BNDES investe R$ 130 milhões em logística

Até 2017, o investimento em logística no Brasil vai totalizar R$ 165 milhões, segundo o Engenheiro de Transporte e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Edson Dalto. “Temos hoje 178 projetos em carteira nesta área e isso significa um investimento de R$ 130 milhões, proveniente apenas do BNDES”, informou no Seminário sobre Logística e Infra-estrutura, realizado pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Rio), ontem, quinta-feira.

Segundo o engenheiro, entre 138 países, o Brasil se encontra em 102º lugar no quesito logística. “A infra-estrutura logística no Brasil é incompatível com a atual situação econômica”. O gasto financeiro com logística representa 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Enquanto, nos Estados Unidos, representa 8,7% do PIB.

Fila de espera de navios e ruins acessos portuários são obstáculos que a logística enfrente no Brasil. “Podemos avaliar pelas ferrovias, que apresentam uma velocidade média muito baixa, apenas 15km/h”, acrescentou Dalton, que garante que serão adicionados 12 trechos (11.000 km) de ferrovias no Brasil.

“O setor de ferrovia é prioridade, mas, o investimento é muito alto e apresenta riscos elevados. O BNDES não dá conta sozinho dos desafios no financiamento à infra-estrutura em todo o país, são necessários outros capitais”, finalizou.

Fonte: Revista Portos e Navios, 29/08/2014

Dança e música no aniversário do Museu Ferroviário

A Secretaria Municipal de Cultura apresenta hoje o espetáculo “Acordes & Movimentos”, na gare da Estação Ferroviária Central. O evento faz parte da comemoração dos 25 anos do Museu Ferroviário Regional de Bauru e leva ao local, simultaneamente, a Companhia Estável de Dança e a Orquestra Municipal de Bauru. A entrada é gratuita.

O espetáculo contará com apresentação de uma coreografia da Companhia Estável de Dança (Cores e Gestos, de Arilton Assunção) e três peças da Orquestra Municipal de Bauru, além de apresentação em conjunto das companhias Trenzinho do Caipira (música de Heitor Villa Lobos e uma coreografia especialmente montada para a data, de Arilton Assunção). O figurino das 11 bailarinas será da época da ferrovia (década de 30 e 40) e inspirado na história da formação da ferrovia em Bauru.

O secretário de Cultura, Elson Reis, falou da importância da comemoração e da existência do Museu para o turismo em Bauru. “É uma enorme satisfação e orgulho mantermos, de forma ininterrupta, por 25 anos, o Museu aberto ao público, fato inédito, pois tantos outros que foram abertos na época fecharam as portas há muito tempo. Estamos investindo, constantemente, em nova expografia, na manutenção do prédio e em ações pedagógicas e de formação da equipe de funcionários. Essas ações têm refletido no aumento das visitações (monitoradas em sua maioria) chegando a mais de 20 mil visitantes por ano, números bem superiores à média de museus do interior.”

Serviço
O evento acontece hoje, às 20h, na gare da Estação Ferroviária Central. A entrada será pelo Museu Ferroviário, que fica na Rua Primeiro de Agosto, quadra 1 -s/n. Informações: (14) 3212-8262

Fonte:  JCNet, 29/08/2014

Vencedores do Prêmio AEAMESP 2014 serão conhecidos no dia 9 de setembro

Os vencedores do Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários – 2014 serão conhecidos durante a Cerimônia de Premiação, que será realizada no dia 09 de setembro, às 16h45, durante as atividades de abertura da 20ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, evento realizado anualmente pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP. Esta vigésima edição será realizada de 9 a 12 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo – SP. Ao longo dos quatro dias do congresso, duas palestras magnas, onze painéis em formato de mesa redonda e 50 trabalhos técnicos serão apresentados, com destaque para os catorze finalistas da premiação.

Três prêmios de cinco mil reais
A banca examinadora selecionou 14 Artigos Técnicos como finalistas, que estão concorrendo a três prêmios de cinco mil reais. Os vencedores serão conhecidos durante a Cerimônia de Premiação. Todos os finalistas serão agraciados com um diploma e um troféu, comemorativos de sua participação.

O Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014, de âmbito nacional, é uma iniciativa das instituições Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU e Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos – ANPTrilhos, com o apoio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP. Foi criado com o objetivo de incentivar o intercâmbio tecnológico entre os profissionais do setor de metrôs e ferrovias, divulgando e dando reconhecimento à produção técnica e acadêmica desses profissionais.

Finalista por categoria

Categoria 1: Políticas públicas, planejamento urbano, mobilidade sustentável, planejamento e concepção de sistemas de transporte.
• A influência da conectividade na configuração da rede metroferroviária e no desenvolvimento da cidade.
Leonardo Cleber Lisboa dos Santos e Dionísio Matrigani Mercado Gutierres
• Definição de requisitos de sustentabilidade para edifícios em empreendimentos metroferroviários.
Leonardo Assis Lenharo
• Impactos econômicos e ambientais da mudança da matriz energética nacional no transporte metroferroviário.
Ramon Carollo Sarabia Neto e Fernando Gomes Clímaco
• Impacto da proximidade a estações de metrô sobre o comportamento da demanda por transportes
Dionisio Matrigani Mercado Gutierres e Orlando Strambi
Por que se está usando mais o automóvel nas áreas periféricas? Espacialização das dinâmicas associadas à mobilidade da população da região metropolitana de São Paulo.
Andreina Nigriello e Rafael Henrique de Oliveira

Categoria 2: Financiamento (funding) e gestão de empreendimentos de transporte.
• Artefatos para gerenciamento de projetos em infraestrutura.
Leandro Kojima e Rafael Barreto Gatti
• Gerenciamento de programas – modelo de gestão integrada em projetos de expansão do setor metroferroviário – conceito PMI (Project Management Institute)
Jayme Domingo Filho
• Identificação dos principais fatores de risco em projetos de infraestrutura de transporte de passageiros sobre trilhos, na modalidade Parceria Público Privada (PPP).
Vagner Sanches Vasconcelos
• Metodologia de identificação dos fatores vitais e dos investimentos necessários à disponibilidade da operação de um sistema metroferroviário: aplicação no metrô do Rio de Janeiro.
Carlos Eduardo Sanches de Andrade, Marcio de Almeida D´Agosto e Ilton Curty Leal Junior

Categoria 3: Tecnologias de implantação, operação e manutenção de sistemas de transporte.
• Aplicação de metodologia de instrumentação para análise, detecção e predição de falhas em equipamentos fixos de sinalização.
Fernando Nishimura de Macedo, Vinícius Felipe Gomes e Diego de Almeida Joaquim
• A sinergia entre o hidroanel metropolitano e expansão da rede de trilhos paulistana.
Murilo Macedo Gabarra
• Melhoria da precisão do ponto de parada dos trens nas estações, na modalidade ato, nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô-SP.
Regis Peleggi e Paulo Sérgio Siqueira de Carvalho
• Proposta de terminal de manobra para sistemas de transporte metroferroviário de alto desempenho. Um projeto integrado.
Rubens Tadeu de Azevedo
• Retirada de Tirantes com interferência no traçado do túnel.
Waldir José Giannotti, Sergio Renato de Arruda Leme e Thiago de Oliveira Pires
Serviço

Cerimônia de premiação
Prêmio Tecnologia & Desenvolvimento Metroferroviários – 2014
Data: terça-feira, 09 de setembro de 2014
Horário: das 16h45 às 17h30
Local: 20ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da AEAMESP
Centro de Convenções Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 596 – 4º andar
São Paulo – SP

