CBTU recebe veículo que trafega em rodovias e ferrovias

Aquisição era uma antiga reivindicação da área de manutenção de via permanente que a partir de agora terá mais agilidade na troca de dormentes, trilhos e demais serviços

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em João Pessoa recebeu nesta semana o seu primeiro veículo rodoferroviário basculante, que tanto trafega em rodovia quanto em ferrovia. A aquisição era uma antiga reivindicação da área de manutenção de via permanente que a partir de agora terá mais agilidade na troca de dormentes, trilhos e demais serviços de ajustes da via férrea no âmbito dos 30 km da Companhia. O veículo representa um investimento da ordem de R$ 475,9 mil.

Na mesma licitação, o pregão eletrônico nº 01/2014, a CBTU em João Pessoa também adquiriu uma máquina retroescavadeira, que será fundamental nos serviços de manutenção e adequação da via, bem como efetuar serviços gerais em todo o sistema. O bem foi adquirido por R$ 187 mil.

Segundo o superintendente da CBTU em João Pessoa, Wladme Macedo, esses dois novos equipamentos vão facilitar os trabalhos de manutenção e correção da via permanente, bem como necessitar de menos homens para execução do serviço. “A partir de agora teremos um veículo que pode ser carregado de brita, ou dormentes ou outros materiais em qualquer lugar e descarrega-lo ao longo da linha férrea porque ele pode ser conduzido nas ruas e na linha do trem”, afirma.

De acordo com o coordenador de Licitação, Marcos Lacet, as propostas de eventuais fornecedores estimavam em R$ 530 mil o valor para a aquisição do caminhão rodoferroviário basculante e em R$ 200 mil o preço da retroescavadeira. “Diante disto, contata-se que a metodologia utilizada, pregão eletrônico através do sistema de registro de preços, trouxe uma economia aos cofres públicos de R$ 67.100,00” diz.

Fonte: Portal Uol, 26/11/2014

Aumento na tarifa do trem do Corcovado pode parar na Justiça

A decisão do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio RJ), órgão federal responsável pela administração do Parque da Tijuca, de majorar a taxa de visitação ao Cristo Redentor, que passou de cerca de R$ 5 para aproximadamente R$ 21, pode fazer o aumento da tarifa do trem do Corcovado parar na Justiça.

“Estamos recorrendo ao secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, e vamos ao ministro (do Turismo) Vinícius Lage. Mas se nada resolver, vamos ao Procon”, adiantou o presidente da regional Rio da Associação Brasileira de Agências de Viagem, George Irmes.

Segundo ele, a medida obriga às agências acolhedoras no Rio a quebrarem contratos, pois o preço de pacotes de cerca de 300 mil turistas estrangeiros que deverão desembarcar na cidade até o Réveillon foi fechado há cerca de um ano.

“Os pacotes para o Carnaval, por exemplo, são fechados ao fim do Carnaval anterior. Os preços foram contratados e já pagos”, disse Irmes. Segundo ele, as empresas terão que arcar com o custo decorrente do aumento da taxa, ou renegociar os contratos.

“Cobrávamos, em outubro, R$ 51 pela passagem e ficávamos com R$ 46. Agora, cobramos R$ 62, mas ficamos com R$ 36, por causa do aumento da taxa de visitação do parque embutida pelo ICM-Bio na tarifa do trem”, diz Administrador do trem do Corcovado, Sávio Neves. O reajuste começou a vigorar nesta quarta-feira.  O DIA tentou ouvir o ICM-Bio RJ sobre o aumento da taxa. A assessoria do órgão funciona em Brasília e não retornou as ligações.

Fonte: O Dia, 26/11/2014

Mapa logístico do IBGE aponta falta de ferrovias e hidrovias

A distribuição de ferrovias e hidrovias é bem reduzida no País, com potencial muito pouco explorado, avaliou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem o mapa mural “Logística dos Transportes no Brasil”. O modal rodoviário predomina no território brasileiro, com concentração maior na Região Centro-Sul, especialmente no Estado de São Paulo.

“Existe um baixo investimento ao longo da história em ferrovias e hidrovias. Na exportação de commodities, seria ideal o uso de ferrovias para o escoamento dessa produção. Já é usado, mas ainda falta investimento. Houve avanço nos últimos anos, mas está aquém do que poderia ser utilizado”, concluiu André Assumpção, geógrafo do IBGE.

