Plano logístico vai incluir a renovação antecipada de concessões de ferrovias

A renovação antecipada das concessões ferroviárias é o destaque do Plano Nacional de Logística (PNL) que o governo pretende anunciar na próxima semana. A ideia é que o plano defina um conjunto de obras que terão prioridade no recebimento de recursos do Orçamento da União, de forma a inibir o uso eleitoreiro dos investimentos.

Técnicos que trabalham na elaboração do PNL usaram uma ferramenta para simular o comportamento das cargas em cada um dos cenários testados. Os resultados mostraram que a renovação dos contratos pode elevar para 31% a participação do transporte ferroviário na distribuição de cargas no país em 2025.

Hoje, cerca de 15% da carga é escoada por estradas de ferro. Sem as renovações, a fatia sobe para 21%, já que as simulações consideram a entrada em operação das ferrovias Norte-Sul e Oeste-Leste (Fiol). Essa última, com obras paradas há bastante tempo, deve ter o edital para retomada publicado ainda este ano.

Os novos estudos foram doados pelo governo da Bahia e os detalhes acertados com técnicos do Ministério dos Transportes. A versão final dos estudos foi entregue esta semana e o governo quer marcar a audiência pública.

Em troca de mais 30 anos de vigência em seus contratos, as operadoras prometem investir R$ 25 bilhões na ampliação das malhas. O governo vê a opção como a mais vantajosa, visto que os investimentos seriam imediatos e resolveriam os principais gargalos verificados nas ferrovias.

Com essas obras, a economia anual nos custos de logística ficaria na casa das dezenas de bilhões de reais. O governo ainda não desistiu de renovar os principais contratos ainda este ano, mas enfrenta grandes dificuldades operacionais e burocráticas para assinar os novos contratos.

A Rumo, que controla a concessionária Malha Paulista, já elaborou mais de 70 projetos executivos de obras no interior de São Paulo para dar mais robustez ao pedido de renovação. Duas ferrovias operadas pela Vale (Vitória-Minas e a Estrada de Ferro Carajás) devem ter audiências públicas abertas em julho para a discussão das minutas de aditivos.

O PNL também prevê a inclusão de dezenas de rodovias no pacote de obras prioritárias. A resolução que oficializa a criação do plano será aprovada pelo conselho do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI) – que é formado por vários ministérios – e ganhará força de lei por meio de um decreto presidencial.

“O decreto sinaliza que aquilo é prioritário e, como tal, mais protegido de ingerência política. A ideia é que seja uma política de Estado, e não mais de governo”, disse uma fonte que participa da elaboração do PNL. “Mas é bom salientar que não há trava legal, ou seja, outras obras poderão ser incluídas.”

Pelo que está previsto, se o governo quiser, em uma negociação com aliados políticos, acrescentar algum projeto na lista de prioridades, será necessário registro público dessa solicitação.

Fonte: Valor Econômico, 29/06/2018

20/06/2018 – AENFER em Juiz de Fora

Num momento descontraído, associados da Aenfer que residem em Juiz de Fora-MG e adjacências participaram do almoço de confraternização naquela cidade mineira.

O evento aconteceu no dia 20 de junho na Churrascaria Potência do Sul, Teixeiras – Juiz de Fora-MG e constou com os parabéns em comemoração aos aniversariantes do primeiro semestre de 2018.

A presidente da Aenfer Isabel Cristina Junqueira de Andréa e os diretores Helio Suêvo Rodriguez e Telma Regina Jorge da Silva organizaram e participaram do almoço que contou também com o apoio do associado Adamastor Pereira Domingues na divulgação.

Após o almoço, os associados passaram para a varanda da churrascaria, onde, num ambiente intimista, foram dadas pela presidente da Aenfer, Isabel, informações sobre as principais notícias que estão afligindo a classe ferroviária: Dissídio Coletivo 2017/2018, ACT 2018/2019, Complementação, Salário Mínimo Profissional, Refer e outras atividades da Aenfer.

Para a Aenfer, o encontro representou a união e estreitamento dos laços da classe ferroviária, que juntas, conseguirão alcançar resultados satisfatórios.

