Murilo Ferreira diz que idade é um dos motivos para deixar a Vale

Durante teleconferência com jornalistas para esclarecer o anúncio de que não renovará seu contrato após o término do mandato como presidente da Vale, Murilo Ferreira afirmou que a decisão de sair foi tomada ontem. Ele alegou que sua idade, próxima dos 65 anos, foi uma das razões que o levaram a deixar o comando da mineradora.

“Temos como visão que devemos ter limite de idade de 65 anos [para ocupar cargos na diretoria]. É um ponto muito importante. Vou fazer 64 anos agora em junho e 65 no ano que vem. Quando estivesse renovando [o contrato], teria mais um ano [de mandato], de acordo com o conceito que temos hoje na Vale. Quando esse conceito foi introduzido, sabia que seria um dos primeiros atingidos, mas não tenho a mosca azul do poder”, disse o executivo.

Segundo Ferreira, após tomar a decisão sobre o assunto, ontem, ele sentiu a obrigação de comunicá-la hoje.

O executivo destacou ainda que foi uma “alegria” ter presidido a Vale nos últimos seis anos e que acredita ter deixado como legado, ao fim de sua gestão, uma empresa “magra, eficiente e que restaurou sua competitividade”.

“Foi uma oportunidade única ter presidido a empresa nesse período do final do superciclo [das commodities], um período desafiador e difícil em que a empresa teve muitas das suas minas envelhecendo e que a companhia teve dificuldades para lidar com altíssima competição do mercado internacional”, afirmou.

Fonte: Valor Econômico, 24/02/2017

Fabricante do VLT suspende contrato com concessionária

Às vésperas do carnaval, um sinal amarelo acendeu para o VLT, o bonde que corta o centro da cidade. A multinacional francesa Alstom, responsável pela fabricação e assistência técnica das 20 composições em operação, decidiu, nesta quinta-feira, suspender por tempo indeterminado seu contrato com a concessionária VLT Carioca. A empresa alega que há oito meses a concessionária não paga pelos serviços contratados. Segundo a Alstom, a dívida chega a cerca de R$ 100 milhões.

Além de fornecer os trens, a Alstom é responsável pelos serviços de manutenção e pela eletrificação dos trilhos, e também cuida dos sistemas de sinalização e telecomunicações. Questionado pelo GLOBO se a decisão da fornecedora poderia levar a uma eventual interrupção na operação do VLT, a concessionária não deu uma resposta. Em nota, o VLT Carioca informou apenas que “para garantir a qualidade e eficiência da operação, poderá buscar outros fornecedores no mercado”. No mesmo comunicado, a concessionária afirma que renegocia pagamentos de dívidas, mas não divulgou valores.

Notificação entregue

A Alstom destacou que já notificou o VLT Carioca sobre sua decisão. A concessionária, no entanto, não confirmou essa informação. O VLT Carioca respondeu que a Alstom não poderia tomar a iniciativa de romper o contrato com negociações para reescalonar as dívidas ainda em andamento.

Com a suspensão do contrato, a Alston também decidiu interromper a fabricação, em Taubaté (SP), das 12 últimas composições que ainda não foram entregues ao VLT Carioca. Esse último lote de veículos é essencial para o início da operação com cobrança de passagens na Linha 2, que vai da Rodoviária à Praça Quinze. Desde o início do mês, a Linha 2 opera em esquema de testes, sem cobrança, e apenas entre a Praça da República e a Praça Quinze. A cobrança pelas viagens estava prevista para começar no último dia 13.

Também procurada para comentar o assunto, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) informou que a prefeitura monitora a operação do VLT Carioca. A Cdurp disse ainda que exige o cumprimento de todas as regras de concessão estabelecidas em contrato.

Fonte: O Globo, 24/02/2017

Estações do metrô no Rio ganham chamada carnavalesca

RIO – A batucada da bateria invade o vagão e o anúncio da estação não passa despercebido. O tradicional anúncio das estações do metrô Rio ganhou um toque carnavalesco nesta folia. Dez estações (Glória, General Osório, Pavuna, Central, Antero de Quental, Saens Peña, Carioca, Jardim Oceânico, Praça Onze e Vicente de Carvalho) estão, desde o dia 15, com as chamadas estilizadas gravadas pelo cantor Davi Pereira.

