Estação de trem é fechada por causa de furto de cabos

Rio – Mais um furto de cabos de energia prejudicou passageiros da SuperVia. A concessionária fechou a estação Maracanã para embarques e desembarques, às 18h desta segunda-feira, porque o crime comprometeu a iluminação, o sistema de áudio e a operação das catracas de acesso. A empresa não deu previsão de data para concluir os reparos e reabrir a estação, que faz parte do ramal Deodoro.

A concessionária esclareceu que sua equipe técnica “tomará as providências necessárias para que a estação volte a funcionar o mais rápido possível”. Os usuários devem utilizar a estação São Cristóvão durante os reparos.

Passageiros que tentaram pegar o trem à noite no Maracanã reclamaram que não foram informados com antecedência. Segundo eles, o funcionamento da estação já apresentava sinais de irregularidade no início do dia. A SuperVia enviou comunicado à imprensa sobre a medida somente às 17h50. A empresa não respondeu sobre o local e o horário do furto.

“A gente pega todo dia aqui no mesmo lugar. Poderiam pelo menos ter avisado com um folheto de manhã. Quando nós saímos (de manhã), a estação já estava estranha. Não saímos pela bilheteria normal. Colocaram a gente para sair por um ladinho e tinha gente entrando só por um local. Mas não avisaram nada que mais tarde não ia ter trem”, reclamou o gerente comercial Fausto Vieira, de 37 anos. Ele enfrentou o transtorno voltando do trabalho para casa.

“Não avisam nada, a gente fica perdido e tem que andar agora quase um quilômetro para pegar a condução”, queixou-se um homem de 58 anos que não se identificou.

Reclamações sobre falta de informação na SuperVia são constantes. Após o descarrilamento de um trem no dia 26, na Praça da Bandeira, ousuários disseram que demoraram para saber o que estava acontecendo.

A Agetransp (agência reguladora dos transportes do estado) informou que acompanha a operação no sistema ferroviário e que vai solicitar esclarecimentos à concessionária. A SuperVia reiterou que repudia ações que danificam o patrimônio público e que registrará o caso em delegacia. Afirmou ainda que avisos foram veiculados nos sistemas de som das estações e trens, além dos canais de atendimento.

Fonte: O Dia, 30/01/2017

Investidores de olho nas ferrovias

Os investidores estão de olho na renovação da concessão da malha paulista, principal corredor de escoamento da produção agrícola nacional.

As ações da Rumo, que reivindica uma prorrogação de 30 anos de sua concessão, subiram 24% este ano, quando foi aberta a consulta pública sobre a renovação.

A prorrogação do prazo foi objeto de duas audiências públicas nesta semana: uma na terça (24) em São Paulo, e outra quinta (26), em Brasília.

Com a prorrogação, a Rumo prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões em melhorias operacionais, segurança e aumento da capacidade de transporte da ferrovia.

Fonte: Revista Veja, 30/01/2017

SuperVia realizará alterações operacionais e aumentará oferta de lugares

A partir da próxima segunda-feira (6/02), a SuperVia implementará algumas mudanças operacionais nos ramais Deodoro, Santa Cruz e Japeri com objetivo de aumentar a oferta de lugares. As mudanças estão sendo feitas em caráter experimental. No período da manhã, as viagens especiais que partem da estação Campo Grande para a Central do Brasil passarão a ser paradoras, atendendo também às estações do ramal Deodoro. Com isso, todos os trens do ramal Deodoro serão compostos por oito carros.

No ramal Japeri, também no período da manhã, a viagem especial que partia de Nilópolis para a Central do Brasil será transferida para a estação Nova Iguaçu. Já o trem especial que saía de Nova Iguaçu será transferido para a estação Queimados.

Com essas alterações, a concessionária aumentará em cerca de 10% a oferta de lugares por dia, ou seja, são 190 mil lugares a mais nos trens diariamente. Os passageiros estão sendo informados das mudanças por meio do sistema de áudio dos trens e estações e pelos canais digitais da empresa (Twitter, Facebook e site). Em caso de dúvidas, os passageiros podem entrar em contato com a concessionária através das redes sociais ou SuperVia Fone (0800 726 9494).

