Brasil está no caminho certo, diz Barbosa a investidores em NY

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, disse a investidores estrangeiros hoje em Nova York que o Brasil está caminhando na direção certa ao fazer os ajustes necessários na economia, com controle de gastos do governo, previdenciários e alterações na legislação que diminuem subsídios a setores econômicos. Barbosa também ressaltou o esforço para levar à inflação à meta.

Falando na abertura do “Seminário Infraestrutura Brasil” para apresentar uma mensagem de confiança a investidores estrangeiros, Barbosa afirmou que o país quer aumentar sua produtividade com investimento em capital humano e reforma em tributos federais e estaduais. O ministro ressaltou a importância da contribuição do investimento internacional em inovação, em máquinas e infraestrutura.

Após fazer um balanço do que foi feito nos últimos anos no Programa de Investimento em Logística (PIL), Barbosa enfatizou a segunda fase do programa, que terá concessões de rodovias e ferrovias, além de portos e aeroportos. O investimento total será de R$ 198,4 bilhões, sendo R$ 69,2 bilhões até 2018 e R$ 129,2 bilhões nos anos seguintes. O ministro ressaltou a transparência do governo em relação às concessões e a importância do crédito privado nessas operações, que também terão uma participação do BNDES.

Após a apresentação, Nelson Barbosa falou rapidamente com a imprensa sobre outras oportunidades de investimento como energia, petróleo e gás e telecomunicações. Sobre a Petrobras, Barbosa se mostrou otimista em relação aos resultados apresentados: “As ações da companhia já tem apresentado resultado e tenho plena confiança de que a Petrobras está se recuperando porque a produção de petróleo do pré­sal vem subindo e é isso que dá as bases para essa expansão.”

Questionado sobre a situação atual do país envolvendo os escândalos com a estatal, Barbosa afirma que é preciso separar os assuntos: “Acho que pode criar uma expectativa de volatilidade a curto prazo, mas estamos aqui falando de projetos de 20, 30 anos. Os fundamentos desse projeto e a tradição que o Brasil tem de transparência fiscal, recursos públicos e respeito aos contratos predomina e garante a expectativa a longo prazo que é mais importante”.

Dilma Rousseff fará o discurso de encerramento do seminário de infraestrutura, enquanto Nelson Barbosa se encontrará com investidores na tarde de hoje.

Fonte: Valor Econômico, 30/06/2015

Google irá adicionar ao Maps todos os cruzamentos ferroviários dos Estados Unidos

O Google Maps é constantemente atualizado, a companhia de Larry Page quer continuar oferecendo sempre novas oportunidades aos usuários do serviço. Há pouco uma atualização trouxe aos brasileiros a experiência de traçar rotas de bicicleta em terras tupiniquins. Agora é a vez dos Estados Unidos ganharem uma novidade, e dessa vez a Google está fazendo isso para aumentar a segurança dos consumidores.

De acordo com informações do The New York Times, o serviço de mapas receberá em breve uma atualização que incluirá dados de cruzamentos ferroviários dos Estados Unidos. É uma forma de deixar os usuários seguros, informando exatamente em quais pontos estão os cruzamentos.

E não será apenas informação visual, a novidade também possuirá dicas sonoras para ajudar os usuários e avisar assim que eles estiverem próximos aos cruzamentos ferroviários. No último ano o número de acidentes aumentou 9% em todos Estados Unidos, em cerca de 200 mil cruzamentos ao redor do país. Foram contabilizadas 270 mortes ligadas ao aumento, em relação a 232 que ocorreram no mesmo período do ano anterior.

A atualização dos mapas está sendo realizada em parceria com a Administração Federal de Cruzamentos dos EUA. De acordo com o órgão, boa parte desses acidentes foram causados pela falta de atenção dos motoristas; é oferecendo dicas que o Google Maps pode ajudar a diminuir esses casos.

Apesar disso, esse privilégio não será exclusivo da Google, a Administração Federal de Cruzamentos dos EUA afirmou que também irá trabalhar com outras companhias que oferecem serviços de mapas, como a Apple, MapQuest, TomTom e Garmin.

Fonte: Boa Informação, 29/06/2015

ANTT abre audiência pública sobre os estudos da nova ferrovia Rio-Vitória

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abre, a partir do dia 29/6/2015, a Audiência Pública nº 005/2015 com o objetivo de colher sugestões para o aprimoramento dos estudos técnicos para concessão ferroviária, trecho entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, projeto integrante da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal. Contribuições podem ser encaminhadas até as 18h do dia 31/7/2015.

