Deputado pede que procuradoria investigue as obras da Linha 4 do metrô

O deputado federal Ezequiel Teixeira (PTN) protocolou um pedido ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que Ministério Público Federal investigue possíveis irregularidades na aplicação de recursos federais na obra da Linha 4 do metrô, que vai ligar Ipanema à Barra da Tijuca.

O ex-secretário estadual de assistência Social e Direitos Humanos, exonerado por defender a “cura espiritual de gays”, está mesmo disposto a provocar dor de cabeça…

Na semana passada, ele já tinha pedido à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara uma auditoria especial na polêmica obra do metrô do Rio.

O custo total já está em R$ 8,8 bilhões, e o governo enviou um projeto para a Assembleia do Rio pedindo autorização para um novo empréstimo de quase R$ 1 bilhão. Diz que depende dele para terminar as obras.
Fonte: Jornal Extra, 31/03/2016

Audiência – A importância dos trens turísticos

A Comissão de Turismo em conjunto com a reunião da Câmara Setorial de Cultura, Turismo e Esporte, do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado – Jornalista Roberto Marinho, realizará Audiência Pública sobre “A Importância dos Trens Turísticos na Economia do Estado Rio de Janeiro”.

A Audiência será realizada no 14 de abril no Auditório Senador Nelson Carneiro (6º andar do Palácio 23 de Julho, prédio anexo da ALERJ), das 11h às 14h.

O objetivo de discutir o tema e ouvir a sociedade civil sobre os seguintes Projetos de Lei:

Projeto de Lei Nº 3255/2014, de autoria do Deputado Carlos Minc, que “DISPÕE SOBRE A VALORIZAÇÃO E O USO FUTURO DAS ESTAÇÕES DE TREM DESATIVADAS

 
Projeto de Lei Nº 1252/2012, de autoria dos Deputados Enfermeira Rejane, Sabino, Edson Albertassi, Andreia Busatto, Roberto Henriques, Jânio Mendes, que “CRIA O PROGRAMA ESTADUAL DE RECUPERAÇÃO DA MALHA FERROVIÁRIA COM OBJETIVOS TURISTICOS”.

Clique nos links (textos “Projeto de Lei Nº nnnn/aaaa”) para acessar o texto de cada projeto.

Quem desejar participar, e que ainda não confirmaram a presença,  cliquem aqui para registrar sua intenção em participar.

Aproveitamos para encaminhar, para apreciação, dois links de material, do corrente ano, sobre o tema da audiência: Informativo nº 150 de abril/2016 da AFPF – Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e

Jornal nº 170 de janeiro/fevereiro de 2016, da AENFER – Associação de Engenheiros Ferroviários.

Atenciosamente,

Fábio Costa

COMISSÃO DE TURISMO DA ALERJ

 

 

 

 

Quatro entre as dez cidades com sistemas de transporte mais vulneráveis do país estão no RJ

BRASÍLIA — Das dez cidades do país com sistemas de mobilidade mais vulneráveis a mudanças climáticas, quatro estão no Rio de Janeiro. É o que aponta estudo inédito, que foi divulgado nesta quarta-feira, elaborado pelo Instituto de Políticas em Transporte e Desenvolvimento (ITDP), entidade civil que trabalha o tema, em parceria com o Ministério das Cidades. Duque de Caxias é a mais despreparada do Brasil, ficando no topo do Índice de Vulnerabilidade da Mobilidade Urbana, criado pelos pesquisadores para medir o quanto o deslocamento pode ser afetado em cada município diante da ocorrência de ondas de calor, chuvas extremas e elevação do nível do mar.

O estudo analisou as 283 cidades com mais de 100 mil habitantes do país. Para todas, foi atribuído o Índice de Vulnerabilidade da Mobilidade Urbana, que leva em consideração 23 variáveis, tais como o PIB do município, o percentual de pessoas com limitações de locomoção, estrutura institucional do sistema de transportes, geografia da cidade, entre outros. O indicador criado varia de 0,5 a 2, sendo que quanto maior, pior a capacidade de resposta a intempéries climáticas.

