Posse dos novos Conselhos e Condecoração na AENFER

A AENFER, em parceria com a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA realizou nesta quarta-feira, 26 de setembro em seu auditório, a cerimônia de entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, posse de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, representante e suplente junto ao CREA-RJ.

No auditório da Associação estavam presentes, profissionais da área de engenharia, entidades ferroviárias e familiares.

12 13 14 15

16 17 18 19

 

(Veja mais fotos do evento no final desta matéria)

Além da presidente da AENFER, Isabel  Cristina Junqueira de Andréa, compuseram a mesa a vice-presidente da AARFFSA Lídia Maria Martins Gonçalves, o diretor Geral da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-RJ Luiz Felipe Pupe de Miranda, o conselheiro vitalício da SEAERJ Nilo Ovídio Lima Passos e a diretora da AEEFL Vera Lúcia Bernardo Ferraço.

1

A presidente da AENFER Isabel agradeceu a presença de todos e ressaltou vários pontos importantes:

“Estamos num momento crucial para o país e especialmente para a vida dos ferroviários.

Em nenhum momento os últimos governantes nos ajudaram, muito pelo contrário, plantaram no Ministério do Planejamento documentos sem embasamento técnico e não cumprem na íntegra decisões do poder judiciário, interpretando a sua maneira e, criando regras diferenciadas para cada caso, de acordo com o seu próprio entendimento, estratégia que vem formando um quadro sombrio prejudicando sobremaneira a classe ferroviária.

Outro ponto importantíssimo é a situação da REFER. Temos receio de quem vem por aí administrar nossa Fundação, cujo Conselho Deliberativo assumiu a gestão há quatro meses e ainda não há uma definição quanto à homologação, ou não, dos nomes dos três diretores”, disse a presidente Isabel

A engenheira lembrou que até hoje a REFER não nos deu respostas claras sobre o acordo da dívida da RFFSA, sobre o processo seletivo dos novos dirigentes, nem sobre a situação das cotas do plano RFFSA, mormente na hora em que muitos associados pretendem se desligar da Inventariança já quase extinta e, também nenhuma informação quanto a situação dos já assistidos. Ela ressaltou também que é necessário mantermos nossa Associação forte e atuante, pois, podemos nos tornar presas fáceis a todo tipo de ataque.

Dando prosseguimento ao evento que foi conduzido pelo mestre de cerimônia, engenheiro Antônio Gonçalves Filho, a cerimônia iniciou  com a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, prêmio idealizado pela AENFER num justo reconhecimento àqueles que contribuíram ou continuam contribuindo para o desenvolvimento da ferrovia nacional.

2

Este ano receberam a Condecoração os engenheiros: Carlo Luciano de Luca (in memoriam); Celso Belfort Rizzi; Fernando José Alvarenga de Albuquerque; Manoel Marcos Monachesi; Mauricio Fernandes Gomes de Souza, Roberto Flávio Brasil Pereira e o advogado Marcelo do Valle Pires.

condecorados

 

Engº Carlo Luciano de Luca

Ana Maria De Luca, esposa do homenageado Carlo Luciano de Luca (in memoriam) foi convidada para receber a condecoração pelas mãos da presidente da AENFER Isabel Cristina Junqueira de Andréa e da diretora Social Telma Regina Jorge da Silva.

3

Pres. Isabel com Ana De Luca, diretora Telma e o filho do homenageado Carlo De Luca Jr.

O engenheiro homenageado formou-se em engenharia operacional pela universidade Santa Úrsula em 1973. Especializou-se nos cursos de engenharia de segurança e higiene do trabalho, curso de engenharia ferroviária e curso de engenharia – área de habilitação mecânica. Fez pós-graduação em gerência organizacional, ergonomia e metodologia de ensino superior. Dentre muitas atividades profissionais, citamos algumas: membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da Administração Geral da RFFSA; engenheiro operacional da Diretoria do Rio de Janeiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos nos períodos de 1977 a 1978; exerceu os relevantes cargos de confiança na RFFSA/AG: de assessor da diretoria de segurança industrial e de gerente de segurança industrial. Participou de diversos cursos realizados pela RFFSA, dentre eles: curso de primeiros socorros; curso de treinamento de executivos em processamento de dados. Pelo SENAI participou de inúmeros cursos e treinamentos, como: curso de treinamento para manuseio de aparelhos para avaliação de agentes agressivos de ambientes de trabalho e detalhamento técnico realizado na administração geral da RFFSA/SENAI; dinâmica de grupo; curso de melhorias de métodos do trabalho; curso de comunicação na empresa. Trata-se de um profissional que dedicou grande parte de sua vida à segurança da ferrovia e dos ferroviários. Pela AENFER, teve participação ativa nas Diretorias de Produtos e Serviços a qual ocupou de 2010 a 2013 e na Social em que implementou reuniões festivas colaborando para a união dos associados. Mas infelizmente não terminou seu mandato. Faleceu quando ainda ocupava a diretoria social no dia 29 de junho de 2015.