De acordo com a Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61,1% de toda a carga transportada no Brasil em 2009 usou o modal rodoviário, enquanto 21% passaram por ferrovias, outros 14% pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos e apenas 0,4% por via aérea.

A exceção é apenas a região amazônica, onde se destaca o transporte por vias fluviais por causa da densa rede hidrográfica natural. “No Norte já existem as condições naturais para uso de hidrovias, mas não são bem aproveitadas como deveriam”, apontou Assumpção.

No mapa, é possível observar os “vazios logísticos”, onde a rede de transporte é mais escassa: no interior do Nordeste; na região do Pantanal (com exceção da área de influência da hidrovia do Paraguai); e no interior da floresta amazônica (exceto no entorno das hidrovias Solimões-Amazonas e do Madeira).

São Paulo. O levantamento mostra que São Paulo é o único Estado com uma infraestrutura de transportes que conecta as cidades do interior à capital por uma vasta rede, que inclui rodovias duplicadas, ferrovias e a Hidrovia do Tietê. O estado ainda comporta o maior aeroporto (Guarulhos) e o porto com maior movimentação de carga (Santos) do País.

São Paulo também concentra quase metade dos portos secos, 28 das 62 estações aduaneiras de interior de todo o Brasil. As Regiões Nordeste e Norte têm apenas duas estações aduaneiras de interior cada: em Recife e Salvador; e Belém e Manaus. O Centro-Oeste possui três, enquanto a Região Sul tem 11 cidades com portos secos.

Segundo o estudo, a fronteira brasileira com a Argentina, Paraguai e Uruguai registra as interações mais dinâmicas com os países vizinhos, havendo, portanto, maior ocorrência de postos da Receita Federal e de cidades gêmeas. Os três países compõem o Mercosul junto com o Brasil desde a sua criação.

A compilação feita pelo IBGE contou com dados do Banco de Informações e Mapas de Transportes do Plano Nacional de Logística dos Transportes (BIT-PNLT) – Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Infraero e da Receita Federal do Brasil.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 26/11/2014  

Alemã Wago terá sede própria no Brasil

A empresa alemã Wago, especializada na fabricação de conexões elétricas e automação, com várias aplicações no setor metroferroviário, anunciou ontem, em São Paulo, que iniciará em 2015 a construção de uma sede própria no Brasil. Ela será localizada em Jundiaí (a 60 km de São Paulo), em substituição à sua atual sede, localizada em um edifício alugado no município de Itupeva (vizinho a Jundiaí). A previsão é que a nova sede própria fique pronta em 2016.

Marcos Salmi, diretor geral da Wago no Brasil, comentou à Revista Ferroviária que o investimento representa uma aposta no crescimento do setor, tendo em conta o grande potencial de avanço do transporte sobre trilhos no país. “Com a nova sede, a Wago cria de vez raízes no Brasil”, afirmou.

Questionado se a empresa planeja fabricar no país seus conectores elétricos, Salmi respondeu que tudo dependerá do incremento das encomendas. Havendo escala, a fabricação local se tornará viável. No momento, a empresa já atende a clientes locais, como a CAF, Alstom, Bombardier, entre outras, sempre com peças importadas.

Além de suas fábricas na Alemanha, a Wago tem atualmente unidades fabris na Suíça, Polônia, França, Estados Unidos, Índia, Japão e China. Um dos seus produtos mais conhecidos é o conector a mola, de fácil manuseio e resistente a intempéries e a vibrações, o que assegura a durabilidade das conexões da fiação elétrica. “Um trem pode ter mais de 10 mil conexões elétricas, que são submetidas a vibrações constantes. Nenhuma pode falhar. Como encontrar um mau contato em um trem, caso ele falhe?”, comentou Salmi.

A Wago está presente no Brasil desde 2005 e conta com cerca de 65 funcionários no país. Seus conectores são usados tanto na composição de sistemas elétricos de trens quanto em sistemas de sinalização, entre outras aplicações fora do setor metroferroviário.

Fonte: Revista Ferroviária, 26/11/2014

Ferrovia interoceânica fica mais barata se cortar a Bolívia, diz Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste sábado que a construção na América do Sul de uma ferrovia interoceânica será mais barata se atravessar seu país, ao invés de unir diretamente os territórios de Brasil e Peru. “Se a ferrovia bioceânica passar pela Bolívia será mais curta e mais barata”, garantiu Morales em entrevista coletiva na cidade de Cochabamba.
O governante fez o comentário a propósito de uma declaração recente do presidente do Peru, Ollanta Humala, que excluiu a possibilidade que a ferrovia passe por território boliviano. Humala disse que seu país, o Brasil e a China estudarão essa obra para integrar suas economias.