O Rio de Janeiro é o estado com mais municípios considerados de alta vulnerabilidade, que têm índice superior a 1,12. Treze cidades fluminenses estão nesta situação. Depois de Duque de Caxias, considerada a mais vulnerável do país, com menção de 1,56, vêm São Gonçalo (1,49), Belford Roxo (1,48), São João de Meriti (1,40). Todas essas fazem parte dos 10 municípios com os piores indicadores do Brasil. Se consideradas as 50 cidades com a situação mais preocupante, 12 são do Rio.

Um dos autores do estudo, Daniel Fontana Oberling, doutor em planejamento energético e consultor do ITDP para adaptação às mudanças climáticas, afirma que as cidades com índices de maior vulnerabilidade em geral são as que fazem parte das regiões metropolitanas e orbitam em torno das capitais. Nesses locais, segundo ele, uma série de fatores leva ao despreparo para lidar com os impactos de alterações na natureza:

— É um grupo de cidades onde o sistema de mobilidade existente já é pouco eficiente, com alto espraiamento da população, que precisa vencer grandes distâncias para chegar ao trabalho. Daí vem a capacidade baixa de se adaptar.

Entre as cidades com as piores menções no Índice de Vulnerabilidade da Mobilidade Urbana, depois de Duque de Caxias, estão Cabo de Santo Agostinho (PE), com 1,53, e Almirante Tamandaré (PR), com 1,50. No outro extremo, entre os municípios com sistemas de transporte capazes de responder bem a mudanças climáticas, Sertãozinho (SP) é o melhor, com indicador de 0,64. Em seguida está Araraquara (SP), com 0,65, e Uberaba (MG), com 0,68.

Além de traçar o panorama das maiores cidades do país, em relação à capacidade de resposta do sistema de mobilidade diante de mudanças climáticas, o estudo alerta para as consequências da situação. Cidades com maior frequência ou intensidade de eventos naturais extremos podem ter a eficiência na mobilidade diminuída, o que, em última instância, resultará em perdas econômicas. Além disso, a qualidade de vida da população fica afetada, destaca Oberling:

— Ao analisar a situação atual, o estudo quer propor caminhos para superar as vulnerabilidades, a fim de evitar perdas no futuro. Se os municípios conseguirem melhorar a qualidade do deslocamento urbano, estarão mais preparados para se adaptar.

RANKING NACIONAL

Veja a situação do Rio de Janeiro no ranking do indicador, que varia de 0,5 a 2, sendo que quanto maior o número, pior a situação do município. Foram avaliadas as 283 cidades do país com mais de 100 mil habitantes:

 

Classificação / Município / Índice de Vulnerabilidade da Mobilidade Urbana

1° Duque de Caxias – 1,566

4º São Gonçalo – 1,498

5º Belford Roxo- 1,487

9º São João de Meriti – 1,406

11º Magé – 1,385

15º Itaboraí – 1,351

21º Nova Iguaçu – 1,322

27º Teresópolis – 1,287

31º Queimados – 1,260

35º Barra Mansa – 1,248

36º Angra dos Reis – 1,234

42º Petrópolis – 1,210

55º Itaguaí – 1,174

72º Mesquita – 1,113

75º Niterói – 1,108

93º Nilópolis – 1,037

96º Maricá – 1,033

123º Nova Friburgo – 0,997

125º Araruama – 0,987

137º Macaé – 0,969

169° Campos dos Goytacazes – 0,914

190º Rio das Ostras – 0,876

199º Rio de Janeiro – 0,870

237º Cabo Frio – 0,820

241º Volta Redonda – 0,814

275º Resende – 0,741
Fonte: O Globo, 30/03/2016

 

 

 

Monotrilho ainda está em fase testes

Inaugurado em agosto do ano passado, monotrilho de Vila Prudente, Zona Leste de São Paulo, ainda funciona em horário de teste. Poucos lugares para sentar e se apoiar são algumas reclamações feitas por quem já andou no primeiro monotrilho no Brasil. Acompanhe a reportagem feita pelo Estadão clicando no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=7g7mQMmj7Rw&feature=player_embedded

Adiada a votação para novo empréstimo da Linha 4 do metrô

RIO – A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) adiou para a próxima semana a votação de um novo pedido de empréstimo para conclusão das obras da Linha 4 do metrô (Barra-Ipanema). O estado quer autorização para captar R$ 989,2 milhões junto ao BNDES, mas o projeto recebeu emendas. Cerca da metade desses recursos será destinada à conclusão do trecho Barra-Zona Sul, prometido para operar durante as Olimpíadas, enquanto o restante será usado para concluir a estação Gávea até 2017.

