Próxima Palestra Técnica na AENFER: 07 de novembro

O engenheiro Sergio Iaccarino será o próximo palestrante e abordará como tema: Mobilidade nos Transportes de Carga e Urbano no Brasil – Logística, Infraestrutura, Governança e Competitividade nos Trilhos.

A palestra será realizada no dia 07 de novembro às 10 horas, no Auditório da Aenfer.

Sergio Iaccarino é especialista em Infraestrutura Sênior do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), atualmente em exercício no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA).

É também doutor em Ciências em Engenharia de Produção (área de Inovação Tecnológica e Organização Industrial) pela Coppe/UFRJ e mestre em Ciências em Engenharia de Produção (área de Projetos Industriais e Transportes) pela Coppe/UFRJ.

Engenheiro Civil (Estruturas e Transportes) pela PUC/RJ

Entrada Franca!

Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar – Centro-RJ

Cartaz Palestra 07.11 Iaccarino

Presidente da AENFER faz palestra na SEAERJ e engenheiro Osvaldo Barbosa participa de Palestra Técnica na AENFER

A presidente da Aenfer, engenheira Isabel Cristina Junqueira de Andréa aceitou o convite da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ para ministar palestra naquela casa no dia 09 de outubro.

Com o tema: Concessões Ferroviárias, a presidente, de maneira didática e coerente sintetizou os principais problemas que levaram o nosso país a dispor de uma malha ferroviária de apenas 28.000 km de extensão, dos quais 7.000 km se encontram plenamente operacionais, enquanto do restante, 14.000 km estão subutilizados e os demais 7.000 km estão desativados, objeto de vandalismo e saques às instalações e prédios sucateados, com  perdas enormes para o erário público e omissão dos atuais concessionários.

Segundo ela, o resultado desse quadro se reflete no elevado custo dos transportes com a baixa participação das ferrovias no transporte de cargas, atualmente correspondente a apenas 20% contra mais de 60% executados pelas rodovias.

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, este modal tem a seguinte configuração: EUA 50%; Canadá 52%; Alemanha 53% e Rússia 83%. Conforme a Agência Nacional de Transporte Ferroviário – ANTT, a comparação com os EUA é importante, devido à semelhança que há na extensão territorial dos dois países. A malha  ferroviária dos EUA, país com características dimensionais e geofísicas com as do Brasil, tem cerca de 220 mil km, o que demonstra a nossa total insuficiência de ferrovias.

A engª Isabel mencionou que, apesar de as concessões terem ocorrido no período entre 1996 e 2000, o que se assistiu ao longo de todos esses vinte anos foi a pouca presença das ferrovias no transporte de cargas, a ausência de transporte de passageiros, exceção para a Vitória-Minas e Carajás. Mesmo no que se refere ao transporte ferroviário, a maior parcela de participação na ampliação se deveu ao transporte de minério de ferro, coincidentemente em linhas onde os concessionários participam da exploração das minas.

Outro grande problema se relaciona com o denominado “direito de passagem”,ou seja, a necessidade de que possível e de maneira rotineira, sem entraves, assegurar o livre curso de trânsito das mercadorias entre malhas de diferentes concessões. Atualmente, segundo informações disponíveis, apenas 8% das cargas são compartilhadas.

Ela lembrou da recente crise com a greve dos caminhoneiros que mostrou nitidamente a necessidade de uma maior inserção de carga geral do modal ferroviário. Apuradas as principais causas dessa tremenda distorção na utilização dos diversos modais, detecta-se a urgente necessidade de uma atuação no marco regulatório das concessões ferroviárias.

Outros fatores constituem problema e foram citados pela palestrante

– A falta de capital humano para o exercício da fiscalização dos marcos regulatórios, de modo a ficarem assegurados o cumprimento das obrigações fixadas pelos contratos da concessão.

– Um melhor critério para a análise das eventuais solicitações para concessão de facilidades extra-concessão sob a alegação de problemas que possam estar ocorrendo e possam prejudicar o concessionário.

– A necessidade de dispositivos que possibilitem que usuários das concessões se beneficiem do gozo da concessão para benefício próprio em detrimento do interesse global.

– A necessidade de estudos na área dos transportes visando a integração entre os modais e que tais estudos, se considerados viáveis ou de interesse geral, não sejam impedidos de serem implementados pela existência de algum dispositivo presente no contrato da concessão.

O efeito da palestra se fez sentir de imediato, pelos presentes, que agregaram mais informações, boa parte por experiência direta, outros pelas informações confirmadas que tinham.

Ficou uma grande mensagem para uma ação imediata e prioritária junto ao Ministério Público, que foi:

“Há necessidade que se interrompam renovações das concessões atualmente em curso e que se encontram sob pressão dos interessados. Como, em assunto de tamanha importância se querer, em final de governo, em menos de três meses, serem assinados contratos de concessão complexos e de duração de vinte a trinta anos.”

A palestra alcançou plenamente o seu objetivo. A conexão SEAERJ e AENFER se mostra extremamente importante, no momento atual (e sempre) com a crise política e econômica em curso.

Colaboração: Engº Maurício de Souza – Associado da AENFER

 

 

Engenheiro Osvaldo Barbosa participa de Palestra Técnica na AENFER

Dia 10 de outubro, a AENFER promoveu o  Ciclo de Palestras Técnicas com a participação do engenheiro Osvaldo Barbosa. Ele trouxe como tema: O Legado Técnico da Engenharia Ferroviária

Primeiramente o engº citou a evolução tecnológica dos sistemas tubulares focando principalmente os sistemas destinados à distribuição de energia elétrica e telecomunicações e deu ênfase aos padrões adotados para as ferrovias, a rigor pioneiras no desenvolvimento das normas técnicas para a implantação dos tubos e dutos que serviam de proteção aos fios e cabos.