Engº Celso Belfort Rizzi

Em seguida o engenheiro Celso Belfort Rizzi foi convidado para receber a homenagem.

Formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia da Universidade Católica PUC/RJ em 1952. Fez pós-graduação de engenharia ferroviária em 1960 pela Escola Nacional de Engenharia. Admitido como engenheiro estagiário na 10ª residência da linha em triagem em 1953, Estrada de Ferro Leopoldina; promovido ao cargo de engenheiro ajudante; exerceu, interinamente, os cargos de engenheiro residente nas 10ª e 6ª residências de linha e engenheiro na 2ª residência de linha; exerceu, as funções confiança de subchefe do departamento de planos e obras no setor de obras de linhas férreas em 1960; foi subchefe do departamento de planos e obras no setor de construção de linhas férreas em 1961; assumiu, interinamente, a chefia do Departamento de Obras e Investimentos; exerceu o cargo de diretor assistente Administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina da RFFSA, cargo este transformado em assistente central Administrativo; foi superintendente da 7ª divisão da Leopoldina; diretor administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina no período de 1964 a 1973; foi eleito para o cargo de diretor da RFFSA com supervisão da área de engenharia; participou como membro do conselho consultivo da RFFSA. Foi agraciado em 1995 com a Medalha do Ferroviário pelo presidente da RFFSA e em dezembro de 1974, pelo ministro dos Transportes, com a Medalha de Mauá; aposentou-se em 30/11/1983.

 

4

Celso Belfort Rizzi recebeu a homenagem através da presidente Isabel e do vice-presidente Alexandre Julio Lopes de Almeida.

Engº Fernando José Alvarenga de Albuquerque

Recebeu também a homenagem o Engenheiro Fernando José Alvarenga de Albuquerque. Coube à diretora Administrativa Maria das Flores de Jesus Ferreira com a presidente Isabel fazer a entrega da Condecoração.

5

 

Fernando Albuquerque é Formado em engenharia elétrica pela Escola de Engenharia da Universidade Gama Filho em 1976; pós-graduado em administração da qualidade pela universidade Cândido Mendes; foi admitido em 1977 no Departamento de Mecânica da Regional São Paulo da Rede Ferroviária Federal S.A., onde, na chefia da Unidade de Acompanhamento e Controle, implantou o Plano de Revisão dos Trens Unidades Elétricos (TUE´s). ainda na SR – 4, acompanhou os testes de recebimento dos TUE’s da série 500; em 1980 veio para o Rio de Janeiro, trabalhando na chefia adjunta de Engenharia na elaboração de editais de licitação, no controle físico-financeiro de obras e serviços do subúrbio e na análise e julgamento de processos licitatórios; nos períodos de 1989 a 1991 gerenciou as atividades de Administração, Operação e Manutenção da frota de veículos rodoviários da Superintendência de Trens Urbanos – STU-RJ; trabalhou ainda na Coordenadoria de licitações internacionais da Central; colaborou na revisão de livros técnicos da área ferroviária; de 2003 a 2008 atuou como professor voluntário da disciplina Gestão da Qualidade, do Curso Técnico em Transportes – habilitação logística e transportes, na Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire. Pela AENFER, foi vice-diretor Social e Cultural nos períodos de 1994 a 1996; diretor Administrativo de 1996 a 1998; diretor Técnico Cultural e Social, gestão 2000 a 2002; diretor de Divulgação e Mercado: 2010 a 2013 e diretor de Comunicação: 2013 a 2016; é membro do Conselho Editorial, onde sua colaboração tem sido  ininterrupta desde 2007; participou do grupo de diretores que planejou e realizou o Seminário Transtrilhos em 2012.

Manoel Marcos Monachesi

6

A homenagem foi entregue pela associada Maria Stella Ladeira e a presidente Isabel

O engenheiro Manoel Marcos Monachesi foi outro homenageado com a Condecoração. Ele formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1976;  entrou para a SR-3 como estagiário na cidade de Mariano Procópio- MG e  iniciou seu trabalho na Inspetoria Geral de Eletrotécnica número 4 em Lafaiete- MG no Programa de Aumento de Pátios; foi transferido para a Comissão de Obras número 01 na parte elétrica de reforma de estações, oficinas e obras no campo; no Departamento de Eletrificação, participou de diversas obras e projetos  nas áreas de energia, iluminação e aterramento; foi designado para o setor de energia número 3 com as atribuições de todo o sistema de energia, eletrificação, oficinas, iluminação de pátios e baixa tensão da SR-3; foi presidente da Comissão Interna de Conservação de Energia da SR-3 no Programa de Conservação de Energia; participou pelo preserve SR-3, do Museu de Engenho de Dentro, restauração da rotunda e pátio da cidade de São João Del Rey – MG, trem turístico expresso dos inconfidentes Ouro Preto- Mariana e núcleo histórico ferroviário de Juiz de Fora – MG. Após aposentar, orientou diversas monografias, foi consultor ferroviário do Programa Trens de Minas em 2006, palestrante, participou de artigos, estudos e livros sobre a ferrovia. Homenageado com o “Prêmio Amigo do Patrimônio“ pela prefeitura de Juiz de Fora e pelo “Dia do Ferroviário“ FNTF e SESEF; é presidente da Sociedade Filatélica e Numismática de Juiz de Fora, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora – cadeira ferrovias, associado da AENFER, sócio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária de São Paulo (ABPF), amigo do Museu Ferroviário Juiz de Fora e sócio do Clube de Colecionadores de Juiz de Fora. É pesquisador e historiador da ferrovia, filatelista , ferromodelista, plastimodelista e colecionador de fotos e livros sobre a ferrovia.