Confira as fotos:

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Arquiteto De Luca Jr inaugura sala

Aconteceu nesta sexta-feira (29), dia de São Pedro para os católicos, a inauguração da Nanquim Ourivesaria Restauração, do associado da Aenfer, arquiteto Carlo Luciano De Luca Jr, filho do saudoso diretor de Produtos e Serviços da Aenfer Carlo Luciano De Luca (falecido há exatos três anos).

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São duas salas de trabalho em que ele divide com o sócio, restaurador Rodrigo José Alves Tavares, num ambiente acolhedor e elegante.

Além das peças de trabalho, há também a marca ferroviária, o símbolo da RFFSA, amor herdado do pai que também está presente numa moldura que vem escrita: “em caso de saudades quebre o vidro”, e peças religiosas, característica da família que sempre demonstrou sua fé.

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Vários colegas ferroviários estiveram na inauguração para desejar sucesso ao novo trabalho, como os ex-diretores da Aenfer Fernando Albuquerque e Celso Paulo e o associado Wanderley Cortez.

O espaço conta com a participação de sua mãe Ana De Luca, que com seu doce sorriso recepciona quem chega, e de sua tia Filomena De Luca, com a mesma simpatia e muito amorosa ao receber os visitantes.

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Num ambiente harmonioso e de muita luz, onde cada visitante escolhia um pequeno e delicado terço como lembrança da casa, só temos a dizer que tudo vai prosperar. É o que deseja a Aenfer.

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E vale lembrar que, segundo a crença, muitos dizem que São Pedro é o santo que mais trabalha no Paraíso, já que é quem tem as chaves dos portões do Céu e verifica quem pode entrar lá e o que abre nossos caminhos na vida, na terra e no paraíso.

A Nanquim Ourivesaria Restauração fica na Rua Miguel Couto, 23, sala 805 – Centro-RJ (entre a Rua Buenos Ayres e do Rosário). Está aberta de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h.

 

 

Fórum de Mobilidade ANPTrilhos será dia 18 de julho

O Fórum de Mobilidade ANPTrilhos será realizado no dia 18 de julho, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. O evento reunirá especialistas do setor metroferroviário do Brasil e exterior, autoridades, governadores e os Candidatos à Presidência da República para debater e propor ações para a ampliação e modernização da rede de transporte de passageiros sobre trilhos do País.

Com o adensamento dos centros urbanos, é fundamental e necessário dotar as cidades de uma rede integrada de transporte, proporcionando uma mobilidade urbana adequada aos cidadãos brasileiros. Não existe solução em mobilidade urbana para médios e grandes centros que não passe pelo transporte de massa, que é o caso do transporte sobre trilhos.

“A programação do Fórum foi pensada para atender os anseios do setor metroferroviário, no sentido de apresentar ações que possam contribuir com a redução do déficit de mobilidade no Brasil. Teremos a participação de palestrantes renomados, que apresentarão subsídios fundamentais para o nosso setor. Sem dúvida, o Fórum de Mobilidade ANPTrilhos terá um papel crucial na implementação de ações para o desenvolvimento de novos projetos”, enfatiza Joubert Flores, Presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Com inscrições gratuitas, o evento contará com a apresentação das propostas da Associação aos candidatos à Presidência da República para o desenvolvimento do setor metroferroviário; os pronunciamentos dos presidenciáveis e três painéis que debaterão as necessidades e soluções para a estruturação e desenvolvimento adequado da mobilidade urbana brasileira.

Fonte: ANPTrilhos, 28/06/2018 

 

Fórum de Mobilidade ANPTrilhos

Dia: 18 de julho de 2018

Local: Centro de Eventos e Convenções Brasil 21

Endereço: Setor Hoteleiro Sul Q. 3 BL E 01 – Brasília, DF

Horário: 08:30 às 18:30

 

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CLIQUE AQUI para acessar a programação.

Metrô de Moscou: arte, segurança e escadas rolantes sem-fim

MOSCOU – Não há como fugir do metrô da cidade. A malha cobre praticamente toda a gigantesca cidade e é um dos orgulhos russos na Copa do Mundo – até porque o tráfego é pesado a qualquer hora. Com mais de 80 anos, são duas centenas de estações subterrâneas e terrestres, quase 350 km de linhas, muita segurança, transporta mais de 8 milhões de pessoas diariamente e tem um sem-fim de escadas rolantes – todas muito longas.