Na Central do Brasil, principal estação do sistema e uma das paradas utilizadas pelo público que assiste os desfiles das escolas de samba no lado ímpar do Sambódromo, o cantor avisa: “Ei, psiu! Chegou a vez da Central do Brasil..”. Já quem for utilizar a estação Praça Onze nos dias de folia, para o acesso ao lado par da Marquês de Sapucaí, ouvirá o aviso: “Alô, Sapucaí! A estação Praça Onze chegou!”.

No Jardim Oceânico, estação terminal da Linha 4 , também não ficou de fora do clima do Reinado de Momo. “Tá bonito! Tá bonito demais! Chegou Jardim Oceânico!”, avisa o cantor. No extremo oposto, o aviso contagia quem desembarca na Pavuna: “Vamos, gente! Vamos, gente! Está chegando a Pavuna!”.

 

ANÚNCIOS ESPECIAIS EM EVENTOS ESPORTIVOS

O carnaval deste ano não é a primeira vez que o Metrô Rio utiliza gravações especiais para anunciar estações do modal. Durante a Olimpíada do Rio, no ano passado, atletas olímpicos brasileiros informavam ao público a estação e davam as “boas-vindas” aos Jogos Olímpicos Rio 2016. A concessionária também produziu anúncios especiais durante a Copa do Mundo de 2014.

O Metrô Rio informou via assessoria de imprensa que, além da estrutura operacional realizada todos os anos no período do carnaval, a concessionária “decidiu inovar e levar ao usuário as informações sobre o sistema e o seu funcionamento de forma divertida e bem-humorada, apostando, por exemplo, nos avisos sonoros que são sucesso desde a Copa do Mundo”.

Palestra sobre gestão da manutenção com foco ferroviário

A Pós Graduação Estácio realizará Palestra Gratuita em São Paulo/SP no próximo dia 17 de março sobre Gestão da Manutenção com Foco no Sistema Ferroviário.

A palestra será realizada na unidade Bela Vista com o professor Mauricio Sanches Garcia

Veja o link para inscrição na palestra: http://www.posestacio.com.br/palestras-gratuitas/gestao-da-manutencao-com-foco-no-sistema-ferroviario/sao-paulo/5094/9422/93

Tarifa do metrô vai subir a partir de abril

RIO – A partir do dia 2 de abril, os usuários do metrô terão que desembolsar R$ 4,30 — um aumento de 6,65% sobre o valor homologado no reajuste anterior, referente à variação do IGP-M (índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas) entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, conforme previsto em contrato.

O aumento da tarifa foi autorizado pela Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro), com base no contrato de concessão, reajuste para o serviço público de transporte metroviário para o exercício 2017.

A concessionária terá que informar os passageiros com 30 dias de antecedência. A decisão foi tomada na sessão regulatória, na última quarta-feira, quando a Agetransp também negou provimento a cinco recursos da concessionária SuperVia, que opera o sistema de transporte ferroviário, e decidiu manter as respectivas penalidades de multa, que haviam sido aplicadas entre novembro e dezembro de 2016 e somam R$ 584.153,65.

OUTROS REAJUSTES

No último dia 12, o valor das passagens do transporte aquaviário sofreu aumento. A tarifa social (Praça Quinze-Praça Arariboia; Praça Quinze-Paquetá e Praça Quinze-Cocotá) subiu de R$ 5,60 para R$ 5,90. No bilhete único, o pagamento subiu de R$ 4,10 para R$ 5. A tarifa seletiva (Praça Quinze-Charitas) foi de R$ 15,40 para R$ 16,50.

No dia 2 de fevereiro, o aumento foi nos trens da SuperVia. O valor passou de R$ 3,70 para R$ 4,20.

No dia 10 de janeiro, os ônibus intermunicipais ficaram 10,48% mais caros. A tarifa do Bilhete Único Intermunicipal passou de R$ 5,90 para R$ 6,50, a partir de 1° de fevereiro.

Já o novo reajuste da tarifa do Bilhete Único Internacional para R$ 8,55 e do limite de renda para R$ 3.209,70 ainda está sendo discutido judicialmente. Enquanto isso, continua valendo a tarifa de R$ 8, com limite de renda de R$ 3 mil reais brutos para os usuários, vigentes desde o dia 1º de janeiro de 2017.

