Presidenciáveis esquecem ferrovias em plano de governo

Nem parece que o país enfrentou no período pré-eleitoral crise de abastecimento com o movimento dos caminhoneiros e discutiu a redução da dependência do transporte rodoviário para o escoamento de carga.

O sistema ferroviário, apontado como alternativa ao tráfego de caminhões, foi praticamente esquecido por candidatos à Presidência da República em suas propostas de governo apresentadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dos 13 candidatos que querem substituir Michel Temer no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro, quatro —Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Vera Lúcia (PSTU)— não tratam do tema.

Os três primeiros falam apenas em melhorar logística, transportes ou infraestrutura.

Mas, mesmo entre os outros nove candidatos, associações do setor apontam a deficiência das propostas, apresentadas em alguns casos de forma genérica e vistas como superficiais ou irreais.

São os casos das propostas de recriação da extinta Rede Ferroviária Federal, de João Goulart Filho (PPL), e a de levar o país a 150 mil quilômetros de trilhos, integrante do “Plano de Nação para a Colônia Brasileira” de Cabo Daciolo (Patriota).

A rede ferroviária foi liquidada em 2005 e deixou dívida ao Tesouro Nacional de R$ 13,6 bilhões, além de passivo judicial superior a R$ 6 bilhões —a maioria de ações trabalhistas.

Atualmente, a malha do país tem 28,2 mil km, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), e chegar a 150 mil km é considerada uma proposta impossível.

A extensão atual é praticamente a mesma que o Brasil tinha na década de 1920 e qualquer projeto ferroviário leva tempo médio de dez anos entre a concepção e a conclusão.

Entre os candidatos que têm aparecido à frente nas pesquisas Datafolha, Jair Bolsonaro (PSL) diz que é preciso integrar modais de transporte.

Fernando Haddad (PT), cujo plano foi entregue quando o candidato da sigla ainda era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que o crescimento econômico exigirá investimentos em transporte de cargas e passageiros.

Ciro Gomes (PDT) também cita o transporte de passageiros —além do de cargas—, quase incipiente no país.
Já Alckmin afirma que vai priorizar investimentos em infraestrutura em parceria com a iniciativa privada para aumentar a competitividade.

Marina Silva (Rede) aborda o tema ao propor a renegociação de contratos da malha ferroviária, o que permitiria o aumento de investimentos.

Entre os problemas enfrentados pelo setor ferroviário estão concessões desatualizadas, falta de compartilhamento de trilhos, entraves de interconexão das ferrovias e o não uso de um terço da malha.

A alegada falta de políticas públicas também permite que cargas sejam transportadas em longas distâncias em caminhões, o que encarece o preço final dos produtos e gera perda de competitividade da economia nacional.

Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), as ferrovias transportam só 20,7% das cargas no país, ante os 61,1% do volume transportado por meio de rodovias.

“Quando comparamos o que foi proposto e o que nós apresentamos como sendo prioritário existe uma distância, uma diferença brutal”, disse Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.

A confederação encaminhou aos candidatos propostas para o transporte. Elas contemplam os principais problemas de cada modal, investimentos, projetos prioritários, gargalos e soluções.

Para Batista, a ausência de projetos prioritários dos candidatos causa insegurança ao setor, o que, aliado à situação política e econômica, paralisa investimentos.

“Os candidatos, e talvez por uma própria tradição nefasta dos governos federais nos últimos anos, nunca viram o transporte como prioridade. De certa forma, não causa espanto isso não estar sendo abordado com a atenção que deveria.”

Ainda segundo ele, é preciso que o país priorize obras para aliviar o transporte rodoviário, o que será possível fazer de forma mais rápida com a estrutura ferroviária.

Para o diretor-executivo da ANTF (associação dos transportadores ferroviários), Fernando Paes, é sintomático que as ferrovias não tenham sido contempladas nos programas dos presidenciáveis.

Ele, porém, disse ter notado discurso diferente ao conversar com as equipes dos candidatos. “Elas estão interessadas em entender quais são as políticas públicas ou o programa de governo em andamento para o setor”, diz.

A prioridade do setor é a prorrogação antecipada das cinco concessões ferroviárias de cargas que, com três projetos que devem sair do papel, poderão fazer até 2025 as linhas férreas responderem por 31% do transporte de cargas.
Sem as concessões, o índice pouco cresceria, diz Paes.

Outro problema apontado pelo setor é que, de todos os presidenciáveis, só Haddad, Ciro, Boulos e Daciolo citaram investimentos no transporte ferroviário de passageiros.

Esse é o principal pedido feito pela Abifer (associação da indústria ferroviária) em documento enviado aos candidatos a presidente.