Num trajeto em que seja preciso fazer ao menos uma troca de linha, corre-se o risco de perder mais de 5 minutos em escadas rolantes. Sim, 5 minutos!! Pode não ser um tempo muito expressivo dependendo da distância percorrida nos trens, mas ficar parado esperando chegar ao topo, ou abaixo, olhando as pessoas nas escadas a lado, todas com olhar vago ou mexendo no celular, tem um tom de filme de suspense.

Estação de metrô em Moscou, capital da Rússia - 26/06/2018

Estação de metrô em Moscou, capital da Rússia – 26/06/2018 (Silvio Nascimento/VEJA.com)

Na volta do Estádio Lujniki a uma região bem central de Moscou, uma troca de linha exigiu três viagens de escadas rolantes. A primeira levou 1min54s, à saída do estádio. A segunda, de acesso a outra linha, consumiu 1min47s. E a última, para deixar a estação de destino, mais 1min33s – o vídeo mostra em “tempo real” o “percurso” numa escadas do metro (essa gravação tem, apenas 1min15s e poderia receber o aviso de “imagens fortes”).

É muito tempo, acreditem. Pelo menos a sensação é de uma eternidade ali, parado, esperando o chão chegar…

As primeiras impressões do metrô de Moscou, após algumas viagens:

– as plataformas têm arcos decorados e em muitas há pinturas e mosaicos nos arcos e corredores. No início é difícil entender como funciona, ainda mais com tudo escrito em cirílico. Há indicações no chão para acesso a outras linhas e dentro dos vagões as estações também são anunciadas em inglês.

O tempo de espera, em média, é de 1 minuto, em horários regulares

– o preço de um bilhete de viagem é de 55 rublos (cerca de 3,30 reais)

– tem wi-fi gratuito e telas com programação de televisão

– na Copa do Mundo é grátis para torcedores em dias de jogos

– há guardas em duplas e trios em quase todas as plataformas

– sistema de segurança com mais de 500 câmeras que detectam radiação

– raio x e revista de malas e mochilas que aparentem estar muito pesadas

 Fonte: Veja, 27/06/2018 

https://veja.abril.com.br/blog/blog-da-russia/metro-de-moscou-arte-seguranca-e-escadas-rolantes-sem-fim/

Quatro Projetos Conceituais dos Caminhos do Imperador

O Economista pós-graduado em Engenharia Ferroviária, Antonio Pastori, apresentou no dia 20/06, na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro-SEAERJ, os “Quatro Projetos Conceituais dos Caminhos do Imperador”.

Tratam-se de quatro projetos conceituais desenvolvidos em conjunto por Pastori e pelo Diretor da AENFER, Engenheiro Helio Suêvo, baseados em antigas proposta de pioneiros preservacionistas, dentre os quais se destaca o saudoso Engenheiro Luiz Octavio da Silva Oliveira, falecido há mais de um ano.

Pastori se disse bastante entusiasmado com a recepção por parte dos associados da SEAERJ que compreenderam muito bem toda racionalidade dos quatro projetos que podem em muito contribuir para melhoria da mobilidade e, ao mesmo tempo, preservar a memória ferroviária.

A seguir, apresentamos um pequeno resumo do que foi apresentado na SEARJ

1 – Considerações Iniciais:

 

