Trilhos dos bondes de Santa Teresa são instalados

Olha aí a primeira imagem dos novos trilhos do bonde de Santa Teresa, já devidamente instalados num trecho de 300 metros sobre um dos principais cartões-postais do Rio, os Arcos da Lapa.

O percurso entre os Arcos e a Estação Carioca também está pronto. Os trilhos serão testados esta semana pelo primeiro dos 14 bondes comprados pelo governo do estado. O segundo chega ao bairro até novembro.

 

 Fonte: O Globo, 30/09/2014

 

23/ 09/2014 – AENFER realiza cerimônia de posse de 1/3 dos novos conselheiros

Como sempre acontece na penúltima terça-feira de cada mês, foi realizada na noite do dia 23 de setembro mais uma reunião do Conselho Deliberativo. Entretanto, esta reunião foi especial, em clima de festa e de boas vindas aos recém- chegados que agora compõem o quadro de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da AENFER.

Tomaram posse os seguintes eleitos para o triênio 2014 a 2017

Efetivos: Mônica Maria Baggetti Machay Oliveira; Alexandre Júlio Lopes de Almeida; Ligia Pessôa de Azevedo; Pedro Marques de Carvalho; Carlos Alberto de Oliveira Joppert; Mario Jorge Cunha Paes;

A associada especial e mais votada Lisete de Souza Charret esteve presente e assinou o livro de posse. Os associados especiais eleitos Eliane Fátima da Costa e Genésio Pereira dos Santos não puderam comparecer à cerimônia de posse.

Pelo Conselho Fiscal, Luci Guimarães de Azevedo Leite

Os novos membros dos Conselhos foram escolhidos pelos associados efetivos, através de eleição realizada na Associação, no dia 14 de agosto.

 

 

23/09/2014 – AENFER inaugura foto de ex-presidente na galeria de quadros

Com o objetivo de homenagear e reconhecer o trabalho realizado, foi inaugurada a foto do engenheiro Luiz Lourenço de Oliveira na galeria de ex-presidentes da AENFER.

A cerimônia aconteceu no dia 23 de setembro. O momento do descerramento de sua foto foi compartilhado com o presidente Luiz Euler na presença de diretores e conselheiros da Aenfer, além do terço dos novos conselheiros que tomaram posse no mesmo dia.

 

 

Luiz Lourenço foi presidente da Associação de Engenheiros da Administração Geral da RFFSA. Na fusão, em 1992, passou a ser conselheiro vitalício da Aenfer.  No período de 2006 a 2007, com a mudança do estatuto da Aenfer, ocupou o cargo de diretor de Acompanhamento Judicial, dando início à catalogação e levantamento dos processos que estavam espalhados em vários escritórios de Advocacia.

Em 2007 até 2010 exerceu a função de diretor Financeiro da Aenfer.

Transferiu a carteira de cobrança do Banco Santander para o Banco Itaú, com vantagens para a associação.

Iniciou o processo de saneamento das finanças da Aenfer. Em 2010 foi empossado presidente da Associação até 2013.

Como presidente, junto com a diretoria, promoveu o seminário Transtrilhos, reorganizou o arquivo técnico criando o centro de documentação, com centenas de obras catalogadas, substituiu a administradora dos imóveis de propriedade da Aenfer, conseguindo melhoria significativa na gestão e na arrecadação das receitas. Reorganizou a área administrativa da associação, recuperando o mobiliário e reformando o auditório. Deu início ao ciclo de palestras técnicas e reaparelhou a área de jogos.

 

Consórcio abre obras do Metrô para visitação no Rio

Foram abertas para visitação neste domingo (28) as obras da estação Antero de Quental do Metrô, no Leblon, informaram o Consórcio Linha 4 Sul e o governo do estado do Rio. Moradores do bairro puderam conhecer o trabalho já executado abaixo do solo e conversar com engenheiros.

A estimativa do consórcio é que, a partir de 2016, a estação vai atender a um público estimado de 35 mil passageiros por dia e terá dois acessos, um na lateral da Rua General Urquiza e outro na lateral da Avenida Bartolomeu Mitre. Cerca de 160 pessoas se inscreveram para participar da visita guiada, que já acontece em outros canteiros de obras da Linha 4 do Metrô, sempre no último domingo do mês.

