Ferrovia é tema da série ‘Histórias para Contar de Novo’

Ele chegou e abriu o caminho do crescimento. Mudou o país. Se não fosse por ele, talvez a cidade onde você mora nem existiria.

Essa história começa há muito, muito tempo… Na época em que o Brasil nem tinha presidente.
Tinha imperador. A ideia de trazer o trem para o Brasil foi de um gaúcho chamado Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Ele conversou com o imperador, Dom Pedro II, que aprovou o projeto. E em 1857, nasceu a primeira ferrovia do país, que ligava o Rio de Janeiro a Petrópolis, na região Serrana.

Dom Pedro gostou tanto daquela modernidade que determinou a construção de novas estradas de ferro para levar para os portos a produção de minério e de café e para integrar, principalmente, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

“Na verdade, a intenção era acabar com as tropas de mulas, demoradas e custosas, e fazer da ferrovia uma forma de transportar toda produção do Sul fluminense diretamente pro Rio de Janeiro”, explicou Sebastião Deister, historiador.

A principal linha da região sudeste era a estrada de ferro Dom Pedro II. Foi a primeira a chegar na nossa região, em 1864. Ela saía do Rio e ia até Barra do Piraí. A partir dali, se dividiu em duas: uma parte seguia para Minas e outra para São Paulo. Até hoje, esse é o maior entroncamento ferroviária da Americana Latina.

O trecho com destino paulista passa por Barra Mansa. A Princesa Isabel participou da inauguração da estação, em 1871. Naquele tempo, Volta Redonda ainda não existia. Já o trecho com destino mineiro, corta vários municípios, como Miguel Pereira, Três Rios, Paraíba do Sul, Piraí, Vassouras e Valença, representada pela estação de Barão Juparanã.

Inicialmente, esta estação em Valença, que está sendo reformada, se chamava Desengano. É que havia uma richa entre dois fazendeiros que eram grandes produtores de café. Eles disputavam o lugar por onde a estrada de ferro passaria, porque cada um queria que fosse mais perto da sua propriedade. Uma ficava na região de Valença e a outra em Vassouras. A influência do fazendeiro de Valença, o Barão de Juparanã, foi mais influente e ele foi o beneficiado. O pessoal do outro lado, claro, não gostou. Daí o nome Desengano.

Para não saírem perdendo, os próprios fazendeiros construíram outras linhas de trem menores, que faziam a ligação com a estrada de ferro principal.

“O objetivo dessas linhas menores foi exatamente escoar a produção de café, que era fundamental. Quanto mais rápido o café chegasse aos portos do Rio de Janeiro melhor. Então, a ferrovia representou um avanço enorme para a produção. Apesar de ter chegado um pouquinho tarde. E quando elas chegaram o processo de decadência das lavouras de café já estava acontecendo. Na verdade ela retardou o processo”, contou Adriano Novaes, historiador.

Mas, em 1888, houve a abolição da escravidão, que foi a gota d’água para o fim do ciclo do café. Acabou causando também o fim das ferrovias menores. Um ano depois, em 1889, haveria mais mudanças importantes no país. Foi proclamada a república.

Os novos homens do poder não queriam que a figura do antigo imperador continuasse em alta. Aí, a estrada de ferro Dom Pedro II virou estrada de ferro Central do Brasil. Os trens continuaram sendo muito usados para o transporte de carga e de passageiros até a década de 60, quando o governo começou a incentivar o desenvolvimento das rodovias. E o trem, que já tinha brilhado tanto, foi sendo esquecido para dar lugar a novas estrelas do transporte. Com o número maior de caminhões e carros, o país passou a depender cada vez menos das ferrovias.

“Teve distritos, lugares que foram completamente abandonados. Ficaram no esquecimento. durante décadas. E a dificuldade de acesso, estrada de terra, enfim, então foi realmente um desastre a erradicação dos trilhos aqui na região”, explicou Adriano, acrescentando que se não fossem as estradas de ferro o Sul do Rio talvez não seria o que é hoje. “Esse foi o grande legado das ferrovias durante o ciclo do café. Foram fundamentais para o desenvolvimento da região. Em caso de Valença só foi possível um processo de industrialização em 1906 por causa da ferrovia”.

