VLT carioca chega à Central do Brasil

O VLT Carioca está iniciando os testes do trecho Central do Brasil-Rodoviária, de 5 quilômetros. A operação desse pedaço começa em outubro. Além de significar a conclusão da Linha 2 (Rodoviária-Praca XV), o trecho faz o bonde passar perto de estações de barcas, trem, metrô e pontos de ônibus. Depois disso, faltará apenas terminar a parte da Av. Marechal Floriano, a Linha 3, ligando a Central à Av. Rio Branco. Essa ficou para 2018. Vamos torcer, vamos cobrar.

 

Fonte: ANPTrilhos, 31/08/2017

 

Justiça ordena reparos na Estação da Leopoldina

RIO – Por trás das pichações e da falta de conservação, ainda dá para ver – ou pelo menos imaginar – a beleza do prédio da antiga Estação Ferroviária Barão de Mauá, conhecida como Leopoldina. Inaugurada em 1926, a construção, que vem se deteriorando ano após ano, está no meio de uma disputa judicial: estado, União e SuperVia brigam para decidir quem deve arcar com a restauração do imóvel. Esta semana, o imbróglio teve mais um capítulo: dois desembargadores do Tribunal Regional Federal do Rio anularam a sentença da que havia condenado a SuperVia a fazer os reparos no prédio histórico.

Em sua decisão, o relator Luiz Paulo da Silva Araujo Filho, cujo voto foi seguido por outro magistrado, determinou que a concessionária instale suportes na marquise externa, para evitar seu desabamento, e que a União e o estado instalem redes de contenção na fachada, a fim de impedir a queda de reboco, além de restaurar o prédio.

AGU VAI RECORRER DA DECISÃO

A União e o estado, considerados os donos da Estação da Leopoldina, deverão iniciar as obras de restauração do prédio em 30 dias. As ações emergenciais, no entanto, devem começar em apenas dez dias, a partir da citação, sob risco de multa diária de R$ 10 mil. Mas novas reviravoltas envolvendo a estação são aguardadas: um terceiro desembargador pediu vistas do processo.

A SuperVia informou que já começou a cumprir a determinação da Justiça. O governo do estado por sua vez, disse, por meio de nota, que a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) já contratou o serviço de colocação de rede de contenção para a fachada. Já a Secretaria de Patrimônio da União informou que acionou a Advocacia Geral da União (AGU) para recorrer da decisão.

ESPAÇO É TOMBADO

Em janeiro, a 20ª Vara Federal do Rio havia condenado a SuperVia a reparar e restaurar a Estação da Leopoldina, bem tombado pelo estado. De acordo com a sentença, caso as obras não começassem em seis meses, a concessionária estaria sujeita a uma multa diária de R$ 30 mil, limitada ao teto de R$ 20 milhões. Se houvesse descumprimento, a União e o estado deveriam iniciar as obras em seis meses, sob pena da mesma multa. A SuperVia recorreu da decisão e, em abril, obteve uma liminar.

A concessionária alega ser responsável apenas por plataformas, gare (pátio central, onde ficam as bilheterias) e salas no andar térreo. E que a União e o estado, sustenta a SuperVia, como proprietários da construção, deveriam fazer a manutenção do restante do edifício.

Segundo o pesquisador e engenheiro ferroviário Antonio Pastori, vice-presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, com a privatização do sistema, em 1996, a Leopoldina deixou de receber trens de passageiros. Aos poucos, disse Pastori, a estação foi sendo abandonada e perdeu também os trens de carga. Em 1998, o trem de prata, que ligava o Rio (saindo da Leopoldina) a São Paulo, fez sua última viagem.
Fonte: O Globo, 31/08/2017

Pezão libera vagões femininos do metrô e da Supervia para mulheres trans

RIO – O governador Luiz Fernando Pezão decidiu nessa quarta-feira permitir o acesso de mulheres transgênero nos vagões femininos dos trens da Supervia e do metrô. A decisão consta de um decreto de Pezão que regulamenta uma lei estadual que criou os vagões femininos nos horários de rush (das 6h às 9h e das 17h às 20h) nos dias úteis. “Determina-se que o carro exclusivo para mulheres será usado apenas por mulheres e/ou pessoas que exercem a identidade de gênero feminino”, diz um trecho do decreto.