Logo no início da visita, são apresentados detalhes das intervenções e esclarecidas dúvidas sobre as obras. Em seguida, o grupo de visitantes conhece a estação, na companhia de engenheiros do consórcio e de representantes da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado (RioTrilhos). Segundo o consórcio, a Estação Antero de Quental já está com a laje de cobertura construída e as escavações dos dois acessos de usuários finalizadas. A saída voltada para a Rua General Urquiza também já está recebendo as armações e concretagem. A laje do nível de acesso dos passageiros que vão embarcar pela Avenida Bartolomeu Mitre está em construção.

“Esta é a primeira visita guiada da comunidade à Estação Antero de Quental. Ela tem a finalidade de apresentar aos moradores os avanços das obras no bairro. Já fizemos toda parte de estrutura externa, que é a laje. A próxima etapa será escavar até o fundo”, explicou o gerente de Obras da RioTrilhos, órgão do governo do Estado, Marco Antônio Lima Rocha, segundo nota do governo.

Os interessados em visitar as obras da Linha 4 Sul do Metrô devem se inscrever pelo telefone 0800 021 0620, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A inscrição pode ser feita também pelas Centrais de Atendimento à Comunidade, localizadas próximas aos canteiros das obras, em Ipanema e no Leblon.

Fonte: G1, 28/09/2014

Simpósio no Rio discute levitação magnética em sistemas de transporte urbano

RIO – Número clássico em shows de mágica, a levitação pode ser a chave para o futuro do transporte de massa. Neste caso, porém, não há nada de magia ou truques, e sim a aplicação de princípios científicos, alguns os quais conhecidos desde o fim do século XIX. É a chamada levitação magnética, ou maglev, nome que abrange um conjunto de tecnologias que promete levar e trazer pessoas e cargas de maneira mais rápida, sustentável e barata tanto dentro dos ambientes urbanos quanto entre cidades do que os tradicionais metrôs, trens e bondes, e cujos últimos desenvolvimentos serão apresentados na 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares (Maglev 2014), que acontece esta semana no Rio.

Os sistemas de transporte do tipo maglev podem ser divididos em três vertentes básicas, chamadas de levitação eletromagnética, levitação eletrodinâmica e levitação supercondutora. Em comum, eles praticamente dispensam o uso de rodas ao fazer com que locomotivas e vagões flutuem sobre os trilhos. Assim, sem o estresse mecânico do constante contato e fricção entre rodas e trilhos, têm diversas vantagens sobre os tradicionais, aponta Richard Stephan, professor do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ.

Para começar, conta, sem as rodas há menos desgaste das partes do sistema, o que resulta em menores custos de manutenção, e redução na geração de ruídos. A levitação também permite atingir velocidades mais elevadas, acima dos 500 km/h, do que a dos trens-bala convencionais, que chegam a máximas operacionais de cerca de 350 km/h, além de acelerações e frenagens mais rápidas. Mais leves, os comboios maglev podem ainda realizar curvas mais fechadas e subir rampas com inclinações bem maiores que os tradicionais. Juntas, estas vantagens se traduzem em menos gastos com as obras civis para a implantação de sua infraestrutura ao permitir rotas mais diretas, reduzindo, por exemplo, a necessidade de construir túneis para sua passagem, assim como na sua operação.

Por outro lado, os equipamentos maglev ainda são bem mais caros e complexos de fabricar do que vagões e locomotivas de rodas sobre trilhos. Esta diferença, no entanto, tende a diminuir com ganhos de escala à medida que estes sistemas sejam adotados. Atualmente, só duas linhas em todo mundo estão em operação comercial, ambas do tipo eletromagnética: uma de alta velocidade e 30 quilômetros de extensão em Xangai, China, inaugurada em 2004 e que liga o aeroporto internacional de Pudong à rede de metrô da cidade; e a linha urbana japonesa de Linimo, com nove quilômetros e nove estações na cidade de Nagoia e aberta na feira internacional Expo 2005.

– O ser humano está muito acostumado com rodas e trilhos e há uma resistência normal à adoção de novas tecnologias – diz Stephan. – Os trens de levitação magnética ainda estão no começo do “S” da curva de adoção de novas tecnologias, mas com o tempo vai se verificar que eles são mais vantajosos tanto para vencer distâncias entre cidades quanto para uso dentro delas, mais ainda que metrô ou VLT (sigla para “veículo leve sobre trilhos”), que não passa de um nome bonito para os velhos bondes.

