Moreira Franco quer fechar acordo de ferrovia com a Vale

SÃO JOÃO DA BARRA – O ministro-chefe da secretaria da Presidência, Moreira Franco, disse nesta quarta-feira esperar fechar ainda durante o governo de Michel Temer uma parceria público privada com a Vale para a construção da ferrovia que ligará Vitória ao Estado do Rio de Janeiro.

– Espero concluir as negociações ainda no seu governo (Temer) com a Vale para construir a ferrovia que vai ligar o Rio de Janeiro, passando pelo Comperj, vindo até aqui (São João da Barra), começando em Vitória – destacou.

Moreira Franco destacou que, devido às muitas conversas já realizadas com a Vale, será possível fechar essa parceria já no próximo ano.

– Ferrovia é irmã siamesa de porto, um legado que vai ficar na política ferroviária do seu governo, e que vai acabar definitivamente com essa característica que marca a ferrovia brasileira, porque nossas ferrovias vão de lugar nenhum a coisa nenhuma – criticou Moreira Franco.

Moreira Franco participou da solenidade de assinatura do decreto que criou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Porto do açu, em São João da Barra, norte fluminense.

Fonte: O Globo, 27/12/2017

Excursão: A Aenfer leva você a Capitólio-MG

Roteiro: Circuito Serra da CanastraCapitólio com Passos e pernoite em Tiradentes/São João Del Rey – MG

Saída: 20 de Abril de 2018 – Sexta feira Retorno: 26 de Abril de 2018 – Quinta feira
Duração: 07 dias e 06 noites

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*Roteiro

 

20/04 – Sexta feira – Rio de Janeiro x Tiradentes

 

Saída pela manhã em confortável ônibus de turismo Semi leito com ar-condicionado com destino a Tiradentes/MG. Será oferecido um delicioso serviço de bordo especializado. Até nosso destino teremos parada técnica. Ao curso de nossa viagem teremos a bordo do nosso ônibus, filme, sorteios, música entre outras atividades. Almoço em Tiradentes. Tarde e Noite Livres. Hospedagem em Tiradentes, Almoço.

 

21/04 – Sábado – Tiradentes x Capitólio

 

Após o café sairemos para nossa viagem até Capitólio o Mar de Minas. Chegada prevista para inicio da tarde. Tarde e noite livres. Café da Manhã, Almoço e Jantar.

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22/04 – Domingo – City Tour em Capitólio

 

Após o café sairemos para um passeio por Capitólio, conhecendo a cultura local e visitando os pontos turísticos, também as lojinhas de Artesanatos, alambique, queijos e doces.  Café da Manhã, Almoço e Jantar.

 

 

23/04 – Segunda feira – Capitólio x Passos

 

Saída após o café da manhã para visita a cidade de Passos, nela encontramos a Rua da Moda, são 2 km de rua com lojas para compras. Após chegada o grupo ficará livre no hotel para atividades independentes. Café da Manhã, Almoço e Jantar.

 

24/04 – Terça feira – Passeio de Chalana pelos Cânions no lago de Furnas

CAPITOLIO

Após o café da manhã sairemos para um belíssimo passeio de Chalana pelos Cânions até o Lago de Furnas com parada para banho com visual de filmes e para belas fotos. Café da Manhã, Almoço e Jantar.

 

25/04 – Quarta feira – Capitólio x Tiradentes

 

Saída após o café da manhã com destino a cidade de Tiradentes, almoço em Tiradentes e tempo livre para curtir essa bela cidade mineira. Tarde e noite livres. Café da Manhã e Almoço.

 

26/04 – Quinta feira – Tiradentes x Rio de Janeiro

 

Manhã livre para atividades independentes. Sairemos da Pousada as 11h30 com parada para almoço na saída de Tiradentes. Após almoço inicio da viagem com destino ao Rio de Janeiro. Café da Manhã e Almoço

 

Previsão de Chegada ao Rio de Janeiro as 20h00

 

 

As atividades poderão sofrer alterações nos dias de acordo com atrativos e condições climáticas.

