RS Logística abre inscrições para programa de estágio 2019

MRS Logística, empresa do setor de transporte, abriu inscrições para o programa de estágio de 2019. Estudantes de nível Superior com previsão de formatura entre julho e dezembro de 2020 e estudantes de nível Técnico podem se inscrever até o dia 28 de outubro. Há vagas abertas para os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A previsão para o início das atividades é em fevereiro.

O programa da empresa tem duração de dois anos, no caso de estagiários do nível superior, e de um ano para os do nível técnico. Após esse período, o estagiário poderá se inscrever no programa de trainee da companhia ou participar de processos seletivos internos.

As vagas são nas seguintes áreas: manutenção ferroviária, operação ferroviária, meio ambiente e segurança do trabalho, finanças e desenvolvimento, recursos humanos, comercial, relações institucionais, suprimentos, responsabilidade social, contabilidade, e comunicação.

 

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O programa prevê 6 horas diárias com 1h30 de almoço. A bolsa-auxílio, segundo a MRS, é compatível com o mercado. Os benefícios são vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e seguro de vida.

Alaf defende a renovação antecipada das concessões

A renovação antecipada das concessões ferroviárias permitirá que os investimentos sejam realizados no curto prazo, gerando empregos e beneficiando produtores, que com uma malha ferroviária mais eficiente, terão seus custos logísticos reduzidos, aumentando o interesse na produção. Essa é a opinião do secretário geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf) no Brasil, Jean Pejo. O representante reforça que a entidade defende a renovação antecipada dos contratos de concessões ferroviárias.

“A posição da Alaf que reflete a posição de nossas associadas é de apoio à renovação antecipada das concessões, visto que o objetivo da Alaf e seus sócios é a integração das ferrovias na América Latina e o fortalecimento da indústria regional, condições essas em sintonia com os programas previstos nos futuros contratos”, diz.

Pejo e os especialistas Bernardo Figueiredo (ex-presidente da ANTT) e Frederico Bussinger foram citados pelo presidente da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves, como apoiadores das reivindicações da organização não governamental, que é contrária à prorrogação antecipada dos contratos. Sobre esse ponto, Pejo é categórico:

“Temos estudado muito esse tema. A minha posição basicamente leva em conta o que o Brasil e a sociedade brasileira têm a ganhar ou a perder em se procedendo à antecipação da renovação das concessões. Como esse processo vem sendo conduzido dentro de um debate amplo, temos acompanhado os ajustes que vêm se desenvolvendo para um novo contrato com obrigações que incorpore regras que tragam benefícios à sociedade, sejam nas exigências técnicas, nas regras de direito de passagem de terceiros e também na requalificação de trechos de baixa utilização.”

Para o representante da Alaf, a incorporação de novas regras podem tornar os contratos mais equilibrados em relação aos interesses da sociedade. Na avaliação de Pejo, o comprometimento das concessionárias com a realização de investimentos nas malhas vai propiciar melhor qualidade nos serviços prestados, com aumento nas velocidades de percurso e comerciais, maior capacidade de transporte, trazendo condições para requalificação de trechos de pouco uso e também acesso a trens de outras ferrovias ou operadores logísticos (OFI). “Vale observar que nesses mais de 20 anos de concessão as atuais operadoras têm se dedicado na formação de mão de obra qualificada, além de investimentos em uma melhor logística (terminais, em especial)”, acrescenta Pejo.

Um risco apontado por Pejo, caso a renovação antecipada não seja concretizada e, por consequência, os investimentos não sejam aplicados pelas concessionárias, é o aumento da participação do modal rodoviário na logística, que segundo o representante, é cada vez menos eficiente pela baixa contínua da velocidade comercial tanto nas rodovias como na passagem pelas cidades. “Outro aspecto que temos que destacar são as construções de contornos ferroviários, que permitirão a retirada dos grandes trens das regiões urbanas das cidades e também os investimentos cruzados, que vão permitir com recursos do setor privado a construção e/ou expansão de novas ferrovias.

 

Participação ativa

O consultor Frederico Bussinger tem participado ativamente das discussões em torno da renovação antecipada das concessões.  Na sua avaliação, a documentação disponibilizada pela ANTT é bastante rica: contém dados, informações, análises, conclusões e proposições que, finalmente, permitem uma discussão construtiva.

