Helio Suêvo: A Ferrovia de Integração Oeste-Leste/FIOL

Através de determinação do Ministério da Infraestrutura, a VALEC e o Exército Brasileiro, com sua Área de Engenharia e Construções, firmarão tratativas para assinatura de contrato de parceria para a conclusão das obras de infraestrutura e superestrutura ferroviária do Lote 6-F, da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, entre Caetité e Barreiras, sendo que os trabalhos ficariam a cargo do 4º Batalhão de Engenharia de Construções de Barreiras/BA e do 2º Batalhão ferroviário de Araguari/MG.

De acordo com nosso acompanhamento a situação das obras da FIOL, está apresentada abaixo:

– FIOL I: Lotes de 1-F a 4-F, entre Ilhéus a Caetité com 537 km de extensão;

Os referidos Lotes encontram-se em fase final de conclusão das obras;

O Terminal de Ilhéus (Vias de acesso e construção do Porto Sul), ainda não foram iniciadas.

 

– FIOL II: Corresponde aos seguintes Lotes:

Lotes 5-A (Ponte sobre o Rio São Francisco) com 2,90 km de extensão onde a obra está concluída;

Lote 5-F entre Guanambi e Brumado com 162,04 km de extensão. A obra encontra-se em andamento através de firma empreiteira;

Lote 6-F entre Brumado e Correntina com 159,31 km de extensão. Até a presente data foi executado somente 37% de sua extensão total e será complementada pelos Batalhões de Engenharia do Exército;

Lote 7-F entre Correntina e Barreiras com 161,12 km de extensão. A obra encontra-se em andamento através de firma empreiteira.

– FIOL III: Lotes 8-F a 11-F com 505 km de extensão onde as obras ainda não foram iniciadas.

A extensão total da FIOL entre Figueirópolis a Ilhéus corresponde a 1.527,00 km

Segundo informações do MINFRA e do governo do estado da Bahia, a FIOL após a sua conclusão passaria a ser a líder nacional na produção de bens minerais, pois na sua extração podemos citar as reservas de minério de ferro e urânio nas jazidas da região de Caetité, a produção de magnesita transportada pela FCA para Minas Gerais através do     Porto de Salvador em Brumado, o manganês em Barreiras e Correntina, a bauxita no Vale do Piramirim, calcáreo também em Correntina e ao longo da ferrovia a existência de    rochas silicáticas (granito, quartzito e gnaisse) e carboláticas (mármore).

O leilão para operação dos lotes 1-F a 4-F (1ª etapa) deverá ser realizado até o final do ano em curso, ficando as vias de acesso e a construção do Porto Sul em Ilhéus a cargo do Governo da Bahia.

Após a sua conclusão total, a FIOL alcançará cerca de 70% da sua produção em agronegócios e 30% em mineração.

Em operação, a FIOL poderá render R$ 500 milhões de arrecadação para o Governo do Estado.

 

Autor: Engº Helio Suêvo Rodriguez,vice presidente Técnico, Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária da AENFER

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