Circulação do metrô apresenta problemas nas linhas 1 e 2

RIO – A circulação do metrô registrou problemas em ambas as linhas, na tarde dessa quinta-feira. Por volta das 14h, uma composição da Linha 1, que seguia em direção à Zona Sul, apresentou defeito na estação da Glória. De acordo com a concessionária que administra o serviço, o trem ficou parado na plataforma e as pessoas tiveram que desembarcar.

A venda de bilhetes foi suspensa entre as estações da Cinelândia e de Botafogo. Os intervalos chegaram a ficar irregulares e várias estações ficaram lotadas. A concessionária informou que está normalizando o sistema, mas ainda há atrasos em ambas as linhas.

Na manhã desta quinta, um problema de fechamento de portas em um trem da Linha 2, na estação da Central, também provocou atrasos nas composições de ambas as linhas.

Fonte: O Globo, 27/02/2014

SuperVia fará transporte gratuito para integrantes de Escolas de Samba

Integrantes de dez escolas de samba do Grupo Especial e Série A do Rio de Janeiro terão o transporte de ida e volta para os desfiles do Carnaval 2014 garantidos pela SuperVia. A concessionária, que tem estações próximas às quadras das escolas, firmou parceria com Mangueira, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Mocidade, Inocentes de Belford Roxo, Império Serrano, Caprichosos de Pilares, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel e Unidos do Jacarezinho para viabilizar o deslocamento dos componentes durante os dias de desfiles na Sapucaí.

“Ano passado conduzimos seis escolas para a Marquês de Sapucaí e, este ano, ampliamos o transporte gratuito para dez agremiações. Com esta parceria, nos tornamos a transportadora oficial do Carnaval, resgatando a ligação histórica entre o trem e o samba, com a formação de muitas comunidades e escolas próximo à ferrovia e nossas estações. Além dessa iniciativa, funcionaremos durante as madrugadas, reforçando o compromisso com o passageiro que utiliza nosso sistema também para ter seus momentos de lazer”, enfatiza o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha.

Serão mais de 20 mil bilhetes distribuídos aos integrantes das escolas para a ida e volta dos desfiles. Os trens deixarão as estações de origem das escolas e transportarão todos os integrantes, cerca de 10 mil, até a estação Central do Brasil, onde será feito o desembarque.

Mais de 90 mil lugares adicionais durante a madrugada

Durante os cinco dias de Carnaval, a SuperVia disponibilizará trens extras para atender aos foliões que forem curtir os blocos do Centro do Rio ou assistir aos desfiles das Escolas de Samba na Sapucaí.

Na manhã de sábado, os passageiros dos ramais Santa Cruz e Japeri que forem aproveitar o primeiro dia de folia no bloco Cordão da Bola Preta, no Centro do Rio, contarão com viagens extras para a estação Central do Brasil. Quem embarcar na estação Santa Cruz contará com partidas às 7h53, 8h23 e 8h43. Já os passageiros da estação Japeri terão viagens às 7h38 e às 7h59.

Os passageiros que forem à Sapucaí para assistir aos desfiles das Escolas de Samba poderão contar com os trens na volta para casa. De sábado, 1, até terça-feira, 4, serão 47 viagens adicionais durante a madrugada, com partidas da estação Central do Brasil a cada duas horas para os ramais Japeri, Santa Cruz e Saracuruna.

Na quarta-feira de cinzas, 5, todos os ramais irão operar com intervalos de 30 minutos até às 10h. Após este horário a circulação ocorre conforme a grade regular de dias úteis: ramal Deodoro – intervalo de dez minutos; ramal Santa Cruz – intervalos entre oito e 15 minutos; ramal Japeri – intervalo de oito minutos; ramal Belford Roxo – intervalo de 15 minutos; e ramal Saracuruna – intervalo entre dez e 30 minutos.

Metrô e trens terão tarifa social

Rio – A tarifa social, que já é oferecida nas barcas, passará a valer também para trens e metrô. O benefício para os usuários de Bilhete Único, proposto pelo governo do estado, foi aprovado nesta quarta-feira pela Assembleia Legislativa em discussão única. Hoje, com a tarifa social das barcas, quem tem bilhete único paga R$ 3,10, e não os R$ 4,50 cobrados de quem compra a passagem em dinheiro. O mesmo sistema será adotado agora nos outros dois modais, e o governo subsidiará a diferença.

