Linha do Metrô e monotrilho ficam para 2017

A Linha 17-Ouro do monotrilho e o prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô só devem começar a operar em 2017, três anos depois da previsão inicial do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O novo prazo foi divulgado nesta segunda-feira (30) pelo próprio governador e pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

A nova Linha 17 vai ligar o aeroporto de Congonhas e a região do Brooklin aos trilhos da CPTM. Já o prolongamento da Linha 5 vai levar o Metrô da região de Santo Amaro até a Linha 2-Verde, na Estação Chácara Klabin.

As obras da Linha 17 do monotrilho foram autorizadas em 2012 e a previsão era que funcionassem até a Copa.
Já a extensão da Linha 5-Lilás foi uma promessa de campanha de Alckmin em 2010 e a conclusão deveria ocorrer ainda naquele mandato. Até agora, porém, das 11 estações previstas, apenas a Adolfo Pinheiro está funcionando.

A abertura de estações da Linha 4 do Metrô, a conclusão da Linha 15-Prata do monotrilho e o início das obras da Linha 6 também enfrentam atrasos em relação às previsões divulgadas.

Na Linha 4, Alckmin disse que o Consórcio Isolux Córsan-Corviam será multado por causa do atraso na entrega de quatro estações. O valor não foi divulgado. A atual fase de obras da Linha 4 teve licitação fechada em 2012 por R$ 1,8 bilhão. Mas, dentro desta etapa, apenas a estação Fradique Coutinho foi aberta, em novembro de 2014.

No caso da Linha 15-Prata do monotrilho, a expectativa inicial do governo estadual era de conclusão em 2012. Nesta segunda, o secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que uma nova etapa dos trabalhos só deve ser concluída em 15 meses. Após isso, serão iniciadas as obras de três estações na Zona Leste.

Sobre as obras da futura Linha 6, que ligará Brasilândia (Zona Norte) à região central, Alckmin disse que o primeiro canteiro começa a funcionar em 8 de abril. A expectativa inicial do governo é que os trabalhos começassem no ano passado. Não foram divulgadas novas estimativas para a conclusão, inicialmente previstas para 2020.

Problemas na Linha 5
No caso da extensão da Linha 5, o governador afirmou que já foram superadas desapropriações e questões ambientais e que as obras estão acontecendo normalmente.

“Esperamos entregar Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin no primeiro semestre de 2017. Depois mais seis estações no segundo semestre (…) e uma estação em 2018, que é a estação de Campo Belo, que ali tem uma grande interferência”, disse Alckmin.

Três tatuzões, como são conhecidos os equipamentos que fazem a escavação e concretam ao mesmo tempo, são usados na obra. Nesta segunda, um deles chegou à estação AACD-Servidor.

Em outras oportunidades, Alckmin citou como motivo da demora o fato de a obra ter ficado suspensa pela Justiça por 15 meses por uma decisão judicial que apontava indícios de corrupção na escolha da construtora.

Em outubro de 2010, reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” afirmava que conhecia os vencedores da licitação para a construção da linha antes dela ser concluída.

A expectativa do governo do estado é que a Linha 5-Lilás transporte 780 mil pessoas por dia.

Atraso na Linha 17
A linha 17-Ouro também foi prevista para 2014 quando ainda se discutia o uso do estádio do Morumbi na Copa do Mundo. Depois, quando essa hipótese foi descartada, a linha chegou a ser prometida para 2016. O novo prazo para o funcionamento do primeiro trecho, entre o aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da CPTM, agora é 2017.

Os pilares do monotrilho já foram instalados nas avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís, mas ficarão lá sem sustentar nenhuma composição até 2017, prazo quando as oito estações deverão ser inauguradas, segundo o secretário Clodoaldo Pelissioni.

“Hoje a questão mais complexa é o pátio que estamos fazendo em cima do piscinão. Vai muito bem. Temos mais de 400, 500 funcionários trabalhando ali. Essa é a obra um pouco mais complexa para que possamos entregar nessa data a obra funcionando para a população”, disse o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Ele assumiu o cargo em janeiro, em substituição a Jurandir Fernandes, que ocupou o cargo de secretário na gestão 2010-2014.
Linha 15 – Prata em horário reduzido

O secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou também que, até o fim de abril, as estações Vila Prudente e Oratório deverão passar a operar das 7h às 19h. Hoje, elas funcionam das 9h às 14h.

O monotrilho começou a funcionar em 2014, após quatro anos de obras e adiamentos do início da operação.
Em 2009, o então governador José Serra disse que a expectativa era que a Linha 15-Prata chegasse da Vila Prudente a São Mateus até 2010, com a expansão até Cidade Tiradentes concluída em 2012. Atualmente, a linha funciona da estação Vila Prudente à estação Oratório, cobrindo cerca de 3 km dos 26,6 km de extensão previstos.

