Congresso de Inovação Tenológica

O objetivo do evento é debater os desafios e perspectivas do setor. Entre os participantes dos debates, o encontro conta com a participação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate e do diretor técnico da ANPTrilhos e diretor de operações da SuperVia, João Gouveia.

O congresso vai ser realizado no dia 23 de setembro no Centro de Convenções da Firjan, Av. Graça Aranha, 01- 4º andar

 

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1º CITIFer mobiliza indústria ferroviária para debater os desafios e perspectivas do setor

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1º Congresso de Inovação Tecnológica na Indústria Ferroviária e Metroviária (CITIFer) destina-se a mobilizar e articular a cadeia produtiva ferroviária brasileira para promover o desenvolvimento da tecnologia brasileira, a elevação da competitividade e do conteúdo nacional no setor. O evento, organizado pela Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), acontecerá no dia 23 de setembro de 2013, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
Programação
O 1º CITIFer tem como objetivo discutir as políticas de compras com prioridade para o produto nacional inovado através da identificação das demandas e oportunidades para estruturação e adensamento das cadeias produtivas da indústria por meio do avanço tecnológico e desenvolvimento. Para isso, o evento abordará temas como: os desafios e entraves na construção do desenvolvimento da indústria ferroviária brasileira; o cenário e perspectivas do transporte ferroviário; e a pesquisa e desenvolvimento de inovações em material rodante, via permanente, sinalização e controle.

 

                Entre os participantes dos debates, o encontro conta com a participação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate e do diretor técnico da ANPTrilhos e diretor de operações da SuperVia, João Gouveia.

Assim, através de um diálogo aberto entre técnicos e representantes das indústrias de material ferroviário, universidades, instituições de pesquisa e desenvolvimento, além de agências e órgãos governamentais, o 1º CITIFer vai discutir as tendências mundiais de desenvolvimento da indústria ferroviária e metroviária no país e no mundo.

 

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12/09/2013 – Palestra Histórica sobre o Visconde de Mauá

A AENFER recebeu nesta quinta-feira, 12 setembro o tetraneto de Visconde de Mauá, Eduardo André Chaves Nedehf, Marquês de Viana.

O Marquês foi convidado para falar sobre a vida empreendedora do Visconde de Mauá. Com o título “As Origens Açorianas do Visconde de Mauá”, o palestrante  falou da importância dos açorianos para o desenvolvimento do país e da primeira viagem de Irineu Evangelista de Sousa à Inglaterra com o objetivo de visitar as indústrias e tudo o que tinha de mais moderno naquele país. Ele ficou fascinado com as máquinas de produção e visitou as instalações da Stenphenson & Cº que produzia uma locomotiva movida a carvão e comprou os direitos de fabricação da máquina

Quando retornou ao Brasil, Mauá não só investiu na indústria de base. Ele tinha a preocupação de como encontrar mão de obra especializada para as indústrias no Brasil para mover essas máquinas e já estava com a ideia de fabricar navios, trens, máquinas de café, engenhos de açúcar e tudo que o país precisava.

Ele lembrou que na época do imperador D. Pedro II, Mauá explorou petróleo, ou seja, 102 anos antes da Petrobras e  construiu mais de 70 navios.

A palestra atraiu diversos associados e convidados que acompanharam e conheceram um pouco mais da história do ilustre Visconde de Mauá no ano de seu bicentenário.

O presidente da AENFER Luiz Lourenço de Oliveira agradeceu a participação do Marquês e disse que foi uma honra muito grande em recebe-lo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja no link material apresentado pelo palestrante:

AS ORIGENS ÇORIANAS DO VISCONDE DE MAUÁ

 

 

 

SuperVia investiga causas de atraso em trens

A SuperVia investiga o que causou os problemas na rede aérea, que provocaram mais de cinco horas de atraso nos trens na quinta-feira (29). Três composições enguiçaram. Revoltadas, algumas pessoas depredaram vagões e estações foram fechadas por medida de segurança. Passageiros tiveram que andar pelos trilhos e muitos enfrentaram situações de risco, como mostrou o RJTV.

Apesar dos flagrantes não houve presos. A supervia pediu desculpas aos passageiros e disse que seis composições atingidas pelas depredações ficarão fora de uso durante cinco dias. Segundo a Agetransp, a supervia já foi multada este ano em mais de R$ 280 mil.

