Artigo: Já são 161 anos de ferrovia. E dai?

Há 161 anos  a locomotiva a vapor a Baroneza, a primeira a trafegar em solo brasileiro, fez a viagem inaugural em 30/04/1854 na estonteante velocidade média de 37km/h, que é o dobro da velocidade média dos veículos que hoje  trafegam nos nossos centros urbanos. Nada contra o automóvel e toda sua moderna tecnologia eletrônica embarcada mas, pergunto: evoluímos na mobilidade?

Do ponto de vista dos amantes da preservação ferroviário e do transporte de passageiros sobre trilhos, temos pouco a comemorar nesse dia tão importante. A preservação ferroviária de antigas estações, rotundas, oficinas, trechos, sítios, locomotivas, carros, vagões, objetos, ferramentas, documentos, objetos etc., não devem serem vistas somente como objeto de saudosismo ou cobiça de colecionadores. Trata-se de um presente do passado para se planejar em um futuro melhor da mobilidade de forma autossustentável, menos poluente e mais civilizado e seguro, tanto para movimentação de passageiros, como de cargas.

Não há como deixar de lamentar a o abandono e a destruição de históricas estações ferroviárias, a erradicação de trechos pioneiros por força da nefasta Resolução 4.131/2013 da ANTT e outras mazelas como à destruição homeopática de precioso material rodante, que aos poucos vão sendo corroídos pela ferrugem.

Lamentamos, também, o fato de que esse modal e os projetos do PIL Ferrovias estejam muito mais voltados para o aspecto mercantilista do transporte de cargas jogando para o desvio do esquecimento o transporte de passageiros em médias e longas distâncias, quase extinto no país, com duas raras exceções: a E. F. Carajás e a Vitória-Minas.

A realidade é que estamos cada vez mais distantes de um sonhado padrão europeu de mobilidade urbana, notadamente baseado em sistemas sobre trilhos. Devemos nos contentar com os (poucos) projetos urbanos de metrôs, monotrilhos, vlt’s e outros, restritos á percursos de pequena distância para transporte massificado – padrão sardinha em lata – nas regiões metropolitanas.

Fato incontestável é que o modelo brasileiro de mobilidade, centrado no rodoviarismo, deixa ao abandono milhões de motoristas e passageiros que vão continuar sofrendo o diabo nos constantes congestionamentos em áreas urbanas ou em ariscadas estradas com péssima geometria, mal conservadas e mal sinalizadas e em disputa feroz com enormes caminhões, motoristas descuidados e apressados. Felizes são os que conseguem se livrar dos inevitáveis congestionamentos ou dos acidentes, que ceifam milhares de vidas todos os anos e põem o Brasil na lista dos recordistas nessa barbárie sobre rodas de borracha.

Para citar um único exemplo quanto à vantagem do transporte ferroviário sobre o rodoviário, a extinta E. F. príncipe do Grão-Pará (1883-1964), que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro, registrou somente um único acidente nos 81 anos de operação, com três vítimas fatais no trecho de 6 km no plano inclinado de18% da Serra da Estrela, com tração por locomotivas cremalheiras a vapor, trecho esse que teimosamente insistimos em reativar, apesar do desinteresse das autoridades. Por quê reativar? Não é só saudosismo, mas porque naquele tempo a obsoleta Maria-fumaça fazia a viagem em 1h:45. Hoje, para percorrer de carro ou ônibus os 70km entre Rio e Petrópolis, leva-se mais de duas horas, podendo chegar a três horas nos horários de pico.

Com o fim da ligação ferroviária, o acesso à Petrópolis passou a ser exclusivamente pela Rodovia Rio-Petrópolis (BR-040), inaugurada em 1926. Em quase cem anos de existência, somente o trecho de descida dessa rodovia acumula dezena de milhares de acidentes e mais alguns milhares de mortos. Esse fato per se merece uma profunda reflexão por parte dos decisores, públicos e privados. Oremos, pois.