Segundo o secretário Estadual de Transportes, Clodoaldo Pelissioni, a construção das próximas estações depende do desvio do Córrego Mooca, que começa em abril. “Em 15 meses pretendemos concluir essas trabalhos para poder fazer as obras de três estações depois do Oratório, na linha 15”.
Ele afirma ainda que o horário disponível aos usuários passará a funcionar, das 7h às 19h, e deve voltar a ser expandido em agosto.

Fonte: G1, 31/03/2015

31/03/2015 – Aenfer e Mútua firmam contrato

A Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer) e a Mútua- Caixa de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Rio de Janeiro firmaram convênio. O objetivo é estabelecer uma parceria na condição Sócio Institucional.

O contrato foi assinado pelo presidente da Aenfer Luiz Euler Carvalho de Mello, o diretor Administrativo Antônio Gonçalves e os diretores da Mútua Paulo Nayfeld Granja, Antônio Carlos Soares Pereira e Fernando Moreira Tavares da Silva.

Clique nos links abaixo e veja o contrato

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Contrato Mútua  Contrato assinado

 

 

 

Levy traça plano para retomar crescimento

Na ofensiva para apontar a estratégia do governo para destravar o crescimento do País, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apresentou nesta segunda-feira, 30, em evento para empresários em São Paulo, uma estratégia de política econômica com três eixos de crescimento. As três frentes podem ser resumidas como agenda tributária (que inclui medidas de competitividade); novo padrão para as concessões, e o que classificou de “convergência macroeconômica”.

A apresentação é uma resposta do ministro às pressões de lideranças políticas e do setor produtivo para que a presidente Dilma Rousseff adote logo medidas para ativar a economia. Levy já sabe que será cobrado em audiência pública nesta terça-feira na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado – o seu primeiro teste no Congresso.

Essas pressões aumentaram, principalmente, depois das previsões de queda do PIB em 2015. Os parlamentares já se movimentam para lançar uma agenda própria de projetos para o crescimento.

Levy confirmou a proposta em estudo no governo para harmonizar a tributação dos instrumentos de poupança do País. A agenda tributária e financeira de medidas do governo inclui também, segundo o ministro, o uso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como “dinamizador” do mercado de capitais, o apoio à reforma do ICMS e mudança na forma de cobrança do PIS e da Cofins.

Em slide apresentado no almoço organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, Levy colocou a agenda tributária como um dos eixos da política para o crescimento. Esse eixo também conta com uma agenda da competitividade, com medidas de aumento da participação do Brasil no comércio exterior, a facilitação de comércio e financiamento, abertura de mercados e investimentos em educação e inovação.

Em outra frente, Levy apontou como um segundo eixo do crescimento a formatação do que classificou de “moldura favorável” para o arcabouço dos chamados “project finance” – modelo de financiamento usado dos projetos de concessões de infraestrutura.
A estratégia para o aumento da competitividade abarca também o compartilhamento mais eficiente de infraestruturas logística e ampliação do financiamento do setor privado nas concessões de rodovias, aeroportos, portos e ferrovias.

Num terceiro eixo, Levy apontou como fundamental a convergência macroeconômica, com inflação caminhando para o centro da meta de 4,5%, o equilíbrio fiscal e longo prazo, queda da curva de juros e longo prazo, alongamento dos prazos de empréstimos e menor concentração dos investimentos.

Fonte: Estado de S. Paulo, 30/03/2015

SuperVia terá um canal de comunicação direto com a Polícia Militar

RIO – Após o arrastão que deixou passageiros em pânico dentro de um trem, a SuperVia vai ganhar um canal de comunicação direta com o comando central da Polícia Militar. A decisão foi tomada nesta terça-feira, durante reunião entre o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, com representantes da concessionária e o comando da PM.

– Durante a reunião, acertamos uma série de procedimentos operacionais. Ficou estipulado que haverá um canal de comunicação direto entre os agentes da SuperVia e o comando central da PM, assim como a comunicação direta entre os agentes privados que trabalham nas estações com os batalhões de polícia de cada região – disse o secretário.

Osorio, que acompanha as investigações da polícia, considerou que o episódio teve um desfecho positivo com a prisão dos suspeitos. De acordo com o secretário, o acordo feito com a SuperVia foi o mesmo usado com o MetrôRio após os dois episódios de arrastão no transporte:

– No caso do metrô ainda acertamos a colocação de câmeras de segurança nas composições antigas. Tanto nos casos do metrô quanto da SuperVia, a resposta dada pelos agentes públicos e privados que colocou os criminosos na cadeia acontece justamente com esta parceria com as políciais Civil e Militar. Eles atuam com a segurança interna e monitoramento, mas trabalham desarmados, então a comunicação com a polícia se faz primordial.

