SuperVia inicia planejamento especial de Carnaval com trens extras

A SuperVia dá início ao planejamento do Carnaval 2018 neste domingo (4/02), com esquema especial para o Bloco da Preta, que desfila no Centro do Rio de Janeiro. Durante todo o período de festa na cidade, desde o pré-Carnaval até os desfiles dos blocos no pós-Carnaval, a concessionária oferecerá um total de 182 mil lugares adicionais em 93 viagens extras.

Na manhã de domingo (4/02), serão oito viagens extras nos ramais Japeri e Santa Cruz para a ida ao Bloco da Preta, totalizando 16 mil lugares adicionais. A programação especial continuará com partidas extras para o desfile do Cordão da Bola Preta, no sábado de Carnaval (10/02) e, nas madrugadas dos dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro, em que serão realizadas viagens da Central do Brasil para os ramais Santa Cruz, Japeri e Saracuruna entre 0h e 5h25. Na operação das madrugadas, somente a estação Central do Brasil funcionará para embarque e todas as outras estações do sistema ferroviário funcionarão somente para desembarque de passageiros.

Na segunda-feira (12/02) e terça-feira (13/02), os trens vão operar com grade horária de domingo. Na segunda-feira, haverá acréscimo de viagens ao longo do dia.  Já na quarta-feira de Cinzas (14/02), a grade horária de referência será a de sábado, e também haverá partidas extras para esticar o término da operação comercial.

Quem ainda for curtir os blocos do pós-Carnaval também contará com planejamento especial. No sábado (17/02) e no domingo (18/02), serão oferecidas viagens extras para atender o público do Bloco das Poderosas e Monobloco.

A concessionária orienta que os passageiros consultem o site www.supervia.com.br, o aplicativo ou o SuperVia Fone, no número 0800 726 9494 (24 horas) para planejar suas viagens e tirar dúvidas sobre outros serviços.

Fonte: SuperVia, 30/01/2018

Transporte ferroviário: sul-mato-grossenses e bolivianos querem “dupla nacionalidade”

Autoridades sul-mato-grossenses e bolivianas trabalham para garantir a “dupla nacionalidade” do transporte ferroviário de carga, garantindo que trens transitem no território dos dois países. A permissão faz parte do projeto de integração da chamada ferrovia TransAmericana. O consórcio formado pelo governo do Estado, a Rumo-ALL e investidores internacionais finalizou o projeto da Ferrovia TransAmericana, que vai integrar as economias do Brasil e da Bolívia, passando por Mato Grosso do Sul, e garantir o transporte de até 20 milhões de toneladas de carga para exportação.

A primeira fase do projeto vai ligar o Porto de Santos a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, passando por Corumbá, Campo Grande e Três Lagoas. De acordo com secretário da Semagro, Jaime Verruck, o foco agora é garantir que trens bolivianos possam fazer o transporte de uréia até Campo Grande.

“A ferrovia já está operacional. A gente faz esse transporte três vezes por semana, mas, na verdade, com o transbordo em Corumbá”, explicou Verruck, em entrevista à reportagem do Capital News, nesta terça-feira (30). Em vez de fazer o transbordo na região do Pantanal, o insumo poderá ser trazido direto para Capital. A nova unidade da Coamo em Sidrolândia está entre os potenciais compradores da uréia produzida na Bolívia e o Estado deve ganhar com a arrecadação de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Quando estiver concluída, a ferrovia TransAmerciana vai permitir a ligação com o oceano Pacífico, garantindo o transporte de até 35 milhões de toneladas em commodities para a exportação. O benefício será a economia de mais de 20 dias no transporte marítimo dos produtos para países da Ásia, por exemplo, principais compradores do que é exportado por Mato Grosso do Sul.

Verruck detalhou ainda que já foi feito o pedido de prorrogação do tempo de concessão da Malha Oeste para Rumo-ALL e integra o consórcio que vai gerir o projeto de integração. “O contrato em vigor hoje tem mais 11 anos e nós pedimos, no âmbito da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], para mais 30 anos. Porque, com 11 anos, nós não conseguimos atrair investidores”, acrescentou. O consórcio precisa de investidores para garantir melhorias na malha ferroviária já existente para a construção dos trechos que vão garantir a ligação com o oceano Pacífico.

