Dívida não prejudicará obra do metrô, diz Dornelles

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, disse ontem não acreditar que o fato de o Estado ter ultrapassado o limite de endividamento previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) possa prejudicar o financiamento da Linha 4 do metrô pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na avaliação dele, o limite de 200% da receita corrente líquida estabelecido na Resolução nº 40 do Senado – que complementa a LRF – não foi ultrapassado.

Dei uma olhada num parecer que mostra que uma parcela [da dívida] não deveria ter sido considerada, contou Dornelles, após participar do lançamento da segunda edição do Mapa do Desenvolvimento, documento elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) com propostas para retomada do crescimento no Estado e no país. Pela legislação vigente, Estados que excedem o teto não podem contrair novos empréstimos até conseguirem se reenquadrar novamente.

Presente ao mesmo evento no Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou o tema da renegociação das dívidas dos Estados com a União. Estamos endereçando a questão da dívida dos Estados. Estamos hoje trabalhando nisso em Brasília. Vamos lidar com prioridade nesse assunto nos próximos dias, de maneira que tudo isso seja endereçado de uma maneira que (…) possa de fato também dar aos estados um horizonte para os próximos anos, disse Meirelles.

Para o governador em exercício do Rio, qualquer carência para a dívida já ajudaria o Estado. Dornelles acrescentou que irá tomar medidas duras para ajustar as contas públicas estaduais, mas não quis detalhar quais seriam estes ajustes. Pressionado por um déficit orçamentário ao redor de R$ 20 bilhões em 2016, o Estado pode ter de cortar pessoal, conforme já admitiu o secretário de Fazenda Julio Bueno.

Fonte: Valor Econômico, 31/05/2016

Linha de metrô do Rio vai parar para ajustes antes da Paralimpíada

A linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, importante meio para chegar ao Parque Olímpico nos Jogos de 2016, só vai ser inaugurada para um público restrito às vesperas da abertura do evento e, entre a Olimpíada e a Paralimpíada, vai ficar parada para ajustes, segundo a Secretaria Estadual de Transportes.

A ideia inicial era que a linha 4, que vai ligar a zona sul até a zona oeste (região da Barra e Deodoro), fosse inaugurada em julho, mas o novo prognóstico prevê a abertura para o dia 1 de agosto. Os Jogos Olímpicos começam no dia 5 de agosto.

“Foi um pequeno ajuste e não dá para chamar isso de atraso”, disse à Reuters o secretário Estadual de Transportes, Rodrigo Vieira.

O metrô não estará aberto ao grande público e vai atender prioritariamente a atletas, delegações, torcedores com ingressos para a Olimpíada, imprensa e profissionais ligados aos Jogos.

Segundo Vieira, o novo metrô vai estar operando durante a Olimpíada com aproximadamente metade da sua capacidade total. A previsão é que a linha 4 poderá operar com uma capacidade de 11 mil passageiros por hora.

“Estou garantindo segurança operacional ao início da linha 4 e ninguém abre uma linha e opera ela full (completa)“, afirmou o secretário à Reuters.

Após os Jogos, que terminam em 21 de agosto, a linha 4 vai ser novamente fechada para ajustes necessários, mas a promessa é que esteja operando durante a Paralimpíada, novamente de maneira restrita, em setembro.

“Tivemos problemas na liberação de financiamentos, o cronograma ficou apertado, justo, mas o metrô será entregue”, disse o governador licenciado, Luiz Fernando Pezão.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, acrescentou: “Acho completamente normal se começar um novo modal com uma carga menor. É assim em qualquer novo equipamento. Estamos fazendo isso com o VLT”.

A previsão é que no segundo semestre, “mais para o fim do ano”, segundo o secretário, a linha 4 já possa estar operando com a capacidade total de cerca de 300 mil pessoas por dia, ou 22 mil passageiros por hora.

Fonte: Extra, 30/05/2016

 

Inscrições do 3º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU

Hoje, 30 de maio, é o último dia para as inscrições de trabalhos para a 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária e 3º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários ANPTrilhos-CBTU. Serão divulgados até 40 (quarenta) trabalhos selecionados, garantindo-se a apresentação de, no mínimo, 30 (trinta) em salas técnicas durante a realização da 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária.