 

 

 

 

Pacote inclui:

 

  • Passagem em confortável ônibus de turismo Semi-leito com ar-condicionado, Mantas, Travesseiros e descanso de panturrilhas – estilo dois andares
  • Serviço de bordo com bebidas frias e quentes
  • 06 cafés da manhã no Hotel/pousadas
  • 04 pernoites no hotel Engenho da Serra & EcoResort
  • 02 pernoites na região de Tiradentes e São João Del Rey
  • 11 Refeições
  • Brinde de viagem
  • Guia de Turismo acompanhante Embratur
  • Passeio de Chalana pelos Cânions e Lago de Furnas (embarcação típica da região)
  • City Tour em Capitólio
  • Visita a Passos cidade da moda

 

 

 

 

Este Programa não inclui:

 

  • Passeios opcionais não descritos como inclusos no roteiro
  • Todo o tipo de bebida ou alimentação não descrita no Roteiro

 

 

 

 

 

 

Passeios opcionais:

 

  • Lancha com saída do hotel
  • Tour até a Serra da Canastra onde se encontra a nascente do Rio São Francisco
  • passeio de Jipe 4×4 ao Morro do Chapéu / Paraíso Perdido / Trilha do Sol e Cachoeira.

 

 

Pacote Rodoviário em ônibus tipo dois andares

 

Valor do pacote por pessoa: 2.658,90 no cartão – parcelamos em 8x

Valor por pessoa: R$ 2.334,00 no dinheiro – à vista ou parcelado de Janeiro a Abril através de depósito nas contas abaixo.

 

Local de Saída na Tijuca Praça Afonso Pena (estação do metrô) as 07h00 – Munidos de documento de identidade ORIGINAL o mesmo informado para reserva. Previsão de tempo da viagem com parada para almoço – 05h00

Parada Técnica em Três Rios – previsão para 09h00/09/30

Parada para Almoço prevista para 13h00 no dia 20.04

* Pacote esgotado

Metrô já vende cartões do Réveillon

Rio – O MetrôRio já está vendendo os cartões especiais para o Réveillon. A R$ 4,30 (ida ou volta), são 153 mil de bilhetes disponíveis. Para a ida, os usuários podem escolher cinco faixas de horário (de 19h até 0h) e devem comprar o cartão correspondente ao período em que pretendem realizar a viagem. A volta não tem horário fixo, de 0h a 5h.

Segundo o MetrôRio, até 25 de dezembro os bilhetes são vendidos apenas nas estações Pavuna, Uruguai, Central, Carioca, Glória, Siqueira Campos e Jardim Oceânico. A partir do dia 26, compra só poderá ser nas estações Pavuna, Uruguai, Central, Carioca, Glória e Jardim Oceânico bilheterias funcionam de 10h às 21h.

A concessionária esclarece que no dia 31, a partir das 19h, não serão aceitos os cartões unitários e pré-pago. Também não serão válidos cartões da RioCard (Bilhete Único e Vale-Transporte), exceto nas estações General Osório, Cantagalo e Siqueira Campos, onde esses cartões serão aceitos até as 23h59m. Os cartões unitário e pré-pago do MetrôRio e os da RioCard voltarão a valer a partir das 7h do dia 1º de janeiro.

Ainda conforme a concessionária, no dia 31, a transferência entre as Linhas 1 e 2 será nas estações do trecho compartilhado (de Botafogo à Central). Às 19h, terá início a Operação Especial de Réveillon. A partir desse horário, usuários da Linha 2 poderão seguir da Pavuna até Jardim Oceânico sem necessidade de trocar de trem.

Fonte: Metrô Rio, 22/12/2017

Ministro diz que governo vai acelerar investimentos em ferrovias em 2018

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou nesta quarta-feira (20) que o governo federal se dedicará em 2018 mais intensamente à criação de parcerias com o setor privado para destravar a malha ferroviária do país. De acordo com ele, o objetivo é fazer uma “entrega robusta” de projetos que tragam investimento em ferrovias para que o escoamento da produção agropecuária brasileira possa ocorrer com menos custos logísticos.