A previsão era que o pedido fosse analisado ontem, mas deputados da oposição questionaram se o estado ainda teria capacidade para arcar com mais dívidas. As dúvidas também atingem a base do governo. Para o projeto ser aprovado, são necessários pelo menos 18 votos, mas os aliados estão insatisfeitos com a crise financeira do estado. E questionam a aprovação de um empréstimo num momento em que servidores e fornecedores não sabem quando vão receber. Ontem, estimava-se que o governo teria margem apertada de 21 a 22 votos favoráveis.

Adiada a votação para novo empréstimo da Linha 4 do metrô – Márcia Foletto / O Globo

 

OPOSIÇÃO TEM DÚVIDAS

Segundo as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os estados podem contrair dívidas até o limite de 200% da chamada Receita Corrente Líquida (total da receita disponível descontadas as contribuições previdenciárias) acumulada em 12 meses. As últimas informações disponíveis se referem a dezembro de 2014-2015. Na época, a dívida acumulada chegava a R$ 101,1 bilhões. A margem para empréstimos era de R$ 1,3 bilhão.

— Não temos dados sobre qual foi a arrecadação até fevereiro deste ano para avaliar a Receita Corrente Líquida. Corremos o risco de aprovar um projeto, e o Tesouro não autorizar o empréstimo se a dívida bater o teto — disse o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB).

Outro crítico do empréstimo é o deputado Marcelo Freixo (PSOL). Ele defende que o empréstimo só seja votado após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) auditar as obras que hoje estão em R$ 9,7 bilhões. Segundo ele, levando-se em conta os juros a serem pagos dos empréstimos já feitos para a obra, o estado desembolsará R$ 19,4 bilhões até 2037.

‘A BASE VAI COMPREENDER’

O líder do governo na Alerj, Édson Albertassi (PMDB), solicitará ao estado dados sobre a arrecadação nos primeiros meses de 2016 para apresentar na reunião semanal do colégio de líderes, na próxima terça-feira. Ele acredita que o projeto possa ser votado até quarta-feira que vem.

— As receitas dos royalties em 2016 voltaram a aumentar com a elevação dos preços dos barris de petróleo. E, mesmo com a crise, não houve queda na arrecadação do ICMS. Além disso, o estado conta nos primeiros meses com a receita do IPVA. Há margem para o endividamento. A base vai compreender e votar a favor. É essencial para concluir o metrô — disse Albertassi.

Fonte: O Globo, 30/04/2016

 

Pós-graduação de Engenharia Ferroviária

A Universidade Estácio de Sá oferece o curso de pós-graduação de Engenharia Ferroviária no Rio de Janeiro,  Brasília e outras cidades. Confira:

Cuiabá: 02.04.2016 Brasília: 16.04.2016 Rio de Janeiro: 16.04.2016 Vitória: 21.05.2016 Público alvo: Graduados em Engenharia em qualquer especialização, Arquitetura, Administração, Logística e Tecnologia. Curso de natureza presencial, com carga horária de 400 horas e duração   de 21 meses, com aulas quinzenalmente   aos sábados das 08:00 às 18:00 horas. Os docentes são formados por profissionais renomados da  ferrovia  e com ampla experiência na área de atuação.   MATRIZ  DO CURSO

SISTEMAS GERENCIAIS
– POLÍTICA DE TRANSPORTES – LEGISLAÇÃO, NORMAS E REGULAÇÃO- SEGURANÇA DO TRABALHO- LOGÍSTICA E INTERMODALIDADE DOS SISTEMAS DE TRANSPORTES- TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO- MEIO AMBIENTE FERROVIÁRIO
MATERIAL RODANTE
– TRAÇÃO DIESEL ELÉTRICA E  TRAÇÃO ELÉTRICA- VAGÕES, CARROS DE PASSAGEIROS E TREM- UNIDADE- MÁQUINAS E VEÍCULOS ESPECIAIS- ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO
OPERAÇÃO FERROVIÁRIA
– PLANEJAMENTO OPERACIONAL- CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL- PREVENÇÃO E ATENDIMENTO A ACIDENTES FERROVIÁRIOS- FORMAÇÃO DE COMPOSIÇÃO E SISTEMAS DE LICENCIAMENTO- REGULAMENTO GERAL DE OPERAÇÃO-RGO
INSTALAÇÕES FIXAS
– VIA PERMANENTE FERROVIÁRIA- MECÂNICA DA PAVIMENTAÇÃO APLICADA A FERROVIA- OBRAS DE ARTE FERROVIÁRIAS- SUBESTAÇÕES E SECCIONADORAS- REDE AÉREA-SINALIZAÇÃO E SISTEMAS ESPECIAISMETODOLOGIA DA PESQUISA CIENTIFICAVISITAS TÉCNICAS

