Tarifa do metrô subirá para R$ 4,30 a partir de domingo

RIO – A partir do próximo domingo, dia dia 2 de abril, a tarifa do metrô subirá de R$ 4,10 para R$ 4,30 — um aumento de 6,65% sobre o valor homologado no reajuste anterior, referente à variação do IGP-M (índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas) entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, conforme previsto em contrato.

O aumento da tarifa foi autorizado pela Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) no dia 23 de fevereiro, e publicado no Diário Oficial do Estado em 16 de março.

OUTROS REAJUSTES

No dia 12 de fevereiro, o valor das passagens do transporte aquaviário sofreu aumento. A tarifa social (Praça Quinze-Praça Arariboia; Praça Quinze-Paquetá e Praça Quinze-Cocotá) subiu de R$ 5,60 para R$ 5,90. No bilhete único, o pagamento subiu de R$ 4,10 para R$ 5. A tarifa seletiva (Praça Quinze-Charitas) foi de R$ 15,40 para R$ 16,50.

Em janeiro, o Bilhete Único Intermunicipal sofreu um aumento de 23%, subindo de R$ 6,50 para R$ 8,00. Além disso, somente pessoas com renda inferior a R$ 3 mil passaram a ter direito ao benefício. Aqueles que ganham acima disso passaram a pagar o valor inteiro das passagens, mesmo podendo utilizar o cartão. O governo do Estado do Rio ainda chegou a aprovar, ainda em janeiro, um novo reajuste para R$ 8,55, mas uma liminar da Justiçã do Rio derrubou o aumento.

Fonte: Jornal Extra, 31/03/2017

MRS Logística abre inscrições para o seu novo ciclo do Programa de Estágio (vagas em MG, RJ e SP)

A MRS acabou de abrir as vagas para o seu novo ciclo do Programa de Estágio 2017. Temos vagas abertas para os estados de MG, RJ e SP. As inscrições ficarão abertas até o dia 23 de abril e podem participar estudantes com previsão de formatura em dezembro de 2018.

O Programa de Estágio 2017 tem duração de até 18 meses e contempla vagas nas diferentes áreas de atuação e localidades da MRS Logística.

Ao longo deste período o estagiário participará de atividades e desafios da área na qual for alocado e será acompanhado por profissionais já estabelecidos no mercado, que estimularão o crescimento e o desenvolvimento do estagiário na empresa. O estagiário poderá optar por conduzir um projeto aplicativo alinhado ao seu setor e formação acadêmica. Além disso, existe um processo de avaliação de desempenho semestral do estagiário dentro do programa.

A entrada no Programa de Estágio é o primeiro passo para a participação no processo interno para Trainee. A MRS dá prioridade para pessoas com deficiência, respeitando os requisitos mínimos para o desempenho de cada função.

Para se inscrever o candidato deve acessar o seguinte link: https://www.mrs.com.br/trabalhe-conosco/

Fonte: MRS Logística, 31/03/2017

Orçada em R$ 6,1 bi, obras da Ferrovia da Integração Centro-Oeste não têm previsão de início

A Ferrovia da Integração Centro-Oeste (Fico), orçada em R$ 6,11 bilhões, não possui previsão para o início de suas obras. A informação é da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa pública responsável pelo empreendimento. O modal ligará Campinorte (GO) a Vilhena (RO), passando pelos municípios mato-grossenses de Água Boa, Paranatinga, Lucas do Rio Verde e Brasnorte.

O traçado da Fico possui aproximadamente 1.641 quilômetros de extensão, dos quais em torno de 1.300 quilômetros estão dentro de Mato Grosso.

De acordo com informações repassadas pela Valec ao Agro Olhar, ainda não há previsão para o início das obras da ferrovia. “A previsão da construção depende da definição da política de implantação da infraestrutura de transportes por parte do Governo Federal”.

