Sucessivos problemas adiam conclusão da Transnordestina

A obra é fundamental para o transporte da produção do Nordeste e deveria ter sido concluída em 2010. No Piauí, nenhum trilho foi instalado. A construtora responsável rescindiu o contrato com a concessionária da obra.

Fonte: Bom Dia Brasil, 30/01/2014

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http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/sucessivos-problemas-adiam-conclusao-da-ferrovia-transnordestina-para-2016/3115599/

SuperVia: protesto contra aumento das passagens

Uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus promoveu um pulo coletivo de catracas na gare da Central do Brasil no início da noite desta quinta-feira (30). De acordo com o 5º BPM (Praça da Harmonia), 150 pessoas participaram do protesto. Centenas de passageiros acabaram também passando pelas roletas sem pagar, estimulados pelos ativistas.

Pouco antes das 21h, sem confronto com a Polícia Militar, que se concentrou fora da estação, ou com seguranças da concessionária, o grupo começou a caminha pela Avenida Presidente Vargas em direção à Avenida Rio Branco. O trânsito chegou a ser interditado em ambas as vias. Às 21h30, a manifestação chegou à escadaria da Câmara Municipal.

Assessoria de imprensa disse que a concessionária encara o ato como manifestação, não como boicote, e que não houve qualquer orientação à PM para que não houvesse repressão. A empresa informou também que não era possível mensurar quantos não pagaram a passagem até as 21h.

Ativistas entoaram gritos como “a SuperVia é a vergonha do Brasil” e “se a passagem aumentar, o Rio vai parar”. A SuperVia informou que o protesto não influenciou na circulação dos trens até o horário. O acesso à estação também seguiu de forma tranquila.

Por volta das 20h15, com o movimento menor na Central do Brasil, ativistas se dividiram em cada uma das entradas do prédio para dizer aos usuários que o embarque era gratuito. Por sua vez, funcionários da SuperVia informavam que o funcionamento era normal. Algumas catracas estão fora de operação.

Reajuste
O valor da passagem de ônibus no Rio vai aumentar em 8 de fevereiro, de R$ 2,75 para R$ 3. O reajuste de 9,09%, divulgado na noite desta quarta-feira (29) pela Prefeitura, será publicado na edição desta quinta do Diário Oficial.

O anúncio foi feito um dia após o Tribunal de Contas do Município (TCM) votar o relatório sobre o serviço prestado pelas empresas de ônibus no Rio. O TCM informou que não tem competência para decidir se pode ou não haver reajuste no preço das passagens de ônibus e deixou a cargo da Prefeitura a decisão sobre o reajuste.

O decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes que estabelece o reajuste da tarifa determina uma série de adequações que deverão ser tomadas pela Secretaria Municipal de Transportes para fiscalizar o Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus (SPPO). Entre as principais obrigações está a contratação de empresa de auditoria para fiscalizar as revisões tarifárias. O documento estabelece ainda, entre outras medidas, que a secretaria exija dos consórcios a adequação dos terminais de passageiros no prazo de até 180 dias e elabore, no prazo de 30 dias, plano determinando que, até 31 de dezembro de 2016, todos os ônibus sejam equipados com ar-condicionado.

Operação Pare o Aumento
Assim que foi anunciado o aumento na noite desta quarta-feira (29), ativistas começaram a mobilizar manifestantes nas redes sociais para um ato de protesto, previsto para 6 de fevereiro, dois dias antes de entrar em vigor o reajuste. A manifestação deverá acontecer na Candelária, Centro do Rio. “Se a passagem aumentar, o Rio vai parar”, informa o cartaz publicado no Facebook.

Desde dezembro, quando Paes sinalizou que haveria aumento em 2014, manifestantes foram às ruas para dizer que não aceitariam qualquer aumento. O último ato ocorreu na noite de 18 de janeiro, quando um grupo interditou a Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Em seguida, o protesto continuou na Central do Brasil, onde alguns ativistas também chegaram a pular as catracas.

Fonte: G1, 31/01/2014

MetrôRio fecha estações para concluir linha

O Metrô Rio vai realizar, nos três primeiros fins de semana de fevereiro, intervenções nas estações da Tijuca, onde haverá restrições à operação normal e fechamento de estações. As intervenções, nos dias 1, 2, 8, 9 e 15, serão para concluir os preparativos da inauguração da estação Uruguai, prevista para a segunda quinzena de março, segundo a concessionária.