“Entretanto, o tempo para discussão pública acabou se tornando bastante exíguo ante a meta de se licitar até o final deste 2018. Principalmente em se considerando lacunas que não deveriam persistir, em se tratando de decisões e compromissos que forjarão o futuro do sistema ferroviário brasileiro pelos próximos 30, 40 anos. Mesmo porque, muito provavelmente, o TCU o demandará quando se debruçar sobre todo o material”, adverte.

O consultor diz que dois aspectos merecem ser destacados no processo de renovação das concessões. Um deles é a efetiva análise comparativa entre renovar (antecipadamente) e relicitar. “Na prática, investimentos tornaram-se, praticamente, a única métrica para se analisar a “vantajosidade”. Certamente é variável extremamente importante, em especial nesse momento em que vive o país. Mas seria mais que desejável que essa análise fosse complementada por cotejamentos das duas alternativas: renovar antecipadamente X relicitar sob outras variáveis estruturantes de uma política ferroviária, logística e/ou de desenvolvimento regional.”

Bernardo Figueiredo reforça a questão da legalidade da renovação antecipada dos contratos, mas faz críticas: “A discordância que tenho em relação às reivindicações feitas pela Ferrofrente diz respeito à questão legal. A repactuação dos contratos de concessão ferroviária não é um ato inconstitucional como vem sendo afirmado pela Ferrofrente. Pelo contrário, trata-se de um ato legal que exige um debate profundo do governo e sociedade. Sou a favor de uma discussão abrangente sobre o que se deseja para a ferrovia até o final do século XXI, da explicitação do interesse público e de cálculos bem-feitos em relação às vantagens de uma eventual repactuação ou relicitação dos contratos”.

Fonte: Revista Ferroviária, 05/10/2018 

Prédios históricos da cidade passam por abandono

A destruição do Museu Nacional ligou o alerta para outros prédios históricos que correm risco. O Bom Dia Rio conversou com especialistas, que listaram pelo menos três imóveis ameaçados.

Um dos fundadores do grupo SOS Patrimônio, Marconi Andrade, que visita, fiscaliza e estuda os imóveis históricos do Rio, chama a atenção para o abandono da antiga sede do Automóvel Club do Brasil, na Rua do Passeio, no Centro. Trata-se de um prédio do século 18, tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio (Inepac) em 1965. Em 2003, foi arrematado pela prefeitura e desde 2004 está abandonado.

Bom Dia Rio foi aos prédios históricos da cidade do Rio e contatou abandono e falta de manutenção dos imóveis.

Fora dos trilhos

Em situação semelhante está o prédio da Estação Barão de Mauá, também conhecida como Estação da Leopoldina, no Santo Cristo, na Zona Portuária. O abandono é visível na tela de proteção rasgada na fachada, repleta de pichações, e a marquise da entrada escorada por toras de madeira para não desabar. O prédio de 1926 foi tombado pelo Inepac em 2012, mas está abandonado.

Barão

“Em agosto estivemos aqui porque recebemos uma denúncia sobre o abandono da estação. A gente encontrou tudo largado, placas de bronze e fechaduras roubadas”, disse Alexandre Almeida, conselheiro do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ).

“Tentamos fazer uma vistoria, mas infelizmente a Secretaria Estadual de Transportes não permitiu. E prometeu que poderíamos voltar em dois meses. A denúncia que temos é de que prédio estaria sendo invadido por cracudos, que usam isqueiro, e com muito papel, um incêndio é um risco anunciado”, emendou Alexandre.

Fonte: Globo.com, 04/09/2018

Assista a reportagem

https://globoplay.globo.com/v/6994259/programa

Instalações da AENFER

A Associação de Engenheiros Ferroviários – Aenfer, com sede própria, localizada na Av. Presidente Vargas, 1.733, 6º e 7º andares, Centro do Rio de Janeiro, está situada em uma área privilegiada, em frente a um dos cartões postais internacionalmente conhecidos, o relógio de quatro faces da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil e com as melhores opções de transporte (metroferroviário e rodoviário).

