12/03/2015 – Festa dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março na AENFER

O primeiro evento realizado este ano na Aenfer foi pontilhado de emoções. A confraternização dos aniversariantes de janeiro, fevereiro e março significa o retorno das festividades que virou um ponto de encontro para associados e amigos.

A primeira comemoração que aconteceu no dia 12 de março no Espaço Cultural Carlos Lange de Lima, além de felicitar os aniversariantes, foi também dedicada às mulheres pelo seu dia internacional, comemorado em 08 de março. Para elas a Aenfer preparou um sorteio de brinde especial.

Para os aniversariantes, foram sorteados tablets. Francisco Carlos, Hélio Suêvo, Percini, Júlio Cesar e Celso Paradela foram os contemplados.

Na ocasião, o vice-presidente Jorge Ribeiro lembrou do 23º aniversário de fundação da Associação, comemorado dia 26 de março. Ele falou da importância da entidade que tem como objetivo representar e defender os direitos da classe ferroviária.

Uma grande surpresa foi a presença do diretor Social Carlo De Luca que recentemente passou por uma intervenção cirúrgica. Ele está se recuperando muito bem e recebeu o carinho dos amigos.

O Buffet ficou por conta do retorno da equipe da Tarciana que trouxe de volta o tradicional almocinho, além dos deliciosos salgadinhos e docinhos. A qualidade do serviço foi elogiada por todos.

Receberam os parabéns os aniversariantes: José Antônio Domingues, Sandra Guio, Norma Andreiolo, Regina Gueylard, Celso Paradela, Roosevelt Lima, Helio Suêvo, Júlio Cesar Ramos de Souza, Delfina Castro, Maria de Fátima Magalhães, Nelson Fonseca, Marcio Hampshire, Ricardo Muci, José Luiz Seixas Ramos, João Bosco Setti, João Carnevale, José Bittencourt Percini e Francisco Carlos Guimarães Ferreira.

 
1Aniversariantes Bate papo Confraternização Convidados Diretor De Luca com os amgos Funcionários da RFFSA Percini, Bosco e amigos Sorteadas Vice-presidente Jorge Ribeiro fala para os associados Sorteados com o brinde  Diretor De Luca com os amgos Almocinho saboreado pelos associados

Apaixonados pelo Trem

130 anos da Ferrovia Paranaguá-Curitiba

  Parte da história das ferrovias teve início no século XVII, quando as minas inglesas ainda usavam trilhos de madeira para transportar carvão em vagonetes. No século 18, esses trilhos passaram a ser revestidos de metal a fim aumentar sua durabilidade. Quase que simultaneamente surgiram os primeiros trilhos inteiramente de ferro.

Em 1712, o britânico Thomas Newcomen inventou a máquina a vapor, que foi aperfeiçoada por James Watt em 1770. O novo invento foi usado principalmente no acionamento de moinhos agrícolas e de bombas d’água em minas. O sistema a vapor foi um dos principais viabilizadores da Revolução Industrial iniciada na Inglaterra do século 18. Novos estudos envolvendo máquinas a vapor e de propulsão serviram de base para o aperfeiçoamento de alguns meios de transporte, caso do barco a vapor. No início do século 19, o inglês Richard Trevithick desenvolveu a primeira máquina capaz de trabalhar com altas pressões de vapor e, com isso, movimentar um eixo. Trevithick colocou esse dispositivo em um chassi de quatro rodas, que conseguia se movimentar sobre trilhos. Era 1804 quando ele conseguiu fazer com que seu invento puxasse uma carga de carvão de 9 toneladas ao longo de 15 km. Nascia ali a primeira locomotiva.