Segundo o decreto, a SuperVia e o MetrôRio deverão veicular campanhas publicitárias educativas (por avisos sonoros, comunicação visual e vídeos) nas estações e nos trens, a fim de informar sobre a exclusividade dos vagões. As concessionárias terão o prazo de até seis meses para implementar, os procedimentos estabelecidos.

A fiscalização será feita pela PM nas plataformas das estações e nas composições das concessionárias. Na hipótese de ingresso e permanência indevidos, o usuário será, primeiramente, notificado. Caso insista na irregularidade, ele receberá multas cumulativas que variam de R$ 185,27 a R$ 1.156,34. As receitas arrecadas pelas multas serão revertidos para as delegacias especializadas de Atendimento à Mulher e ao fundo da PM.

A assessora parlamentar trans, Lana de Holanda, considerou que a medida é importante para a inserção de pessoas que se identificam com o gênero feminino. Funcionária do gabinete da vereadora Marielle Franco (PSOL), ela contou que até agora nunca usou o vagão feminino.

— Preferi não tentar. Eu não sabia qual poderia ser a reação das mulheres com a minha presença. Também quis evitar constrangimentos se um segurança resolvesse barrar minha entrada no vagão. É importante um governo reconhecer nossos direitos — disse Lana

O decreto também abre a possibilidade de pessoas do sexo masculino entrarem nos vagões. Poderão embarcar crianças de até 12 anos desde que acompanhadas por mulheres; homens que forem acompanhantes de mulheres portadoras de deficiência; agentes de segurança e policiais, desde que estejam uniformizados. Também é aberta exceção para profissionais de saúde para prestar atendimentos de emergência.

Fonte: O Globo, 30/08/2017

 

Justiça declara Estado e União como proprietários da Leopoldina

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região publicou acórdão que define as responsabilidades sobre o prédio da estação Barão de Mauá, também conhecida como Leopoldina. O acórdão é assinado pelo desembargador Luiz Paulo da Silva Araujo Filho.

Pela decisão, o Estado (através da Central Logística) e a União são proprietários do imóvel.

Ainda segundo a decisão, a SuperVia é responsável, conforme o contrato de concessão, pela gare (piso de embarque da estação) e pelo pátio com 4 plataformas de embarque. Devido ao estado do imóvel, o desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho determinou duas medidas emergenciais.

À SuperVia caberá a colocação de suportes na marquise externa a fim de evitar seu desabamento, sem prejuízo do acesso à estação. O prazo para início da colocação do suporte é de 10 dias.

Por sua vez, o Estado (através da Central Logística) e a União devem promover a colocação de rede de contenção na fachada do prédio, a fim de impedir eventual desprendimento de reboco. O prazo para início da colocação da rede de contenção também é de 10 dias. Os trens pararam de utilizar a estação Barão de Mauá em 2001.

Fonte: SuperVia, 30/08/2017

Ferrovia Oeste-Leste está na lista de acordos com chineses

Entre os “bons acordos e bons investimentos” que o presidente Michel Temer espera trazer da China, está a consolidação do interesse dos asiáticos na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Está prevista a assinatura de um memorando de entendimento entre empresas chinesas e o governo da Bahia para tocar o empreendimento. O documento não é um compromisso de investimento, mas reflete o interesse das partes envolvidas no negócio.

Os chineses querem participar da construção da linha, que atravessa a Bahia, e do porto nas proximidades de Ilhéus (BA). Têm interesse também na exploração de minério de ferro na região de Caetité (BA), que será atendida pela ferrovia.

A outorga para exploração mineral pertence à Bahia Mineração (Bamin), empresa de capital cazaque que detém a licença para construir um terminal marítimo em Ilhéus. O governo baiano pretende instalar um porto público na mesma região.

Com 1.527 km e parcialmente construída com recursos federais, a Fiol não figurava entre os projetos mais “vendáveis” do governo. Além de não ter porto, está longe das regiões produtoras de grãos. Porém, ganhou importância porque coincide em parte com uma prioridade dos chineses, a ferrovia Bioceânica.