A Linha 1 funcionará entre General Osório e Estácio e um outro trem realizará serviço provisório entre as estações Estácio e Saens Peña, sendo necessária a baldeação. O intervalo entre viagens neste trecho será de 16 minutos.

No dia 16, a estação Saens Peña será fechada. O serviço provisório acontecerá entre as estações Estácio e São Francisco Xavier. Os usuários que desejarem embarcar na Saens Peña terão à disposição ônibus que os levarão até a Estação Estácio. No dia 17, a estação reabrirá com funcionamento normal.

Fonte: G1 RJ, 30/01/2014  

ALL entra com habeas data

A concessionária de ferrovia América Latina Logística (ALL) impetrou um habeas data contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para exigir documentos, como um relatório sobre auditoria no sistema de desembarque de cargas no porto de Santos, conforme antecipou o Valor. O relatório foi elaborado em meio à briga com a Rumo, do grupo Cosan, e pode auxiliar sua argumentação de que sua cliente faz pedidos abusivos de transporte.

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2014

Acidente complica situação da SuperVia

O acidente que parou os trens na cidade do Rio de Janeiro por um dia na quarta-feira da semana passada ainda pode custar caro à SuperVia, concessionária responsável pelo serviço. Há mais de um ano sem reajuste das passagens, a empresa está antecipando em quatro anos parte dos investimentos programados quando sua controladora, a Odebrecht TransPort, assumiu a concessão, em 2011, com o objetivo de tentar reverter seu mau desempenho operacional. As iniciativas adotadas, porém, não foram suficientes.

A SuperVia permanece como um dos principais focos da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público. A empresa tem enfrentado constantes manifestações de usuários e ainda pode ser multada pelo descumprimento de quatro determinações judiciais de 2009, anteriores ao atual plano de investimentos, numa clara indicação de que tem dificuldade para reverter a situação.

“Estamos tentando reforçar os pedidos em juízo para sensibilizar o judiciário sobre a situação do sistema. Já temos nove ações ajuizadas contra a SuperVia. Todas no sentido de melhor o serviço. Também vamos discutir com a Promotoria de Cidadania a melhor forma de reunir informações e tratar da situação do ponto de vista da concessão”, afirma a promotora Christiane Cavassa, da Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio de Janeiro.

“A estrutura que caiu tinha mais de 80 anos e fica no trecho mais crítico da via. São 500 como aquela e já substituímos 100. Mas o setor ferroviário demanda investimentos de médio e longo prazo e pegamos o sistema muito deteriorado”, rebate o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha.

Ele assumiu em 2011, quando a Odebrecht TransPort comprou 60% da empresa, tirando de cena os antigos controladores, abalados por uma crise provocada pelo mau desempenho operacional da empresa. “Estamos no meio de um processo de transição, ainda sujeitos a esse tipo de problema, mas o aumento no número de passageiro é a resposta da população à melhora do sistema”, diz. Em janeiro de 2011, a média de usuários dos trens da SuperVia era de 420 mil/dia, hoje está em 600 mil/dia.

O presidente da empresa garante que os indicadores operacionais melhoraram e o número de falhas caiu de dez para duas por dia, em média. Também rebate as críticas quanto à superlotação. Diz que trabalha com cinco passageiros por metro quadrado, quando a média internacional é de seis. Mas na segunda-feira, quando Cunha conversou com o Valor, um novo incidente havia paralisado um dos ramais da concessionária. Com isso, os índices de desempenho, monitorados em tempo real pelo novo Centro de Operações ficaram bem distantes da meta estabelecida. A pontualidade era de cerca de 70% contra uma expectativa de 90%. O centro de operações é um dos investimentos realizado na nova gestão que não estavam previsto no plano de 2011.

Para Cunha, a decisão da empresa de antecipar para 2016 um programa de investimento que deveria ser cumprido até 2020 e ainda ampliar as iniciativas é uma boa sinalização. Quando assinou com o governo estadual a ampliação da concessão de 2023 para 2048, a empresa se comprometeu em investir R$ 1,2 bilhão dos R$ 2,4 bilhões orçados (os outros R$ 1,2 bilhão são responsabilidade do governo do Estado), mas ampliou sua parcela para R$ 2,1 bilhões, dos quais R$ 1,6 bilhão financiados pelo BNDES.