A recente paralisação dos caminhoneiros, além de nos dar uma amostra grátis do fantasma do desabastecimento, trouxa à tona a questão da nossa excessiva dependência do transporte rodoviário e a quase total ausência de transporte sobre trilhos, tanto para cargas como passageiros, fato inegável num país das dimensões do Brasil. Diariamente milhões de veículos saem às ruas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro-RMRJ, disputando parcos espaços com ônibus, motos e caminhões. Traduzindo para números, são mais de 15 milhões de viagens/dia realizadas por automóveis, ônibus, vans e motocicletas numa disputa insana por pressa e espaços, que invariavelmente cobra uma quota diária em perdas materiais e humanas. Por conta disso – e dos acidentes – são perdidas preciosas horas no trânsito, horas estas que podiam estar voltadas para atividades produtivas, estudos, consumo e lazer. Pesquisas recentes estimam que a perda na produtividade de trabalhadores e estudantes é de 5% para cada hora perdida no trânsito. Segundo a FIRJAN em estudo realizado em 2013, as perdas são da ordem de R$ 24 bilhões  Esse caos no trânsito não é somente por conta do modelo rodoviarista. Contribui sobremaneira o transporte individual motorizado, uma vez que os transportes coletivos não estão oferecendo o conforto e rapidez desejada e, por esse motivo, muitos condutores de automóveis preferem utilizar o seu carro do que ficar horas e horas em pé numa desconfortável condução.  Contudo, mudar a nossa Matriz de transporte não é impossível, mas vai levar muito tempo, pois os investimentos em infraestrutura ferroviária demandam vultosos recursos, requerem de médio a longo prazo de planejamento e construção, e são de longa maturação e retorno. Contudo, uma vez implantados, retornam para a sociedade um conjunto notável de benefícios como durabilidade do material rodante, menor custo de transporte, menor consumo de combustível fóssil, segurança, rapidez, menos poluição, etc. As soluções convencionais para melhoria da mobilidade exigem vultosos investimentos em novas vias rodoviárias, pontes, túneis, desapropriações, etc., devido à falta de espaços na urbe para ampliação ou construção de novas pistas de rolamento.

 

2 – Qual a solução?

 

Existem alternativas racionais, mais baratas e ambientalmente corretas. No caso, estamos propondo um sistema de transportes que trafegaria pelas únicas vias ainda disponíveis não sujeitas aos engarrafamentos: a via aquaviária e os antigos caminhos ferroviários.

 

Isso não é novidade e já aconteceu com sucesso há mais de cem anos, quando uma viagem bimodal entre o Rio de Janeiro e Petrópolis podia ser feita pela eficiente combi-nação trem + barca a vapor, em menos duas horas! A partir de 1926 essa viagem passou a ser exclusivamente por trem em 1h:45, perdurando até 1964, quando foram erradicados 7 km de trilhos na Serra da Estrela, entre Petrópolis e Vila Inhomirim.  Hoje, esse deslocamento é feito exclusivamente por via rodoviária consumindo, nos horários de pico, entre 2,5 a 3h para vencer pouco mais de 65 km que separam essas duas cidades. Interessante lembrar que a 1ª locomotiva que rodou em solo brasileiro há 163 anos, percorreu os 14,5 da E. F. de Petrópolis em 24 minutos; ou seja, a velocidade média desse “obsoleto” veículo era de 36 km/h!

 

Hoje os que fazem esse percurso de ida e volta diariamente perdem entre quatro a cinco preciosas horas, além dos riscos de acidentes, paralisações e outros incômodos.

 

Na busca de soluções racionais para melhoria da mobilidade urbana da RMRJ (entorno da Baía da Guanabara), a equipe técnica da AFPF concebeu quatro projetos que se valem das antigas vias dos Caminhos do Imperador.

 

3 – O que são os Caminhos do Imperador?

 

Para entender melhor, precisamos voltar um pouco ao passado, aos primórdios do nosso transporte ferroviário:

 

Em 30/04/1854 foi inaugurada em primeira ferrovia do Brasil,  a E. F. de Petrópolis (vulgo Mauá), com 14,5 km de linha ligando o cais de Guia de Pacobaíba à localidade de Fragoso, em Magé. Em 1856 os trilhos avançaram até à Vila Inhomirim, na Raiz da Serra de Petrópolis totalizando 16,4 km, percorridos em menos de 30 minutos (uma façanha e tanto para época!). Mas, a obra parou aí e não conseguiu chegar até Petrópolis por limitações técnicas: ainda não havia sido inventada a locomotiva-cremalheira para vencer o plano inclinado da Serra da Estrela.

 

A concessão caducou em 1881 e foi passada para a E. F. Príncipe do Grão-Pará que, após 29 anos da inauguração da Mauá, fez o trem chegar a Petrópolis, em 1883. Posteriormente, a linha seguiu em direção à Areal e Três Rios para conectar-se com outras ferrovias que serviam muitas cidades mineiras e paulistas.