 

SuperVia realiza o evento “Trem da prevenção”

A SuperVia, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta quarta-feira a 7ª edição do “Trem da Prevenção”. O objetivo foi alertar sobre cuidados com a saúde durante o Carnaval. Agentes comunitários e educadores embarcaram em um trem na estação Olímpica de Engenho de Dentro e seguiram viagem até a Central do Brasil cantando paródias de marchinhas de Carnaval e interagindo com os passageiros.

As letras ressaltaram a importância do combate à dengue, zika vírus e chikungunya, além da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), como a Aids. Das 9h às 13h, em estandes montados na estação Olímpica de Engenho de Dentro, agentes de saúde distribuiram folhetos explicativos e preservativos e deram orientações aos passageiros sobre tabagismo, hipertensão e DST’s. Integrantes da Vigilância Sanitária deram dicas sobre alimentação saudável. Na ocasião, uma equipe do Programa Academia Carioca ministrou sessões de alongamento.

Fonte: SuperVia, 22/02/2017

Para viabilizar ferrovias, saída deve ser a PPP

Para viabilizar os projetos dos trens de média velocidade ligando São Paulo a Americana e Brasília a Goiânia, o consenso entre os envolvidos é de que deve ser usada a parceria público-privada (PPP). Por esse modelo de negócio, o governo banca parte do empreendimento como obra pública. Outra parte fica por conta do sócio privado. Quando o projeto entra em operação, a empresa passa a explorá-lo comercialmente por um determinado período, sendo remunerada pelas cobranças de tarifas, serviços oferecidos pelas estações de embarque, entre outros itens.

A injeção de recurso público diretamente no projeto é o que ajuda a reduzir o preço das tarifas e a viabilizar o serviço. A proposta é diferente de uma concessão tradicional, como o governo pretendia fazer com o extinto projeto do trem-bala ligando Rio, São Paulo e Campinas, onde se limitaria a financiar o empreendimento com recursos do BNDES, por exemplo.

Grandes fabricantes de trens de média velocidade (que trafegam entre 160 e 180 km/h, podendo chegar a 200 km/h) têm acompanhado de perto os dois projetos ferroviários. Nessa lista estão nomes como CAF, Alstom, Bombardier e Hyundai Rotem. Apesar do aperto fiscal, os governos de São Paulo, Distrito Federal e Goiás têm feito contas e conversado com potenciais interessados.

Do lado federal, um apoio imediato diz respeito à liberação das chamadas “faixas de domínio” das ferrovias antigas que já cortam o traçado que será utilizado em cada um dos empreendimentos. Para reduzir os custos dos projetos, o plano é usar a área paralela ao desenho dos trilhos que já existem. Tanto no plano paulista como no projeto do Distrito Federal, acredita-se que as obras podem ser concluídas num prazo entre três e quatro anos.

Demanda. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Vicente Abate, há uma demanda reprimida por esses projetos. “Na década de 70, o Brasil chegou a ter 100 milhões de passageiros por ano nessas viagens intercidades. Hoje, não chegamos a 5 milhões de passageiros por ano”, comenta o especialista. “Não se trata de saudosismo ferroviário. Estamos falando de necessidade. Em poucos anos, as principais rodovias paulistas estarão completamente saturadas.”

Os números bilionários dos trens de média velocidade podem assustar em um primeiro momento, mas ainda estão bem abaixo dos orçamentos de obras de metrô em grandes centros urbanos.

O transporte pesado de passageiros pode custar cerca de R$ 600 milhões por quilômetro. É o que ocorre, por exemplo, com as obras da Linha 6 do Metrô de São Paulo, que vai ligar a região noroeste da capital ao centro da cidade. Os 16 quilômetros da linha custarão R$ 9,6 bilhões.

Em cenários de menor complexidade urbana que a capital paulista, o quilômetro de uma obra de metrô costuma frequentar a casa dos US$ 100 milhões. Na infraestrutura ferroviária, o investimento mais baixo fica com as estruturas destinadas ao transporte de cargas, em torno de R$ 10 milhões por km. Esses custos, porém, oscilam fortemente em função das condições físicas do traçado e de seu desembaraço socioambiental e de desapropriações.

Fonte: Estadão, 22/02/2017

Governo planeja trens de média velocidade

O governo federal planeja a construção de duas linhas de trens de média velocidade, com investimentos que podem superar R$ 40 bilhões. A primeira ligaria São Paulo à cidade de Americana, passando por Jundiaí e Campinas, num trajeto de 135 km. A outra, entre Brasília e Goiânia, teria 210 km.