A Bioceânica foi anunciada em 2015 pela presidente Dilma Rousseff após acordo com os chineses. É um projeto orçado em US$ 70 bilhões, com traçado cortando o Brasil e o Peru para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. O Brasil desenhou um plano B: construir, com os chineses, a parte brasileira da Bioceânica, com interesse na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), projeto que atravessa o Mato Grosso. Segundo fontes do governo, os chineses aceitam, desde que esse projeto esteja acoplado à Fiol.

Fonte: Estadão, 30/08/2017

Novo trem supersônico

Um trem de velocidade quase supersônica. Esse é o XP-1, que, no início de agosto,  realizou seu segundo teste. A startup norte-americana Hyperloop One, desenvolvedora do projeto, planeja a realização de uma viagem inaugural para 2021. O trem é um sistema de transporte que funciona em uma espécie de cápsula de alumínio que circula dentro de tubos pneumáticos e pode atingir a marca dos 1.200 km/h. Ele mantém-se no ar graças a um sistema de suspensão magnética. A ideia do Hyperloop foi lançada em 2013 pelo empresário Elon Musk, fundador da fabricante de automóveis elétricos Tesla e da empresa aeroespacial SpaceX, mas atualmente é desenvolvida por empresas sem vínculos com ele

Foto: Hyperloop divulgação

Aportes

A Hyperloop One já está em contato com vários governos e sócios em potencial, explicou o diretor da startup, que já angariou U$$ 160 milhões (cerca de R$ 496,7 milhões) de diversos investidores, dentre eles, a empresa de ferrovias francesa SNCF.

“É provável que os primeiros hyperloops circulem antes no exterior”, e não nos Estados Unidos, apontou Pishevar. “A velocidade de funcionamento de outros governos é uma vantagem”, acrescentou.

A empresa pediu contribuições para planejar linhas futuras: Orlando-Miami (410 km) em 26 minutos, Chicago-Pittsburgh (785 km) em 47 minutos ou, na França, Bastia-Bonifacio (150 km) em 14 minutos, por exemplo.

Viagens mais baratas que a concorrência

Apesar de parecer muito mais avançada, a Hyperloop One não é a única companhia no mercado de trens de altíssima velocidade e suspensão magnética, também conhecida como levitação magnética. A Hyperloop Transportation Technologies (HTT) e a The Northeast Smaglev, outras duas startups, também desenvolvem seus próprios projetos.

Shervin Pishevar, cofundador da Hyperloop One, garantiu que sua tecnologia, em comparação às outras, garantirá um serviço “mais barato para os usuários que qualquer sistema existente”, citando em particular os trens de alta velocidade que já circulam no mundo. “Queremos que seja democrático, que esteja ao alcance de todos”, diz.
A ideia do hyperloop foi lançada em 2013 pelo empresário Elon Musk, fundador da fabricante de automóveis elétricos Tesla e da empresa aeroespacial SpaceX, mas atualmente é desenvolvida por empresas sem vínculos com ele.

Fontes: O tempo e CNT, 28/08/2017

Você conhece o Termo de Reciprocidade entre engenheiros do Brasil e Portugal?

O termo de reciprocidade firmado entre o Confea e Ordem de-Engenheiros de  Portugal-OEP é um acordo de 2015 mas poucos profissionais sabem que ele existe. A assinatura desse termo foi possível pelo empenho dos engenheiros:

Luiz Alexandre Mosca, Evaldo Valladão Pereira e  Reynaldo Barros, Presidente do CREA-RJ.

Para saber como funciona, você deve acessar o site do CREA-RJ pelo link https://www.crea-rj.org.br/termo-de-reciprocidade-firmado-entre-confea-e-ordem-de-engenheiros-de-portugal-oep/

Sendo do seu interesse, você deve preencher no site do CREA RJ o formulário.    

Estado estuda como atrair passageiros para Linha 4 do Rio

A Linha 4 do metrô, que liga Ipanema à Barra, um dos principais legados da Olimpíada, amarga uma triste marca: com capacidade prevista para 300 mil passageiros por dia, o sistema tem atraído apenas a metade. Diante da baixa procura, a Secretaria estadual de Transportes e a concessionária Metrô Rio estudam medidas para encher os vagões. Um dos grandes entraves do transporte é o valor da tarifa, mas as autoridades não admitem, até agora, qualquer tipo de redução.