Ainda conforme a empresa pública responsável pelo empreendimento, “A Valec apenas está em processo de atendimento das condicionantes, a fim de cumprir o prazo de validade da Licença Prévia, a fim de obter a Licença de Instalação, licença que autoriza efetivamente a implantação do empreendimento”.

A estimativa é que sejam gerados 275.174 empregos com a ferrovia, sendo 91.378 diretos, 43.093 indiretos e 140.702 pelo efeito renda.

A previsão é que pelo modal sejam transportados 27,24 milhões de toneladas de soja e milho.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste deverá integrar o projeto de construção da Ferrovia Bioceânica, que partirá do Rio de Janeiro até o Oceano Pacífico atravessando os Estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre, além do Peru.

Fonte: AgroOlhar, 31/03/2017

Palestra com o diretor-presidente do VLT carioca

A AENFER receberá em sua sede o diretor-presidente da concessionária do VLT carioca, Rodrigo Tostes, para falar sobre o Projeto, Controle e Operação do VLT do Rio de Janeiro.

Graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes – RJ, com pós-graduação em Economia pela Universidade de Harvard – Boston, (EUA), Rodrigo Tostes foi diretor-executivo de Operações do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2013 – 2016). Atualmente exerce o cargo de diretor-presidente do VLT carioca.

Dia: 12 de abril de 2017

Horário: 10h

Local: Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar – Rio de Janeiro-RJ

Entrada Franca!

 

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Brasil quer aprofundar estudos sobre ferrovia bioceânica

O governo brasileiro quer aprofundar os estudos sobre a construção da Corredor Ferroviário Bioceânico. A informação foi divulgada pelo Ministério dos Transportes. Na semana passada, representantes do Brasil estiveram em uma reunião sobre o assunto, em La Paz, capital boliviana.

De acordo com o Ministério, o encontro teve a participação também de representantes dos governos do Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru. Ficou definida a criação de um grupo de trabalho formado por um representante de cada país para discutir a viabilidade da obra.

O projeto da rota bioceânica é o de uma ferrovia de mais de 3 mil quilômetros, cortando países sul-americanos e integrando o fluxo de mercadorias entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Na reunião da semana passada, o Brasil reforçou sua posição a favor da obra, que encurtará a distância em relação aos principais mercados mundiais.

“O governo apoia estudos mais detalhados que demonstrem a importância do corredor ferroviário e que contribuam para sua concretização”, diz o secretário de Políticas Nacional de Transportes, Herbert Drummond, ainda de acordo com o divulgado pelo Ministério dos Transportes.

Para um projeto desse tamanho, é necessária, de fato, uma análise minuciosa. É o que avalia Guilherme Quintella, executivo chefe para a América Latina da União Internacional de Ferrovias, entidade que reúne representantes do setor coma intenção de promover o transporte ferroviário pelo mundo.

Quintella acredita que, do ponto de vista técnico, construir uma ferrovia como a bioceânica é possível. E que é importante a criação de um grupo de trabalho para estudar o assunto de um modo mais detalhado.

Ele destaca que o custo para se concretizar um projeto como este é alto. Pondera, no entanto, que, em se tratando de decisões governamentais, a viabilidade, muitas vezes, envolve fatores que vão além da questão econômica.

“Tecnicamente é possível. Mas é uma decisão de governo, de discutir a essa integração e a importância dela ser feita agora”, diz.

O interesse do governo brasileiro por uma ferrovia que conecte o lado do Atlântico e o do Pacífico não é de hoje. Em 2015, ainda sob a administração Dilma Rousseff, o projeto chegou a ser destacado no lançamento da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL).

Investidores da China também mostraram interesse na obra, em conjunto com Brasil e Peru. Na época, o governo brasileiro chegou a anunciar uma projeção de R$ 40 bilhões em investimentos no trecho brasileiro da estrada de ferro.