O projeto finalizado está sendo apresentado aos investidores e, até agora, há a indicação é a de que os aportes contem com capital alemão e chinês. A colaboração para o desenvolvimento de Brasil e Bolívia contam com o aval de tratado assinado pelos presidentes dos dois países, Evo Morales e Michel Temer.

A operação da TransAmericana reúne empresas como a Rumo-ALL – dona da concessão da Malha Oeste, Ferroviária Oriental (Bolívia), Ferroviária Andina (Bolívia), Transfesa, MP Trade (China/Brasil) e o Hub Intermodal Três Lagoas. O contrato de concessão será ainda usado como garantia para a atração de investidores de fundos internacionais.

Fonte: Capital News, 30/01/2018

Sem conciliar interesses, leilão de ferrovias não sairá do papel

Para destravar as concessões ferroviárias previstas para este ano, o governo federal precisará de um poder de mediação imenso. Com interesse das atuais concessionárias de malhas operantes se contrapondo aos pleitos dos futuros entrantes, empresários e especialistas estimam chances baixíssimas de levar a certame os três trechos previstos para 2018.

O primeiro trecho a ser licitado, segundo agenda do governo, seria parte da Ferrovia Norte Sul que envolve 1.537 quilômetros. “Não será fácil, porque ainda há muitas questões negociais que precisam ser resolvidas para que os contratos em vigor sejam prorrogados. Acredito que por força da complexidade e do que é preciso equacionar não será fácil realizar logo”, conta o sócio do escritório LL Advogados, Leonardo Coelho Ribeiro.

O trecho, que está 90% concluído, seria o mais atrativo para investidores, mas esbarra em uma polêmica. “Os contratos já firmados não tratam do ‘Direito de Passagem’, que dá ao novo concessionário garantia de acesso a pontos prioritários, como portos, onde outras empresas já operam”, disse o professor engenharia ferroviária, doutor em concessões públicas e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Jânio Messias Fagundes.

Para um ex-presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que falou ao DCI sob condição de anonimato, o modal ferroviário foi “esquecido” até 2010, quando o projeto do governo Dilma Rousseff, criou o que ele classificou como uma proposta “sem pé nem cabeça”. “A ideia, na essência, não era ruim, mas a execução foi desastrosa e afugentou investidores”, disse, se referindo ao papel central da estatal Valec nas concessões.

Agora, o desafio de trazer o capital estrangeiro é maior, mas não impossível. “Não há hoje no mundo opções de construção de ferrovias com tanto potencial. O capital estrangeiro quer vir para cá, mas a conciliação com os atuais administradores ferroviários é urgente”, completou o especialista, que hoje faz consultoria para multinacionais interessadas no setor.

A incógnita presidencial 

Outro assunto que domina o discurso é a corrida presidencial. Ainda com um cenário bastante nebuloso, a tendência é que o mercado aguarde o resultado das urnas para definir investimentos deste porte.

Alheio a essa percepção do mercado, o ministro da Secretária-Geral da Presidência da República e fiel escudeiro de Michel Temer, Moreira Franco, garante que as concessões sairão. “Precisamos nos dedicar obcecadamente à questão ferroviária. O Brasil não pode continuar com a extensão ferroviária que tem”, disse, em evento, no fim do mês passado.

Ao final de 2016 Temer assinou o decreto nº 8.875 que revogou um decreto que instituía o direito de passagem nas ferrovias e colocava a Valec como operadora do setor ferroviário, este feito por Dilma Rousseff. “Apesar de revogar a decisão anterior [que era mal vista pelo mercado pela importância da Valec, o decreto não diz nada sobre como será o direito de passagem”, comenta o ex-presidente da ANTT.

O Brasil soma hoje cerca de 29 mil km de ferrovias operantes, menos da metade de países com dimensão geográfica como a nossa, e inferior a malha argentina (30 mil km). “O problema é ser uma obra longa. O governo sempre prefere obra com resultado rápido, que pode ser licitado e entregue em até oito anos”, diz Fagundes, da UFRJ.