Desde que a Linha 4 foi aberta ao público em geral, em setembro do ano passado, logo após o fim dos Jogos, a concessionária e o BRT fizeram um acordo para oferecer desconto aos passageiros que usam os dois transportes. Em vez do valor cheio de R$ 8,10 (R$ 4,30 do metrô mais R$ 3,80 do BRT), o usuário da integração paga R$ 7 — um desconto de R$ 1,10. Ainda assim, a tarifa seduz pouco, uma vez que há linhas de ônibus que fazem o mesmo trajeto (Barra-Ipanema) por um valor menor: R$ 3,80.

DESCONTO, SÓ COM SUBSÍDIO

De metrô, o percurso é feito em cerca de 15 minutos, mas, em tempo de crise, a população está preferindo perder mais tempo no trânsito a desembolsar quase o dobro.

A redução do valor do bilhete poderia atrair mais passageiros, mas o BRT já adiantou que isso só seria possível com a ajuda do governo: “A integração entre os modais é resultado da renúncia das receitas das concessionárias envolvidas na operação. Com a perda diária de passageiros, a política de integração só tem condições de avançar se ocorrer o subsídio público”.

Para atrair mais usuários, a Secretaria estadual de Transporte informou que está estudando integrar outros transportes com a Linha 4. Hoje o Bilhete Único municipal não faz integração com o metrô. A Metrô Rio descarta a possibilidade de oferecer descontos, porque “o valor da tarifa está previsto no contrato de concessão e, portanto, não é determinado pela empresa”.

Fonte: O Globo, 25/08/2017

PM e Guarda Municipal vão atuar contra camelôs em trens e metrô

Na tentativa de coibir o crescimento do comércio irregular de ambulantes dentro dos vagões dos trens da SuperVia e do metrô, a Secretaria estadual de Transportes vai permitir que agentes de segurança das concessionárias recolham as mercadorias e as entreguem à Guarda Municipal ou à Polícia Militar. Essa medida já vinha sendo estudada pelo governo desde o mês passado, como foi antecipado pelo GLOBO. Antes, os funcionários só podiam retirar os ambulantes dos vagões, quando houvesse flagrante.

A resolução, assinada nesta quinta-feira pelo secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, e que deve ser publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial, determina que as apreensões deverão ser feitas mediante a emissão de um termo de retenção em três vias, que serão entregues ao infrator, ao destinatário final do material apreendido e à concessionária. O documento deverá conter as identificações do agente responsável e do ambulante, além da descrição detalhada dos objetos recolhidos.

– Além de coibir a venda de produtos duvidosos dentro dos trens da SuperVia e do metrô, queremos preservar a segurança dos passageiros – afirmou Rodrigo Vieira.

A resolução se baseia no artigo artigo 60 do decreto estadual nº 2.522/79, que institui as atribuições das equipes de segurança nas áreas de serviços do transporte metroviário.

Apesar de a resolução entrar em vigor a partir desta sexta-feira, ainda não há um prazo para que as equipes de segurança comecem a agir. Em nota, a SuperVia informou que não está preparada para executar a tarefa e que vai avaliar a portaria. Já a concessionária Metrô Rio disse que vai seguir o que determina a portaria, assim que ela for publicada.

Há duas semanas, a concessionária iniciou uma campanha educacional contra a venda de produtos, espalhando cartazes pelas estações e composições. “Não colabore com o comércio ilegal dentro do metrô. Você pode estar comprando mercadoria falsa, vencida ou de origem irregular. Seja consciente. Não financie o que é ilegal. Para sua conveniência, o metrô dispõe de lojas e quiosques nas estações”, diz a mensagem.

Como O GLOBO mostrou no início do mês, os ambulantes já ocupam até a Linha 4 do metrô, inaugurada no ano passado. De chocolates a eletrônicos, tudo era comercializado livremente dentro dos vagões.

A portaria diz que as mercadorias retidas deverão ser “entregues pela concessionária à autoridade competente em prazo razoável”, mas nem a Guarda Municipal nem a Polícia Militar foram avisadas sobre a nova medida. A Guarda informou, em nota, que não se pronunciaria porque ainda não foi comunicada. Já a Polícia Militar destacou que vai analisar a nova medida.

Fonte: Extra, 25/08/2017