21/07/2014 – Fundação REFER recebe Diretoria da AENFER

A diretoria da AENFER, representada por seu presidente, Luiz Euler Carvalho de Mello, pelo diretor de Acompanhamento Judicial, Celso Paulo, o diretor Financeiro, Aldo Paschoal Gama Signorelli e a diretora Técnica, Maria das Flores de Jesus Ferreira, foram recebidos pelo diretor Financeiro da REFER, Carlos de Lima Moulin, e se reuniram com a chefia de gabinete e gerência jurídica da Fundação, quando obtiveram informações sobre a dívida da União com a REFER.

         Na oportunidade, foram detalhados, pela gerência jurídica, informações do contrato celebrado com o escritório de advocacia de Brasília para acompanhamento jurídico e administrativo da dívida.

         Da mesma forma, foram fornecidas informações sobre a solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) junto a REFER para adiamento da execução judicial de pagamento da dívida da união, para setembro deste ano, referente à Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Por: Carolina Linhares – Comunicação Institucional (GABIN)

 

Governo do RJ confirma aquisição de VLT de Macaé

O Governo do Estado confirmou nesta terça-feira (29) com a Prefeitura de Macaé, no interior do Rio, a cessão das quatro composições do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) e que essas composições vão reforçar, até o final deste ano, o trecho Saracuruna-Magé, do ramal Guapimirim. As quatro composições foram adquiridas em 2009 e nunca rodaram em Macaé.

Os vagões custaram aos cofres públicos R$ 25 milhões na época. O novo sistema de transporte público que era previsto para ser inaugurado em 2012, no entanto, emperrou e nunca funcionou. O projeto que se tornou “inviável tecnicamente” para Macaé, será o mesmo reaproveitado no trecho de Saracuruna-Magé, do ramal Guapimirim.

A cessão das composições foi sancionada pelo prefeito Dr. Aluízio Junior depois que a Câmara de Vereadoes da cidade aprovou o projeto em sessão. Com isso, a Prefeitura receberá parte do valor investido para construção do Arco Viário de Santa Tereza. Segundo a Prefeitura, as composições têm capacidade para 350 passageiros e são movidas à diesel, o que também teria inviabilizado sustentavelmente o projeto.

 Fonte: G1 Rio, 29/07/2014

Programa de ferrovias começa a superar indefinições

Considerado a primeira política pública estruturada para o setor ferroviário, o Programa de Investimentos em Logística (PIL) começa a superar indefinições e incertezas para poder deslanchar suas primeiras concessões neste segundo semestre, avaliam empresários e representantes governamentais.

Os trechos de Lucas do Rio Verde (MT)-Campinorte (TO) e Açailândia-Vila do Conde (PA), no total de 2,6 mil km, tidos como prioritários por ser importantes vias de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, já estão com estudos adiantados, aguardando publicação de edital nos próximos meses. O valor do investimento é de R$ 4,7 bilhões, com prazo de cinco anos para início de operação. Outros seis trechos, de 7,4 mil km, esperam manifestação dos interessados para elaboração de estudos de engenharia e preparação dos editais de concessão.

“Acho até que o setor empresarial demorou a compreender o modelo de concessões do PIL. Mas, depois de diálogo do governo federal com a iniciativa privada, houve algumas mudanças importantes como a taxa de retorno do investimento privado e um modelo de negócio mais estruturado para as ferrovias”, destaca Gustavo Bambini, presidente executivo da Associação Nacional de Transporte Ferroviário (ANTF).

“Eu sou otimista”, ressalta o executivo. “Agora com esse interesse de investidores chineses (China Railway Construction Corporation) de se associarem a uma construtora brasileira (Camargo Corrêa) e também do interesse da estatal russa (Russian Railways International) de se unir à brasileira Progen para criar uma empresa visando explorar futuras concessões de ferrovias, acho que esse programa vai se acelerar a partir do segundo semestre”, diz Bambini. “Há movimentações importantes do setor empresarial no sentido de se articular para participar do modelo atual de concessões”, afirma.