Antônio Pastori – Pesquisador & ferroviarista e associado da Aenfer

 

Secretário não descarta nova licitação para obras em Santa Teresa

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, admitiu em entrevista ao RJTV nesta quarta-feira (29) que há atraso e problemas nas obras do bondinho de Santa Teresa, na Zona Norte do Rio. De acordo com ele, existe a possibilidade de romper o contrato com a empresa que administra a obra, caso o andamento da obra não atinja a rapidez desejada.

“Nós temos hoje 25% apenas da obra concluída, a obra está andando em um ritmo muito lento e precisamos acelerar. Precisamos ter mais qualidade na obra  e mais segurança no canteiro de obras. Nós sabemos que a obra não está em uma boa posição e o estado está em litígio, em discussão com o consórcio. O consórcio foi notificado, eu estive pessoalmente no bairro discutindo essa situação com os moradores, e se não encontrarmos uma solução teremos que adotar uma medida extrema. Suspender o contrato, cancelar o contrato e ter uma nova empresa trabalhando”, afirmou.

As obras para a instalação do bonde em Santa Teresa, na Zona Norte do Rio, vêm causando transtornos para os moradores do bairro. Até descer do ônibus em alguns pontos da região tornou um problema. No Largo dos Guimarães, uma senhora tem que abrir caminho para conseguir passar. Em seguida, ela entra na cratera e atravessa pelo chão esburacado.

A situação se torna ainda mais complicada na parte da noite, por causa da falta de iluminação. Nos últimos dias, um ônibus ficou com a roda presa em um dos buracos do bairro. O morador Vitor Palermo registrou o momento em que as pessoas precisaram desembarcar da viagem e no meio da cratera.

O tamanho dos buracos espalhadas por Santa Teresa são diversos, alguns com uma profundidade que atingem a altura do joelho. As obras para a implantação do novo sistema de bondes começaram em novembro de 2013. A previsão inicial era de que o bonde voltasse em junho de 2014, para Copa do Mundo, mas depois dos atrasos não há uma previsão de inauguração.

A artesã Adriana Liana enviou a foto do ônibus que caiu no buraco, ela afirmou que a situação é complicada. “Parou [o trânsito], o ônibus caiu foi seis horas da tarde de sexta-feira. Está atrapalhando o turismo, moradores, trabalhador e taxi”, disse.

Algumas fendas na rua foram abertas para que os operários possam refazer as redes de água e gás. Além disso, irão servir também para colocar uma laje de concreto que vai dar sustentação pro bonde. Mas os moradores dizem que as obras no Largo dos Guimarães, ponto central de Santa Teresa, estão paradas há um mês.

O bonde de Santa Teresa parou de circular em agosto de 2011 quando a falta de manutenção provocou um acidente grave onde seis pessoas morreram e 50 ficaram feridas.

Fonte: G1, 29/04/2015

Nota de falecimento

 

É com muito pesar que a AENFER informa o falecimento do Diretor Social Carlo Luciano De Luca ocorrido ontem, 29 de junho.

O sepultamento aconteceu às 10 horas desta terça-feira (30) no Cemitério São João Batista.

A missa de sétimo dia será realizada no dia 06 de julho às 11 horas, Igreja São José

Endereço: Av. Presidente Antônio Carlos, s/n, Centro

 

DE LUCA

Carlo Luciano De Luca tinha 71 anos, era engenheiro mecânico e oriundo da RFFSA.

Na Aenfer foi diretor de Produtos e Serviços 2010-2013, e diretor Social na atual gestão.

       “Para quem tem fé, a vida nunca tem fim”

Trilhos do VLT modificam a paisagem da Zona Portuária

Rio – Entre os sete canteiros de obra espalhados pela Zona Portuária para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma nova paisagem surge no Centro do Rio: a de ruas compartilhadas com trilhos. Nos últimos 30 dias, mais de um quilômetro de linha férrea foi instalado para receber o novo transporte, que entra em operação em abril de 2016, com a inauguração do trecho entre a Rodoviária e o Aeroporto Santos Dumont.