Serão realizadas quatro sessões presenciais. Em Vitória (ES) no dia 3/7; no Rio de Janeiro (RJ) em 10/7; Campos dos Goytacazes (RJ) no dia 17/7; e por fim, Brasília (DF) no dia 28/7.

Todas as informações específicas sobre os procedimentos da audiência estarão disponíveis no site pilferrovias.antt.gov.br, a partir das 14h desta segunda-feira (29/6). Informações e esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ap005_2015@antt.gov.br.

Nova concessão – No dia 9/6, o governo federal apresentou a segunda etapa do PIL, com o anúncio de investimentos de R$ 86,4 bilhões para o setor ferroviário. Desse total, estão previstos R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia Rio-Vitória. Com 572 quilômetros de extensão, a ferrovia interligará complexos portuários nos dois estados, o que possibilitará conexão com os mercados europeu e asiático.
SERVIÇO

1ª sessão presencial
Data: 3/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) – Avenida Nossa Senhora da Penha, 2053 – Bairro Santa Lúcia, Vitória (ES).

2ª sessão presencial
Data: 10/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) – Rua da Candelária, nº 09, subsolo, Centro – Rio de Janeiro (RJ)

3ª sessão presencial
Data: 17/7/2015
Horário: 9h às 13h
Endereço: Universidade Candido Mendes – Rua Anita Peçanha, nº 100, Parque São Caetano – Campos dos Goytacazes (RJ)

4ª sessão presencial
Data: 28/7/2015
Horário: 14h às 18h
Endereço: Auditório Eliseu Resende, edifício-sede da ANTT – SCES, lote 10, trecho 03, Projeto Orla 8 – Brasília (DF)

Fonte: ANTT, 29/06/2015

Reunião entre China e Brasil cria fundo de US$ 20 bi para investimento

O fundo de US$ 20 bilhões para financiamento de jointventures entre empresas brasileiras e chinesas, anunciado em maio, foi formalizado hoje em Brasília, após reunião entre os dois países. O assunto foi debatido Comissão Sino¬Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

“O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria, por meio de joint ventures com companhias locais”, avaliou o Subsecretário Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima. Desse montante, US$ 15 bilhões virão da China e o restante do Brasil.
O embaixador disse que ainda não há data definida para a entrada em funcionamento do fundo, mas que “o desejo de ambas as partes é seguir adiante dentro do mais curto prazo. As condições técnicas não estão dadas ainda, mas urgência existe. Interesse e vontade política também”.
Além disso, prosseguiu Graça Lima, a reunião da Cosban também discutiu o credenciamento de novos frigoríficos brasileiros para a exportação de carne brasileira para a China. “O que ouvi da autoridade chinesa é que houve uma impressão positiva dos [novos] frigoríficos, o que permite supor que dentro de curto prazo um número desses viriam a ser habilitados”.
Já sobre a ferrovia bioceônica, o embaixador informou que foram relatados os resultados da primeira reunião tripartite, realizada neste mês, e que a conclusão do estudo de viabilidade está previsto para maio do próximo ano.

Fonte: Valor Econômico, 29/06/2015

Brasil tem mais de 30 trens turísticos que passeiam entre história, cultura e natureza

Que tal fazer um passeio tipicamente europeu, norte-americano e asiático dentro do Brasil? Essa é a proposta dos 30 trens turísticos do país, estruturados para levar os visitantes a viagens incríveis pela história, em meio à natureza, um tipo de passeio tradicional em países como Estados Unidos, China e no continente europeu. De quebra, você vai conhecer grandes e pequenas cidades do interior do Brasil e de Minas, provar a gastronomia local, visitar lojinhas de artesanato e curtir uma aventura que normalmente os brasileiros só fazem no exterior.

Anualmente no Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas costumam passear nos trens voltados para o turismo, metade delas pela locomotiva que sobe ao Corcovado, no Rio de Janeiro. O restante se divide nos outros comboios, mas eles estão estruturados para atender até 10 milhões de passageiros. Então, aproveite. Porque no Brasil trem também é turismo. Tanto que a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais, em parceria com o Sebrae nacional, lançou a segunda edição do projeto “Trem é turismo”, que visa popularizar divulgar esse tipo de passeio no país. É uma ótima oportunidade para quem deseja fazer passeios bucólicos e diferentes.

