Trem do Corcovado inicia renovação de frota

No Rio de Janeiro, o tradicional Trem do Corcovado receberá novos trens fabricados pela Stadler na Suíça, mesma fabricante das locomotivas cremalheira que operam em Paranapiacaba, São Paulo.

A indústria, especializada na construção de trens regionais e bondes (inclusive com sistema cremalheira), foi contratada pela operadora do trem, a Esfeco, que possui a concessão da ferrovia até 2034 para cuidar da substituição dos antigos bondes, que operam desde 1979.

A Ferrovia que opera desde 1884, inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II, serviu de acesso para os materiais da construção do Cristo Redentor. Seus primeiros trens foram movidos a vapor e os primeiros trens elétricos do brasil, serviram à ferrovia, que tem aproximadamente 4 km de extensão. Ela já transportou autoridades e personalidades das mais diversas esferas, como o Papa João Paulo II, Princesa Diana e até Albert Einstein.

Com os novos trens, o sistema que tem a atual capacidade de 300 passageiros por hora em cada sentido, dobrará para 600 pessoas, além de também unir a acessibilidade universal e algumas inovações, como teto solar, espaço dedicado para bicicletas e também, cadeirantes. Segundo o Presidente da Esfeco, foram “oito anos de negociação e um investimento de 150 milhões” para que a aquisição de novos trens fosse possível.

 

Fonte: Via Trólebus, 19/12/2018

Investimentos na fronteira podem reativar ferrovia

O fechamento do acordo para a importação de ureia da Bolívia por parte do grupo Hinove Agrociência firmado esta semana, em Santa Cruz de La Sierra, deverá ajudar na retomada da malha ferroviária do Estado. O transporte de cargas pela ferrovia está praticamente desativado desde 2015.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Produção e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, o acordo realizado entre os dois países garante a compra de ureia de 2019 a 2028, no volume total de 1,150 milhão de toneladas pelo grupo Hinove. Em contrapartida a empresa irá fornecer tecnologia para melhorar a qualidade da ureia da YPFB. Atualmente, a empresa tem contrato de 300 mil toneladas por ano.

“Hoje, esta ureia é trazida por meio de rodovias, mas transportar um volume destes é impraticável. Por isso, nossa ideia é que a ureia saia da Bolívia e venha até Campo Grande pela ferrovia”, salienta ele,lembrando que testes neste sentido de transportar a matéria prima a granel em silos bag pela ferrovia já foi realizado até Bauru.

Diante do fechamento de acordo , o secretário afirmou ter conversado com a diretoria da Rumo sobre o avanço neste assunto. “A Hinove está pensando em montar um Centro de Distribuição de ureia aqui na Capital, trazendo a matéria prima da planta boliviana de Bulo Bulo”, frisou.

Fonte: Rádio Caçula

Data: 24/12/2018

Ministério lança Portal da Intermodalidade

Um portal inédito e totalmente inovador lançado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil esclarece, de forma simples e esclarecedora, o conceito da intermodalidade, além de explicar como funciona a matriz de transportes no Brasil. Voltado para especialistas do setor, associações e entidades representativas, empresários, estudantes e sociedade de forma geral, o site aborda as mais diversas nuances da conectividade no sistema de transportes e explica como uma rede eficiente pode impactar na vida do cidadão, na economia brasileira e na competitividade internacional.

 

Acesse: www.transportes.gov.br/intermodalidade

 “O Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo. E para tornarmos os nossos produtos ainda mais competitivos no mercado externo, precisamos de um sistema de transportes totalmente integrado, que conecte nossas rodovias com as ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Esse modelo é essencial para o escoamento dos produtos e, consequentemente, para a geração de emprego e renda, e para o desenvolvimento do nosso país”, avalia o ministro dos Transportes, Valter Casimiro.

O projeto apresenta os principais temas relacionados à intermodalidade, as vantagens dessa alternativa de transportes para os produtores, consumidores e para a economia nacional, e os entraves para alavancar de vez este modelo. O portal também traz entrevistas com alguns dos maiores nomes do setor para explicar como funciona a intermodalidade no Brasil e no mundo, o que é o custo-logístico, como os preços dos transportes impactam na vida da população, quais os modais mais baratos, mais rápidos e menos poluentes, entre outros.

Além disso, para ilustrar melhor como funcionam, na prática, os corredores logísticos estratégicos, o site exibe vídeos de dois dos produtos mais importantes na balança comercial brasileira: a soja e a cana-de-açúcar, convidando o usuário a acompanhar o escoamento da produção de soja do Centro-Oeste brasileiro para exportação ou ainda os caminhos da cana e sua distribuição no mercado doméstico.

Os vídeos são desenvolvidos pela tecnologia belga Spott, moderna e inovadora, que torna os conteúdos interativos, aumentando o engajamento do usuário e enriquecendo ainda mais sua experiência com a navegabilidade do portal.

MAPAS

Outra novidade do portal é a apresentação dos corredores logísticos estratégicos que identificam os caminhos usados pelo transporte de cargas para exportação e consumo interno no país. Até o momento, o governo já identificou os corredores de três produtos: os complexos de soja e milho, de minério de ferro e veículos automotores, que podem ser facilmente encontrados na página de Mapas do site. Para navegar, basta escolher o produto listado, selecionar o tipo de mercado que deseja saber (externo ou interno) e apontar os corredores para visualizar as rotas no mapa, que podem ser separadas por região. Pelo mapa interativo, é possível identificar as rodovias, hidrovias, ferrovias e portos dos corredores selecionados com as principais informações sobre cada um deles.

Ao final de toda essa experiência, o usuário encontrará um quiz para testar os seus conhecimentos sobre o tema.

 

Fonte: Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Data: 20/12/2018