“Nós precisamos, no ano que vem, nos dedicar obcecadamente para a questão ferroviária. O Brasil não pode mais continuar com o sistema ferroviário que tem. O custo que isso provoca, o dano que isto causa à nossa principal sustentação econômica que é o agrobusiness, é brutal. Se nós não tivéssemos uma produtividade altíssima, pelas perdas que o setor tem no transporte dos seus produtos, que chega a cifras astronômicas, se não fosse a produtividade brutal, nós não seriamos competitivos como somos”, afirmou o ministro.

Moreira Franco concedeu entrevista coletiva para apresentar um balanço do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), lançado no ano passado para viabilizar privatizações e demais concessões à iniciativa privada para empreendimentos em diversos setores. Segundo o ministro, garantindo uma melhor logística será possível trazer mais segurança ao setor agrícola.

“Temos que ter o compromisso do país. Esse compromisso agora é mobilizar toda nossa capacidade de trabalho, força, criatividade, de liderança do PPI para que possamos destampar essa perseguição, vamos dizer assim, demoníaca, que nos impede de ter uma estrutura ferroviária no Brasil”, explicou, complementando que, para o governo, as ferrovias e portos devem ser tratados como se fossem irmãos siameses porque precisam funcionar em sintonia.

Fonte: EBC Brasil, 20/12/2017 

Projeto de ferrovia ligando Brasil e Bolívia será apresentado

Será apresentado nesta terça-feira (19) na Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), em Campo Grande, o andamento do projeto da Ferrovia TransAmericana, que fará a integração de rotas entre Brasil e Bolívia, passando por Mato Grosso do Sul.

O evento contará com a participação do coordenador do projeto, Daniel Rossi, e do ministro-coordenador de Assuntos Econômicos para a América do Sul do Ministério de Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro.

Nascido de um consórcio formado por empresas que dependem do modal e estão interessadas em operá-lo, o projeto visa substituir a lacuna deixada após o término do contrato com a Rumo ALL, conectando a Malha Oeste à Ferroviária Oriental na Bolívia e sua possível conexão com a Ferroviária Andina, ligada aos portos do Oceano Pacífico.

“O que queremos é fazer um nivelamento de informações sobre o andamento da ferrovia entre governo, prefeitos, imprensa e a sociedade, pois esse projeto trata benefícios socioeconômicos para o Estado a longo prazo”, destaca o secretário da pasta, Jaime Verruck, ao afirmar que a ferrovia é eixo estruturante de desenvolvimento no Estado.

O projeto da Ferrovia TransAmericana se trata de um consórcio de empresas privadas formado pela Rumo – Malha Oeste, Transfesa e a empresa Hub Intermodal Três Lagoas, além da Ferroviária Oriental e da Ferroviária Andina, ambas da Bolívia, e da MP Trade, que conta com operação chinesa e brasileira.

Fonte: Campo Grande News, 18/12/2017

japonês solucionou um grande problema no trem-bala

Quando o trem-bala japonês atingiu uma velocidade de cerca de 270 km/h, a empresa responsável pelo sistema de transporte se viu diante de um problema. Os primeiros trens de alta velocidade faziam tanto barulho que causavam transtornos para a vizinhança. Foi então que um especialista buscou inspiração na natureza para resolver a questão.

Trem-bala fazia muito barulho ao sair dos túneis, o que era problema em zonas habitadas

Trem-bala fazia muito barulho ao sair dos túneis, o que era problema em zonas habitadas
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

 

Toda vez que o trem saía de um túnel, fazia um barulho tão alto que podia ser ouvido a 400 metros de distância.

O veículo comprimia o ar dentro do túnel de tal forma que, quando saía, produzia uma explosão sonora – problema considerável para as áreas residenciais próximas.

Mas, para a sorte da Japan Railway West (JR West), empresa responsável pelo sistema de transporte, um de seus engenheiros tinha um hobby que seria crucial para resolver a questão.