Na votação de ontem, 14 das 81 emendas ao texto original foram aprovadas. Entre elas, estão a que determina que a Agência Reguladora de Transportes (Agetransp) contrate uma empresa independente para auditar as tarifas em 180 dias. Também foi aprovada a emenda que garante o benefício de pagar a tarifa social no trem mesmo a quem não tiver realizado a integração intermunicipal. Ficou estabelecido ainda que os idosos poderão entrar nos modais com o documento de identidade.

O acordo para aprovação das emendas aconteceu na reunião do Colégio de Líderes, pela manhã, em que esteve presente o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner. Segundo o líder do Governo, deputado André Corrêa (PSD), esse projeto evita que haja aumento das passagens.

— O papel do estado é justamente subsidiar para aqueles que não podem pagar. Estamos autorizando o Governo a fazer o subsídio, e não a demagogia. As tarifas de ônibus, o bilhete único já são auditados pela Fundação Coppetec — disse.

As tarifas do metrô e dos trens serão reajustadas este ano, com base em percentuais a serem decididos pela Agetransp, embora o governo do estado tenha anunciado anteriormente que as passagens permaneceriam congeladas em 2014. Com a aprovação da tarifa social, é provável, segundo o deputado Luiz Paulo (PSDB), que os usuários do Bilhete Único continuem pagando o preço atual, e os demais a tarifa com reajuste, que ele estima que fique em torno de 6%.

— Esse subsídio não contempla todos. Só quem tem Bilhete Único e faz duas viagens. Quem faz três vai pagar a tarifa cheia, no último percurso. Quem não tem o Bilhete Único, também — critica.

Fonte: Jornal Extra, 27/02/2014

 

ANTT limita participação de empresas na Norte-Sul

O governo decidiu impor regras duras e restrições para quem estiver interessado em assumir a gestão e manutenção da ferrovia Norte-Sul, no trecho de 1,5 mil km de extensão que liga as cidades de Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Trata-se do primeiro trecho ferroviário que, na prática, testará o novo modelo de concessão desenhado para o setor, já que boa traçado do traçado já foi concluído pela Valec.

Pelas regras apresentadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estão impedidas de participar do leilão as atuais concessionárias de ferrovias que operam no país, uma decisão que afeta diretamente empresas como ALL, FCA, FTC, MRS, Transnordestina e Vale, donas de trechos de concessões feitas na década de 1990 e que estão em vigor. Para essas empresas, segundo a ANTT, só resta uma brecha de participação no leilão, caso seus acionistas decidam criar uma nova companhia, completamente dissociadas das atuais que atuam nas concessões.

A agência também decidiu aplicar fortes exigências atreladas a conteúdo nacional, com cotas obrigatórias para aquisição e contratação de equipamentos, sistemas e até profissionais. Qualquer tipo de equipamento que vier a ser utilizado para garantir a operação da ferrovia – como placas de apoio, talas de junção, grampos de fixação e bloqueios da malha – terá a cota mínima de 75% de nacionalização. Sobre os sistemas operacionais (software) usados no gerenciamento da malha, a faixa obrigatória é de 30% para produtos desenvolvidos no Brasil. No quesito mão de obra, a minuta de edital exige que pelo menos 50% dos funcionários da concessionária (como engenheiros e operadores de trens) sejam brasileiros ou naturalizados.

A proteção ao mercado nacional também passa pela aquisição de trilhos, que deve respeitar o volume de pelo menos 75% de material feito no Brasil. Essa regra, entanto, só passa a valer se houver ao menos um fabricante nacional de trilhos com capacidade suficiente para atender a demanda. Hoje, nenhuma siderúrgica produz trilhos no Brasil.

A lista de imposições também determina que a concessionária deverá instalar ao menos 36 estruturas de fibras ópticas, em dutos subterrâneos, ao longo dos 1,5 mil km da ferrovia. Mais que instalação, a empresa terá de se responsabilizar pelo bom estado de uso dessa malha, respondendo pela manutenção e eventuais reposições de material e equipamentos em caso de falhas, durante toda a concessão de 35 anos. Os serviços oferecidos a partir dessa estrutura, no entanto, não ficarão com o concessionária. A regra estabelece que a empresa terá de assinar um termo de doação de toda a estrutura de fibra para a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal vinculada ao Ministério dos Transportes. A partir dessa doação, a EPL ficará livre para fazer o que quiser com a fibra: distribuir gratuitamente, vender, alugar, etc.

O modelo de negócios da concessão proposta pelo governo é conhecido como open access. Em vez de conceder a malha para um único operador, como ocorreu na década de 90, o governo decidiu adotar a estratégia de acesso aberto, no qual a estatal Valec vai contratar a empresa que é alvo deste leilão, para fazer a operação e manutenção da ferrovia. A partir daí, a Valec comprará desta empresa 100% da capacidade de transporte da malha, para então oferecer essa capacidade a qualquer companhia interessada em transportes suas cargas.