Fonte: SuperVia, 30/01/2017

 

DNIT recebe termos de transferência de bens da extinta RFFSA

Mais de 200 termos de transferências de bens móveis e imóveis foram enviados ao DNIT pela extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), desde setembro do ano passado. Os documentos são referentes aos objetos registrados e arrendados às concessionárias do serviço de transporte ferroviário de cargas e que não estão mais em uso.

Para preservar o patrimônio ferroviário, principalmente pelo seu valor histórico, o DNIT celebra Termos de Cessão de Uso com as prefeituras e entidades civis interessadas na sua utilização e preservação, em especial para as antigas estações ferroviárias. Os documentos dão segurança jurídica para que os novos proprietários façam melhorias, instalando, por exemplos, museus e trens de passeio nos municípios.

Já foram celebrados mais de 180 Termos de Cessão de Uso ou Termos de Compromisso (quando a cessão não é permitida por estarmos em ano eleitoral). Mais de 100 mil itens como pontilhões, trechos ferroviários, vagões, estações e até xícaras e copos históricos foram cedidos.

Trens

A frota de material rodante em operação no transporte de carga no Brasil (2016) é de 5.200 locomotivas (sendo 1.700 do DNIT) e de 139.000 vagões (sendo 44.000 do DNIT). Em relação aos bens móveis não operacionais, temos 200 locomotivas, 1.185 vagões e 6.000 máquinas e equipamentos aguardando destinação, por meio de leilões públicos. Locomotivas, vagões e carros de passageiros também foram cedidos a entidades de preservação ferroviária, como a ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária e a OSCIP Amigos do Trem.

Em conjunto com a ANTT, o DNIT aprovou a substituição de 57 locomotivas e 4.236 vagões arrendados às concessionárias. Neste caso, as concessionárias transferem ao DNIT material rodante de sua propriedade, por um critério de equivalência aprovado pela ANTT, e ficam responsáveis pela destinação do material rodante substituído, que não pode voltar a operar?

Fonte: DNIT, 26/01/2017

Lei que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana completa cinco anos

Representantes do setor de transporte e da sociedade civil avaliam impactos da legislação para a mobilidade nas cidades – Na opinião do diretor de Planejamento da ANPTrilhos, o modal metroferroviário é considerado essencial para uma mobilidade mais eficiente e redução dos congestionamentos nas grandes cidades.

Em janeiro, completaram-se cinco anos desde que a lei que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana (12.587/2012) foi sancionada. Produto de cerca de duas décadas de debates, ela é considerada um avanço por prever, entre outras coisas, responsabilidades dos diferentes entes da Federação e como os municípios podem criar sistemas de transporte acessíveis e que proporcionem mais qualidade de vida nos espaços urbanos. Em linhas gerais, a legislação incentiva a participação social nas decisões sobre o tema, com foco, ainda, na integração entre diferentes modais, sustentabilidade e universalidade no acesso à cidade.

Conforme a diretora-executiva do ITDP Brasil (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, na sigla em inglês), Clarisse Cunha Linke, a lei 12.587/12 “é referência no que diz respeito à integração do planejamento de transportes com o planejamento urbano”, mas, acima de tudo, “à priorização do pedestre, do ciclista e do usuário de transporte público acima do usuário do veículo motorizado”.

Contudo, nesses cinco anos, o Brasil deu poucos e vagarosos passos rumo à efetivação dos instrumentos previstos nessa política, que deveria, nos primeiros anos de sua vigência, pautar o planejamento da mobilidade nas cidades para os próximos anos.

Planos de mobilidade

Um dos pontos fundamentais da lei é a obrigatoriedade de municípios com mais de 20 mil habitantes elaborarem os próprios planos de mobilidade urbana – instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Esses planos devem ser debatidos com a sociedade, que dirá o que espera, em termos de mobilidade, para o local em que vive, e estar alinhados com os planos diretores.

“Isso é importante porque obriga os municípios a trabalharem com planejamento e discutirem com a sociedade civil organizada o que querem de mobilidade para si e quanto isso vai custar. Isso é uma alternativa importante que também dá mais transparência nessa discussão”, ressalta o presidente da NTU (Associação Nacional de Transportes Urbanos), Otávio Cunha.