O engenheiro Eiji Nakatsu, ávido observador de pássaros, encontrou uma solução inspirada no voo do martim-pescador.

Parte dianteira do trem-bala é inspirada no bico do martim-pescador

Parte dianteira do trem-bala é inspirada no bico do martim-pescador
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

 

Nakatsu também corrigiu outros aspectos do projeto com base nas penas de uma coruja e no abdômen de um pinguim.

O trem modificado pelo engenheiro foi inaugurado em 1997 e, para comemorar o 20º aniversário de seu célebre design, Nakatsu participa de uma rodada de palestras em universidades dos Estados Unidos, lembrando a importância de observar e aprender com a natureza.

A primeira linha (Tokaido Shinkansen), que liga a capital Tóquio e a cidade de Osaka, foi inaugurada para os Jogos Olímpicos de 1964. Com cerca de 515 quilômetros, estima-se que ela tenha transportado mais de 4 bilhões de passageiros até 2010.

O sistema ferroviário no Japão é usado atualmente por cerca de 64 milhões de pessoas todos os dias.

Resolver o problema da explosão sonora era crucial para a Japan Railway West. E, para solucionar a questão, Nakatsu se baseou em suas próprias observações.

O engenheiro lembrava que quando o pássaro martim-pescador mergulhava em alta velocidade, saindo do ar, um fluido de pouca resistência, para outro 800 vezes mais denso, a água, quase não espirrava líquido.

O segredo está na forma aerodinâmica do seu bico.

Nakatsu projetou vários protótipos da parte dianteira do trem que foram testados em seu laboratório. E o protótipo que fez menos barulho foi justamente aquele que se parecia com o bico de um martim-pescador.

Corujas e pinguins

Outro fator que contribuía para o ruído era o pantógrafo ferroviário, mecanismo articulado na parte superior do trem que transmite energia elétrica.

O ar que passava pelo pantógrafo era deslocado, formando os chamados vórtices de Karman, padrões em redemoinho gerados quando uma camada de fluido é separada ao passar por um objeto, causando turbulência.

Nakatsu projetou então um novo pantógrafo, inspirado na forma das penas da coruja, ave conhecida por seu voo silencioso.

Penas dentadas da coruja permitem voo silencioso

Penas dentadas da coruja permitem voo silencioso
Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

 

As penas da coruja têm bordas irregulares que fragmentam o fluxo de ar que passa sobre elas, reduzindo o som.

O engenheiro também redesenhou a base do pantógrafo. Ele criou um novo modelo com base no abdômen liso de uma espécie de pinguim da Antártida, o pinguim-de-adélia, que desliza com uma resistência mínima na água.

Superfície lisa do corpo do pinguim-de-adélia também inspirou o engenheiro

Superfície lisa do corpo do pinguim-de-adélia também inspirou o engenheiro

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Biomimética

O novo trem-bala Shinkansen 500, projetado por Nakatsu, conseguiu alcançar uma velocidade de 320 km/h sem exceder o limite de 70 decibéis estabelecido pelo governo para áreas residenciais.

Duas décadas depois, essa versão do trem-bala é citada como um dos melhores exemplos de inovação inspirada na natureza ou biomimética, termo popularizado pela escritora americana Janine Benyus.

Ela publicou em 1997 um livro que marcou o início de uma nova era no design: Biomimética: inovação inspirada na natureza .

“Geralmente, quem projeta tudo ao nosso redor nunca foi a uma aula de biologia e, portanto, é realmente principiante na forma como a natureza funciona”, afirma Benyus no site do The Biomimicry Institute, instituto fundado por ela em 2006, com sede no Estado de Montana, nos Estados Unidos.

“Muitos designers observam o que outros designers fazem, mas com isso eles veem apenas tecnologias humanas.”

Formas e ecossistemas

Em vez disso, a biomimética propõe aprender com as formas da natureza, seus processos e ecossistemas.