Em um aceno de que a operação permitirá outras fontes de renda ao concessionário – além da disponibilidade de capacidade de transporte da malha -, a ANTT estabeleceu que a empresa poderá buscar receitas extraordinárias. Para isso, no entanto, vai precisar de muita criatividade.

Pelas regras, o concessionário não poderá atuar diretamente na operação e manutenção de trens de cargas ou passageiros que passem pela malha, ou seja, restringindo sua atuação à oferta dos trilhos e sua operação. A empresa, segundo a minuta de edital, também não poderá atuar em operações de armazenagem, estadia e outras atividades relacionadas à exploração de polos e terminais logísticos instalados ao longo do trecho.

A concessionária que assumir o trecho terá a missão de implantar os sistemas de sinalização, comunicação e energia, além de operar a ferrovia pelo prazo de 35 anos, sendo prorrogáveis uma única vez, pelo mesmo período.

A proposta da ANTT ainda pode ser modificada. Nesta semana, a minuta do edital da Norte-Sul é tema de audiências públicas em Palmas (TO), Fernandópolis (SP) e Anápolis (GO). O objetivo é colher sugestões, críticas e eliminar dúvidas, material que apoiará o edital definitivo da malha.

O Valor apurou que, na ANTT, há disposição de flexibilizar as regras quanto à participação no leilão das atuais concessionárias de ferrovias, caso haja manifestação de interesse. Seria necessário, no entanto, levar em consideração uma restrição que consta nos contratos dessas empresas, assinados na década de 1990. Segundo um técnico da agência, termos desses contratos estabelecem que essas empresas só tinham permissão de atuar, exclusivamente, naqueles trechos concedidos, sem permissão para entrar em outras operações.

Dos 1,5 mil km do traçado que irá à leilão, cerca de metade está em fase de conclusão pela Valec, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis, em Goiás. Há duas semanas, esse trecho foi alvo de testes pela estatal, que informou não ter encontrado problemas no transportes de cargas. A outra metade do traçado, que liga Anápolis até Estrela D’Oeste, em São Paulo, tem cerca de 60% de suas obras concluídas em segundo o governo, será entregue até dezembro deste ano.

O prazo de conclusão, no entanto, pode atrasar mais uma vez, porque os trilhos adquiridos pela Valec para conclusão da Norte-Sul tem previsão de chegar aos canteiros de obra somente em meados de junho.
Para ANTF, modelo é ‘extremista’ e ignora colaboração de concessionárias

As regras apresentadas pelo governo para a concessão da ferrovia Norte-Sul são criticadas pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as atuais concessionárias do setor. Muitas das exigências, diz Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF, simplesmente não têm nenhuma razão técnica para existir e demonstram que o governo ignorou a experiência e relevância das atuais empresas do setor.

Esse tipo de situação é de um extremismo tão grande, que não tem sentido. O que vemos claramente é os vagões são colocados na frente das locomotivas, diz Vilaça. Questionado sobre a restrição de participação no leilão para as atuais concessionárias, Vilaça recorre à tentativa feita pelo governo no ano passado, durante as concessões dos aeroportos de Confins e Galeão, quando tentou barrar a entrada de concessionárias que já tinham vencido leilões nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Pressionado pelas empresas e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o governo acabou recuando e permitiu a participação das empresas.

O governo falhou conosco, ao estabelecer um modelo de novas concessões sem sequer ouvir seus atuais usuários. Nós poderíamos ter sido um agente facilitador de busca de novos investidores, poderíamos ajudar, mas infelizmente não fizemos parte do projeto de expansão da malha, afirma Vilaça.

Apesar de o governo anunciar que pretende iniciar a operação do novo trecho da ferrovia Norte-Sul já no próximo semestre, Vilaça afirma que ainda há questões em aberto, principalmente sobre como o novo modelo de concessão – com vários agentes transportando carga sobre os trilhos – vai conviver com o antigo – onde apenas uma empresa atua naquele traçado.

Ainda existem sérias dúvidas sobre a operação dos dois modelos. Até agora, cerca de 70% dos esclarecimentos foram feitos, mas ainda há pontos em aberto e questões operacionais que não foram bem definidas com a atuação da Valec, afirma Vilaça.

Atualmente, a mineradora Vale atua no trecho da ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Palmas e Açailândia. O novo concessionário, portanto, depende de autorização da companhia para utilizar esse traçado, se for necessário. Faltou abertura para colaboração. Vejo a situação atual como um descrédito do governo para com as atuais concessionárias.