No tempo das marias-fumaças

Os saudosistas afirmam não haver experiência semelhante a de andar em um trem puxado por uma locomotiva a vapor, especialmente quando se viajava à noite. Uma profusão de estímulos agussavam todos os sentidos do viajante: o cheiro de fumaça, o som dos jatos de vapor, as fagulhas voando pela noite competindo com as estrelas…

Brasil

Por aqui, ainda no século 19, o Regente Feijó promulgava uma lei que concedia favores àquele que construísse estradas de ferro ligando a capital do país na época, o Rio de Janeiro, com outras províncias. Não houve interessados.

A primeira ferrovia brasileira foi construída pelo Barão de Mauá em 1852. Ela fazia a ligação entre um porto no interior da Baía de Guanabara e o começo da raiz da serra para Petrópolis. Os 14,5 km da estrada de ferro foram percorridos em 23 minutos com uma velocidade média de 38 km/h.

Paranaguá-Curitiba

Ferrovia Paranaguá.Curitiba  Paranagua.curitiba.Serra Ferrovia Paranaguá Curitiba floridaFerrovia Paranagua

Quando a estrada de ferro Paranaguá-Curitiba iniciou seu tráfego regular, em 5 de fevereiro de 1885, ela contava com dez locomotivas marias-fumaças. Segundo o pesquisador Edilberto Trevisan, seis locomotivas eram do tipo tender, construídas em Paris pela Société de Construction des Batignolles. Eram máquinas de grande peso que desenvolviam pequena velocidade.

Frequentemente, os trens de passageiros simplesmente paravam no meio dos túneis. Essas locomotivas acabaram sendo vendidas. As outras quatro marias-fumaças, da fábrica Baldwin, foram importadas da Filadélfia, nos Estados Unidos. A primeira locomotiva que chegou na estação de Curitiba foi uma Baldwin, em 19 de dezembro de 1884.

Por mais de sessenta anos as locomotivas a vapor foram a força motriz da ferrovia Paranaguá-Curitiba. A partir de 1948 o governo federal começou estudos para implantar o sistema diesel-elétrico de tração, pois o sistema a vapor tinha um alto custo de operação.

Tal mudança acarretaria em uma modificação radical no sistema de manutenção e aparelhamento das oficinas, exigindo um alto investimento inicial. Somente em 1953 foi inaugurado, pelo presidente Getúlio Vargas, o primeiro trecho eletrificado: 23 km entre Curitiba e Piraquara. Nesse período, foram importadas dez locomotivas inglesas modelo Metropolitan-Vickers, que pesavam 50 toneladas e tinham somente 900 HP’s contínuos de potência. Infelizmente a eletrificação acabou se tornando inviável principalmente pelos custos operacionais. Nove das locomotivas foram transferidas para a Rede Mineira de Viação. Hoje restam apenas duas: uma no Museu Ferroviário de São João Del Rey e outra parte do acervo da ABPF-PR.

Só no fim dos anos 1950 é que começaram a chegar ao Paraná as primeiras locomotivas a diesel. Até hoje as composições que circulam entre o Litoral e o planalto curitibano são puxadas por máquinas a diesel.

As oficinas da RVPSC

A partir dos anos 1940, a Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC) começou a desenvolver um complexo de oficinas distribuído por Curitiba, Ponta Grossa, Mafra (SC) e Ourinhos (SP). Nesses locais, era feita a manutenção de todo o material rodante, como locomotivas, vagões, automotrizes e veículos de linha. Além da manutenção, também eram produzidas peças – tanto para os trens como para a via permanente.

As oficinas em Ponta Grossa também fabricavam vagões de passageiros, dentre eles os clássicos vagões do trem azul Marumbi, que percorria o trecho Paranaguá-Curitiba. O maior dos complexos de oficinas era o de Curitiba, que foi inaugurado por Getúlio Vargas em sua visita ao Paraná em 1953. Na época, as instalações foram erguidas com uma nova técnica de construção, o concreto armado. Próximo às oficinas de Curitiba foi construída uma grande vila operária, a Vila Oficinas.