Entre 2010 e 2017, o setor entregou em média 334 carros de passageiros por ano, total que será de 298 neste ano. Para 2019, não há pedidos.

Isso fez os 10.000 empregos de 2017 serem reduzidos pela metade e a previsão é que o total seja inferior a 2.500 no próximo ano.

“Como temos as renovações antecipadas de concessões encaminhadas para ocorrer até o início do ano que vem, elegemos o transporte de passageiros no programa pela falta de visão futura imediata”, afirmou Vicente Abate, presidente da associação.

Segundo ele, de forma geral, os programas dos candidatos propõem menos do que o setor de fato precisa.

Fonte: Folha de S. Paulo, 01/10/2018

O Museu Ferroviário Nacional Barão de Mauá

A Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, constituída em 1871, na cidade de Londres, com capital inglês, tinha como objetivo inicial a construção de uma estrada de ferro entre as localidades de Porto Novo do Cunha e Leopoldina, situada na província de Minas Gerais. Muitos pensam que seu nome provém de uma homenagem à imperatriz Leopoldina, mas é sim, uma homenagem à cidade.

Em 1894, passa por uma profunda crise financeira que leva à sua liquidação em 1897. Face aos acontecimentos, foi organizada em Londres a “The Leopoldina Railway Company LTD/LR”. Entre os principais planos da nova companhia estava o prolongamento da linha de São Francisco Xavier até o Cais do Porto e consequentemente ao Centro do Rio, um imenso avanço no transporte de passageiros e de carga, sendo obrigada a construir uma estação que atendesse à essa nova demanda.
A Estação Central da Leopoldina foi inaugurada sob o nome Barão de Mauá, numa justa homenagem a quem foi o pioneiro do transporte ferroviário nacional e patrono das ferrovias brasileiras. Com o agravamento da segunda guerra mundial, as estradas de ferro sofreram sérias consequências, como a importação de carros e até peças de reposição para o material rodante, causando uma grande degradação nas linhas da Leopoldina Railway. O destino da presença cafeeira impediu também o progresso da estrada, causando uma redução também drástica na sua capacidade de tráfego.
Como solução, o governo do Brasil e os representantes dos acionistas ingleses firmaram acordo com Londres em que ficou estabelecido que a União passasse a ser responsável por todos os encargos financeiros da Leopoldina e, em 20 de dezembro de 1950, a lei nº 1288 autorizou a implantação definitiva da ferrovia com a sua nova denominação –Estrada de Ferro Leopoldina. O prédio teve diversas ocupações a partir de sua inauguração em 1926. Até 1977 foi ocupado pela administração da Estrada de Ferro Leopoldina sendo posteriormente absorvido pela Rede Ferroviária Federal, tornando-se hoje de propriedade da União Federal e da Central. Devido à sua importância cultural para a cidade foi tombado pela Secretaria da Cultura do Rio.
Ao ser criada a CBTU, em 1984, como subsidiária da RFFSA, a controladora transferiu à controlada 50% do imóvel da Estação Barão de Mauá; edifício, plataformas e pátios, para fins operacionais ferroviários. Mais adiante, em 1994, com a estadualização da então Superintendência de Trens Urbanos do Rio de Janeiro, unidade operacional da CBTU, esta transferiu aquela parcela do Complexo Barão de Mauá para a Flumitrens. Passo seguinte, com a privatização dos serviços de trens de subúrbio do Rio, a Flumitrens concedeu, em 1998, os 50% do imóvel para a Supervia, empresa privada que se tornou concessionária dos referidos serviços.
Algum tempo após, a Supervia, por sua própria decisão e conveniência empresarial, deixou de operar na Estação Barão de Mauá, mas continuou explorando comercialmente o imóvel em atividade diversa do objeto da concessão. Todavia, a Agetransp determinou a devolução da parcela do imóvel ao governo do Estado do Rio.
O Complexo da Estação ficou, desde então, ocupado por órgãos do governo do estado. Através do Artigo 9º da Lei 11.483/2007 coube ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta RFFSA, bem como zelar pela sua guarda e manutenção, determinação essa ainda não cumprida pelo referido instituto.
Desde então as entidades de classe promovem ações e denúncias visando providências dos órgãos competentes para sua preservação. Registre-se que ao longo das vias das plataformas da estação, desde 2004, encontra-se relevante acervo histórico ferroviário, constituído de locomotivas, carros de passageiros, vagões e guindaste oriundos do Museu do Trem do Rio, que se encontram desprotegidos, sujeitos a degradação, com risco de destruição e perda de componentes.
Hoje o que vemos é o contínuo processo de degradação das edificações e ocupação incompatível com a finalidade do Complexo Barão de Mauá, demonstrando a incoerência com a preservação da memória e do patrimônio artístico e cultural das estradas de ferro brasileiras, se fazendo urgente medidas que recuperem e preservem o complexo de forma a devolver o lugar de destaque do Complexo Barão de Mauá.
Foi sugerido, em reunião plenária do Crea-RJ, que se promova inspeção no local para avaliação das condições estruturais, instalações elétricas e hidráulicas do prédio e seus anexos.
Nosso objetivo, pela presente, é clamar para por em prática, a reestruturação e a criação do Museu Ferroviário Nacional Barão de Mauá, projeto básico já formatado em 2009 e constante do acervo no arquivo do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Fonte: JB online, 02/10/2018