Por sua vez, Morales comentou neste sábado (22) que há dois projetos em debate para a construção dessa ferrovia na América do Sul com apoio financeiro da China, para unir os oceanos Atlântico e Pacífico, e insistiu que a opção pela Bolívia é a mais econômica.

O presidente boliviano acrescentou que China e Brasil estão surpreendidos pelo projeto que inclui a opção da Bolívia. Morales disse também que talvez os técnicos peruanos não tenham apresentado bons relatórios às autoridades de seu país, motivo pelo qual dará essa informação pessoalmente ao governo vizinho.

Nesse sentido, lembrou que está pendente uma reunião bilateral com seu colega peruano para tratar projetos de desenvolvimento. Em uma ocasião anterior, Morales disse que o projeto ferroviário pode custar entre US$ 10 bilhões e US$ 13 bilhões.

Fonte: EFE, 22/11/2014

SuperVia tem projeto enquadrado para debêntures de infraestrutura

A SuperVia Concessionária de Transporte Ferroviário, companhia controlada pela Odebrecht TransPort que administra trens urbanos do Rio de Janeiro e o Teleférico do Alemão, teve projeto enquadrado como prioritário pelo Ministério dos Transportes para a emissão de debêntures de infraestrutura.

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, o projeto contempla reformas e melhorias no sistema de transporte ferroviário de passageiros do Estado do Rio de Janeiro.

As debêntures de infraestrutura, também conhecidas como debêntures incentivadas, possuem incentivos fiscais e são usadas como fonte de financiamento de projetos.

Fonte: Reuters, 21/11/2014  

Moradores serão ouvidos sobre projeto básico da Linha 5 do RJ

O detalhamento do projeto básico da Linha 5 (Gávea-Carioca) do metrô terá uma série de audiências públicas de apresentação e discussão da proposta com moradores dos bairros atravessados pelo traçado. As reuniões estão previstas para acontecer no ano que vem, durante os oito meses de elaboração do projeto, que inclui a confecção do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da obra. Segundo o subsecretário de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Casa Civil, Rodrigo Vieira, durante o detalhamento, serão analisadas três opções de traçado entre a Gávea e a Carioca, com variações de localização dos túneis e das estações.

Como O GLOBO mostrou nesta terça-feira, a opção que tem a preferência dos técnicos da Rio Trilhos, que fizeram o projeto conceitual da Linha 5, passa pelo subsolo das ruas Jardim Botânico, Humaitá e parte da São Clemente, de onde o túnel seguiria sob o maciço rochoso do Morro Dona Marta, passando por baixo dos bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, chegando ao Centro. Mas há outras opções, que levam em conta a possibilidade de os túneis cortarem o bairro do Jardim Botânico passando sob o maciço da Tijuca ou passando por baixo de um trecho do gramado do Jockey e, depois, pelo eixo da Avenida Lineu de Paula Machado, antes de chegar aos demais bairros. Cada variante, diz Vieira, poderá determinar mudanças nos pontos das estações.

Cinco consórcios, com 21 empresas projetistas e de consultoria ambiental de quatro países participaram da habilitação técnica da licitação. Três foram habilitados pelo estado para seguir na concorrência, mas um dos consórcios perdedores apresentou recurso. Nesta terça, o governo abriu os envelopes com as propostas técnicas do trabalho feitas pelos quatro consórcios. A expectativa é que a análise das propostas consuma dois meses, quando então serão abertas as propostas financeiras do serviço, orçado inicialmente em R$ 35 milhões, chegando finalmente ao nome do consórcio vencedor.

— É uma concorrência que reúne técnica e preço. As propostas técnicas e financeiras vão receber notas. O vencedor vai fazer o projeto básico e o Eia-Rima da linha. É um projeto robusto que inclui os estudos de engenharia, demanda de passageiros, material rodante, impacto ambiental e social, sinalização da linha, geologia, geotecnia e especificações de trens, entre outros. As audiências públicas são parte do licenciamento ambiental. Só para se ter uma ideia, na Linha 4, o projeto básico analisou 36 alternativas de traçado só na Zona Sul — explicou Vieira.