Reclamações

Passageiros reclamaram da falta de orientação. E disseram que ficaram presos durante 40 minutos na composição. “De repente parou. Disseram que faltou energia e ficamos mais de 40 minutos presos dentro do trem”, contou a estudante Jéssica Mendes.

Os passageiros relataram ainda que os trens ficaram sem energia elétrica. E que, como não conseguiam abrir as janelas, tiveram de abrir as portas. “Como trem era de ar-condicionado, a gente não consegui abrir as janelas. Aí, a gente teve de abrir as portas”, contou outra passageira.

Nos arredores da estação, os pontos de ônibus ficaram lotados por volta das 7h30. O tumulto foi próximo à estação de Oswaldo Cruz, onde uma das composições ficou parada. Alguns passageiros conseguiram descer do trem e caminharam pelos trilhos, num trecho de grande movimento, por onde passam trens dos ramais de Japeri e Santa Cruz.

Homem se pendura

Imagens flagraram um homem, que depois de descer do trem com problemas, decidiu pegar uma carona pendurado na porta do maquinista de outra composição que passava no local. O maquinista reduziu a velocidade, mas seguiu viagem. Várias portas estavam abertas, o que é proibido.

Próximo ao trem enguiçado, um pequeno grupo de vândalos começou a depredar a composição. Um dos homens atirou uma pedra várias vezes no parabrisa do trem. Outro tentou invadir a cabine do maquinista e deu chutes na porta. O mesmo homem que começou a apedrejar o parabrisas depois tentou quebrar o vidro com um martelo. Passageiros começaram a descer do trem e não havia agentes da SuperVia para orientá-los.

Mesmo com os passageiros andando nos trilhos, a circulação dos trens não foi suspensa. Uma outra composição se aproximou e foi atacada pelos vândalos, que tentaram impedir a passagem, sem sucesso.

Quase 20 minutos depois da pane, apareceu o primeiro funcionário da SuperVia, que trouxe uma escada para ajudar os passageiros no desembarque. As pessoas seguiram a pé até a estação.

O grupo de vândalos permaneceu nos trilhos e tentou parar outros trens, com pedaços de madeira nas mãos. Um maquinista reduziu a velocidade, mas seguiu viagem.

Logo depois mais uma composição surgiu e o vândalo não saiu da frente. Impedido de passar o maquinista parou. E pouco depois conseguiu seguir viagem. A Polícia Militar foi acionada e uma patrulha chegou à estação. Mas os policiais ficaram na plataforma ajudando os passageiros a sair dos trilhos. A PM disse que enviou equipes para garantir a segurança das pessoas e controlar o tumulto, mas não houve prisões.

Sem orientação, alguns passageiros seguiam em direção oposta à estação. Pouco depois mais funcionários da SuperVia apareceram e orientaram aos maquinistas que reduziam a velocidade ao passar no local.

Os passageiros receberam bilhetes para pegar outros trens, mas o sistema demorou demais para voltar ao normal. Centenas de pessoas ficaram na estação aguardando o trem. Mas como os trens ainda não estavam circulando, muita gente ainda estava nos trilhos. Passageiros usaram até uma bobina de fiação como escada.

Quando os trens voltaram a circular, as composições saíram lotadas e com as portas abertas.

A Agetransp enviou fiscais assim que detectou o problema para as estações de Engenho de Dentro e Oswaldo Cruz e os técnicos encontraram problemas no equipamento chamado pantógrafo, que liga as composições à rede aérea. Eles também vão ao centro de controle da concessionária para acompanhar a solução para os problemas.

RF – Leia na íntegra a nota enviada pela SuperVia para a imprensa: “Sobre os problemas ocorridos às 6h20 hoje na circulação de trens no Rio de Janeiro, a SuperVia informa:

1. A comissão interna que apura as causas da queda de mil metros de rede aérea entre as estações Oswaldo Cruz e Engenho de Dentro, interrompendo a viagem de três composições e provocando atraso nos ramais Santa Cruz, Deodoro e Japeri, investigou os dados preliminares da operação e comprovou a regularidade da manutenção preventiva nos trens e na infraestrutura da via férrea. Nesse trecho, houve este ano oito intervenções de manutenção. Os trilhos e cabos de todos os ramais da SuperVia passaram por inspeção minuciosa antes da Jornada Mundial da Juventude, em julho.