Além disso, o planejamento tem de estar alinhado com uma característica importante das cidades: a acelerada expansão de seus territórios e de suas populações. “A atividade das pessoas nas cidades é muito dinâmica, a cidade cresce rapidamente: aparece um núcleo habitacional, uma área comercial que se desenvolve mais, e acaba virando um centro de atração de viagens. A rede de transporte precisa ser revista permanentemente por isso”, reforça Otávio.

Inicialmente, o prazo para os municípios elaborarem os planos terminava em abril de 2015, sob pena de as prefeituras perderem acesso a recursos federais para investimentos em mobilidade urbana.

Mas não deu certo

A diretora executiva do ITDP conta, a partir de dados obtidos junto ao Ministério das Cidades, que somente 171 prefeituras informaram ao órgão ter concluído seus planos até o fim de 2016. Isso corresponde a 5% das mais de três mil que precisam cumprir a exigência.

Segundo Clarisse Linke, havia recursos disponíveis para execução de obras, como as disponibilizadas pelo PAC e pelo Pacto pela Mobilidade – anunciado no calor das manifestações de junho de 2013 -, mas não havia verba destinada especificamente para o planejamento. E elaborar os planos de mobilidade sai caro: exige, por exemplo, pesquisas de origem e destino, realização de audiências públicas, profissionais multidisciplinares e capacitados.

Então, no fim do ano passado, um novo prazo foi estabelecido: abril de 2018.

Na nova contagem regressiva, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) defende que o governo federal precisará apoiar os municípios, principalmente com recursos e capacitação técnica, para que haja condições de adequar sua estrutura e gestão de planejamento a política nacional de mobilidade urbana.

Ocorre que, em razão da crise econômica, a existência dos recursos federais – tanto para planejar quanto para executar obras – se tornou fator incerto. Por isso, na avaliação de Clarisse Linke, será importante a pressão da sociedade civil organizada sobre os gestores municipais.

Tem de mudar… e parece estar mudando

Ainda que a passos lentos, o Brasil está avançando.

 

Essa é a avaliação da diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento. “A lei, essa reflexão do planejamento e o envolvimento da sociedade civil contribuíram para que a gente consiga avançar numa mudança de paradigma.  A gente viu uma mudança de entendimento desses vários atores, então sente que tem um avanço. Devagar, mas tem”, diz ela.

A opinião é compartilhada pelo presidente da NTU. Ele cita, como exemplo, os investimentos realizados na cidade do Rio de Janeiro, que passou a contar com novas alternativas de transporte coletivo, melhorando e agilizando o acesso a diferentes partes da cidade. Na capital fluminense, lembra ele, a decisão foi política e impulsionada pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016.

A mesma análise é feita pelo diretor de Planejamento da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Conrado Grava de Souza. Por atender grandes corredores, realizar viagens rápidas e com segurança, o modal metroferroviário é considerado essencial para uma mobilidade mais eficiente e redução dos congestionamentos nas grandes cidades. “No caso do transporte sobre trilhos, os reflexos da lei ainda não podem ser bem sentidos porque os projetos são normalmente de média e de longa duração. Entretanto percebe-se uma tendência para os tomadores de decisão das cidades este pensamento da integração de todos os modos, de modo que cada um deles atenda a demandas dessas cidades”, analisa. Ainda, para Conrado, a efetiva implementação da lei representará uma melhoria significativa da qualidade de vida nos centros urbanos.

E, embora a crise econômica represente um empecilho para acelerar os resultados concretos do que está, por hora, no papel, o diretor da ANPTrilhos é otimista: “Achamos que vamos encontrar soluções para retomar o crescimento e para que o transporte sobre trilhos esteja mais presente nas grandes cidades nos próximos 20 anos. Isso fará parte do dia a dia dos cidadãos”.