 

Naquele tempo a viagem era bimodal: o passageiro ia de barco do Centro do Rio de Janeiro até Guia de Pacobaíba, numa tranquila viagem de uma hora. Em seguida, pegava o trem da Mauá e após 25 minutos estava em Vila Inhomirim, onde era feito o transbordo para o trem-cremalheira da Grão-Pará que o levaria até o Alto da Serra de Petrópolis, em pouco mais de 25 minutos.  Apesar das três baldeações (barco+trem+trem), o tempo total de viagem não ultrapassava duas horas. A partir de 1926, com a inauguração da majestosa Estação da Leopoldina na Av. Francisco Bicalho, no Centro do Rio, a travessia de barca foi abandonada juntamente com o trem da Mauá, e a viagem passou a ser 100% trem, com uma única baldeação em Vila Inhomirim para troca de locomotiva. A viagem do Rio até o Alto da Serra consumia apenas 1h:30, na época das Marias-fumaça.

 

Infelizmente em 1964, a exemplo do que estava ocorrendo em todo Brasil, o trem Rio-Petrópolis-Três Rios foi extinto, dando lugar ao ônibus e ao automóvel. E assim começou o caos dos dias atuais, nos deixando reféns da BR-040, principal via de acesso à Petrópolis. Resta aos usuários e passageiros dos ônibus torcerem para não chegarem atrasados aos compromissos e rezarem para não fazer parte das estatísticas de acidentes rodoviários.

 

Por sorte, os trilhos que partem do centro do Rio permitem que os trens da Supervia cheguem até o km 49, em Vila Inhomirim. Desse ponto, até Petrópolis, são apenas 7,5 km de trilhos a serem instalados, uma enorme vantagem que reduz o custo/km do projeto, permitindo uma perfeita integração modal entre os quatro projetos Conceituais dos Caminhos do Imperador.

 

Importante destacar que não se trata de um Sistema de Alta Capacidade e sim de quatro opções de mobilidade que reúnem conforto, segurança e rapidez nos deslocamentos, que também tem como objetivo retirar de circulação mais de onze mil veículos/dia para melhorar a fluidez do trânsito. A seguir, um breve resumo de cada projeto conceitual:

 

 

1o Projeto: TEI – Trem Expresso Imperial, de Petrópolis até Saracuruna.

A ideia central é reinstalar os trilhos da cremalheira, que foram erradicados em 1964 na Serra da Estrela, entre o Alto da Serra de Petrópolis até a Estação de Vila Inhomirim, em Magé. Desse ponto até Saracuruna, seria necessário algumas obras de melhoria, pois ainda existem trilhos nesse trecho plano, que é um ramal em bitola métrica operado pela Supervia.

 

 

Em resumo, o TEI partirá de um Terminal Multiuso a ser instalado na antiga Fábrica Dona Isabel (TDI) no Alto da Serra de Petrópolis, percorrendo 23 km em 40 minutos até a Estação Saracuruna da Supervia. Para isto acontecer basta reinstalar 7,5 km de trilhos no trecho da Serra entre o TDI e Vila Inhomirim.

Esquema do Expresso Imeprial

Pastori destaca que o projeto da volta do Trem a Petrópolis conta com expressiva aprovação da sociedade, conforme o Abaixo Assinado contendo quase seis mil assinaturas e depoimentos, disponível em: www.manifestolivre.com.br. Revitalização Estrada de Ferro Grão-Pará/Expresso Imperial. Esse projeto aperfeiçoado por Pastori, foi base da sua dissertação de Mestrado em Economia em 2007.

 

2o Projeto: TEES -Trem Expresso Executivo da Supervia, de Saracuruna até a Central.

Trata-se de outro projeto desenvolvido por Pastori como trabalho de conclusão do da pós graduação em Engenharia Ferroviária, em 2017. Esse projeto viabiliza o TEI-Trem Expresso Imperial, permitindo que se faça a ligação completa entre Petrópolis e o Rio de Janeiro.