Ele lembrou que Embratel na sua fase inicial manteve estreita ligação com a RFFSA e empresas ferroviárias aproveitando da vasta experiência que essas empresas tinham no uso de cabos para a transmissão de dados e comunicações. Deve-se destacar o fato de que até ao final dos anos 1960, a grande maioria dos licenciamentos para a circulação dos trens era feito via comunicação por linhas de telecomunicação montadas em postes lançados na faixa de domínio das ferrovias. A RFFSA, Administração Central elaborava, publicava e distribuía os cadernos onde constavam os procedimentos para a instalação dessas linhas.

O palestrante destacou o uso de tubulações para a proteção das estruturas que dependem do estado de solidez dos terrenos que suportam tais construções.

O tema se concentrou no teor da palestra, ou seja, a drenagem tubular para a proteção das rodovias e ferrovias.

Um dos grandes problemas no campo da engenharia civil vinculada à implantação das rodovias e ferrovias diz respeito aos projetos de drenagem.

Com a penetração das águas pluviais decorrente das chuvas, o solo vai ficando encharcado, do que resulta com o tempo, sua flacidez e a perda da resistência. Trechos podem ser afetados, gerando interrupções no escoamento do tráfego ou circulação dos trens, com a possibilidade de acidentes.

A drenagem torna-se fundamental para dar escoamento às águas, evitando a concentração e consequente perda das características do solo.

Dispondo de trechos extensos com declividade, à medida que as águas coletadas vão sendo captadas pelos sistemas de drenagem que acompanham as ferrovias e rodovias, a tubulação coletora principal vai sendo afetada pelo aumento de volume e velocidade das mesmas. O atrito vai aumentando gradativamente o que acaba por afetar as paredes das tubulações gerando desgaste substancial das mesmas.

Até então, dada a tecnologia disponível os dutos para as redes de drenagem se apoiavam nas estruturas de ferro e mais usualmente em tubulações de concreto de alta densidade.

Com o tempo e em função da densidade e quantidade das vazões, tais tubulações acabavam por ter altos índices de desgaste com custos elevados para a sua manutenção e substituição periódica, além da possibilidade de acidentes.

Estudando o caso, os japoneses no sentido de reduzirem tais problemas iniciaram a aplicação de nova tecnologia suportada em um novo tipo de material plástico.

As alegações diziam respeito à suposta fragilidade do plástico. E esta fragilidade se concentrava em dois grandes aspectos: as características mecânicas e à falta de elasticidade.

Com o uso e os experimentos levados a efeito pelas ferrovias japonesas ambos fatores que seriam limitadores deixaram de existir.A questão da resistência mecânica foi mostrada ser superada pelo dimensionamento das paredes das tubulações. Quanto à elasticidade algum gênio teve a suprema ideia de conceber as tubulações, não lisas, mas corrugadas. Qual a vantagem? É que como as tubulações estão enterradas, quando ocorre um dilatação por qualquer circunstância (calor, flutuação do peso da carga que passa pela superfície), a tubulação corrugada acompanha tal variação sem qualquer problema mecânico de tensão para a tubulação.

Já quando a tubulação é rígida, tal como acontece com as tubulações de concreto, ferro ou até de plástico sem ser corrugado (tubulação lisa), a sucessiva de estica-comprime acaba por gerar tensões superficiais nas tubulações e rompimento após determinado número de movimentos. Resultado: necessidade da substituição do trecho afetado e custos elevados para a correção do problema.

Segundo o palestrante, inúmeras são também as vantagens do uso da tubulação PEAD.

Ao término da exposição do engenheiro enfatizou da necessidade de as faculdades de engenharia colocarem como matéria nos currículos a respeito dos sistemas de drenagem envolvendo a tecnologia PEAD e que todos os cursos de engenharia considerem como matéria curricular o conhecimento das Normas da ABNT para que os futuros profissionais de Engenharia venham propor novas especificações quando elas já existem, bastante tão somente uma consulta às mesmas.

Palestra Técnica – O legado Técnico da Engenharia Ferroviária

A Aenfer promoverá mais uma rodada de palestra técnica em sua sede. Desta vez o convidado é o engenheiro Osvaldo Barbosa. Ele abordará o tema:

 O legado Técnico da Engenharia Ferroviária

 

Engenheiro Eletricista/Telecomunicações pela UFF, pós-graduado em Engenharia de Dutos Terrestres e Submarinos pela PUC-RJ/Petrobrás/Prominp. Atuante no segmento metroferroviário de passageiros e de cargas, atualmente engenheiro consultor da Kanaflex S/A no segmento de dutos e tubos aplicáveis à infraestrutura de redes subterrâneas de cabos de energia e telecomunicações, transporte de fluidos (líquidos e gases), drenagem superficial e subterrânea. Participante em documentos normativos e de custos na área de transportes do DNIT (rodovias e ferrovias) e técnicos VALEC. Especialização Técnica em tubos PEAD para infraestrutura de drenagem agrícola em Osaka/Japão e Illinois/USA.