 

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2015/09/ferrovia-e-tema-da-serie-historias-para-contar-de-novo-parte-1.html

Veja também:

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2015/09/ferrovia-e-tema-da-serie-historias-para-contar-de-novo-parte-2.html

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2015/09/ferrovia-e-tema-da-serie-historias-para-contar-de-novo-parte-3.html

Fonte: G1, 28/09/2015

 

24/09/2015 – Aniversariantes de setembro na Aenfer

A confraternização dos aniversariantes de setembro foi em alto estilo, na mesma data da condecoração e posse dos conselheiros da Aenfer, 24 de setembro.

A comemoração contou com um grande número de convidados e associados que se acomodaram no 7º andar do Espaço Cultural Carlos Lange de Lima, uma participação que vem crescendo ao longo de cada evento promovido pela Aenfer.

Os aniversariantes que compareceram ao evento participaram de um sorteio valendo um Tablet como prêmio. Os contemplados foram os associados Daniel Gonçalves e Gloria Marins Lima.

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Estiveram presentes os aniversariantes: Ziléa Braga, Armando Meton Alencar, Júlio Bianchi, Antônio Gonçalves, Gloria Marins Lima, Antonio Carlos (Tonhão), Lígia Pessôa, Daniel Gonçalves e Renato Vieira

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Troféus e medalhas

Durante a confraternização, todos os competidores do campeonato de sinuca 2015, receberam, sob o comando do associado Carlos Van Júnior, uma medalha de participação. Ele apresentou ao público os troféus de 1º, 2º e 3º lugares que serão entregues no dia das finais. Vale lembrar que foram formados dois grupos. Ouro, com os jogadores de maior nível técnico e o Prata.

Dia 1º outubro serão realizadas as partidas semifinais e no dia 06 de outubro temos as finais, onde conheceremos os campeões de 2015. Mas antes teremos as partidas para as disputas dos terceiros lugares dos dois grupos.

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Audiência

Na ocasião, o vice-presidente da Aenfer Jorge Ribeiro convidou a vice-presidente da Faef eng. Clarice Soraggi, para informar aos presentes sobre a audiência de mediação de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016, realizada com o vice-presidente do TST, ministro Ives Granda Martins Filho, no dia 23 de setembro, onde ele apresentou uma proposta de acordo de reajuste salarial aos representantes dos trabalhadores ferroviários e Valec.

A proposta apresentada prevê reajuste salarial de 5% retroativo à data base (01/05/2015). Inclui, ainda, reajuste de 16% no tíquete alimentação, na assistência materno infantil e a manutenção das cláusulas do acordo coletivo anterior, além da extensão do plano de saúde, na modalidade reembolso, para os ferroviários a partir da assinatura do acordo.

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29/09/2015 – Aenfer recebe entidades de classe para o Café com o Presidente

Nada como começar o dia com um café da manhã bem reforçado, melhor ainda se for acompanhado por amigos de interesses do mesmo ideal.

Foi o que aconteceu na manhã do dia 29 de setembro onde a Diretoria da Aenfer proporcionou mais um encontro matinal com entidades ferroviárias com o objetivo de trocar ideias, traçar planos e ficar por dentro dos acontecimentos que envolvem a categoria ferroviária.

O café com o Presidente tem essas características e já faz parte do calendário da instituição que adotou esse evento. Para o presidente da Aenfer Luiz Euler Carvalho de Mello, é uma satisfação muito grande poder contar com companheiros de outras entidades, trocar impressões sobre os problemas da classe, debater e encontrar soluções.

O vice-presidente da Aenfer Jorge Ribeiro avaliou positivamente o encontro e se inteirou dos temas relacionados aos interesses ferroviários, assim como os diretores Aldo Paschoal, Antônio Gonçalves, Celso Paulo, Helio Suêvo e Maria das Flores que também discorreram sobre diversos assuntos com os convidados.

Participaram do Café os seguintes convidados: presidente do Clube de Engenharia Pedro Celestino Pereira, presidente da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) Nilo Ovídio Lima Passos, presidente da Sociedade Brasileira de Geografia William Paulo Maciel, diretor Financeiro da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer) Carlos Moulin e o chefe de Gabinete Fernando Abelha, vice-presidente da Associação Brasileira de Pavimentação (ABPv) Eduardo Ricci, inventariante da extinta RFFSA Manoel Geraldo da Costa, presidente e vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina Jair José da Silva e Almir Gaspar, presidente da Associação Mútua Auxiliadora dos Empregados da Estrada de Ferro Leopoldina Raymundo Neves e da diretora Previdenciária Anita Perpeto e o Especialista Sênior em Infraestrutura do MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão) engenheiro Sergio Iaccarino.