O subsecretário acrescentou que o estudo poderá confirmar ou não o traçado pretendido pelo governo e apresentar alternativas para os túneis e a localização das estações e seus acessos. Vieira disse ainda que, no caso específico da estação Jardim Botânico, será analisada, por exemplo, a conveniência de seu acesso nos jardins do Hospital da Lagoa. Essa é uma das sete opções apontadas no estudo conceitual da linha, e a preferida dos técnicos, mas não é bem aceita pela associação de moradores do bairro, que questiona o fato de a área ser tombada. O hospital é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, e os jardins foram desenhados por Roberto Burle Marx.

— Vamos analisar, dentro do estudo, as condições do tombamento e avaliar. A associação defende, por exemplo, um terreno de uma construtora que fica próximo. Mas isso (a decisão do local) é algo que só poderá ser decidido durante a elaboração do projeto básico — afirma Vieira.

Sobre a perfuração da linha começar pelo subsolo da Praça Santos Dumont, na Gávea, o subsecretário explicou que a opção será estudada levando em conta o traçado que o túnel da Linha 5 poderá ter entre as estações Gávea e Jockey. Será analisada ainda a necessidade de espaço para a montagem do tatuzão. A perfuratriz tem 120 metros de comprimento, mas necessita de áreas extras para colocação das peças de concreto que compõem os túneis e outros materiais usados nas perfurações.

— A praça é um ponto conhecido (no projeto). Todas as opções de traçado (entre a Carioca e o Jockey) se conectam a partir dali com a estação Gávea. Mas a posição do poço de perfuração terá a localização exata apontada no estudo, uma vez que o túnel entre Gávea e Jockey poderá ser aberto pelo subsolo da Rua dos Oitis ou pela Avenida Marquês de São Vicente. Dependendo do traçado escolhido, a posição da estação no subsolo do Jockey muda. De qualquer forma teremos interferência temporária ali sim. E ela será recomposta depois das obras — diz Vieira.

O projeto da Linha 5 irá, ainda segundo Vieira, detalhar como seria feita a estação Santa Teresa e a eventual necessidade de uso de elevadores ou escadas rolantes e fixas para que os passageiros possam acessar a estação a partir do Largo dos Guimarães. O estudo irá especificar também uma nova plataforma a ser construída ao lado da atual estação Carioca, para receber os trens vindos da Gávea. De acordo com o subsecretário, a plataforma já existente na Carioca, escavada nos anos 70 e localizada abaixo da estação atual, não poderia ser usada porque está destinada a receber os trens da expansão da Linha 2, entre Estácio e Praça Quinze. A posição dessa estação, diz Vieira, terá que levar em consideração ainda a possibilidade de o estado, no futuro, decidir fazer expansões do metrô rumo à Zona Portuária e à Praça da Cruz Vermelha.

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— O estudo terá que apontar qual a melhor posição dessa nova plataforma, de forma a viabilizar essas expansões no futuro — acrescentou.

O governador Luiz Fernando Pezão confirmou, na manhã desta terça-feira, que pretende utilizar o tatuzão na abertura de outras linhas de metrô no Rio, ao final das obras da Linha 4, previstas para o primeiro semestre de 2016. Para isso, além do projeto básico da Linha 5, que já está sendo licitado pela Casa Civil, a Secretaria de Estado de Transportes já elabora os termos de referência que irão sustentar as licitações para os projetos básicos de outros três trechos metroviários: Uruguai-Méier (Engenhão), Carioca-Estácio e Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio dos Bandeirantes. O mais adiantado é o Gávea-Carioca. Mas o eventual avanço dos demais projetos ao longo de 2015 poderá fazer com o que o estado decida usar o tatuzão primeiro em outra linha.

— Eu vi a dificuldade que foi fazer os projetos básico e executivo, licenciamento ambiental e desapropriação da Linha 4. Então eu quero vencer essas etapas. Hoje (terça), com a abertura dos envelopes (da Linha 5), estamos sinalizando o que queremos do governo, que é ter os projetos, o licenciamento e os custos das obras (de expansão do metrô) prontos. O tatuzão vai termimar o seu trabalho na linha 4 em 2016. Quero muito fazer essa linha (Gávea-Carioca). Mas também quero fazer as outras. De repente podemos dar prioridade a uma linha ou outra. Mas tenho que ter o projeto e o licenciamento de todas, porque aí é um avanço significativo. Posso então colocar o São Pidão debaixo do braço e pedir (recursos) para a presidenta Dilma, o prefeito Eduardo Paes, todo mundo. O estado sozinho não tem condições de fazer — disse o governador, que anunciou que pretende iniciar as obras da Linha 3 (Niterói-São Gonaçalo) do metrô até abril de 2015.