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A entidade promove eventos técnicos, culturais e sociais, reuniões com seus associados, dirigentes de empresas ligadas ao setor ferroviário, entidades de classe e outros, visando a defesa da ferrovia e dos ferroviários. Para isso, possui uma infraestrutura capacitada em um excelente ambiente.

No 6º andar, o Auditório, que leva o nome do engenheiro Demosthenes Rockert, possui cadeiras confortáveis e tem capacidade para comportar cerca de 60 pessoas.

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A sala de reunião, também no 6º andar, tem um espaço climatizado, oferecendo comodidade aos participantes e acesso à Internet.

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O Espaço Cultural Engº Carlos Lange de Lima é o local onde a Aenfer recebe seus associados em momentos festivos, em uma ampla área, podendo ser desfrutado em dois ambientes.

 

Ferrovia de 198 km tem trilhos saqueados

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo afirma que a Rumo, antiga América Latina Logística (ALL), abandonou, saqueou e sucateou 198 quilômetros de trilhos entre Santos, no litoral, e Cajati, no interior do estado. A companhia, cuja exploração da Malha Paulista foi concedida em 1996, diz hoje ser inviável operar composições de trens no trecho.

Um requerimento, assinado na quinta-feira (16) pelo procurador da República Thiago Lacerda Nobre, pede, por meio de conciliação, uma solução definitiva à Justiça Federal para que possa interromper o prejuízo da inatividade da ferrovia, que chega a R$ 160 milhões. Em paralelo, a empresa já quer a renovação de concessão do Governo.

Durante os anos, ferrovia chegou a ter mato cortado, mas foi abandonada pela concessionária, segundo o MPF (Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém/Arquivo )
Durante os anos, ferrovia chegou a ter mato cortado, mas foi abandonada pela concessionária, segundo o MPF
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém/Arquivo )

 

Uma investigação realizada pelo MPF constatou que o abandono do patrimônio público, que por mais de meio século foi utilizado para o transporte de passageiros entre as regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, começou efetivamente em 2002. Na ocasião, o trecho era controlado pela extinta Ferroban, que se incorporou à ALL.

Segundo a apuração, vagões e locomotivas foram desviadas para outros ramais, apesar da carga existente sustentar a operação. Em 2006, entretanto, a Procuradoria verificou que se iniciou um processo de sucateamento “escandaloso” na ferrovia, embora o contrato de concessão assegurasse a efetiva prestação de serviços no ramal.

O procurador afirma que os trilhos foram retirados “deliberadamente” para serem usados em outros ramais da concessionária na Malha Paulista, pelo estado. Além disso, pátios de manobra foram extintos, talas e pregações foram retiradas, e as estações, que faziam parte até do cenário turístico das cidades, foram destruídas.

“O patrimônio público que estava sob a guarda da ALL [hoje Rumo] foi dilapidado, saqueado e sucateado”, afirmou Nobre. Em 2014, a Procuradoria já havia ajuizado uma Ação Civil Pública para que a concessionária cumprisse com suas obrigações. A Justiça deu 90 dias para a empresa apresentar um plano de recuperação da via.

A ordem foi ignorada e, em recurso em instância superior, protelou a situação. Entretanto, a companhia, em juízo, afirmou posteriormente que a não emissão de licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) impediria qualquer tipo de execução planejada por ela na ferrovia.

Na nova manifestação à Justiça, cujo processo original tramita na 2ª Vara Federal de Santos, o procurador afirma que o Ibama justifica o não licenciamento do empreendimento por aguardar o posicionamento de outros órgãos federais. As análises são essenciais para a execução do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental.

Em uma vistoria recente a trechos da ferrovia em Itanhaém, o próprio Thiago encontrou áreas federais ocupadas e até exploradas como plantações. Segundo ele, o valor de mercado do quilômetro de linha férrea é de US$ 200 mil. “É necessário que o Ibama e a empresa sejam chamadas a se manifestar em juízo e cumpram com suas obrigações para recompor a ferrovia”, diz.