Associação Brasileira de Preservação Ferroviária

Parte da história da ferrovia Paranaguá-Curitiba pode ser contada através dos trens que se aventuram à beira dos precipícios da Serra do Mar. No início os vagões transportavam cargas de 6 toneladas, hoje podem carregar até 80.

Em 1966 veio para o Brasil Patrick Dollinger, um francês apaixonado por trens e ferrovias. Ao chegar aqui, Dollinger ficou impressionado com o abandono em que se encontrava o patrimônio ferroviário e, em 1977, fundou a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), nos moldes das existentes na Europa e nos Estados Unidos. A entidade, sem fins lucrativos, reúne interessados na preservação e divulgação da história da ferrovia brasileira, cada região conta com sua própria ABPF.

A do Paraná foi criada em novembro de 1994 e atualmente conta com 12 membros que trabalham com a recuperação de trens antigos. Todos trabalham voluntariamente no espaço das garagens das litorinas no final da Avenida Silva Jardim, ao lado da Rodoferroviária. A entidade está aberta aos que se interessem pelo assunto e que queiram contribuir com mão-de-obra ou com recursos financeiros e materiais para as restaurações.

Fonte: Gazeta do Povo, 25/02/2015

 

 

Valec realiza inspeção nos trilhos da Ferrovia Norte-Sul

Os trilhos da FNS (Ferrovia Norte-Sul), entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), foram aprovados em uma inspeção realizada para verificar possíveis problemas no trecho. Os ensaios foram realizados por uma empresa contratada pela Valec, por determinação do Ministério dos Transportes. O objetivo foi verificar, de forma conclusiva, as condições da ferrovia e, se encontradas, como as falhas poderiam comprometer o nível de segurança operacional da mesma.

Para a avaliação dos trilhos, eles passaram por uma série de testes, que vão desde a verificação visual e inspeção por ultrassom até ensaios laboratoriais de massa, dimensional, dureza, tração e alongamento.

Ao fim dos trabalhos, dois relatórios finais foram produzidos. Um foi produzido em campo e o outro, após análises laboratoriais. Conforme a Valec, ambos afirmaram que os resultados obtidos atendem às especificações da estatal, e que “todos os lotes considerados estão de acordo com o esperado pelo tipo de material e sua aplicação” e que “não haverá comprometimento à segurança e à vida útil do trilho”.

Ensaios complementares realizados pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) apontaram, ainda, que os trilhos adquiridos pela Valec na construção do trecho atendem tecnicamente à demanda de tráfego da Ferrovia Norte-Sul.

O trecho de Palmas a Anápolis tem 855 quilômetros de extensão. As obras foram concluídas e entregues em 22 de maio de 2014 e executadas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), num total de R$ 4,2 bilhões.
No dia 18 de fevereiro, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) autorizou a operação comercial da FNS entre Gururpi (TO) e Anápolis (GO). A Valec fará acordos comerciais com empresas habilitadas pela Agência para realizar o transporte de cargas. Os trens poderão circular a 40 km/h no trecho.

Conforme a estatal, as primeiras locomotivas da empresa VLI estão chegando ao pátio de Anápolis. Assim, com a conclusão da construção da tulha de embarque de farelo de soja da Granol, a expectativa é de que a operação tenha início em breve.

Fonte: CNT Notícias, 26/02/2015

Prejuízo de R$ 250 mil após depredações em estação e trens

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou nesta quinta-feira (26) que os atos de depredação na Estação Palmeiras-Barra Funda na noite desta quarta (25) geraram um prejuízo de cerca de R$ 250 mil ao patrimônio público.
O quebra-quebra começou por conta da paralisação da Linha – 7 Rubi, após forte temporal atingir a cidade. Ainda de acordo com a CPTM, um dos suspeitos de vandalismo foi preso na noite desta quinta, e encaminhado para o Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom).