Fonte: Revista Ferroviária, 29/08/2014

Bon Jovi no metrô

O dedilhado do violão começa e a sequência de acordes é quase que automaticamente reconhecível. A música e “Still Loving You” dos Scorpions, banda alemã que já tocou até em trilha sonora de novela. Ouvidos mais atentos e você percebe que não é qualquer som ambiente. “Tem alguém tocando ao vivo?”, pergunta-se. Deve ter um monte de gente tocando, aliás, já que conforme se aproxima, é possível distinguir todos os instrumentos. Guitarra, baixo, bateria, teclado… tudo soando daquele jeito “orgânico” como apenas a boa música executada ao vivo consegue soar. Você começa a se aproximar e vê um grupo de marmanjos uniformizados em cima do palco. Estranha, afinal você está em pleno metrô de São Paulo, no meio de uma rotina pouco conhecida por experiências sensoriais agradáveis como esta. Confunde-se ainda mais quando finalmente se aproxima de um palco e vê que sobre ele estão aqueles rapazes de uniformes pretos. Normalmente sem rosto no meio da multidão, executando tarefas pouco agradáveis e ajudando a orientar o fluxo da multidão, eles são os famosos “guardinhas” do metrô. E agora estão numa função bem diferente. Sem que eles precisem gritar ou orientar, todo mundo parou para ouvir a música e acompanhar a apresentação. É a BSM – Banda dos Seguranças do Metrô, tocando em pleno horário de pico, no meio da Estação Brás, uma das mais movimentadas e cheias de gente nervosa fazendo baldeação.

Enquanto eles continuam desfilando um repertório que tem Queen, Creedence, Steppenwolf e Michael Jackson, você começa a pensar que aquilo tudo é lindamente estranho. Não combina com população insatisfeita usando um serviço público. Não combina com funcionalismo público no Brasil. É um sopro de ânimo e de alívio naquela pequena parte da rotina de todo mundo.

Outra música chega ao primeiro refrão e você nem percebe que já está “viajando”, filosofando sobre a situação toda. Começa a pensar naquele grupo coral que viu uma vez. Você estava em um evento “chato”, ouvindo alguém falar sobre gestão de recursos humanos na administração pública e o coral salvou o evento. Era um coral formado exclusivamente por servidores do Tribunal de Contas do Município de São Paulo. Detentores de uma função pública das mais chatas (fiscalizar outros órgãos públicos), eles conseguem fugir da rotina decorando e aprendendo a cantar letras de Tom Jobim, Vinicius e Toquinho. Param para respirar e se relacionar com os colegas de trabalho de uma outra maneira. Será que voltam mais felizes e “mais leves” para trabalhar no outro dia? Gosto de acreditar que sim.

Você chega em casa e lembra daqueles guardas civis da Prefeitura de São Paulo que montaram um grupo de corrida de rua. Levam tão a sério a atividade paralela e os treinamentos que sempre tem algum guarda nos pódios daquelas provas menos conhecidas que acontecem aos domingos de manhã. Pesquisa um pouquinho e acaba conhecendo a história de um grupo de motoristas e cobradores que participam de um grupo de teatro. São funcionários que trabalham no sistema de transporte público municipal de Porto Alegre. Um texto pequeno como este certamente não consegue dar conta de todas as experiências parecidas que devem existir nas Prefeituras, Câmaras Municipais e outros órgãos públicos por aí. Não tem problema, já deu para entender.

Um ex-chefe, figura política das mais inspiradoras, hoje muito atarefado com a campanha presidencial, costumava citar repetidas vezes aquela frase do Mandela. É aquela que fala do poder da arte, do esporte e da música. São atividades que também podem ajudar a humanizar o serviço público brasileiro, transformando os “recursos humanos” em humanos que falam, sentem, choram, cansam, dançam, tocam e até cantam. Podem ajudar a motivar de um jeito que dinheiro e plano de carreira nenhum motivam. Podem ajudá-los a perceber que passam muito tempo nos próprios trabalhos, executando tarefas e viabilizando serviços públicos importantes, mas que se não tomarem o cuidado de descobrir espaços agradáveis de convivência como estes, tem muito chefe que nunca vai perceber que eles precisam.