Ferrovia, abandona e saqueada, tornou-se plantação clandestina e foi ocupada (Foto: Thiago Lacerda Nobre/MPF)

Ferrovia, abandona e saqueada, tornou-se plantação clandestina e foi ocupada (Foto: Thiago Lacerda Nobre/MPF)

Lacerda Nobre requereu uma audiência de conciliação para possibilitar, enfim, a exploração correta e efetiva da rodovia. “O objetivo é solucionar o litígio de maneira célere e eficaz, zelando pelos cuidados necessários, uma vez que a cada ano que se passa a degradação é notória”, escreveu o procurador, ao solicitar o encontro ao juiz com as partes.

Atualmente, os mais de 10 municípios pelos quais os trilhos passam pleiteiam a reativação da ferrovia para utilização de transporte de passageiros. Uma reunião em Itanhaém, no início do mês, entre prefeitos e parlamentares, discutiu a possibilidade de extensão do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que já opera em Santos.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a concessão da Rumo no trecho vigora por mais 10 anos. A empresa pleiteia, antecipadamente, mais 30 anos de contrato para exploração da Malha Paulista. Ela tem como base uma lei de 2016, considerada inconstitucional pela Procuradoria Geral da República, em Brasília.

Em resposta, a Rumo afirma que, após estudos técnicos, econômicos e ambientais, foi constatada a inviabilidade de realizar o transporte de cargas no ramal ferroviário. “A exploração do referido trecho deve se dar em outro modelo de negócios, como, por exemplo, VLTs ou trens turísticos”, declarou.

A companhia ainda explicou ao G1, por meio de nota, que a exploração comercial não se enquadra nos moldes do contrato de concessão assinado no fim dos anos de 1990 pela firma, que visa à movimentação de cargas em larga escala. Entretanto, não comentou prejuízos, e se colocou à disposição para soluções.

Fonte: G1, 17/08/2018

 

História Oral: Aenfer retoma projeto

Com o objetivo de deixar registradas narrativas do setor ferroviário por pessoas importantes que colaboraram com o progresso e o desenvolvimento da ferrovia brasileira, a Aenfer iniciou um projeto para documentar através de gravações, relatos de diversos profissionais que, com suas experiências, participaram deste acervo cultural e histórico chamado História Oral.

O projeto, que havia começado por volta do ano de 2005, já contou com participações de personalidades que causaram admiração e respeito por parte dos ferroviários.

A Aenfer tem registrado em seus arquivos, depoimentos dos engenheiros Álvaro Barbosa, Américo Maia, Armando Meton de Alencar Fialho e Malvina Barbosa. Temos ainda documentadas gravações com a participação do engenheiro Álvaro Werneck e do coronel Renato de Araújo.

A Aenfer quer reativar e levar em frente essa proposta a fim de que a nossa história não se apague com o tempo.

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Foto: engenheiro Américo Maia (sentado ao meio), deixou sua história gravada para posteridade.

VALEC paga em agosto os 3,98% e os atrasados aos ferroviários em atividade

Informações obtidas na manhã de hoje junto a Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários – FNTF e confirmadas pela Inventariança da RFFSA, dão conta que está programado pela VALEC – Engenharia o pagamento dos ferroviários em atividade, competência julho, para os primeiros dias de agosto, aplicando-se a correção de 3,98% incluindo-se os atrasados de maio do mesmo ano até hoje, além do 13º salário. Este pagamento é referente ao Dissidio Coletivo de 2017 decidido, recentemente, pelo Tribunal Superior do Trabalho-TST.

Da mesma forma, os ferroviários aposentados e pensionistas receberão, no pagamento referência agosto, que acontecerá nos primeiros dias de setembro, os 3,98% também com os atrasados. A FNTF confirmou ainda a data de 25 deste mês, as 14:30 horas, em Brasília, o início das negociações com a VALEC – Engenharia na análise do Acordo Coletivo do Trabalho referente a maio deste ano.

Reunião para resolver impasse da Ferrovia Vitória-Minas é cancelada

A reunião entre empresários, governo federal e governo estadual para tentar resolver o impasse sobre a concessão da Ferrovia Vitória-Minas foi cancelada. O encontro aconteceria nesta segunda-feira (9), em Vitória.

A reunião seria uma tentativa de resolver o impasse entre estado e federação, depois que o governo federal transferiu investimentos destinados ao Espírito Santo para o Centro-Oeste do país. O dinheiro vem da antecipação da renovação de concessão da estrada de ferro Vitória-Minas.

