Demanda por transporte ferroviário no Oeste Paulista é tema de reunião

A demanda por contrato de transporte ferroviário na região entre Presidente Prudente e Presidente Epitácio será discutida em uma reunião nesta quarta-feira (30). O encontro promovido pela União das Entidades de Presidente Prudente e Região (Uepp) vai reunir empresários e entidades associadas com a empresa Rumo ALL, responsável pela administração da malha ferroviária que corta o Oeste Paulista.

Conforme o presidente da Uepp, Sérgio Turuta, a reunião é para que a Rumo ALL faça um levantamento da demanda no local existente, ou seja, para empresas que possuem carga.

“Ocorre que a impressão que temos é de que a ALL não tem interesse em reativar o trecho, realizando diversos eventos com o mesmo propósito, porém, sem apresentar nenhuma proposta concreta, até que a região desista do transporte ferroviário. O nosso papel é não deixar isso ocorrer”, afirmou Turuta.

Ainda conforme a Uepp, em dezembro de 2015, durante reunião com a Rumo ALL e empresários, a entidade protocolou um “apanhado de demandas” para o uso do transporte de cargas por meio do modal ferroviário no Oeste Paulista. No protocolo, as empresas discorreram sobre suas produções tanto mensais quanto anuais e intenções para a utilização do transporte.

No entanto, também conforme a entidade, o impasse quanto à reativação do transporte ferroviário na região segue ainda sem novidades. “Nós já mostramos várias vezes que existem a demanda e o interesse, mas eles precisam mostrar algo concreto, como um valor de frete competitivo e a data de início de operação”, explicou ao G1 o diretor de Comunicação da Uepp, Marco Antônio Goulart.

Goulart ressaltou que já dura anos a falta de uma “proposta concreta e efetiva” por parte da Rumo ALL. “Nesta nova reunião, nós vamos mostrar novamente que há demanda aqui na região. Esperamos que eles tragam números concretos, mas acho pouco provável que isso vá acontecer”, finalizou o diretor de Comunicação ao G1.

A reunião tem início às 9h, no hotel Aruá, no Centro de Presidente Prudente.

Outro lado

Em nota ao G1, a empresa Rumo esclareceu que vem cumprindo o seu papel de concessionária ferroviária de cargas e se mantém à disposição dos interessados em firmar contratos de transporte de longo prazo.

“A empresa já participou diversas vezes de seminários em Presidente Prudente, nos quais é explicado o funcionamento da ferrovia e onde é oferecido o transporte buscando a captação de cargas, firmando contratos de longo prazo e analisando possíveis origens, destinos, fluxos e volumes de transporte voltados à contratação. Desde então, não foi recebida nenhuma proposta solidamente viável em contratar a longo prazo o transporte de mercadorias, que é um requisito fundamental para a subsistência do transporte ferroviário de cargas”, salientou.

Ainda conforme a companhia, no único caso de demanda de carga que poderia, em tese, ser viável operacionalmente, a Rumo fez uma proposta comercial. “Mas não houve retorno dos possíveis interessados. Dessa forma, a companhia, mais uma vez, se manterá à disposição de entidades e empresários da região durante o evento para poder viabilizar contratos de transporte de longo prazo”, concluiu ao G1.

Fonte: G1, 30/11/2016

Anunciada retomada da Transnordestina no Piauí

O governador Wellington Dias anunciou, nessa segunda-feira (28), a retomada das obras da ferrovia Transnordestina no Piauí. A confirmação veio do presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamim Steinbruch, empresário que investe na construção da ferrovia.

“O próprio presidente da República comunicou a ele a decisão de retomar a obra da via. Significa não só mais investimento (para o Piauí é de R$1,3 bilhão), destacou Wellington Dias.

A Transnordestina interligará os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Começou a ser construída em junho de 2006, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão inicial da conclusão era para 2010.

De acordo com o Governo Federal, o projeto prevê 2.304 quilômetros de ferrovia, beneficiando 81 municípios, 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco. Em solo piauiense, a ferrovia passará por Simões, Curral Novo, Betânia, São Miguel do Fidalgo, São José do Peixe. Ribeira, Pajeú, Flores, Itaueira, Rio Grande, Pavussu e Elizeu Martins.