A experiência bem-sucedida do setor privado na administração de ferrovias brasileiras, a partir de 1997, na primeira fase de concessões, justifica o empenho e o apoio do empresariado ao novo modelo, que prevê investimentos de R$ 99,6 bilhões na construção e melhoria de 11 mil km de linhas férreas, de acordo com estudos da ANTF. Ao longo dos últimos 17 anos, as concessionárias brasileiras investiram mais de R$ 38 bilhões em novas tecnologias, capacitação profissional, compra e reforma de locomotivas e vagões, melhoria das operações ferroviárias e recuperação da malha.

Uma única concessionária, a América Latina Logística (ALL), investiu mais de R$ 12 bilhões em recuperação, melhorias e ampliação da malha ferroviária desde o início das concessões, em 1997. Os números da ANTF mostram que os investimentos tiveram resultado positivos: 94% de aumento na movimentação de cargas; 119% de crescimento da produção ferroviária; 173% de aumento na quantidade de empregados e 77% de redução no número de acidentes.

Atualmente, o sistema ferroviário brasileiro totaliza 30.051 km de extensão e é composto por 12 malhas concedidas, sendo 11 à iniciativa privada. O governo federal, através de investimentos diretos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), realiza obras em duas importantes ferrovias: a Norte-Sul (FNS), e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Com 1.527 km de extensão, a Fiol estabelecerá comunicação entre Ilhéus, Caetité e Barreiras, cruzando o Estado da Bahia até chegar a Figueirópolis, no Tocantins, ponto de sua interligação com a FNS. Terá capacidade para transportar 40 milhões de toneladas ao ano. O trecho que está em obras tem 1.027 km, entre Ilhéus e Barreiras, com investimento de R$ 6 bilhões. Mas só fica pronto em 2016.

Fonte: Valor Econômico, 30/07/2014

Sinal verde para os regionais

Após o sucateamento quase completo da malha nacional e dos escassos investimentos em infraestrutura nas últimas décadas, a indústria ferroviária brasileira aposta nos trens regionais para impulsionar o desenvolvimento do setor de transportes sobre trilhos no País. Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), com o adiamento do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV ou trem-bala) – que prevê ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Campinas (SP) –, o desafio da integração nacional pelas ferrovias pode ser vencido de forma rápida e econômica com a implantação de linhas regionais, o que permitiria, ainda, aumentar a capacidade do transporte de carga. A expectativa da Abifer é de que o setor movimente anualmente cerca de R$ 70 bilhões entre os próximos cinco e dez anos.

Dois exemplos destes sistemas regionais são os projetos da Contrail, voltado ao setor de logística, e do Trem Intercidades, destinado ao transporte de passageiros – ambos previstos para entrar em operação nos próximos anos, em São Paulo, e financiados por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Contrail: sinergia sobre trilhos e asfalto
A Operadora de Transporte Multimodal de Contêineres S.A., a Contrail, foi estabelecida em 2010, resultante da parceria entre a Estação da Luz Participações (EDLP) e a MRS Logística, com o objetivo de oferecer o conceito “porta a porto” em operações de transporte, por meio da combinação dos modais ferroviário e rodoviário, terminais estrategicamente localizados (CFCCs) e tecnologia da informação.

Juntas, a EDLP, que atua no segmento de assessoria logística e transporte no Brasil, e a MRS, uma das maiores operadoras ferroviárias do País, desenvolveram um modelo de negócio que transforma o transporte de contêineres que passam pelo Porto de Santos, transpondo de forma eficiente e sustentável a Serra do Mar, barreira natural com cerca de 800 m de altitude,localizada entre a Baixada Santista e o Planalto Paulista.

O conceito logístico da Contrail se baseia na utilização dos Centros Ferroviários de Consolidação de Carga (CFCCs), os quais permitem agrupar no mesmo trem contêineres de diversos tipos e tamanhos, para produtos e clientes distintos. Os CFCCs serão instalados em pontos estratégicos ao longo da linha férrea, formando uma extensa rede de captação e distribuição de produtos em São Paulo, o que, segundo a empresa, resulta em ganhos de escala e de capilaridade. A implementação completa da Contrail deve ser concluída no prazo de cinco anos, com um total de R$ 600 milhões em investimentos neste período.