Ele acredita, porém, que o desconforto com a frequência das composições, que não pode aumentar, é agravado pela falta de ar condicionado. Atualmente, a frota da SuperVia totaliza 190 trens, mas apenas 50% são equipados com condicionadores de ar. “Com a nova frota e a nova sinalização, poderemos diminuir os intervalos”, diz, citando duas das iniciativas que ficarão prontas para 2016.

Ele reconhece, porém, que existe um descompasso entre a capacidade de renovação da empresa e a adoção da tecnologia de ponta disponível para o setor. Exemplo disso é o novo sistema de tarifação, que eliminaria as enormes filas nas estações, outra causa de desconforto dos usuários. “Estamos em discussão sobre mudanças em nosso sistema de bilhetagem, que é muito frágil. É uma discussão que não acaba nunca, porque, quando chegamos a um consenso, chega ao mercado uma nova tecnologia. Estamos discutindo o cartão, tentamos fazer um cartão integrado para todos os modais, mas se fala em celular. O bilhete é o celular. A evolução tecnológica é rápida e temos de acompanhar”, diz.

Por enquanto, além da compra dos novos trens e da reforma de estações, os recursos vão para a modernização no sistema de sinalização, comunicação e energia. Os dormentes, que ainda são de madeira, também serão trocados: são 600 mil, com previsão de substituição de 100 mil a cada ano. Iniciativas previstas na renovação do contrato de concessão, como a ampliação do trecho Gramacho-Saracuruna e a reativação do trecho entre Santa Cruz e Itaguaí, ainda estão em planejamento. Também não há decisão sobre a ampliação do ramal Deodoro-Central do Brasil, por onde passam os trens que ligam as regiões mais populosas da região metropolitana ao Centro do Rio. “Essa ampliação é fundamental para a circulação de trens expressos. Temos alguns estrangulamentos que precisam de soluções de engenharia”, diz.

É nesse cenário que a empresa negocia com o governo do Estado a antecipação da revisão quinquenal do equilíbrio econômico-financeiro e busca um tratamento diferenciado da tarifa de energia. Segundo Cunha, a negociação busca algum tipo de compensação em troca da manutenção da tarifa, que pode vir por meio de isenção tributária – os ônibus municipais ganharam isenção do IPVA – ou por algum tipo de investimento.

A discussão da tarifa de energia também seria uma contrapartida bem vinda. “A energia representa 1/3 do nosso custo e aumentou 7%. O custo de mão de obra também aumentou 7% em 2013 e sofrerá novo aumento em abril. Não é possível que um transporte de massa, de interesse público, pague mais pela energia em um horário de pico”, diz.

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2014

Vale capta R$ 1 bi em debêntures de infraestrutura

A Vale fechou uma captação de R$ 1 bilhão com a emissão de debêntures de infraestrutura. Os títulos contam com isenção de imposto de renda para pessoas físicas e investidores estrangeiros. Com boa demanda, que teria chegado a R$ 3,5 bilhões, a operação ficou acima do inicialmente planejado pela companhia, que pretendia captar R$ 750 milhões, conforme apurou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

A oferta da Vale foi dividida em quatro séries, com prazos entre sete e 15 anos. Os papéis originalmente ofereciam um prêmio de 0,40% a 0,75% sobre o título público corrigido pela inflação (NTN-B), mas a mineradora conseguiu reduzir a taxa de juros que pagará aos investidores em razão da grande procura.

A expectativa é que a remuneração das debêntures fique abaixo dos papéis do governo de vencimento equivalente nas duas primeiras séries e taxa semelhante nas demais. O único diferencial de retorno para o investidor, portanto, virá do benefício fiscal.

A redução na taxa também foi boa para os bancos que coordenaram a oferta – Bradesco BBI, Banco do Brasil e Itaú BBA. Além da comissão fixa, equivalente a 0,15% da emissão, algo em torno de R$ 1,5 milhão, as instituições embolsarão a chamada comissão de sucesso. O valor corresponderá a 25% da economia que a Vale obtiver com a redução na taxa de juros das debêntures.

A mineradora também pagará uma comissão da ordem de R$ 12,1 milhões aos agentes que atuaram na distribuição dos papéis, como corretoras, de acordo com informações do prospecto da oferta. O pagamento varia de acordo com o quanto cada instituição conseguiu vender.

A Vale pretende usar os recursos captados com as debêntures para financiar o projeto de construção de um ramal ferroviário no sudeste do Estado do Pará. Para obter a isenção de imposto, o projeto foi enquadrado como prioritário pelo Ministério dos Transportes.