Assim que TEI chegar em Saracuruna vindo de Petrópolis, o passageiro fará o transbordo para o Trem Expresso Executivo da Supervia, viajando sentado em confortáveis carros climatizados, no percurso de 35 km até o Centro do Rio em 40 minutos com poucas paradas estratégicas para estacionamento dos veículos e embarque de motoristas que trafegam pela BR-116 e BR-040 em direção ao Centro do Rio. Essa opção deve retirar milhares de veículos dessa vias, facilitando a mobilidade.

Esquema do Expresso Supervia 

3o Projeto: TEFM –Trem da E. F. Mauá, entre Piabetá e Guia de Pacobaíba.

Essa opção é o grande sonho de vida do Engenheiro Luiz Octavio, que dedicou boa parte da sua existência em inúmeras  tentativas de reativação dessa ferrovia icônica. A parte técnica do projeto foi toda elaborada pelo Engenheiro Helio Suêvo, com a colaboração de Pastori na parte financeira.

 

O grande mérito desse projeto é aproveitar parte da infraestrutura ainda existente da antiga E. F. Mauá, que seria interligada com o Expresso Imperial em Piabetá e com uma Barca em Guia de Pacobaiba, para permitir a travessia pelas tranquilas águas da Bahia da Guanabara, da mesma forma que era realizada na época do Imperador Pedro II, adicionando, assim, um viés turístico-comercial ao projeto.

 

Em resumo, o passageiro que vem de Petrópolis no TEI, tem a opção de, ao invés de seguir a viagem até Saracuruna, desembarcar  em Piabetá, onde tomará o Trem da Mauá em direção à Guia de Pacobaíba, durando a viagem cerca de 30 minutos até o Cais; ou seja, é o mesmo tempo que levava o Imperador Pedro II e alguns presidentes da Velha República quando e muitos notáveis que iam a viam à Petrópolis:

 

 

4o Projeto: Barca Guia de Pacobaíba – Ilha do Governador/Paquetá – Praça XV.

Também com grande viés turístico-comercial, essa opção pretende restabelecer a tranquila travessia de barco pela Baía da Guanabara, desta vez em modernas lanchas/catamarãs até o Centro do Rio (22 km), em menos de uma hora. Para viabilizar economicamente o projeto, considerou-se escalas, ora em Paquetá, ora na Ilha do Governador em ponto próximo ao Aeroporto Tom Jobim para embarque de moradores da Ilha, trabalhadores e passageiros que queiram livrar-se do demorado deslocamento de entrada/saída dessa Região e escapar dos engarrafamentos constantes das BR-040, BR-116 e Linha Vermelha. Depois das paradas na Ilha e/ou Paquetá, a barca segue viagem em direção à Praça Mauá, atracando em terminal próximo ao Aeroporto Santos Dumont, permitindo acesso rápido aos terminais de ônibus, Metrô e ao VLT carioca.

Em suma, os quatros projetos podem ser também visualizados como um grande “Y” de cabeça para baixo, com duas opções de rotas:

 a) Rota 100% trem – Petrópolis-Saracuruna (40 min.) + Saracuruna-Central (40 min.)

b) Rota bimodal – Trem Petrópolis-Piabetá (30 min.) + Trem Piabetá-Guia Pacobaíba (30 min.) + Barca Guia de Pacobaíba-Ilha do Governador/Paquetá-Pça XV (1 hora)

 

Mapa Consolidado

 

 

4– Estimativa do Custo das Obras

 

Os investimentos foram estimados em R$ 600 milhões, aproximadamente, uma vez que se aproveitam da via aquaviária subutilizada e da infraestrutura ainda existente das antigas vias férreas Mauá e Grão-Pará, (leito, pontes, viadutos, estações, linha da Supervia, etc.). Os quatro projetos demonstram viabilidade eco-financeira no modelo PPP, se as obras de infraestrutura e instalações ficarem por conta do Governo, e os demais gastos por conta da inciativa privada.