Alguns exemplos desse design são substâncias adesivas inspiradas nas patas dos geckos (répteis escamados da família dos lagartos), materiais que são limpos com a chuva, como as folhas de uma flor de lótus, ou processos de produção em que não há desperdício como no ecossistema de uma floresta.

No caso do trem redesenhado por Eiji Nakatsu, o engenheiro não apenas reduziu o ruído, como também fez seu modelo ser 10% mais rápido e usou 15% menos eletricidade do que as versões anteriores.

E, como destaca o The Biomimicry Institute, a façanha foi possível graças às penas de uma coruja, ao abdômen de um pinguim e ao bico de um martim-pescador.

Fonte: Portal Terra, 01/12/2017

 

Trem que descarrilou viajava a 130 km/h em zona de 48 km/h

O trem de passageiros que descarrilou na segunda-feira ao fazer uma curva em uma nova rota no Estado norte-americano de Washington estava com mais do dobro do limite de velocidade quando vagões de passageiros caíram de uma ponte sobre uma rodovia, deixando ao menos três mortos.

O trem da empresa Amtrak estava inaugurando uma rota mais rápida de Seattle a Portland, no Estado de Oregon, quando 13 de seus 14 vagões saíram dos trilhos e caíram sobre uma importante estrada perto da cidade de DuPont.

Além das três mortes, cerca de 100 pessoas foram levadas para hospitais próximos, das quais 10 tinham ferimentos graves, disse a porta-voz da Patrulha Estadual de Washington, Brooke Bova, em coletiva de imprensa.

Sete outros veículos também se envolveram no acidente, e destroços da ponte ficaram espalhados pela estrada. Alguns motoristas ficaram feridos mas não morreram, disseram autoridades.

A Amtrak disse que haviam 86 pessoas a bordo do trem, das quais 80 eram passageiros.

Autoridades do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) disseram na noite de segunda-feira que um equipamento recuperado de uma locomotiva indicou que o trem estava viajando a 130 km/h, em uma zona de 48 km/h, quando saiu dos trilhos em uma curva que levava à ponte.

A porta-voz do NTSB, Bella Dinh-Zarr, disse a repórteres que é muito cedo para afirmar se a velocidade do trem contribuiu para seu descarrilamento.

Fonte: Portal Terra, 19/12/2017

SuperVia terá planejamento especial na madrugada do Ano Novo

A SuperVia preparou uma operação especial para atender os passageiros na madrugada do Réveillon. Em complemento à programação do dia 1º de janeiro, para atender o retorno das comemorações pela chegada do novo ano, serão oferecidos 24 mil lugares adicionais na madrugada do primeiro dia de 2018.

No total, serão dez viagens extras que partirão da Central do Brasil e atenderão a população com destino à Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste do Rio de Janeiro. As composições para o ramal Japeri partirão às 2h20, 3h, 4h e 5h. Já as viagens com destino ao ramal Santa Cruz serão realizadas às 2h40, 3h30, 4h30 e 5h30. Para o ramal Saracuruna, os trens irão partir às 3h30 e 5h. Todos os trens farão serviço parador e as viagens dos ramais Japeri e Santa Cruz atenderão as estações do ramal Deodoro.

As estações Central do Brasil e Madureira (que permitem integração com metrô e ônibus BRT) estarão abertas para embarque a partir das 1h50 e 2h20, respectivamente. A estação Madureira funcionará apenas com o acesso pelo mezanino de integração com o BRT. Durante a madrugada, as demais estações do sistema ferroviário estarão abertas apenas para desembarque de passageiros. Para evitar filas, a SuperVia orienta os passageiros a adquirirem as passagens de ida e volta conjuntamente.

Nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e durante o dia 1º de janeiro de 2018, os trens vão circular com a grade horária regular de domingos e feriados. Os passageiros podem programar seus trajetos utilizando a seção “Planeje Sua Viagem”, no aplicativo e no site da www.supervia.com.br, ou consultando o SuperVia Fone, no número 0800 726 9494 (24 horas). A operação nos dias 26, 27, 28 e 29 de dezembro seguirá de acordo com a programação de dias úteis.