A última vez que a mineradora havia acessado o mercado de dívida local foi em 2006, quando realizou uma emissão de R$ 5,5 bilhões em debêntures. A primeira série dessa oferta venceu em 2010 e os demais R$ 4 bilhões venceram em novembro passado.

O sucesso da captação deve servir de parâmetro para as próximas emissões de debêntures incentivadas. Empresas como a Santo Antonio Energia e a GRU, concessionária do aeroporto de Guarulhos, preparam operações semelhantes.

Já nas emissões de debêntures tradicionais, que não contam com benefício fiscal e são adquiridas por investidores institucionais, como gestoras de fundos, a operação da Vale não deve ser uma referência. “Ainda há muita incerteza sobre o rumo da taxa de juros, o que diminui o apetite por risco de crédito privado”, diz o gestor de uma grande gestora.

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2014

Odebrecht prevê investir R$ 53 bilhões até 2016

O grupo Odebrecht planeja investir R$ 53 bilhões no triênio 2014-2016. A informação foi dada na noite de quarta-feira por Pedro Augusto Novis, representante do conselho de administração da empresa, que não forneceu mais detalhes sobre a destinação dos recursos.

Segundo o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, desse total, cerca de R$ 8,5 bilhões serão aportados apenas no Estado do Rio de Janeiro. O montante engloba obras como a construção do Parque Olímpico e a linha 4 do metrô.

Benedicto Junior afirmou que a companhia pretende aumentar o ritmo das obras voltadas para a Olímpiada em 2014. “O conjunto de obras precisa ser acelerado”, afirmou.

O executivo destacou ainda que o foco da empresa é recuperar o sistema de mobilidade do Rio de Janeiro. “O foco é recuperar os sistemas integrados públicos para que a população tenha condição de ir trabalhar sem ter que tirar o carro de casa”.

Em discurso, durante a premiação de “Executivo do Ano de 2013” que recebeu do Ibef, Benedicto Junior enfatizou ainda a situação da Supervia, concessionária que opera os trens do Rio de Janeiro controlada pela Odebrecht há três anos.

“Estamos buscando a segurança e o conforto [na operação]. Os resultados vão levar algum tempo ainda”, disse.

O executivo destacou, porém, que nos últimos 15 anos foram investidos apenas R$ 1 bilhão na Supervia, enquanto os trens de São Paulo, por exemplo, receberam investimentos de R$ 44 bilhões no mesmo período.

Aquisições

A Odebrecht Infraestrutura está avaliando novas oportunidades de negócios por meio dos próximos leilões de concessões de infraestrutura. Mas o foco da companhia está nas obras arrematadas no ano passado, segundo Benedicto Junior.

“Estamos avaliando [novas oportunidades]. Mas estamos com uma quantidade de projetos para estruturar. Nosso foco hoje é estruturar essas equipes para ao longo de 2014 mobilizar de forma arrumada e entrar com isso em velocidade de cruzeiro”, disse o executivo.

Ele citou como exemplos das obras que precisam ser estruturadas de uma parte do metrô de São Paulo, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e de um trecho da rodovia BR-163.

Benedicto Junior acrescentou que a decisão de participar dos leilões dependerá de cada ativo que será ofertado pelo governo. “Nossa avaliação é feita em cima do ativo”, disse, explicando que a companhia poderá participar do leilão caso enxergue que o ativo pode trazer valor para a empresa.

Corinthians

Segundo Benedicto Junior, a Odebrecht pretende montar em março a cobertura da área danificada na obra da Arena Corinthians. O executivo explicou que a peça metálica para a cobertura já está contratada e deverá ser entregue em fevereiro.

Ele reafirmou que o estádio será entregue dentro do prazo comprometido com a Fifa, na primeira quinzena de abril.

A recuperação do teto da área danificada não afetará o cronograma do projeto porque ela será feita fora da área em que a companhia está trabalhando neste momento na obra, afirmou. De acordo com Benedicto Junior, 98% das obras já estão concluídas. “Falta o acabamento”, disse.

Fonte: Valor Econômico, 30/01/2014

Agetransp exige plano de transporte integrado no Rio

Mais de 15 anos depois das privatizações dos serviços de metrô, trens e barcas e 17 anos após a criação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Asep RJ) — extinta em junho de 2005 e substituída pela Agetransp —, a atual agência responsável por controlar os transportes públicos estaduais concedidos convocou a primeira reunião, na tarde desta terça-feira, para tratar sobre um plano de contingência integrado entre os diferentes meios de locomoção. Do encontro, participaram representantes das secretarias estaduais da Casa Civil e dos Transportes, e das concessionárias SuperVia, Metrô Rio e CCR Barcas. O secretário municipal de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osorio, também participou da reunião.