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CBTU: Secretário de Transportes defende pagamento

Em entrevista ao Expresso REFER do mês de agosto, secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro Carlos Roberto Osório defende pagamento da dívida: CBTU

A melhoria da mobilidade urbana nos grandes centros, notadamente no Estado do Rio de Janeiro, é consequência da especial atenção da Secretaria de Transportes. Como o Secretário Carlos Osório vê a importância do transporte ferroviário de passageiros?

 

Carlos Roberto Osório – Para nós, o transporte ferroviário de passageiros deve ser a espinha dorsal do sistema de transporte público. Temos mais de 270 km de trilhos, 102 estações na Região Metropolitana e o potencial de, por meio do transporte ferroviário, oferecermos qualidade e respeito ao cidadão. Estamos fazendo um esforço muito grande para recuperar esse sistema que não foi priorizado durante décadas, mas agora reencontra um novo caminho com aquisição de novos trens, valorização dos profissionais ferroviários e a melhoria da qualidade de serviço. Nossa meta é chegar em 2018 transportando, novamente, 1 milhão de passageiros por dia.

 

Expresso REFER – A Central Logística, precursora do transporte ferroviário de massas, hoje a cargo da Supervia, é uma das principais patrocinadoras dentre os oito planos de previdência administrados pela Fundação REFER, oriunda da estadualização das atividades ferroviárias de transporte urbanos implementada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, detentora de dívida contratada há 15 anos com a Fundação REFER, que tem reflexos na garantia da aposentadoria de milhares de ferroviários da Central. De que forma o senhor poderá ajudar para que a CBTU honre seus compromissos com

a Fundação REFER, proporcionando o equilíbrio do Plano de Benefícios da Central Logística e, consequentemente, garantindo a continuidade dos pagamentos de benefícios aos milhares de ferroviários aposentados e suas famílias?

Carlos Roberto Osório: A diretoria da empresa Central vem há algum tempo atuando

diligentemente, em conjunto com a REFER, CBTU, CPTM, CTB e METROFOR, que também

são igualmente afetadas pela dívida da CBTU, para que os órgãos do Governo Federal,

responsáveis pela liberação de recursos, autorizem a CBTU recontratar essa dívida junto

à REFER. Já foi enviada notificação ao Ministério do Planejamento e Secretaria de

Orçamento Federal, subscrita pelas empresas Central, CPTM, CTB, METROFOR, CBTU e

REFER, solicitando a inclusão do pagamento da dívida no orçamento da CBTU. A Secretaria de Transportes, a qual a empresa Central está vinculada, fará todos os esforços possíveis para que a CBTU e o Governo Federal honrem o pagamento da dívida com a REFER, de forma a dar tranquilidade às milhares de famílias de ferroviários.

Confira a entrevista direto no site da REFER www.refer.com.br

Concessões sob risco

A grande desordem orçamentária acumulada pelo governo federal foi, decerto, um fator maior da recessão vivida pelo país.

Dada a ausência de sinais de que haverá controle do endividamento público, a insegurança emperra ainda mais a atividade econômica e produz efeitos de segunda ordem, sequelas que ameaçam a arrecadação de recursos dos quais o Tesouro necessita com urgência.

Mais que isso, que solapam as pequenas oportunidades de atenuar e abreviar a crise. Tome-se o exemplo das concessões de infraestrutura. Está à beira de se tornar inviável o leilão de 29 hidrelétricas remarcado para novembro.

Trata-se da venda do direito de explorar usinas hoje sob controle da União, que as retomou depois de esgotado o prazo das concessões originais. Com o negócio, o governo espera arrecadar R$ 11 bilhões neste ano. Sem tais recursos, torna-se ainda mais improvável encerrar o ano com algum saldo nos cofres federais.

O negócio está sob risco porque o descrédito do governo, ao assustar o mercado e impulsionar os juros, eleva cada vez mais o custo do crédito para as empresas.

A rentabilidade é incerta, pois, além de taxas altas dos financiamentos, também o real se desvaloriza, afetando o interesse do investidor estrangeiro.

O Ministério de Minas e Energia minimiza as consequências da protelação anunciada. A pasta afirma que o propósito é apenas aperfeiçoar as condições dos leilões a partir de sugestões do Tribunal de Contas. O Tesouro, no entanto, já admite a hipótese de não contar com a receita extra tão cedo.

A incerteza é ainda maior em relação às concessões de novas rodovias e, sobretudo, de portos e ferrovias –casos por ora sem solução, dados os problemas regulatórios.