Na esteira do que também pode ser chamado de uma transformação cultural – necessária para se alcançar cidades menos preocupadas com o transporte individual, Clarisse Linke é cada vez mais importante pensar nos investimentos que são realizados (ainda que aquém do que é necessário) de forma integrada e multidisciplinar. Assim, pensar as obras nas cidades de modo que beneficiem quem anda a pé, de bicicleta, no transporte coletivo e, por fim, no carro, como estabelece a 12.587/12.

Fonte: Natália Pianegonda, Agência CNT de Notícias, 27/01/2017

TCU suspende repasses de recursos para obras da ferrovia Transnordestina

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (25) uma medida cautelar que determina a suspensão de repasses de recursos para obras da ferrovia Transnordestina.

Segundo o ministro Walton Alencar, que propos a medida, a manutenção dos repasses representaria “risco concreto de danos ao erário público”.

A cautelar proíbe que façam repasses ao projeto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o BNDES Participações (BNDESPar), além de Valec Engenharia, Construções e Ferrovias; Fundo de Investimento do Nordeste (Finor); Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDN).

Alencar destacou que já foi noticiado que o governo federal liberaria R$ 400 milhões para a retomada da Transnordestina, sendo R$ 300 milhões vindos do Finor e R$ 130 milhões da Valec.

“Segundo o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a parcela inicial do valor a ser liberada pelo Finor será de R$ 152,7 milhões e permitirá a retomada das obras. O restante do financiamento está condicionado à comprovação da execução dos serviços ao longo de 2017”, informou o ministro do TCU.

Segundo a cautelar lida em plenário, a liberação do recurso foi autorizada no dia 13 de dezembro de 2016.

A Transnordestina Logística informou, em nota, que “cumpre todos os requisitos técnicos de qualidade e atua dentro dos padrões exigidos na obra de construção da ferrovia Transnordestina” e que esclarecerá todas as questões apontadas pelo TCU.

Segundo a empresa, a atual situação de atrasos nas obras “é reflexo da não realização de aportes públicos de acordo com o cronograma contratado, cenário que será agravado com essa medida do TCU.”

Projeto

A cautelar vigorará até que a Transnordestina S.A., empresa responsável pela obra, apresente à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) todos os elementos do projeto de construção da ferrovia e até que a ANTT valide as alterações no projeto e a definição do orçamento.

Waltor Alencar alertou que há “sério descompasso entre os investimentos e o cronograma físico e contábil” da obra.

Em maio de 2016, o mesmo ministro já havia proibido, por cautelar, o repasse de verbas públicas para a Transnordestina após verificar que havia indícios de irregularidades graves cometidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que resultaram na celebração de contratos sem prévia licitação para construção e exploração da Transnordestina.

No final de junho, o ministro suspendeu a cautelar e liberou novos repasses após argumentar que a paralisação das obras teria efeitos danos econômicos e sociais.

Obra

A Transnordestina interligará os estados do Piauí, Ceará e Pernambuco aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), e começou a ser construída em junho de 2006, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ferrovia deveria ter ficado pronta quatro anos depois. De acordo com o governo federal, o projeto prevê 2.304 quilômetros de ferrovia, beneficiando 81 municípios, 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco.

Segundo o governo, a Transnordestina já recebeu cerca de R$ 6,3 bilhões, dos quais cerca de R$ 3,4 bilhões são referentes a financiamentos federais.

Fonte: Globo.com, 26/01/2017

Trem da Supervia descarrila na hora do rush

RIO – Um trem descarrilou na altura da estação Praça da Bandeira, no início da noite desta quinta-feira. Não há informações de feridos. Passageiros tiveram que descer na linha férrea. O trem que descarrilou é do ramal Santa Cruz. De acordo com a Supervia, por conta de um descarrilamento, as partidas da Central do Brasil chegaram a ficaam suspensas por pelo menos trinta minutos. O Corpo de Bombeiros foram acionados, mas não há registros de vítimas. A composição estaria em baixa velocidade.

Em nota, a Supervia informou que às 17h30 o trem, que havia acabado de partir da Central do Brasil, teve sua viagem interrompida após um dos carros da composição descarrilar no pontilhão sobre a Avenida Francisco Bicalho. “Imediatamente, o Centro de Controle Operacional da concessionária fez contato com os passageiros por meio do sistema de áudio da composição orientando que todos permanecessem no interior do trem até que as equipes de atendimento chegassem ao local para auxiliar no desembarque na via. No entanto, alguns passageiros não seguiram as orientações e desembarcaram na linha férrea antes da chegada da equipe de segurança da concessionária”, disse em nota.