“Até 2019, queremos concluir essa importante ligação do Piaí com o porto de Pecém, em Fortaleza”, concluiu o governador.

Fonte: GP1, 30/11/2016

Trens do ramal de Saracuruna são reduzidos pela metade

RIO – Os vagões (carros) do trem da SuperVia, no ramal de Saracuruna, foram reduzidos pela metade a partir desta segunda-feira. O número passou de oito para quatro. Segundo a concessionária, a alteração foi necessária por motivos operacionais identificadas nesta segunda-feira pela empresa, que não quis especificar quais foram essas questões.

As mudanças na SuperVia pegaram o gestor em logística Douglas Mendonça de surpresa. Segundo ele, com a alteração, os passageiros ficaram espremidos durante a viagem.

A concessionária ainda não sabe informar por quanto tempo continuará a redução dos carros.

Fonte: O Globo, 28/11/2016

 

Fundo aposta em empresas endividadas

Maior operadora de ferrovias do País, a Rumo Logística caiu em desfavor após os controladores anunciarem um aumento de capital de R$ 2,4 bilhões.

Um dos gestores de fundos de hedge do Brasil com melhor desempenho está comprando ações de empresas altamente endividadas, apostando que elas têm muito a ganhar com o corte dos juros que estão entre os mais elevados do mundo. Na próxima quarta-feira, dia 30, o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central anuncia a taxa Selic (referência para juros no país), que deve sofrer redução de 0,25 ponto percentual e ficar em 13,75%. No fim do ano que vem, a taxa deve estar em 10,75%, apontam os economistas consultados pelo BC para elaboração da pesquisa Focus. O raciocínio é que papéis de companhias como BR Malls Participações e Cia. Paranaense de Energia (Copel) foram prejudicados por temores em relação às despesas para serviço da dívida (juros). No entanto, esses custos devem recuar nos próximos meses e anos, contanto que o BC realize os cortes de juros esperados pelos analistas, explicou Luiz Alves, gestor do fundo de ações que superou 96% de seus pares neste ano.

— A oportunidade que estamos vendo agora são ações expostas a taxas de juros — disse Alves, gestor do Versa Long Biased FI Multimercado, em São Paulo.

Ele prevê que o Ibovespa ficará praticamente inalterado nos próximos meses, após um salto de 64% em dólares no acumulado do ano, o que representa o melhor desempenho do mundo para um índice acionário de referência. O Versa, que utiliza alavancagem para impulsionar o retorno, acumula ganho de 177%.

A operadora de shopping centers BR Malls viu sua taxa de alavancagem quase dobrar no último ano e está em desvantagem em relação ao Ibovespa. A dívida da Copel mais que dobrou em três anos. Alves também gosta da Gafisa, por acreditar na retomada da construção civil e na demanda maior por financiamento imobiliário quando os juros caírem.

O maior ativo do minúsculo fundo de R$ 6,5 milhões é a Cia. de Locação das Américas (Locamerica), que lidera os ganhos do fundo neste ano. Alves viu o papel negociado com desconto de 35% em relação ao valor da frota de 30 mil veículos. A ação subiu 86% em dólares neste ano.

A alavancagem do Versa aumenta sua exposição a ações ao equivalente a aproximadamente R$ 20 milhões. A GTI planeja um roadshow no início do ano que vem para promover o fundo e atrair mais investidores, informou Alves. Ele é sócio da GTI Administração de Recursos, gestora de ativos estabelecida em 2007 que também tem R$ 100 milhões em ativos no fundo GTI Dimona Brasil FIA, que registra desempenho superior ao de 97% de seus pares.

A pior aposta do Versa neste ano foi na Rumo Logística, maior operadora de ferrovias do País, que caiu em desfavor após os controladores anunciarem um aumento de capital de R$ 2,4 bilhões. A ação avançou somente 15% em dólares neste ano.

Após a disparada do Ibovespa em 2016, Alves planeja apostar na queda de ações que atingiram níveis de “minibolha”, diante das previsões de lentidão do crescimento econômico. Uma aposta a descoberto é na ação da rede de farmácias Raia Drogasil, que quase dobrou nos últimos dois anos.