Mas o encontro, que durou cerca de 40 minutos, foi tão somente um ponto de partida. De concreto, segundo informou a Agetransp, foi solicitado às concessionárias a elaboração de um planejamento integrado, que deverá ser apresentado à agência em 30 dias. O objetivo, acrescenta a Agetransp por e-mail, “é minimizar ao máximo os transtornos causados aos usuários do transporte público em casos de interrupção de circulação”.

A elaboração de um plano integrado de ação vem a reboque do acidente com um trem da SuperVia, que, na última quarta-feira, descarrilou nas proximidades na estação São Cristóvão, afetando praticamente todos os ramais. Passageiros andaram por trilhos, sem saber como seguir viagem. E a decisão de que os bilhetes dos trens poderiam ser usados nos ônibus só foi anunciada após a confusão ser instaurada. Na ocasião, o conselheiro presidente da Agetransp, Cesar Mastrangelo, e técnicos da agência detectaram falhas no plano de contingência da SuperVia, na comunicação e no atendimento aos usuários. A Agetransp chegou a anunciar que iria multar a concessionária. Já as causas do incidente ainda estão sendo investigadas.

Nesta segunda-feira, foram as vias rodoviárias que viveram transtornos. No primeiro dia útil de fechamento de todo o Elevado da Perimetral, o trânsito deu um nó no Centro, a ponto de a prefeitura ter que adotar uma medida emergencial não prevista: abrir uma divisória na saída do Mergulhão da Praça Quinze, criando duas faixas de rolamento. Ou seja, qualquer problema ou intervenção viária gera um caos na circulação da Região Metropolitana, que é resultado, segundo especialistas, de um sistema de transporte público frágil, concentrado em ônibus, que não tem um planejamento adequado e nem coordenação.

‘Todos as concessionária têm de falar a mesma linguagem’

Professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Uerj, José de Oliveira, lembra que não existe um plano de contingência integrado dos transportes. Para ele, não basta privatizar e colocar empresas para operar os meios públicos de locomoção. Todas as concessionárias — de trens, barcas, metrô e ônibus municipais e intermunicipais —, diz ele, têm que falar a mesma linguagem:

— É preciso colocar todas as concessionárias em igual faixa de sintonia, para que o caos não se instale. É possível minimizar os problemas. Mas, certamente, eles são inevitáveis, já que estão sendo realizadas, ao mesmo tempo, muitas intervenções nos sistemas de transportes. Ao longo das três, quatro últimas décadas, as administrações estadual e municipal não fizeram investimentos em manutenção e ampliação dos sistemas de transportes. Agora, o tempo se tornou curto para tantas coisas que têm de ser feitas.

Guerra credita ainda boa parte das dificuldades de mobilidade, hoje, à prioridade dada, no passado, ao transporte rodoviário em detrimento do ferroviário:

— Essa é uma questão nacional e se estende ao transporte de cargas, além do de passageiros. As políticas públicas visaram atender mais aos interesses das montadoras do que aos da sociedade. A fabricação de automóveis, ônibus e caminhões foi incentivada.

O engenheiro Miguel Bahury, ex-secretário municipal de Transportes e ex-presidente do metrô, critica o tratamento que vem sendo dado ao transporte sobre trilhos e de barcas no estado. Ele questiona a forma como o processo de privatização dos transportes vem sendo acompanhado:

— As privatizações têm mais de 15 anos. Depois de tanto tempo, não era para trens, metrô e barcas estarem funcionando adequadamente? No meu ponto de vista, a fiscalização, a cargo da Agetransp (agência que regula os serviços estaduais de transportes concedidos), tem sido parcimoniosa. Já o governo tem sido tolerante. Hoje, o metrô do Rio transporta apenas 600 mil pessoas, em média, diariamente. Os trens, que no passado já levaram 1,2 milhão de passageiros por dia, atualmente transportam 500 mil. Só 12% das viagens em transportes públicos são feitas em metrô e trens. Os contratos de privatização têm de ser discutidos publicamente.

