminais de ônibus.

Trens regionais

Projetos de trens de passageiros intermunicipais também começam a ser estudados em nove Estados. Ao todo são 1,9 mil quilômetros nos chamados “trens regionais” que têm previsão de sair do papel a partir do próximo ano.

Fonte: Valor Econômico, 24/06/2013  

Mais que 20 centavos

Os protestos nas ruas não tem bandeira nem direção, e é bom que seja assim, sem compromisso.  Mas os que assistem, acabam esperando que  alguma coisa mude, para melhor, em suas vidas. E é sempre bom anotar o que esperamos, nós ferroviários. É sempre bom manifestar esperança. Pode ser assim:

Não é só por causa dos 20 centavos. É pelos desmandos da ALL, que perde a concessão na Argentina e continua descumprindo o contrato de concessão no Brasil. Não é só por causa dos 20 centavos, é pelos viadutos inacabados da Ferrovia do Aço. Nao é só por causa dos 20 centavos,  é pelas fazendas do Juquinha. Não é por causa dos 20 centavos, é pela suspensão dos trens de passageiros. Não é só por causa dos 20 centavos, é pelo abandono de 7 mil km de ferrovias. Não é só  por causa dos 20 centavos, é pelo não atendimento dos clientes de carga geral. Não é só por causa dos 20 centavos, é pelo descuido com o patrimônio histórico da ferrovia. Não é só por causa dos vinte centavos, é pela importação de 90 trens da China pelo governo do Rio  no ano passado sem qualquer contrapartida. E é também pelo TAV, pela regulamentação do operador independente, pelos trens intercidades de São Paulo, por um centro de pesquisas ferroviárias, pelas passagens em nível sinalizadas, por tudo que nós não somos, por tudo que nós não temos e que estamos cansados de esperar.

Gerson Toller
Jornalista, diretor da Revista Ferroviária

Fonte Revista Ferroviária, 20/06/2013

13/06/2014 – CONDECORAÇÃO ENGENHEIRO PAULO DE FRONTIN 2014

A Diretoria da AENFER informa que foi iniciado o processo de escolha dos agraciados da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, ano XVII – 2014.

O recebimento das propostas dos associados será, impreterivelmente, até o dia 13/06/2014 na Secretaria da AENFER.

A Ficha Proposta para a Concessão da Condecoração, bem como o Estatuto e as Personalidades já agraciadas estão disponíveis nos links abaixo, é só clicar.

CEPF Ficha Proposta Indicação

CEPF Estatuto Revisado 2012

PF Agraciados Ontem e Hoje

 

Se encontrar qualquer dificuldade em levantar qualquer um desses dados, entre em contato com um de nossos funcionários. Não deixe de apresentar sua indicação. É muito importante para nós.

Atenciosamente,

Luiz Euler Carvalho de Mello

Presidente da AENFER

O Rio nos trilhos: transporte ferroviário é tema do OsteRio

Em tempos de protestos contra os ônibus, o transporte ferroviário e a sua necessária qualificação é tema do quinto OsteRio de 2013, segunda-feira, dia 17.  Dois arquitetos e urbanistas –  Sergio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Vicente Loureiro, Subsecretário de Urbanismo Regional e Metropolitano da Secretaria de Estado de Obras, serão os palestrantes do encontro intitulado “O Rio nos trilhos: como reinventar os ramais ferroviários da região metropolitana do Rio e seu entorno”.

 

O tema é um dos mais importante para a qualidade de vida e o desenvolvimento no Estado. Segundo dados do economista Mauro Osorio, baseados no Censo de 2010, a região metropolitana do Rio de Janeiro, 28,6% da população leva mais de uma hora para chegar ao trabalho.  Em municípios como Japeri (52%), Queimados (46%) e Belford Roxo (43%) este percentual é bem maior.  A longa jornada, além de impor grandes sacrifícios aos passageiros, impede esta população de aproveitar estas horas com estudo, lazer ou descanso.

Sergio Magalhães, doutor em urbanismo e professor do programa de pós-graduação em Urbanismo da UFRJ, foi secretário municipal de Habitação do Rio de Janeiro (1993-2000). Articulista do jornal  O Globo, é um dos maiores advogados de investimentos públicos na rede ferroviária. “Quando a cidade precisou se expandir para além da área que hoje chamamos de Centro, ela o fez apoiada pelos trilhos. Na Zona Norte, ampla e larga, ainda no século XIX construiu as linhas ferroviárias suburbanas. Na Zona Sul, área restrita, foram os bondes que orientaram o crescimento. Os bondes ainda interligavam as ferrovias, em delicados percursos. Era uma boa estrutura”, escreveu ele, em um dos seus artigos.