Autores: Presidente da Academia Nacional de Engenharia – Francis Bogossian
Diretor da Associação de Engenheiros Ferroviários – Helio Suêvo

 

Saiba o que fabricantes de trens querem do próximo presidente já em 2019

Com 75% de ociosidade na planta industrial e sem pedidos novos para a fabricação de vagões de passageiros em 2019, as empresas que atuam no setor ferroviário entregaram aos presidenciáveis um plano de melhorias e investimentos para os próximos anos no país.

A ideia da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) com o chamado Plano 1.000 é convencer o futuro presidente a propiciar investimentos no setor. A tarefa não deverá ser simples, já que, em regra, os candidatos à Presidência da República esqueceram ou citaram superficialmente o setor ferroviário em suas propostas de governo.

Com capacidade instalada para a produção de 1.200 carros de passageiros por ano, a associação projeta um pacote que considera essencial para a mobilidade no país e, emergencialmente, pede a compra ou modernização de 1.091 vagões para metrô de São Paulo e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). São 465 novos carros e 626 modernizações.

Fundada há 41 anos, a entidade reúne fabricantes de locomotivas diesel-elétricas, vagões de carga, veículos rodoferroviários, metrô, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e monotrilhos, entre outros.
O plano prega como ações a serem tomadas no curto prazo a viabilização da licitação do Trem Intercidades, ligando São Paulo a cidades do interior, como Americana e Sorocaba, e apoio na renovação de frotas, sem impostos, em metrôs como os de Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Para médio e longo prazos, as ações incluem a retomada de projetos do PAC Mobilidade, a disponibilização de recursos federais para a implantação de trens regionais de média velocidade –ligando locais como Brasília a Goiânia, Londrina a Maringá, Caxias do Sul a Bento Gonçalves e Codó a Teresina– e VLTs em macrometrópoles (Goiânia, Brasília, Natal e Maceió).

“Fizemos o plano e mandamos para todos os candidatos à presidência e ao governo de São Paulo. Falamos que estamos preocupados com a indústria, pois as encomendas para o ano que vem estão zeradas”, disse Vicente Abate, presidente da Abifer.

OCIOSIDADE

Apesar da capacidade instalada de 1.200 unidades por ano, o setor nunca chegou perto de alcançar 50% dela no país.
O recorde de produção pertence a 2016, ano em que foram fabricados 473 carros de passageiros. No ano seguinte, foram 312 e, neste ano, a previsão é concluir 298 unidades. Para 2019, não há nenhum pedido novo até agora, apenas encomendas prévias para serem entregues.

Os empregos acompanharam a queda na produção: dos 10 mil existentes no ano passado, o quadro foi reduzido para 5.000 neste ano e deve cair pela metade no ano que vem.

“O pensamento é, em caráter emergencial, modernizarmos o já existente, com o Plano 1.000. Eles seriam feitos num espaço pequeno nos próximos anos. Mas todas essas medidas precisam ser tomadas”, disse Abate.

Fonte: Folha de S. Paulo, 02/10/2018

Palestra Técnica – O legado Técnico da Engenharia Ferroviária

A Aenfer promoverá mais uma rodada de palestra técnica em sua sede. Desta vez o convidado é o engenheiro Osvaldo Barbosa. Ele abordará o tema:

 O legado Técnico da Engenharia Ferroviária

 

Engenheiro Eletricista/Telecomunicações pela UFF, pós-graduado em Engenharia de Dutos Terrestres e Submarinos pela PUC-RJ/Petrobrás/Prominp. Atuante no segmento metroferroviário de passageiros e de cargas, atualmente engenheiro consultor da Kanaflex S/A no segmento de dutos e tubos aplicáveis à infraestrutura de redes subterrâneas de cabos de energia e telecomunicações, transporte de fluidos (líquidos e gases), drenagem superficial e subterrânea. Participante em documentos normativos e de custos na área de transportes do DNIT (rodovias e ferrovias) e técnicos VALEC. Especialização Técnica em tubos PEAD para infraestrutura de drenagem agrícola em Osaka/Japão e Illinois/USA.