Passageiros viveram momentos de terror na noite desta segunda-feira depois que dois homens, entre eles um menor, renderam cerca de 35 pessoas dentro de uma composição que seguia entre as estações Engenho de Dentro e São Francisco Xavier. O crime aconteceu por volta das 21h, e os bandidos levaram celulares, um tablet e carteiras. Os dois criminosos foram detidos quando deixaram o trem, na altura do Maracanã.

De acordo com testemunhas, a dupla embarcou em Madureira e anunciou o assalto na altura de Engenho de Dentro. No trem, que era do ramal Santa Cruz, os passageiros ficaram rendidos até a estação São Francisco Xavier, onde a dupla ordenou que todos voltassem aos seus lugares. Eles desembarcaram na parada seguinte, Maracanã. Lá, os seguranças da concessionária foram avisados, e uma patrulha da PM foi acionada, próximo à Uerj.

Os policiais militares conseguiram capturar os ladrões dentro de um ônibus na Rua São Francisco Xavier. Com os assaltantes, segundo os policiais militares, foram apreendidos uma arma de calibre 38, dez celulares, um tablet, uma mochila, além de R$ 483 em espécie. Todo o material foi encaminhado para a delegacia, onde pelo menos sete pessoas registraram a ocorrência.

DOIS ARRASTÕES NO METRÔ EM DUAS SEMANAS

Em menos de duas semanas, passageiros do metrô também foram vítimas de dois arrastões. No primeiro caso, ocorrido no último dia 12 de março, pelo menos 16 pessoas tiveram seus pertences roubados, no trecho entre as estações Largo do Machado e Flamengo. Já no dia 25 de março, outro arrastão aconteceu no interior do vagão de uma composição do metrô. Segundo testemunhas, pelo menos 12 pessoas foram abordadas e tiveram seus pertences roubados, entre as estações Glória e Catete.

Na semana passada, policiais da 10ª DP (Botafogo), onde ambos os casos foram registrados identificaram um dos cinco suspeitos de fazer o arrastão dentro de um carro do metrô no último dia 25 de março. Depois de realizar diligências, ouvir depoimentos e analisar imagens, os agentes chegaram ao nome de Max Walla Medeiros da Hora, que foi reconhecido pelas vítimas. A delegacia já pediu a prisão temporária do suspeito, que foi concedida pela Justiça, segundo a Polícia Civil. Os policiais iniciaram buscas ao criminoso e também aos outros envolvidos.

Fonte: O Globo, 31/03/2015

 

 

Prevista para junho de 2016, estação de metrô no Rio recebe moradores

O secretário estadual de transportes, Carlos Roberto Osório, e moradores da Barra da Tijuca fizeram uma visita guiada pelas obras de metrô do bairro, na Zona Oeste do Rio. A cerimônia aconteceu na estação Jardim Oceânico, que deve ser inaugurada em junho de 2016 numa fase de testes, assim como as estações São Conrado, Antero de Quintal, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz, que integram a Linha 4. No primeiro mês, o funcionamento não aconteceria no horário de pico — e provavelmente ficaria restrita entre 11h e 15h. Em horário integral, funcionaria apenas em julho.

Neste período de testes, o passageiro fará uma baldeação em General Osório para ir, por exemplo, ao Centro da cidade. Somente em novembro de 2016, o usuário do metrô poderia ir da Barra ao Centro — e vice-versa — utilizando apenas um trem. Em dezembro, a estação Gávea, vizinha à PUC, deve ser aberta ao público.
Segundo os engenheiros responsáveis pela obra, as escavações já terminaram em todos os pontos, com exceção do Baixo Leblon. Moradora da Barra há mais de 50 anos, a comerciante Luiza Gomes representa três associações de moradores e disse que a obra é uma “maravilha”. “Precisamos muito disso aqui”, afirmou.
O publicitário Lourenço também comemorou o avanço e fez uma comparação em relação aos transtornos causados pelas intervenções. “É como uma mulher que passa por cirurgia plástica. Quando passar o período de recuperação, ela fica bonita”, disse.
No evento, Osório disse ainda que é “um sonho” do governo do estado estender o metrô até o Recreio e Jacarepaguá, mas lembrou que é necessário viabilizar a obra economicamente.