Três trens foram vandalizados com danos no painel de controle, portas, janelas, 24 extintores de incêndio e vidros quebrados e assentos retirados. Dois desses trens já entraram em circulação nesta quinta após os reparos durante a madrugada. O terceiro trem entrará em operação novamente em 30 dias.
Na Estação Palmeiras-Barra Funda, foram destruídas 10 câmeras de segurança, três vidros blindados da bilheteria, três vidros da central de operação no local, 113 lâmpadas, espelhos e mapas de linha, além de lixeiras e um banco de oito assentos.
Câmeras de segurança
Imagens do circuito de segurança da CPTM exibidas pelo SPTV mostram o momento em que os vândalos pegam placas e batem no trem. Também é possível notar a ação dos seguranças durante o tumulto.
No vídeo, um rapaz aciona um extintor nas costas de um funcionário da Companhia. No meio da confusão, estão três homens de uniforme, dois usam capacetes e capas com símbolo da CPTM e levam armas nas mãos. Os vândalos jogam objetos contra eles. As imagens não têm som. Um dos homens de uniforme parece dar tiros contra um rapaz de camiseta branca. O homem atingido senta no chão.
Em uma outra imagem, um dos homens parece atirar mais duas vezes.  Alguns passageiros pedem calma. E um levanta a camiseta como quem mostra que foi atingido. Em um vídeo feito por um celular, um rapaz que estava no meio da confusão diz que foi ferido.
A polícia vai usar as imagens das câmeras de segurança e as gravadas por passageiros dentro dos trens pra identificar os vândalos. Em nota, a CPTM disse que usa lançadores de projétil de tinta não letal, com o objetivo de marcar os infratores e depois identificá-los pelas câmeras de segurança.
Na tarde desta quarta, um raio interrompeu a circulação na linha, no trecho entre Luz e Pirituba, por volta das 17h45. A descarga elétrica atingiu o cabo de energia de alimentação dos trens entre as estações Lapa e Piqueri. Os trens voltaram a circular, mas com velocidade reduzida, às 21h06.
De acordo com a assessoria de imprensa da CPTM, por volta das 18h, cerca de seis pessoas tentaram atear fogo no vagão de um dos trens paralisados na estação Palmeiras-Barra Funda.
A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança. Ainda de acordo com a CPTM, não houve confronto. Por volta das 21h50, a situação era mais tranquila, mas era possível ver muitos estragos na estação. Uma plataforma estava bloqueada porque várias luminárias e lixeiras tinham sido quebradas. Extintores e divisórias de metal foram jogados nos trilhos.
Por conta do temporal, também foram afetadas as Linhas 10-Turquesa e 8-Diamante, mas a circulação foi retomada ao fim da tarde em ambas. A Linha10 ficou paralisada entre 15h e 18h30. A Linha 8 deixou de circular entre 17h10 e 17h35. As Linhas 1- Azul, 2-Verde, e 3-Vermelha do Metrô funcionaram com velocidade reduzida.

Fonte: G1 -SP, 26/02/2015

Protestos dos caminhoneiros causam prejuízos à ferrovia

Os protestos dos caminhoneiros que se espalham pelas rodovias em todo o Brasil já causam prejuízos no maior terminal ferroviário do Brasil, localizado às margens da BR-163, em Rondonópolis. Aproximadamente dois trens, com até 80 vagões cada, estão deixando de ser carregados diariamente no terminal de Rondonópolis. Os manifestantes pedem redução nos preços do óleo diesel e aumento nos valores dos fretes.

A América Latina Logística (ALL), que administra o terminal ferroviário de Rondonópolis, repassou que os protestos dos caminhoneiros impedem a circulação de caminhões nas principais rodovias do País, afetando, assim, os principais corredores operados pela concessionária. No caso de Rondonópolis, a ALL informa que, em condições normais, partem de Rondonópolis 6 trens diariamente.

A BR-163 no km 122, em Rondonópolis, próximo ao viaduto, é um dos pontos bloqueados pelos manifestantes. O protesto persistiu nesta terça-feira (24/02) em Rondonópolis e vários outros municípios do Estado. Nos bloqueios é permitida a passagem de veículos de passeio, ônibus, vans e caminhões com cargas vivas. Os protestos já atingem cerca de 10 estados da Federação.