Fonte: Valor Econômico, 27/02/2014

Demanda do MetrôRio aumenta em 70 mil passageiros

As mudanças no trânsito no Centro do Rio fizeram a demanda do metrô subir, em média, em 70 mil passageiros a mais por dia, segundo a Metrô Rio. A concessionária diz que ainda estuda formas para dar mais conforto aos usuários. Se nos horários de pico os passageiros encontravam os trens lotados, agora enfrentam ainda mais aperto.

O RJTV acompanhou a saga dos usuários do metrô no começo da manhã. Na Estação Central do Brasil, as plataformas estavam lotadas e os trens já chegavam também lotados. Quem precisava desembarcar, passava sufoco. Quem conseguia embarcar, seguia espremido no vagão. Agentes da estação chegaram a ter de ajudar no fechamento das portas, tamanha a lotação.

O Metrô Rio disse que aumentou a oferta em 40 mil lugares e que está preparado para o aumento no número de passageiros. Porém, reconheceu a necessidade de tomar medidas para melhorar o atendimento, principalmente no corredor Central-Botafogo, considerado o mais problemático. Tais medidas só deverão ser tomadas no final de março, depois da análise de estudos que serão feitos pela concessionária.

A frota do Metrô Rio tem, atualmente, 49 trens. Foram encomendados 15 novos, que só devem entrar em circulação em 2016, quando começa a operação da linha quatro – que vai ligar a Barra da Tijuca a Ipanema. O diretor de engenharia da concessionária, Joubert Flores diz que não basta apenas colocar mais trens em circulação. Ele afirma que o objetivo é reduzir o intervalo dos trens nos horários de pico, que é de dois minutos e quarenta segundos atualmente.

Fonte: G1, 26/02/2014

X Seminário Nacional Metroferroviário

Em 12 e 13 de março, no Rio de Janeiro, a ANTP promove o “X Seminário Nacional Metroferroviário”. Confira a programação preliminar:

12 e 13 de março de 2014 – Rio de Janeiro/RJ

PROGRAMA PRELIMINAR

12/03/2014 – Quarta-Feira

08h00 Credenciamento

09h00 Solenidade de Abertura

09h30
Mesa 1 – Como estão os Sistemas Metroferroviários para a Copa?

Expositores Representantes:
. São Paulo
. Recife
. Distrito Federal
. Salvador

10h45

Intervalo para o Café

11h15

Mesa 2 – Como estão os Sistemas Metroferroviários para a Copa?

Expositores Representantes:
. Rio de Janeiro
. Porto Alegre
. Fortaleza
. Belo Horizonte
. Cuiabá

12h45 Intervalo para Almoço

14h00

Mesa 3 – Política Tarifária

Expositores
15h30 Intervalo para o Café
16h00 Mesa 4 – Parceria Público Privada – PPP
Expositores

18h00 Encerramento

13/03/2014 – Quinta-Feira

09h30 Mesa 5 – Projeto Porto do Rio de Janeiro: Transporte e Renovação Urbana

10h45 Intervalo para o café

11h15 Mesa 6 – Sistemas Metroferroviários – Interação Urbana e Relação com as
Cidades

12h30 Intervalo para Almoço

14h00 Mesa 7 – Modos de Transporte sobre Trilhos

Expositores.
Monotrilho
. Veículo Leve sobre Trilhos – VLT

15h30 Intervalo para o café

16h00 Mesa 8 – Evolução do Padrão de Qualidade nos Sistemas Metropolitanos de
Trens

Expositores
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM
Supervia

18h00 Encerramento

Saiba mais em

www.antp.org.br

Data: 12/03/2014 a 13/03/2014
Local: Rio de Janeiro – RJ

Borges desiste de disputar na BA e fica nos Transportes

O ministro dos Transportes, César Borges (PR), pretende ficar no cargo até o fim da gestão da presidente Dilma Rousseff e não vai deixar o cargo para disputar as eleições. “Conversei com ele há 15 dias e ele está decidido a ficar no governo”, afirmou ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o deputado federal José Rocha, presidente do PR na Bahia.

O comunicado ao partido acaba com as especulações, antes estimuladas pelo próprio Borges, de que ele poderia deixar a pasta para concorrer ao governo da Bahia, cargo que já ocupou de 1999 a 2002 pelo antigo PFL. Há duas semanas, o PR declarou apoio formal ao candidato do governador Jaques Wagner (PT), o secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), para a sucessão do Palácio de Ondina.