A operação do sistema também prevê a construção do primeiro hub intermodal do Brasil, o Terminal Intermodal Porto de Santos (TIPS), localizado junto ao maior pátio ferroviário da Baixada Santista e próximo dos terminais marítimos das margens esquerda (Guarujá) e direita (Santos) do porto. Com 300 mil m² de área e capacidade para movimentar até 1,2 milhão de TEUs por ano, será o maior e o mais moderno terminal intermodal do Brasil, de acordo com a operadora.

A sigla TEU vem do inglês Twenty-foot Equivalent Unit, que em português significa Unidade Equivalente a Vinte Pés. O hub possibilitará o gerenciamento da movimentação de contêineres entre os CFCCs e os terminais marítimos. Em suas instalações, o TIPS será dividido em áreas para armazém geral, depot, e para as operações de estufagem, desova, cross docking, pré-stacking, transbordo e de transporte.

Associada à produtividade de movimentação gerada pelo TIPS, o modelo da Contrail introduz no Brasil o uso de vagões do tipo double stack, que permite o empilhamento de até dois contêineres de altura, possibilitando o carregamento de até quatro TEUs.

Para tanto, a AmstedMaxion, fabricante no segmento ferroviário instalada no interior paulista, está utilizando a tecnologia da americana Greenbrier no desenvolvimento do protótipo do vagão PentAMax, composto por cinco vagões double-stack articulados, desenhado para transportar contêineres empilhados no padrão ISO de 20 e 40 pés, com a bitola de 1,60 m. Carregados, os vagões terão a altura total de seis metros em relação ao nível dos trilhos. Por isso, contam com estrutura e componentes especiais para garantir sua estabilidade. O PentAMax dispõe de seis truques com suspensões especialmente desenvolvidas por meio de simulações computadorizadas dinâmicas e contínuas, além de elementos estabilizadores laterais de contato constante e rodeiros com adaptadores radiais. O sistema de choque e tração terá atuação diferenciada para vagão vazio e carregado e os freios serão montados diretamente nos truques, aumentando significativamente sua eficiência e segurança em serviço.

Conforme as previsões da operadora multimodal, com a utilização dos vagões com dupla capacidade, o “Trem Tipo” da MRS/Contrail, com 800 m de comprimento, terá um incremento de até 150% no volume transportado, podendo carregar até 200 TEUs. Além disso, segundo a Contrail, um estudo realizado nas principais ferrovias americanas constatou que o transporte de contêineres feito por vagão double stack emite 1/5 de carbono se comparado ao sistema rodoviário.

No ano passado, a MRS Logística comprou sete locomotivas da fabricante suíça Stadler para operar no trecho da Serra do Mar, por meio do sistema de cremalheira. Cada máquina tem cerca 18 m e o motor produzido pela Traktionssysteme Áustria gera a potência de 5.000 kW (6.800 cv) e força de tração de 700 kN (71.400 kgf). Conforme a MRS, as novas locomotivas são as mais potentes já construídas no mundo, sendo 50% mais eficientes do que as utilizadas anteriormente, fabricadas pela Hitachi na década de 1970. Com elas, a operadora pretende aumentar sua capacidade anual de 7 milhões de toneladas úteis para até 28 milhões de toneladas/ano, por sentido.

Trem Intercidades: a macrointegração

Também chamado de Trem Expresso Metropolitano (TEM) pelo governo de São Paulo, o projeto do Trem Intercidades (TIC) consiste de uma malha ferroviária de 431 km que ligará diversos municípios por meio de composições com velocidade média de 120 km/h, e que podem alcançar a máxima de 160 km/h. A proposta é conectar as quatro áreas metropolitanas do Estado incluídas na Macrometrópole Paulista, com as regiões de São Paulo, Campinas, Santos e Vale do Paraíba, na qual se localizam 153 cidades e uma concentração de 30 milhões de habitantes. Segundo os dados oficiais, essa macrometrópole gera 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e reúne 72% da população e 80% de toda a riqueza gerada no Estado.