Segundo Stephan, enquanto a construção de um metrô subterrâneo custa cerca de R$ 100 milhões por quilômetro no Rio de Janeiro, uma linha maglev demandaria investimentos estimados em R$ 33 milhões para cobrir a mesma distância, sem contar os ganhos de segurança, confiabilidade e ambientais destes sistemas. E é de olho nestas vantagens que o professor da Coppe coordena o projeto do Maglev-Cobra, desenvolvido no Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup) da instituição.

De levitação supercondutora, o trem com capacidade para 30 passageiros está instalado em uma linha de demonstração de apenas 200 metros de extensão em uma passarela que liga um dos prédios do Centro de Tecnologia da UFRJ até a sede da Coppe, na Ilha do Fundão. Iniciado em 2000, o projeto Maglev-Cobra consumiu recursos da ordem de R$ 10 milhões repassados pelo BNDES e pela Faperj, além de cerca de R$ 3 milhões em materiais e mão de obra doados por empresas como forma de apoio, e deverá entrar em operação no ano que vem. Antes disso, porém, ele será destino de uma visita técnica dos participantes da conferência nesta quarta-feira.

– Nosso objetivo é mostrar que a levitação magnética não é apenas uma experiência de laboratório, mas uma opção útil e viável tanto para o transporte de massa urbano quanto de alta velocidade – afirma. – É um trabalho de convencimento que não se consegue com modelos reduzidos de laboratório.

Fonte: O Globo, 29/09/2014

 

Japão testa seu novo trem de levitação magnética que voa baixo a 500 km/h

Trens maglev são prometidos como o futuro do transporte público por chegarem a velocidades altíssimas: o Shanghai Transrapid, na China, se desloca a 431 km/h. O Japão quer ir ainda mais rápido com seu sistema maglev: em uma demonstração pública nesta semana, o trem deles atingiu 500 km/h.

Este foi o primeiro teste público realizado pela Central Japan Railway Company. A empresa convidou algumas pessoas do público e da imprensa para demonstrar, em uma via de testes de 42,8 km, a tecnologia L-Zero.

Segundo o Japan Today, o trem primeiro chega a uma velocidade inicial de 160 km/h para então ativar o sistema maglev; dessa forma, ele acelera lentamente até a velocidade máxima de 500 km/h.

Para efeito de comparação: o metrô paulistano tem velocidade média de 32,4 km/h; enquanto os trens da SuperVia, no Rio, circulam a uma velocidade média de 38 km/h.

A tecnologia maglev usa uma série de ímãs nos trilhos para levitar e acelerar os vagões do trem. Ela promete reduzir, de 90 para apenas 40 minutos, o tempo de viagem entre Tóquio e Nagoya. O vídeo acima mostra um dos testes da tecnologia, realizado em 2013.

A primeira linha está prevista para ser inaugurada apenas em 2027, custando o equivalente a US$ 61,4 bilhões, ou seis vezes o que gastamos na Copa do Mundo no Brasil. Ela será então expandida para Osaka até 2045.

Enquanto isso, temos também um projeto nacional de trem com levitação magnética: o Maglev-Cobra, desenvolvimento pela Coppe/UFRJ, começa sua fase de testes operacionais em 1º de outubro, nos 200 m entre dois centros tecnológicos da Cidade Universitária, no Rio. O projeto deve estar pronto para a industrialização em 2015, ainda sem previsão de ser implementado.

Fonte: MSN – Tecnologia, 25/09/2014

Concessões de ferrovias ficam para próximo governo

Promessa da presidente Dilma Rousseff em 2012 para destravar a economia, boa parte do Programa de Investimentos em Logística (PIL), incluindo praticamente todas as concessões de ferrovias e portos, terá de ser tocada pelo próximo governo, em um total estimado em 120 bilhões de reais em investimentos pendentes.

A pouco mais de três meses do fim do atual governo, a maior parte dos objetivos iniciais do PIL em rodovias e em aeroportos foram atingidos, mas nenhum projeto envolvendo concessões de ferrovias e arrendamentos de áreas em portos públicos saiu até agora, devido a problemas burocráticos ou mesmo dificuldades para atrair investimentos privados.

“Essa agenda ficou muito a desejar. Tudo o que andou e deve andar é a área de rodovias e ainda assim perdeu-se muito tempo discutindo a taxa de retorno dos projetos”, disse o economista Fernando Camargo, da LCA Consultoria. Na sua opinião, a competição nos leilões se encarrega de reduzir a taxa de retorno. “O governo não precisa se preocupar com isso.”