“É um projeto ambicioso. Estratégico para criar uma saída alternativa para o Pacífico, mas é também um projeto realista”, defendia o então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Fonte: Globo rural, 28/03/2017

Linha 4 do metrô pode ir para Jacarepaguá em vez do Recreio

Em vez de avançar para o Recreio, a expansão da Linha 4 do metrô pode tomar o rumo de Jacarepaguá. Ou seja, do Jardim Oceânico seguiria pela Avenida das Américas até o Terminal Alvorada, na Barra, pegando a Avenida Ayrton Senna. A informação é do subsecretário de Projetos Estratégicos do município, André Marques. Segundo ele, o traçado vai depender de estudos de demanda e da estimativa de quanto poderia ser arrecadado com a venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

 

ESTAÇÃO GÁVEA ESTÁ PARADA

 

O governo do estado e a prefeitura querem viabilizar o projeto de prolongamento da Linha 4 sem custos para o setor público, por meio de Cepacs. A operação prevê a criação de um fundo com recursos da venda desses certificados, que dariam direito de construção na Ayrton Senna e na Américas, acima do gabarito. Mas a proposta tem opositores. Luiz Afonso Senna, professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, não vê sentido na implantação de metrô onde há BRT, que tem a mesma função:

— Falta é planejamento de transporte. Mais importante seria concluir a Estação Gávea.

Secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira afirma que são situações diferentes e, no caso da Gávea, é preciso resolver pendências com o Tribunal de Contas do Estado. Em novembro, o órgão reprovou as contas da Linha 4, com base numa auditoria de seu corpo técnico. Segundo Marques, não há estudos sobre o uso de Cepacs para concluir as obras na Gávea.

Fonte: O Globo, 29/03/2017

Apesar da crise, governo do estado planeja expansão do metrô até o Recreio

Mesmo com um déficit bilionário, o governo do estado planeja tirar da gaveta um projeto antigo: o da expansão do metrô até o Recreio. Seriam 24 estações num trecho de aproximadamente 20 quilômetros sob a Avenida das Américas. O governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Marcelo Crivella discutem buscar ainda este ano no mercado imobiliário os recursos necessários para a obra, como adiantou, nesta segunda-feira, o Blog do Moreno, do GLOBO. A operação que está sendo elaborada prevê a venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), que permitirão a construção de prédios no entorno das avenidas das Américas e Ayrton Senna com gabarito acima do previsto em lei, além do acréscimo de pavimento em edifícios existentes. O aumento em discussão é de até um andar e meio.

O dinheiro arrecadado iria para um fundo destinado à expansão. A nova linha seguiria sob a Avenida das Américas, e as escavações, afirma o governador, seriam feitas com o tatuzão, hoje parado à espera da retomada as obras da Estação Gávea que não foi concluída por falta de recursos. Estado e município já formaram um grupo de trabalho para executar o projeto.

— A obra será pelo canteiro central, com pouca desapropriação — diz Pezão, explicando que a operação dos Cepacs neste caso seria semelhante à do Porto Maravilha, cujo dinheiro arrecadado foi investido em obras de infraestrutura na região.

 

SERIAM CINCO ESTAÇÕES ATÉ O ALVORADA

Segundo o secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, a ampliação será feita em duas etapas: a primeira do Jardim Oceânico até o Terminal Alvorada (intercessão das avenidas Ayrton Senna e das Américas), e a segunda até o Recreio.

— Pelos estudos conceituais, são cinco estações do Jardim Oceânico ao Alvorada, e o restante até o Recreio. A última estação ficará depois da Avenida Glaucio Gil. A obra é uma linha reta, passando por baixo das Américas — conta o secretário. — Esse projeto não tem o grau de complexidade da Linha 4 (Ipanema-Barra) devido à menor quantidade de prédios no entorno.

A localização das estações, afirma Vieira, ainda será tema de debate com moradores. Nos cálculos do secretário, dificilmente haverá tempo hábil para que as obras comecem ainda este ano. O valor do projeto também não foi estimado.