 

Advogado Marcelo do Valle Pires

7

A vice-presidente da FAEF Clarice Maria de Aquino Soraggi entregou a homenagem com a presidente da AENFER Isabel.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara, hoje UERJ, no período 1967/1971. Destacamos as seguintes atividades: de 1977 a 1979, foi assessor jurídico da Diretoria de Obras Ferroviárias da Empresa de Engenharia Ferroviária (ENGEFER); foi absorvido pela RFFSA, lotado no Departamento de Direito Privado da Divisão Jurídica; assumiu a Superintendência Jurídica da CBTU; em 1993 retorna à RFFSA, como assistente do superintendente jurídico; foi chefe do Departamento de Consultoria Jurídica por onde tramitaram processos que tratavam de assuntos relativos a decisões do tribunal de contas da União, a fim de preparar os procedimentos para a desestatização do transporte ferroviário de carga; foi superintendente jurídico da RFFSA e acompanhou cerca de 45 mil processos judiciais em centenas de comarcas em todos os estados alcançados pela malha ferroviária; participou, junto com a Diretoria da RFFSA, Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional, da Procuradoria da Fazenda Nacional e do Ministério dos Transportes de Missão do Governo brasileiro frente ao Banco Internacional para reconstrução e desenvolvimento (BIRD), em Washington, objetivando acordo de empréstimo em apoio ao programa de desestatização das malhas; participou com membros da equipe da Superintendência Jurídica, presidente e diretores da RFFSA, de várias reuniões, junto ao BNDES, inclusive, uma delas com a presença do governador e secretários de estado de São Paulo, das quais, entre outras,  resultou a transferência do controle acionário da Ferrovia Paulista S.A.  Para a união. Aposentou-se, em 2003; Atualmente, é consultor jurídico voluntário da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (FAEF) e faz parte do conselho deliberativo da AENFER.

Mauricio Fernandes Gomes de Souza

Formou-se em Engenharia Elétrica – Eletrônica pela PUC-RJ em 1962; realizou treinamento na área de sistemas operacionais da Rede Ferroviária Federal da França  (SNCF- França) pela RFFSA em outubro de 1968 a março de 1969; trabalhou na empresa PANAIR do Brasil, área de elaboração e implantação de projetos de sistemas de telecomunicação terra – avião; fez pela Cruzeiro do Sul serviços de manutenção das estações e equipamentos de radiotelecomunicação cobrindo o território nacional; trabalhou na Administração Geral da RFFSA como assistente técnico no desenvolvimento de projetos, recebimento de equipamentos e instalação do sistema de radiocomunicação para integração da AG com as Unidades Operacionais, envolvendo equipamentos de HF, VHF e UHF de fabricação Inbelsa e equipamentos eletrônicos. Chefiou o Departamento de Eletrotécnica com atribuições ampliadas para as áreas de sinalização ferroviária e eletrificação modernizando os sistemas, interagindo com os departamentos técnicos da Central do Brasil e Santos a Jundiaí; coordenou no Metrô do Rio de Janeiro a área encarregada dos projetos dos sistemas operacionais. Foi membro da equipe que selecionou a empresa SOFRETU (Metrô de Paris) para desenvolver o projeto do Sistema Operacional; trabalhou na  empresa estatal Valuec / Amazônia mineração, no projeto Carajás; trabalhou como coordenador do grupo de ativação de projetos do Metrô do Rio de Janeiro; iniciou na empresa de Engenharia Ferroviária – ENGEFER/CBTU como adjunto de diretor. Foi chefe de coordenadoria de equipes. Já aposentado, assinou contrato com a Fundação Refer  tendo como escopo: “prestar serviços técnicos relativos a estudos, análises de desenvolvimento de programas e/ou projetos destinados à implementação do plano de ação estratégico da Refer e respectivo núcleo de planejamento estratégico, bem como a serviços correlatos que a Refer julgar oportuno integrá-lo”.

Maurício

O diretor de Acompanhamento Judicial Marcelo Freire da Costa com a presidente Isabel entregaram a premiação ao homenageado.