A concessionária informou ainda que os passageiros que estavam no trem seguiram para a estação Praça da Bandeira. As estações estão lotadas. Por causa da ocorrência, por volta das 18h30m, os trens precisam aguardar ordem de circulação nas imediações da estação Central do Brasil e o intervalo de todos os ramais está irregular. A concessionária irá instaurar uma comissão técnica para apurar rigorosamente as causas do descarrilamento.

GUICHÊS FECHADOS

Os guichês da estação Central do Brasil para destinos como Japeri, Santa Cruz e Deodoro foram fechados para evitar tumultos. As saídas para esses três ramais estão irregulares. Os passageiros só estão recebenmdo informações pelo sistema de áudio da estação. Alguns passageiros estão desistindo da viagem, como a auxiliar financeira Paula Fernandes. Ela tentava pegar o trem para Comendador Soares, na Baixada Fluminense, mas devido ao tumulto, optou por aguardar na estação até que se tenha uma solução.

— Vou esperar mais um pouco e se não tiver outra opção, vou pegar o metrô até a Pavuna e de lá pego ônibus para Nova Iguaçu.

Outro passageiro, o analista judiciário, Junior Pereira, que mora em Paciência, na Zona Oeste, optou pelo ônibus e disse que está preocupado com o trânsito.

— Com a chuva, o trânsito na Avenida Brasil deve estar o caos, tudo parado. Para piorar, tenho que pegar o ônibus para Campo Grande e depois pegar um BRT para Paciência.

Fonte: O Globo, 27/01/2017

Trechos do VLT serão gradeados durante o carnaval para o desfile de blocos

RIO – Trechos do trajeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) serão gradeados durante o Carnaval para evitar a invasão dos trilhos durante a passagem dos blocos que desfilam no Centro. A Praça Mauá é um dos locais que receberá grades. É primeiro carnaval em que o novo meio de transporte estará funcionando. Essa é uma das medidas que fazem parte do planejamento operacional do carnaval de rua de 2017, apresentadas na manhã desta quinta-feira, no Centro de Operações Rio (COR) da prefeitura. A Guarda Municipal, que passou a atuar integrada com a Polícia Militar na segurança pública, vai ter um efetivo de 5.493 agentes. Na Zona Sul, assim como na Operação Verão, os agentes irão usar rádios de comunicação que operam na mesma frequência da PM.

Este ano, 451 blocos irão realizar 578 desfiles pelas ruas da cidade. No Centro, os desfiles dos blocos que arrastam multidões como o Cordão da Bola Preta serão realizados na Rua Primeiro de Março, que será transformada na grande arena de desfile. O presidente da Riotur, Marcelo Alves, disse que haverá reforço na sinalização para dar conforto e informação aos foliões. Serão 200 banheiros químicos, 17 containers e dois postos médicos. A sinalização da localização de postos médicos e rotas de acessos e saídas será espalhada por toda a extensão da via.

O diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, disse que todo o esquema preparado para o carnaval de rua se assemelha a uma mini olimpíada. A operação de trânsito contará com 900 homens, entre controladores da CET-Rio e Guardas Municipais, com apoio de 60 viaturas e 50 motocicletas, que trabalharão para manter a fluidez do tráfego, coibir o estacionamento irregular, ordenar os cruzamentos e orientar os pedestres. Além disso, 30 reboques da CET-Rio estarão posicionados para imediata desobstrução das vias em caso de acidentes ou quebras de veículos nas rotas de desvio.

A expectativa da Riotur é que 1,1 milhão de turistas venham para a cidade no carnaval, injetando cerca de R$ 3 bilhões na economia. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ) é que a ocupação hoteleira na capital deverá chegar a 805. No ano passado, este índice foi de 85%, mas a cidade contava com 18 mil quartos a menos do que dispõe atualmente.