Amanhã, 28 de agosto de 2014, às 18h, a Banda dos Seguranças do Metrô se apresenta novamente, desta vez na Estação Largo Treze. Se eu estivesse por lá, juro que não ficaria apenas enchendo o saco e gritando “toca Raul”. Ia mandar um bilhetinho com dois pedidos. O primeiro pedido é que tocassem Bon Jovi. O timbre da voz do cara parece perfeito para isso. O segundo pedido seria para que eles não parassem com o projeto e continuassem servindo de exemplo para outros brasileiros que estão sendo funcionários públicos neste momento.

Fonte: Estado de S. Paulo, 27/08/2014

Dicas para viajar de trem na Europa pela primeira vez

Para os brasileiros que pretendem conhecer ou rever diversas cidades da Europa em uma única viagem, o trem é o jeito mais fácil e prático.
Isso porque o Velho Continente soma 250 mil quilômetros de ferrovias, conectando mais de 20 países, o que permite fazer várias combinações entre diferentes destinos.
Uma das maiores facilidades é comprar a passagem de trem ainda no Brasil, evitando filas e garantindo bons descontos no site da Rail Europe.
Confira dez dicas para embarcar nos trens europeus pela primeira vez:
1. Por que viajar de trem? O trem é a maneira mais confortável e prática de conhecer as cidades europeias. Na maioria dos trens europeus não há a burocracia dos aeroportos como o check in, revista no raio-X, conferência de documentos e de bagagens. Viajar de trem também é, muitas vezes, mais econômico, já que o passageiro não paga pela taxa de embarque nem pelo traslado de táxi ou ônibus até o aeroporto. E, de quebra, pode apreciar a paisagem pelo caminho.
2. Onde estão localizadas as estações de trem na Europa? As estações de trem estão localizadas no centros das cidades. Além disso, a maioria dos aeroportos estão ligados às redes ferroviárias por uma estação no próprio terminal ou por sistemas de metrô e trem.
3. Devo ter algum cuidado no momento de embarque? Seja pontual pois os trens não atrasam. A maioria deles encerra o embarque dois minutos antes do horário previsto de saída. Procure chegar com antecedência de 15 a 30 minutos para localizar a plataforma de embarque e o vagão.
4. Existe limite de bagagem? A quantidade padrão de bagagem é de duas malas grandes por pessoa. Uma das vantagens de viajar de trem é que, diferentemente das companhias aéreas internacionais e das low cost, não há regra para despacho, nem limite de peso de bagagem. Mas o passageiro fica responsável pelo transporte da bagagem, que é armazenada nos bagageiros superiores ou atrás de cada assento.
5. É possível fazer refeições a bordo? Nos trajetos mais longos, os trens contam com vagões-restaurante, que oferecem refeições completas. Se o percurso for menor, carrinhos de bebidas e lanches circulam pelos corredores.
6. Como comprar as passagens ainda no Brasil? Basta acessar o site da Rail Europe (www.raileurope.com.br), que está totalmente em português. Com isso, você evita filas, sobretudo na alta temporada. Os passes comprados com antecedência podem garantir bons descontos. Além disso, os bilhetes são entregues na sua residência.
7. Quais os tipos de passes? Antes de tudo, faça um roteiro com o tempo de duração da viagem e os lugares que pretende visitar. Os bilhetes ponto a ponto são indicados para viagens previamente agendadas ou de curto deslocamento entre dois destinos. Já se a ideia é ter maior liberdade de mudança de itinerário, escolha os passes flexíveis para viagens ilimitadas para vários países.
8. Há descontos nas passagens? Muitos passes oferecem descontos para crianças, jovens até 26 anos e pessoas com mais de 60 anos.
9. Quais as diferenças entre as acomodações de primeira e segunda classe? Os vagões da primeira classe apresentam menor número de assentos, os quais são reclináveis e mais confortáveis. Em geral, são passageiros que viajam a trabalho. Já os vagões da segunda classe oferecem maior número de assentos.
10. É preciso reservar o assento? Se a passagem for para trens de alta velocidade, panorâmico ou noturno, a reserva é obrigatória. Se este for o seu caso, há duas soluções: comprar a reserva antecipadamente ou contatar seu agente de viagens para auxiliá-lo.