A configuração das linhas do VLT mudou. Antes, o sistema estava dividido em seis rotas. Agora, ele é composto de dois eixos principais. O primeiro a ser inaugurado em abril de 2016, liga a Rodoviária ao Santos Dumont, com 23 estações. O segundo irá da Central até a Estação das Barcas, na Praça 15, e entrará em funcionamento somente depois da Olimpíada.

Dos trechos em execução, apenas a Avenida Rio Branco ainda não recebeu trilhos. Por lá, as obras começaram em novembro e a expectativa é que a linha seja implantada a partir do próximo mês. Existem lugares onde há muita interferência no subterrâneo com fiações e tubulações. A remoção desse material é o mais difícil. Depois que a base estiver pronta, a colocação dos trilhos é rápida, explicou o subsecretário de Projetos Estruturantes da Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), Gustavo Guerrante.

No trajeto em obras, um dos trechos mais avançados é no entorno do terminal rodoviário Henrique Otte, na Rua General Luis Mendes de Moraes, no Santo Cristo. Por lá, duas linhas estão sendo implantadas e a via está quase toda pronta. Nas ruas onde há mais movimento de indústrias e comércio, como a Equador, os canteiros de obras estão fracionados, por conta das garagens dos estabelecimentos.

Segundo o subsecretário, a etapa de implantação dos trilhos em frente à entrada dos imóveis não acarretará em transtornos para os proprietários. Durante a obra, é só colocar um tamponamento de chapa, para os veículos poderem circular normalmente, contou.

Durante a operação do VLT, haverá um sistema sonoro para alertar os veículos que cruzarem a linha. O próprio VLT tem buzina e ele também andará em velocidade baixa, com a média de 17 quilômetros, completou Gustavo.

O segundo eixo, Central-Barcas, ainda não tem mês certo para o começo das obras. O projeto ainda está em estudo por conta do impacto no trânsito. Será neste ano, mas ainda precisamos finalizar alguns ajustes para o anúncio formal, declarou Guerrante. O novo percurso entrará em operação depois da Olimpíada para evitar o impacto dos testes durante os Jogos.

Cobrança à moda europeia

A um ano da operação do VLT, o valor da passagem ainda é alvo de estudo. O cálculo não foi definido, mas a expectativa é que o custo seja o mesmo do ônibus. Não será mais barato do que o ônibus e nem mais caro do que o metrô, argumentou o subsecretário Gustavo Guerrante.

A cobrança será feita individualmente, através de um equipamento eletrônico dentro da composição. Não haverá cobradores: Teremos a tecnologia para saber quantas pessoas entraram e quantas validaram a passagem. Baseado nos dados, saberemos se houve falta de pagamento e então intensificamos a fiscalização.

O modelo é inspirado na Europa, onde não há catracas e o pagamento é conferido por fiscais.

Fonte: O Dia, 29/04/2015

Prefeitura do Rio vai subsidiar VLT por 22 anos

Rio – A prefeitura vai subsidiar, por 22 anos e seis meses, a operação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ligará áreas do Centro. No fim de 2012, o gasto foi fixado em R$ 5,959 milhões mensais o valor, hoje, já seria superior, pois o contrato prevê reajustes com base na inflação e no preço da eletricidade.

O subsídio, que será pago a partir do início da operação do sistema, poderá ser maior: o contrato com a Concessionária do VLT Carioca prevê pagamento adicional caso o valor arrecadado com tarifas seja menor que o previsto.

Etapas

O primeiro trecho do VLT deverá ficar pronto em abril; o segundo, em setembro de 2016. Até a conclusão da última etapa, a prefeitura repassará 80% do subsídio.

O risco calote

A parte variável da verba oficial está relacionada ao número de passageiros e à possibilidade de que usuários não validem seus bilhetes. O risco de calote existe porque haverá roletas em apenas quatro dos 32 pontos de embarque.