Os bloqueios geram o risco de desabastecimento em muitas localidades, especialmente de combustíveis. Em Rondonópolis, o empresário André Augusto Vaquero Cobianchi, da rede de postos Forum, informou à reportagem que ainda tem estoque para mais alguns dias. No entanto, externou que, caso o movimento não cesse, a tendência é que falte combustíveis na rede que dirige.

Conforme André, por causa dos protestos, ele tem caminhão parado nas estradas desde a quinta-feira passada (19/02). Ele explica que os maiores riscos de desabastecimento são de diesel e gasolina, que dependem de um transporte mais longínquo. Ele analisa que, se os protestos persistirem por mais seis dias, vai começar a faltar combustível nos postos do município.

O empresário Tiago Coelho, dos postos Lebrão, também disse à reportagem que, por enquanto, tem estoques para trabalhar. Mesmo assim, reconhece as dificuldades para o transporte do combustível em função dos bloqueios. Ele repassa que a situação vai depender da quantidade de dias dos protestos e do comportamento dos consumidores.

Caso haja uma busca acentuada dos consumidores por gasolina e diesel, com medo de um desabastecimento, Tiago acredita que a falta de combustíveis na cidade pode ser antecipada. Aliás, observa que a demanda dos consumidores já aumentou bastante nos últimos dias. Caso os protestos persistam, acrescentou que, a partir desta quinta-feira (26/02), começa a aumentar os riscos de falta de combustíveis.

Mais informações sobre a situação da rodovia BR-163/364 podem ser solicitadas 24h por dia pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU): 0800 065 0163.

Fonte: A Tribuna – Rondonópolis, 26/02/2015

Governo anuncia cronograma de construção de estações da Linha 4

RIO — O tatuzão empregado nas obras da Linha 4 do metrô (Barra-Zona Sul) deve chegar ao fim do Leblon em dezembro. O prazo foi anunciado nesta quarta-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão, num evento que marcou a chegada do equipamento à futura Estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Caso não haja mais atrasos, a estrutura fabricada na Alemanha que pesa 2 mil toneladas e tem 120m de comprimento e 11,5m de diâmetro concluirá seus trabalhos depois de mais de dois anos. As escavações começaram em dezembro de 2013, a partir da Praça General Osório, e chegaram a ser paralisadas por seis meses depois que surgiram rachaduras em prédios da Rua Barão da Torre e uma cratera no trecho entre as ruas Farme de Amoedo e Teixeira de Mello, ano passado.

Pezão reafirmou nesta quarta-feira que cinco das seis futuras estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) entrarão em operação em junho de 2016. Como O GLOBO informou em janeiro, no primeiro mês, porém, os trens vão circular experimentalmente, fora do horário do rush — o que é conhecido como operação assistida. A partir de julho, passam a operar nos mesmos horários das Linhas 1 e 2, sendo usados inclusive durante os Jogos Olímpicos, em agosto. A Estação Gávea não estará aberta por uma série de fatores. Além das mudanças de projeto, o estado admitiu nesta quarta-feira que só concluirá todas as escavações em junho de 2016, quando finalmente o tatuzão chegará à Gávea.

Ainda no governo Sérgio Cabral, o então secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, chegou a admitir que a estação não ficaria pronta para as Olimpíadas. Dias depois, o governo do estado garantiu que todo o metrô estaria em operação. No fim de 2013, a Estação Gávea foi excluída definitivamente do projeto para os Jogos. Mas, para o governador Luiz Fernando Pezão, não há atrasos:

— Vamos entregar as obras no prazo. Está tudo dentro do cronograma para chegarmos até o Jardim Oceânico antes das Olimpíadas.