Engenheiro Roberto Flávio Brasil Pereira

trabalhou nas empresas Estacas Frank, Rodoferro e CBS. Entrou na RFFSA na Rede Mineira em Ibiá (triângulo mineiro) a partir de 1963. Trabalhou na primeira inspetoria de Via Permanente, no subúrbio do Rio de Janeiro, permanecendo até 1981, onde desempenhou a função de engenheiro ajudante, engenheiro residente e chefe de Departamento de Via Permanente; trabalhou num período de grandes investimentos no subúrbio; naquela época, o engenheiro fez parte do trabalho em que chegou a transportar um milhão e duzentas mil pessoas nos trens de subúrbio; existia um projeto que previa um transporte de um milhão e oitocentas mil pessoas por dia; em 1981, trabalhou na RFFSA na Administração Geral, Diretoria de Engenharia, Seção de  Análise e Projetos; permaneceu até 1987, onde se aposentou.

O diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária  Helio Suêvo Rodriguez fez a entrega da Condecoração junto com a presidente Isabel.

9

 

Ao final da entrega da Condecoração, o engenheiro Mauricio de Souza falou em nome dos homenageados.  Leia a seguir:

0 Mauricio

“Assim é a estrada da vida. Ao ler no texto da carta a mim encaminhada com os dizeres:

” ….participamos a V. Sª que seu nome foi escolhido para receber a Condecoração Engº Paulo de Frontin…”, tal como um relâmpago, vieram à minha mente as imagens de tantos colegas com os quais tive a felicidade de juntos participarmos dos resultados de tudo aquilo pelo quais considero estar usufruindo este momento.

Sim…foram esses companheiros de trabalho, minha esposa, meus familiares,  e amigos que me permitiram chegar até aqui.

Admiro profundamente a AENFER, nossa Associação, que tem a fórmula mágica que nos motiva a conservar dentro de nós o espírito ferroviário, pois alimenta em cada um aquilo que reputo ser o mais importante prêmio que poderíamos ter em nossas vidas:  a honra e a dignidade de ter servido ao nosso Brasil e à sociedade trabalhando em um setor fundamental ao progresso e ao desenvolvimento social, o transporte ferroviário.

Nada é capaz de sobreviver se não houver a união em torno de um ideal em que acreditemos e a ele nos dediquemos com fé.

A AENFER é o símbolo perfeito de uma tal concepção, pois que reúne todos aqueles que acreditam no valor desse modal de transporte , sejam eles funcionários, na ativa ou aposentados, ou amigos admiradores que muito nos prestigiam se juntando a nós ou manifestando o apoio e solidariedade em todas as oportunidades.

Meu profundo reconhecimento a tão nobre ASSOCIAÇÃO”:

Posse da renovação de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e do Representante e Suplente junto ao Crea-RJ

A cerimônia prosseguiu para dar início à posse dos novos conselheiros, assim como, representante e suplente junto ao Crea-RJ. Tomaram posse pelo terço do Conselho Deliberativo os seguintes engenheiros:

20 21

Categoria Efetivo

Antonio Carlos Soares Pereira;

Carlos Roberto Monteiro Rommes;

Cilene Andrade Mattos Moura;

Jerônimo Puig Neto;

Pedro Marques de Carvalho

Tereza Maria de Faria Pinho

 

Categoria Especial

Ana Maria Câmpio Gomes;

Heloisa Dalmácio Roma;

Sonia Caldas Vianna

 

Conselho Fiscal:

Engenheiro José Ignácio Ignarra

 

Representante da Aenfer junto ao Crea-RJ

Engenheiro Helio Suêvo Rodriguez

Suplente

Jorge José Avena

 

O conselheiro mais votado da categoria Efetivo, engenheiro Antonio Carlos Soares Pereira fez seu discurso representando os demais colegas. Ele ressaltou que, na vida, não fazemos nada sozinhos e temos que fazer tudo no coletivo.

Disse ainda: ” Na verdade, cream vocês, que encaro essa missão, como uma mera formalidade que ocorre sempre nessa ocasião. Estou aqui, desprovido de qualquer tipo de vaidade e isso é fácil de comprovar. Se abrirmos as cortinas desse auditório, vamos vislumbrar o Morro do Livramento, berço da minha humilde infância…Na vida de ferroviário, pude entender que diante dos diversos desafios e da diversas atividades, os verbos são conjugados no plural, principalmente na sua primeira pessoa, ou seja, nós. Aprendemos e colocamos em prática que “nós” faremos ou realizaremos…Tenho a certeza absoluta que na vida, não fazemos nada sozinhos. E aqui não faremos nada sozinhos. Temos e teremos que fazer tudo no coletivo, a nossa participação nas atividades da nossa Associação. E essa participação vem acompanhada, principalmente, da confiança dos nossos colegas que acreditaram em nós através dos seus votos. Muito obrigado e Viva a AENFER!!!”