 

 

Dia: 10 de outubro de 2018

Horário: 10:00

Local: Auditório da Aenfer – Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar

 

 

A AENFER FORNECERÁ DECLARAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO AOS INTERESSADOS

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Entrada Franca!

Posse dos novos Conselhos e Condecoração na AENFER

A AENFER, em parceria com a Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA realizou nesta quarta-feira, 26 de setembro em seu auditório, a cerimônia de entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, posse de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, representante e suplente junto ao CREA-RJ.

No auditório da Associação estavam presentes, profissionais da área de engenharia, entidades ferroviárias e familiares.

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(Veja mais fotos do evento no final desta matéria)

Além da presidente da AENFER, Isabel  Cristina Junqueira de Andréa, compuseram a mesa a vice-presidente da AARFFSA Lídia Maria Martins Gonçalves, o diretor Geral da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-RJ Luiz Felipe Pupe de Miranda, o conselheiro vitalício da SEAERJ Nilo Ovídio Lima Passos e a diretora da AEEFL Vera Lúcia Bernardo Ferraço.

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A presidente da AENFER Isabel agradeceu a presença de todos e ressaltou vários pontos importantes:

“Estamos num momento crucial para o país e especialmente para a vida dos ferroviários.

Em nenhum momento os últimos governantes nos ajudaram, muito pelo contrário, plantaram no Ministério do Planejamento documentos sem embasamento técnico e não cumprem na íntegra decisões do poder judiciário, interpretando a sua maneira e, criando regras diferenciadas para cada caso, de acordo com o seu próprio entendimento, estratégia que vem formando um quadro sombrio prejudicando sobremaneira a classe ferroviária.

Outro ponto importantíssimo é a situação da REFER. Temos receio de quem vem por aí administrar nossa Fundação, cujo Conselho Deliberativo assumiu a gestão há quatro meses e ainda não há uma definição quanto à homologação, ou não, dos nomes dos três diretores”, disse a presidente Isabel

A engenheira lembrou que até hoje a REFER não nos deu respostas claras sobre o acordo da dívida da RFFSA, sobre o processo seletivo dos novos dirigentes, nem sobre a situação das cotas do plano RFFSA, mormente na hora em que muitos associados pretendem se desligar da Inventariança já quase extinta e, também nenhuma informação quanto a situação dos já assistidos. Ela ressaltou também que é necessário mantermos nossa Associação forte e atuante, pois, podemos nos tornar presas fáceis a todo tipo de ataque.

Dando prosseguimento ao evento que foi conduzido pelo mestre de cerimônia, engenheiro Antônio Gonçalves Filho, a cerimônia iniciou  com a entrega da Condecoração Engenheiro Paulo de Frontin, prêmio idealizado pela AENFER num justo reconhecimento àqueles que contribuíram ou continuam contribuindo para o desenvolvimento da ferrovia nacional.

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Este ano receberam a Condecoração os engenheiros: Carlo Luciano de Luca (in memoriam); Celso Belfort Rizzi; Fernando José Alvarenga de Albuquerque; Manoel Marcos Monachesi; Mauricio Fernandes Gomes de Souza, Roberto Flávio Brasil Pereira e o advogado Marcelo do Valle Pires.

condecorados

 

Engº Carlo Luciano de Luca

Ana Maria De Luca, esposa do homenageado Carlo Luciano de Luca (in memoriam) foi convidada para receber a condecoração pelas mãos da presidente da AENFER Isabel Cristina Junqueira de Andréa e da diretora Social Telma Regina Jorge da Silva.

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Pres. Isabel com Ana De Luca, diretora Telma e o filho do homenageado Carlo De Luca Jr.