A ideia é utilizar as áreas de ferrovias já existentes no eixo norte-sul, interligando Americana até Santos, e no eixo leste-oeste, entre Sorocaba e Taubaté. As duas linhas se cruzam na cidade de São Paulo, onde o sistema também tem a previsão de se conectar à futura linha do TAV. De acordo com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o projeto funcional do primeiro trecho do Trem Intercidades está pronto e as obras devem começar até o final de 2014. Pelo cronograma do governo, o percurso inicial de 25,4 quilômetros, que vai interligar o ABC, deve entrar em operação em 2016. A extensão até Campinas, com 90 quilômetros, tem a construção programada para começar em 2015 e entrega em 2018. As outras linhas devem ser iniciadas em seguida, com prazo final de conclusão previsto para 2020.

O orçamento para interligar a Macrometrópole Paulista – o maior empreendimento privado em estudo no País – é estimado em R$ 20 bilhões, sendo que R$ 4 bilhões virão de recursos públicos. No final de 2012, o Conselho Gestor de PPPs do Estado de São Paulo aprovou a Manifestação de Interesse Privado (MIP) apresentada pelo consórcio BTG-Pactual/EDLP – que já são sócios na Contrail – para a realização do estudo de viabilidade do sistema de Trens Intercidades. Das 13 empresas autorizadas a fazerem os estudos, o consórcio foi o único a apresentá-los.

O projeto também atraiu o interesse das quatro fabricantes de composições já estabelecidas no País: Bombardier, CAF, Alstom e Siemens. Além delas, a alemã Vossloh e a Malásia Scomi Engineering, recém-instaladas em território nacional, também demonstraram intenções de participar do segmento de trens regionais.

Fonte: Revista Engenharia Automotiva e Aeroespecial (SAE), 28/07/2014

Museu do Trem sobrevive no anonimato, no RJ

Ofuscado pela imensidão do interditado Estádio Engenhão, o barulho do vai e vem de carros na Rua Arquias Cordeiro e, ironia do destino, o ranger dos trilhos da Supervia, o Museu do Trem sobrevive no Engenho de Dentro quase no anonimato. Fundado em 1984, fechado duas décadas depois para a construção do estádio (erguido no terreno do museu) e reaberto no ano passado, o espaço recebe poucos visitantes e tem uma rotina tranquila, como a das máquinas que repousam em seu acervo — mas que outrora já transportaram reis, imperadores e diversas autoridades.

— Temos uma média de 30 a 40 visitantes. O Museu do Trem sempre esteve aqui, mas o que nos falta é divulgação. Precisamos ser incluídos nos principais roteiros turísticos organizados pela prefeitura e Estado. Além de precisarmos de uma reforma, para dar um aspecto melhor ao prédio, pois as pessoas passam por aqui e acham que o museu está abandonado. Outros acham que o museu nem está aberto — afirma Bartolomeu Homem d’El-Rei Pinto, historiador e diretor do museu.

Por exemplo, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista — mesmo maior em tamanho e peso histórico —, recebe uma média de 300 visitantes por dia.

Além de Bartolomeu o local só possui outro funcionário, Flávio Duarte Macedo, que ajuda na manutenção. O diretor é o responsável pelas visitas guiadas. A entrada é gratuita e o horário de funcionamento vai das 10h às 16h, de segunda a sexta (exceto feriado).

Hoje com o nome oficial de Casa do Patrimônio Ferroviário do Rio de Janeiro, o Museu do Trem passou a ser administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional, o Iphan, após a extinção da Rede Ferroviária Federal S.A., em 2007.

— Nasci em Ilhéus, litoral sul da Bahia, e em frente à minha casa sempre passava uma “Maria-Fumaça”, pela qual eu era apaixonado. Trabalho no Iphan há 30 anos. Assim que o museu passou a ser administrado pelo orgão comecei a lutar para reabri-lo — conta Bartolomeu.

ACERVO INCLUI CARROS E OBJETOS

Um exemplo da importância do acervo do Museu do Trem é o fato de a primeira locomotiva que circulou no Brasil, em abril de 1854, estar no galpão do Engenho de Dentro. Trata-se da Baroneza (grafada com “z”, de acordo com a época). O nome foi dado em homenagem à Maria Joaquina Machado de Souza, esposa do Barão de Mauá, o responsável pela construção da primeira estrada de ferro do Brasil. Outra relíquia do século 19 é o carro imperial.