Fonte: Jornal O Debate

SuperVia terá mil câmeras até 2016

Funcionários do Centro de Controle Operacional (CCO) fazem do sistema ferroviário um verdadeiro Big Brother

Eles passam o dia inteiro de olho nos trens. Pela lente de 623 câmeras, espalhadas em 27 estações, funcionários do Centro de Controle Operacional (CCO) da SuperVia fazem do sistema ferroviário um verdadeiro Big Brother. Por meio de dezenas de telões de LED, os operadores monitoram cada detalhe do transporte, mas também flagram situações inusitadas, como passageiros que tentam embarcar sem pagar passagem.

A última reportagem da série ‘O Rio nos trilhos’ vai adiantar ainda o futuro do CCO, que até 2016, contará com mil câmeras de monitoramento. Antes da construção do ‘cérebro da SuperVia’, como o Centro de Controle Operacional é apelidado, o circuito de monitoramento contava com apenas 200 câmeras. Nos últimos três anos, a concessionária triplicou a quantidade de máquinas, com tecnologia de transmissão em tempo real. A Central do Brasil é a estação mais vigiada, com 37 câmeras. Duas delas, posicionadas no alto da gare, têm zoom de até 30 vezes, o que permite visualizar detalhes.

“Nosso sistema de monitoramento garante, sobretudo, a segurança dos passageiros. Se houver um episódio de furto na Central, por exemplo, conseguimos identificar o rosto da pessoa e mandar direto para a polícia”, explica João Gouveia, diretor de operações da SuperVia e comandante do CCO.

Outras 26 estações são supervisionadas por câmeras. As principais são: São Cristóvão, Engenho de Dentro, Madureira, Campo Grande, Nilópolis, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. Até 2016, R$ 12,5 milhões serão investidos na segunda fase de monitoramento do sistema ferroviário. A meta é que, em dois anos, mais 377 câmeras sejam instaladas em 12 estações. O projeto também prevê a modernização do circuito antigo.

Interior dos trens também é vigiado

Cada maquinista que comanda um trem chinês ou nacional monitora a sua própria composição com a ajuda de painéis de bordo. Atualmente 50 trens têm circuito interno, com quatro câmeras no interior dos vagões e três na cabine do maquinista — duas no retrovisor e uma na parte frontal. As imagens são transmitidas em tempo real para o condutor, que fica atento, principalmente ao fechamento das portas.

“Nosso trabalho fica muito mais fácil e a viagem acaba sendo mais rápida, pois se o trem não estiver cheio, eu posso reduzir o tempo do fechamento da porta em determinada estação”, explica o maquinista Carlos de Souza, de 45 anos.

De carona na modernidade das câmeras, a SuperVia prepara mais uma novidade tecnológica para este ano. Até dezembro, a Central do Brasil terá wi-fi disponível gratuitamente para os passageiros. As outras estações receberão internet até 2016. Com a conexão liberada, o aplicativo desenvolvido pela concessionária no mês passado, o SuperVia, terá interatividade direta com o Centro de Controle Operacional.

Pelo celular, o passageiro acompanhará a movimentação do trem em tempo real. Hoje, o aplicativo tem apenas o sistema de geolocalização, que identifica onde o usuário está e informa qual estação mais próxima. Desde sua criação, o SuperVia recebe mais de mil downloads por semana.

Histórias da SuperVia

A propaganda que terminou em reencontro – Leonardo Leandro da Silva, Agente de Segurança

Graças a uma campanha publicitária da SuperVia, na qual foi destaque no início deste ano, Silva reencontrou sua filha, após seis anos sem nenhum contato. Gislany Manoel, de 12 anos, reconheceu o pai na propaganda de um jornal, em que ele aparecia de uniforme ao lado de uma frase motivacional. “Ela conseguiu me achar, e minha ex-cunhada marcou nosso encontro sem me contar quem era. Quando vi minha filha quase morri de tanta emoção”, relembra o agente, que perdeu o contato com Gislany por conta da separação de sua ex-mulher. Agora ele vê a filha de 15 em 15 dias. “Agradeço todos os dias por ter feito parte dessa campanha”.