Fonte: O Globo, 28/11/2016

Bandidos se passam por seguranças e roubam depósito do VLT em MT

Bandidos armados com revólveres e pistolas invadiram e roubaram o depósito do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, na noite de sábado (26). Segundo informações que constam no boletim de ocorrência, cerca de 20 homens renderam e amarraram os três seguranças da empresa terceirizada que atua na vigilância do depósito e fugiram levando seis caminhões que se encontravam estacionados no pátio. O G1 não conseguiu contato com o Consórcio VLT.

Conforme o relato dos seguranças do local, por volta das 19h30 um veículo se aproximou da entrada do depósito e todos os ocupantes estariam usando o uniforme da mesma empresa de segurança que as vítimas. Os suspeitos teriam usado o nome do encarregado da segurança na empresa naquele dia, afirmando que ele havia solicitado o contato entre as duas equipes.

Segundo os seguranças, ao se aproximarem do portão, eles foram rendidos e, na sequência, 20 homens armados com revólveres e pistolas teriam invadido o local. Eles ainda estariam de posse de um rádio sintonizado na frequência da Polícia Militar. Conforme as vítimas, além de roubarem os seis caminhões, os bandidos ainda estouraram o cofre existente no local. Eles não souberam relatar, porém, se algo foi subtraído do cofre.

De acordo com as vítimas, parte dos suspeitos passaram cerca de duas horas no local e saíram levando os caminhões. O restante dos suspeitos deixaram o depósito por volta das 1h deste domingo (27), abandonando as vítimas ainda amarradas. A Polícia Militar foi acionada quase quatro horas depois, quando os seguranças conseguiram se soltar.

Fonte: G1- MT, 28/11/2016

TCE aponta superfaturamento em obra da Linha 4 do metrô do Rio

Sérgio Cabral, Júlio Lopes, Carlos Osório e Luiz Fernando Pezão foram notificados e têm 30 dias para se explicarem. Obra custou R$ 2,3 bilhões a mais.

O Tribunal de Contas do Rio divulgou nesta quinta-feira (24) um relatório que aponta superfaturamento na Linha 4 do metrô. Depois do Maracanã, do Arco Metropolitano e do PAC das Favelas, outra obra do Governo do Estado do Rio de Janeiro pode ter custado mais do que deveria aos cofres públicos.

Foto:Ascom,RJ

A Linha 4 custou R$ 8,4 bilhões, o que significaria 21 vezes mais do que o orçamento inicial. O relatório, aprovado no tribunal de contas, revela que a obra teve sobre preço e superfaturamento de mais de R$ 2,3 bilhões.

Os conselheiros do TCE notificaram Sérgio Cabral, os ex-secretários de transportes do estado – Júlio Lopes e Carlos Osório e o governador Luiz Fernando Pezão. Eles terão 30 dias para explicar porque não foi feita uma nova licitação para a obra que mudou de traçado em relação ao projeto inicial, de 1998. Além disso, eles assinaram aditivos ao contrato inicial autorizando os gastos adicionais.

Também foram convocados diretores e engenheiros da Rio-trilhos e das construtoras do consórcio Rio-Barra, que executou a obra. Eles poderão pagar multas que chegam a R$ 5,5 milhões se não apresentarem defesa.

O Tribunal de Contas do Estado quer que os cofres públicos sejam ressarcidos do que, segundo o relatório, foi gasto a mais na obra na Linha 4. O TCE determinou que a secretaria estadual de Fazenda bloqueie o dinheiro que ainda tem que pagar ao consórcio. O bloqueio é de até R$ 1,2 bilhão. Esse valor é parte do que, segundo o TCE, o contribuinte pagou pelo superfaturamento na Linha 4.

Fonte: Globo.com, 24/11/2016

VLT versus BRT: nível de poluição

A multinacional Alstom, em parceria com a consultoria francesa Carbone 4, divulgaram no início de novembro uma pesquisa que avalia o nível de poluição emitido pelos tramways ferroviários e os BRT (Bus Rapid Transit).