Dentro do governo, acredita-se que apenas um trecho de ferrovia, que liga Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), tem alguma chance de sair em 2014. O investimento estimado para o trecho de 880 quilômetros é de cerca de 5,4 bilhões reais.

Em portos, o processo envolvendo o primeiro bloco de licitações, de arrendamento de um total de 29 áreas em terminais no Pará e no porto de Santos, está tramitando do Tribunal de Contas da União (TCU) há quase um ano e ainda aguarda aprovação.

“Dependemos do tribunal. Nós fizemos todas as gestões possíveis”, disse à Reuters o ministro-chefe da Secretaria de Portos, César Borges.

Segundo ele, a secretaria tem plenas condições de publicar o edital imediatamente após uma eventual liberação por parte do TCU. “Estamos preparados. A gente não fecha nem os olhos. Autorizou, nós publicamos”, disse.

Apesar de tantos projetos que vão ficar para os próximos anos, o ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Luiz Afonso Senna não vê risco de haver um recuo na política de concessões.

“As três principais candidaturas –Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB)– compartilham essa ideia das concessões, com mais ou menos intensidade, mas é um consenso a importância das concessões”, disse Senna.

Será também crucial para o próximo governo resolver outra questão, independentemente de quem seja eleito: a retomada da confiança do mercado no governo, principalmente na condução da política macroeconômica, avaliou o economista Fernando Camargo, da LCA.
“A agenda macro tem de passar a dar mais confiança para o mercado. Por outro lado, na agenda micro, o governo também precisa confiar mais no mercado para chegar a seus objetivos de ter investimentos com tarifa baixa”, disse Camargo.

FERROVIAS E PORTOS

O TCU liberou o processo da ferrovia entre Lucas do Rio Verde e Campinorte em fevereiro deste ano, mas diante de incertezas sobre interesse dos investidores, o governo federal ainda não publicou o edital.

Mesmo que esse leilão ocorra este ano, ficarão para o próximo governo as concessões de outros 14 trechos de ferrovias previstos no PIL, que somam 10,7 mil quilômetros de extensão e devem exigir, segundo estimativas preliminares, um total de cerca de 85,5 bilhões de reais em investimentos.

Para destravar esse processo, a principal missão do próximo governo, segundo especialista em logística, é reduzir a percepção de risco dos investidores em relação ao novo modelo de concessões de ferrovias.

“As ferrovias demandam investimentos de peso. A percepção é de que o risco é alto (…). A incógnita é a capacidade da Valec exercer esse novo papel, ao qual ela não está acostumada. O próximo governo precisa resolver isso”, disse Senna.

O novo modelo de concessões para o setor prevê que a estatal Valec compre toda a capacidade de carga das futuras concessões de ferroviárias para revendê-la a outras empresas que queiram operar trens nas novas vias.

Para portos, nem dentro do governo acredita-se que ainda seja possível fazer algum arrendamento de área em portos públicos ainda este ano, segundo disse uma fonte que pediu anonimato.

Com isso, deve ficar para a próxima administração licitar quatro grandes blocos de arrendamentos, com investimentos totais de cerca de 17,2 bilhões de reais.

O governo federal esclareceu 15 de 19 questionamentos do TCU sobre os arrendamentos do primeiro bloco, e entre as quatro que restaram, a principal é a cobrança do Tribunal do estabelecimento de tarifas-teto para todos os serviços.

O julgamento do recurso do governo sobre esses quatro itens foi interrompido em julho e ainda não há previsão sobre quando o caso voltará à pauta do tribunal.

Existe ainda uma dificuldade adicional, que barraria o lançamento do edital portuário mesmo se o TCU aprovar o recurso do governo contra os quatro questionamentos. Trata-de de recurso apresentado por parlamentar que questionou o TCU por ter aceitado as explicações do governo federal sobre as 15 primeiras exigências. O mérito do recurso ainda não foi julgado.

O ministro César Borges destaca que o fato do primeiro bloco de licitações ainda não ter sido aprovado pelo tribunal afeta também os trabalhos para os outros lotes de arrendamentos.
“Queríamos já fazer a consulta pública do segundo bloco, mas essa consulta depende da posição sobre o bloco 1, das adaptações que forem necessárias”, disse o ministro.

Borges ressalta que apesar do atraso dos arrendamentos, a secretaria já conseguiu avanços em outra frente, a de autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), fora dos portos públicos.
Desde o final do ano passado já foram autorizados 26 novos TUPs e expansão de outros dois. “Esses terminais terão cerca de 10 bilhões de reais de investimentos”, disse Borges.