Circuito das águas

O trem sai de uma antiga ferrovia projetada e construída pelos ingleses há 115 anos, um legendário caminho de ferro percorrido por dom Pedro II e sua comitiva imperial em busca do ameno clima mineiro e das águas medicinais da região. Por isso, essa é uma viajem no túnel do tempo, com direito aos apitos da locomotiva e ao poético badalar do sino de uma Maria-fumaça – locomotiva de fabricação americana de 1925 –, original, com seu ruído cadenciado da expulsão do vapor e o inimitável som do ranger das brassagens. Na cidade, diversos restaurantes oferecem a tradicional cozinha mineira. Há também lojinhas que comercializam artesanato local.

Trajeto: de São Lourenço a Soledade, no Sul de Minas, num trajeto de 10 quilômetros; Dias e horário: aos sábados, às 10h e às 14h30; aos domingos, às 10h; Tarifas*: R$ 50 na classe turística e R$ 65 na classe especial, que tem bancos estofados e degustação de produtos locais como queijos, doces, cachaças. Crianças menores de 5 anos, não ocupando lugar (viajando no colo), não pagam.

Montanhas capixabas

O passeio percorre um trecho de 46 quilômetros, unindo história e cultura de pequenas cidades às belíssimas paisagens da mata atlântica. O trem é uma Litorina, com poltronas de couro, grandes janelas, ar- condicionado e serviço de bordo. A viagem começa em Viana, município de influência açoriana, localizado a 23 quilômetros de Vitória. O trecho ferroviário foi inaugurado em 1895, quando era conhecido por Leopoldina Highway, em homenagem a Maria Leopoldina, primeira imperatriz do Brasil. Durante a subida da serra, avistam-se pequenas propriedades rurais e áreas preservadas de mata atlântica. A primeira parada é em Domingos Martins, cidade marcada pela cultura alemã, onde dois túneis e uma ponte suspensa sob o Rio Jacu são os pontos mais relevantes do trajeto. O passeio dura cerca de duas horas e meia, com três paradas durante o trajeto. Nas estações, moradores vendem artesanato, doces e bolachas.

Trajeto: Viana (ES) a Araguaia (ES); Dias e horários: saídas de Viana aos sábados, domingos e feriados, às 9h. Retorno de Marechal Floriano às 12h30. A duração total do passeio é de cinco horas; Tarifas*: R$ 112 (somente ida), R$ 52 (criança somente ida). A tarifa promocional de ida e volta no mesmo dia é R$ 160 (adulto) e R$ 82 (criança).

Serra da Mantiqueira

O trem sai do município de Passa Quatro, em Minas, em direção à Estação Coronel Fulgêncio, localizada no alto da Serra da Mantiqueira, próxima ao Grande Túnel, na divisa de Minas com São Paulo. Nas ferroviárias das duas cidades há uma exposição fotográfica. A curiosidade é que Coronel Fulgêncio foi palco dos maiores combates da Revolução de 1932. Na Estação Manacá há feira de artesanato e guloseimas típicas da região e também uma pequena estação para atendimento da zona rural. Ela foi também o posto avançado das tropas federais durante a Revolução Constitucionalista de 1932. O trem é puxado por uma autêntica locomotiva a vapor e antigos
carros de madeira.

Trajeto: são 10 quilômetros de extensão. A duração total do passeio é de duas horas; Dias e horários: sábados, às 10h e às 14h30; domingos, às 10h. Em feriados e datas festivais podem ocorrer passeios extras; Tarifa*: R$ 45 por pessoa. Crianças menores de 5 anos, não ocupando lugar são isentas.

Serra do Mar

A cada ponte, túnel e paisagem que se destaca ao longo desta inesquecível viagem, o melhor a fazer é entrar em êxtase com a maravilhosa paisagem contornada por uma ferrovia imperial que, ao longo de seus 110quilômetros, liga Curitiba a Paranaguá desde 1880 e perpetua no tempo um magnífico e arrojado projeto. Considerada uma obra impossível de ser realizada por inúmeros engenheiros europeus da época, a obra teve início em três frentes simultâneas: entre Paranaguá e Morretes (42 quilômetros), entre Morretes e Roça Nova (38 quilômetros) e entre Roça Nova e Curitiba (30 quilômetros). Ao longo do trajeto o viajante vai se deparar com belas paisagens, como cânions, cachoeiras e vasta biodiversidade. Morretes é conhecida como a capital agrícola do litoral do Paraná. Produz cachaça e numerosos produtos processados artesanalmente, como a famosa farinha de mandioca de Morretes, ingrediente do famoso Barreado, o prato típico do Paraná.