 

 

Dia: 10 de outubro de 2018

Horário: 10:00

Local: Auditório da Aenfer – Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar

 

 

A AENFER FORNECERÁ DECLARAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO AOS INTERESSADOS

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Entrada Franca!

Posse dos novos Conselhos e Condecoração na AENFER

A AENFER, em parceria com a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA realizou nesta quarta-feira, 26 de setembro em seu auditório, a cerimônia de entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, posse de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, representante e suplente junto ao CREA-RJ.

No auditório da Associação estavam presentes, profissionais da área de engenharia, entidades ferroviárias e familiares.

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(Veja mais fotos do evento no final desta matéria)

Além da presidente da AENFER, Isabel  Cristina Junqueira de Andréa, compuseram a mesa a vice-presidente da AARFFSA Lídia Maria Martins Gonçalves, o diretor Geral da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-RJ Luiz Felipe Pupe de Miranda, o conselheiro vitalício da SEAERJ Nilo Ovídio Lima Passos e a diretora da AEEFL Vera Lúcia Bernardo Ferraço.

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A presidente da AENFER Isabel agradeceu a presença de todos e ressaltou vários pontos importantes:

“Estamos num momento crucial para o país e especialmente para a vida dos ferroviários.

Em nenhum momento os últimos governantes nos ajudaram, muito pelo contrário, plantaram no Ministério do Planejamento documentos sem embasamento técnico e não cumprem na íntegra decisões do poder judiciário, interpretando a sua maneira e, criando regras diferenciadas para cada caso, de acordo com o seu próprio entendimento, estratégia que vem formando um quadro sombrio prejudicando sobremaneira a classe ferroviária.

Outro ponto importantíssimo é a situação da REFER. Temos receio de quem vem por aí administrar nossa Fundação, cujo Conselho Deliberativo assumiu a gestão há quatro meses e ainda não há uma definição quanto à homologação, ou não, dos nomes dos três diretores”, disse a presidente Isabel

A engenheira lembrou que até hoje a REFER não nos deu respostas claras sobre o acordo da dívida da RFFSA, sobre o processo seletivo dos novos dirigentes, nem sobre a situação das cotas do plano RFFSA, mormente na hora em que muitos associados pretendem se desligar da Inventariança já quase extinta e, também nenhuma informação quanto a situação dos já assistidos. Ela ressaltou também que é necessário mantermos nossa Associação forte e atuante, pois, podemos nos tornar presas fáceis a todo tipo de ataque.

Dando prosseguimento ao evento que foi conduzido pelo mestre de cerimônia, engenheiro Antônio Gonçalves Filho, a cerimônia iniciou  com a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, prêmio idealizado pela AENFER num justo reconhecimento àqueles que contribuíram ou continuam contribuindo para o desenvolvimento da ferrovia nacional.

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Este ano receberam a Condecoração os engenheiros: Carlo Luciano de Luca (in memoriam); Celso Belfort Rizzi; Fernando José Alvarenga de Albuquerque; Manoel Marcos Monachesi; Mauricio Fernandes Gomes de Souza, Roberto Flávio Brasil Pereira e o advogado Marcelo do Valle Pires.

condecorados

 

Engº Carlo Luciano de Luca

Ana Maria De Luca, esposa do homenageado Carlo Luciano de Luca (in memoriam) foi convidada para receber a condecoração pelas mãos da presidente da AENFER Isabel Cristina Junqueira de Andréa e da diretora Social Telma Regina Jorge da Silva.

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Pres. Isabel com Ana De Luca, diretora Telma e o filho do homenageado Carlo De Luca Jr.

O engenheiro homenageado formou-se em engenharia operacional pela universidade Santa Úrsula em 1973. Especializou-se nos cursos de engenharia de segurança e higiene do trabalho, curso de engenharia ferroviária e curso de engenharia – área de habilitação mecânica. Fez pós-graduação em gerência organizacional, ergonomia e metodologia de ensino superior. Dentre muitas atividades profissionais, citamos algumas: membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da Administração Geral da RFFSA; engenheiro operacional da Diretoria do Rio de Janeiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos nos períodos de 1977 a 1978; exerceu os relevantes cargos de confiança na RFFSA/AG: de assessor da diretoria de segurança industrial e de gerente de segurança industrial. Participou de diversos cursos realizados pela RFFSA, dentre eles: curso de primeiros socorros; curso de treinamento de executivos em processamento de dados. Pelo SENAI participou de inúmeros cursos e treinamentos, como: curso de treinamento para manuseio de aparelhos para avaliação de agentes agressivos de ambientes de trabalho e detalhamento técnico realizado na administração geral da RFFSA/SENAI; dinâmica de grupo; curso de melhorias de métodos do trabalho; curso de comunicação na empresa. Trata-se de um profissional que dedicou grande parte de sua vida à segurança da ferrovia e dos ferroviários. Pela AENFER, teve participação ativa nas Diretorias de Produtos e Serviços a qual ocupou de 2010 a 2013 e na Social em que implementou reuniões festivas colaborando para a união dos associados. Mas infelizmente não terminou seu mandato. Faleceu quando ainda ocupava a diretoria social no dia 29 de junho de 2015.

Engº Celso Belfort Rizzi

Em seguida o engenheiro Celso Belfort Rizzi foi convidado para receber a homenagem.

Formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia da Universidade Católica PUC/RJ em 1952. Fez pós-graduação de engenharia ferroviária em 1960 pela Escola Nacional de Engenharia. Admitido como engenheiro estagiário na 10ª residência da linha em triagem em 1953, Estrada de Ferro Leopoldina; promovido ao cargo de engenheiro ajudante; exerceu, interinamente, os cargos de engenheiro residente nas 10ª e 6ª residências de linha e engenheiro na 2ª residência de linha; exerceu, as funções confiança de subchefe do departamento de planos e obras no setor de obras de linhas férreas em 1960; foi subchefe do departamento de planos e obras no setor de construção de linhas férreas em 1961; assumiu, interinamente, a chefia do Departamento de Obras e Investimentos; exerceu o cargo de diretor assistente Administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina da RFFSA, cargo este transformado em assistente central Administrativo; foi superintendente da 7ª divisão da Leopoldina; diretor administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina no período de 1964 a 1973; foi eleito para o cargo de diretor da RFFSA com supervisão da área de engenharia; participou como membro do conselho consultivo da RFFSA. Foi agraciado em 1995 com a Medalha do Ferroviário pelo presidente da RFFSA e em dezembro de 1974, pelo ministro dos Transportes, com a Medalha de Mauá; aposentou-se em 30/11/1983.

 

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Celso Belfort Rizzi recebeu a homenagem através da presidente Isabel e do vice-presidente Alexandre Julio Lopes de Almeida.

Engº Fernando José Alvarenga de Albuquerque

Recebeu também a homenagem o Engenheiro Fernando José Alvarenga de Albuquerque. Coube à diretora Administrativa Maria das Flores de Jesus Ferreira com a presidente Isabel fazer a entrega da Condecoração.

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Fernando Albuquerque é Formado em engenharia elétrica pela Escola de Engenharia da Universidade Gama Filho em 1976; pós-graduado em administração da qualidade pela universidade Cândido Mendes; foi admitido em 1977 no Departamento de Mecânica da Regional São Paulo da Rede Ferroviária Federal S.A., onde, na chefia da Unidade de Acompanhamento e Controle, implantou o Plano de Revisão dos Trens Unidades Elétricos (TUE´s). ainda na SR – 4, acompanhou os testes de recebimento dos TUE’s da série 500; em 1980 veio para o Rio de Janeiro, trabalhando na chefia adjunta de Engenharia na elaboração de editais de licitação, no controle físico-financeiro de obras e serviços do subúrbio e na análise e julgamento de processos licitatórios; nos períodos de 1989 a 1991 gerenciou as atividades de Administração, Operação e Manutenção da frota de veículos rodoviários da Superintendência de Trens Urbanos – STU-RJ; trabalhou ainda na Coordenadoria de licitações internacionais da Central; colaborou na revisão de livros técnicos da área ferroviária; de 2003 a 2008 atuou como professor voluntário da disciplina Gestão da Qualidade, do Curso Técnico em Transportes – habilitação logística e transportes, na Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire. Pela AENFER, foi vice-diretor Social e Cultural nos períodos de 1994 a 1996; diretor Administrativo de 1996 a 1998; diretor Técnico Cultural e Social, gestão 2000 a 2002; diretor de Divulgação e Mercado: 2010 a 2013 e diretor de Comunicação: 2013 a 2016; é membro do Conselho Editorial, onde sua colaboração tem sido  ininterrupta desde 2007; participou do grupo de diretores que planejou e realizou o Seminário Transtrilhos em 2012.

Manoel Marcos Monachesi

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A homenagem foi entregue pela associada Maria Stella Ladeira e a presidente Isabel

O engenheiro Manoel Marcos Monachesi foi outro homenageado com a Condecoração. Ele formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1976;  entrou para a SR-3 como estagiário na cidade de Mariano Procópio- MG e  iniciou seu trabalho na Inspetoria Geral de Eletrotécnica número 4 em Lafaiete- MG no Programa de Aumento de Pátios; foi transferido para a Comissão de Obras número 01 na parte elétrica de reforma de estações, oficinas e obras no campo; no Departamento de Eletrificação, participou de diversas obras e projetos  nas áreas de energia, iluminação e aterramento; foi designado para o setor de energia número 3 com as atribuições de todo o sistema de energia, eletrificação, oficinas, iluminação de pátios e baixa tensão da SR-3; foi presidente da Comissão Interna de Conservação de Energia da SR-3 no Programa de Conservação de Energia; participou pelo preserve SR-3, do Museu de Engenho de Dentro, restauração da rotunda e pátio da cidade de São João Del Rey – MG, trem turístico expresso dos inconfidentes Ouro Preto- Mariana e núcleo histórico ferroviário de Juiz de Fora – MG. Após aposentar, orientou diversas monografias, foi consultor ferroviário do Programa Trens de Minas em 2006, palestrante, participou de artigos, estudos e livros sobre a ferrovia. Homenageado com o “Prêmio Amigo do Patrimônio“ pela prefeitura de Juiz de Fora e pelo “Dia do Ferroviário“ FNTF e SESEF; é presidente da Sociedade Filatélica e Numismática de Juiz de Fora, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora – cadeira ferrovias, associado da AENFER, sócio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária de São Paulo (ABPF), amigo do Museu Ferroviário Juiz de Fora e sócio do Clube de Colecionadores de Juiz de Fora. É pesquisador e historiador da ferrovia, filatelista , ferromodelista, plastimodelista e colecionador de fotos e livros sobre a ferrovia.