“Nós pedimos para que ela fosse aberta, houve aceitação que ela fosse aberta, e eu acho que o que se desejava era uma reunião absolutamente restrita, que a população, os interessados não pudessem participar. Eu acho que se o assunto é a renovação da concessão de uma ferrovia, que é pública, não faz sentido trabalhar um assunto desse fechado em gabinete”, disse o governador Paulo Hartung.

A Procuradoria Geral do Espírito Santo disse que vai entrar com uma ação civil pública na Justiça Federal reivindicando os direitos da renovação do contrato ainda nesta semana.

O governo federal levantou a hipótese de no futuro levar investimentos de outra concessão para o Espírito Santo e compensar essa transferência de verba.

Apesar dessa promessa, o governo do estado acredita que essa é uma tentativa de enganar os capixabas.

“O que se quer é uma coisa de subestimar a inteligência dos capixabas. Qual é a proposta que eles estão fazendo? Tirar o dinheiro da renovação antecipada da concessão Vitória-Minas, levar para o Brasil Central, e depois, quando tiver uma outra renovação, trazer o recurso para o Espírito Santo. É tentar nos enganar”, afirmou Hartung.

Ferrovia Vitória-Minas

A estrada de ferro que liga Vitória a Minas foi construída para ligar o interior de Minas Gerais ao mar capixaba.

Nas décadas de 80 e 90 houve o aumento da capacidade de transporte na ferrovia com a diversificação de produtos transportados como o minério de ferro.

Para que a renovação antecipada da concessão acontecesse ficou combinado que a Vale construiria outra estrada de ferro, com 160 km, ligando Vitória ao Rio de Janeiro, passando pelo Porto Central, de Presidente Kennedy, no Sul do estado.

Para o governo, a obra no Espírito Santo seria o único argumento legal para antecipar a renovação da concessão da estrada Vitória a Minas.

“A lei determina que para a renovação antecipada de um contrato de concessão é necessário que alguns requisitos sejam cumpridos. É necessário que o contrato esteja com difícil execução, que os investimentos previstos inicialmente se mostrem desnecessários e no caso da Vitória a Minas nenhum desses requisitos estão previstos”, disse Alexandre Nogueira Alves, procurador-geral do estado.

O valor calculado de R$ 4 bilhões para renovar a concessão da Vitória-Minas e de Carajás, no Pará, foi outro ponto questionado pelo estado.

“Eu acho que o valor anunciado está subestimado e nós vamos procurar na justiça corrigir esse valor”, disse Paulo Hartung.

O Espírito Santo pretende se juntar ao governo do Pará, que também foi afetado com a renovação. “O problema que está ocorrendo aqui é o mesmo do Pará. Então, nós temos duas bancadas, duas articulações empresariais, duas articulações dos trabalhadores”, completou o governador.

Vale

Hartung ainda falou em injustiça e afirmou que essa seria a oportunidade de minimizar impactos históricos deixados pela mineradora Vale no estado.

“O impacto da Vale no Espírito Santo nós conhecemos. Está aí o pó preto para citar um exemplo. A primeira grande chance da Vale produzir nesses últimos anos um legado para o Espírito Santo é justamente com o dinheiro da renovação antecipada da concessão Vitória a Minas. Se perder isso, seguramente, nós vamos ficar só com esse impacto que traz tantos prejuízos à vida dos capixabas”, concluiu Hartung.

Em nota, a Vale disse que está participando do processo de prorrogação antecipada das concessões ferroviárias e pretende manter o mercado informado caso haja qualquer novidade relacionada ao processo.

Fonte: G1, 09/07/2018

ES vai entrar na Justiça para barrar investimento em ferrovia no Centro-Oeste

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, informou nesta terça-feira (3) que vai acionar a Justiça Federal para tentar barrar o investimento na Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que foi anunciado nesta segunda-feira (2) pelo governo federal como mais um projeto do plano de concessões. Isso porque com esse investimento, os planos de construção de uma ferrovia que ligaria Vitória a Presidente Kennedy, no Sul do estado, ficam para escanteio.