Está sob risco de grande atraso, portanto, a segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado com estardalhaço em junho pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Diante dos problemas judiciais e financeiros das maiores empreiteiras do país, o governo até favoreceu a participação de estrangeiros e de empresas médias. Faltam, contudo, projetos, especificação das licitações, modelos de financiamento e preços realistas. Planos concretos de licitação nem ao menos chegaram ao papel.

O PIL, o que é mais lamentável, está entre as poucas alternativas restantes de incentivo à atividade econômica. Ao lado das exportações, beneficiadas pelo avanço das cotações do dólar, teria ao menos o efeito de atenuar a recessão, a partir do ano que vem.

Contava-se com tais operações para interromper o ciclo de retração dos investimentos –em obras de infraestrutura e aquisição de maquinário– que já dura inéditos oito trimestres consecutivos. A ruína dos fundamentos econômicos, a penúria do governo e o decorrente tumulto no mercado ameaçam essa válvula de escape.

Fonte: Folha de S. Paulo, 28/09/2015

24/09/2015 – Veja como foi a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin e a cerimônia de posse dos novos Conselheiros

A Aenfer realizou na manhã do dia 24 de setembro a entrega da XVIII edição da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin e a cerimônia de posse de 1/3 dos novos Conselhos Deliberativo e Fiscal e representante da Aenfer junto ao Crea-RJ.

A solenidade que aconteceu no Auditório Demosthenes Rockert, sede da Aenfer,  foi conduzida pela mestre de cerimônia engenheira Mônica Baggetti. Ela salientou a importância deste evento para a classe ferroviária, destacando o crescimento da Aenfer que, após sua transformação como entidade moderna, foi fortificada com novos associados e continua escrevendo sua história de tradição ferroviária. A cerimônia foi acompanhada por diversas entidades de classe, associados, amigos e familiares que aplaudiram a escolha dos agraciados da Condecoração, homenagem instituída pela Aenfer desde 1997, com o objetivo de destacar ferroviários e ferroviaristas por suas contribuições em prol do desenvolvimento e preservação da ferrovia brasileira e sua história, assim como pela defesa da classe ferroviária. Na mesma ocasião, foram empossados 1/3 dos novos Conselheiros Deliberativo e fiscal e representante da Aenfer junto ao Crea-RJ.

(clique nas fotos para ampliar)
2 1Cerimonialista Mestre de cerimônia Engenheira Mônica Baggetti
3 5 Público no Auditório da Aenfer

 

Compuseram a mesa de abertura com o presidente da Aenfer Luiz Euler Carvalho de Mello, o diretor-presidente da  Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (REFER) Marco André Marques Ferreira, presidente do Clube de Engenharia Pedro Celestino Pereira, presidente da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina (AEEFL) Jair José da Silva e o presidente da Associação dos Aposentados da Rede Ferroviária (AARFFSA) Nelson Fernandes Cruz.
01 mesa
O presidente da Aenfer Luiz Euler falou em seu discurso que cada um dos presentes foi trazido por um propósito e um bom motivo: assistir a entrega da medalha e a posse dos Conselhos e na representação da Aenfer no Crea-RJ.

0euler

“O mérito que leva o nome do nosso patrono é uma grande honraria tanto para a Aenfer quanto para quem a recebe. Aquele que se destacou, uma vez indicado, passou por rígido critério de seleção para ser escolhido. A medalha representa o reconhecimento e a gratidão da Aenfer aos condecorados.

Aos conselheiros e à representante que tomam posse hoje tenho a dizer que estamos juntos neste voluntariado: Conselheiros, Diretores, Representantes e Associados, com um ideal de preservar o nosso passado, agindo no presente, não apenas com vistas à ferrovia do futuro, mas contribuindo efetivamente para o futuro da nossa ferrovia e do ferroviário”, disse.

Receberam a Condecoração os seguintes agraciados:

 

Antonio Carlos Dias Pastori

Economista, tornou-se ferroviarista quando conheceu o saudoso profº Victor José Ferreiroa. É integrante do Movimento de Preservação Ferroviária, da Academia Ferroviária de Letras e Associação Fluminense de Preservação Ferroviária. Criou o apelo: “Eu quero a volta do Trem” e luta pela reativação dos trechos de Petrópolis/Raiz da Serra; Barão de Mauá/Magé; Japeri/Governador Portela; Miguel Pereira/Paraíba do Sul (trens de passageiros e de turismo). Foi assessor da Secretaria de Transportes/RF, onde teve muita influência no desenvolvimento de projetos para a “volta do Brasil aos trilhos”. Empenha-se para a preservação da Memória Ferroviária.