 

Advogado Marcelo do Valle Pires

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A vice-presidente da FAEF Clarice Maria de Aquino Soraggi entregou a homenagem com a presidente da AENFER Isabel.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara, hoje UERJ, no período 1967/1971. Destacamos as seguintes atividades: de 1977 a 1979, foi assessor jurídico da Diretoria de Obras Ferroviárias da Empresa de Engenharia Ferroviária (ENGEFER); foi absorvido pela RFFSA, lotado no Departamento de Direito Privado da Divisão Jurídica; assumiu a Superintendência Jurídica da CBTU; em 1993 retorna à RFFSA, como assistente do superintendente jurídico; foi chefe do Departamento de Consultoria Jurídica por onde tramitaram processos que tratavam de assuntos relativos a decisões do tribunal de contas da União, a fim de preparar os procedimentos para a desestatização do transporte ferroviário de carga; foi superintendente jurídico da RFFSA e acompanhou cerca de 45 mil processos judiciais em centenas de comarcas em todos os estados alcançados pela malha ferroviária; participou, junto com a Diretoria da RFFSA, Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional, da Procuradoria da Fazenda Nacional e do Ministério dos Transportes de Missão do Governo brasileiro frente ao Banco Internacional para reconstrução e desenvolvimento (BIRD), em Washington, objetivando acordo de empréstimo em apoio ao programa de desestatização das malhas; participou com membros da equipe da Superintendência Jurídica, presidente e diretores da RFFSA, de várias reuniões, junto ao BNDES, inclusive, uma delas com a presença do governador e secretários de estado de São Paulo, das quais, entre outras,  resultou a transferência do controle acionário da Ferrovia Paulista S.A.  Para a união. Aposentou-se, em 2003; Atualmente, é consultor jurídico voluntário da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (FAEF) e faz parte do conselho deliberativo da AENFER.

Mauricio Fernandes Gomes de Souza

Formou-se em Engenharia Elétrica – Eletrônica pela PUC-RJ em 1962; realizou treinamento na área de sistemas operacionais da Rede Ferroviária Federal da França  (SNCF- França) pela RFFSA em outubro de 1968 a março de 1969; trabalhou na empresa PANAIR do Brasil, área de elaboração e implantação de projetos de sistemas de telecomunicação terra – avião; fez pela Cruzeiro do Sul serviços de manutenção das estações e equipamentos de radiotelecomunicação cobrindo o território nacional; trabalhou na Administração Geral da RFFSA como assistente técnico no desenvolvimento de projetos, recebimento de equipamentos e instalação do sistema de radiocomunicação para integração da AG com as Unidades Operacionais, envolvendo equipamentos de HF, VHF e UHF de fabricação Inbelsa e equipamentos eletrônicos. Chefiou o Departamento de Eletrotécnica com atribuições ampliadas para as áreas de sinalização ferroviária e eletrificação modernizando os sistemas, interagindo com os departamentos técnicos da Central do Brasil e Santos a Jundiaí; coordenou no Metrô do Rio de Janeiro a área encarregada dos projetos dos sistemas operacionais. Foi membro da equipe que selecionou a empresa SOFRETU (Metrô de Paris) para desenvolver o projeto do Sistema Operacional; trabalhou na  empresa estatal Valuec / Amazônia mineração, no projeto Carajás; trabalhou como coordenador do grupo de ativação de projetos do Metrô do Rio de Janeiro; iniciou na empresa de Engenharia Ferroviária – ENGEFER/CBTU como adjunto de diretor. Foi chefe de coordenadoria de equipes. Já aposentado, assinou contrato com a Fundação Refer  tendo como escopo: “prestar serviços técnicos relativos a estudos, análises de desenvolvimento de programas e/ou projetos destinados à implementação do plano de ação estratégico da Refer e respectivo núcleo de planejamento estratégico, bem como a serviços correlatos que a Refer julgar oportuno integrá-lo”.

Maurício

O diretor de Acompanhamento Judicial Marcelo Freire da Costa com a presidente Isabel entregaram a premiação ao homenageado.

Engenheiro Roberto Flávio Brasil Pereira

trabalhou nas empresas Estacas Frank, Rodoferro e CBS. Entrou na RFFSA na Rede Mineira em Ibiá (triângulo mineiro) a partir de 1963. Trabalhou na primeira inspetoria de Via Permanente, no subúrbio do Rio de Janeiro, permanecendo até 1981, onde desempenhou a função de engenheiro ajudante, engenheiro residente e chefe de Departamento de Via Permanente; trabalhou num período de grandes investimentos no subúrbio; naquela época, o engenheiro fez parte do trabalho em que chegou a transportar um milhão e duzentas mil pessoas nos trens de subúrbio; existia um projeto que previa um transporte de um milhão e oitocentas mil pessoas por dia; em 1981, trabalhou na RFFSA na Administração Geral, Diretoria de Engenharia, Seção de  Análise e Projetos; permaneceu até 1987, onde se aposentou.

O diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária  Helio Suêvo Rodriguez fez a entrega da Condecoração junto com a presidente Isabel.

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Ao final da entrega da Condecoração, o engenheiro Mauricio de Souza falou em nome dos homenageados.  Leia a seguir:

0 Mauricio

“Assim é a estrada da vida. Ao ler no texto da carta a mim encaminhada com os dizeres:

” ….participamos a V. Sª que seu nome foi escolhido para receber a Condecoração Engº Paulo de Frontin…”, tal como um relâmpago, vieram à minha mente as imagens de tantos colegas com os quais tive a felicidade de juntos participarmos dos resultados de tudo aquilo pelo quais considero estar usufruindo este momento.