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Empréstimo para obras do metrô no Rio será votado na próxima terça-feira

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) discutirá na próxima terça-feira se aprova ou não o empréstimo de R$ 989 milhões, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a conclusão da Linha 4 do metrô. Para complicar a situação, o governo avisou que, do valor total, R$ 489 milhões são fundamentais para a conclusão do trecho olímpico.

Na Alerj, o líder da base do governo, Edson Albertassi (PMDB), tem a missão de garantir os votos dos aliados. Ao que tudo indica, apesar do acumulo de empréstimos feitos para a obra — com mais esse, já seriam R$ 7 bilhões emprestados ao estado para concluir a obra —, o projeto tem boas chances de ser aprovado.

— Vamos analisar o projeto com mais calma até o fim de semana. Mas acho que não teremos problemas em aprová-lo — disse um membro da base do governo.

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), esteve em compromissos oficiais durante o dia, e não falou sobre o projeto. Em janeiro, a Alerj aprovou empréstimo de R$ 1 bilhão que seria usado para financiar o Rioprevidência. O adiantamento, porém, foi vetado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Fonte:  Jornal Extra, 24/03/2016

ATENÇÃO ASSOCIADO DA AENFER

Prezado associado da Aenfer, pedimos que, caso não tenha atualizado seu e-mail, entre em contato conosco para que possamos cadastrá-lo em nossa mala direta. Com o seu e-mail vamos poder enviar mensagens sobre todos os acontecimentos e assuntos importantes de interesse do associado. A mensagem eletrônica é mais um canal que temos à sua disposição. Deixe seu nome completo e e-mail Nosso contato: 21-2222-1404 e 21-2221-0350 E-mail: divulgacao@aenfer.com.br

Linha 4 do Metrô do Rio: PF investiga propina

A Polícia Federal investiga na Operação Xepa, a 26ª da Lava Jato deflagrada nesta terça-feira, se houve pagamento de propina pela construção e operação da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que deve ficar pronta neste ano e ligar Ipanema na Zona Sul à Barra da Tijuca na Zona Oeste da capital fluminense. O projeto faz parte das obras de infraestrutura que o Governo Federal, o Governo do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro chamam de “legado” da Olimpíada de 2016.

A hipótese do pagamento de propina surgiu a partir da análise de planilhas e aplicativos internos utilizados pela Odebrecht em uma espécie de “contabilidade paralela”.  Investigadores identificaram menções a pagamentos de pelo menos R$ 500 mil . No sistema interno da Odebrecht, o pagamento era vinculado à linha 4 do Metrô do Rio.

Nos documentos obtidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, há identificação de desembolsos pelo menos entre setembro e novembro de 2014, durante período eleitoral. Mas os investigadores não conseguiram recuperar documentos de anos anteriores. O dinheiro deveria ser entregue em uma sala do conjunto comercial Le Monde, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

 

Durante as investigações da Operação Xepa, a Polícia Federal constatou que diversos funcionários do grupo Odebrecht solicitavam pagamentos em espécie ao Departamento de Operações Estruturas da Odebrecht, apelidado de “departamento da propina”, para repassá-los a emissários de governantes e funcionários públicos de todo o país.

Com base na documentação da Odebrecht, é possível saber que Olivia Vieira aparece como solicitante dos pagamentos para a linha 4 do Metrô do Rio. ÉPOCA apurou que Olívia é funcionária da Odebrecht e foi nomeada diretora da concessionária Rio Barra, que vai operar a valiosa linha 4 do Metrô do Rio.

Além de fazer parte do consórcio que vai faturar com a operação da Linha 4, a Odebrecht também  participa do consórcio Linha 4 Sul, que realiza as obras. Ou seja, a empreiteira ganha nas duas pontas do negócio.