O diretor que se disfarça e viaja como passageiro – João Gouveia, Diretor de Operações

Três vezes no mês, ele se disfarça de passageiro e viaja sem rumo para ouvir a opinião dos usuários sobre o sistema ferroviário. A rotina é a mesma há nove anos, desde quando o diretor de Operações da SuperVia, João Gouveia, assumiu o cargo a convite da Odebrecht, empresa responsável pela concessão dos trens. Numa viagem para Belford Roxo, Gouveia identificou um problema que culminou na troca da empresa de limpeza do transporte. “Uma moça de calça branca estava toda suja devido à poeira interna do trem. Quando voltei para o escritório, pedi a troca da prestadora de serviços de limpeza. Se não fossem as viagens que faço às escondidas, nunca perceberia isso”.

Ela foi a primeira milher a conduzir uma composição – Solange Fernandes, Maquinista

Ao fazer a entrevista de emprego, há 14 anos, Solange acreditava que trabalharia como técnica em eletrônica. A função de maquinista foi revelada ao fim do processo seletivo, para surpresa dela e de outras cinco mulheres. “O anúncio que vi no jornal era para técnica. Tomei um susto quando falaram que a vaga era de maquinista, mas logo aceitei porque gosto de profissões desafiadoras”, conta Solange. Para assumir o comando dos trens, a turma das maquinistas teve um ano e quatro meses de treinamento nos 260 quilômetros de ferrovia. “Nestes 14 anos de profissão, só tenho coisas boas. Nunca enfrentei uma pane e recebo muito carinho dos passageiros”.

No meio do expediente, o nascimento de um bebê – Johnny Fernandes, Agente de Segurança

Era para ser só mais um dia de trabalho, mas o 22 de maio deste ano foi de fortes emoções para o agente Jhonny Fernandes. Ele tinha acabado de iniciar o expediente em Nova Iguaçu, quando Ítala Oliveira, de 20 anos, entrou em trabalho de parto dentro do vagão. “Tirei ela da composição e coloquei no banco. Foi ali mesmo que fiz os procedimentos para retirar o bebê. Na hora, fiquei muito nervoso, mas quando a criança nasceu, foi um alívio”, conta o segurança. O socorro médico chegou a ser acionado, mas o parto ocorreu antes da chegada dos médicos. Uma semana depois, Jhonny visitou o pequeno Thomás Oliver e o encheu de presentes.

Fonte: O Dia, 27/08/2014

Novo bondinho de Santa Teresa é apresentado sob protestos de moradores do bairro

RIO — Na véspera de se completarem três anos da maior tragédia já ocorrida com um bonde no Rio — um acidente deixou seis mortos e mais de 50 feridos –, finalmente o novo modelo do veículo que passará a ser usado em Santa Teresa chegou ao bairro. Por volta das 21h45m desta terça-feira, o novo bonde teve a lona que o cobria retirada, para ser apresentado aos moradores. O ato, no entanto, acabou acontecendo sob vaias de um grupo de cerca de 40 pessoas, que protestavam contra a demora nas obras de reforma do sistema de transporte no bairro.

O bonde ficou numa estação do Largo do Curvelo e, segundo o governo do estado, ainda à noite passaria pelos primeiros testes. Neles, o veículo não se moveria — seriam analisados, por exemplo, componentes eletrônicos e o funcionamento da rede elétrica. Serão pelo menos 30 dias de testes. De acordo com a Secretaria estadual da Casa Civil, ainda este ano, quatro novos bondes estarão circulando pelos Arcos da Lapa e pela Rua Francisco Muratori. Segundo o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, as obras devem ser concluídas no fim de 2015.

— Este aparente atraso é porque estamos mexendo em todo o sistema de gás, água e drenagem de Santa Teresa para aí, sim, colocarmos os trilhos. É um trabalho que não aparece muito — justificou o subsecretário.