Risco privado

A concessionária não receberá qualquer adicional caso a procura pelo VLT seja inferior a 10% da prevista ou a taxa de calote não ultrapasse este percentual.

Prejuízo

Mas a VLT Carioca e a prefeitura racharão o prejuízo caso a procura pelo sistema for entre 10% e 20% inferior à estimada. Isto ocorrerá também se a taxa de calote ficar entre esses dois percentuais.

Lucro

Caso o número de pagantes for superior a 10% do estimado, prefeitura e concessionária dividirão os ganhos. Os sócios do consórcio que venceu a licitação para implantar e operar o VLT são a CCR, a Invepar, a Odebrecht e a Riopar (grupo formado por empresas de ônibus).

Fonte: O Dia, 29/04/2015

“Linha 3 do Metrô não saiu por descaso político”, diz engenheiro

“Descaso político. Esta é conclusão que se pode chegar para que a Linha 3 do Metrô não tenha saído do papel até hoje.” A afirmação é do engenheiro e professor da PUC-Rio, Fernando Mac Dowell, especialista no setor de transporte, para quem o metrô funcionando retiraria da Ponte Rio-Niterói mais de 46% do tráfego, conforme estudo realizado por ele próprio.

Mac Dowell reiterou que a solução para o transporte da Região Metropolitana passa, definitivamente, pelo projeto original da Linha 3 do Metrô, saindo de Alcântara (em São Gonçalo), até a Estação Carioca, no Centro do Rio, atravessando a Baía de Guanabara por um túnel subaquático de 5,5 km. Porém, frisou que, para isso, é preciso fazer o rabicho no Estácio, Carioca e uma nova estação na Praça 15, que ligará pelo túnel a Estação Araribóia, em Niterói.

– No caso da Linha 3, nós tínhamos feito um traçado, levando em consideração a ferrovia, que seria de via dupla e bitola de 1,60m. Fizemos todo esse trabalho que acabou sendo prometido por outros governos e que ninguém consegue resolver. É sempre assim. Sempre terá alguém que quer atrapalhar o processo, como foi naquela época – disse, acrescentando que o custo do projeto original gira em torno de R$ 700 milhões, incluindo a construção do túnel subaquático.

O engenheiro Mac Dowell, que realizou palestra nesta terça-feira na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), fez questão de lembrar ao MONITOR MERCANTIL que, na época em que estava-se construindo o Metrô do Rio, no governo Faria Lima (1975-79), tinha conseguido do Governo Federal o VLT, que foi utilizado na Linha 2 até a Pavuna.

– Naquela oportunidade, mostrei a importância de São Gonçalo e Niterói, que sempre foi um dos corredores mais importantes dessa região. Fiz uma exposição ao ministro Mário Henrique Simonsen. Consegui os recursos. Fiquei feliz porque consegui resolver o problema de transporte, mas a Rede Ferroviária Federal disse que iria construir, deixa que eu faço, e acabou não fazendo. E assim foi uma série.

O especialista explicou que, num primeiro momento, o metrô operaria integrado às barcas: são 22 km com 14 estações, ao custo de cerca de R$ 484 milhões. Na Baía de Guanabara, são 5,5 km sobre uma rampa de 4% e chega na Estação Araribóia. Depois, continua até Alcântara.

– Esse é o traçado original que terá que ser feito um dia.

Fernando Mac Dowell ressaltou que o projeto original terá que sair do papel de qualquer maneira, não só pela importância de São Gonçalo, como pelo empreendimento da Petrobras, o Comperj.

A certeza de Mac Dowell de que esse projeto vai sair, mais cedo ou mais tarde, do papel, é bem simples: segundo ele, não se pode fazer uma ponte aquaviária na entrada da barra. Conforme disse, são 1.700 navios que precisam entrar na Baía de Guanabara em função do porto, que tem que ser mantido funcionando.