A Polícia Federal ainda apura quem era “Proximus”, codinome atribuído ao beneficiário dos pagamentos pela Linha 4 do Metrô do Rio.

Nota: De acordo com reportagem do portal UOL, alguns nomes de políticos aparecem ao lado de apelidos. Eduardo Paes, por exemplo, é designado como “Nervosinho”. Já Sérgio Cabral, “Proximus”.

Fonte: Revista Época, 22/03/2016

Afundamento de pista retira bonde da rua em Santa Teresa

RIO – Desativado em 1966, o ramal dos bondes de Santa Teresa entre a Rua Francisco Muratori e o Largo do Curvelo voltou a funcionar 50 anos depois, no fim de janeiro, numa cerimônia que ficou marcada pelo enguiço do veículo na viagem inaugural. Desde segunda-feira passada, podem ser vistos no local as faixas alusivas ao evento, instaladas pelo governo do estado, os trilhos e as placas indicativas dos pontos. Mas não o bonde. A Secretaria estadual de Transportes decidiu suspender o serviço, que ainda opera em fase de testes, por tempo indeterminado, porque uma galeria de águas pluviais, de responsabilidade da prefeitura, se rompeu próximo aos trilhos, causando o afundamento de um pedaço da rua. Havia o risco de a situação se agravar com a trepidação que sempre ocorre com a passagem do veículo.

A causa do problema ainda não é conhecida, mas especialistas e moradores culpam tanto o estado quanto a prefeitura. A Secretaria estadual de Transportes atribuiu o acidente com a tubulação às fortes chuvas que caíram há mais de uma semana na cidade. No entanto, a Secretaria municipal de Conservação não confirmou que essa foi a razão. Segundo nota do órgão, a causa só será conhecida “quando uma sondagem for realizada. Ainda não é possível dizer quando o serviço será concluído”.

O trecho passou por uma inspeção inicial no fim da tarde desta terça-feira, depois de a secretaria ter sido procurada pelo GLOBO. Uma nova vistoria será feita nesta quarta-feira.

O presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, visitou o local também na tarde desta terça-feira, a convite do GLOBO. Ele constatou que o problema atingiu pelo menos cem metros da galeria. Pedro verificou que houve afundamento da via em alguns pontos, inclusive do lado oposto ao dos trilhos. Em alguns trechos, era possível sentir cheiro de esgoto, o que, para ele, sinaliza a existência de instalações clandestinas na rede de águas pluviais. Na avaliação do especialista, a prefeitura tem responsabilidade pelo acidente, por não ter investido em conservação.

— Galerias como essa foram projetadas para receber grande volume de chuvas. Elas devem ser vistoriadas e limpas principalmente nos períodos menos chuvosos. Pela extensão dos estragos, é provável que estivessem obstruídas por falta de manutenção. Por fim, a prova de que a manutenção não é eficiente foi a demora para vistoriar o local. Os reparos já deveriam ter começado —criticou ele.

A Secretaria de Conservação não respondeu à pergunta sobre quando foi feita a última manutenção da galeria.

Por sua vez, o secretário da Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), Sérgio Teixeira, disse que a entidade já havia alertado o governo estadual sobre a fragilidade das galerias do bairro, que são muito antigas. Uma das reivindicações que a Amast vem fazendo ao estado, para garantir uma operação mais eficaz do serviço, é que os trechos já recuperados para os bondes só sejam liberados para o tráfego após uma inspeção detalhada das galerias de serviços.

— Antes da reabertura da Francisco Muratori para os bondes, Cedae e Light fizeram inspeções em suas galerias. A prefeitura, que deveria inspecionar as redes de águas pluviais, não apareceu. Em lugar de esperar a inspeção do município, mesmo assim o estado decidiu reabrir o trecho para os bondes. O resultado é esse — disse Sérgio Teixeira.

Em 2011, um acidente com um dos bondes de Santa Teresa deixou cinco mortos e 57 feridos. Na época, o estado anunciou que ia recuperar o sistema. O objetivo era concluir as obras até a Copa do Mundo de 2014. O prazo não foi cumprido e, depois de seguidos adiamentos, a previsão agora é para o fim de 2017.

Fonte: O Globo, 23/03/2016