A programação das salas técnicas será divulgada oportunamente pela AEAMESP. Todos os trabalhos selecionados que cumpram as disposições deste regulamento serão publicados nos Anais Eletrônicos da 22ª STM, atribuindo-se o certificado de participação ao(s) autor(es) de cada trabalho.

Premiação – Serão oferecidos três prêmios em espécie, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) cada um, concedidos, respectivamente, ao autor do melhor “artigo técnico” de cada categoria apresentada no Artigo 4º, conforme seleção final realizada pela Banca Examinadora.

A seleção dos “artigos técnicos” vencedores será realizada pela Banca Examinadora em duas fases. Na primeira fase serão selecionados quinze trabalhos, cinco por categoria, dentre os artigos técnicos qualificados para disputar a premiação. Os quinze trabalhos escolhidos estarão concorrendo, na segunda fase, à seleção final para escolha dos três trabalhos vencedores.

Serão concedidos ao(s) autor(es) de cada um dos quinze “artigos técnicos” selecionados, cinco por categoria:

I – O troféu “3º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários”.

 

II – O certificado de participação personalizado para cada autor, inclusive para os autores de “artigos técnicos” elaborados em grupo.

 

III – A inscrição para cada autor na 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, promovida pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP.

 

IV – A publicação do “artigo técnico” nos Anais Eletrônicos da 22ª STM e em meio eletrônico nos sites: www.anptrilhos.org.br, www.cbtu.gov.br e www.aeamesp.org.br.

Na sua 22ª edição, a Semana de Tecnologia Metroferroviária acontecerá no período de 13 a 16 de setembro de 2016, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Trata-se do mais importante Congresso Técnico do setor de transporte metroferroviário do País. Durante os quatro dias de evento, técnicos das operadoras, dirigentes empresariais e profissionais do setor debaterão questões importantes relacionadas à mobilidade urbana nas grandes cidades.

 

Realizada paralelamente ao Congresso, a METROFERR EXPO reúne empresas fabricantes de equipamentos metroferroviários, fornecedores de peças e serviços, mídias especializadas, etc. que divulgam suas inovações oferecidas ao mercado.

 

Para conhecer as opções de apoio institucional, patrocínio e exposição, basta entrar em contato com Marcia Vidal, na CKZ Eventos: marcia@ckzeventos.com.br O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou telefone (11) 2387-0111.

 

Serviço   
22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária e METROFERR EXPO 2016
Data: 13 a 16 de setembro de 2016
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
Endereço: Rua Frei Caneca, 596, 4º – São Paulo – SP

Linha 4 do Metrô: Praça Nossa Senhora da Paz é reaberta

A Praça Nossa Senhora da Paz, no coração de Ipanema, foi devolvida à população, na manhã deste sábado, dia 28 de maio, com apresentação da Banda de Ipanema e atividades lúdicas do grupo de teatro infantil Fabuloso Quintal de Histórias. Os portões da praça, que é tombada e foi entregue conforme orientação do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), foram abertos pelo secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira, pela presidente da RioTrilhos, Tatiana Carius, e pelo presidente da concessionária RioBarra, Maurício Rizzo.

O Consórcio Linha 4 Sul instalou novos brinquedos de madeira, em substituição aos antigos, de ferro. Há novos bancos e bicicletários e a iluminação foi reforçada. O espaço agora será administrado pela Prefeitura do Rio.

Das árvores existentes na praça antes do início das obras, 75,6% permanecem intactas. As espécies que precisaram ser transplantadas retornaram aos seus locais de origem e aquelas que, devido às características, não puderam ser cultivadas fora da praça, foram substituídas por novos exemplares. Houve ainda novos plantios. O monumento a Pinheiro Machado, que foi restaurado, também voltou ao local original.

A reabertura da praça foi possível devido à conclusão das obras civis e dos serviços de acabamento da Estação Nossa Senhora da Paz da Linha 4 do metrô. Agora, a estação segue com a finalização da instalação de sistemas e dos testes operacionais.

“A estação Nossa Senhora da Paz da Linha 4 está integrada à praça e, ao mesmo tempo, respeita seus espaços, com os acessos ao metrô na área externa. A estação e o sistema metroviário vão conviver com a praça por muitas gerações, permitindo às pessoas, que circulam por Ipanema, usufruir desses benefícios que governo do estado viabilizou”, declarou o secretário de Transportes, Rodrigo Vieira.

