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Atlântico e Pacífico

Análise das Alternativas da Ligação Ferroviária entre o Atlântico e o Pacífico. Há muito tempo é desejo dos governos na América do Sul estabelecer uma ligação ferroviária entre os Oceanos Atlântico e Pacífico.

Essa ligação estratégica faz todo sentido em promover a integração deste vasto continente e também, em termos econômicos, para beneficiar as importações e exportações, notadamente as do agronegócio e minerais, dinamizando as transações comerciais com países asiáticos, principalmente a China. Do ponto de vista brasileiro, a ligação com o Pacífico vai reduzir as distâncias e, consequentemente o custo do frete e o tempo de percurso dos navios, que não mais teriam de pagar o elevado “pedágio” para cruzar o Canal do Panamá (US$ 250 a 400 mil por tipo de embarcação) para chegar ao Pacífico.

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Para que se tenha uma idéia do encurtamento das distâncias, a soja produzida no Centro Oeste se embarcada em Porto de Itaqui/MA, teria de percorrer 23.000 km até Xangai, se embarcasse em Arica, no Chile, percorreria 18.000 km, ou seja, uma economia de 5.000 km e a redução do tempo de viagem em alguns preciosos dias de navegação. Abra o Relatório Técnico completo, feito pelo diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária da Aenfer Helio Suêvo e saiba mais: Relatório Técnico

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Inventariança

A Diretoria da Aenfer visitou no dia 18 de outubro o inventariante da extinta RFFSA, engenheiro Manoel Geraldo Costa e foi informada da realização do processamento das folhas de pagamento de novembro de 2016 dos empregados ativos, com efeito financeiro em 01 de dezembro de 2016, com os respectivos atrasados.

Para os aposentados e pensionistas, o salário será pago, também, atualizado, com a perspectiva de pagamento dos atrasados, no decorrer do mês de dezembro de 2016.

AENFER, 18/10/2016

 

AENFER participa de encontro em Brasília com lideranças de classe

No dia quatro de dezembro, líderes de classe se deslocaram do Rio de Janeiro para Brasília a fim de cumprir às 10 horas da manhã, agenda com o Dr. Valdir Agapito Teixeira, Secretário Federal de Controle Interno da Controladoria Geral da União. A audiência foi agendada para tratar a Dívida da União (RFFSA) com a REFER, tendo em vistas recente correspondência enviada pelas entidades de classe à CGU, exigindo providências quanto ao imediato pagamento.

Recebidos pelos representantes da CGU, a REFER foi representada pelo diretor financeiro eng.º Carlos Moulin, enquanto que os órgãos de classe se fizeram presentes através da Associação dos Aposentados da RFFSA, presidente estatístico Nelson Fernandes Cruz; Associação dos Engenheiros Ferroviários-AENFER, presidente eng.º Luiz Euler; Associação Mutua Auxiliadora da Estrada de Ferro Leopoldina-Mutua, presidente Raymundo Neves, que também representou a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF, na pessoa do ministro Hélio Regato; Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina – AEEFL, presidente eng.º Almir Ferreira Gaspar; advogada Ana Carolina R. de Oliveira, representando o Escritório de Advocacia de Brasília; Dr. Cidmauro Lima, da Auditoria da ANTT, em Brasília . Pela CGU o Secretário Federal Valdir Agapito se fez acompanhar de três assessores.

Pedido de providências da CGU

Após as apresentações iniciais dos representantes dos órgãos de classe dos ferroviários, o eng.º Carlos Moulin fez ampla explanação sobre a situação da dívida da União com a REFER que demanda mais de 10 anos pondo em risco o pagamento dos benefícios. Por sua vez, os representantes dos órgãos de classe falaram sobre a NOTIFICAÇÃO que enviaram solicitando providências da CGU junto ao Secretário do Tesouro, através do titular da Secretaria do Tesouro Nacional – STN, tendo em vista que tal autoridade vem desrespeitando a legislação da previdência complementar. Foi ressaltado que a própria CGU no exame meticuloso do processo administrativo emitiu Notas Técnicas atestando a certeza, a liquidez e a exatidão da dívida.

Os representantes tiveram, ainda, a oportunidade de informar àquela autoridade, da importância social da REFER para as milhares de famílias dos ferroviários, que contribuíram durante anos para terem o direito ao complemento do seu sustento. Falaram, também, que outros milhares de ferroviários deixaram ao longo de suas vidas laborativas de contribuir com a REFER, tendo em visto o alto custo para manter um plano de previdência complementar. Cobraram a negociação imediata da devida da União (RFFSA) com a Fundação REFER, que nada mais é do que dívida do Patrocinador com o plano de previdência dos seus empregados. A Dra. Ana Carolina, advogada que defende a REFER na Ação Judicial em Brasília, fez, também, detalhada apresentação sobre o andamento do referido Processo, onde a União é Ré.

Por fim, o Dr. Valdir Agapito fez uso da palavra, deixando claro que por parte da CGU não tinha nenhuma dúvida quanto à legalidade da dívida e pediu para que um dos auditores responsável pelo exame do processo em andamento na CGU, sob o regime de fiscalização, informasse sobre o mesmo, O auditor responsável disse que até Março/2015, o Relatório estará concluído. O Dr. Valdir Agapito orientou que no caso de ser necessário fossem utilizados mais técnicos de outras áreas da CGU, para maior celeridade. O Dr. Valdir Agapito falou algumas palavras sobre a importância da ferrovia e dos ferroviários para o desenvolvimento do Brasil. Falou, ainda, da seriedade da Audiência e de seus membros que ali participavam, por uma causa justa.

BRT no RIO: UMA DECISÃO ACERTADA?

O governo do estado e a prefeitura do Rio optaram por investir fortemente no BRT como solução para nosso município, visando à Copa de 2014 e, principalmente, aos Jogos Olímpicos de 2016, através da implantação das linhas TransOeste, TransOlímpica e TransCarioca.

Numa cidade com sérios problemas de transporte e trânsito, é louvável a movimentação das autoridades no sentido de tentar resolver ou, pelo menos, minimizar esse angustiante problema.

No entanto, tememos que a médio prazo venhamos a lamentar essa decisão. O custo para construção do BRT é inferior ao do VLT e seu prazo de execução pode ser menor mas, quando tanto se fala em sustentabilidade e preservação do meio ambiente, o que pretendemos deixar para o nosso futuro e da nossa cidade?

Ônibus são movidos a óleo diesel, utilizam pneus e trafegam sobre asfalto, além de terem uma vida útil de cerca de 5 anos.

Qual sua vantagem sobre o VLT ou o metrô leve?

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