10

A conselheira mais votada, assistente social Heloisa Roma representando os demais colegas, categoria Especial, também fez o uso da palavra e disse que a AENFER tem como objetivo continuar como vem fazendo, construindo ações para a valorização do profissional e da ferrovia. Cabe a nós, portanto, continuar a nossa luta.

11

Após a cerimônia, os convidados parabenizaram os condecorados e os novos conselheiros. Foram momentos de reconhecimento e alegria para a classe ferroviária. Para a AENFER, a certeza da continuidade e de união.

Antes da cerimônia a AENFER ofereceu aos convidados um coffee break promovido por associados que se cotizaram exclusivamente para esta realização.

café coffee

Confira mais fotos do evento:

0Ana e amigos Ana De Luca Ana e filho Ana Fernando Celso Rizzi Marcelinho Mauricio e amigos Monachesi Roberto Flavio e amigos Roberto Flávio Monas

bosco1 bosco2 bosco8 0Isabel e Mutua

 

À  AENFER

A cerimônia de hoje nos mostrou a importância de uma Associação.

As palavras realistas da Presidente Isabel ao abrir a sessão nos mostrou a importância de nós, ferroviários, associados e não, tomarmos consciência da necessidade de participarmos dos assuntos que permeiam a área dos transportes e cada um dar sua contribuição.

Nitidamente nosso país atravessa uma crise de natureza institucional que irá se refletir na área ferroviária. É fundamental que nos aproximemos das associações, instituições e grupamentos que conheçam da matéria e se disponham a interagir com as áreas políticas, de maneira organizada e firme.

Diante do quadro que se apresenta, mais fundamental se torna que nos fortaleçamos em torno de ações e ideias que possam influenciar de maneira técnica a solução dos problemas que afetam a nossa área. Isso significa presença, harmonia, coerência e conhecimento da matéria.

Urge que todos os que militam no campo ferroviário participem e não se isolem.

Como é bom termos reuniões como as de hoje,

De tudo o mais importante foi o reencontro com amigos que há tanto tempo não nos víamos. Importante foi nos sentirmos como quê protegidos, em um ambiente saudável e esquecendo um pouco essa turbulência pela qual, infelizmente todos estamos a passar.

Bem acima da premiação ou da posse dos conselheiros e representantes, o grande mérito foi o sentimento de integração que permeou em todos os momentos.

Tomemos consciência da importância de nos unirmos e participarmos contribuindo para o enriquecimento das ideias e sugestões que ajudem os abnegados que ocupam as posições de responsabilidade a encontrarem o estímulo a lutarem pelos nossos interesses, que são também os das nossas famílias.

Não nos esqueçamos de que somos apenas um voto diante de 140 milhões de eleitores ou 200 milhões de brasileiros.

Parabéns à AENFER pelo brilhantismo da reunião e do trabalho que veem realizando.

 

Maurício F G de Souza  26/09/2018

 

 

 

Malha ferroviária é o próximo passo para aumentar a produção em Mato Grosso

No estado que mais produz grãos no Brasil, a falta de infraestrutura e logística é um dos principais gargalos que dificultam o escoamento e a produção. No programa Direto ao Ponto desta semana, o presidente do Fórum pró-Ferrovias em Cuiabá, Francisco Vuolo, fala sobre o investimento na diversificação dos modais de transporte e a necessidade de trazer uma malha ferroviária até a capital de Mato Grosso.

“O principal objeto é tirar a dependência que o país e Mato Grosso têm no transporte rodoviário. Um país, e um estado como o nosso, de dimensões continentais, precisam de um equilíbrio entre os modais, precisamos ter ferrovias e hidrovias  operando dentro de um modelo que atenda nossa a produção, o transporte o desenvolvimento.” enfatiza Vuolo.

Segundo ele, há três projetos de ferrovias para o estado que permitirão o escoamento da produção mato-grossense para os principais destinos do país, são elas: a Ferrogrão que vai ligar o município de Sinop (MT) ao Porto de Miritituba, distrito de Itaituba (PA); a ferrovia que projeta o escoamento de leste a oeste, ligando o porto de Itaqui no Maranhão e a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, que levará os trilhos de Rondonópolis até Cuiabá e, posteriormente até a cidade Sorriso.

Com um custo estimado em aproximadamente R$ 5,6 bilhões, a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, visa alavancar e estimular a instalação de indústrias, e fortalecer economicamente o estado.”Precisamos de uma ferrovia que transporte desenvolvimento. Ao chegar em Cuiabá, haverá uma diversificação na carga a ser transportada e temos o potencial de trazer as chamadas cargas de retorno, que são cargas com potencial de consumo na capital. O que formará novas cadeias produtivas,  potencializando esse tipo de carga e, mais do que isso, poderemos agregar valor ao que é produzido dentro do estado, fortalecer economicamente, gerar divisas, empregos. Além disso, poderemos baratear os custos com o  frete”, pontua o presidente.