Fonte: SuperVia, 19/12/2017

Construtora revela cartel em obras de metrôs de sete estados e do DF

BRASÍLIA – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu um processo administrativo para investigar possível cartel em projetos de infraestrutura de transporte de passageiros sobre trilhos, em especial metrô e monotrilho. A investigação, ligada à Operação Lava-Jato, envolve licitações públicas para a construção da linha 3 do metrô no Rio de Janeiro, além de obras na Bahia, Distrito Federal, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Há indicações de que pelo menos 19 empresas estejam envolvidas.

A investigação foi aberta com informações obtidas em acordo de leniência feito com a construtora Camargo Corrêa, executivos e ex-executivos da empresa. Por meio do acordo, as empresas confessam participação na conduta ilegal, fornecem informações e apresentam documentos para colaborar com a apuração do cartel.

A empresa indicou que a prática teria atingido 21 licitações públicas no Brasil e perdurou entre 1998 e 2014. O cartel teria envolvido nove empresas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca, Marquise, Serveng e Constran. Além disso, é possível que outras dez construtoras também tenham participado do conluio: Alstom, Cetenco, Consbem, Construcap, CR Almeida, Galvão Engenharia, Heleno & Fonseca, Iesa, Mendes Junior e Siemens.

As obras que teriam sido afetadas são, por exemplo, o metrô de Fortaleza, o metrô de Salvador, a Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro, a Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo, e duas obras para a Linha 2 – Verde de São Paulo. Há indícios de que também houve acordos anticompetitivos concluídos e implementados em 2008 que afetaram outras duas obras para a Linha 2 – Verde e Linha 5 – Lilás, ambas em São Paulo.

TATU TÊNIS CLUBE

A “primeira etapa” do cartel, entre 1998 e 2004, consiste na divisão de grandes projetos entre as três maiores empresas do ramo, Carmago Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. Segundo o Cade, o alvo eram obras que, “ considerando a elevada exigência técnica, as tornavam as únicas concorrentes viáveis para os certames”. Para o Conselho, em 2004 houve uma ‘consolidação’ da conduta, que durou até 2008. Nessa etapa, somaram-se ao cartel a OAS e a Queiroz Galvão. Nessa época, o grupo passou a adotar o condinome G-5 ou Tatu Tênis Clube. Cada executivo recebeu o codinome de um renomado tenista.

“Os signatários inferem que o título ‘Tatu’ possivelmente faz referência à máquina shield – grande diferencial de atestação no mercado de obras de metrô –, que é popularmente conhecida por ‘Tatuzão’, e que, naquele momento, apenas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão tinham atestação para operar o equipamento” explica o Cade.

O cartel envolvia os governos locais. Segundo os relatos feitos nos acordos de leniência, “as empresas financiavam em conjunto estudos de viabilidade ou mesmo a elaboração do projeto-base para as futuras obras como moeda de troca com governos locais”. A divisão dos futuros projetos entre as concorrentes ocorriam em reuniões presenciais.

“Para o agendamento das reuniões em que se discutiam licitações de metrô, os envolvidos valiam-se de códigos que objetivavam ocultar o caráter potencialmente ilícito desses contatos. A expressão ‘mercado’ era comumente utilizada para dissimular o agendamento de reuniões presenciais do cartel. Também eram utilizados os codinomes ‘G-5’, ‘Tatu Tênis Clube’ ou ‘TTC’ para identificar o grupo”, diz a nota do Cade.

Essas empresas do G-5 se alinhavam com outras empresas “com bom trânsito local, como a Carioca, a Constran, a Serveng e a Marquise, bem como com empresas responsáveis pela elaboração de projetos-base para o poder público, como a MWH e a TC/BR. O objetivo era compor um acordo em uma licitação específica e influenciar a adoção de conduta comercial uniforme entre as concorrentes.