Constatou-se que o VLT emite muito menos poluentes que os veículos sobre pneus. A informação veio em um momento propício devido ao COP22, que acontece em Marrakesh, no Marrocos, ainda este ano.

Em uma análise feita com uma linha de 10 km na Bélgica, constatou-se que, em mesma capacidade de transporte equivalente com ciclo de vida estimado em 30 anos, o sistema de tramway emite a metade de CO2 feito pelos ônibus a diesel. Para os BRT híbridos, o VLT ainda se sobressai, emitindo 30% a menos de poluentes.

Estima-se que as emissões globais de CO2 atinjam cerca de 1 bilhão de toneladas ao ano até 2025. Dar preferência aos modais de transporte menos poluentes, portanto, deve ser uma prioridade nas políticas públicas em todo o mundo.

De acordo com o relatório da Alstom/Carbone 4, a ferrovia é o fator chave no combate ao efeito estufa, por ser o único modal que consegue, paralelamente, transportar uma grande quantidade de pessoas, com baixa emissão de gases.

Fonte: Estação Ferroviária: 04/11/2016

Novo trecho do VLT será inaugurado em dezembro

RIO – Parte da paisagem carioca, o VLT desbrava novos caminhos no Centro do Rio. Diariamente, por volta das 21h, são realizadas viagens experimentais entre a Praça Quinze e a Praça da República (Campo de Santana). Nesse trecho de 2,4 quilômetros haverá mais quatro estações que farão parte da linha 2 do VLT: Saara, Praça Tiradentes, Colombo e Praça Quinze. A operação atualmente é restrita a técnicos e engenheiros da prefeitura. A secretaria municipal de Transportes não informa quando o público poderá usar o sistema. Mas, de acordo com Jorge Arraes, secretário especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas (Secpar), o embarque de passageiros começará na segunda semana de dezembro.

— Vamos repetir a mesma programação de quando inauguramos o VLT em julho. Na segunda semana de dezembro começaremos com a operação assistida, que permite o embarque de passageiros sem a necessidade de pagamento. Em seguida, provavelmente no dia 15, iniciaremos a operação comercial — afirma Arraes.

A partir da inauguração, o sistema contará com 18 pontos de parada para passageiros. O projeto, no entanto, prevê a construção de 28. Os dez restantes ficarão como pendência para o próximo prefeito.

MARECHAL FLORIANO: DESAFIO

A linha 2, prevista para começar a operar com todas as estações em setembro, será entregue incompleta no mês que vem. A ligação da Estação Saara com a Vila Olímpica, na Gamboa, passando pela Central do Brasil, ficará pronta apenas no ano que vem. De acordo com Arraes, houve um contratempo na instalação dos trilhos do VLT na altura da Avenida Presidente Vargas. Segundo ele, no subsolo da via, havia equipamentos da Light que impediam o avanço do serviço.

O maior desafio da obra do VLT será na Avenida Marechal Floriano. De acordo com o projeto, a via será cortada pela futura linha 3 do sistema e precisará ser totalmente fechada para a implementação dos trilhos. A previsão para o início da obra é no primeiro trimestre do ano que vem. A futura linha sairá da Central do Brasil, seguindo até a Cinelândia.

Toda a primeira etapa, que começa no Aeroporto Santos Dumont e segue até a Rodoviária Novo Rio, está concluída e em operação desde julho deste ano. A exceção são as estações São Diogo e Praia Formosa, que ainda não foram construídas. Hoje, o local onde ficarão os pontos de parada para passageiros são utilizados como área de manobra para os trens do VLT.

De acordo com a concessionária que opera o sistema, entre 25 mil e 35 mil pessoas utilizam o transporte diariamente. Quando estiver com todas as linhas em operação, a estimativa é que até 300 mil passageiros usem o serviço por dia.

Para o engenheiro Ronaldo Balassiano, professor da Coppe/UFRJ, a expansão para linha 2 trará mais passageiros, porque o trem do VLT passará por locais onde há muita demanda, como a região das barcas, na Praça Quinze.