A ferrovia também deve facilitar o transporte entre Mato Grosso e São Paulo, com a ida de produtos paulistas para o Centro-Oeste e o escoamento do que é produzido no estado e segue para o porto de Santos.

Atualmente, Mato Grosso produz, entre soja e milho, mais de 60 milhões de toneladas. Até 2028, estima-se que a produção passe dos 100 milhões. Sendo evidente a necessidade de criar alternativas para que esse resultado chega aos destinos. “Quando falamos em MT, não podemos pensar em uma única ferrovia. Temos que desenhar para o estado uma malha ferrovia, de norte a sul, leste a oeste,” afirma Francisco Vuolo.

Fonte: Canal Rural, 24/09/2018

Governo transfere à União R$ 7,4 bi em imóveis do INSS e rede ferroviária

O governo publicou nesta segunda-feira uma medida provisória (MP) que transfere para a União R$ 7,4 bilhões em imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da extinta Rede Ferroviária Federal. Os imóveis estão inoperantes, segundo o Ministério do Planejamento, e passarão a ser administrados pela Secretaria do Patrimônio da União. A MP foi assinada pelo presidente Michel Temer na última sexta-feira.

A transferência dos imóveis do INSS, que até então eram parte do Fundo do Regime Geral de Previdência Social, auxiliará na redução do déficit previdenciário, com a amortização das dívidas do fundo com o Tesouro Nacional. Há estimativas de que esses imóveis valham cerca de R$ 6 bilhões.

A MP também extingue o Fundo Contingente da extinta Rede Ferroviária Federal. Esse fundo é composto por recebíveis decorrentes dos contratos de arrendamento das malhas ferroviárias e do produto de venda dos imóveis. Com a extinção, ficam liberados R$ 1,4 bilhão em imóveis que poderão ser alienados, doados ou cedidos pelo governo. O Ministério do Planejamento informou que o objetivo é dar mais agilidade à administração desses bens, destinando-os a obras de infraestrutura, saúde e educação em municípios e a programas sociais.

A nova medida ainda facilita a transferência da gestão de praias aos municípios. Atualmente, apenas as praias marítimas e urbanas podem ter sua gestão compartilhada. A partir de agora, a União está autorizada a transferir aos municípios a gestão da orlas e praias urbanas e rurais, incluindo as áreas de uso comum com exploração econômica, a exemplo de calçadões, praças e parques públicos. Até o momento, 43 municípios já aderiram à gestão de praias e 35 pedidos estão em análise.

Também será facilitada a regularização da ocupação de áreas da União por entidades desportivas. As entidades com ocupações anteriores a outubro de 1988 poderão quitar seus débitos com desconto de 50%. A estimativa é de que sejam alcançados pela medida cerca de 385 imóveis em todo o país, cujas dívidas com a União chegam a R$ 13,7 milhões.

Fonte: O Globo, 24/09/2018 

Governo estuda parceria com setor privado para CBTU e Trensurb

O Governo Federal estuda implantar parcerias com o setor privado para operação de linhas ferroviárias em capitais brasileiras, em casos em que as operadoras são deficitárias, ou seja, o valor pago na tarifa pelos passageiros, não cobre o custo de operação.

É o caso da Trensurb, de Porto Alegre, e os sistemas operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, nas cidades de Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal. As informações são do jornal “O Estado de São Paulo”.

A medida vem em um cenário de constatação de que os gastos do governo com estatais deficitárias subiram 125% desde 2009, agravado pelo problema da restrição orçamentária. Em alguns casos, a estatais não cumprem o papel pela qual foram criadas, como a Empresa de Planejamento e Logística – EPL, que deveria gerir o Trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.

O mesmo ocorre com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, no Estado de São Paulo, no que se refere ao deficit e a análise de conceder parte ou a totalidade das linhas. A companhia é gerida pelo governo estadual.

Fonte: Via Trolebus, 24/09/2018

Orçamento da Transnordestina sobe mais R$ 2,4 bilhões

O orçamento previsto para a Transnordestina, que já sofreu diversas revisões desde que a obra começou, em 2006, subiu novamente. Agora, o investimento é estimado em R$ 13,6 bilhões, valor que representa aumento de 21,4% em relação aos R$ 11,2 bilhões calculados anteriormente pelo Governo Federal.

Mais R$ 2,4 bilhões serão consumidos, e não há previsão de quando o projeto, que deveria ter sido concluído em 2010, sairá do papel. Quando os serviços foram iniciados, o orçamento original da ferrovia previa investimento de R$ 4,5 bilhões. Montante que, devido aos constantes recálculos, já cresceu 200% ao longo desses 12 anos. Um grande exemplo de má gestão do dinheiro público.

Por outro lado, apenas 52% da obra foram concluídos, de acordo com a última medição divulgada pela Transnordestina Logística S.A (TLSA), empresa controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e responsável pela construção da ferrovia.