Vicente de Paula Loureiro é pós-graduado como Gerente de Cidades pela Faap (Fundação Álvares Penteado) e tem extensa experiência na gestão pública. Ocupou cargos de secretário em Nova Iguaçu, Petrópolis, Barra Mansa e Paracambi. Desenvolveu o Projeto de Readequação do Plano Ferroviário da Cidade de Barra Mansa e  o Projeto de Implantação e Extensão da Via Light

Esta será a quinta edição de 2013 do OsteRio, série de debates criada por empresários e economistas para discutir o futuro do Rio de Janeiro. Os encontros realizados pelo IETS têm apoio da Light e da Osteria Dell’Angolo, restaurante em Ipanema, onde são realizados os eventos.

Debatedores:

– Sérgio Magalhães, presidente do IAB;

– Vicente Loureiro, Subsecretário de Urbanismo Regional e Metropolitano da SEOBRAS

Novo presidente do Metrô de SP toma posse

Foi aprovado na manhã desta terça-feira (11/06), o nome do administrador Luiz Antonio Carvalho Pacheco para ocupar a presidência do Metrô de São Paulo. O Conselho de Administração da empresa, que é controlada pelo governo do Estado, deliberou por aprovar a sua indicação para o cargo, revelada na semana passada. Ele é alvo de um processo de improbidade administrativa.

Pacheco, que vinha trabalhando como secretário-adjunto dos Transportes Metropolitanos, é o quarto presidente do Metrô em menos de dois anos. Ele substitui o engenheiro elétrico Peter Berkely Bardram Walker, que assumiu o posto em abril do ano passado.

Um dia depois de Walker ser indicado, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que ele havia sido condenado em primeira instância por improbidade administrativa em um processo referente ao período em que ocupou a presidência da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), de Campinas, nos anos 1990. O caso ainda está sendo julgado em segunda instância.

No mês passado, em uma palestra no sindicato da habitação (Secovi), Walker comparou a pinguins os passageiros do Metrô que ficam nas filas da Estação Corinthians-Itaquera no horário de pico. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), embora tenha sido questionado sobre essa declaração, não se manifestou publicamente. Walker voltará a ocupar o posto de secretário-adjunto. A assessoria de imprensa do Metrô informou que ele já tinha o compromisso de presidir a companhia “apenas temporariamente”, enquanto outro nome era estudado. Ex-subprefeito de Santana/Tucuruvi e formado em Administração de Empresas e Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o novo presidente é réu em um processo de improbidade administrativa iniciado em 2004, em curso na 3.ª Vara de Fazenda Pública.

De acordo com o Ministério Público Estadual, Pacheco, como ex-presidente da Companhia Estadual de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), e outros dirigentes da empresa teriam favorecido o Consórcio PQR Engebanc em licitações, o que supostamente causou prejuízo de mais de R$ 19 milhões. O caso ainda não rendeu sentença.

Sem problemas

Na semana passada, o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que “não tem nada que tenha problema”, ao ser perguntado sobre a indicação de outro nome que sofre processo por improbidade administrativa.

“Eu nem fui atrás. Como já tinha sido aprovado o nome dele, nós conversamos e a gente faz esse levantamento. A pedido dele mesmo, o Pacheco levantou, disse que não há problema algum e eu nem fui atrás para saber o que é”, disse. A preparação de Pacheco para o cargo, segundo Fernandes, durou quatro meses.

Antecessores

Antes de Pacheco e Walker, sentou-se por 15 dias na cadeira de presidente do Metrô, em abril de 2012, José Kalil Neto, diretor de Finanças da empresa. Dias após ser apontado para o cargo, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que ele tinha uma condenação em primeira instância por improbidade administrativa quando era diretor da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), em 2007.

Neto, por sua vez, veio em substituição ao advogado Sérgio Avelleda, que deixou a presidência do Metrô meses após ter sido momentaneamente afastado pela Justiça, por suspeita de fraude na licitação das obras da Linha 5-Lilás. Avelleda chegou ao cargo em 2011, no início da atual gestão de Alckmin.

Integram o Conselho de Administração do Metrô de São Paulo, que referendam o nome do presidente da empresa, o próprio Jurandir Fernandes (que é seu presidente), além de Walker, o ex-governador tucano Alberto Goldman, Almino Monteiro Álvares Affonso, Ruy Martins Altenfelder Silva, José do Carmo Mendes Junior e o secretário municipal de Governo da gestão Fernando Haddad (PT), Antonio Donato.

Fonte: Agência Estado, 11/06/2013