— As reuniões entre estado e município estão acontecendo desde janeiro. A primeira coisa que tem que se fazer é estruturar a operação urbana consorciada e arrecadar recursos com as Cepacs. Temos projetos conceituais de todas as linhas metroviárias para os próximos 40 anos. O que poderá ser feito na região depende do volume de recursos que será arrecadado. Após essa etapa, vêm a elaboração do projeto básico, o licenciamento ambiental e a contratação da obra. São muitos passos — completa o secretário.

A operação das Cepacs ficará sob a responsabilidade da prefeitura, que vai precisar mudar a legislação urbanística da região. Em nota, a Subsecretaria de Projetos Estratégicos do município informou que prepara uma chamada pública para convocar interessados em participar da operação que vai permitir a expansão. “Acordo entre a prefeitura e o estado traz para o município a possibilidade de ampliar o potencial adicional de construção na região da Barra da Tijuca (avenidas das Américas e Ayrton Senna), para que o investimento seja privado”, afirma o comunicado da subsecretaria, que, diferentemente do estado, inclui somente o metrô até o Alvorada. O trecho até o Recreio, diz a nota, ainda será avaliado.

Representantes do mercado imobiliário e lideranças da região acreditam que o aumento de potencial construtivo atingirá o Recreio e as Vargens, deixando a Barra de fora. Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, aposta que esse acréscimo será permitido em áreas a partir da Estrada Alceu de Carvalho, no Recreio:

— O mercado tem total interesse nessa operação. Aquela região do Recreio e de Vargem Grande e Vargem Pequena pode ser totalmente transformada pelo progresso — comenta Vasconcelos, dizendo que, no Recreio, o gabarito máximo é de 25 pavimentos nas proximidades da Avenida das Américas.

Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra, diz que hoje o bairro não comporta mais adensamento, ao contrário do Recreio:

— Para aumentar o gabarito na orla teria que ouvir a comunidade. Mas em alguns locais acho que poderia. O metrô vale a pena esse sacrifício, essa mudança.

Professor de arquitetura da PUC e consultor em legislação urbanística, Manuel Fiaschi explica que na orla do Recreio são permitidos hoje até cinco andares:

— Poderia haver um adensamento principalmente no entorno das Américas, já no Recreio. Mas eu sou contra aumentar o gabarito no miolo do Recreio (entre a Américas e a praia).

Fonte: O Globo, 28/03/2017

VLT tem 5 mil pessoas multadas por não pagarem passagem

A advogada mineira Pâmella Alqualo decidiu, na semana passada, ir com o marido à Zona Portuária para visitar o AquaRio de VLT. Mas o que seria um passeio divertido virou dor de cabeça. Ao não conseguir usar um RioCard, ela pediu ajuda a uma fiscal, que, em vez de orientá-la, chamou um guarda municipal. Pâmella acabou se tornando uma das 5.085 pessoas multadas desde setembro do ano passado por viajar sem pagar passagem.

— Como tinha acabado de usar o cartão para pagar duas passagens no metrô, imaginei que poderia fazer o mesmo no VLT. Abordei a fiscal para pedir uma informação e fui tratada como desonesta, como se estivesse me recusando a pagar R$ 3,80. Achei um absurdo — reclamou Pâmella.

A verificação do pagamento da passagem é feita por fiscais da concessionária do VLT, que atuam ao lado de guardas municipais, os responsáveis por aplicar as sanções. Dados da prefeitura mostram que, desde o início da fiscalização, foram aplicadas em média 25 multas por dia. Das 1.475 guias emitidas, no valor de R$ 170 cada, 935 foram pagas, o que gerou um montante de R$ 158.950 para o Tesouro Municipal. Do total de autuados, 660 recorreram, mas, até agora, nenhum recurso foi deferido. Ao ser multado, é responsabilidade do passageiro emitir a guia de pagamento pela internet.