Com a chegada à futura estação da Praça Nossa Senhora da Paz, o tatuzão permanecerá um tempo no local para serviços de manutenção dos equipamentos. Para retomar as escavações, ele terá que ser levado por um sistema de roldanas e guindastes até um novo trecho a ser perfurado. A expectativa é que os 920 metros até o Jardim de Alah sejam vencidos até a segunda quinzena de agosto. Do Jardim de Alah até a Praça Antero de Quental serão mais 630 metros, com chegada prevista para a segunda quinzena de outubro. Os 750 metros entre a Antero de Quental e o Alto Leblon deverão ser concluídos até dezembro de 2015. Faltarão ainda 1,5 mil metros até a Gávea, que consumirão mais seis meses de escavações. No Alto Leblon, as duas frentes da Linha 4 vão se encontrar, permitindo que, a partir de junho, entre em operação o trecho Jardim Oceânico-Zona Sul. Na frente de obras da Barra, os trabalhos estão sendo feitos com métodos tradicionais de escavação para abertura das estações Jardim Oceânico e Gávea.

TESTES SEM PASSAGEIROS

De acordo com o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, os testes operacionais ocorrerão no primeiro semestre de 2016, ainda sem passageiros. Inicialmente, serão feitos entre a Barra e São Conrado. Em maio de 2016, acontecerão entre os bairros de Leblon e Ipanema. Nos primeiros meses de operação, o usuário que estiver na Barra não poderá seguir diretamente para o Centro. Terá que descer na estação General Osório e seguir viagem em outra composição que opera na Linha 1.

Após a conclusão das escavações, o tatuzão será guardado numa caverna que está sendo construída na esquina das avenidas Ataulfo de Paiva e Visconde de Albuquerque, no Leblon.

OBRAS ADIANTADAS NA BARRA

O estado divulgou também um balanço sobre as obras nas estações. No Jardim Oceânico (Barra), as escadas do acesso de passageiros pela Avenida Fernando Matos e de chegada à plataforma de embarque já estão prontas. A estação começou a receber a cobertura, e as plataformas de embarque e desembarque começaram a ser construídas.

Em São Conrado, o terminal se encontra em fase de acabamento, e os acessos pela Rocinha e pela Estrada da Gávea já foram finalizados. Na Gávea, falta encerrar a escavação de dois poços. Na Praça de Antero de Quental, ainda não foram concluídas as escavações para a construção da plataforma de desembarque, mas instalações internas, como bilheterias e salas destinadas a funcionários, já começaram a ser erguidas. No Jardim de Alah e na Nossa Senhora da Paz, as obras ainda estão em andamento.

OS PROBLEMAS DURANTE AS ESCAVAÇÕES

Vizinhos da obra da Linha 4 do metrô (Barra-Zona Sul), em Ipanema, vivem sob tensão desde 12 de maio do ano passado, quando crateras se abriram na Rua Barão da Torre, no trecho entre Farme de Amoedo e Teixeira de Melo. Moradores de pelo menos cinco prédios foram afetados pelas obras. Os buracos foram tapados, mas, daquele susto em diante, os transtornos não cessaram.

O síndico Sérgio Paessler, do prédio da Rua Barão da Torre 141, conta que cinco apartamentos, além da portaria, foram afetados por fissuras de mais de um metro de extensão.

— O consórcio da Linha 4 disse que as medições feitas no prédio afastam qualquer risco estrutural. Mas é difícil acreditar, já que novas rachaduras surgiram nos últimos meses. Essa obra gera insegurança e preocupação constante para nós moradores — disse o síndico.

O governador Luiz Fernando Pezão reiterou que os prédios afetados pela obra estão sendo monitorados por técnicos e engenheiros da Linha 4 do metrô. Segundo Pezão, o consórcio já começou a fazer os reparos dos imóveis que foram afetados.

— Realizamos obras de reforço de estrutura dos prédios impactados e eles serão restaurados.