O auge do cartel – chamado de “fase de implementação” pelo Cade – foi após 2008, em razão da grande quantidade de obras impulsionadas, em parte, pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Foi nessa etapa também que o cartel teve declínio por conta da competição de empresas estrangeiras e da dificuldade de encontrar consenso dentro do grupo. Além disso, muitos dos projetos que foram discutidos no âmbito do cartel não chegaram a ser efetivamente licitados ou tiveram suas licitações suspensas e não foram retomadas.

Houve, por exemplo, ao menos oito licitações realizadas entre 2008 e 2013 em que os acordos foram planejados, mas não chegaram a ser implementados por razões alheias ao cartel. São elas: projeto de trecho paralelo à Raposo Tavares (futura Linha 22) e projeto na região M’Boi Mirim, ambas no monotrilho de São Paulo; expansão dos metrôs de Brasília e de Porto Alegre; implantação dos metrôs de Belo Horizonte e de Curitiba; Linha 3 do metrô do Rio de Janeiro e Linha Leste do metrô de Fortaleza.

E, ainda, houve tentativa de conluio entre 2010 e 2014 para a Linha 15 – Prata – Expresso Tiradentes e Linha 17 – Ouro, ambas do monotrilho de São Paulo; Linha 15 – Branca – Trecho Vila Prudente/Dutra e Linha 6, ambas do metrô de São Paulo; e Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.

O julgamento final (na esfera administrativa) cabe ao Tribunal do Cade, que pode aplicar às empresas eventualmente condenadas multas de até 20% de seu faturamento. As pessoas físicas, caso identificadas e condenadas, ficam sujeitas a multas de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.

Fonte: Jornal Extra, 18/12/2017

Decretada morte do sistema ferroviário em Goiás

Com a recente notícia de que foi suspenso em Goiás o transporte de contêineres na Ferrovia Centro Atlântica, pode-se dizer que foi decretada a morte do sistema ferroviário no estado. O modal que nunca recebeu a devida atenção em Goiás, nas duas últimas décadas, agonizava e a fim, agora, bate as portas.

A Ferrovia Centro Atlântica é administrada pela empresa Valor Logística Integrado que é uma subsidiária da Vale. De forma unilateral, desrespeitando normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a empresa simplesmente encerrou este tipo de transporte.

Bastava observar por alguns minutos em pátios ferroviários como o de Anápolis, ou Leopoldo de Bulhões, ou ainda de Ipameri para perceber que há, sim, um grande volume transportado de cargas por meio de contêineres. Agora, o resultado é que mais carga terá de ser levada e trazida por meio das rodovias, o que pode encarecer o preço do frete e potencializar mais acidentes nas estradas.

Na ferrovia manterá apenas o transporte de bens agrícolas, ou seja, vai diminuir a quantidade de carga levada de Goiás para outras regiões ou recebidas de outras localidades para nosso estado. Não haverá a mesma regularidade, pois o transporte dependerá da safra de grãos.

Ainda será transportada uma pequena quantidade de combustível, um pequeno óleo grosso que chega a Goiânia. Com menor volume, no futuro, a empresa poderá dizer que o trecho não é lucrativo e encerrar as atividades em Goiás.

História

Vale ressaltar que, em 2005, em Goiânia, a empresa FCA, que antecedeu a VLI, mas que também é do grupo Vale, de forma unilateral suspendeu o transporte de uma série de materiais, incluindo trigo que era utilizado pela empresa Moinho Goiás. Com isso, trens passaram a circular somente até a entrada de Goiânia. Pouco tempo depois a União tomou a concessão naquele trecho e autorizou a Prefeitura de Goiânia a aproveitar o leito da ferrovia para construir a Avenida Leste Oeste.

Aos poucos a ferrovia morre, se as autoridades goianas não abrirem o olho, principalmente as que têm representatividade na conhecida “Região da Estrada de Ferro”, poderemos dar adeus a esta centenária estrada de ferro, em breve. A antiga Estrada de Ferro de Goyaz ficará em um tempo não muito distante, abandonada, como muitas ferrovias estão pelo Brasil afora.

Fonte: Diário de Goiás, 16/12/2017