1Pastori O diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária Helio Suêvo com o presidente Euler faz a entrega da Condecoração ao homenageado Antônio Pastori

 

Eizi Nomiya (in memoriam)

Ingressou no quadro da RFFSA em 02/01/1978 como Programador de computador para atuar na área de T.I (Tecnologia da Informação) onde permaneceu até seu falecimento em 24/05/2014, prestando relevantes serviços para o desenvolvimento da RFFSA. Participou no desenvolvimento de diversos sistemas computacionais sendo o mais importante para a classe ferroviária SIAPES (Sistema de Pessoal), que uniformizou e dinamizou a área de Recursos Humanos da RFFSA. Recentemente participou no desenvolvimento do sistema CIDI (Controle do inventário da Documentação de Imóveis), que é de grande relevância para a Inventariança de Extinta RFFSA e que vem sendo utilizado por diversos órgãos de Governo como ANTT, DNIT, SPU e IPHAN.

 1Eisy A engenheira Lilian Scuett com o presidente Euler faz a entrega da Condecoração a  Cristina, viúva de  Eizi Nomiya

Genésio Pereira dos Santos

Advogado, Artífice mecânico – Oficina de Pontes de Governador Portela – 1957;

Assistente de Administração – Departamento de Transportes – AG RFFSA – 1972;

Técnico de Desenv. de Pessoal – Dir. de Pessoal RFFSA – 1980

Técnico de Desenv. de Pessoal – DRH CBTU – 1984;

Ass. de Controle e Gestão de RH – DRH CBTU – 1984;

Ass. de Diretor de RH – DRH CBTU – 1990;

Diretor de Adm. e Finanças – ONG MPF – 2008;

Membro da Academia Brasileira de Imprensa e da Academia Ferroviária de Letras. Autor de três livros: Um menino, um homem, um ferroviário; Pedaços de mim; No trem e no espaço. Defensor da ferrovia, em todos os âmbitos da administração pública e divulgador de todos os projetos de valorização e reativação de vários trechos ferroviários para uso turísticos.

0Genésio Márcio Soares dos Santos, engenheiro e filho do condecorado, faz a entrega com o presidente Euler ao homenageado Genésio Pereira dos Santos

 

 João Bosco Setti

Engenheiro ferroviário, contribui para o progresso e preservação da memória ferroviária. Tem grande conhecimento, onde atua com a sua experiência e dinamismo em diversos casos e ações ferroviárias em todo o Brasil e com destaque especial pela sua luta incessante de mais de 30 anos de pesquisa, divulgação da história e na preservação ferroviária.

Presidente da Sociedade de Pesquisa para Memória do Trem, fundada em 1992; foi diretor regional da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Trabalha como consultor ferroviário em via permanente, operação ferroviária e preservação histórica, professor em curso de pós-graduação de Engenharia Ferroviária. Participa há vários anos em seminários nacionais sobre a preservação, revitalização ferroviária, implantação e operação de trens turísticos e culturais, além de reuniões técnicas do comitê metro ferroviário da ABNT, entre outros. Participou como autor ou co-autor de diversos livros, com foco na história, na evolução e estudos diversos de sistemas ferroviários.

  
0 bosco O conselheiro da Aenfer José Pataro com o presidente Euler faz a entrega da Condecoração ao homenageado Bosco Setti

 

Joubert Fortes Flores

Engenheiro Civil e Eletrônico, admitido na RFFSA em 10/02/1953 como engenheiro estagiário, exercendo o cargo de engenheiro ajudante – Telégrafos no Dep. de Via Permanente em Praia Formosa tendo ocupado diversos cargos como Dir. Administrativo da REFER e chefe de Departamento de Eletrificações do subúrbio do Rio de Janeiro, sendo hoje reconhecido como uma referência para todos os engenheiros eletricistas do Rio de Janeiro que trabalham no setor metroferroviário.

 0Mariana Flores O conselheiro da Aenfer Luiz Antônio Consenza com o presidente Euler faz a entrega da Condecoração à Mariana Flores, neta do homenageado Joubert Fortes Flores

Paulo Henrique do Nascimento

Fundador há 16 anos da ONG Movimento Nacional Amigos do Trem. Sem nenhum interesse financeiro e às suas próprias custas tem viajado por quase todo o país, no sentido de resgatar o transporte ferroviário, conseguiu juntamente com outros abnegados ferroviários aposentados, restaurar duas automotrizes e três carros poltronas e um restaurante do saudoso Santa Cruz. Apesar da forte oposição da MRS, depois de muita luta e perda da saúde, conseguiu finalmente sensibilizar a Prefeitura de Miguel Pereira com a inauguração do Trem Serra Azul.