Nas contas de Borges para ficar no cargo está a boa avaliação do Palácio do Planalto e de empresários sobre sua gestão, principalmente depois das conturbadas administrações do senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que deixou o cargo atingido por suspeitas de irregularidades e desvios de recurso, e de Paulo Passos, técnico efetivado pela presidente no cargo, mas que, a despeito de ser filiado ao PR, não tinha apoio do partido.

Nos bastidores, integrantes da cúpula do governo dizem que o ministro é o tipo de indicação política que os partidos deviam dar. O leilão da BR-163, em Mato Grosso, é sempre citado pela presidente Dilma Rousseff como exemplo de sucesso no modelo de concessões, por ter terminado com deságio de 52,03% no pedágio, que será de R$ 2,633 a cada 100 km. E deve ser usado pelo PT para se contrapor às privatizações feitas pelo PSDB em São Paulo, em que o preço dos pedágios é alvo de críticas dos usuários.

Ao permanecer no cargo, Borges e o PR nutrem a expectativa de que o ministro seja mantido em um eventual segundo governo Dilma. Assim, o partido manteria controle sobre a pasta, uma das mais cobiçadas da Esplanada, independentemente do tamanho da bancada eleita para a Câmara e Senado – dos quatro senadores, Alfredo Nascimento desistiu da reeleição e outro é suplente.

O ministro também teria pouco espaço para disputar a eleição pela Bahia. A chapa do PT já está montada, com o vice-governador Oto Alencar (PSD) para o Senado e PSD e PDT disputando a vice de Rui Costa. Sobraria a Borges, que em 2010 perdeu a eleição para senador, a candidatura a deputado federal.

Fonte: Valor Econômico, 26/02/2014

Concessionárias serão obrigadas a devolver bilhetes de passageiros

RIO – A partir de agora, em casos de interrupção da circulação dos trens e Metrô, os passageiros vão receber como compensação bilhetes que serão aceitos em outros meios de transporte como ônibus. O bilhete Siga Viagem será confeccionado pelas concessionárias no prazo de 60 dias. Já nesta quarta-feira, a SuperVia terá um bilhete provisório. Também terão que ser instaladas placas nas estações para orientar os usuários sobre os números de linhas de ônibus que eles poderão usar. As medidas fazem parte do plano de contingência integrado para concessionárias do transporte público do Rio de Janeiro, que foi apresentado à Agetransp, nesta terça-feira, pelas empresas.

A elaboração de um planejamento integrado havia sido solicitada pela Agetranp depois da manhã de caos nos transportes do Rio provocado pelo descarrilamento de um trem da Supervia no dia 22 de janeiro, quando ficou evidente a falta de um plano de contingência. As concessionárias tiveram prazo de 30 dias para apresentá-lo à agência. Na época ficou acertado que aconteceriam reuniões semanais.

Naquela manhã, debaixo de um sol escaldantes, cerca de 600 mil usuários da Supervia ficaram a pé e tiveram que buscar outro meio de transportes. O metrô aumentou o número de composições em circulação e diminuiu intervalo, mas houve problemas. A Secretaria municipal de Transportes criou linhas de ônibus, mas não foi o suficiente para atender à demanda. Somente depois de 13 horas de transtornos, o sistema foi restabelecido.

A Agetransp disse, na época do acidente, que a ideia do plano era permitir uma operação integrada, reduzindo os impactos provocados por incidentes e preservando a mobilidade e a segurança dos usuários.

Na manhã do dia 17 de fevereiro de 2009, o Rio já sentiu a falta de um plano de contingência. Um caminhão da Comlurb tombou na primeira galeria do Túnel Rebouças, sentido Centro. A retirada do veículo levou três horas, parando a Zona Sul. Com o eixo quebrado, o caminhão precisou ser arrastado antes de ser desvirado. O reboque que fazia a operação não suportou o peso, e outros dois tiveram de ser acionados. O caos provocado no trânsito levou a prefeitura a anunciar um plano de contingência para o Rebouças.

Em agosto de 2011, este foi usado após um carro que pegava fogo na primeira galeria sentido Zona Sul. Todas as faixas de tráfego na direção da Lagoa foram interditadas por 20 minutos para a retirada do veículo. Mas houve retenções, que se estenderam por Linha Vermelha e Avenida Brasil, entre outras vias. A Secretaria de Transportes autorizou, em 2003, a circulação a qualquer hora de caminhões da Comlurb. Em 2008, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tomou decisão semelhante para todo o país.

Fonte: Jornal O Globo, 25/02/2014