— Ele era utilizado pelo imperador Dom Pedro II para ir à residência de verão em Petrópolis. Foi fabricado na Bélgica, em 1886, já no fim do governo do monarca (destituído do poder três anos depois com a proclamação da república). No nosso acervo, também há um carro usado pelo Rei Alberto, da Bélgica, em sua visita ao Brasil, na década de 1920, quando ele foi a Minas Gerais inspecionar extração de ouro — explica Bartolomeu d’El-Rei.

O vagão utilizado pelo presidente Getúlio Vargas é outro destaque do museu, que não fica apenas nos trens, mas apresenta vários objetos ligados à história ferroviária.

— Todo o nosso acervo é original. Exibimos faróis de locomotivas, relógios de estações, equipamentos mecânicos para trens e para a construção das ferrovias — diz o diretor.

Fonte: O Globo, 25/07/2014  

RJ vai abrir licitação para expansão de três linhas do metrô

O governo do Rio de Janeiro vai licitar no mês de setembro os projetos básicos de três novas linhas de metrô: Estácio-Carioca-Praça XV; Uruguai-Engenhão e Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio. A estimativa é que os novos trechos beneficiem 912 mil passageiros por dia.

A ampliação da rede metroviária vai atender também os moradores da Baixada Fluminense. Um grupo de trabalho composto por especialistas da Rio Trilhos foi criado para desenvolver estudos que visam à linha Pavuna-Baixada Fluminense. A resolução foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (24).

Características das linhas

A Linha Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio terá 14 estações e percorrerá 16,9 quilômetros de extensão. A estimativa é de que 302 mil passageiros circulem no trecho por dia. A Linha Uruguai-Engenhão receberá seis estações em um trecho de 8,9 quilômetros. A previsão de demanda é de 160 mil passageiros por dia.

A Linha Estácio-Carioca-Praça XV terá três estações e percorá um trecho de 3,7 quilômetros. A demanda estimada é de 450 mil passageiros por dia.

Fonte: G1 Rio, 28/07/2014  

ANTT tenta encerrar disputa para uso da Transnordestina

Se já estava difícil tirar do papel a ferrovia Transnordestina, devido aos problemas técnicos e financeiros do projeto, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), dona da obra, enfrenta agora disputas de preços para transporte de carga que ocorrerá só quando a estrada de ferro estiver operando. Um conflito entre a TLSA, subsidiária da CSN, e a Bemisa, mineradora controlada pelo grupo Opportunity, acabou submetido a um processo de arbitragem pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que teve de impor as tarifas que serão praticadas no transporte do minério.

Primeira cliente da Transnordestina, com memorando de entendimentos firmado em 2011, a Bemisa é detentora de importantes jazidas minerais no Nordeste, sobretudo no Piauí. Um projeto batizado de Planalto Piauí prevê a produção anual de 15 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de 2017, mas depende da ferrovia para se viabilizar.

Conforme apurou o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, as empresas vinham negociando o transporte por um modelo conhecido como de “serviço exclusivo”, pelo qual a mineradora providencia os trens (compra ou aluga), carrega os composições e entrega tudo à concessionária, que assume a responsabilidade pelo licenciamento (liberar partidas e paradas), abastecimento e condução.

Como não houve acordo sobre valores, a ANTT teve de entrar em cena, o que aconteceu há nove meses. O resultado da arbitragem saiu na semana passada, quando a agência reguladora determinou uma tarifa de R$ 30,62 por tonelada métrica de minério para o caso de a Bemisa optar pela modalidade de serviço exclusivo. Se dentro deste pacote a mineradora quiser terceirizar a manutenção dos trens à TLSA, o valor sobe para R$ 33,26.

Entre as possibilidades colocadas pela ANTT há ainda uma terceira, menos provável, que é a contratação integral do serviço de transporte, no qual a concessionária ficaria responsável por toda a movimentação do minério. Para este caso, a ANTT determinou a tarifa de R$ 35,91.

Mas há outra opção. De acordo com a ANTT, a Bemisa também pode optar pelo modelo, ainda inédito no Brasil, de Operador Ferroviário Independente (OFI), pelo qual o usuário compra capacidade ociosa da ferrovia e utiliza os trilhos de forma independente. Tal formato é bem semelhante ao que está previsto no Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal, que no modal ferroviário ainda não deslanchou.