A nova estação conta com dois acessos de passageiros, pelas ruas Joana Angélica e Maria Quitéria, ambas na esquina com a rua Visconde de Pirajá. Construída de forma a garantir a acessibilidade de todos, há rampas e elevadores nos dois acessos. Painéis artísticos decoram a estação. De acordo com a demanda prevista, 47 mil pessoas vão utilizar a Estação Nossa Senhora da Paz, diariamente.

O jornalista Daniel Curi, 32, levou a filha Catarina, de dois anos, para conhecer a nova Praça Nossa Senhora da Paz e garante que, de hoje em diante, esse será o espaço diário de lazer da família.

“Fiquei muito feliz de a praça ter sido completamente reaberta. Estávamos muito carentes de infraestrutura para deixar as crianças soltas para brincar e agora temos uma opção ótima para trazer nossos filhos nos fins de semana, feriados, e até nos dias úteis”, afirmou Daniel.

Nascida em Ipanema e moradora dos arredores da Praça General Osório, Lourdes Muller, 90 anos, foi conferir a reabertura do espaço.

“Vinha aqui espiar durante a obra e estava louca para ver a praça pronta, e acho até que ficou mais ampla. Sempre que puder, em vez de ir à praia, virei à praça”, brincou a aposentada.

Para Maria Amélia Fernandes Loureiro, presidente da Associação de Moradores de Ipanema, ter uma estação de metrô na porta de casa, integrada à praça, representa o progresso aliado à preocupação com o meio ambiente, uma vez que o transporte não polui o ar e permite que as pessoas deixem seus carros em casa.

“Todos que passaram por aqui elogiaram. É um momento que estávamos esperando há muito tempo. É emocionante ver a praça arrumada, com a vegetação exuberante. A grande expectativa agora é pela segunda etapa: estamos ansiosos para descer naquele acesso e pegar o trem do metrô, um transporte limpo e rápido. Vai ser fantástico”, comemorou Maria Amélia.

Reta final

Com 95% de conclusão, as obras nas demais estações estão em fase final de acabamento. Os testes na Linha 4 tiveram início em janeiro e ocorrem por fases. No último dia 22 de maio, foi realizado o primeiro teste com carro do metrô em toda a extensão do chamado eixo olímpico (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado/Rocinha e Jardim Oceânico). Em junho, será realizada a primeira travessia com trem energizado.

Linha 4 vai transportar 300 mil pessoas por dia

A Linha 4 do Metrô vai unir o Rio, integrar regiões e levar qualidade de vida a milhares de cidadãos. Esta é uma obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro e vai transportar, de acordo com a demanda estimada, mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. O projeto representa a execução, de uma só vez, da mesma extensão de metrô subterrâneo existente no estado. Este é o maior legado em mobilidade que o Rio de Janeiro ganhará com os Jogos Olímpicos.

SuperVia recebe segundo treinamento do Batalhão de Ações com Cães (BAC) para atuação durante as Olimpíadas

Hoje, a SuperVia recebeu na Central do Brasil o Batalhão de Ações com Cães (BAC) para mais um treinamento especial com foco na atuação durante as Olimpíadas. Vinte e cinco policiais e seis cães participaram da atividade, que tem como objetivo encontrar explosivos nos trens e estações do sistema ferroviário.

Várias substâncias foram utilizadas para treinar o faro dos cães, como o TATP (Triperóxido de triacetona), um tipo de explosivo em pó, na cor branca, usado em ataques terroristas. Também estiveram presentes membros da força de elite da Polícia Francesa, a RAID (Unité de Recherche, Assistance, Intervention et Dissuasion), especialista em crises de segurança, como atos de terrorismo. A RAID tem acompanhado os treinamentos para avaliação e certificação dos cães. A atividade durou cinco horas e ocorreu em um trem sem passageiros, estacionado na plataforma da estação Central do Brasil. Em janeiro deste ano, o BAC já havia realizado seu primeiro treinamento na Central do Brasil.