 0 Paulo Henrique  O conselheiro da Aenfer Carlos Alberto Joppert com o presidente Euler faz a entrega da Condecoração ao homenageado Paulo Henrique

 

Membros de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal para a gestão 2015 a 2018 e representante da Aenfer junto ao Crea-RJ tomam posse

 

Após a realização da entrega da Condecoração, um momento também importante para a Aenfer foi a solenidade de posse dos novos membros de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, triênio 2015/2018 e representante da Aenfer junto ao Crea-RJ. Uma forma de renovar e integrar aqueles que participam efetivamente do quadro dos Conselhos desta entidade, dando sua contribuição e trazendo novas ideias e conquistas para a melhoria da classe ferroviária. Assinaram o livro e de posse os conselheiros efetivos:
Antonio Carlos Soares Pereira; Carlos Humberto Pinheiro da Costa; Carlos Roberto Monteiro Rommes; Jerônimo Puig Neto e Therezinha Maria Denys M. de Magalhães.

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Vale lembrar que o engenheiro Ramiro Ramos do Nascimento foi eleito mas, de acordo com art. 26 parágrafo 4º do estatuto da AENFER, em vigor, o conselheiro por estar ocupando cargo superior de Direção na empresa em que trabalha não assumiu, abrindo vaga para o suplente em sua categoria.

Como conselheiros especiais, tomaram posse Ana Maria Câmpio Gomes, Bina Burdman e Glória Maria Barbedo Marins Lima.

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Conselho Fiscal: Luis Miguel de Lima Pimentel Pereira Gil

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Rrepresentante da Aenfer junto ao Crea-RJ

Tereza Maria de Faria Pinho.

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00 Ao fundo, conselheiros efetivos, especiais, conselheiro fiscal e representando junto ao Crea-RJ

Após a cerimônia, todos foram convidados a participarem do coquetel que também foi em comemoração aos aniversariantes do mês de setembro.

 

 

 

 

Estado do Rio quer começar em 2016 metrô Estácio-Praça Quinze

No segundo semestre de 2016, logo depois das Olimpíadas, o governo pretende dar início à expansão da Linha 2 do metrô, ligando o Estácio à Praça Quinze. Mesmo com as obras da Linha 4 (Barra-Zona Sul) ainda em andamento, o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, já planeja implementar o trecho, previsto desde 1968, quando foi elaborado o projeto original do metrô carioca. Segundo ele, pelos próximos seis meses, a concessionária Metrô Rio fará os estudos necessários para viabilizar a extensão da linha:

— A grande maioria dos usuários da Linha 2 tem como destino o Centro do Rio. Então, essa extensão vai resolver bastante o grande desafio do metrô, que é a superlotação da Linha 2. Já identificamos uma demanda adicional de 400 mil passageiros por dia para o trecho, que terá 3,7 km de extensão.

Além de Estácio, Carioca e Praça Quinze, estão previstas estações no Catumbi — que não fazia parte do projeto original — e na Cruz Vermelha.

— O Catumbi tem se desenvolvido. Com a desativação do presídio da Frei Caneca, entraram residências, vieram empresas. O Sambódromo fica ali do lado. Então, na nossa visão, tem demanda — comentou Osorio.

De acordo com o secretário, as escavações começarão pela estação do Estácio, que precisará passar por reformas, e seguirão até a Praça Quinze, onde fará a integração com as barcas e o VLT.

— Queremos encaixar o término da obra da Linha 4 com o início da expansão da Linha 2 para aproveitar os profissionais que já estão qualificados. Esse é o esforço que estamos fazendo — afirmou Osorio.

LINHA 4: CONCLUÍDO O TRECHO DA BARRA

Nesta quarta-feira, operários da Linha 4 do metrô concluíram as obras de escavação do túnel da Barra até o Leblon. Agora, só falta 1,2 km para que todo o traçado (Jardim Oceânico-General Osório) esteja escavado. A previsão é que a ligação entre as duas frentes (partindo da Barra e de Ipanema) seja concluída na segunda quinzena de dezembro. No momento, o tatuzão está entre as estações Jardim de Alah e Antero de Quental.