Durante a arbitragem, não foi possível determinar a tarifa no modelo OFI. Isso porque a aquisição de capacidade ociosa da ferrovia não é feita diretamente com a TLSA, mas por intermédio da estatal federal Valec, que ainda não negociou essas bases com a Transnordestina. Pela modalidade OFI, a tarifa final será a soma da capacidade comprada com uma taxa pelo desgaste da ferrovia.

Procuradas, as empresas não se manifestaram. A CSN vem mantendo silêncio sepulcral sobre a ferrovia, se recusando a fornecer qualquer informação. O prazo para recurso à decisão da ANTT é 15 de agosto. A Bemisa tem 90 dias para escolher entre as três opções.

O superintendente da ANTT para transporte ferroviário de cargas, Jean Mafra, disse que se as duas partes ficarem insatisfeitas, é sinal de que a arbitragem foi bem conduzida. “O arbitramento é um instrumento da ANTT para dirimir o conflito. O órgão deseja que não seja necessário, mas, se chegar a este ponto, somos nós que vamos definir a tarifa e isso exige uma imersão nos aspectos técnicos das duas operações”, explicou.

Apesar do impasse, a negociação em torno das tarifas é o menor dos problemas da Transnordestina, cujas obras seguem paralisadas. Revelado no mês passado pelo Valor, um documento interno da CSN aponta diversos problemas, desde orçamentários até de engenharia, que colocam em xeque a execução do projeto. A situação vem preocupando o governo e empresários interessados na ferrovia.

A TLSA vinha negociando com empreiteiros a contratação das obras do trecho cearense da estrada de ferro, mas interrompeu as negociações. Isso, aliado aos demais problemas, alimentou informações de que a CSN estaria interessada em vender o controle da TLSA. Segundo fontes, a própria Bemisa estaria interessada na aquisição, que lhe possibilitaria verticalizar seu negócio. A empresa nega a existência de qualquer tratativa neste sentido.

Criticado pela CSN pela lentidão nos repasses para a obra, o governo federal também está sem muita paciência com a CSN. No último dia 11, o Ministério da Fazenda autorizou um aditivo de R$ 1,2 bilhão no projeto, recurso que será repassado por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal financiador da Transnordestina. A TLSA está em vias de sacar R$ 800 milhões em uma operação com o Banco do Nordeste.

Orçada inicialmente em R$ 4,5 bilhões, a ferrovia está orçada hoje em pouco mais de R$ 7,5 bilhões, mas empreiteiros consultados pela CSN têm dito que o projeto não sai por menos de R$ 11 bilhões. O superintendente da ANTT explica que qualquer reajuste será bancado pela própria TLSA, por meio da venda de capacidade na ferrovia.

Mafra explica que isso está previsto no contrato de concessão assinado somente em janeiro último, mais de oito anos após a obra ser anunciada. Uma fonte no governo explica que antes do contrato a empresa tinha o direito de construir a ferrovia, mas que agora tem a obrigação de entregar os trechos dentro do cronograma acordado. “Agora não podem mais sentar em cima”, disse a fonte.

Fonte: Valor Econômico, 25/07/2014  

Novo trem Vitória-Minas começa a circular em agosto

O novo trem de passageiros da Vale, que faz o trajeto do Espírito Santo a Minas Gerais, vai começar a circular no próximo dia 5 de agosto. Com novo design e mais conforto, os vagões da classe econômica também irão contar com ar-condicionado, assim como a classe executiva. Apesar das modificações, o valor das passagens não foi alterado.

A partir do próximo dia 5, os novos vagões vão contar com monitores de vídeo, sistema de som e iluminação individualizado, além de poltronas mais largas e tomadas elétricas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos. As ferrovias possuem sistemas de controle monitorados 24 horas por dia, garantindo a segurança das viagens. Os trens oferecem facilidades como lanchonete e restaurantes.

Os interessados podem consultar horários e datas das viagens no site da companhia, pelo qual também é possível comprar as passagens.