Trajeto: De Curitiba a Morretes, o percurso tem 110 quilômetros. O passeio dura cerca de três horas;
Dias e horários: baixa temporada: Litorina só para grupos, fins de semana e feriados e trem diário;
Alta temporada: trem diariamente, às 8h15, e Litorina, às 9h15. O retorno de Morretes é às 15h.
Tarifas*: Turístico, R$ 99 (adulto ida) e R$ 63 (criança ida); volta, adulto R$ 77 e criança R$ 51;
Classe executiva: R$ 144,50 (adulto ida) e R$ 68 (criança ida); volta, R$ 102 (adulto) e R$ 55 (criança);
Litorina Luxo: R$ 296 (adulto ida) e R$ 225 (criança); volta, R$ 296 (adulto) e R$ 225 (criança). Camarote ida para quatro pessoas, R$ 444, e oito pessoas, R$ 888. Na volta, R$ 300 o de quatro lugares e R$ 600 o de oito.

*Todos os preços podem sofrer alteração.

Fonte: Diário de Pernambuco, 25/06/2015

 

Governo volta atrás e decide implantar Linha 3 do metrô entre Niterói e São Gonçalo

RIO — O governo estadual voltou atrás e informou que Niterói e São Gonçalo deverão mesmo ser interligadas pela chamada Linha 3 do metrô. Em março, o Palácio Guanabara havia anunciado uma modificação no projeto, que passaria a fazer parte do sistema de ônibus BRT. Em uma audiência pública realizada nesta quinta-feira na Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o secretário de Desenvolvimento, Marco Capute, informou que um estudo, que será feito por consultorias independentes, deverá estar pronto até meados do ano que vem.

Segundo Capute, estão descartadas as possibilidades de adoção de BRT ou Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) para ligar as duas cidades. Apesar de ter um custo mais alto — R$ 3,9 bilhões —, o metrô, de acordo com o secretário, é o que oferece maior capacidade de transporte de passageiros para a região. Isso foi considerado um fator determinante para a escolha.

A Linha 3 deverá ter 22 quilômetros de extensão, mas a definição do trajeto e da localização das estações depende da conclusão do estudo de engenharia. Quando esse documento for entregue, o governo estadual planeja lançar uma parceria público-privada (PPP) para a implantação do sistema.

— Vamos alavancar o projeto por meio de uma PPP, e buscaremos recursos com o governo federal. Já estamos discutindo a Linha 3 com várias empresas interessadas em fazer o estudo de engenharia. Quanto mais empresas se interessarem pelo projeto, mais parcerias conseguiremos estabelecer — disse o secretário.

Também não está definido se a Linha 3 será construída na superfície ou seguirá por túneis subterrâneos.

PPP, SÓ COM AVAL DA ALERJ

Na quarta-feira, a Alerj estabeleceu condicionantes para a aprovação de um projeto do Executivo que abre caminho para parcerias entre empresas e o estado. De acordo com o texto, que recebeu 30 emendas, cada projeto precisará passar pelo crivo dos deputados. As PPPs são encaradas pelo governador Luiz Fernando Pezão como uma solução para o custeio de várias obras.

Fonte: O Globo, 25/06/2015

Ferrovia interoceânica pode acabar com o pulmão do mundo

Os povos indígenas da Amazônia e a ONG Survival alertaram nesta quarta-feira sobre o risco de destruição que representaria para sua população a construção de uma linha ferroviária que atravesse a Floresta Amazônica do Brasil até o Peru, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico.

A Survival, uma organização de defesa dos povos indígenas e tribais, informou em comunicado o perigo que representa para a Amazônia o projeto que pretende unir os dois países sul-americanos, com uma ferrovia saindo do Rio de Janeiro até Porto Ilo, no Peru.

A China, o maior beneficiado do projeto, proporcionaria o financiamento, capacitação e construção da linha ferroviária que permitiria uma economia de milhares de quilômetros e dólares às embarcações das empresas que transportam mercadorias, principalmente com destino aos mercados asiáticos, e que, atualmente, precisam dar a volta pela Terra do Fogo, no sul da Argentina.

Um dos produtos que seriam beneficiados pelo megaprojeto amazônico seria a soja (geneticamente modificada), que é cultivada, sobretudo, em Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e que é exportada principalmente para países asiáticos.

No entanto, esse mercado de milhões de pessoas na Ásia pode colocar em perigo uma das maiores reservas naturais no mundo: a Floresta Amazônica.