— Está tudo dentro do cronograma. O tatuzão está andando muito bem. A gente espera cumprir com antecedência o que nós tínhamos nos comprometido. Tenho certeza de que vamos entregar essas obras dentro do prazo — disse Pezão durante a vistoria às obras.

A previsão é que a Linha 4 comece a funcionar para o público em junho de 2016, fora dos horários de pico. Em julho, começa a operar em horário integral.

Fonte: O Globo, 24/09/2015

Empréstimo do BNDES é vital para concluir Metrô do Rio, diz Pezão

A aprovação de um novo empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as obras da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que ligará a zona sul à Barra da Tijuca, na zona oeste, é vital para a conclusão do projeto até as Olimpíadas de 2016, afirmou hoje (23) o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.

A Assembleia Legislativa do estado vota hoje pela aprovação ou não do empréstimo. A obra custará cerca de R$8,8 bilhões.

“Os recursos já estavam aprovados pelo BNDES, mas não tínhamos espaço fiscal para permitir a assinatura quando fizemos a outra operação. Este ano, estamos adequando o que não conseguimos adequar no ano passado”, disse Pezão, após visitar nesta manhã o ponto em que os túneis já escavados da Barra e da zona sul se encontrarão a partir de dezembro.

Falta 1,2 km de rocha a ser escavada. A seção do túnel sob o Alto Leblon tem 220 metros de extensão e está a 35 metros de profundidade.

Os empréstimos anteriores somam R$3,5 bilhões e o governo pedirá mais R$440 milhões.

De acordo com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), contrário ao novo empréstimo, os dois anteriores não tiveram prestação de contas e 15% do valor foram destinados à quitação de outros empréstimos, segundo relatório do Tribunal de Contas do Estado.

Embora a dívida estadual seja de aproximadamente R$ 97 bilhões, Pezão garantiu que o estado tem como pagar as dívidas e que não é devedor.

O governador garantiu que, a partir de 1º de junho, a linha já estará operando. As expectativas do governo é que cerca de 300 mil pessoas usem diariamente a Linha 4, que tem 16 quilômetros de extensão, e que sejam retirados das ruas aproximadamente 2 mil carros por hora/pico.

A partir do ano que vem, o governo estuda ampliar o metrô pelas linhas 2 e 3, ligando o Estácio à Praça XV, onde atracam as barcas que ligam Niterói ao Rio e Niterói a Itaboraí.

“Quero fazer as duas com Parceria Público Privadas (PPPs). Estou procurando sócios, avaliando com a presidenta Dilma a melhor maneira e estudando com o ministro Kassab, das Cidades, como criar um fundo garantidor para essa linha em Niterói”, concluiu o governador.

Fonte: EBC, 24/09/2015

‘Transporte de cargas é o gargalo em grandes cidades’, diz ex-secretário

O principal gargalo da mobilidade brasileira está, hoje, no transporte de cargas, afirma o ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo Frederico Bussinger.

“A carga não fala. Essa é a primeira razão [para que o transporte de carga fique esquecido]. E a segunda existe um pensamento arraigado que a carga é um problema do empresário”, diz, em entrevista à Folha.

Engenheiro e economista, ele atua como consultor em planejamento e gestão portuária e hidroviária, logística, transporte público, manutenção e planejamento urbano. Foi ainda secretário-executivo do Ministério dos Transportes no governo Itamar Franco (1992-94).

Para Bussinger, o problema da mobilidade passa também pela questão logística. Ele sugere que os governantes busquem soluções no exterior, assim como fizeram no caso das ciclovias, para tentar resolver a situação do transporte de carga nos grandes centros urbanos.

Leia os principais trechos da entrevista:

Folha – Na sua avaliação, qual é o principal gargalo da mobilidade no Brasil?

Frederico Bussinger – O gargalo está no transporte de cargas. É surpreendente a desconsideração do fluxo de carga no planejamento urbano, tanto nos planos de mobilidade quanto nos planos diretores. É como se fosse um assunto que não existe. E os números da carga são muito significativos. Digo isso porque o viário que circula carga é o mesmo que circula gente.

Como assim?

O viário que está aí está dado, seja rodoviário ou ferroviário. E neste viário você tem o compartilhamento do uso. Neste mesmo viário circulam tanto gente quanto carga. O mais lógico seria que, ao fazer o planejamento da mobilidade, a carga fosse considerada em conjunto, e isso não acontece.

Hoje a carga fica em segundo plano no planejamento das cidades?