2. Diante das características já apuradas, a SuperVia não descarta a hipótese de a ação ter sido causada por atos de terceiros, mas prefere esperar pela conclusão da apuração. Nos últimos dias, foram registrados casos como tiros disparados na direção da rede aérea, depredação de janelas, arremesso de pedras, bastões e outros objetos contra os para-brisas das composições ou em direção à ferrovia, e furto de cabos elétricos.

3. Hoje, alguns passageiros, correndo perigo de serem atropelados pelos trens, ameaçando a vida de maquinistas e impedindo a ação de equipes de resgate, ocuparam as linhas e arremessaram pedras e pedaços de madeira em seis trens, entre os quais estavam o modelo mais novo da frota (um trem chinês) e uma composição modernizada recentemente.

4. Os seis trens avariados, que como toda a frota pertencem ao Estado, ou seja, aos contribuintes e não à SuperVia, foram encaminhados para a oficina. Para se ter ideia do prejuízo causado à população por esses atos de vandalismo de uma minoria, esses trens ficarão fora de circulação durante cinco dias. A SuperVia fez hoje boletim dessa ocorrência na 4ª Delegacia Policial (Central do Brasil).

5. Há três anos a SuperVia realiza junto com o Governo do Estado um programa de reforma e modernização de um sistema que há décadas estava degradado e não recebia investimentos. a. Comprou e recebeu 30 trens novos. Comprou e vai receber a partir de março do próximo ano outros 80 trens novos. Vinte e cinco trens antigos foram modernizados. b. Antes, só havia 38 trens com ar condicionado. Hoje, são 90 trens com ar condicionado, quase a metade da frota. Em dois anos, todos os trens terão ar condicionado. c. Já existe hoje uma oferta adicional de 260 mil lugares por dia. O número de viagens diárias passou de 792 para 825. d. Foram substituídos nos últimos dois anos 54 quilômetros de trilhos, 60 mil dormentes e 80 quilômetros de cabos de rede aérea.

6. A SuperVia reconhece que ainda há muito a fazer para que os serviços cheguem ao padrão de excelência que tem como meta. O episódio de hoje, entretanto, é uma grande lição e uma advertência. Uma composição continuou circulando, embora mais lentamente, enquanto havia passageiros na via férrea. Isto, definitivamente, não pode acontecer. Pela primeira vez nos defrontamos com a situação em que um maquinista, intimidado e ameaçado por minorias radicais armadas de paus e pedras, não parou o trem, certamente para proteger os passageiros. Isso nos obriga a reforçar os treinamentos dos nossos integrantes, inclusive para também melhorar o atendimento aos passageiros em situações de emergência como a de hoje.”

Fonte: G1, 29/08/2013

Dilma defende TAV e justifica adiamento de leilão

Em entrevista a emissoras de rádio de Campinas (SP), a presidente Dilma Rousseff defendeu a implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre o Aeroporto de Viracopos, na cidade paulista, e o Rio de Janeiro, e ainda justifica o adiamento do leilão de licitação.

Ele considerou “que Viracopos será inequivocamente um dos maiores hubs portuários do País” e que é necessária a ligação por meio do TAV entre o aeroporto, o de Cumbica, em Guarulhos (SP), e o do Galeão, no Rio. “Temos as duas cidades mais populosas (do País) e uma imensa região metropolitana de São Paulo e de Campinas. Imagine quantos milhões de pessoas nós agregaremos? Por isso adiamos a primeira licitação, para ter mais empresas”, justificou.

O adiamento do leilão do trem-bala até ao menos 2014 foi anunciado pelo ministro dos Transportes, César Borges, no último dia 12. A entrega de propostas de empresas interessadas no projeto estava marcada para 16 de agosto e o leilão para a escolha do operador e da tecnologia ocorreria em 19 de setembro. A operação do TAV ainda está prevista para 2020.

Fonte: Agência Estado, 29/08/2013

Fabricantes no país vão pedir ajuda do governo

Com volume de pedidos em baixa, a indústria ferroviária pede socorro ao governo federal nesta semana para colocar em prática um plano de reforma geral de vagões e locomotivas de carga no país. O plano envolve investimentos de R$ 6 bilhões nos próximos anos – montante a ser liderado pelas concessionárias, com subsídios públicos.