RODOVIAS

Após o fracasso inicial do leilão da BR-262 (ES-MG) em setembro do ano passado, que não teve interessados, o governo federal conseguiu realizar o leilão de seis outras rodovias.

Em janeiro deste ano, foi lançado um novo pacote para mais cinco concessões rodoviárias, com investimentos totais de 17,8 bilhões de reais. Inicialmente, a intenção era publicar todos os editais no segundo semestre deste ano.

Mas, deste novo pacote, apenas uma concessão, a da ponte Rio-Niterói, que prevê investimentos de 600 milhões de reais, tem alguma chance de ser realizada este ano. “Se não for possível, talvez o edital saia ainda este ano e o leilão ocorra no começo de 2015”, disse uma fonte do governo federal a par do assunto.

Este leilão, em particular, tem um motivo a mais para ocorrer o quanto antes, já que em maio vence o atual contrato de concessão da ponte, hoje administrada pela CCR.

Caberá ao próximo governo, portanto, levar adiante as concessões de cerca de 2,6 mil quilômetros dos outros quatro trechos rodoviários já lançados e cujos estudos ainda estão em andamento.

Fonte: Reuters, 26/09/2014  

ANTT e agência europeia firmam parceria em ferrovias

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a European Railway Agency (ERA) assinaram na última terça-feira (23) um Memorando de Entendimentos com o intuito de ampliar o diálogo entre o Brasil e a União Europeia. O documento foi assinado pelo diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, e o diretor executivo da ERA, Marcel Verslype, durante a feira Innotrans, em Berlim.

Segundo a ANTT, as conversas tiveram início em fevereiro, quando foi desenvolvido um plano de ação em que as partes se comprometeram a buscar uma cooperação mais estreita entre os reguladores. O objetivo é a obtenção de acordos de reconhecimento mútuo em matéria de requisitos técnicos, avaliação de conformidade e padrões na área ferroviária.

O Brasil está fazendo investimentos substanciais para ampliação e revitalização do seu sistema ferroviário. A ANTT lançou, em junho deste ano, a regulamentação sobre a atividade do Operador Ferroviário Independente (OFI), que implanta um novo modelo nos serviços de transporte ferroviário. O novo marco regulatório construído para o setor já é adotado amplamente na Europa e prevê a prestação do serviço de forma dissociada da exploração da infraestrutura.

Essa nova forma de concessão, caracterizada pela horizontalidade, difere do modelo vertical, em que a exploração da infraestrutura ferroviária e a prestação do serviço são executadas por uma única empresa. Segundo a ANTT, isso permitirá a abertura do mercado e a competição entre vários agentes de transporte, tornando o serviço mais barato e eficiente.

Fonte: Revista Ferroviária, 26/09/2014

Estrangeiros apostam no crescimento das ferrovias brasileiras

O transporte ferroviário do Brasil está na mira dos negócios de empresários europeus. O interesse ficou evidente pela quantidade de empresários que buscaram informações a respeito do transporte sobre trilhos no Estande Brasileiro durante os quatro dias da InnoTrans. A maior feira ferroviária do mundo, realizada em Berlim, na Alemanha, reuniu neste ano, dos dias 23 a 26 de setembro, 2.691 expositores distribuídos em uma área de 161.420 m2.

O interesse pelo mercado brasileiro é tamanho que a capa do principal informativo distribuído hoje (26), na InnoTrans, estampava o acordo de cooperação assinado entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Europeia de Ferrovias (ERA).

O acordo de cooperação consiste em uma troca bilateral de experiências no campo da interoperabilidade, segurança, sinalização ferroviária e regulamentos de comunicação, o que inclui as especificações técnicas e na formulação de regras para operação. Estes dados são importantes para a operação das ferrovias de cargas previstas no Programa de Infraestrutura e Logística (PIL), lançado pelo governo federal brasileiro.

“Essas ferrovias serão construídas seguindo um novo modelo, o open acess. Portanto, para que seja feita a ligação com a malha já existente, precisaremos buscar informações para definir a melhor forma de funcionamento, além das regras de operação.  Neste sentido, os europeus têm know-how, pois passaram por situação semelhante há 40 anos”, explica o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “O que queremos com essa parceria é a troca de dados, de experiências. Não significa que vamos implementar o modelo europeu”, completa Bastos.