Barca a R$ 10 e assaltos no Metrô

Ao fim do evento, Osório descartou a possibilidade do aumento da tarifa das barcas para R$ 10, como havia sido noticiado pelo jornal “O Dia” durante a semana. Osório disse que o contrato será cumprido, mas que considera abrir nova licitação, se o aumento fosse solicitado. Segundo a publicação, um prejuízo de R$ 110 milhões da CCR Barcas “obrigaria” o aumento do valor.
O secretário comentou ainda os recentes assaltos a passageiros do metrô em estações próximas na Zona Sul — entre Glória e Largo do Machado. Após conversas com autoridades da área de segurança, Osório anunciou a instalação de câmeras em vagões antigos (que, atualmente, não têm o equipamento). Ele lembrou que os autores do crime já foram identificados, que a polícia está atrás deles e ironizou.

“Senhores bandidos, assaltar no Metrô não é um bom negócio”, afirmou.

Fonte: G1 Rio, 28/03/2015

Veto de Levy deve barrar concessões de ferrovias

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não está disposto a comprometer dezenas de bilhões de reais nas garantias necessárias para viabilizar o programa federal de concessões de ferrovias. Como previsto no modelo definido em 2013, a estatal Valec se comprometeria a adquirir toda a capacidade de carga das ferrovias para dar maior segurança ao empreendedor contra riscos de demanda. O governo se comprometeu a emitir R$ 15 bilhões em títulos públicos em favor da Valec, para garantir seus desembolsos ao longo do período da concessão.

O Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, apurou que Levy é contra essa alternativa. Sem ela, são praticamente nulas as chances de que alguma ferrovia entre na nova rodada de concessões que a presidente Dilma Rousseff quer anunciar em breve. Até agora, o governo só confirmou a intenção de conceder os aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre e serviços de dragagem em três portos, Santos, Paranaguá e Rio Grande. Há também o desejo de incluir pelo menos quatro trechos rodoviários e alguma hidrovia.

Para as estradas de ferro, a solução deve ser o lançamento de um pacote para que as concessionárias invistam em melhorias na malha atual, possivelmente em troca de extensões dos contratos. Há também expectativa de que possa ser concedido um trecho da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP). Como o trecho já está sendo construído pela Valec, avalia-se que a concessão isolada da operação tenha maior potencial de atrair interessados.

De acordo com o diretor de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Carlos Fernando do Nascimento, nova audiência pública para discutir a concessão do trecho deve ocorrer em abril. Ele diz não ter sido informado do veto da Fazenda ao modelo, mas reconhece que o processo está parado.

O desinteresse das empreiteiras é o principal motivo de ter encalhado o edital do primeiro trecho do programa, que prevê a construção da chamada Ferrovia da Soja, entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO). Só o grupo espanhol OHL manifestou interesse e, temendo um fracasso, o governo decidiu adiar sua decisão.

Fonte: Valor Econômico, 30/03/2015

Acidente de trem da SuperVia foi provocado por falha humana, diz Agetransp

RIO – Após quase três meses de apuração, a Agência Reguladora dos Transportes Públicos (Agetransp) concluiu que a colisão entre dois trens da Supervia, que deixou mais de 200 feridos em 5 de janeiro, foi provocada por uma falha humana. A concessionária foi multada em R$ 1.205.167,09, pois a agência considerou que a empresa deve ser responsabilizada, independentemente de a culpa ter sido de um de seus funcionários. A batida entre os dois trens aconteceu na estação Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

De acordo com a Agetransp, relatórios técnicos produzidos pela Câmara de Transportes e Rodovias (Catra) mostraram todas as circunstâncias da batida. A apuração concluiu que foram descumpridos os procedimentos operacionais de segurança relativos ao tráfego ferroviário, sem apontar, no entanto, o funcionário que cometeu o erro.

O relatório aponta ainda que o trem que se chocou contra a traseira do outro não respeitou a sinalização. O maquinista Luiz Felipe Moreira Breves contou, em depoimento à polícia, que avançou o sinal vermelho com a autorização do controlador de tráfego da SuperVia Fábio de Oliveira Riboura, de 43 anos. Antes disso, o controlador havia dito que o maquinista poderia ter avançado o sinal e admitiu que soube da colisão apenas seis minutos depois, apesar de garantir que estava na mesa de controle desde às 19h. A batida aconteceu às 20h20m.

A Agetransp também determinou que a SuperVia faça um relatório com medidas que ajudem a evitar que este tipo de acidente se repita. O documento deve ser apresentado em 60 dias.

No dia do acidente, houve pânico entre os passageiros e, durante o socorro às vítimas, pertences de feridos foram furtados.