A iniciativa nasceu da reclamação, vinda da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), de que os pedidos de seus clientes – as concessionárias e outros operadores ferroviários – são inconstantes. Quando a indústria cresce dois dígitos em um ano, no período seguinte a produção pode recuar a níveis inferiores aos registrados em 2006. Segundo Vicente Abate, presidente da Abifer, os altos e baixos colocam a indústria em risco e elevam os custos de produção.

A solução, criada em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) – que representa as concessionárias – é pedir aval do governo para reformar o patrimônio antigo herdado da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que hoje é operado, mas que poderia ser modernizado. A ideia é usar esse material para produzir 18 mil novos vagões e 600 novas locomotivas nos próximos seis anos.

Para isso, a ANTF vai pedir, entre outros itens, que ao menos parte do arrendamento que as concessionárias pagam à União pelo direito à concessão – neste ano, por exemplo, estimado em R$ 1,1 bilhão – seja empregado na renovação da frota. Além disso, solicitará auxílios como a manutenção do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do BNDES – que tem juros em 3,5% ao ano para compra de máquinas e equipamentos no setor. Pelo menos até 2014. Também demandam que o prazo de pagamento do financiamento seja aumentado de 10 para até 20 anos, e a carência de 2 para 5 anos. E que vagões deteriorados sejam classificados como sucata e usados como matéria-prima. A previsão é entregar o pedido amanhã ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Rodrigo Vilaça, presidente da ANTF, defende que o plano ajudaria a indústria a manter um volume constante de entregas nos próximos anos. “A situação é crítica, por isso a iniciativa privada está se movimentando”, diz. Para ele, fabricar material rodante agora também ajudaria a antecipar a demanda que será criada com os 10 mil quilômetros de ferrovias previstos pelo governo federal para os próximos anos.

“O plano auxilia as concessionárias a ter uma frota de vagões e locomotivas modernizada, e isso depois volta ao governo [quando a concessão acabar]”, diz Abate, representante dos fabricantes.

Enquanto o plano ainda não é analisado, essa indústria demonstra preocupação em 2013. O caso que mais chama a atenção é o da fabricante Randon, que não recebeu nenhuma encomenda para o setor neste ano. “Fizemos os últimos vagões em março. De lá pra cá, mais nenhum”, diz Norberto José Fabris, diretor corporativo da Randon. A situação da companhia só não é pior porque ela atua também em outros mercados. Com a mesma estrutura em que fabrica vagões, consegue produzir implementos rodoviários. “Se produzíssemos só vagões, estaríamos numa situação complicada.”

Na AmstedMaxion, líder na produção de vagões, os números também estão abaixo do inicialmente estimado. “Os dois últimos anos têm sido bastante abaixo daquilo que se esperava”, diz Ricardo Chuahy, presidente da AmstedMaxion. Ele diz que a empresa não chega mais a demitir funcionários. “Se demitir, você precisa procurar depois mão de obra qualificada de novo, investir em treinamento e desenvolvimento. Então apesar de ser um custo grande, a gente opta por manter”, diz. Os executivos também reclamam do fato de as encomendas acontecerem “aos solavancos”. “A gente tem demandado que haja um volume mais constante ao decorrer do tempo. Ter volume alto é bom, mas tem que ser previsível”, diz Chuahy.

A americana Caterpillar investiu US$ 100 milhões nos últimos cinco anos na área ferroviária no Brasil e abriu em novembro uma fábrica de locomotivas. Mas esperava números mais exuberantes. “Podemos até investir mais, mas precisamos de uma demanda no horizonte”, resume Carlos Alberto Roso, diretor-geral da Progress Rail, subsidiária da Caterpillar no Brasil.

Fonte: Valor Econômico, 28/08/2013

Novo centro de simulação ferroviária

A operadora carioca SuperVia está implantando um centro de simulação de operação ferroviária, que contará com dois simuladores de condução de trens para realizar o treinamento de 320 maquinistas e um simulador para treinamento no novo sistema de sinalização.

O local realizará o treinamento dos condutores da concessionária. As imagens reproduzidas no telão do simulador foram filmadas com uma câmera, instalada na parte dianteira dos trens, que registrou o percurso de todos os ramais. O instrutor que estiver aplicando o treinamento poderá criar situações adversas para avaliar o desempenho dos condutores, como chuva e neblina. O investimento total no projeto é de R$ 15 milhões.