Investimentos Caminhos do Imperador

 

5 – Vantagens/Benefícios dos Quatro Projetos:

 

  1. Obras de rápida implantação e baixo custo orçamentário pelo aproveitamento de infraestrutura pré-existente;
  2. Expressiva demanda de passageiros, sobretudo turistas: o Sistema deve movimentar mais de seis milhões de passageiros/ano, aliviando o tráfego nas BR-040, BR-493, Linha Vermelha e Avenida Brasil com a retirada de até vinte mil veículos/dia do fluxo rodoviário;
  3. Geração de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos (atividades paralelas);
  4. Deslocamentos rápidos, confortáveis, seguros e ecologicamente corretos (trens elétricos não poluem);
  5. Oferece aos moradores de Petrópolis – altamente dependentes da BR-040 – uma nova porta de entrada/saída;
  6. Contribui para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e dos acidentes de trânsito;
  7. Revitalizar as localidades de Guia de Pacobaiba, Campos Elíseos, Piabetá, Saracuruna, V. Inhomirim e Meio da Serra, contribuindo para proteção ambiental da Serra da Estrela, ora em franco processo de degradação;
  8. A implantação de Terminal Multiuso na enorme área da antiga fábrica de Tecidos Dona Isabel vai melhorar a mobilidade urbana em Petrópolis, concentrar serviços e facilitar o acesso dos sacoleiros ao polo de modas da Rua Tereza, além de contribuir para o desenvolvimento econômico-social da Região;
  9. Acesso rápido à Paquetá, Ilha do Governador e aos Aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont;
  10. Facilita a conexão com o VLT Carioca, trens da Supervia, Metrô e ônibus, em direção às Zonas Sul e Norte;
  11. Tarifas competitivas do Sistema, uma vez que trem e barca não pagam pedágio nem IPVA;
  12. Existem três marcos regulatórios Favoráveis na ALERJ: Decreto 32.515/2002 autoriza transporte aquaviário Magé-Praça XV; Lei 5.791/2010, considera a reativação a Mauá/Grão-Pará de relevante interesse econômico e turístico para o ERJ e PL 1.252/2012 cria Programa de Implantação de Trens Turísticos no ERJ.

 

Ao final da apresentação, a diretoria da SEAERJ sugeriu a criação de um Fórum Permanente com a participação de outras entidades – AENFER, AFPF, GFPF e outras – para debater a questão da mobilidade e do modal ferroviário no Brasil e, particularmente, no Estado do Rio. As propostas que surgissem desses debates seriam encaminhadas aos candidatos à presidência da República e ao Governo do Estado do Rio.

VLT Carioca abre vagas de emprego para condutores

A Concessionária do VLT Carioca abriu vagas de emprego para condutores trainees. Para se candidatar, é necessário ter ensino médio completo, carteira de habilitação de categoria D (em dia) e disponibilidade para trabalho em regime de escala.

Além disso, os candidatos não podem ter nenhuma falta grave ou gravíssima no Detran nos últimos 12 meses. Segundo a empresa, é desejável que o candidato tenha curso na área de Segurança do Trabalho (como, por exemplo, o de Primeiros Socorros) e reúna características como proatividade, organização e boa comunicação.

O processo seletivo será composto por testes, dinâmica de grupo, entrevistas e curso de formação específico para a função.

Além de salário compatível com o mercado, o VLT oferece vale-refeição, vale-transporte, seguro de vida, assistências médica e odontológica e auxílio-creche.

Os interessados devem enviar um currículo para o e-mail recrutamento@vltrio.com.br. O assunto da mensagem deve ser “CONDUTOR TRAINEE”.

Fonte: Jornal Extra, 27/06/2018

Seminário Nacional da Reciclagem de Resíduos

A Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição – Abrecon promoverá o Seminário Nacional da Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição 2018.

O evento acontecerá no dia 22 de novembro, em São Paulo e reunirá personalidades do segmento que se propõe a discutir a Reciclagem de Resíduos – RCD num plano político e técnico com abordagem temática e intercâmbio com as melhores práticas em todo mundo.

A Abrecon é o ponto de encontro da reciclagem de resíduos da construção e se consolida como uma das maiores entidades do setor, galgando um posto de representação dos interesses do mercado da gestão de resíduos da construção.

As missões técnicas aproximam as usinas de reciclagem de RCD do Brasil do que há de mais moderno e avançado no exterior, criando, além disso, uma relação colaborativa com os participantes, elevando o grau de instrução do mercado e introduzindo procedimentos que aumentam significativamente a produtividade.