O acadêmico ressalta que desde 1997, quando as primeiras concessões foram feitas, até hoje, a expansão da malha foi de pouco mais de 3,6 mil km. “Boa parte foi duplicação, ou seja, trechos que já existiam a receberam reforços”, alerta.

Contratos firmados

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), liderada por Vicente Abate, antecipar a renovação das concessionárias acelerará os investimentos.

Segundo a entidade, as cinco concessões operantes envolvem mais de 13 mil km e os investimentos podem chegar a R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos, espalhados por empresas como Rumo Logística, MRS Logística e VLI Logística.

“Acho que o governo deve facilitar as antecipações para garantir investimento”, disse o ex-presidente da ANTT lembrando que a antecipação é a chance de negociar o Direito de Passagem, que é o “calcanhar de Aquiles de Moreira Franco.”

No final do ano passado o Ministério Público Federal recomendou à ANTT que não prorrogue antecipadamente os contratos até que o Tribunal de Contas da União se manifeste. O aval do TCU é uma das etapas do processo e depende da prova de que o aditivo será mais vantajoso que a realização de uma nova licitação.

“O texto é alvo de questionamentos por contrariar princípios como a segurança jurídica e a livre concorrência”, dizia a recomendação que condiciona o dilatamento do prazo de concessão ao pagamento de eventuais pendências financeiras das empresas beneficiadas. O texto cita ainda casos de abandono de obras e não cumprimento de duplicações previstas em contrato como pendências para assinatura.

Fonte: DCI, 31/01/2018

VLT do Río é aprovado por 92% dos usuário

Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 92% dos usuários do VLT Carioca avaliam o sistema de forma positiva (bom ou muito bom). Sete em cada dez passageiros recomendariam o VLT como uma forma eficiente de deslocamento. A avaliação supera a do ano passado, que apontava 88% de satisfação. Feita com 989 pessoas durante a operação das linhas 1 e 2, tanto nas paradas quanto nos veículos, a análise tem margem de erro de 3 pontos percentuais e índice de confiança de 95%.

“Encerramos o ano de 2017 com uma nova linha, mais paradas em operação e um usuário mais satisfeito, sem abrir mão de valores como segurança e eficiência. O resultado só nos motiva a continuar trabalhando e contribuindo por um Centro do Rio mais sustentável e conectado”, avalia o presidente da Concessionária do VLT Carioca, Rodrigo Tostes.

A rapidez foi apontada como o aspecto de maior importância (62%) para quem usa o VLT. E foi também um dos quesitos que mais evoluiu em relação ao último ano. Considerada boa ou muito boa por 81% dos entrevistados, o índice era de 56% em 2016. Conforto (93%) e segurança operacional (87%) foram outros aspectos avaliados acima da média. A confiabilidade, que analisa quesitos como tempo de espera e quantidade de paradas não programadas, subiu de 46% para 85%.

O Datafolha mostra que quase metade dos usuários (45%) utiliza o VLT com alta frequência (entre quatro e sete vezes por semana), sendo que mais de 50% andam no sistema pelo menos duas vezes por dia. O deslocamento para o trabalho (68%) é a principal razão de uso do modal. Para a maior parte dos entrevistados (72%) a viagem de VLT dura entre 5 e 20 minutos, com tempo médio de 13 minutos.

“Os dados mostram que o VLT está inserido na rotina da cidade e já se tornou um transporte relevante para agilizar deslocamentos. E apesar de ter também sua função turística, com toda a área histórica, museus e aquário, possui um peso importante no dia a dia de quem trabalha na região central da cidade”, complementa Tostes.

Fonte: Via Trólebus, 29/01/2018

VLT concluído em 2018; Linha Leste a caminho

Previsto inicialmente para ficar pronto a tempo de atender a demanda da Copa de 2014, como um dos equipamentos de mobilidade urbana da Capital para o evento, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Parangaba ao Mucuripe, deverá ser concluído até o final deste ano, segundo planeja o governo.

O ramal terá 13,4 quilômetros, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetro de trechos elevados. Ao todo, são dez estações: Parangaba; Montese; Vila União; Borges de Melo; São João do Tauape; Pontes Vieira; Antônio Sales; Papicu; Mucuripe e Iate.