O simulador, já instalado, fará parte do curso para novos condutores, que tem duração de 14 meses, e do processo de reciclagem de maquinistas. A formação de maquinistas conta com aulas teóricas sobre ferrovia, sinalização de tráfego, mecânica, além de viagens acompanhadas por um instrutor.

Fonte: Revista Ferroviária, 28/08/2013

Bondes do Rio podem ser transferidos para a prefeitura

Os bondes de Santa Teresa, que deixaram de circular há exatamente dois anos, quando seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas no mais grave acidente de sua história, poderão ser transferidos para o controle da prefeitura. O secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, disse que tem conversado com o município para fazer a operação do sistema, que seria interligado ao veículo leve sobre trilhos (VLT) que deverá circular no Centro. O prazo para a reinauguração do principal meio de transporte de Santa Teresa se mantém — julho de 2014 —, mas o novo modelo do bonde ainda não está pronto. Ele está passando por ajustes no visual, e as obras necessárias para a substituição da rede aérea e dos trilhos só começaram este mês.

Para quem mora em Santa Teresa, tão importante quanto o cumprimento do prazo são as condições em que o bonde vai voltar. Desde que o novo modelo foi apresentado pela Casa Civil, em fevereiro de 2012, ele vem sendo questionado pelos moradores. Fechado nas laterais com policarbonato transparente e sem estribos, o veículo também terá sua capacidade reduzida. São 24 assentos — no antigo, viajavam 32 pessoas sentadas e oito em pé.

— O que estão fazendo é um bonde para turistas, que comporta poucas pessoas. Não estão pensando no morador que precisa do transporte para circular no bairro. Agora que o trajeto será mais extenso, os bondes terão uma demanda maior de passageiros. O preço da passagem sequer foi discutido. Esse projeto ainda é uma incógnita — diz Álvaro Braga, diretor da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), que espera a conclusão de um inventário de todos os bondes que circularam no bairro e hoje estão guardados nas oficinas da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), que operava o sistema.

Traçado ganhará 3,3 quilômetros

Mesmo com a alteração no traçado — que ganhará 3,3 quilômetros entre a estação Silvestre e a Lapa, com a reativação do ramal Francisco Muratori —, o secretário Régis diz que o intervalo entre as viagens será menor, compensando o número menor de assentos:

— Eles (os bondes) vão passar com maior regularidade. Terão menos passageiros, mas a gente ganhará essa diferença na frequência dos bondes.

Para Régis, a segurança dos passageiros é a principal preocupação. Por causa disso, não abre mão de manter o bonde fechado e sem estribos (o que impedirá a viagem de passageiros nas laterais). O secretário também afirma que não haverá atrasos na entrega dos equipamentos.

— Os bondes já estão sendo confeccionados em Três Rios pela TTrans. Estamos fazendo apenas pequenos ajustes no layout — garante ele, que também exige acessibilidade para pessoas com deficiência física.

Fonte: O Globo, 27/08/2013

Mantega oferece risco zero para tentar salvar leilões

O governo federal ofereceu risco zero para os bancos privados financiarem os consórcios que participarem dos leilões para a concessão de ferrovias, previsto para o último trimestre deste ano.

O objetivo é garantir dinheiro abundante e com a menor taxa possível para os consórcios participarem das licitações, empacadas em razão da desconfiança em relação ao papel da Valec (estatal criada para garantir a demanda das ferrovias).

A previsão inicial era que o investimento em ferrovias chegasse a R$ 91 bilhões.

Em troca da adesão dos bancos, o governo se propõe a assumir o risco de calote dos projetos por meio do BNDES, que forneceria um seguro contra perdas dentro de um fundo de aval. Outra alternativa é o banco estatal comprar a parcela de maior risco dos títulos emitidos por esses projetos. Em caso de inadimplência, o BNDES assume as perdas antes dos demais investidores. As conversas são conduzidas pessoalmente pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), que já se reuniu com os presidentes do Bradesco, Luiz Trabuco, do Santander, Jesús Zabalba, e do Banco do Brasil, Aldemir Bendini. Ontem, foi a vez de o ministro falar com os presidentes da Caixa, Jorge Hereda, e do Votorantim, João Roberto Teixeira.