– Não posso fazer intervalos pequenos porque vai dar conflito. Então, quando chegar a essa hora, o projeto original vai ter que ser feito de qualquer maneira com o túnel subaquático – disse, acrescentando que, com o Comperj funcionando o tráfego na ponte vai subir em cerca de 11%, “e não vamos conseguir fazer com que as pessoas cheguem a tempo nos seus trabalhos.”

Fonte: Monitor Mercantil, 28/04/2015

Transportes terá corte de até 40% no orçamento

Dono de um dos maiores orçamentos da administração federal, o Ministério dos Transportes está trabalhando com um cenário de corte de até 40% nas despesas discricionárias, que incluem custeio da gestão e investimentos. Se considerada a previsão de R$ 15,27 bilhões registrada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015, a “tesourada” pode passar dos R$ 6 bilhões, o que vai obrigar a pasta a adiar dezenas de obras em todo o país.

Na tarde da sexta-¬feira, uma numerosa equipe do ministério se reuniu com representantes da Casa Civil da Presidência da República. O objetivo era apresentar as obras prioritárias da pasta para 2015 e definir o que terá condições de ser feito e o que será empurrado para o ano que vem. Antes mesmo do encontro, no entanto, o sentimento era de que apenas obras que estão em andamento fazem parte da negociação, ou seja, não haverá caixa para novos projetos.

O Valor apurou que pelo menos 30 obras que estavam previstas para este ano serão colocadas em “banho¬ maria”. “Não faz sentido o governo se comprometer com coisas que não teremos condições de tocar e que vão ficar se arrastando”, disse uma pessoa que participou da reunião. A mesma lista de prioridades discutida na Casa Civil foi apresentada no sábado à presidente Dilma Rousseff pelo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues.
O ajuste fiscal no Ministério dos Transportes deverá ficar entre 30% e 40%, mas a palavra final será dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Informações de bastidores apontam que o decreto que determinará o contingenciamento deve ser publicado até quarta-feira da semana que vem.

No Ministério dos Transportes, será dada prioridade às obras que estão perto de serem concluídas e àquelas que o governo entender que “geram valor” para a economia nacional. Estão nesse grupo projetos como a conclusão da duplicação da BR¬163, importante corredor para escoamento da produção de grãos da região Centro ¬Oeste. Uma parte da obra, que foi concedida à iniciativa privada, ficou sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e terá que seguir adiante.

Também integram a relação de prioridades da pasta a conclusão das duplicações da BR¬381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, e da BR¬116 entre Guaíba (RS) e Pelotas (RS). Além delas os acessos aos portos de Miritituba (PA) e Pecém (CE), bem como o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, são vistos como fundamentais.

Entre os cerca de 30 projetos que terão que esperar está, por exemplo, a pavimentação da BR¬419, no Mato Grosso do Sul. A obra vai ser incluída na terceira versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), mas o projeto vai chegar, no máximo, às fases de planejamento, estudos, licença ambiental e, talvez, contratação para execução em 2016. O ministério guarda a sete chaves a lista completa das obras barradas, a fim de evitar reações políticas.

Com a certeza de que o dinheiro será curto neste ano, a expectativa é que as concessões ajudem a ampliar o volume de obras rodoviárias no país. O governo tem quatro lotes com estudos avançados e pretende encomendar projetos para outros trechos. Entre os que estão sendo considerados estão as duplicações das rodovias: BR 101¬RS, BR 280¬SC, BR 470¬SC, BR 251-MG e BR 365¬MG.

Para ferrovias, o veto de Levy ao modelo pelo qual o Tesouro Nacional dá garantias bilionárias às concessionárias colocou o programa em compasso de espera. A discussão mais adiantada visa a concessão de lotes da Ferrovia Norte¬-Sul que estão sendo construídos pela estatal Valec.

Para o trecho entre Ouro Verde (GO) e Estrela D’Oeste (SP), a expectativa é que seja adotado um modelo misto, pelo qual uma parcela da capacidade de carga será concedida mediante pagamento de outorga e a outra parte ficará disponível para que as empresas interessadas possam usar os trilhos após pagarem uma tarifa pré-¬estabelecida.