Atualmente, o trecho que liga as estações Parangaba e Borges de Melo, cujas obras já foram concluídas, funciona em operação assistida, com transporte de passageiros de forma gratuita, das 6 horas ao meio dia, de segunda à sexta-feira. Enquanto o trecho entre as estações Borges de Melo e Iate segue em obras, com operação experimental (sem passageiros).

Execução

De acordo com a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), o trecho que corresponde à construção da passagem inferior da avenida Borges de Melo, as obras seguem com cerca de 90% dos serviços executados, com previsão de entrega no primeiro trimestre de 2018.

Quando estiver em operação, o VLT fará integração com a Linha Sul do Metrô de Fortaleza e com o terminal da Parangaba, enquanto a estação Papicu se integrará à Linha Leste do Metrô e ao terminal do Papicu. A previsão de demanda potencial do modal é de 90 mil passageiros por dia. “Estamos trabalhando para entregar paulatinamente até chegar ao Iate”, informou o secretário de Infraestrutura do Estado, Lúcio Gomes. “E devemos entregar a obra até o fim do ano”, prevê.

Metrofor

Iniciadas em novembro de 2013, as intervenções urbanas para a instalação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, que inicialmente faria a conexão entre o Centro e o bairro Edson Queiroz, acabaram sendo paralisadas em 2015 em virtude de reformulação do consórcio Cetenco-Acciona, executor original da empreitada.

No final do ano passado, porém, o governo decidiu encurtar a linha até o Papicu, como forma de viabilizar os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Conforme informou a Seinfra, o Estado ainda aguarda a análise do BNDES sobre a proposta apresentada pela Secretaria e pelo Metrofor para reiniciar a obra. O documento encaminhado no final do ano passado pela pasta prevê a reformulação do projeto original, dividindo-o em duas etapas.

A primeira fase, objeto da proposta, contempla cinco estações, do Centro da cidade (Estação Tirol) até o Papicu, estação do mesmo nome. Esse trecho garante integração com as linhas Sul e VLT, do sistema Metrofor, e também com o terminais de ônibus da Prefeitura de Fortaleza.

Financiamento

A expectativa da pasta é de que o BNDES viabilize o financiamento R$ 1 bilhão ao Governo do Estado. Do restante do orçamento, R$ 673 milhões já estão garantidos pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, com a Caixa Econômica Federal sendo agente repassador, e outros R$ 186 milhões do Tesouro do Estado.

De acordo com a Seinfra, no entanto, o novo cronograma só poderá ser estabelecido após a manifestação favorável do banco. “Estivemos com a diretoria do BNDES, e o importante é que o cronograma financeiro está montado, com três fontes: BNDES, Caixa e Tesouro do Estado, que terá uma participação de 10%”, disse Lúcio Gomes.

Fonte: Diário do Nordeste, 29/01/2018

Aenfer – Vem aí mais uma excursão imperdível

Você não pode ficar de fora da próxima excursão que a Aenfer está promovendo. Desta vez o local escolhido é Santa Catarina.

Roteiro: Circuito Vale Europeu – SC – Blumenau, Brusque, Pomerode, Balneário Camboriú e Joinville.
Saída: 19 de Novembro de 2018 – Segunda feira
Retorno: 25 de Novembro de 2018 – Domingo

Duração: 07 dias e 06 noites

excursão Blumenau

Garanta já a sua vaga, pois só estão disponíveis 30 vagas. Entre em contato direto com Luciano Reis. Abra o link: pdf.Roteiro Vale Europeu Aenfer

Nota de falecimento

É com muito pesar que informamos sobre a morte do nosso associado contribuinte Domivaldo Cunha Pimenta, esposo da nossa associada Luci Nazareth Soares Orfão. Ele faleceu no dia 22 de janeiro.

A família informa que a missa de 7º dia  será no dia 27 de janeiro, às 17 horas

Igreja São Luiz Gonzaga,

Rua Manoel Martins, 46 – Madureira

Domivaldo

 

Obra de passarela que vai ligar o Downtown ao metrô tem previsão de término para fevereiro

Uma passarela de 41 metros de comprimento vai facilitar o percurso para pedestres entre o Downtown e a estação de metrô Jardim Oceânico, no acesso Lagoa. A construção, parte da comemoração pelos 20 anos do condomínio, começou a ser erguida em setembro passado e deverá estar concluída no fim de fevereiro.

