Entrando no ritmo das horas

Parece que está dando certo o apelo que a Aenfer fez à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Em julho deste ano a Associação enviou carta ao órgão para pedir que o relógio da Central do Brasil voltasse a funcionar.

Três meses depois, esta entidade recebeu resposta onde foi informada que os reparos já foram iniciados.

A Aenfer vem registrando nas últimas semanas o trabalho da área externa. Alpinistas subiram e apagaram a parte que estava pichada. Os ponteiros das duas faces estão marcando a hora certa.

Entre as reformas previstas, estão mudanças dentro do sistema de controle do relógio, incluindo acionamento elétrico e motorização; substituição das baterias do subsistema de energia; além de melhorias do comando geral de engrenagens e dos painéis de controle.

O maior relógio de quatro faces do mundo completou 75 anos este ano. Ele fica a mais de 100 metros do chão, cada face tem dez metros quadrados, os ponteiros pesam, juntos, 452 quilos. O do minuto tem 7,5 metros de comprimento e 270 quilos. O das horas, 5,35 metros e 182 quilos. O relógio é  tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Rio desde 1996.

Dnit formaliza criação do Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por meio da diretoria de Infraestrutura Ferroviária (DIF), formalizou a criação do Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias (INPF). Na última quarta-feira (dia 12), a diretoria organizou uma solenidade em que foi ratificado o estatuto da nova entidade. O presidente do instituto é o atual diretor do Departamento de Infraestrutura Ferroviária (DIF) do Dnit, Charles Beniz.

O coordenador de construções ferroviárias do DIF, Jean Carlo Trevisolo de Souza, disse que a ideia de criação de um instituto voltado para pesquisas ferroviárias vem sendo discutida há mais de uma década. Reuniões ainda serão feitas para definir o corpo técnico do Instituto.

“O país nunca teve um instituto que reunisse o setor de pesquisa ferroviária. O Dnit estudou o modelo de outros países para entender como funcionaria e, desde 2003, estamos lutando, acionando os parceiros, os membros. Agora conseguimos alinhar e deu certo”. Em 2016, segundo Souza, o Dnit constituiu um grupo para elaborar estudos de viabilidade financeira para a criação do instituto e de seu estatuto.

Souza disse que as primeiras pesquisas do instituto serão relacionadas às ferrovias de carga. A intenção é que os estudos abordem de maneira mais aprofundada os benefícios dos investimentos no modal para a economia brasileira. Outros estudos analisarão os potenciais dos trens regionais de passageiros.

 

Financiamento

Nos primeiros quatro anos, chamados de período pré-operacional, o instituto pretende se manter com recursos voluntários. Souza disse que há a ideia de fechar parcerias com as operadoras de carga, indústria ferroviária, associações que representam o setor e entidades acadêmicas (como Escola Politécnica da USP, Unicamp e Institutos de Pesquisas Tecnológicas), que poderiam ajudar a dividir responsabilidades, como custos e receitas.

“O INPF também espera contar com o Recurso de Desenvolvimento Tecnológico (RDT), cláusula que pode ser inserida nos novos contratos de concessão das ferrovias”, diz Souza. Além de pesquisas, está prevista a realização de treinamentos e capacitações. A intenção é que o instituto forneça certificações e esteja operando de forma plena daqui a 10 anos.

Estudo divulgado pelo Dnit mostra que o instituto poderia obter, em 30 anos, R$ 555 milhões para investir em pesquisas no modal ferroviário.  Caso o RDT não seja aprovado, já foram mapeadas outras duas fontes de recursos ainda tratadas como prospecção, segundo o coordenador. “Não é algo tão palpável como o RDT, vai depender de uma regulamentação”.

Souza disse que o Instituto de Pesquisa Rodoviária serviu de inspiração para o INPF. O instituto é entidade jurídica de direito privado sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira e patrimônio próprio. “Dessa forma, o instituto não depende exclusivamente de recursos vindos da União. Iremos pedir o título de Organização Social (OS) ao futuro Ministério de Infraestrutura”, disse Souza.

Um dos participantes da solenidade que aconteceu na última quarta, o professor Ary Franck Cordeiro, da Universidade Federal do Pará, afirmou que é gratificante participar de um evento histórico como esse. Ele disse  que, desde que as primeiras ferrovias brasileiras começaram a ser construídas, em 1854, nunca houve um Instituto de Pesquisa Ferroviária. “Chegou a hora de evoluirmos e levarmos a sério as ferrovias se realmente quisermos crescer economicamente”. Ele declarou que o INPF irá impactar não só o setor de pesquisas acadêmicas, que terão um ganho “significativo”, mas toda a comunidade e o desenvolvimento do país.

 

Metrô DF lança centro de treinamento

Foi lançado em Brasília, dia 13/12, o Centro de Treinamento Metroferroviário de Brasília Tereza Eeico. A inauguração contou com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e do presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado.

Segundo a chefe da Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos do Metrô DF, Mônica Leite de Oliveira, será atendido, prioritariamente, o público interno da companhia e, futuramente, o público externo. “A intenção é contribuir para a melhoria dos serviços prestados aos usuários e atuar mais ativamente junto à sociedade por meio da oferta de atividades educativas e visitas monitoradas, e promovendo ainda a pesquisa e a inovação tecnológica”. disse.

O centro vai desenvolver as seguintes ações:

– Desenvolvimento de programas de capacitação;

– Promoção de cursos, palestras e eventos;

– Oferta ao público externo de eventos de natureza educativa por meio de visitas monitoradas;

– Oferta de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado aos empregados da Companhia;

– Promoção e realização de pesquisas no campo da inovação tecnológica e metroferroviária.

Fonte: Revista Ferroviária, 14/12/2018