Treinamento BAC cães na Central do Brasil - SuperVia - 24 maio 2016 (7)

Foto: SuperVia

A SuperVia será um dos principais meios de transporte do público durante os Jogos Olímpicos do Rio por contar com estações localizadas em pontos estratégicos para os locais das competições. Atualmente, cinco estações passam por obras de reformas para melhor atender o público, sendo elas São Cristóvão, Engenho de Dentro, Deodoro, Magalhães Bastos, Vila Militar. A estação Ricardo de Albuquerque foi concluída em fevereiro. A previsão da concessionária é que no período dos Jogos sejam ofertados 3 milhões de lugares nos trens diariamente em cerca de 1.600 viagens.?

Fonte: SuperVia, 25/05/2016

Empresa pede cancelamento do ‘Trem do Forró’

O tradicional ‘Trem do Forró, que é uma das atrações do Maior São João do Mundo de Campina Grande, pode não circular este ano durante os festejos juninos, depois de um relatório feito pela Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) alertando para condições críticas em alguns pontos da linha ferroviária no trecho Campina Grande-Galante. Os guias de turismo e agências de viagens lamentaram a decisão e adiantaram que, caso a suspensão seja irreversível, a economia e o São João serão prejudicados. O trem tem 25 anos de tradição.

Após o parecer da FTL à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), em abril deste ano, a empresa organizadora da Locomotiva Forrozeira informou sobre a desistência de promover viagens durante a programação do Maior São João do Mundo 2016, alegando o que há no documento da empresa federal Transnordestina, aconselhando a suspensão do evento.

De acordo com a Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues viajará para Brasília, nesta terça-feira (24), para tratar da questão nos órgãos federais envolvidos com a autorização para os passeios e assegura que só abrirá mão da Locomotiva se efetivamente ficar comprovado que a segurança das pessoas está em jogo.

Em nota, a Prefeitura de Campina Grande confirmou que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) não conseguiu autorização da ANTT para trazer os equipamentos pela linha férrea porque a Transnordestina se contrapôs a firmar um Termo de Entendimento para operação do trecho Santa Rita-Campina Grande, por este não receber manutenções regulares por parte da FTL, “o que demanda correções emergenciais (tais como desobstrução da via férrea, substituições e colocações de dormentes, correção de bitola, entre outros)”.

De acordo com Romero Rodrigues, existe alternativa prática para o traslado da composição pela via terrestre de Santa Rita até Campina Grande. Em Brasília, ele tentará apoio político e autorização técnica para que os passeios da Locomotiva Forrozeira não sejam suspensos este ano. “No que depender dos esforços da prefeitura, faremos tudo o que é possível pela não interrupção das viagens da Locomotiva Forrozeira, até porque o Maior São João do Mundo tem a marca de superação de desafios, e não tenho dúvidas de que também superaremos esses obstáculos”, destacou o prefeito de Campina Grande.

Fonte: portalcorreio.uol.com.br, 24/05/2016

Primeiro trem percorre trajeto da Linha 4 do metrô

Com a conclusão da instalação de trilhos da Linha 4 do metrô, entre a Barra da Tijuca e Ipanema, a passagem da primeira composição foi feita neste domingo no chamado eixo olímpico. Na viagem entre as estações General Osório, em Ipanema, e Jardim Oceânico, na Barra, passando pela ponte estaiada, estavam abordo o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira; a presidente da RioTrilhos, Tatiana Carius; o diretor do Metrô Barra, Pedro Augusto Cardoso; e o presidente da concessionária Rio Barra, Maurício Rizzo.

— Esse momento é de fundamental importância para a operação especial da Linha 4 do metrô e marca a conexão, por trilhos, da Barra da Tijuca com a Zona Sul — afirmou Rodrigo Vieira.

O secretário de Transportes disse que os testes de cada um dos sistemas seguem dentro da programação. No domingo, o primeiro carro metroviário saiu da estação General Osório, passou pelas estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado/Rocinha e chegou à estação multimodal Jardim Oceânico, na Barra.

Ele informou ainda que o cronograma está ajustado. Em junho, serão feitos os testes finais com os trens para a abertura da linha no dia 1° de agosto.

Segundo a Secretaria estadual de Transportes, na reta final das obras de implantação da Linha 4, a execução dos serviços chega a 95% de conclusão. Os testes na nova linha metroviária tiveram início em janeiro e ocorrem por fases. As subestações de energia e os sistemas operacionais já estão sendo verificados, como as avaliações de sinalização nos túneis, equipamentos de controle e até a energização das vias. Os sistemas de ventilação e iluminação definitivos também passam por testes, assim como escadas rolantes e elevadores.