Em nota, a SuperVia informou que vai analisar a viabilidade de entrar com um recurso contra a multa, assim que a decisão for publicada oficialmente. A concessionária disse ainda que “se mantém sempre à disposição da Agetransp para prestar esclarecimentos” e que cumpre com “todos os procedimentos para segurança e atendimento aos passageiros”.

 

Manifestação pela volta do trem Barrinha

O grupo Amigos do Trem RJ, em parceria com Trilhos do Rio prepara uma manifestação neste sábado (28), para reivindicar a volta do Trem Barrinha, extinto desde 1996, após acidente com trem cargueiro.

A concentração será às 09h em Japeri, e o início da caminhada e manifestação em Barra do Piraí se iniciará às 11h na Estação Barra do Piraí. O deslocamento de Japeri à Barra do Piraí será feita de ônibus.

 

 

 

 

SP e Rio aceleram arranjo

Separados por cerca de 430 quilômetros, Rio e São Paulo ainda não formam um arranjo populacional, mas, de acordo com os pesquisadores do IBGE, essa tendência está em andamento e pode ocorrer naturalmente ou ser acelerada com projetos voltados para a área, como é o caso do trem-bala, adiado pelo governo federal.

Cerca de 13,4 mil pessoas se deslocaram para trabalhar ou estudar entre as maiores capitais do país. Em números absolutos, o recorde nacional de deslocamentos entre dois municípios é mais de dez vezes maior do que o que ocorre no eixo Rio-São Paulo. Trata-se da ligação entre São Paulo e Guarulhos, que registrou movimento de 146,3 mil pessoas. Logo atrás vieram os municípios fluminenses de Niterói e São Gonçalo, com 120,3 mil pessoas que realizaram o movimento pendular de sair e voltar para casa para trabalhar ou estudar na cidade vizinha.
Pelo estudo do IBGE é possível saber que, embora o movimento para trabalhar seja sempre majoritário, Belford Roxo e Nova Iguaçu, também no Estado do Rio, se destacam por terem 36% dos deslocamentos voltados para o estudo.
Pesquisadora do instituto, Mônica O’Neill não arrisca dizer que se trata de uma especialização, mas seis dos sete maiores fluxos para estudar, em termos percentuais e em arranjos com mais de 2,5 milhões de habitantes, foram realizados entre municípios do Rio.
Mônica, no entanto, é mais afirmativa ao dizer que se “percebe uma revitalização econômica do Rio de Janeiro” pelo fato de que três arranjos do Estado – Campos dos Goytacazes, Macaé-Rio das Ostras e Resende – constam entre os dez maiores PIBs entre as concentrações urbanas de médio porte.
Já o arranjo de Campinas mostra sua força quando comparado ao de Salvador. Tem quase o mesmo número de empresas (66.281 contra 68.925), embora a população seja de 54% do total em torno da capital baiana.

Fonte: Valor Econômico, 26/03/2015

Primeiros trilhos do VLT são instalados na Zona Portuária do Rio

A Prefeitura do Rio instalou na madrugada desta quinta-feira (26) os primeiros trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Foram implantados 400 metros de trilhos na Rua General Luiz Mendes de Morais, no entorno da Rodoviária Novo Rio, no Santo Cristo. Mais de 500 operários participam desta etapa de execução da pré-montagem dos trilhos da via permanente do VLT.

Posteriormente, serão fixados dormentes e trilhos e, em seguida, equipamentos e cabos de sinalização e energia. A concretagem e a camada de cobertura, sempre de acordo com a urbanização de cada ponto da passagem, finalizam a implantação do caminho do VLT.
O VLT é um projeto da prefeitura do Rio de Janeiro e integra as intervenções da Operação Urbana Porto Maravilha. Cada carro do VLT Carioca trafegará com velocidade média de 17 km/h e transportará até 420 passageiros. O sistema de pagamento será por validação voluntária, integrado ao Bilhete Único.

Assim que todas as linhas estiverem operando, a capacidade de transporte atingirá até 300 mil passageiros por dia. Os intervalos entre um trem e outro poderão variar entre três e 15 minutos, de acordo com a linha, demanda e horário. O VLT Carioca não tem catenárias – cabos aéreos para captação da energia elétrica. O fornecimento se dará com a alimentação de energia pelo solo (sistema APS).
Um protótipo do veículo está aberto à visitação na Cinelândia de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 14h. Vídeo e conteúdo expositivo apresentam detalhes sobre trajeto e funcionamento do VLT. O público poderá visitar as instalações internas, receber informações detalhadas sobre o projeto, tirar dúvidas e assistir a vídeos.

Fonte: G1 Rio, 27/03/2015