O diretor executivo da Agência Ferroviária Europeia, Marcel Verslype, destaca que o Brasil é um mercado muito importante para os europeus. No entanto, enxerga algumas situações e problemas que os países europeus vivenciaram no passado e já encontraram soluções. “Acredito que trabalhando juntos podemos ajudar a evitarem erros que a Europa cometeu no passado”, enfatiza Verslype.

O intercâmbio de informações será feito por meio da realização de workshops com especialistas, de visitas técnicas às ferrovias europeias e suporte técnico de especialistas.

Mercado ferroviário em ascensão atrai interesse de grandes e pequenas empresas

O Brasil é a “bola” da vez no interesse de fornecedores de dezenas de empresários europeus. Empresas como Bombardier, Siemens, Deutcsh Banh, Frauscher, Getzner, SCI, BC2, Vossloh, Weather Cockpit, Ville Rail e Alstom estão entre as empresas interessadas no mercado ferroviário brasileiro, seja para ingressar, seja para  ampliar as vendas no país ou o portfólio de produtos comercializados. E, os produtos e serviços oferecidos são os mais diversos, que vão de locomotivas a parafusos.

É o caso da empresa Bombardier, que possui um modelo de locomotiva voltado especificamente para as necessidades das ferrovias de carga brasileiras. Já a empresa Weather Cockpick quer inserir no mercado uma tecnologia que identifica antecipadamente os tipos de problemas que podem ocorrer nas vias férreas com as alterações abruptas de temperatura.

A SCI Verkeher Consultoria também quer conquistar um espaço entre os brasileiros. A empresa é especializada na elaboração de pesquisas sobre o potencial de mercado em todo o mundo. O consultor da empresa, Leandro G. Padovan, explica que a previsão de crescimento do transporte de cargas e passageiros no Brasil é de 4,2% de 2015 a 2018, enquanto na Europa como um todo a estimativa é de um aumento de 1,5%. “Por isso consideramos o Brasil um mercado com tanto potencial”, afirma.

O objetivo da empresa BC2 é o de ampliar sua carteira de clientes no Brasil, para onde já fornece equipamentos de segurança e de manutenção de vegetação em ferrovias. O representante da empresa, Bruno Britto, afirma, que a intenção da empresa, é o de produzir no país peças de reposição dos equipamentos para reduzir a necessidade de importações que, além de demoradas, têm o custo elevado.

Outra empresa com os olhos voltados para o Brasil é a Getzner, que pretende emplacar nas ferrovias de carga brasileiras um produto isolante de vibração que aplicado sobre os trilhos absorve impactos. A empresa já fornece o produto há 20 anos para o Metrô-SP.

 Fonte: ANTF, 26/09/2014

25/09/2014 – A Aenfer realiza a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin

Como forma de reconhecer e valorizar personalidades ligadas ao setor ferroviário, a AENFER promoveu a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin 2014.

A homenagem aos agraciados aconteceu na manhã do dia 25 de setembro no auditório da Aenfer e foi acompanhada por associados, amigos, familiares e entidades de classe ferroviária.

O evento teve como mestre de cerimônia o engenheiro e conselheiro da Aenfer José Martins Pataro. Compuseram à mesa o inventariante da extinta RFFSA Manoel Geraldo Costa, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ) Agostinho Guerreiro, presidente da AENFER Luiz Euler Carvalho de Mello, presidente da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (FAEF) Clarice Soraggi e o presidente da Associação de Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina, Almir Gaspar.

 

Em sua XVII edição a entidade condecorou cinco personalidades do âmbito ferroviário. Os homenageados deste ano foram:

Engº Albuíno Cunha de Azeredo;

Engº Aldo Paschoal Gama Signorelli;

Cientista social Geraldo Virgílio Godoy;

Engº Jose Geraldo Correa Loques;

Engº Marcus Vinicius Quintella Cury

Em seu discurso, o presidente da Aenfer destacou a importância da homenagem e disse que muitas vezes aqueles que são indicados, não sabem que passam por um rigoroso critério de seleção. Por isso, todos os escolhidos são dignos de eternos aplausos.

“Realmente, há os que nunca trabalharam na ferrovia e são ferroviários por convicção. Há os que trabalham ou trabalharam e hoje gozam da vitaliciedade daqueles que sempre serão lembrados com respeito e admiração”, concluiu.

Ao receber a Condecoração, os homenageados agradeceram o carinho, pelo reconhecimento de seus trabalhos em prol da ferrovia.

Logo após, convidados e homenageados participaram de um coquetel oferecido pela AENFER que aconteceu no Espaço Cultural Carlos Lange de Lima.