Fonte: G1 ES, 18/07/2014  

TCU apura superfaturamento em trechos da Norte-Sul

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou mais uma série de irregularidades na ferrovia Norte-Sul. Entre elas, superfaturamento, liquidação suspeita de despesa, fiscalização e supervisão deficiente e projeto de engenharia desatualizado, entre outras.

No Lote 12 da Norte-Sul, entre os municípios de Aguiarnópolis e Palmas, no Estado de Tocantins, foi confirmado um superfaturamento de R$ 37,3 milhões em obras tocadas pela empreiteira SPA Engenharia. O contrato firmado em 2007 tem valor global de R$ 299,6 milhões. Depois de vários aditivos, foi a R$ 372,7 milhões.

Numa primeira avaliação, o TCU já havia apontado superfaturamento de R$ 69,2 milhões. Depois de ouvir os argumentos da SPA, o tribunal revisou os a conta, mas considerou superfaturamento de R$ 37,3 milhões.

Como as obras já foram 100% executadas e o valor total foi pago, o TCU determinou que seja instalado um processo especial de tomada de contas para ressarcir os cofres da Valec, estatal responsável pela obra.

Pendências. Em um segundo processo, o tribunal analisou outros cinco lotes. Neles, também foram identificados superfaturamentos, com pagamento por serviços não executados e preços excessivos frente aos do mercado. O TCU determinou a instauração de processos por lote para quantificar os débitos e identificar os responsáveis.

O Estado procurou a SPA, mas a empresa informou que não tinha porta-voz disponível para comentar o assunto. Por meio de nota, a Valec afirmou que não foi ainda notificada oficialmente pelo TCU e que os apontamentos “dizem respeito aos gestores antigos da Valec”. A estatal também afirmou que as decisões não afetam as obras, “uma vez que já estão concluídas e os trechos, em operação”.

Recentemente, a Valec informou que concluiu um primeiro trecho de 855 km de extensão da Norte-Sul, que liga as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). A operação da malha tem previsão de ser licitada nos próximos meses. Em auditorias realizadas pelo TCU neste traçado, foram identificados erros que elevaram o custo da obra em R$ 430 milhões.

Atualmente, a Norte-Sul só opera no extremo Norte, um traçado de 719 km de extensão que liga Palmas a Açailândia, no Maranhão. A malha é utilizada pela mineradora Vale. Do lado Sul da ferrovia, que vai ligar Anápolis (GO) a Estrela D’Oeste, as empreiteiras aguardam a chegada dos trilhos para tocar as obras.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 19/07/2014  

SuperVia lança aplicativo com informações em tempo real

Desde ontem (21/07), os passageiros da concessionária carioca SuperVia podem baixar em seus celulares um aplicativo que disponibiliza todas as informações sobre o sistema ferroviário administrado pela empresa.

Desenvolvido pela concessionária, o aplicativo permite a geolocalização, que identifica onde o passageiro está e informa qual estação mais próxima. Por meio do aplicativo também será possível acompanhar os intervalos de cada ramal e a operação do Teleférico do Alemão, obter informações complementares sobre o funcionamento de estações, mapa de linhas, transferência de ramais e pontos de integração.

Organizado em oito seções, o sistema apresenta funcionalidades criadas a partir de solicitações e dúvidas mais corriqueiras entre passageiros que se comunicam com a concessionária nos canais digitais já existentes como Twitter e Facebook.

“Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais a comunicação com nosso passageiro. O lançamento do aplicativo vem para reforçar os nossos canais de informação nos meios digitais, um trabalho iniciado em 2012. Desde então, triplicamos o número de nossos seguidores no Twitter, hoje com mais de 34 mil, e criamos uma conta no Facebook, atualmente com 26 mil fãs. A troca de informação com o nosso cliente é fundamental e estamos otimistas com os benefícios que o aplicativo irá proporcionar a eles”, ressalta o diretor de Operações da SuperVia, João Gouveia.

O sistema conta com versão bilíngue (português e inglês), é gratuito, está disponível para iOS e Android  e, em até um mês, também será disponibilizada a versão para Windows Phone. Neste prazo também devem ser oferecidas novas funcionalidades, como alertas de circulação (notificações de push in) e a estimativa de tempo por viagem.

Fonte: Revista Ferroviária, 22/07/2014