As cinco estações que estarão em operação antes dos Jogos Olímpicos (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, São Conrado e Jardim Oceânico) estão em fase final de acabamento.

Fonte: O Globo, 23/05/2016

Moreira Franco e Serra vão fechar roteiro para divulgar concessões fora do País

A divulgação das concessões de infraestrutura será tema de encontro entre o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, e o ministro das Relações Exteriores, José Serra. O objetivo é definir um cronograma e os destinos para divulgação dos projetos brasileiros no exterior, com apoio direto das embaixadas de cada país. A agenda será fechada ainda com a Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão que integra o conselho de governo da Presidência da República.

As cidades de Nova York, Londres e Pequim estão entre os destinos mais prováveis, embora ainda não estejam confirmados. Trata-se de locais já visitados por equipes da presidente afastada Dilma Rousseff, quando da divulgação de seu programa de concessões. A abordagem com os investidores, no entanto, promete ser mais técnica e criteriosa, segundo a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A estrutura comandada por Moreira Franco, que terá apenas 12 integrantes, foi dividida em três áreas: articulação de políticas públicas; transparência e articulação institucional; e coordenação de projetos. Basicamente, uma cuidará do planejamento; outra, do relacionamento; e a terceira, da execução.

Equipe. Três nomes vão integrar o “núcleo duro” da secretaria, em contato direto com Moreira Franco: Eduardo Parente, executivo que preside a Prumo Logística Global, empresa do setor portuário; Joaquim Lima, funcionário de carreira da Caixa; e Helcio Tokeshi, que era diretor-geral da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa criada pelo governo Dilma para liderar a elaboração dos estudos para concessões na área de infraestrutura.

O governo do presidente em exercício, Michel Temer, tem em mãos um levantamento preliminar de uma centena de novas concessões e 40 renovações de contratos da área de transportes que estão maturados para serem concedidos nos próximos dois anos.

O panorama feito pelas agências reguladoras aponta investimentos da ordem de R$ 110,4 bilhões em aeroportos, rodovias, portos e ferrovias.

Fonte: O Estado de São Paulo, 24/05/2016

Obra do VLT da Baixada Santista completa dois anos de atraso

A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29 de maio de 2013, a construção da primeira fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações

Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.

O Gaema, órgão do Ministério Público (MP), também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.

Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

TCE

Na última quarta-feira (25) uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.

Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).

Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores

As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.

De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.

Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

Segunda fase

Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final de setembro, o segundo ­trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e oito quilômetros de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.

Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

Integração deve começar em junho

O início da integração do VLT com as linhas intermunicipais está previsto para começar no próximo mês de junho, preliminarmente, com 37 linhas gerenciadas pela EMTU/SP e que circulam no raio de 400 metros ao longo da linha do VLT. No primeiro momento a integração será voluntária, ou seja, o usuário poderá optar em continuar a sua viagem na linha de ônibus ou fazer a integração com o VLT.  A integração com as linhas municipais deve ocorrer a partir de dezembro de 2016. A EMTU/SP já iniciou tratativas com as prefeituras de São Vicente e Santos sobre o assunto.

O VLT

A operação do VLT da Baixada Santista teve início em abril de 2015 (o primeiro prazo era junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. De acordo com a EMTU, em junho começa a operação comercial da 10ª Estação, a Bernardino de Campos, em Santos. Em outubro todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.

Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.

Fonte: Diário do Litoral, 29/05/2016

Trem e ônibus colidem na Baixada Fluminense

RIO – Um ônibus sem passageiros desrespeitou a sinalização da passagem em nível oficial próxima à estação Saracuruna, na Baixada Fluminense, e foi atingido por um trem que seguia de Saracuruna para Guapimirim (ramal Guapimirim) por volta das 6h05m, segundo a Supervia. O trem retornou à estação Saracuruna, e os passageiros desembarcaram na plataforma.

A circulação dos ramais Guapimirim e Vila Inhomirim foi suspensa até que o ônibus fosse retirado da via e normalizou às 8h. Segundo a concessionária, os passageiros foram informados da situação por meio do sistema de áudio dos trens e estações. Esse foi o sétimo caso registrado nesse ano nos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim.

Fonte: O Globo, 23/05/2016