Sim…foram esses companheiros de trabalho, minha esposa, meus familiares,  e amigos que me permitiram chegar até aqui.

Admiro profundamente a AENFER, nossa Associação, que tem a fórmula mágica que nos motiva a conservar dentro de nós o espírito ferroviário, pois alimenta em cada um aquilo que reputo ser o mais importante prêmio que poderíamos ter em nossas vidas:  a honra e a dignidade de ter servido ao nosso Brasil e à sociedade trabalhando em um setor fundamental ao progresso e ao desenvolvimento social, o transporte ferroviário.

Nada é capaz de sobreviver se não houver a união em torno de um ideal em que acreditemos e a ele nos dediquemos com fé.

A AENFER é o símbolo perfeito de uma tal concepção, pois que reúne todos aqueles que acreditam no valor desse modal de transporte , sejam eles funcionários, na ativa ou aposentados, ou amigos admiradores que muito nos prestigiam se juntando a nós ou manifestando o apoio e solidariedade em todas as oportunidades.

Meu profundo reconhecimento a tão nobre ASSOCIAÇÃO”:

Posse da renovação de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e do Representante e Suplente junto ao Crea-RJ

A cerimônia prosseguiu para dar início à posse dos novos conselheiros, assim como, representante e suplente junto ao Crea-RJ. Tomaram posse pelo terço do Conselho Deliberativo os seguintes engenheiros:

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Categoria Efetivo

Antonio Carlos Soares Pereira;

Carlos Roberto Monteiro Rommes;

Cilene Andrade Mattos Moura;

Jerônimo Puig Neto;

Pedro Marques de Carvalho

Tereza Maria de Faria Pinho

 

Categoria Especial

Ana Maria Câmpio Gomes;

Heloisa Dalmácio Roma;

Sonia Caldas Vianna

 

Conselho Fiscal:

Engenheiro José Ignácio Ignarra

 

Representante da Aenfer junto ao Crea-RJ

Engenheiro Helio Suêvo Rodriguez

Suplente

Jorge José Avena

 

O conselheiro mais votado da categoria Efetivo, engenheiro Antonio Carlos Soares Pereira fez seu discurso representando os demais colegas. Ele ressaltou que, na vida, não fazemos nada sozinhos e temos que fazer tudo no coletivo.

Disse ainda: ” Na verdade, cream vocês, que encaro essa missão, como uma mera formalidade que ocorre sempre nessa ocasião. Estou aqui, desprovido de qualquer tipo de vaidade e isso é fácil de comprovar. Se abrirmos as cortinas desse auditório, vamos vislumbrar o Morro do Livramento, berço da minha humilde infância…Na vida de ferroviário, pude entender que diante dos diversos desafios e da diversas atividades, os verbos são conjugados no plural, principalmente na sua primeira pessoa, ou seja, nós. Aprendemos e colocamos em prática que “nós” faremos ou realizaremos…Tenho a certeza absoluta que na vida, não fazemos nada sozinhos. E aqui não faremos nada sozinhos. Temos e teremos que fazer tudo no coletivo, a nossa participação nas atividades da nossa Associação. E essa participação vem acompanhada, principalmente, da confiança dos nossos colegas que acreditaram em nós através dos seus votos. Muito obrigado e Viva a AENFER!!!”

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A conselheira mais votada, assistente social Heloisa Roma representando os demais colegas, categoria Especial, também fez o uso da palavra e disse que a AENFER tem como objetivo continuar como vem fazendo, construindo ações para a valorização do profissional e da ferrovia. Cabe a nós, portanto, continuar a nossa luta.

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Após a cerimônia, os convidados parabenizaram os condecorados e os novos conselheiros. Foram momentos de reconhecimento e alegria para a classe ferroviária. Para a AENFER, a certeza da continuidade e de união.

Antes da cerimônia a AENFER ofereceu aos convidados um coffee break promovido por associados que se cotizaram exclusivamente para esta realização.

café coffee

Confira mais fotos do evento:

0Ana e amigos Ana De Luca Ana e filho Ana Fernando Celso Rizzi Marcelinho Mauricio e amigos Monachesi Roberto Flavio e amigos Roberto Flávio Monas

bosco1 bosco2 bosco8 0Isabel e Mutua

 

À  AENFER

A cerimônia de hoje nos mostrou a importância de uma Associação.

As palavras realistas da Presidente Isabel ao abrir a sessão nos mostrou a importância de nós, ferroviários, associados e não, tomarmos consciência da necessidade de participarmos dos assuntos que permeiam a área dos transportes e cada um dar sua contribuição.

Nitidamente nosso país atravessa uma crise de natureza institucional que irá se refletir na área ferroviária. É fundamental que nos aproximemos das associações, instituições e grupamentos que conheçam da matéria e se disponham a interagir com as áreas políticas, de maneira organizada e firme.

Diante do quadro que se apresenta, mais fundamental se torna que nos fortaleçamos em torno de ações e ideias que possam influenciar de maneira técnica a solução dos problemas que afetam a nossa área. Isso significa presença, harmonia, coerência e conhecimento da matéria.

Urge que todos os que militam no campo ferroviário participem e não se isolem.

Como é bom termos reuniões como as de hoje,

De tudo o mais importante foi o reencontro com amigos que há tanto tempo não nos víamos. Importante foi nos sentirmos como quê protegidos, em um ambiente saudável e esquecendo um pouco essa turbulência pela qual, infelizmente todos estamos a passar.