OBRAS CAUSAM TRANSTORNOS AO BAIRRO

De acordo com o morador Carlo Lobo, 36 anos, gerente de projetos de T.I., as obras do bonde de Santa Teresa foram sinônimo de problemas para a região.

— A rua aqui está um desastre. Por conta das obras ninguém mais emprega nada aqui em Santa Teresa. As obras também, por diversas vezes nos deixaram sem água devido a furos nas tubulações causadas pelos operários e as ruas estão cheias de buracos — desabafou.

O sentimento de Carlo é compartilhado pela vice-presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), Ana Lúcia Magalhães, 68 anos.

— Está uma buraqueira aqui. Não tem como os carros andarem mais. Eu mesma já sofri acidentes — criticou a vice-presidente.

Moradores de Santa Teresa protestam durante apresentação do novo bondinho – Marcelo Piu / Agência O Globo

Além dos transtornos, moradores também reclamam que os trabalhos se iniciam cedo pela manhã e vão até tarde da noite. Segundo eles, as obras caminhavam em ritmo lento até cerca de três semanas atrás, quando, de repente, aceleraram.

— As obras começaram pra valer há umas duas ou três semanas. Querem completar tudo para virar propaganda — disse a funcionária pública Anabella Rocha, de 49 anos.

Já a bióloga Adriana Wollmann, 35, reclama ainda que a van disponibilizada pelo consórcio que realiza as obras está longe de prestar um serviço ideal.

— Ela demora muito e está em estado precário. É um desrespeito — disse.

MORADORES HOSTILIZAM SUBSECRETÁRIO

O subsecretário Rodrigo Vieira afirmou que há licença para a execução das obras até às 22h e raramente a norma não é estabelecida.

— Dificilmente trabalhamos até as 22h, mas se iniciamos um procedimento temos que terminar na mesma noite. Até por uma questão de segurança — explicou ele, que foi hostilizado pelos moradores.

Vieira disse ainda que a van foi uma determinação do governo para o consórcio e atende à demanda dos passageiros.

— Ela pode demorar um pouco para voltar depois que inicia o percurso, porque deixa todos em casa, mas fizemos testes e ela nunca vai cheia — afirmou.

Por enquanto, apenas o trecho entre a Rua Joaquim Murtinho e o Largo do Curvelo, com cerca de um quilômetro, está concluído. O subsecretário afirma que, dentro de 40 dias, outros dois quilômetros de trilhos serão finalizados. Ao todo, de acordo com a Secretaria da Casa Civil, serão entregues 14 novos bondes, um investimento total de R$ 110 milhões.

ATOS LEMBRAM TRAGÉDIA DE 2011

Para lembrar o acidente ocorrido em 27 de agosto de 2011 e homenagear as vítimas, moradores de Santa Teresa farão, nesta quarta-feira, uma série de eventos públicos. Com o nome de Marco 27, o ato começa às 7h nos Arcos da Lapa e tem programação durante toda a tarde. Às 15h30m, moradores vão se encontrar no Largo do Curvelo e seguirão até a Rua Joaquim Murtinho, local onde aconteceu o acidente, para deixar flores.

SINOS TOCARÃO PELAS VÍTIMAS

O Convento de Santa Teresa vai tocar os sinos às 16h, horário em que o bondinho tombou em 2011. Por fim, às 18h30m, será realizada uma cerimônia ecumênica na Igreja Anglicana do bairro.

— É um compromisso dos moradores do bairro. É um ato público que honra a memória de quem se foi, e isso vai continuar durante muito tempo — disse o diretor de transportes da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast), Jacques Schwarzstein.

Ele acredita que as obras para o retorno completo do sistema de transporte à Santa Teresa devem demorar mais do que o previsto.

— Foi publicado no Diário Oficial, no ano passado, que o Consórcio Elmo-Azvi tinha o prazo de 12 meses para concluir a troca dos 18 quilômetros de trilhos e cabos elétricos dos bondes. Até agora, só fizeram obras no trecho que vai do local do acidente até a Lapa, o que não dá nem três quilômetros. Ou seja, não foi feito até o momento nem um sexto da obra — disse.