Fonte: Valor Econômico, 28/04/2015

 

14/04/2015 – Posse da FAEF

No dia 14 de abril ocorreu a posse da diretoria da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (Faef), que congrega 12 associações – dos Engenheiros Ferroviários (Aenfer), da Estrada de Ferro Leopoldina (AEEFL), da Rede Viação Cearense (Aervc), do Nordeste (AEFN), de engenheiros e técnico ferroviário da Bahia e Sergipe (AELB), da Centro Oeste (Aenco), de empregados ferroviários ativos de São Paulo (AEFEASP), da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (AEEFSJ), da Rede Viação Paraná-Santa Catarina (AERVPSC), a Sociedade dos Engenheiros da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (Servrgs), dos ferroviários aposentados do Estado do Rio Grande do Sul (Afargs) e dos engenheiros da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (AEEFNOB).

Os novos dirigentes estarão à frente da entidade no biênio 2015-2017. A posse foi na sede da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), em Brasília.O presidente da Faef, Marcos Wanderley Ferreira, destacou algumas das lutas que as categorias dos ferroviários participam, como nas discussões sobre transporte ferroviário no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE em 2006; participação em congressos e seminários sobre o setor. Ferreira também observou que a Faef está em organização permanente em defesa dos interesses da categoria junto aos Ministérios dos Transportes e do Planejamento, Orçamento e Gestão e outras frentes de luta.

 

A nova Diretoria: 

Presidente: Marcos Wanderley Ferreira (AEEFNOB)

Vice-Presidente: Clarice Maria de Aquino Soraggi (AENFER)

Secretário: Clovis Soares (AELB)

Financeiro: Jerônimo Puig Neto (AEEFL)

Diretor: Sergio Augusto Messeder de Castro (AENCO)

Diretor : Luiz Euler Carvalho de Mello (AENFER)

Diretora: Maria da Penha Arlotta e Marcelo do Valle (AENFER).

Diretor: Péricles Jose da Silveira (AFARGS)

Idoso ferido em obra do Metrô apresenta estabilidade clínica

RIO – O professor Agrícola de Souza Bethlem, de 87 anos, permanece internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital São Lucas, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele foi atingido por peças de concreto da obra da Linha 4 do Metrô, em Ipanema, na semana passada. De acordo com o último boletim médico divulgado, o idoso está respondendo ao tratamento e, nas últimas 24 horas, apresentou estabilidade clínica. No entanto, seu estado de saúde ainda é considerado grave. Ele segue respirando com auxílio de aparelhos.

O professor sofreu graves lesões no tórax e no crânio no último dia 22, após peças de concreto romperem os tapumes na Praça Nossa Senhora da Paz. No último sábado, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso. Embora as causas do acidente ainda não tenham sido elucidadas, um laudo técnico deve ser apresentado no prazo de dez dias.

A polícia informou, nesta terça-feira, que as investigações ainda estão em andamento. Testemunhas e o responsável legal do consórcio foram intimados para prestar depoimento e estão sendo aguardados. A 14ªDP (Leblon), responsável pelo caso, aguarda ainda o prontuário médico da vítima que foi solicitado ao hospital.

Fonte: O Globo, 28/04/2015

Rio prevê plano de mobilidade dos Jogos para julho

Linha 4 do metrô, VLT e BRTs Transolímpica, e Transoeste. A expectativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Governo do Estado é que todos esses modais previstos no plano de legado dos Jogos Olímpicos de 2016 estejam em operação durante o período da competição. Segundo o prefeito Eduardo Paes, o Plano de Transporte Público, que mostra de que forma será a feita a integração e determina as faixas olímpicas (a serem adotadas para transportar atletas, dirigentes e autoridades), será anunciado em julho.