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, também assegurou que, daqui por diante, os prédios no entorno da obra não deverão sofrer impactos significativos com as trepidações, já que o tatuzão passará sob o leito das ruas Visconde de Pirajá (Ipanema) e Ataulfo de Paiva (Leblon).

Fonte: O Globo, 25/02/2015

 

.

 

Governo doa vagões velhos ao Metrô em troca de investimento

O governo do estado transferiu para a concessionária MetrôRio os 28 vagões antigos, sem-ar-condicionado, que atendiam à Linha 2 do metrô. Os equipamentos estavam fora de operação desde 2004 e ficavam estacionados no pátio da Cidade Nova. Em contrapartida, a concessionária será obrigada a construir duas subestações de energia avaliadas em R$ 18 milhões, que eram de responsabilidade do Estado. As subestações serão instaladas próximas às estações de Coelho Neto e Thomás Coelho, na Zona Norte, e devem estar concluídas até o final deste ano.
Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, as subestações servirão para aumentar a capacidade do sistema. A concessionária deve retirar os vagões do pátio, abrindo mais espaço de manobra para os novos trens da Linha 4. A secretaria deve concluir, em 60 dias, operação semelhante para transferir 67 composições antigas para a SuperVia, em troca de investimentos.

Fonte: O Dia, 26/02/2015

Ingressos para o Trem do Corcovado são vendidos em quiosque

RIO – A orla de Copacabana acaba de ganhar mais uma novidade. Instalado na altura da Avenida Princesa Isabel, o primeiro quiosque Ticket Center carioca comercializa entradas de importantes atrativos turísticos da cidade, como o Maracanã, o Trem do Corcovado e o Pão de Açúcar. É possível ainda agendar atividades de ecoturismo, como escaladas, arvorismo e canoagem. Segundo Raffael Ricci, um dos sócios do espaço, tanto o carioca como os turistas podem adquirir seus tíquetes no local de forma segura e sem ter que enfrentar filas.

— É crescente a chegada de estrangeiros que se hospedam em apartamentos alugados e albergues, sem a contratação de uma agência de turismo. E é esse turista que queremos alcançar, oferecer um serviço diferenciado e prático, para quem não quer perder tempo e aproveitar cada minuto por aqui — explica Ricci, que, ao lado dos sócios Gabriel Werneck, André Monnerat e Leonardo Rangel, pretende oferecer outros serviços no espaço.

Inaugurado no início deste mês, o quiosque é parceiro da prefeitura, e aceita cartões de crédito e débito como forma de pagamento. Funciona diariamente, inclusive nos fins de semana e feriados, das 8h às 20h, oferecendo atendimento especializado e trilíngue, além de material informativo sobre o Rio.

Fonte: O Globo, 25/02/2015

 

SuperVia: composições velhas lotam depósitos

De quatro meses para cá, os depósitos da Supervia estão ficando abarrotados de composições velhas. Até o momento, são 151 vagões. Se fossem enfileirados, esses trens velhos ocupariam quase quatro quilômetros de extensão em linha reta. São mil toneladas de materiais valiosos como ferro, cobre, aço inoxidável e alumínio no mercado de sucata, como mostrou o RJTV 1ª edição.

Para cada trem novo que chega com ar condicionado um outro velho sai de circulação são trens antigos com 40 e 50 anos de uso. Todas as composições pertencem ao governo do estado, que até agora não sabe o que fazer com elas. Enquanto isso, os vagões são trazidos para os depósitos da Supervia. O problema é que não há espaço suficiente para acomodar todos os vagões velhos que vão sair de linha até o fim do ano.

Será preciso abrir espaço para mais 144 vagões antigos que saem de circulação até novembro. Até as olimpíadas serão 220. A falta de espaço já compromete o funcionamento das oficinas de manutenção. Parte das composições velhas ocupa provisoriamente metade das vagas reservadas para reparos e consertos dos trens que ainda circulam.