Os estudos de viabilidade dos dois projetos já estão na mesa da Secretaria Executiva do Programa de Parcerias para Investimentos (PPI), que concentra os projetos federais de infraestrutura logística. O Estado apurou que, nos próximos dias, gestores do PPI se reúnem com representantes do governo paulista para tratar do assunto e tentar avançar no modelo de negócios do empreendimento.

No caso do trem que sairia da capital federal, a proposta já está em fase mais avançada, com análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e perspectiva de lançamento de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), para testar o interesse do mercado.

Projetos à parte, todo esforço agora está concentrado em responder uma dúvida básica: de onde vai sair o dinheiro para tirar essas obras do papel. Uma das alternativas é usar PPPs, as parcerias público-privadas.

O custo total do projeto que ligaria Brasília a Goiânia, em uma viagem de aproximadamente 1h30, está estimado em US$ 8,5 bilhões. Esse valor equivale a cerca de US$ 40 milhões – ou aproximadamente R$ 120 milhões – por quilômetro.

Por essas estimativas, os 135 km de trilhos entre São Paulo e Americana teriam custo de US$ 5,5 bilhões. Numa conta simples, portanto, os dois empreendimentos somam US$ 14 bilhões, ou cerca de R$ 43 bilhões, se considerado o câmbio atual. No papel, a proposta do governo paulista é ainda mais ambiciosa, incluindo outras interligações com o Vale do Paraíba, a Baixada Santista e Sorocaba.

Fontes do setor ferroviário confirmaram que os valores estão dentro da média verificada em outros países que investiram em trens de média velocidade, aqueles que permitem viagens com velocidade média entre 160 e 180 km/hora, podendo chegar a 200 km/hora. É preciso ponderar, no entanto, que diversos fatores podem influenciar diretamente nesses custos, como a escolha da tecnologia que será usada e as desapropriações necessárias no traçado do trem.

A última vez que o governo tentou viabilizar, por conta própria, a construção de um projeto de trem de passageiros, foi um fiasco. O Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligaria Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro em viagens a mais de 300 km por hora, uma obras de mais de R$ 30 bilhões, teve discussões infindáveis no governo Dilma e gastos milionários com o projeto, mas nunca saiu do papel.

Fonte: 22/02/2017

Boletim informativo internacional da ANPTrilhos

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) lançou o boletim informativo internacional, no idioma inglês que tem como objetivo apresentar ao mercado estrangeiro as ações desenvolvidas pela entidade, assim como a conjuntura do transporte de passageiros sobre trilhos do Brasil.

O setor de transporte de passageiros sobre trilhos brasileiro movimenta quase 10 milhões de passageiros ao dia, com um total de 2,9 bilhões de passageiros ao ano. Atualmente, o país tem 21 sistemas urbanos de transporte sobre trilhos, instalados em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal.   Para receber a newsletter internacional da ANPTrilhos é preciso se cadastrar no site da associação – http://anptrilhos.org.br/?lang=en  ou enviar um e-mail para imprensa@anptrilhos.org.br com nome completo e e-mail.

Fonte: ANPTrilhos, 21/02/2017

China construirá 9.000 quilômetros de ferrovia em 2017

O Ministério de Transporte da China investirá em 2017 cerca de 800 bilhões de iuanes (US$ 117 bilhões) na construção de 8.600 quilômetros de ferrovia para ampliar a rede ferroviária do país, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias “Xinhua”.

O vice-ministro de Transporte, Yang Yudong, afirmou que o gigante asiático gastará 3,5 trilhões de iuanes (US$ 509 bilhões) na realização de 35 projetos ferroviários durante seu 13º plano quinquenal (2016-2020), segundo a agência estatal.

As obras começarão com a construção de 4.000 quilômetros de vias eletrificadas, 2.500 quilômetros de vias duplas e outros 2.100 de vias novas nas regiões central e oeste do país, áreas de pouco desenvolvimento social e econômico.

O orçamento atribuído para 2017 pelo Escritório Nacional de Ferrovias para a melhora da rede ferroviária é o mesmo que o utilizado em 2016, ano em que China atingiu 124 mil quilômetros de ferrovia, dos quais 22 mil são de alta velocidade.

Em 2020, o país asiático terá aumentado a extensão de sua rede de alta velocidade para 30 mil quilômetros, conectando mais de 80% das grandes cidades do país, como Pequim, Xangai, Cantão e Tianjin entre outras.

Fonte: Uol, 20/02/2017