— O corredor atual do VLT não integra tantos módulos de transporte de massa. A única integração onde há mais demanda é na rodoviária Novo Rio. Acredito que, nessa segunda fase, mais passageiros entrarão no sistema, principalmente por fazer conexão com as barcas e, no futuro, com a Central. O VLT ainda está com um perfil turístico. Precisa tornar-se uma opção para integrar com ônibus, trem e metrô.

Apesar de projetar um aumento na demanda, o engenheiro critica a ausência de um cartão único que sirva para andar em todos os modais, como ocorreu na Olimpíada:

— O cartão, por exemplo, do metrô não serve para usar no VLT. Isso provoca contratempos, até porque a venda de cartão nas estações não é eficiente.

Fonte: O Globo, 25/11/2016

 

Governo do Estado para de pagar Bilhete Único, que pode ser suspenso a qualquer momento

O Governo do Estado do Rio parou de pagar o Bilhete Único, por falta de recursos, e acumula uma dívida de cerca de R$ 6 milhões com as concessionárias que administram barcas, trens e metrô, além de empresas de ônibus e vans. A informação foi dada, nesta sexta-feira, no “RJTV”, da TV Globo, e confirmada pela Secretaria estadual de Fazenda (Sefaz) ao EXTRA. De acordo com a Sefaz, não há como o Governo quitar a dívida por conta dos arrestos que foram feitos para pagar os salários dos servidores.

Segundo o telejornal, uma reunião está marcada para a tarde desta sexta-feira, com o secretário de Transportes, para tratar o problema. O EXTRA entrou em contato com a Secretaria estadual de Transportes (Setrans), para saber quando o benefício vai parar de ser concedido, mas ainda não obteve retorno.

O Bilhete Único está envolvido no pacote de ajuste fiscal do governo do Rio. No início de novembro, o governo anunciou o aumento da tarifa, de R$ 6,50, para R$ 7,50 a partir de 1º de janeiro. Há, também, a possibilidade de que seja implementado um teto de subsídio para cada usuário, de R$ 150, de acordo com projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

De acordo com membros do governo, o gasto anual para bancar os subsídios às empresas de transportes público no estado chega a R$ 600 milhões.

Fonte: Extra online, 25/11/2016

 

Lotação e tarifa alta são as principais queixas de usuários do Metrô de SP

A lotação e o preço da tarifa são os principais problemas percebidos pelos usuários do Metrô paulista. Em uma escala de 0 a 10, esses itens receberam notas 3,1 e 3,4, respectivamente.

Essa é uma das conclusões de pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, que será oficialmente apresentada nesta quarta-feira (23). Os itens que tiveram melhor avaliação são a limpeza (7,6) e tempo de viagem (7).

“Nossa ideia é contribuir com o debate sobre políticas públicas de transporte, fugindo da divisão entre esquerda e direita”, afirma Renato Meirelles, presidente do instituto.

Encomendada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a pesquisa ouviu 813 usuários de todas as linhas do Metrô, inclusive a linha 4-amarela, operada pela iniciativa privada. A margem de erro é de 3,5 p.p.

Meirelles explica que mais de 50% dos passageiros dão notas 8, 9 e 10 para o Metrô, ou seja, estão muito satisfeitas com os serviços. “Esse patamar é muito superior às outras opções. O ônibus, por exemplo, recebe 21% de notas 8, 9 ou 10, e a CPTM, 16%. Mas o grau grande de satisfação também gera mais expectativas da população”, observa.

Apesar de considerar que o preço da tarifa é alto, a prioridade mais citada pelos usuários entrevistados é a conclusão das estações que estão em obras: 78% dos passageiros têm essa reivindicação, diante de 74% que gostariam de bilhetes mais baratos e 60% que pedem mais trens nos horários de pico (a pesquisa permitia escolhas múltiplas).

Só 4%, no entanto, querem a privatização das linhas de metrô. Esse foi o modelo adotado para a construção e futura operação da linha 6-laranja, que atualmente tem obras paralisadas. Outra conclusão da pesquisa é que quase todos os usuários acreditam que é dever do governo oferecer transporte público adequado (98%) e que o metrô precisa receber mais investimentos (92%).

Fonte: Folha de São Paulo, 24/11/2016