Fonte: O Globo, 18/11/2014  

 

SuperVia tem quatro novos trens em operação nesta semana

Nessa semana, quatro novos trens chineses entram em operação assistida no ramal Deodoro. Com essas composições, a SuperVia passa a oferecer mais 4.800 lugares com ar-condicionado, proporcionando mais conforto aos passageiros. As composições foram adquiridas pelo Governo do Estado e já somam 18 novos trens em circulação esse ano. Com o processo de renovação da frota em andamento desde 2011, já foi possível aposentar 45 trens dos modelos mais antigos e, atualmente, mais de 70% dos 2,1 milhões de lugares ofertados são em composições refrigeradas. Os trens chineses também contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmera e painéis de LED.

Fonte: SuperVia, 17/11/2014

Cenário positivo para o setor metroferroviário

O segmento metroferroviário está otimista com as perspectivas de expansão e modernização dos trens e metrôs urbanos. Reunidos na 17ª Feira Negócios nos Trilhos – NT Expo, promovida pela UBM Brazil, os principais players do mercado debateram as demandas do setor e apresentaram os projetos de infraestrutura e de soluções tecnológicas e operacionais em desenvolvimento pelas operadoras.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores, o aumento da malha de apenas 3% ao ano é insuficiente para atender ao crescimento da demanda em torno de 10%. “Temos 29 projetos metroferroviários em andamento no País e precisamos de mais”, destaca.

Para estimular as oportunidades de novos negócios, a ANPTrilhos promoveu, durante a NT Expo, o 2º Encontro Nacional dos Fornecedores e Compradores de Suprimentos Metroferroviários. Foram mais de 90 reuniões de negócios entre as principais empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos do segmento e as operadoras de transporte de passageiros sobre trilhos Metrô Rio, CBTU, ViaQuatro, Metrô SP, CPTM,  SuperVia e Metrô DF .

“Criamos um ambiente de negócios entre compradores e fornecedores. Os operadores de transportes de passageiros sobre trilhos puderam conhecer os novos serviços e produtos disponíveis no mercado. A aproximação, proporcionada pelo encontro, deve facilitar o contato entre eles e estimular a geração de novos negócios no mercado lá fora”, conta Roberta Marchesi, superintendente da ANPTrilhos.

A NT Expo também contou com a 2ª edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, onde os representantes das operadoras discutiram as demandas do transporte de passageiros para os próximos anos, como a redução do custo das operações, a necessidade de renovação da frota metroferroviária, os investimentos em tecnologia de ponta para melhorar a comunicação, agilidade e segurança do transporte, e a atualização de sistemas para garantir a sustentabilidade ambiental.

Fonte: ANPTrilhos, 17/11/2014

CBTU Natal recebe segundo VLT

A CBTU Natal a segunda das 12 composições de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) adquiridas para o sistema. Segundo o superintendente da CBTU Natal, João Maria Cavalcanti, a primeira composição finalizou a fase dos testes. “Falta apenas a aprovação do laudo conclusivo para terem início as primeiras viagens comerciais”, afirmou.

Os VLTs foram adquiridos com a fabricante Bom Sinal. O investimento foi de R$ 154 milhões, por meio do PAC Equipamentos do Governo Federal. Além da aquisição dos Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT), a CBTU assinou contrato com EPC – Engenharia Projeto Consultoria S/A, vencedora da licitação, para a elaboração do projeto de modernização do Sistema de Trens Urbanos de Natal. O prazo para entrega do projeto é de nove meses. De acordo com Cavalcanti, na próxima semana os técnicos da EPC se apresentarão à equipe da CBTU para a assinatura da Ordem de Serviço.

Dentre as obras de melhoria a serem realizadas estão previstas a recuperação da infra e superestrutura, correção vertical e horizontal da via, assim como a construção de novas estações ao longo dos 56 km de linha férrea em que a CBTU opera.

Fonte: CBTU, 17/11/2014