MetrôRio tem nota abaixo da média necessária em avaliação de usuários

Com base na avaliação dos passageiros sobre o serviço prestado, o MetrôRio foi multado pelo Conselho Diretor da Agetransp, a agência reguladora dos transportes do Rio, em valores que ultrapassam R$ 1,8 milhão. A concessionária pode recorrer da penalização.

Produzida pelo Ibope, a pesquisa do Índice de Qualidade dos Serviços (IQS) foi realizada há três anos, em março e setembro de 2017, e levou em conta 18 itens, todos referentes ao serviço de transporte. O quesito com o pior desempenho, na avaliação do usuários, foi o “conforto”. É nesta categoria onde é levada em consideração a qualidade do sistema de climatização dos vagões: na Linha 2 (Pavuna-Botafogo), o MetrôRio foi avaliado com a nota 5,9, e na Linha 1 (Uruguai-General Osório), a empresa recebeu a pontuação 6,7.

Na média geral, a concessionária foi avaliada com 8,1, abaixo do mínimo de 8,2 estabelecido no contrato de concessão com o governo estadual. Os quesitos que mais puxaram para baixo a nota final, além do “conforto”, foram “facilidade e tempo na compra de bilhetes” (nota 7,6), “funcionamento da escada rolante” (7,9) e “conservação dos trens” (8,0).

A pesquisa de opinião é realizada duas vezes ao ano, como determina o contrato de concessão. O instituto contratado pela empresa é o Ibope, que escuta os passageiros a respeito dos serviços prestados.

Segundo a agência reguladora, o Conselho Diretor da Agetransp foi unânime ao decidir penalizar a concessionária por conta dos resultados mostrados pelo levantamento. Foram aplicadas duas multas, uma para cada pesquisa – com valores de R$ 914.542,22 cada – totalizando R$ 1.829.084,44. Em anos anteriores, o MetrôRio já foi multado outras quatro vezes por também não alcançar o índice mínimo na pesquisa de avaliação dos passageiros.

Procurada, a empresa informou que vai recorrer da decisão. Segundo a empresa, “a penalidade foi aplicada com base em indicadores desatualizados e que precisam ser revistos”.

Ainda de acordo com a Agetransp, o processo de análise das pesquisas leva, em média, de um a dois anos, mas a pandemia acabou prejudicando que os levantamentos de 2017 fossem apurados. Além disso, segundo a agência, outros processos tiveram prioridade de análise e passaram à frente, como foi o caso do acidente com dois trens da Supervia na estação São Cristóvão em fevereiro do ano passado. Na ocasião, um maquinista morreu. A empresa foi multada em R$ 1,6 milhão.

Fonte: O globo.10/12/2020

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