A expansão da ferrovia Vitória-Minas – para conectar o Complexo de Tubarão ao futuro Porto Central, em Presidente Kennedy havia sido confirmada pelo governo federal em 2017.

Durante coletiva de imprensa, Paulo Hartung destacou que a decisão foi política, desrespeitando critérios técnicos e legais previstos na legislação.

“Temos uma visão que é a medida anunciada pelo governo federal é algo ilegal e não está dentro das hipóteses previstas na lei de renovação de concessão. Vamos defender os interesses capixabas acionando a Justiça Federal. A lei precisa ser cumprida. Vamos arguir a ilegalidade deste fato para que ele seja aplicado na própria malha Vitória Minas. Vamos as últimas consequências judiciais”, afirmou o governador.

O governador explicou que foi informado sobre o projeto incluído no plano de concessões através da bancada federal capixaba.

“Fomos informados que grupos políticos em Brasília estavam trabalhando para desviar esse recurso do Espírito Santo e de Minas Gerais e levar para São Paulo ou para a Brasil Central, por isso estamos tomando todas as precauções em termos de precauções políticas”, explicou.

“Queremos garantir o cumprimento da lei de renovação antecipada de concessões de ferrovias. Vamos à Justiça federal para garantir o direito dos capixabas, baseado em um bom Direito. Temos certeza de que vamos reverter isso”, continuou o governador.

Fonte: G1 ES, 03/07/2018

Mato Grosso receberá R$ 4 bi para construção de 383 km de trilhos

O Estado de Mato Grosso vai receber R$ 4 bilhões em investimentos para construção de 383 quilômetros da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), entre Água Boa (743 km de Cuiabá) e o município de Campinorte (GO). Esta será a primeira ferrovia construída após a nova política adotada pelo Governo Federal para regulação do setor ferroviário.

“Com a construção deste segmento, o Governo Federal passará finalmente a priorizar o desenvolvimento de Mato Grosso, Estado de dimensões continentais que ajuda a fortalecer a balança comercial brasileira com a pujante produção do agronegócio”, declarou o governador Pedro Taques, que foi um dos principais defensores desta medida.

O trecho a ser construído representa a ligação de Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, alternativa fundamental para escoamento das grandes safras produzidas em Mato Grosso. Os investimentos são oriundos da mineradora Vale, como contrapartida pelas prorrogações de seus contratos de concessão da ferrovia dos Carajás (Pará e Maranhão) e a ferrovia Vitória-Minas (Minas Gerais e Espírito Santo). Esta inovação regulatória só foi possível graças a lei 13.448 de 2017.

“Recebemos do Governo Federal a garantia da viabilização financeira para a construção da FICO, com a conversão do valor de outorga, que ia para cofres da União, para investimentos na construção dessa importante ferrovia. Agradeço ao Governo Federal que acreditou no projeto da Fico no Estado e atendeu a este pleito de Mato Grosso. Esse investimento vai impulsionar e fortalecer o nosso agronegócio, que tanto contribui para nossa economia”, declarou o governador Pedro Taques.

Além da Vale, que busca a renovação antecipada da sua concessão que se expira em 2027, a concessionária MRS Logística investirá cerca de R$ 5 bilhões na construção do trecho norte do Ferroanel de São Paulo, também em contrapartida pelas prorrogações de seus contratos de linhas férreas. Esta ferrovia recebe hoje a produção que escoa pela Ferronorte, saindo a partir do terminal de Rondonópolis.

“A viabilidade financeira da construção da Fico é garantia de desenvolvimento para Mato Grosso. Ficamos felizes ao ver que os valores de outorgas serão revertidos integralmente para a construção de ferrovias essenciais para o desenvolvimento do agronegócio de Mato Grosso e consequentemente para potencializar nossa economia”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transporte, Marcelo Duarte.

Os investimentos foram definidos durante a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), na segunda-feira (02), em Brasília.

Segundo informações do governo federal, o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental e o Projeto Básico, contemplando o segmento Água Boa (MT) a Campinorte (GO), foram contratados pela Valec e finalizados em 2010. O trecho também conta com licença prévia 493/2014, cuja prorrogação foi requerida ao Ibama.

Fonte: Folha Nobre, 03/07/2018