O projeto ferroviário está há anos sobre as mesas de funcionários peruanos e brasileiros e foi retomado com a viagem do presidente da China, Xi Jinping, a vários países da América Latina, em julho de 2014, durante a qual se assinou um pré-acordo entre os ministérios dos Transportes de Peru e Brasil e a Comissão de Desenvolvimento de China.

Inicialmente, o traçado da linha ferroviária amazônica teria uma extensão de uns 5.300 quilômetros, e várias empresas chinesas, entre elas a China International Water and Electric Corporation (CWE), manifestaram interesse em participar do projeto.

Em um primeiro momento, a Bolívia não fazia parte do planejamento. No entanto, sua participação representaria uma economia de muitos quilômetros de traçado e de combustível, com a via passando pelos departamentos do norte do país.

Este foi, precisamente, um dos temas tratados pelos presidentes de Bolívia, Evo Morales, e Peru, Ollanta Humala, junto com seus chanceleres David Choquehuanca e Ana María Sánchez, ontem, terça-feira, no I Gabinete Binacional reunido em Puno (Peru).

Durante a reunião, os chefes de Estado analisaram a viabilidade da construção da linha ferroviária. Ao término da mesma, Morales anunciou que o “corredor bioceânico de San Lorenzo”, passaria pelos departamentos bolivianos de Curral e Beni até chegar ao Brasil.

Apesar de não ter citado números, Morales opinou que este megaprojeto beneficiaria também a Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina no comércio de suas mercadorias.

No entanto, a Bolívia seria um dos países mais beneficiados, pois tem grandes reservas de minerais em seu solo, como ferro, lítio e magnésio, cujo maior mercado é China, que proporciona tecnologia e capacitação ao país sul-americano.

Humala, por sua vez, anunciou que seu país estudará o transporte de gás da reserva de Camisea para a costa sul do Peru para a criação de um “polo petroquímico”, um projeto que – disse – estaria disposto a “compartilhar com o povo boliviano”.

Segundo a Survival, esta ferrovia atravessaria territórios de povos indígenas e causaria enormes danos à biodiversidade da Amazônia.

A construção desse projeto “causaria estragos nas terras e vidas” de seus habitantes, pois “exporia seu território ao desmatamento indiscriminado de árvores, à exploração industrial, à mineração e à invasão de colonos”.

Diante do temor da devastação que a entrada de máquinas causaria nesta região já muito maltratada do planeta, a Survival pede que Peru e Brasil cumpram com as normas estabelecidas por órgãos nacionais e internacionais, que consideram necessária uma consulta aos povos indígenas e, diante da impossibilidade de contato com os povos isolados, pedem respeito a seu território para evitar a devastação de seu espaço vital.

Fonte: Uol, 25/06/2015

Setor produtivo quer incluir ferrovia em plano logístico

A construção da estrada de ferro entre os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá, cujo projeto de traçado inclui a região dos Campos Gerais, despertou interesse no ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues. Apesar da obra não estar prevista na nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL 2), lançado no início deste mês pelo Governo Federal, ele solicitou uma reunião técnica com representantes do setor produtivo do Paraná, para discutir a viabilidade de projetos de ampliação e melhoria em infraestrutura. O ‘PIL 2’ contemplou apenas duas obras no estado: melhorias no trecho rodoviário entre a Lapa e União da Vitória e no Porto de Paranaguá.

“Queremos uma reunião com o governo do Paraná, ANTT e representantes do setor produtivo para tentarmos preencher os requisitos técnicos exigidos pelo TCU e viabilizar a ampliação também de ferrovias no Estado”, pediu Rodrigues, em evento na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), no Campus da Indústria de Curitiba, na última sexta-feira, para apresentar o ‘PIL’. A obra dessa ferrovia é uma das oito obras de infraestrutura incluídas em um ofício entregue ao Ministro pelo presidente da Fiep, Edson Campagnolo, tratadas como prioritárias.

Campagnolo entregou, também, uma versão prévia do Plano Estadual de Logística e Transportes (Pelt 2035). “Esperamos que o ministro nos apoie em nosso pleito de abertura de um edital de chamamento para que as construtoras possam sinalizar interesse, com Propostas de Manifestação de Interesse (PMI). Temos estudos que demonstram que os investimentos neste trecho, onde se concentram grandes cooperativas do Estado, se pagam em poucos anos”, afirmou o presidente da entidade. A estimativa é de que, em oito anos, a obra ‘se pague’. João Arthur Mohr, integrante do conselho Temático de Infraestrutura da Fiep afirma que as rampas até Paranaguá são muito inclinadas, o que comporta apenas 50 vagões com baixa velocidade na ferrovia. Com isso, apenas 20% do que chega ao porto é transportado por trens.