O curioso é que, mesmo com o déficit nas contas do Governo Federal, que neste ano deve fechar em R$ 148 bilhões, aliado às dificuldades financeiras da TLSA em executar a obra a empresa teve prejuízo de R$ 149,8 milhões nos últimos dois anos sempre arranjam um jeito de “engordar” o orçamento da ferrovia.

Se um dia concluída, a Transnordestina terá 1.753 quilômetros de extensão em linha principal. Passará por 81 municípios, partindo de Eliseu Martins, no Piauí, em direção aos portos do Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco.

OBRA PRECISA SER PRIORIDADE

Empreendimento considerado fundamental para dinamizar a economia do Nordeste e aproximar o Brasil dos principais mercados mundiais, a Transnordestina precisa ser, entre as mais de 2,7 mil obras paradas no País, conforme mostrou estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), prioridade do próximo presidente. Isso porque a ferrovia, uma vez operando, será sinônimo de novos negócios e empregos, com foco na integração nacional.

No Ceará, serão 527 quilômetros de Transnordestina, ligando Missão Velha ao Pecém e passando por 29 municípios. Em 12 anos, apenas 15% das obras foram executados no trecho cearense, considerado um dos mais críticos. A Transnordestina terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano, com destaque para granéis sólidos (minério e grãos).

Fonte: O Povo, 23/09/2018 

Presidente da Aenfer ministrará palestra na Seaerj

A presidente da Aenfer, engenheira Isabel Cristina Junqueira de Andréa, foi convidada para ministrar palestra na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (Seaerj). Na ocasião ela abordará o tema: Concessões Ferroviárias.

A palestra acontecerá no dia 09 de outubro às 17h30 e será aberta ao público.

Endereço: Rua do Russel, 01 – Glória-RJ

 

palestra.Isabel concessões

VLT do Rio deixou de emitir mais de 700 toneladas de CO2 no último ano

O volume de passageiros transportados pelo Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT  da cidade do Rio de Janeiro, que hoje transporta 70 mil pessoas por dia, representa a ocupação de 50 mil carros, considerando a taxa de grandes cidades em 1,4 pessoa/veículo, de acordo com informações da própria operadora, a VLT Carioca.

Segundo nota enviada pela empresa, o sistema ocupa 20 vezes menos espaço do que os carros para transportar a mesma quantidade de pessoas, e no Brasil representam apenas 0,4% do consumo de energia elétrica.

O VLT ainda está entre os meios de transportes não poluentes, ao adquirir a energia para a operação de fontes renováveis, como biomassa e usinas eólicas e solares. Segundo ainda a empresa, só no último ano o sistema deixou de emitir mais de 700 toneladas de CO2 na cadeia de produção.

Fonte: Viatrolebus.com.br, 21/09/2018

Recuperação da Estação Leopoldina – Justiça Federal dá prazo para início das obras

A Justiça Federal deu um prazo de 30 dias para o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia começarem as obras de recuperação da fachada da Estação Leopoldina, uma das estações ferroviárias mais antigas do país. O local tem rachaduras, infiltrações e pichações.

O juiz federal Paulo André do Espírito Santo, da 20ª Vara Cível concedeu liminar ao pedido do Ministério Público Federal determinando medidas emergenciais de reforma para evitar acidentes.

A liminar obriga a SuperVia a colocar suportes de marquise para evitar desabamentos. A União e a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), precisam colocar redes de contenção em toda a fachada. Estas ações devem começar em 10 dias a partir da data da intimação.

Fonte: G1, 21/09/2018

TCU deve liberar edital para leilão da Ferrovia Norte-Sul

O Tribunal de Contas da União (TCU) deve aprovar nesta quarta-feira, 19, o edital que prevê a concessão da Ferrovia Norte-Sul. O plano do governo é repassar para a iniciativa privada um trecho total de 1.537 km de extensão, que liga o município de Porto Nacional (TO) a Estrela D’Oeste, em São Paulo.

Se passar pelo crivo do plenário da Corte, há possibilidade de o trecho ser concedido ainda neste ano, caso o governo encurte o prazo de consulta pública ao edital, dos 90 dias previstos originalmente, para 45 dias.

O Estado apurou que o relator do processo no Tribunal, ministro Bruno Dantas, teve reuniões fechadas com o procurador do Ministério Público de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, para tentar chegar a uma proposta final que autorize o andamento do processo de concessão. A realização do leilão depende do aval prévio do TCU. Bruno Dantas e Júlio Marcelo não comentam o assunto.

Conforme informou a reportagem em agosto, Júlio Marcelo havia recomendado a rejeição integral da proposta do governo, por entender que havia falhas graves na proposta de privatização, como o fato de não incluir estudos sobre a possibilidade de realizar transporte de passageiros, ou mesmo de operação em um modelo aberto de utilização da ferrovia, em detrimento do modelo fechado, que é o pretendido pelo governo.