O único presidente com quem o ministro ainda não se reuniu foi o do Itaú, Roberto Setubal, por dificuldade na agenda. A conversa com Setubal deve acontecer hoje.

A Folha apurou que o BNDES, no entanto, não admite assumir riscos das licitações neste momento.

Mais lucratividade

Para permitir que o retorno do investimento nesses projetos fique bastante acima da Selic, que deve subir a 9%, o governo ainda oferece isenção completa de IR (Imposto de Renda) para os investidores que aplicarem em papéis de infraestrutura com prazo de mais de quatro anos.

Além de evitar um fiasco no leilão das ferrovias, o ministro da Fazenda aposta na retomada da confiança do empresariado na economia com a viabilização desses investimentos. Apesar dos incentivos oferecidos, porém, os bancos estão céticos em relação ao sucesso dos leilões, porque, avaliam, o principal problema não é o custo de financiamento, mas a falta de interesse de potenciais operadoras.

Companhias que dependem das ferrovias para escoar a produção, como CSN, Cargill e Vale, estão resistindo em participar dos leilões.

Fonte: Folha de S. Paulo, 27/08/2013

Governo admite 1º leilão de ferrovias só em novembro

O governo federal não trabalha mais com a perspectiva de fazer o primeiro leilão de ferrovias, do trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena/Vila do Conde (PA), em 18 de outubro, como divulgado no mês passado. A estimativa agora é que a licitação ocorra em novembro.

Em apresentação no Fórum de Líderes Empresariais (Lide), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou um quadro com o cronograma de concessões que indica a realização dos leilões de ferrovias entre novembro de 2013 e março de 2014, com a publicação dos editais entre setembro e janeiro. Quando o Programa de Investimentos em Logísticas (PIL) foi lançado, a sinalização era de que os certames aconteceriam entre maio e junho deste ano.

Em entrevista na semana passada ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o ministro dos Transportes, César Borges, disse que a publicação do edital, que era prevista para 19 de agosto, pelo cronograma mais recente, ainda dependia de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro explicou que, entre os motivos para a demora do TCU em aprovar o edital, estava o fato de que o modelo de concessão previsto para as ferrovias dentro do PIL é novo, diferente das concessões ferroviárias existentes.

O novo modelo prevê que o concessionário responda pela construção e manutenção da via férrea, mas não ficará responsável pela operação dos trens, como ocorre nas concessões atuais. O governo comprará, por meio da estatal Valec, toda a capacidade de carga da ferrovia, que será posteriormente revendida aos interessados no transporte.

Portos, rodovias e ferrovias

No caso dos portos, os leilões agora estão previstos para entre dezembro e março, uma leve postergação ante o cronograma inicial, de novembro a fevereiro de 2014. Os editais estão previstos de outubro a janeiro.

Para as rodovias, o governo manteve a previsão mais recente, de realizar os leilões até dezembro. O primeiro está marcado para 18 de setembro.

A previsão para o leilão dos aeroportos de Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais, também foi mantida. Conforme o cronograma mais recente: setembro para a publicação do edital e outubro para o leilão. No início de agosto, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou que o leilão dos aeroportos Galeão (RJ) e Confins (MG) deveria ocorrer em 31 de outubro.

Durante o almoço com empresários, Mantega disse que as perspectivas de rentabilidade para as concessões dos vários setores de transportes que serão leiloados nos próximos meses são positivas. Segundo ele, a taxa interna de retorno (TIR) dos acionistas (alavancada) deve ficar entre 15% e 16% ao ano, em termos reais.

Ele respondeu às críticas de representantes do setor de transportes e potenciais investidores de que o governo não queria permitir uma rentabilidade alta aos investidores. Nós queremos e estamos empenhados que (os projetos) tenham rentabilidade alta e atraiam investidores, disse.

Segundo Mantega, a rentabilidade deixou de ser um ponto de questionamento depois que o governo elevou a taxa interna de retorno (TIR) estimada. Não vejo mais críticas nesse ponto, afirmou. No caso das rodovias, por exemplo, a TIR inicialmente era calculada em 5,5%, mas o valor foi elevado para 7,2%.

Mantega salientou que os investimentos em infraestrutura devem estimular a economia brasileira, além de melhorar a logística do País, que considerou atrasada e precisa ser melhorada.

Fonte: Agência Estado, 27/08/2013