Dia do ferroviário: conheça histórias de uma paixão que passa por gerações

No dia 30 de abril, comemora-se o Dia do Ferroviário, uma homenagem a todos aqueles que trabalham nas estradas de ferro Brasil afora. A data remete à inauguração da primeira linha ferroviária do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha mais de 14km de extensão, ligando o Rio de Janeiro até Raiz da Serra (RJ).

Mas, muito além dos trilhos, estão as histórias daqueles que contribuem para que as ferrovias do país funcionarem todos os dias. Trajetórias muitas vezes passadas de geração para geração, como um legado de família.

A VLI, empresa que administra a Ferrovia Centro-Atlântica, compartilha de muitas dessas histórias por empregar ferroviários em seu quadro de funcionários, de mais de 7 mil pessoas.

Uma delas quem conta é Jairo Gonçalves, 54, que trabalha em Montes Claros (MG). Ele é da terceira de geração de ferroviários de sua família. Com 30 anos de carreira, teve o incentivo do pai para iniciar a profissão de maquinista. “Eu era bancário, mas fui participar do processo seletivo para entrar na ferrovia por insistência e incentivo do meu pai. Passei no teste, comecei como auxiliar de maquinista e nunca mais parei, amo o que faço”, explica.

Atualmente, Gonçalves atua no desenvolvimento e treinamento de novos maquinistas que ingressam na companhia. E a família dele, inclusive, já se prepara para entrar na quarta geração de ferroviários. “A expectativa é que meu filho comece em breve na área de manutenção de locomotivas”, comemora.

Osmar Ramos, 35, trabalha na Oficina de Vagões e Locomotivas em Divinópolis. Começou a carreira em 1998, no cargo de mantenedor de via permanente, função responsável pela parte de manutenção da ferrovia. “Eu cresci vendo o trem e sentindo o orgulho que meu pai transmitia para mim em ser ferroviário. Com muito esforço, consegui alcançar meu objetivo de me tornar maquinista”, conta Ramos. Atualmente, ele atua como inspetor de tração, responsável por treinar e avaliar o desempenho dos maquinistas.

A filha de Ramos tem 9 anos e ele sonha em transmitir para ela o mesmo amor pela profissão que seu pai lhe passou. “Quero muito que ela faça parte da ferrovia. Quem sabe não conseguimos trabalhar juntos, antes de eu me aposentar”, comenta.

Para o mantenedor de via permanente Irineu Sousa, 52, que fica em Iaçu (BA) a inspiração para escolher a ocupação de ferroviário não veio da família, mas sim de um amigo. Mas essa paixão pelos trilhos que ele alimenta já contagiou seu filho mais velho, de 26 anos. “O sonho dele é se tornar ferroviário e claro que eu dou todo apoio e incentivo”, conta.

Para a formação da mão de obra especializada que precisa, a VLI conta com o Centro de Especialização e Desenvolvimento (CED), inaugurado em 2011, na Oficina de Divinópolis. Desde a sua criação, a companhia já registrou mais de 5 mil participações em treinamentos para a profissão de ferroviários, tanto em maquinistas como em técnicos especializados em locomotivas ou ferrovias em geral. O CED é reconhecido como referência em treinamentos técnicos na área de logística.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no País, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como em Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Eleita a melhor empresa de infraestrutura do país pelo anuário Épocas Negócios 360º e escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: Imprensa VLI,  27/04/2017

Sorocaba – VLT seria capaz de transportar total de 105 mil pessoas por dia

Referência no mapa ferroviário brasileiro há quase 142 anos — quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) –, a cidade de Sorocaba quer entrar no grupo das 400 cidades do mundo servidas por um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e, com ele, redesenhar sua malha de transporte coletivo. Aproveitando os trilhos da antiga Fepasa entre os bairros de George Oetterer e Brigadeiro Tobias, hoje exclusivos dos trens de carga, o VLT de Sorocaba seria capaz de transportar, inicialmente, entre dez estações, quase 105 mil passageiros por dia, conforme um estudo preliminar desenvolvido pela Secretaria de Planejamento e Projetos (Seplan) da Prefeitura de Sorocaba. O índice é superior aos 70 mil usuários estimados pela EMTU para cada um dos trechos do VLT da Baixada Santista, entre Santos e São Vicente.

O VLT é um trem urbano menor e mais leve que o metrô, que trafega normalmente em composições de até sete carros e, de acordo com o levantamento mais recente da Associação Internacional de Transporte Público (UITP, na sigla em inglês) sobre o assunto, divulgado no ano passado, 45 milhões de pessoas por dia eram transportadas por esse modal em 53 países diferentes — como China, Emirados Árabes, Estados Unidos, Holanda e Inglaterra –, utilizando sistemas elétricos e movidos a diesel. O trabalho realizado pela Prefeitura transpôs esse cenário para a realidade local e, segundo o secretário de Planejamento e Projetos, Luiz Alberto Fioravante, as próximas fases devem abordar os estudos de viabilidade técnica e econômica.

“Neste momento, já temos como conclusão a existência de demanda de passageiros para o equilíbrio do sistema e uma projeção de 104.838 usuários por dia, sem a indução de usuários do sistema de ônibus urbanos. Com a adoção de linhas alimentadoras que entregarão o passageiro para o VLT ao invés de levá-lo aos terminais, esse índice certamente aumentará. Mas, com 60 mil usuários, o VLT já estaria viabilizado”, afirma. Para chegar à premissa mensal de usuários, a Seplan utilizou sistemas de georreferenciamento via satélite que determinaram as atuais rotas de deslocamento dos moradores da cidade.

A experiência em gestão de projetos de sistemas ferroviários, tanto no Metrô de São Paulo quanto em consultorias, encarregou Fioravante de coordenar esta primeira fase do projeto — com a colaboração de arquitetos e engenheiros da Prefeitura. O secretário lembra, contudo, que as decisões acerca dos próximos passos competem ao prefeito José Crespo (DEM). “Esse estudo é encaminhado ao Executivo, com o intuito de nortear o prefeito sobre como ele quer fazer”, observa.

Trem x ônibus

Com a adoção do VLT como principal projeto de mobilidade urbana para Sorocaba nos próximos anos, o ônibus rápido (Bus Rapid Transit, o BRT) ficará restrito ao eixo norte-centro, trafegando pela avenida Itavuvu. O projeto original previa subsídio municipal de R$ 187 milhões para a implantação de quatro linhas, em um contrato total de R$ 2,7 bilhões e tarifa técnica de R$ 4,43 por passageiro — índices considerados altos pela atual gestão. “Ano após ano, o ônibus perde passageiros para outras alternativas de transporte”, observa Fioravante — que, no passado, dirigiu uma das empresas permissionárias do transporte coletivo da cidade.

Sistema será elétrico e com 10 estações

O secretário Luiz Alberto Fioravante e os técnicos da Prefeitura chegaram ao VLT elétrico, com alimentação por rede aérea em 750 volts, como a opção a ser adotada em Sorocaba. O estudo preliminar considera o uso de composições de cinco ou sete carros, para 250 ou 350 passageiros, com velocidade máxima de 70 km/h. Das dez estações, uma está projetada para ser próxima da Fatec, para atender ao Alto da Boa Vista, e outra junto à antiga siderúrgica Villares. A circulação será supervisionada por um controle centralizado em Brigadeiro Tobias.

Atualmente, conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, são três as empresas que constroem trens elétricos para projetos desse tipo: Alstom (França), Vossloh/Stadler (Alemanha/Espanha) e CAF (Espanha). Ao lado da brasileira Bom Sinal, que fabrica composições a diesel, elas já trabalham nos projetos de VLT em andamento no País — além de Rio e Santos, há estudos para implantá-los em Goiânia, Salvador, Cuiabá e Petrolina.

Para o Rio de Janeiro, a Alstom forneceu 27 trens fabricados em Taubaté, além de outros cinco importados da França, enquanto o sistema de Santos usa três composições alemãs e outras 19 produzidas em Três Rios pela TTrans, associada da Vossloh.

De acordo com Abate, o cenário estudado para Sorocaba, que prevê o aproveitamento da via atual de bitola métrica, vai requerer a compra de VLTs elétricos diferenciados, pois os projetos normalmente utilizam a bitola standard (1,435m) como referência. O diretor da Abifer afirma ser possível que as fabricantes de trens elétricos personalizem seus projetos, mesmo que o único produto de catálogo em bitola métrica seja o VLT diesel — usado em João Pessoa, Juazeiro do Norte, Maceió e Sobral.

Compartilhamento entre VLTs e ferrovias de carga

Os 24,1 quilômetros de trilhos que cortam a cidade entre George Oetterer e Brigadeiro Tobias são de propriedade federal, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) — órgão vinculado ao Ministério dos Transportes e responsável pelo patrimônio da antiga Fepasa. Como há um contrato de concessão firmado entre o DNIT e a empresa Rumo Logística para o transporte de cargas na Malha Oeste (entre Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e Santos, com extensão de 1.953 quilômetros), a operação do VLT nesse trecho precisará ser regulamentada por um Contrato Operacional Específico (COE) entre a Prefeitura de Sorocaba, o DNIT, a Rumo e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Havendo esse entendimento, Sorocaba será a pioneira no compartilhamento entre VLTs e ferrovias de carga no País. Para iniciar a negociação, as partes interessadas reuniram-se há 20 dias, no Paço, devendo agendar um novo encontro, possivelmente em Brasília, nos próximos meses. Na discussão acerca das questões operacionais devem ser previstas, por exemplo, as “janelas” de horário para a circulação do trem de carga dentro do sistema VLT, além do cálculo da remuneração financeira que a concessionária de carga deverá receber em contrapartida à circulação das composições de passageiros.

O levantamento preliminar da Seplan concluiu que a ferrovia tem rampas e curvaturas adequadas para receber o VLT e, além da superestrutura (trilhos, dormentes, pontes, etc.), também deverá ser solicitada a disponibilização do imóvel da estação de Brigadeiro Tobias, de propriedade do DNIT, construído em 1924 e que está abandonado. A estação de Sorocaba já está sob responsabilidade da Prefeitura de Sorocaba, no aguardo de projeto de restauro.

Carga minguando

Atualmente, passam por Sorocaba somente as composições que transportam celulose de Três Lagoas para o porto de Santos. Sem receber investimentos em infraestrutura, a Malha Oeste vem minguando e sua desativação parece iminente — o que pode facilitar a implantação do VLT.

Custos do projeto ainda são preliminares

Por ser este o primeiro de uma série de estudos acerca do VLT, as informações sobre custos e prazo de implantação ainda são preliminares e podem mudar no decorrer dos próximos levantamentos da Prefeitura: por ora, estão estimados R$ 600 milhões em investimentos, cujas origens devem ser deliberadas no estudo de viabilidade econômica, com possibilidade de finalizar o pré-projeto em um ano e iniciar a operação do primeiro trecho (entre o bairro George Oeterer, em Iperó, e o centro de Sorocaba) após 30 meses.

Segundo o especialista em projetos ferroviários Jean Pejo, atual diretor de sistemas de transportes do instituto Idestra e membro da Associação Latinoamericana de Ferrovias (Alaf), ao contrário do que normalmente se imagina, há recursos disponíveis para iniciativas do gênero em diversas esferas governamentais. “O aporte financeiro é a questão menos crítica, pois bons projetos têm financiamento. O grande mal é a falta de estudos: para aproveitamento de linha, o conceitual, o de rentabilidade etc. Tudo começa no exame da demanda e, como vemos que Sorocaba fez isso, já deu um grande passo”, afirma.

Nos principais VLTs implantados no Brasil, os financiamentos têm caminhado pelas parcerias público-privadas (PPPs). Em Santos, os governos federal e estadual aportaram R$ 1 bilhão nos bens de capital do sistema e a operação ficou a cargo de uma empresa de transportes, que investirá, como contrapartida, R$ 600 milhões de um contrato de R$ 5,6 bilhões, válido por 20 anos. No VLT carioca, que custou R$ 1,157 bilhão, foram R$ 532 milhões em recursos federais, do PAC da Mobilidade, e outros R$ 625 milhões advindos de parceria público-privada.

“A parceria com a iniciativa privada será sempre bem-vinda para as cidades, lembrando que esses dois parceiros têm objetivos diferentes. Aplicação do capital, pelo empresário, exige lucratividade, e a Prefeitura deve exigir os lucros sociais”, observa o engenheiro civil e mestre em urbanismo Cyro Laurenza — que foi presidente da Fepasa e atualmente comanda o conselho do instituto Idestra.

Pejo relembra que a figura do VLT no Brasil acabou manchada por uma experiência infeliz em Campinas, em 1992, logo desativada. Para Laurenza, o modal é um passo para o replanejamento das cidades brasileiras.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, 23/04/2017

Metrô – os trilhos que mudaram o Rio

 

Este é o título que a engenheira eletricista e escritora Angela França deu em seu novo livro. Segundo a autora que trabalhou por 38 anos na Companhia, foi uma forma de  registrar essa experiência tão util para a sociedade.

Angela apresenta interessantes aspectos históricos da construção e dos primeiros anos de operação do metrô, até os dias atuais, com amplo acervo fotográfico, de notável valor histórico, contado por quem vivenciou esta evolução bem de perto, participando de cada momento.

A sua construção que exigiu engenhosidade e criatividade da engenharia pelas dificuldades encontradas devido à geografia da cidade, os transtornos que causou no comércio por onde passou, o arrojado projeto com arquitetura modernista premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, a revitalização da cidade através da reurbanização dos locais públicos. O metrô levou 11 anos desde a criação da Companhia até rodar o primeiro carro.

Por ser um sistema totalmente inovador, eficiente, seguro, confortável, moderno e rápido fez com que o carioca logo se apaixonasse por ele.

O livro torna público a história do metropolitano, que se confunde com parte da história da cidade do Rio de Janeiro, acrescentando um grande conhecimento sobre o transporte urbano sobre trilhos.

Quem é a autora

Engenheira e consultora atuou por muito tempo na área de transportes, normalização técnica e qualidade.

A carreira teve inicio em 1976, quando foi admitida na Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro – metrô e, no caminho, apesar de ser mulher logo chefiou com muita competência e profissionalismo um grupo de técnicos na área de manutenção

Dentre os principais momentos que vivenciou na carreira, foi quando teve a oportunidade de estar presente na primeira descida do trem ao túnel para o teste de gabarito.

O livro será lançado na livraria Autografia, dia 26 de maio

Local: Travessa dos Tamoios, 43 – Falmengo-RJ, às 19 horas

Antes, porém, será lançado na cidade de Petrópolis no dia 17 de maio às 19 horas

Local: Casa Claudio de Souza, Praça Rui Barbosa, 5 conhecida como Praça da Liberdade.

Excursão:Campos do Jordão

A Aenfer está preparando mais uma excursão para você, desta vez para Campos do Jordão

*Dias: 20 a 22 de outubro/ 2017

Duração: três dias e duas noites

Roteiro

 20/10 – Sexta feira – Rio de Janeiro x Campos do Jordão

Saída pela manhã as 07h00 em confortável ônibus de turismo. Após o embarque será oferecido um delicioso kit lanche com bebidas. Teremos uma parada para almoço no caminho (Aparecida ou Pindamonhangaba). Após almoço continuaremos nossa viagem até Campos do Jordão. chegada prevista para a tarde. Noite livre.

Hospedagem: Pousada Villággio Itália.

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Almoço incluso.

21/10 – Sábado – City Tour em Campos do Jordão e Passeio de trem

Saída após o café da manhã para City Tour panorâmico e com descida em alguns dos principais pontos turísticos da cidade de Campos do Jordão tais como: Ducha de Prata/ Museu Claudio Santoro / Museu Felicia Lemer / Palácio do Governo / Mosteiro da Beneditina etc. Teremos passeio de trem entre Campos do Jordão x Santo Antônio do Pinhal.

Almoço incluso. Noite livre.

22/10 – Domingo – Manhã livre e saída após o almoço

Pela manhã o grupo ficará livre para atividades independentes e as 12h00 sairemos do hotel para almoço e retorno ao Rio de Janeiro.

Almoço incluso.

Previsão de chegada ao Rio as 20h30

*As vagas já se encontram esgotadas. Em caso de desistência de algum participante, avisaremos.

Mulher morre após cair entre trem e plataforma da SuperVia

Uma passageira da SuperVia morreu ao cair no vão entre o trem e a plataforma na Estação Coelho da Rocha, do ramal Belford Roxo, na tarde de segunda-feira (24). A mulher tentou embarcar em uma composição em movimento e foi dada como morta pelo Corpo de Bombeiro, chamado pelo Centro de Controle Operacional ao local.

A SuperVia lamentou o ocorrido e reforçou a necessidade dos passageiros de respeitar as regras de segurança para garantir a integridade de todos no sistema ferroviário.
Mulher caiu nos trilhos da Estação Coelho da Rocha e não resistiu aos ferimentos / Foto: Divulgação
Já na manhã desta terça-feira (25), um jovem teve o braço preso na porta de uma composição entre as estações Ricardo de Albuquerque e Deodoro. De acordo com outros passageiros, o botão de emergência, que deveria abrir a porta ao ser acionado, não estava funcionando.

Fonte: BandNews, 25/04/2017

Cartilha sobre inclusão dos trilhos nos planos de mobilidade

A ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos) lançou, nesta terça-feira (25), a cartilha “Como inserir os trilhos no Plano de Mobilidade”, durante o IV EMDS (Encontro dos Municípios com Desenvolvimento Sustentável), que ocorre em Brasília nesta semana.

A publicação visa orientar a sociedade e os membros do governo quanto à inclusão de modos de transporte sobre trilhos no planejamento de mobilidade urbana dos municípios. O documento apresenta orientações, especificações e exemplos de como criar um plano bem-sucedido.

“Um dos desafios da mobilidade urbana é a manutenção dos investimentos para ampliação e modernização da rede de transporte. A adoção de projetos bem estruturados é fundamental para a mitigação de riscos e continuidade das obras, de forma a proporcionar para a população um sistema de transporte eficiente”, destaca Roberta Marchesi, superintendente da ANPTrilhos.

A cartilha está disponível no site da entidade. Clique aqui para acessar a íntegra do material. 

Fonte: ANPTrilhos, 25/04/2017

Sem quórum, Câmara adia votação da MP que prorroga contratos de concessões

Por falta de quórum, a Câmara dos Deputados adiou a votação da Medida Provisória (MP) 752/16, que cria regras para a prorrogação e relicitação de contratos de concessões de ferrovias, rodovias e aeroportos. Não há data para nova votação. A MP tranca a pauta impedindo a análise de outras matérias, em sessões ordinárias, o que pode dificultar a votação da reforma trabalhista ainda nesta semana.

A sessão de hoje (24) foi encerrada às 20h01 sem que fosse atingido o quórum de 257 deputados, necessário para iniciar a Ordem do Dia. No plenário, dos 513 deputados, apenas 247 marcaram presença.

Com isso, as sessões da Câmara de amanhã (25) serão destinadas à votação dos destaques ao Projeto de Lei (PLP) 343/17, que trata da recuperação fiscal dos estados.

Concessões

A MP 752/16 prorroga contratos com concessionárias de rodovias e aeroportos concedidos ao setor privado, além de relicitar contratos. A medida vale para os administradores dos aeroportos do Galeão (RJ), de Brasília, Viracopos (SP), de Confins (MG), de São Gonçalo do Amarante (RN) e de Guarulhos (SP).

No setor rodoviário, poderá ser feito novo cronograma de investimentos com extensão por até 12 anos do prazo, contados da assinatura do contrato original.

O governo queria pelo menos iniciar a discussão da MP na noite desta segunda-feira. No entanto, mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já havia admitido a dificuldade em obter o quórum mínimo.

Maia pretende votar a reforma trabalhista em plenário até quinta-feira (27). Antes, o texto do relator Rogério Marinho (PSDB-RN) terá que ser aprovado na comissão especial que analisa o mérito da reforma.

Relatório

A discussão e votação do relatório na comissão vai começar amanhã às 10h. Marinho deverá apresentar uma nova versão do seu substitutivo. A proposta deverá acolher algumas emendas de deputados.

Pelo acordo firmado na semana passada com a oposição, por ocasião da aprovação do requerimento de urgência ao projeto, Marinho se comprometeu a acolher parte das emendas. Em troca, a oposição disse que não vai obstruir os trabalhos nem fará pedido de vista.

O texto apresentado modifica mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecendo que os acordos entre patrões e empregados prevaleçam sobre a lei nas negociações trabalhistas em temas como banco de horas, parcelamento de férias e plano de cargos e salários, entre outros.

Marinho propôs também o fim da contribuição sindical obrigatória e incorporou normas para reduzir o número de ações na Justiça do Trabalho. O relator incluiu ainda a possibilidade de negociação do aumento na jornada de trabalho, que poderá chegar a 12 horas.

Além da reforma trabalhista, os deputados devem começar na tarde desta terça-feira a discussão do relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) sobre a reforma da Previdência. As discussões devem prosseguir na quarta e quinta-feira. A votação do parecer na comissão está prevista para a próxima semana.

Fonte: EBC Agência Brasil, 24/04/2017

Muro de proteção da SuperVia é derrubado pela terceira vez só este ano

Um muro que isola a linha férrea nas proximidades da estação Engenheiro Pedreira (ramal Japeri) foi derrubado na madrugada de sexta-feira (21/04). De acordo com a SuperVia, uma retroescavadeira foi utilizada para a demolição do muro, com o objetivo de abrir passagem clandestina para o tráfego irregular de pedestres e veículos menores, como bicicletas e motocicletas.

No local, existia uma passagem de nível oficial, desativada pela concessionária em 2015, após o Governo do Estado e a prefeitura de Japeri construírem dois viadutos e uma passarela no distrito de Engenheiro Pedreira.

Este ano, o muro já havia sido destruído outras duas vezes, em janeiro e março.

Apesar do isolamento da linha férrea com o muro, muitas pessoas ainda preferem fazer a travessia de forma irregular.

A empresa registrou o caso na 63ª DP (Japeri), e afirmou que repudia ações como essa, que podem colocar em risco a vida de pedestres e passageiros e a segurança da operação ferroviária

 

 

 

 

 

 

 

 

24/04/2017 19h15

Muro que isola linha férrea foi derrubado com uma retroescavadeira (Foto: Divulgação/SuperVia)

Muro que isola linha férrea foi derrubado com uma retroescavadeira (Foto: Divulgação/SuperVia)

Prefeitura de Miguel Pereira recebe ONG Amigos do Trem

O prefeito de Miguel Pereira (RJ) se reuniu com os representantes da ONG Amigos do Trem e com os secretários de Transportes e Turismo, Alessandro Fonseca e Renatinho da Construção, respectivamente e com o vereador daquela cidade Vitor Ralha.

A reunião aconteceu no dia 17 de abril e teve como objetivo discutir as necessidades da viabilização da litorina circular em Miguel Pereira como forma de atrativo turístico. O assunto foi  discutido com grande entusiasmo de ambas as partes, pois todos acreditam também no beneficio que o trem trará para o município.

Um ponto importante na reunião foi o pedido do prefeito, o que foi prontamente atendido pelo Presidente da ONG, Paulo Henrique. Ele pediu para reverter uma porcentagem das vendas de ingressos para a APAE da cidade.

“A APAE de Miguel Pereira, atende atualmente mais de 50 crianças, em dois turnos e necessita muito de nossa ajuda e eu, como prefeito, me sinto na obrigação de buscar apoios e parcerias que possam ajudar o local que tanto é importante para as crianças que lá são atendidas. Fizemos questão de inseri-los no Projeto Brincando com Esporte, que ocorreu no mês de Fevereiro e agora com essa medida, de reverter uma porcentagem do valor para eles, estaremos mais uma vez contribuindo para que o serviço que lá é prestado seja feito com mais recursos, pois qualidade e amor não faltam.”, concluiu o prefeito, André Português.

 

Fonte: ONG Amigos do Trem