Bahury compara a rede de metrô do Rio com à de outras cidades, para mostrar as disparidades. Com a primeira estação inaugurada em 1979, o metrô carioca tem 35,6 quilômetros em operação (a Linha 4, ainda em construção, não está contabilizada) e 34 estações. O de Seul, por exemplo, que começou a funcionar em 1974, tem 286 quilômetros e 266 estações. Também de 1974, o sistema de São Paulo tem 70 quilômetros e 62 estações.

— Como ter um plano de contingência com uma oferta de trens e metrô tão pequena? Não foi dada prioridade ao transporte de massa. Os ônibus deveriam ser transporte complementar.

Mais 15% de tráfego após o carnaval

Já o professor José Eugenio Leal, do Departamento de Engenharia de Transportes da PUC, defende a criação de uma agência metropolitana de transportes, para interligar concessionárias, governo e prefeituras, permitindo que conversem e se antecipem a eventuais problemas. Tão importante, de acordo com o engenheiro, é o planejamento preceder qualquer intervenção viária.

— Estado e município têm fôlego para investir. Mas não têm pessoal para gerenciar os impactos. Os órgãos públicos precisam de gente para planejar e informar melhor as pessoas.
As mudanças de trânsito, por causa do fechamento da Perimetral, que foram muitas, tinham que ser informadas com mais antecedência e mais detalhadamente. Essas alterações deveriam também ter chegado ao sistema de GPS. Hoje (ontem) havia muita gente perdida.

E dias piores virão, alerta o professor Paulo Cezar Martins Ribeiro, da Coppe/UFRJ:

— Estamos no auge das férias. No dia 10 de março, depois do carnaval, o aumento do tráfego deve ser de 15%. Aí, é que as pessoas vão sentir, de fato, as consequências do fechamento da Perimetral.

Para Paulo Cezar, não esperar que o túnel da Avenida Binário do Porto ficasse pronto (previsto para o primeiro semestre deste ano), antes de fechar totalmente o elevado, foi um erro. O professor da Coppe criticou ainda a falta de planejamento entre os meios os meios de transportes

Fonte: O Globo, 28/01/2014

Porta de trem da SuperVia se fecha e prende mão de passageira

Um trem da SuperVia que seguia de Saracuruna, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, em direção à Central do Brasil, no Centro do Rio, teve as portas fechadas no momento do embarque dos passageiros, por volta das 7h25m desta terça-feira. Uma mulher que entrava na composição ficou com a mão presa.

Segundo o técnico em logística Douglas Mendonça, foram necessários seis homens para destravar a porta e liberar a passageira. Ela saiu chorando da plataforma de embarque, acompanhada de um passageiro.

– Foi bem na hora em que havia uma aglomeração de pessoas para entrar no trem, todos disputando um lugar para ir sentado. Do nada, as portas fecharam e a moça ficou presa. O pior é que ninguém da SuperVia apareceu para ajudar – contou Douglas.

Por meio de nota, a concessionária informou que agentes de controle prestaram auxílio à passageira. Segundo a SuperVia, a mulher optou por não aguardar a chegada do atendimento especializado e seguiu viagem. Leia a íntegra do informe:

“Agentes de controle da SuperVia prestaram auxílio à uma passageira, que machucou a mão durante embarque na estação Saracuruna, em composição com destino à Central do Brasil, hoje (29/01), por volta das 7h30. A passageira optou por não aguardar a chegada do atendimento especializado e seguiu viagem. Em casos de emergência, os agentes da concessionária seguem o procedimento padrão ao prestar os primeiros socorros, além de acionar os órgãos competentes, como Samu e Corpo de Bombeiros, para que sejam tomadas as providências necessárias.

A SuperVia ressalta que é extremamente importante que os passageiros respeitem o alerta do sistema de áudio da composição, que emite um sinal sonoro quando as portas são fechadas. Também é fundamental que as pessoas respeitem o limite da faixa amarela e aguardem a abertura de portas para o embarque e desembarque. A empresa veicula regularmente avisos sonoros solicitando que as pessoas adotem esse procedimento, com o objetivo de zelar pela segurança dos passageiros.”

Fonte: Jornal Extra, 29/01/2014

Manifestantes fazem protesto na Central do Brasil, RJ

Eles protestavam, pacificamente, contra a possibilidade aumento nos preços dos ônibus municipais e dos trens. Nesta terça-feira (29), o Tribunal de Contas do município liberou a prefeitura para reajustar as passagens, como está previsto no contrato.

Fonte: Bom Dia Brasil, 29/01/2014

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