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AENFER informa

Comunicamos a publicação dos seguintes Acórdãos, referentes aos Dissídios Coletivos:

CBTU: Acórdão (SDC) GMMGD/ls/mas/mas- Processo Nº TST – DC – 10652-61.2017.5.00.0000, no dia 11/06/2018, assinado digitalmente pelo Ministro Relator Maurício Godinho Delgado

RFFSA: Acórdão (SDC) GMMGD/ls/mas/mas- Processo Nº TST – DC – 1000325-40.2017.5.00.0000, assinado pelo Ministro Relator Maurício Godinho Delgado e publicado pelo TST dia 25/06/2018, devendo agora para entrar em eficácia ser publicado no Diário Oficial da União (DOU), com prazo estimado de até quatro dias úteis.

Rio Largo: Prefeitura e CBTU assinam ordem de serviço para construção da nova estação da Utinga

O bairro Utinga, em Rio Largo, irá ganhar, nos próximos sete meses, uma nova estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A assinatura da ordem de serviço para o início imediato das obras aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), em uma solenidade festiva na Utinga, próximo à atual estação, com a presença do prefeito Gilberto Gonçalves, do senador Benedito de Lira, do superintendente da CBTU em Alagoas, Marcelo Aguiar, da vice-prefeita Cristina Gonçalves, do vereador Jeferson do Controle, liderança do bairro, de secretários municipais e da população local, que foi prestigiar a iniciativa e agradecer os benefícios que a nova estação vai trazer para a localidade.

A nova estação, junto com ladeira da cachoeira, que também teve sua ordem de serviço assinada hoje, vai custar R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. Já o projeto da nova estação do VLT, no centro de Rio Largo, já está pronto e, em breve, será mais uma obra em curso. A licitação para o contrato da empresa deve sair até o mês de setembro, estando na dependência apenas de ajustes técnicos da CBTU.

“Esse é um momento muito importante em que toda população de Rio Largo está agradecida e fica feliz em receber esse empreendimento. Estamos trabalhando para trazer o desenvolvimento, com mais mobilidade urbana, emprego, infraestrutura de qualidade e cidadania. Quero agradecer ao senador Benedito de Lira pelo que ele tem feito pela nossa cidade e por Alagoas, um político que tem uma força de trabalho e uma grande preocupação com os menos favorecidos. O que seria de Rio Largo se não tivéssemos um senador nos defendendo em Brasília”, questionou o prefeito.

A construção da estação de Utinga é mais um passo para o desenvolvimento do município e, como reforçou o senador benedito de Lira, “É mais uma obra, mais um empreendimento para dar confortabilidade às pessoas que utilizam o VLT e a parceria da prefeitura é muito importante para que realmente as obras aconteçam. Estamos juntos para continuar trabalhando pelo benefício do povo de Rio Largo. Com a nova estação, a população da Utinga vai ter mais conforto para ter acesso ao VLT que hoje possibilita que apenas uma porta seja aberta para a entrada dos passageiros”.

Já o superintendente da CBTU, Marcelo Aguiar, parabenizou o município pela conquista e falou da importância da nova estação para as famílias que utilizam o VLT diariamente. “Hoje, daremos início a construção dessa nova estação que não tem estrtutura necessária para o VLT, em se tratando de altura e tamanho da plataforma. Nossa expectativa é que essa obra traga mais conforto e qualidade de vida para a população durante o deslocamento.  A parceria da prefeitura tem sido fundamental para que essas intervenções aconteçam da forma como a população precisa, melhorando a qualidade de vida de todos”, finalizou.

Jackson Rosalvo é morador da Utinga há 20 anos e prestigiou a solenidade festiva. Na oportunidade, ele falou do atraso e da precariedade da atual estação. “Espero que essa nova estação traga os benefícios que precisamos. Há anos não temos obras aqui e só temos a agradecer a prefeitura e ao governo federal. Nós, da Utinga, estamos muito felizes com o trabalho da gestão do prefeito Gilberto Gonçalves”, agradeceu o morador.

Fonte: Cada Minuto, 25/06/2018