O acidente que resultou na suspensão do serviço de bondes matou seis pessoas e deixou outras 57 feridas. Um dos veículos descarrilou e tombou quando descia a Rua Joaquim Murtinho, na altura do número 273, próximo ao Largo do Curvelo. Na época, testemunhas afirmaram que o bonde tinha perdido o freio.

Fonte: O Globo, 27/08/2014

Seminário Nacional de Mobilidade Urbana

Seminário será sediado pela Conferência Expo Urbano 2014
Em parceria com a ANTP, evento abordará o trânsito das grandes cidades e o uso de veículos leves sobre trilhos.

Entre os dias 28 e 30 de outubro, o Expo Center Norte receberá a Expo Urbano 2014, simultaneamente à TranspoQuip Latin America 2014 e Expo Parking 2014. Além da exposição das últimas novidades em soluções e ferramentas para o desenvolvimento das cidades, a 5ª edição da Expo Urbano também contará com um amplo programa de conferências sobre os principais desafios e possibilidades para o crescimento urbano sustentável.

Em parceria com a Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP, a conferência Expo Urbano sediará o 3º Seminário Nacional de Mobilidade Urbana, com palestras que abordarão dois temas chaves: trânsito e VLT (veículo leve sobre trilhos).

De acordo com Ailton Brasiliense, presidente da ANTP, os temas são da mais alta relevância, pois “as obras e projetos que viabilizam a mobilidade urbana não podem continuar sem planejamento, assim como aconteceu nos últimos 100 anos em muitas cidades do País. O interesse público tem que ser prioritário e o interesse privado precisa se adaptar ao público. Nós temos que parar de construir cidades que incham as periferias. Nós temos que construir cidades em que as oportunidades ocorrem de forma planejada”.

Entre os temas abordados no Seminário Nacional de Mobilidade Urbana está “Segurança Viária: como reverter o quadro de mortes no trânsito”, com apresentação de Nancy Schneider, Presidente da Comissão Técnica de Trânsito da ANTP, e moderação de Julia Greve, médica do Departamento de Ortopedia e Traumatologia FMUSP. A palestra tem o objetivo de discutir quais são os elementos e a metodologia necessários para a elaboração de planos de segurança viária de sucesso, que permitam a redução de acidentes.

Outro destaque do Seminário de Mobilidade Urbana é o debate “Mobilidade e cidade: quem molda quem?”, com a participação de Eduardo Vasconcellos, Consultor da ANTP; Miguel Luiz Bucalem, coordenador acadêmico do USPCidades; Marcelo Cintra do Amaral, Superintendente de Planejamento da Mobilidade da BHTRANS; e moderação de Ayrton Camargo da Silva, Arquiteto e Urbanista. Este painel irá bordar a relação entre o planejamento de transporte público e o desenvolvimento das cidades, bem como o uso do espaço viário pelos meios de transporte.

A programação completa da Conferência Expo Urbano 2014 pode ser encontrada no site: http://www.expo-urbano.com.

Serviços

Expo Urbano
Data: 28 a 30 de outubro de 2014
Horário da feira: 12h00 às 20h00
Horário das conferencias: 9h00 às 19h00
Local: Pavilhão Vermelho – Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP

Fonte: MM EDITORIAL – Aline Domene – aline@mmeditorial.com.br
Vanessa Garbo – vanessa@mmeditorial.com.br

Viagem em trem de luxo entre Minas Gerais e Espírito Santo

As charmosas viagens de trem entre Minas Gerais e o Espirito Santo vão ficar mais prazerosas. A partir desta terça-feira entram em circulação as novas composições do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Elas são mais confortáveis, climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de notebooks e celulares. Os preços das passagens seguem inalterados, assim como o horário das viagens.

O investimento para a aquisição da nova frota foi de US$ 80,2 milhões. Os vagões, que foram fabricados na Romênia, seguem os padrões europeus. De acordo a Vale, serão 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos.