28/06/2017 – Celebração dos 80 anos de AECB e 25 anos de AENFER com homenagens

A AENFER realizou no dia 28 de junho um evento que envolveu associados e personalidades de outrora que marcaram a história da Associação.

O evento foi em comemoração aos 80 anos da Associação de Engenheiros da Estrada de Ferro Central do Brasil – AECB e aos 25 anos da Associação de Engenheiros Ferroviários – AENFER.

Os homenageados do dia foram os ex-presidentes da AECB, engenheiros Joaquim Antonio Trindade Queiroz, Paulo Cesar Nayfeld Granja, Pedro Galvão França e Roberto de Almeida Luiz.

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A presidente da AENFER, engenheira Isabel Cristina Junqueira de Andréa disse que temos um passado para reverenciar, um presente para lutar e um futuro que são as universidades, os estudantes que estão vindo para AENFER e que a entidade necessita de suas presenças para se juntar aos que já estão e poder deixar um legado de ferrovias para esse país.

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O diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária, engenheiro Helio Suêvo, lembrou que o estatuto da AENFER determina que temos que lutar pela classe ferroviária, retomar o desenvolvimento ferroviário nacional e defender a memória ferroviária. Ele contou a história da AECB e a fusão que se deu, dando origem à AENFER.

Cartão postal e selo comemorativos ao evento

Em prosseguimento ao evento, ele lançou o selo e postal, materiais alusivos aos 80 e 25 anos das referidas Associações.

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Lançamento de livro

Na oportunidade, o diretor convidou a engenheira Angela França para divulgar o seu livro, recentemente lançado e bem recebido pela classe ferroviária e público em geral, com o título “Metrô, os trilhos que mudaram o Rio”. Ela disse que valeu a pena escrever sobre esse assunto. Depois de muitas lutas para compor a obra, o objetivo maior, segundo a autora, é mostrar a importância do Metrô para o Rio de Janeiro. Angela conta histórias vivenciadas por ela, que trabalhou naquela empresa.

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Homenagem

O ponto alto da solenidade foi a homenagem aos ex-presidentes da AECB. Os engenheiros Joaquim Antonio Trindade Queiroz, Paulo Cesar Nayfeld Granja, Pedro Galvão França e Roberto de Almeida Luiz receberam o diploma de reconhecimento pelos serviços prestados à frente da AECB como presidentes. Eles agradeceram a homenagem e lembraram de alguns fatos marcantes da época. O homenageado Paulo Granja ressaltou que a criação da AENFER foi muito importante e que é necessário mantê-la viva. Ele parabenizou todas as Diretorias que passaram pela entidade até os dias de hoje por defenderem os ferroviários.

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Palestra com o presidente do CREA-RJ

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Após as homenagens, o presidente do CREA-RJ, engenheiro Reynaldo Barros foi convidado para proferir palestra. Ele falou ao público presente sobre os programas de Certificação de Conformidade com o Exercício Profissional, Crea-RJ Integradas e Políticas de Compliance. Em sua apresentação ele falou sobre a importância de desburocratizar alguns serviços e que o CREA-RJ procura dar agilidade a esses serviços utilizando ferramentas que dão segurança e comodidade, trabalhando on line e full time e despachando processos eletronicamente. Ele alertou que o mundo está muito dinâmico e precisamos acompanhar a evolução. Enfatizou também que as organizações precisam se reinventar, que sem engenharia o país não avança e que os jovens precisam se politizar.

 

Após a solenidade, o público presente foi convidado para o coquetel de confraternização dos associados que fizeram aniversário em maio e junho.

Veja mais fotos da engenheira Angela França que autografou o seu livro aos interessados

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Balanço do Metrô Rio aponta redução de oito milhões de embarques neste semestre

Não são apenas as empresas de ônibus que têm sofrido com a crise no Rio de Janeiro. O Metrô Rio perdeu oito milhões de viagens neste primeiro semestre, de acordo com balanço patrimonial da concessionária do sistema.

Segundo os dados, foram realizadas 46,7 milhões de viagens no primeiro semestre deste ano, numero 14,5% menor quando comparado com o mesmo período de 2016, época em que o metrô realizou 54,7 milhões de embarques. Basta fazer as contas: uma redução de oito milhões de viagens.

A saída foi apelar para uma campanha promocional. Em tempo de férias, ainda mais numa cidade onde o turismo tem muito a oferecer, a concessionária Metrô Rio lançou nesta terça-feira (28) um cartão que custa R$ 60 e dá direito a 42 viagens em uma semana.

Na ponta do lápis cada passagem sai por R$ 1,40, contra uma tarifa atual que custa R$ 4,30. A economia de quase 70% do total está sendo encarada como um estímulo aos cariocas e turistas no período de férias. Mas a promoção vai além de julho, e expira somente no dia 30 de setembro.

O cartão “Eu amo férias” é uma promoção, mas está longe de ser a solução para um sistema que tem projeções de fluxo nada animadoras.

Segundo o professor de economia do Ibmec Gilberto Braga, ouvido pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro, o sistema pode encerrar o ano com 187 milhões de viagens pagas. Em caso da projeção se tornar realidade, isso significa que o ano de 2017 sofrerá uma redução de 16% em relação a 2016, quando foram realizadas 216,8 milhões de viagens.

 

PROMOÇÃO NÃO É NOVIDADE:

 

Na busca de atrair passageiros para o sistema, o Metrô Rio já realizou uma promoção em abril, quando ofereceu viagens gratuitas na Linha 4. Naquele mês a tarifa nas estações do trecho caiu para R$ 3.

Se em 2016, quando comparado ao ano anterior, o balanço publicado pela Metrô Rio informava um pequeno aumento no número de embarques de 3,1% em relação a 2015, a própria concessionária já chamava a atenção para “a situação econômica da cidade do Rio de Janeiro, com o elevado número de demissões no setor privado e o declínio da população ocupada”.

Fonte: Diário do Transporte, 28/06/2017

ANTT propõe acordos com ferrovias para garantir passagem à Norte-Sul

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta terça (27) as minutas de edital e os estudos para concessão do trecho central da ferrovia Norte-Sul e incluiu na consulta pública propostas de acordos com outras ferrovias para garantir o direito de passagem dos trens em malhas vizinhas.

O trecho da Norte-Sul que o governo quer leiloar em fevereiro de 2018 contempla cerca de 1.500 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela d’Oeste (SP). O lance mínimo a ser dado pelos investidores na disputa é de R$ 1,631 bilhão.

Como se trata de ligação sem acesso direto a portos, alguns investidores estavam receosos sobre o direito de passagem, já que as cargas da concessão terão de passar por malhas de outras empresas para acessar portos como Itaqui (MA) e Santos (SP).

Para resolver a questão, a solução adotada pela ANTT foi negociar termos aditivos aos contratos de concessões, como o da Estrada de Ferro Carajás, da Vale, e da Malha Paulista da Rumo e MRS Logística, por exemplo.

Em nota técnica, a ANTT afirma que a busca de comum acordo com as empresas para firmar as regras de passagem dos trens da Norte-Sul, previamente à licitação, dá mais segurança jurídica ao processo, pois “tende a eliminar o risco de judicialização da questão, trazendo previsibilidade e segurança jurídica necessária à realização do certame”.

As propostas de acordos serão submetidas à audiência pública juntamente com outros documentos do leilão, até 11 de agosto.

Segundo uma fonte do governo que acompanha de perto o processo, as propostas de aditivos já são uma espécie de pré-acordo com as empresas envolvidas.

“Algumas concessionárias estão 100% de acordo, outras querem avançar mais em alguns pontos. Ainda há pequenos ajustes”, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

As propostas de termos aditivos estabelecem uma progressão para a quantidade diária de trens que devem passar pelas malhas vizinhas à Norte-Sul a partir de 2017 e contêm também propostas de tarifas para remunerar a passagem.

Por exemplo, no caso da passagem pela malha da Carajás, o aditivo propõe que o concessionário pague R$ 29,56 reais por 1.000 TKU (toneladas por quilômetro útil, unidade de carga usada no setor ferroviário que leva em conta a distância transportada).

No caso da malha paulista da Rumo, a proposta de tarifa a ser paga pela Norte-Sul é de R$ 28,87 por 1.000 TKU.

Fonte: Folha de São Paulo, 27/06/2017

A culpa é da SuperVia – O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui

A Leopoldina está abandonada? O teleférico do Alemão não funciona? O elevador da estação de Bonsucesso está parado? A passarela de São Cristóvão está às escuras? Camelôs vendem produtos roubados nos trens? O pantógrafo desarmou, o trem parou e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos? A linha está cheia de lixo? Tem homem no vagão feminino? Estão construindo barracos na beira dos trilhos? O trem está superatrasado? Circulando com a porta aberta? Assaltos e tiroteios assustam passageiros? Pessoas acessam as linhas por passagens clandestinas? Dependentes de drogas perambulam pelos trilhos?

Tudo isso e mais alguma coisa, saibam todos, não é culpa da SuperVia, como geralmente sugere a mídia, que, sem tempo ou espaço, nem sempre contextualiza os problemas diários do serviço. Mas é tudo isso, infelizmente, que ajuda a manter no imaginário carioca um conceito (ou preconceito) que exige do trem do Rio um esforço muito além dos trilhos para firmar-se como alternativa saudável no mapa do transporte público do estado. O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui, lembremos. E resolve o transporte de massa nas maiores cidades do mundo.

Claro, todos sabemos que há ainda muito por fazer no transporte ferroviário do Rio. Mas, nos últimos anos, o trem igualou-se ao metrô para fazer dos trilhos, por exemplo, o único modal do Rio a oferecer ar-refrigerado praticamente pleno aos passageiros. Ainda assim, ao contrário dos outros modais, trem rodar lotado nos horários de pico costuma ser manchete nos noticiários de serviço da manhã. O trem responde por meros 7% das viagens diárias do Grande Rio, mas qualquer atraso é mais noticiado do que o tempo que os passageiros de outros transportes perdem nos congestionamentos do trânsito.

A operação dos trens do Rio é uma concessão. Para resolver todos os problemas que o imaginário da metrópole supõe serem dela, a concessionária teria que ter estrutura comparável a de um governo estadual. No passado, por exemplo, o serviço chegou a contar com um batalhão exclusivo da PM, hoje minguado com a crise da segurança pública no estado.

Em nenhuma das respostas às perguntas do primeiro parágrafo o sujeito é a SuperVia. Hoje, de cada dez ocorrências no sistema, podemos dizer que oito são interferências externas, contra as quais a concessionária nada pode fazer. Ainda assim, o sistema chegou a transportar 700 mil passageiros/dia no ano passado (a crise econômica comeu 100 mil deles) e sua frota quase toda renovada faz em média mil viagens por dia, 95% delas em composições com ar-refrigerado.

A despeito do que a SuperVia já investiu no sistema — R$ 1,6 bilhão nos últimos cinco anos — o serviço continua carecendo de investimentos maciços do poder público (a exemplo do que ocorre com o metrô), os quais, por sua vez, dependem de uma visão estratégica sobre transporte público em toda a área metropolitana do Rio.

Enquanto isso não ocorre, operar o trem do Rio só com resiliência. Uma superdose diária de resiliência.

José Carlos Prober é Presidente da SuperVia

Fonte: O Globo, 26/06/2017

 

Participantes de fundos de pensão questionam reestruturação da Vale

Às vésperas da assembleia de acionistas que vai decidir o futuro societário da empresa mineradora Vale, participantes de fundos de pensão começaram a se mobilizar para tentar derrubar a proposta que põe fim ao bloco de controle na companhia. Alguns participantes, na pessoa física, entraram com representações em diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público Federal (MPF), pedindo a suspensão da Assembleia-Geral de Acionistas (AGE) prevista para acontecer amanhã ou seu posterior cancelamento. Alegam basicamente que o prêmio oferecido para que os fundos de pensão abram mão do controle da empresa é metade do que consideram justo, o que traria prejuízos aos fundos.

As representações estão sendo entregues na Previc, órgão que fiscaliza os fundos; na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula o mercado de capitais; e no MPF, que atualmente investiga, na Operação Greenfield, investimentos dos fundos de pensão. A movimentação de participantes de fundos, e não dos próprios fundos, questionando uma reestruturação societária diretamente em órgãos reguladores é algo novo no direito societário, segundo advogados especializados. Pelo que apurou o Estado, o movimento está concentrado em participantes da Funcef e Petros.

Os questionamentos, no entanto, estão sendo levantados tardiamente já que o plano de reestruturação já foi anunciado há quatro meses. A própria assembleia de acionistas foi convocada há quase 45 dias. Basicamente, o que está sendo proposto é que deixe de existir um acionista controlador, hoje a Valepar, e que os sócios da Valepar passem a deter ações diretamente na Vale, com um prêmio de 10% por abrirem mão do controle. Ou seja, vão receber 10% mais ações do que já possuem hoje. Entre os sócios da Valepar estão o BNDESPar, a Bradespar, a Mitsui e os fundos Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa) e Previ (Bancos do Brasil), reunidos em empresa chamada Litel.

Com a reestruturação, a Vale passará a ter capital pulverizado, ou seja, sem um acionista que controle sozinho a companhia. Os minoritários, por sua vez, precisam aceitar a relação de troca de ações. O diretor de relações com investidores da Vale, Andre Figueiredo, diz que sete pontos vão ser votados. Qualquer ponto que for rejeitado pelos acionistas, inviabiliza a reestruturação. Até agora, detentores de 500 milhões de ações, cerca de 15% dos minoritários, votaram a distância aprovando todos os pontos.

Adiamento. Na sexta-feira à noite, a CVM barrou o pedido de um grupo de minoritários, liderados pela Capital Fund, que queria adiar a assembleia. No caso dos minoritários, eles entendem que a relação de troca não é justa e também acusam a Valepar de estar usando táticas coercitivas, impedindo que os acionistas preferencialistas pudessem tomar uma decisão livre e autônoma. A CVM, porém, rejeitou o pedido, entendendo que não foi possível formar convicção suficiente de que algo irregular estaria acontecendo.

A CVM não conseguiu confirmar ao Estado, no fim de semana, se havia recebido questionamentos por parte dos participantes dos fundos de pensão. Procurados, Petros e Funcef não quiseram comentar o assunto. No caso da Petros, o conselho fiscal pediu explicações sobre a operação e só vai receber os dados em julho, ou seja, após a assembleia de acionistas.

No caso da Funcef, a diretora de previdência da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Fabiana Matheus, diz que foram feitos vários pedidos para entender a operação, sem respostas. Segundo Fabiana, as informações que obtiveram foi com representantes da Previ. Ela diz que, por essas informações, a operação parece vantajosa, já que a relação de troca daria 7% mais ações ao fundo, haveria migração da empresa para o Novo Mercado e daria liquidez aos fundos para sair do investimento Vale. Hoje, as ações da Vale estão entre os principais investimentos dos fundos de pensão. “Mas qualquer decisão sobre esse investimento deveria ser precedida de uma consulta aos participantes do fundo.”

A Fenae não questiona a operação, mas critica a transparência da Funcef, que não teria entregue aos participantes informações sobre a mudança que vai ocorrer num dos principais investimentos do fundo. Já os participantes que questionam a operação em órgãos oficiais dizem que o fundo perderá com a operação, já que vai abrir mão do controle sem uma garantia de que a migração da empresa para o Novo Mercado trará ganhos para a empresa no futuro.

O diretor de relações com investidores da Vale, André Figueiredo, diz que a legislação impede que se faça projeções futuras, mas diz que foi feito um histórico de empresas que passaram pela migração ao Novo Mercado, onde existe mais governança, e que o ganho médio dessas empresas foi de 20%.

Fonte: Estadão, 26/06/2017

Governo deve apresentar hoje proposta de concessão da Norte-Sul

O governo federal, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos, deve apresentar hoje o seu estudo final sobre a concessão de um trecho de 1.537 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP).

O vencedor deve ser quem apresentar o maior valor de outorga e o prazo de concessão será de 30 anos, que podem ser prorrogáveis por mais 30.

De acordo com o que a revista EXAME publicada no último dia 15 apurou, o valor do contrato deve ser de 10,4 bilhões de reais, além de um investimento de 2,2 bilhões de reais em frota. A outorga deve ficar em 1,5 bilhão.

Ainda de acordo com EXAME, a estatal russa RZD, que tem interesse na concessão, estima que ainda teria que investir 1 bilhão de reais em pátios, sinalização e reparos caso ganhe a licitação.
Uma parte da ferrovia está pronta desde 2014, mas precisa de reparos, e o restante deve ser terminado em breve. O governo pretende entregar a obra completa.

Para isso, o Ministério dos Transportes está investindo R$ 505 milhões para conclusão do trecho este ano e mais R$ 360 milhões para 2018. Além da RZD, também demonstraram interesse na operação da Norte-Sul a VLI, a MRS Logística e a chinesa CCCC.

A partir de agora, entre 20 de julho e sete de agosto, o governo vai realizar audiências públicas para debater o projeto antes de fechar o edital. Serão cinco encontros, em Goiânia (GO), Palmas (TO), em Uberlândia (MG), em São Paulo (SP) e em Brasília (DF). O edital deve ser apresentado em novembro e o leilão está previsto para acontecer no dia 15 de fevereiro de 2018.

O sucesso no edital, no entanto, depende de um ponto que ainda não ficou claro. Uma vez que a ferrovia fica no interior, o interesse das operadoras ferroviárias vai depender do acesso que seus trens terão às malhas que levam até o porto de Santos, em São Paulo, comandadas pela Rumo, e Itaqui, no Maranhão, operada pela VLI, da Vale.

Uma cláusula que obrigaria o pagamento pelo uso das malhas da concorrência mesmo que não haja demanda suficiente pode diminuir o interesse na concessão, uma vez que a vencedora já terá que arcar com o risco de não ter carga suficiente para dar conta dos próprios investimentos. O governo acredita que isso será resolvido durante as audiências públicas.

Fonte: EXAME, 23/06/2017

Amigos do Trem lança projeto Ferrovia Escola

A empresa “Amigos do Trem” está lançando um projeto chamado Ferrovia Escola, que visa parcerias técnicas e convênios técnicos educacionais para investidores além do desenvolvimento de produtos e sistemas.

O projeto prevê também a realização de turismo ferroviário, cursos, pesquisas aplicadas e consultorias para empreendimentos, produtos e serviços em inovação tecnológica ferroviária.

Mais informações podem ser encontradas em www.acessotecnologico.com.br/amigosdotrem.

Fonte: ABIFER, 23/06/2017

Comissão da Alerj e Movimento Preservacionista promovem encontro

A Comissão Especial dos Trens Metropolitanos e Regionais da Alerj e grupos preservacionistas estarão reunidos no próximo sábado (24), às 9 horas na Câmara Municipal de Magé.

O objetivo é traçar estratégias para levar adiante e concretizar ações sobre o Projeto de Lei 1252/2012 que cria o Programa Estadual de Recuperação da Malha Ferroviária com objetivos turísticos.

Na opinião do Movimento Ferrovia Viva, uma proposição merece atualizações em face as atuais realidades de trechos ferroviários e priorizações de trechos, em função de potenciais demandas.

Para esse encontro foram convidados os prefeitos de Magé, Guapimirim, Itaboraí, Tanguá, Rio Bonito e Duque de Caxias.

Fonte: Movimento Ferrovia Viva, 21/06/2017

Argentina contrata brasileira para modernizar ferrovias

A empresa estatal Trenes Argentinos Cargas acaba de inaugurar um novo Centro de Controle de Tráfego que lhe permite monitorar, em tempo real, o posicionamento dos trens e sua velocidade ao longo de 9 mil quilômetros de vias, bem como a autorizar a circulação e ativar a frenagem automática das composições em caso de emergência.

O projeto faz parte da política de modernização da malha férrea argentina e contou com investimentos da ordem de 128 milhões de pesos argentinos (ou cerca de 8,2 milhões de dólares). O desenvolvimento e implantação foram conduzidos pela Trenes Argentinos Cargas com tecnologia da empresa brasileira ART – ART Rail Technology.

Para conquistar o contrato, a brasileira saiu vencedora de uma licitação internacional envolvendo alguns dos maiores players globais do setor de tecnologia ferroviária.

A instalação do Centro de Controle integra um ambicioso plano de modernização da malha ferroviária encampado pelo Governo da Argentina, que têm previsão de investimentos da ordem de 14 bilhões de dólares até 2023. Neste projeto específico, a ART atua como fornecedor “turn key”, isto é, com responsabilidade pela entrega de um pacote completo de serviços e soluções cobrindo todas as etapas de concepção e execução do projeto, bem como sua manutenção posterior.

A cerimônia de inauguração, ocorrida no início de junho, contou com a presença do Ministro dos Transportes da Argentina, Guilhermo Dietrich. Ele destacou a ativação do Centro de Controle como mais uma etapa na valorização do modal ferroviário por parte do Governo Argentino.

“Este sistema é parte do nosso compromisso de reativar as ferrovias de cargas, após décadas de desinvestimentos. Estamos levando adiante também a renovação de 1600 km de vias para beneficiar as províncias do norte argentino e para reativar as economias regionais”, afirmou Guilhermo Dietrich.

As três linhas ferroviárias atendidas pelo Centro de Controle de Tráfego percorrem 17 províncias argentinas, com mais de 9 mil quilômetros de vias. Antes, esta estrutura funcionava com antiquados e caros sistemas de comunicação por satélite ou dependiam do uso de ligações de celulares para a comunicação com os condutores para consultá-los sobre o posicionamento do trem ao Centro de Comando; um sistema sujeito a falhas de sinal ou de comunicação.

Fonte: Porto Gente,  20/06/2017

ANTT consulta leilão de ferrovia em Estrela

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai abrir no dia 27 de junho processo de consulta pública sobre as minutas de edital e contrato e os estudos técnicos da concessão à iniciativa privada do trecho ferroviário entre os municípios de Porto Nacional, no Estado de Tocantins, e Estrela d’Oeste, no Estado de São Paulo. Os interessados poderão enviar contribuições até o dia 11 de agosto.

De acordo com aviso publicado no Diário Oficial da União (DOU), a consulta também promoverá sessões públicas nos meses de julho e agosto. Ao todo, serão cinco audiências presenciais: em Goiânia (GO), Palmas (TO), Uberlândia (MG), São Paulo (SP) e Brasília (DF).

As informações e os documentos da consulta estarão disponíveis no site da ANTT.

Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou nesta segunda-feira, 19, seu perfil no Twitter para afirmar que a definição de regras para concessões e privatizações “está avançando”.

Ele citou oportunidades em projetos nas áreas de energia, petróleo, rodovias e ferrovias, com regras claras para os investidores.

“O governo prevê leilões de exploração de petróleo para 2017, 2018 e 2019. Haverá previsibilidade para os investidores”, disse o ministro na rede social. “É essencial atrair capital privado para aumentar investimentos em infraestrutura. O BNDES continuará com papel relevante no financiamento”, completou.

No último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, publicado no fim de maio, a equipe econômica projetou uma arrecadação de R$ 27,951 bilhões em concessões em 2017.

Fonte: Diário da Região, 20/06/2017