CAMPOS GERAIS

Traçado beneficia logística regional

A construção da ferrovia traria benefícios diretos à logística na região. Com a utilização do ramal no transporte de grãos até o Porto de Paranaguá, centenas de caminhões seriam retirados das estradas – inclusive do trecho urbano em Ponta Grossa -, desafogando o transito nas rodovias. Na região dos Campos Gerais, a ferrovia passará por municípios como Irati, Fernandes Pinheiro, Palmeira e Porto Amazonas, absorvendo a produção de diversas cooperativas.

Fonte: Jornal da Manhã, 24/06/2015

Governo de MS calcula R$ 4 bilhões para recuperar ferrovias

O transporte de grãos está suspenso nas ferrovias de Mato Grosso do Sul desde 2009. Cerca de 20 milhões de litros de diesel também deixaram de ser escoados por trens por causa da qualidade dos trilhos

De acordo com a concessionária que administra a linha férrea desde abril, os reparos são feitos todos os anos, mas a empresa considera que a manutenção atual é insatisfatória, principalmente para o transporte de combustível, que precisa seguir uma resolução específica com maior rigidez. O novo comando da concessão pretende ter mais rigor na manutenção dos trilhos, das locomotivas e dos vagões.
Atualmente são 1.600 quilômetros de trilhos entre Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas. No trecho são transportados celulose, minério e aço. Enquanto isso, entre Campo Grande e Ponta Porã, 340 quilômetros de trilhos deixaram de serem utilizados.
Em reunião nessa segunda-feira (23), governo do estado, deputados federais, senadores, secretários e a empresa que administra a malha ferroviária sul-mato-grossense discutiram a criação de um pacto. O objetivo é encontrar uma solução para que o trem continue sendo uma alternativa para o escoamento da produção.
Dentro de dois meses a empresa vai fazer um estudo sobre os investimentos necessários para que os trilhos sejam utilizados com mais frequência com o transporte de produtos. O desafio é tornar o meio de transporte competitivo, principalmente para escoar a produção do estado.
“Nós temos um problema geográfico hoje no estado onde há uma concentração de carga no sul do estado que é mais fácil e barato você ir de caminhão até Maringá para exportar no porto de Paranaguá. Se houver viabilidade de vir para Campo Grande e usar a ferrovia que hoje está disponível, obviamente que isso será feito”, afirmou o presidente da Rumo América Latina Logística.
As próximas medidas para recuperar a competitividade da ferrovia serão tomadas somente após o estudo da concessionária.
Para o governador Reinaldo Azambuja, é necessário um aumento do prazo de concessão para viabilizar o negócio. Nós precisamos ter desapropriações e aí o estado se compromete nestas questões. Eu vejo que o estudo deve indicar que nós temos viabilidade. Nós vamos ter uma ferrovia competitiva”, diz.
Ainda não há confirmação de alteração na bitola, que é a distância entre os trilhos. Atualmente, a bitola é estreita, o que limita a capacidade de transporte de uma composição.

Fonte: G1, 24/06/2015

ANTT prorroga prazo de sugestões para revisão de normas do transporte ferroviário

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prorrogou, por meio de publicação no Diário Oficial da União de hoje (23/6), o prazo para envio de sugestões que contribuirão no aperfeiçoamento da Resolução ANTT nº 3.696/2011, que trata do regulamento para pactuar as metas de produção por trecho e metas de segurança do serviço público de transporte ferroviário de cargas. Interessados podem encaminhar as contribuições até as 18h do dia 6/7.

A proposta busca a adequação de pontos específicos da norma ao novo contexto do transporte ferroviário de cargas. Sugestões por escrito podem ser enviadas: por meio de formulário eletrônico disponível no site da Agência, de mensagem eletrônica enviada para o e-mail ts004_2015@antt.gov.br ou por via postal para a Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas no endereço SCES Trecho 3, Polo 8, Lote 10, Projeto Orla, Bloco A , 1º Andar, Brasília – DF.

Toda a documentação referente à Tomada de Subsídio nº 004/2015 está disponível no site da ANTT.

Fonte: Ministério dos Transportes, 24/06/2015