A carga é deixada de lado. E pior do que isso, existe uma ilusão de que você simplesmente pode afastar a carga, que ela arruma um jeito para circular. Tanto é que as políticas públicas em relação à carga são de restrição. Restrição geográfica (não pode circular por aqui), restrição temporal (não pode circular neste horário) ou restrição tecnológica (não pode circular tal veículo). Como se fosse possível funcionar uma cidade sem circulação de carga. E não estou falando apenas da carga ligada ao processo produtivo. Só a carga necessária para abastecimento urbano já é suficiente para ser bem tratada.

Como fazer a conciliação entre carga e os demais modais?

Hoje, por exemplo, a bicicleta tem atenção maior do que a carga. Sempre que se discute a questão da bicicleta, são usados exemplos internacionais, “porque na Holanda é assim, porque na Dinamarca, na França.” Mas por que não se usa o mesmo raciocínio para a carga? Todos esses países têm muitos modelos bem mais inteligentes para a circulação da carga. Então, a minha sugestão é a seguinte: use o mesmo raciocínio para a carga. Vejam o que está sendo feito em outros países em relação a esse assunto.

Por que o senhor acha que a carga fica tão esquecida?

Porque a carga não fala. Essa é a primeira razão. E a segunda é que existe um pensamento arraigado de que a carga é problema do empresário. Ele vai ganhar dinheiro, então ele que se vire para resolver. E é um equívoco, porque carga é importante para a vida da cidade. A alface que você come, a água que você bebe, a pizza que o cara te entrega, isso tem que chegar de algum jeito.

Que exemplos internacionais poderíamos seguir?

Alguns modelos de distribuição de Nova York, Japão, mas qualquer exemplo vai ser restritivo. Pontos de concentração de distribuição de carga para realizar distribuições noturnas seria um enorme avanço.

Qual a sua avaliação sobre um aumento da utilização do transporte ferroviário?

Eu acho que tem [que aumentar], por razões logísticas e ambientais. Mas a maior dificuldade é implementar um pátio ferroviário em São Paulo. Os locais em que há possibilidade de fazê-lo foram pensados como projetos de utilização imobiliária. Não adianta a linha passar por São Paulo, tem que ter centros logísticos para a distribuição.

E a navegação, seria possível usar os rios para o transporte de carga?

São Paulo é privilegiado e poderia usar os rios não só para carga, mas também para passageiros. A Folha divulgou há alguns dias reportagem sobre navegação em Paris. Poderíamos fazer isso aqui. É verdade que os rios estão poluídos, mas isso não impede a navegação de carga e seria um estímulo para limpar o rio. Existem coisas que estão sendo feitas mundo afora, mas que não estamos usando. Somos seletivos.

A distribuição noturna de carga é uma saída?

A distribuição noturna de carga é algo da maior importância, você pode reduzir a circulação dos caminhões, mas empaca na segurança. Para grandes estabelecimentos, shoppings e supermercados, existe, mas é menor. Para o pequeno comerciante é mais difícil. Outro problema é que vai haver custo adicional. Seria preciso ter um sistema que incentivasse o comércio a fazer essa operação noturna sem que houvesse e ônus. No Japão, existe um sistema com centro de distribuição nos bairros. Cada loja vai lá e busca sua mercadoria. Poderíamos ter isso em bairros.

Fonte: Folha de S. Paulo, 24/09/2015

Solo cede e engole caminhão em obra do VLT

RIO – O solo cedeu em uma das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que vai ligar a Região Portuária do Rio ao Centro. Um caminhão foi parcialmente engolido pela cratera aberta na Avenida Beira Mar, em frente à Avenida Presidente Antônio Carlos. De acordo com informações do local, o acidente aconteceu por volta das 10h30 desta quarta-feira, durante uma escavação para remanejamento da galeria de águas pluviais. Já havia um buraco na área, mas, com o peso do caminhão, a rachadura no terreno aumentou.

A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), porém, afirmou que o caminhão foi enviado justamente para cobrir essa fenda, mas, após uma manobra errada do motorista, teria caído na cratera. Não há circulação de pessoas no local.

O projeto prevê que o VLT cubra uma extensão de 28 km, com 32 paradas. O veículo funcionará 24h por dia, durante os sete dias da semana. Até 300 mil pessoas poderão ser transportadas diariamente a partir do primeiro semestre de 2016, data prevista para que o VLT esteja em operação plena.

Fonte: O Globo, 23/09/2015