O orçamento inicial, de R$ 2 milhões, contemplou o projeto, as licenças, o gerenciamento e a execução da construção. Itens como iluminação, monitoramento com sistema de câmeras, nova entrada para o condomínio e sinalização elevaram o valor em R$ 500 mil.

Fonte: O Globo, 24/01/2018

CBTU realiza testes para compra de bilhete unitário com QR Code

A CBTU Belo Horizonte realiza testes para uso de bilhete unitário com QR Code, válido exclusivamente para a Estação Central. O projeto piloto será desenvolvido em parceria com o Consórcio Ótimo e com a Empresa 1, e ocorre de forma integrada com o atual sistema de bilhetagem mantido pelo metrô, com total aproveitamento de recursos e processos já implantados na estação.

Linha 4 do metrô: justiça volta a proibir Estado de investir recursos públicos na construção

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania da Capital, obteve na Justiça, em caráter liminar, a proibição do governo estadual de empenhar, liquidar ou pagar novos créditos à Concessionária Rio Barra, para a retomada das obras da Estação Gávea, pertencente à Linha 4 do metrô. A ação foi ajuizada no último dia 15. A informação foi divulgada na tarde desta segunda no blog do jornalista Ancelmo Gois.

Em sua decisão, a juíza Viviane Viveira do Amaral Arronenzi, da 16ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital, afirma que o aporte de recursos tão vultuosos na obra não tem fundamento de validade na atual situação financeira do Estado. A juíza lembra ainda que não existe previsão de recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA 2018) para a conclusão da estação Gávea e que a contratação de novos empréstimos é incongruente com a busca pelo reequilíbrio das contas públicas.

A decisão também acatou os argumentos do ministério, dando conta de que os custos das obras da Linha 4 não recaíram sobre a Concessionária, mas sobre o Estado Concedente, que possui alternativas para custear as obras com recursos do setor privado, sem onerar mais os cofres públicos.

A ação civil pública foi ajuizada logo depois da decisão do Tribunal de Contas de Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) de suspender os efeitos da medida cautelar adotada em novembro de 2016 pela própria Corte, que proibia o repasse de créditos à Concessionária Rio Barra (composta por empresas dos Grupos Odebrecht, Queiroz Galvão e Carioca Christiani) para as obras. O TCE-RJ havia decidido impedir o repasse de verbas, devido ao superfaturamento de R$ 3,17 bilhões (em valores atualizados) na implantação da Linha 4, verificado por seus peritos, o que acabou interrompendo a construção da Estação Gávea.

O MP ressalta na ação que não é contra a continuidade da obra e entende que a paralisação prolongada de toda e qualquer obra pública é prejudicial, sobretudo quando se trata de construção que visa à prestação de um serviço público futuro, como é o caso da Estação Gávea. Porém, cabe ao administrador zelar pelas finanças públicas, na busca da solução que melhor atenda o interesse coletivo, sem jamais desconsiderar o menor gasto de dinheiro público, ainda mais em cenário de calamidade das finanças públicas.

De acordo com a ação, novos pagamentos de verba pública à Concessionária da Linha 4 não podem ser admitidos porque, ao lado dos custeios públicos que até agora só oneraram o Estado em benefício das empresas, o Estado do Rio de Janeiro enfrenta os desafios impostos pelo déficit superior a R$ 10 bilhões na Lei Orçamentária de 2018, não havendo créditos orçamentários capazes de fazer frente à tamanha despesa. Além disso, é vedada a suplementação orçamentária em patamares superiores a 20% da previsão orçamentária inicial e a eventual a contratação de novas operações de crédito pelo Estado provocaria ainda maior agravamento do desequilíbrio fiscal, ampliando o já ultrapassado limite de endividamento do Estado. No mesmo passo, remanejamentos de créditos já contratados não são permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Fonte: Jornal Extra, 22/01/2018