Imagens da Rede Globo

Imagem: Rede Globo

Falta de segurança preocupa

Um outro problema é a segurança desses materiais. A Supervia alega não ter condições de proteger todas as peças de valor com o devido cuidado. “Aí fica exposto a roubo, exatamente esse tipo de problema que a gente não consegue administrar aqui, por ser uma região muito propícia a esse tipo de ação”, alertou Carlos José Cunha, presidente da Supervia.

O governo do estado quer repetir na Supervia a solução encontrada dias atrás para os trens velhos do metrô. Depois de 11 anos largados no depósito, 28 vagões foram finalmente vendidos à concessionária. O valor calculado pela perícia foi de R$ 18 milhões. O metrô fica livre para vender ou reaproveitar as peças que quiser.

Em contrapartida, o estado vai acelerar as obras para a construção de duas novas subestações de energia. Algo que já era atribuição do governo, mas sem previsão de sair do papel. O problema é o tempo que levou para chegar a um acordo. Foram seis meses de muita burocracia.

“Estamos correndo contra o tempo no caso dos trens da Supervia. Os trens chineses estão chegando, o ritmo de chegada é forte, 5, 6 composições por mês e nós esperamos, nos próximos 30 ou 45 dias, termos a solução de modo que a supervia possa começar a liberar os seus pátios para receber os novos trens”, afirmou o secretário Estadual de Transportes, Carlos Osório.

Fonte: G1, 25/02/2015

Assista reportagem pelo link:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/02/composicoes-velhas-abarrotam-depositos-da-supervia-no-rj.html

Linha 4 do Metrô: anunciado cronograma de inaugurações

RIO – No dia em que foi marcada a chegada do Tatuzão à Estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o governador Luiz Fernando Pezão anunciou o cronograma das inaugurações das próximas estações. De acordo com Pezão, a Estação do Jardim de Alah deve ficar pronta na primeira quinzena de agosto. Em seguida, será a vez da estação da Praça Antero de Quental, até a primeira quinzena de outubro, até que o Tatuzão possa chegar ao Alto Leblon, onde ficará parado num poço para manutenção até a retomada dos trabalhos, que seguirão com a perfuração dos túneis até a Gávea. Pezão voltou a dizer que a obra no trecho Ipanema – Barra da Tijuca será concluída até julho de 2016.

No evento, o governador ainda voltou a colocar em xeque o projeto de expansão da Linha 3 do metrô, orçado em cerca de R$ 3 bi por meio de um monotrilho.

— Vamos entregar as obras no prazo. Está tudo dentro do cronograma para chegarmos até o jardim Oceânico antes das Olimpíadas (que acontecem em agosto). Quanto a Linha 3, temos que avaliar o melhor modelo (referindo-se a Metrô ou BRT). De qualquer forma, precisamos esperar a votação do orçamento da União para sabermos se haverá recursos para esta obra do Estado — afirmou Pezão, referindo-se ao ajuste fiscal que o Governo federal deve fazer em suas contas e que, possivelmente, podem afetar os repasses ao Estado.

O governador e o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, que também participou do evento, asseguraram que os prédios no entorno da obra não deverão sofrer impactos com as trepidações, como as fissuram que ocorreram em edifícios de Ipanema no ano passado.

Segundo Osório, neste momento, nos próximos trechos da obra, o Tatuzão passará sob o leito das ruas Visconde de Pirajá e Ataulfo de Paiva.

— Neste trecho há mais areia. A perfuração é feita numa área onde há mais areia, com isso, menos impacto e trepidações para as edificações no entorno — garantiu Osório.

A cerimônia que foi marcada pela operação do Tatuzão, que pela primeira vez atravessou uma parede da estação Nossa Senhora da Paz, levou cerca de 10 minutos. Ao final autoridades e operários aplaudiram a demonstração de funcionamento do equipamento. Técnicos e engenheiros aproveitaram para fazer selfies.

Fonte: Extra, 25/02/2015