Um dos recursos foi apresentado pela designer baiana Ana Paula Esteves, que veio passar o carnaval no Rio. Ela viveu situação semelhante à de Pâmella. Ao não conseguir pagar duas passagens com um único cartão e pedir ajuda, foi multada.

— A guarda já veio pedindo meu CPF, pensei que fosse apenas para fazer um cadastro e me dar informação. Mas ela me entregou uma multa de R$ 170 e ignorou quando pedi que deixasse a gente descer para comprar outro cartão. Fiz o recurso porque achei um abuso, uma forma de usurpar a gente.

Já o técnico em eletrônica gaúcho Juliano Mattos fez tudo certo: comprou dois cartões, para ele e a mulher, e colocou crédito para ir e voltar do Centro ao AquaRio. Na volta, ao fazer uma baldeação obrigatória na Parada dos Navios, foi abordado por um fiscal e multado por um guarda municipal.

— Não sei se, ao passar o cartão na baldeação, fomos cobrados indevidamente. O fato é que eu tinha o comprovante da compra dos nossos bilhetes de ida e volta, com o horário que os adquirimos, e mostrei ao guarda. Ele sabia que não tínhamos feito nada de errado — criticou Juliano.

O diretor de operações do VLT, Paulo Ferreira, alegou que, em pesquisa do Ibope com 600 usuários, o VLT obteve 88% de satisfação. Segundo ele, o que pode ser julgado como uma atitude radical é, na verdade, uma regra que deve ser cumprida.

— Quando você transporta 35 mil passageiros por dia não tem como identificar quem está bem-intencionado e quem não está.

Fonte: Extra, 27/03/2017

Trem movido a hidrogênio está pronto para rodar

A Alstom, grupo industrial francês responsável por boa parte da frota dos metrôs de São Paulo e do Rio de Janeiro, anunciou que o Coralia iLint, primeiro trem de passageiros movido a hidrogênio do mundo, entrará em operação comercial na Alemanha em dezembro. Embora muitos trens do país europeu já sejam elétricos, quatro mil locomotivas à diesel ainda são usadas – a substituição gradual desses veículos é o último passo rumo à meta de zerar as emissões de CO2 no sistema ferroviário.

Os trens vão rodar na linha Bremerhaven-Buxtehude, um trajeto não eletrificado de 75 km que hoje é operado pela versão poluente do trem: o LINT 41, sem a letra “i”. Buxtehude é uma cidade próxima de Hamburgo, na foz do rio Elba. Bremerhaven, por sua vez, fica mais a oeste, perto da fronteira com a Holanda. Em 14 de março, o trem atingiu 80 km/h em uma pista de testes em Salzgitter, também na Alemanha. Após o teste bem-sucedido, o próximo passo é levá-lo à velocidade máxima de 140 km/h em um circuito em Velim, na República Tcheca. Segundo o jornal alemão Die Welt, no segundo semestre deste ano o governo alemão entrará na reta final da aprovação do trem.

O iLint tem um tanque de hidrogênio e uma célula de combustível no teto. O elemento químico, que é o mais leve da tabela periódica, entra em combustão em contato com o oxigênio e libera energia. Do escapamento, só sai vapor de água – H2O. Mais inocente, impossível. O hidrogênio que será usado para abastecer a composição virá de indústrias que já produzem o elemento como resíduo de suas operações normalmente.

O combustível do trem, ao contrário do anunciado em jornais estrangeiros, não é água. A água é um produto da combustão do hidrogênio, como você pode verificar na equação abaixo – que pode trazer à tona seus traumas de ensino médio. A união de duas moléculas de H2 com uma de O2 libera H2O e a energia que tira o trem do lugar. Assim, a água é produto de uma explosão, e não algo que pode explodir.

2 H2 + O2 ? 2 H2O + 572 kJ (286 kJ/mol)

Fonte: Super Interessante, 24/03/2017