Bruno Dantas deve rejeitar essas propostas do MP de Contas, mas acatar outras. Sua proposta, conforme apurou o Estado, é aprovar a minuta do edital, desde que algumas determinações sejam atendidas.

A principal exigência sugerida pelo MP e acatada por Bruno Dantas prevê que a Valec repasse ao futuro concessionário da ferrovia todas as obras remanescentes que a estatal ainda executa no trecho. Há lotes com obras em andamento em parte da Norte-Sul, que já está com mais de 90% do projeto concluído. Como essas obras são contratadas pela Valec com terceiros, seria necessário que a estatal sub-rogasse esses contratos ao novo dono da ferrovia.

O TCU também vai exigir que o governo conclua, antes da assinatura do contrato com o concessionário, todo o inventário de bens que serão repassados a esse empreendedor. A medida pretende proteger o governo quanto aos bens que serão entregues e que, após o fim do contrato, serão objeto de acerto de contas com o poder público, já que se trata de uma concessão de exploração da ferrovia pelo prazo de 30 anos.

Outra mudança feita pelo TCU no edital diz respeito à compra de locomotivas e vagões exigidas no edital. A previsão inicial era de que a concessionária teria de gastar R$ 2,8 bilhões em várias aquisições. A maior parte desse valor – R$ 2 bilhões – seria usada para comprar 113 locomotivas e 3.795 vagões, o chamado material rodante. O TCU revisou as projeções de uso e demanda e retirou 14 locomotivas e 416 vagões das exigências, reduzindo os investimentos obrigatórios em R$ 246,2 milhões, o que acaba dando mais fôlego ao empreendedor na hora de dar seu lance no leilão. O trecho que será concedido já custou R$ 10 bilhões aos cofres públicos.

Pelo modelo do leilão, ganhará a concessão da Norte-Sul a empresa que oferecer o maior lance. O governo já tinha reduzido o valor do lance mínimo, de R$ 1,6 bilhão para R$ 1 bilhão. Mas o preço dessa outorga terá de passar agora por novos ajustes, por incluir obras remanescentes da Valec. A estatal também terá de precificar os custos para a troca de britas de baixa qualidade utilizadas em alguns lotes.

Caso o Palácio do Planalto atenda as exigências em até 15 dias e publique o edital revisado da ferrovia, poderia ainda fazer o leilão entre o fim de novembro e início de dezembro. Depois de anunciar que 2018 seria o ano das concessões das ferrovias, o governo não conseguiu licitar um trecho sequer de trilhos até agora.

A Ferrovia Norte-Sul

A Norte-Sul é parte crucial do mapa logístico nacional, porque integra praticamente todas as malhas existentes do País e aquelas que ainda estão planejadas para sair do papel. Iniciada em 1987 no governo de José Sarney com a meta de cruzar o País, a obra ficou parada por décadas e foi retomada no governo Lula. Hoje, a ferrovia tem um único trecho de 720 km em operação, entre Açailândia e Palmas (TO), concedido à mineradora Vale em 2007.

O trecho central e sul que agora será concedido inclui mais 1.537 km nessa extensão. A concessão à iniciativa privada já era prevista na gestão de Dilma Rousseff e foi incluída por Michel Temer no Programa de Parceria de Investimento (PPI) em dezembro de 2016. A minuta do edital foi enviada pelo governo ao TCU em março deste ano.

Fonte: Estadão, 19/09/2018 

Alerj aprova Programa de Recuperação da Malha Ferroviária

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou ontem (19), o projeto de lei 1.252/12, que determina a criação do Programa de Recuperação da Malha Ferroviária, que tem como objetivo promover o turismo no estado. Com isso, a cidade de Petrópolis pode ser uma das beneficiadas. O texto será encaminhado ao governador Luiz Fernando Pezão, que vai decidir pela sanção ou veto do projeto, em um prazo de 15 dias úteis.

Prevendo a recuperação de 15 estações no estado do Rio, o projeto de autoria dos deputados Enfermeira Rejane (PCdoB), Jânio Mendes (PDT), Edson Albertassi (MDB) e dos ex-parlamentares Sabino, Andreia Bussato e Roberto Henriques, ainda visa revitalizar regiões e atrair novos investimentos. Na recuperação, está inserida a Serra de Petrópolis, com a estação Vila Inhomirim a Petrópolis.

De acordo com a lei, parcerias público-privadas poderão ser feitas para que as linhas sejam recuperadas. Um projeto com a análise das linhas, orçamento para as obras e cronograma para a implantação, deverá ser feito pela Secretaria de Estado de Transportes.

– A revitalização desses ramais trará crescimento econômico para as cidades. Vai fomentar o turismo, o comércio e a produção local, além de gerar empregos e renda. Outros estados já fazem isso e o Rio pode aproveitar esse potencial – disse a deputada Enfermeira Rejane, uma das autoras do texto, ressaltando a importância do transporte ferroviário, como meio de locomoção.

Fonte: Diário de Petrópolis, 20/09/2018