“O VLT e o BRT vão estar prontos, andando, até porque eles são o centro do plano de mobilidade que a gente vai apresentar por completo em julho”, afirmou Eduardo Paes. “O plano prevê, por exemplo, a ligação do metrô com o BRT para chegar ao Parque Olímpico da Barra. Prevê a ligação de trens com BRTs para ir a Deodoro. Isso tudo vai estar funcionando para atender as Olimpíadas”, completou o prefeito, durante a divulgação da atualização do Plano de Políticas Públicas das Olimpíadas, na última sexta-feira (24.04).
A linha 4 do metrô fará a ligação entre a Zona Sul do Rio de Janeiro e a Barra da Tijuca. Segundo o secretário da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro, Leonardo Espíndola, a obra segue seu curso normal, sem contratempos. Serão 16 quilômetros de extensão e seis estações, além de uma ponte estaiada que cruza a Lagoa da Tijuca, no único trecho em que os trens serão visíveis na superfície.
“É uma obra que gera nove mil empregos e vai beneficiar 300 mil pessoas por dia”, afirmou Espíndola. Três dos 15 trens chegaram ao Rio de Janeiro e 10 mil metros de trilhos já foram instalados. “A obra segue seu cronograma normal e estará em pleno funcionamento antes das Olimpíadas de 2016”, disse o secretário, que também ressalta a reforma de seis estações ferroviárias como parte dos investimentos em mobilidade previstos no plano de legado.

Fonte: Brasil 2016, 28/04/2015
Contingências
Além da utilização dos novos modais, o plano de mobilidade prevê medidas para garantir que o funcionamento da cidade se adapte ao fato de que haverá até 400 mil turistas estrangeiros no Rio em função dos Jogos, segundo previsão da Embratur.
“As Olimpíadas exigem contingências. Vamos propor férias escolares no mês de agosto. Temos conversado com setores e atividades econômicas para que também façam férias coletivas nesse período. Já solicitei isso ao Judiciário. A prefeitura e o governo do Estado vão procurar dar períodos de férias para atividades que não forem serviços essenciais”, afirmou Eduardo Paes. Adicionalmente, o município deve decretar feriado nos dias 5 e 18 de agosto de 2016. A primeira data bate com a abertura dos Jogos Olímpicos. A segunda é o dia da prova de triatlo, que exige a interdição de várias ruas.
Outro recurso potencialmente disponível, embora afastado como possibilidade por enquanto, é o rodízio de carros. “Mandei para a Câmara Municipal um projeto que permite que a prefeitura possa determinar o rodízio, mas isso não está nem nos planos de mobilidade da cidade. É uma situação excepcional, mas que tem de ser prevista”.
VLT do Porto
Integrado a metrô, trens, barcas, BRT, redes de ônibus convencionais e o teleférico da Providência, o VLT terá 28 km de extensão, com 32 paradas. O VLT fará a conexão dos bairros da Região Portuária ao Centro, incluindo o Aeroporto Santos Dumont, passando pelas imediações da Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Avenida Rio Branco, Cinelândia, Central do Brasil, Praça XV e Santo Cristo. A estimativa é de que 300 mil passageiros sejam atendidos por dia.
Transoeste
Inaugurado em junho de 2012, beneficia cerca de 190 mil passageiros por dia. O corredor expresso, que liga Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, já reduz o tempo de viagem dos passageiros em até 50%. Agora, está sendo feita a obra do lote 0, que consiste no trecho Alvorada Shopping Città América e a conexão com o Jardim Oceânico para integração com a Linha 4 do Metrô. Com este trecho finalizado, a quantidade de passageiros beneficiados chegará a 230 mil, a extensão do BRT atingirá 59 km e o número de estações totalizará 66.
Transolímpica
O BRT Transolímpica vai atender 70 mil passageiros por dia e reduzir o tempo de viagem entre a Barra e Deodoro em 54%. Com 26 km de extensão (13 km de Via Expressa) e 17 estações, a Transolímpica terá ligação com a Transcarioca, em Curicica, e com a Transoeste, no Recreio dos Bandeirantes, além de ser integrado aos trens da SuperVia, em Deodoro.