O carnaval de rua contará, ao todo, com 31,8 mil banheiros móveis disponíveis neste período – um aumento de 25% em relação a 2016, quando foram oferecidas 25.460 posições. Para chegar a esse total, serão utilizados contêineres, mictórios e banheiros químicos. O número de ambulantes credenciados como promotores de venda para atender aos foliões no comércio de bebidas ao longo do percurso dos blocos é de 4,5 mil.

Fonte: Extra, 26/01/2017

 

Estação Central do Brasil será palco de campanha

Nesta sexte-feira (27/01), das 7h às 11h, a SuperVia realizará a campanha ‘Mosquito Zero’ para conscientizar e engajar a população do Rio de Janeiro no combate ao Aedes aegypti. Quem passar pela estação Central do Brasil poderá assistir apresentações teatrais sobre o tema, receber orientações e esclarecer dúvidas com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, e aprender sobre as fases do mosquito com a empresa parceira Insethelp. Além da dengue, o mosquito é transmissor de doenças como Zika vírus, chikungunya e febre amarela.

Funcionários da SuperVia também se dividirão em grupos para um mutirão de combate ao mosquito no entorno da Central do Brasil e na linha férrea. O principal objetivo é eliminar possíveis focos de proliferação do Aedes aegypti nas proximidades da estação. A campanha também vai conscientizar a população sobre a importância de manter limpa a via férrea para evitar a proliferação do mosquito. Nos 270 km de via, há uma infinidade de objetos descartados pela vizinhança: televisão, sofás velhos, geladeiras, caixa de som, armários danificados, tijolos, garrafas, copos, pneus, sacolas plásticas, e tantos outros. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) mais recente, realizado na cidade do Rio de Janeiro,  registrou a menor taxa de infestação predial para o mês de janeiro desde que o indicador começou a ser acompanhado, em 2009. Apesar de somente 0,97% dos imóveis visitados terem sido encontrados focos do inseto, o cuidado deve ser constante e redobrado no verão, época em que o calor aumenta os riscos de proliferação do mosquito.

“A campanha ‘Mosquito Zero’ mostra nosso esforço em manter um ambiente saudável nos trens do Rio e, ao mesmo tempo, levar informações úteis para o bem-estar dos nossos passageiros. O mutirão comandado pelos funcionários da SuperVia será nossa principal ação, eliminando qualquer criadouro e exterminando o mosquito ainda em sua fase de larva, ou seja, a mais frágil e fácil de ser combatida. Todos os dias funcionários da SuperVia fazem a limpeza da via mas, no outro dia, mais lixo é jogado no caminho do trem. Temos recolhido 600 toneladas de lixo por mês na linha férrea, que facilitam o surgimento de criadouros. Por isso, contamos com a colaboração da população para evitar esse descarte indevido de objetos nos trilhos, preservando a saúde de todos”, ressalta o presidente da SuperVia, José Carlos Prober.

Fonte: SuperVia, 26/01/2017

Tráfego do VLT foi interrompido após mulher tropeçar e cair nos trilhos

Uma idosa tropeçou e caiu nos trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na altura da Avenida Nilo Peçanha, no Centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira. Devido ao acidente, que aconteceu às 9h20m, o tráfego do VLT precisou ser interrompido. O trecho foi liberado por volta das 10h40m.

A dona de casa Sirlene Alves do Couto, de 66 anos, estava com a neta e a filha, a artesã Sabrina do Couto Bonfim, de 39 anos, a caminho da Praça Quinze. Elas, que são moradoras de Rocha Miranda, na Zona Norte, embarcariam para Paquetá.

Atravessando a Rio Branco, em frente ao Edifício Avenida Central, elas subiram o canteiro central da via e quando foram descer para continuar a travessia, Sirlene não viu que havia dois degraus. Ela tropeçou e caiu com o rosto no chão, que é de paralelepípedo, em cima dos trilhos do VLT. Ela teve escoriações e foi levada para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

Várias pessoas já tropeçaram no local, segundo a filha da vítima, que ouviu de outras pessoas histórias de acidentes ali. Um guarda municipal que deu assistência a Sirlene disse que iria sugerir que a prefeitura pinte de amarelo o segundo degrau.

Fonte: O Globo, 25/01/2017