Bem acima da premiação ou da posse dos conselheiros e representantes, o grande mérito foi o sentimento de integração que permeou em todos os momentos.

Tomemos consciência da importância de nos unirmos e participarmos contribuindo para o enriquecimento das ideias e sugestões que ajudem os abnegados que ocupam as posições de responsabilidade a encontrarem o estímulo a lutarem pelos nossos interesses, que são também os das nossas famílias.

Não nos esqueçamos de que somos apenas um voto diante de 140 milhões de eleitores ou 200 milhões de brasileiros.

Parabéns à AENFER pelo brilhantismo da reunião e do trabalho que veem realizando.

 

Maurício F G de Souza  26/09/2018

 

 

 

Presidente da Aenfer ministrará palestra na Seaerj

A presidente da Aenfer, engenheira Isabel Cristina Junqueira de Andréa, foi convidada para ministrar palestra na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (Seaerj). Na ocasião ela abordará o tema: Concessões Ferroviárias.

A palestra acontecerá no dia 09 de outubro às 17h30 e será aberta ao público.

Endereço: Rua do Russel, 01 – Glória-RJ

 

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O Sistema de Transportes, Recursos Naturais, Cidades e o Desenvolvimento do País

Engenheiro Paulo Augusto Vivacqua esteve no auditório da AENFER no dia 30 de agosto para participar de mais uma rodada do ciclo de palestras técnicas.

O engenheiro Paulo Augusto Vivacqua esteve no auditório da AENFER no dia 30 de agosto para participar de mais uma rodada do ciclo de palestras técnicas.

Vivacqua é engenheiro civil; pós-graduado em economia; graduação e mestrado em Ciências (astronomia); Fundou e presidiu a VALEC, empresa do Ministério dos Transportes, responsável pelo planejamento, projeto e construção do sistema ferroviário de integração do Brasil. É presidente emérito da Academia Nacional de Engenharia.

Ao ser anunciado pelo vice-presidente Alexandre Almeida e pelo diretor Helio Suêvo, agradeceu a honra de estar numa entidade tão importante para o Brasil em todos os aspectos, inclusive históricos e disse estar emocionado por encontrar pessoas tão importantes.

Ele foi convidado para falar sobre o Sistema de Transportes, Recursos Naturais, Cidades e o Desenvolvimento do País.

Vivacqua

Com muita maestria o engenheiro levantou questões importantes e considerou equivocadas algumas privatizações que foram feitas.

Lembrou que estamos no hemisfério sul, fonte de matéria prima e de mercado interno e desde os primórdios foi objeto de genocídio e massacre, até hoje sendo massacrado mas de forma sutil, contínua e lenta, através da miséria e da violência e que o norte invade e escraviza o sul de forma monstruosa.  Segundo ele, 1% da população detém mais de 50% da riqueza e 80% apenas 5.5% dessa riqueza, de acordo com um dado atual.

Falou da China que se recuperou e hoje começa a praticar seu próprio colonialismo em busca de riquezas e que estamos na mira deles. Ela é a maior economia do mundo do poder de compra equivalente, grande potência nuclear e hoje no Brasil vem ocupando o mercado interno btrasileiro, comprando e construindo infraestrutura, exportando para o Brasil serviços de engenharia, máquinas, desindustrializando e desempregando no nosso país. Ele deu um simples exemplo dos bordados que vem da China e que estamos perdendo e desempregando bordadeiras de alta qualidade.

O palestrante comentou sobre a visita do secretário de Defesa dos EUA James Mattis que esteve recentemente no Brasil e nos alertou sobre o perigo que a China nos proporciona. É preciso ficar atento para não perdermos a soberania e o mercado de trabalho.

Num breve e importante histórico, falou da era Getúlio Vargas, que em 1942 fundou a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e a Petrobras, sendo um grande salto para a economia brasileira, visto que, o mundo precisa de recursos minerais.

Ele apontou a importância da construção da ferrovia Carajás e os minérios que estavam naquele local passaram a ter valor de mercado, sendo uma capitalização brutal que a empresa estatal sofreu passando de média para grande, o que mostra a importância da ferrovia.

A ferrovia foi deixada de lado para haver maior controle. Um planejamento estratégico para vender caminhão e veículos, disse.

O palestrante enfatizou ainda o total desequilíbrio dos meios de transportes, salientando que, pelas rodovias trafegam 70% do transporte de cargas, ficando 11% para a ferrovia, 10% para rios e navegação costeira e 9% para os demais (minerodutos, aviões e outros).

Vivacqua lembrou da recente greve dos caminhoneiros e a repercussão em termos econômicos e sociais ainda com reflexos no PIB nacional.

Ele falou da Valec, uma continuação da Valuec e da construção da ferrovia Norte – Sul, feita com todo planejamento, com a finalidade de ativar as riquezas internas.

Enfatizou que a ferrovia construiu inúmeras cidades e desenvolveu grandes áreas do interior. Para o palestrante o Brasil poderia viver de recursos naturais, seguido de universidades e institutos de pesquisas, tudo derivado do uso da matéria-prima, mas ressaltou que a elite que governa está permeada fortemente por interesses contrários aos nossos.

Criticou a privatização da Vale feita pelo governo FHC para estrangeiros, sendo hoje, metade nacional, o que significa que todo o esforço de engenharia no passado foi perdido e com poucas reações da sociedade.  Ele não concorda com a ideia de se privatizar para pagar dívida, uma vez que minério são recursos naturais e frisou que, apesar de toda dificuldade que há hoje no que foi firmado, não significa que não haja como melhorar ou recuperar.

Ele lembrou que o Brasil construiu o projeto Carajás somente com empresas de engenharia brasileiras, tendo como princípio contratar somente mão de obra nacional.  Agora os novos donos contrataram a duplicação com empresas do exterior, dando emprego e prestígio aos estrangeiros, disse.

Ele citou algumas justificativas sobre a venda da Vale e que discorda totalmente

Na época, foi colocado que o governo não tinha condições para ampliar os investimentos na Vale. Para ele essa afirmação é falsa, pois a Vale financiava projetos com suas vendas. O mega projeto Carajás  já estava pronto e pago.

O governo alegou que, sendo uma estatal, não  tinha mobilidade para poder funcionar no mercado. Para Vivacqua não é verdade, pois a Vale já conquistara  25% do mercado mundial,  pronta para atender a grande  demanda da China .

Foi afirmado também que ela estava submetida a muitas regras e pagava  muito pouco imposto. O engenheiro diz que é falsa essa informação: 86% dos seus lucros (muito superiores a simples impostos) eram do Governo.

Ele salientou que devemos modificar o rumo porque o país é nosso e alertou que a Petrobras está indo no mesmo caminho da Vale. Por conta da corrupção justificam que seja o momento de privatizar para pagar dívida. Em sua avaliação, quem tem petróleo não tem dívida.

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A Aenfer disponibiliza duas salas para aluguel

Localizadas na Av. Presidente Vargas, 1.733, 7º andar, Centro do Rio de Janeiro. Duas salas amplas, aproximadamente 33m2 e com banheiros. O prédio de 20 andares conta com três elevadores e oferece segurança 24 horas. Excelente localização, em frente à Central do Brasil, ao lado da Praça da República. Acesso rápido aos transportes públicos (trens, metrô e ônibus para Zonas Sul, Norte, Oeste, Baixada Fluminense e Niterói).

Ótima oportunidade!

Interessados devem entrar em contato com a Associação de Engenheiros Ferroviários – AENFER. (Procurar Carlos)

Tel.: 21-2222-1404 e 2221-0350

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Excursão:Campos do Jordão

A Aenfer está preparando mais uma excursão para você, desta vez para Campos do Jordão

*Dias: 20 a 22 de outubro/ 2017

Duração: três dias e duas noites

Roteiro

 20/10 – Sexta feira – Rio de Janeiro x Campos do Jordão

Saída pela manhã as 07h00 em confortável ônibus de turismo. Após o embarque será oferecido um delicioso kit lanche com bebidas. Teremos uma parada para almoço no caminho (Aparecida ou Pindamonhangaba). Após almoço continuaremos nossa viagem até Campos do Jordão. chegada prevista para a tarde. Noite livre.

Hospedagem: Pousada Villággio Itália.

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Almoço incluso.

21/10 – Sábado – City Tour em Campos do Jordão e Passeio de trem

Saída após o café da manhã para City Tour panorâmico e com descida em alguns dos principais pontos turísticos da cidade de Campos do Jordão tais como: Ducha de Prata/ Museu Claudio Santoro / Museu Felicia Lemer / Palácio do Governo / Mosteiro da Beneditina etc. Teremos passeio de trem entre Campos do Jordão x Santo Antônio do Pinhal.

Almoço incluso. Noite livre.

22/10 – Domingo – Manhã livre e saída após o almoço

Pela manhã o grupo ficará livre para atividades independentes e as 12h00 sairemos do hotel para almoço e retorno ao Rio de Janeiro.

Almoço incluso.

Previsão de chegada ao Rio as 20h30

*As vagas já se encontram esgotadas. Em caso de desistência de algum participante, avisaremos.

Atenção, associado da AENFER

0natalVenha festejar a chegada do Natal com um delicioso coquetel oferecido pela Aenfer. Durante o evento, estaremos homenageando também os aniversariantes de outubro, novembro e dezembro. E aproveite o bazar de Natal que está cheio de novidades Local: Espaço Cultural Carlos Lange de Lima, 7º andar Dia: 10/12/2015 Horário: de 11h30min às 15h.

O papel das ferrovias na logística e nos transportes é tema de palestra na Aenfer

Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (Faef) e Associação de Engenheiros Ferroviários (Aenfer), realizarão Palestra Técnica com o Especialista em Infraestrutura Sênior do Ministério do Planejamento, engenheiro Sergio Iaccarino.

Tema da palestra: O papel das ferrovias na logística e nos transportes

Dia: 15 de outubro

Horário: 16h30min.

Local: Auditório da Aenfer, Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar – Centro – RJ

Atualmente em exercício no Ministério dos Transportes, Sergio Iaccarino é Consultor de Transportes, Infraestrutura, Logística, Marketing e Produção; Doutor (D.Sc.) e Mestre (M.Sc.) em Ciências pela COPPE/ UFRJ; Engenheiro Civil pela PUC-RJ;

Pesquisador no INRETS – França com a tese de doutorado MISE- Modelagem e Integração de Sistemas Inteligentes nas Empresas; MBA (“in company”-CBTU) em Financiamento de Projetos de Transportes (FGV); Pós-graduado em Engenharia Ferroviária (Projeto, Operação e Manutenção de Sistemas – Universidade Santa Úrsula); Pós-graduado em Marketing (Escola de Comunicação ECO-UFRJ e ESPM);

 

Entrada Franca 

Participe!