O engenheiro homenageado formou-se em engenharia operacional pela universidade Santa Úrsula em 1973. Especializou-se nos cursos de engenharia de segurança e higiene do trabalho, curso de engenharia ferroviária e curso de engenharia – área de habilitação mecânica. Fez pós-graduação em gerência organizacional, ergonomia e metodologia de ensino superior. Dentre muitas atividades profissionais, citamos algumas: membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da Administração Geral da RFFSA; engenheiro operacional da Diretoria do Rio de Janeiro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos nos períodos de 1977 a 1978; exerceu os relevantes cargos de confiança na RFFSA/AG: de assessor da diretoria de segurança industrial e de gerente de segurança industrial. Participou de diversos cursos realizados pela RFFSA, dentre eles: curso de primeiros socorros; curso de treinamento de executivos em processamento de dados. Pelo SENAI participou de inúmeros cursos e treinamentos, como: curso de treinamento para manuseio de aparelhos para avaliação de agentes agressivos de ambientes de trabalho e detalhamento técnico realizado na administração geral da RFFSA/SENAI; dinâmica de grupo; curso de melhorias de métodos do trabalho; curso de comunicação na empresa. Trata-se de um profissional que dedicou grande parte de sua vida à segurança da ferrovia e dos ferroviários. Pela AENFER, teve participação ativa nas Diretorias de Produtos e Serviços a qual ocupou de 2010 a 2013 e na Social em que implementou reuniões festivas colaborando para a união dos associados. Mas infelizmente não terminou seu mandato. Faleceu quando ainda ocupava a diretoria social no dia 29 de junho de 2015.

Engº Celso Belfort Rizzi

Em seguida o engenheiro Celso Belfort Rizzi foi convidado para receber a homenagem.

Formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia da Universidade Católica PUC/RJ em 1952. Fez pós-graduação de engenharia ferroviária em 1960 pela Escola Nacional de Engenharia. Admitido como engenheiro estagiário na 10ª residência da linha em triagem em 1953, Estrada de Ferro Leopoldina; promovido ao cargo de engenheiro ajudante; exerceu, interinamente, os cargos de engenheiro residente nas 10ª e 6ª residências de linha e engenheiro na 2ª residência de linha; exerceu, as funções confiança de subchefe do departamento de planos e obras no setor de obras de linhas férreas em 1960; foi subchefe do departamento de planos e obras no setor de construção de linhas férreas em 1961; assumiu, interinamente, a chefia do Departamento de Obras e Investimentos; exerceu o cargo de diretor assistente Administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina da RFFSA, cargo este transformado em assistente central Administrativo; foi superintendente da 7ª divisão da Leopoldina; diretor administrativo da Estrada de Ferro Leopoldina no período de 1964 a 1973; foi eleito para o cargo de diretor da RFFSA com supervisão da área de engenharia; participou como membro do conselho consultivo da RFFSA. Foi agraciado em 1995 com a Medalha do Ferroviário pelo presidente da RFFSA e em dezembro de 1974, pelo ministro dos Transportes, com a Medalha de Mauá; aposentou-se em 30/11/1983.

 

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Celso Belfort Rizzi recebeu a homenagem através da presidente Isabel e do vice-presidente Alexandre Julio Lopes de Almeida.

Engº Fernando José Alvarenga de Albuquerque

Recebeu também a homenagem o Engenheiro Fernando José Alvarenga de Albuquerque. Coube à diretora Administrativa Maria das Flores de Jesus Ferreira com a presidente Isabel fazer a entrega da Condecoração.

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Fernando Albuquerque é Formado em engenharia elétrica pela Escola de Engenharia da Universidade Gama Filho em 1976; pós-graduado em administração da qualidade pela universidade Cândido Mendes; foi admitido em 1977 no Departamento de Mecânica da Regional São Paulo da Rede Ferroviária Federal S.A., onde, na chefia da Unidade de Acompanhamento e Controle, implantou o Plano de Revisão dos Trens Unidades Elétricos (TUE´s). ainda na SR – 4, acompanhou os testes de recebimento dos TUE’s da série 500; em 1980 veio para o Rio de Janeiro, trabalhando na chefia adjunta de Engenharia na elaboração de editais de licitação, no controle físico-financeiro de obras e serviços do subúrbio e na análise e julgamento de processos licitatórios; nos períodos de 1989 a 1991 gerenciou as atividades de Administração, Operação e Manutenção da frota de veículos rodoviários da Superintendência de Trens Urbanos – STU-RJ; trabalhou ainda na Coordenadoria de licitações internacionais da Central; colaborou na revisão de livros técnicos da área ferroviária; de 2003 a 2008 atuou como professor voluntário da disciplina Gestão da Qualidade, do Curso Técnico em Transportes – habilitação logística e transportes, na Escola Técnica Estadual de Transportes Engenheiro Silva Freire. Pela AENFER, foi vice-diretor Social e Cultural nos períodos de 1994 a 1996; diretor Administrativo de 1996 a 1998; diretor Técnico Cultural e Social, gestão 2000 a 2002; diretor de Divulgação e Mercado: 2010 a 2013 e diretor de Comunicação: 2013 a 2016; é membro do Conselho Editorial, onde sua colaboração tem sido  ininterrupta desde 2007; participou do grupo de diretores que planejou e realizou o Seminário Transtrilhos em 2012.

Manoel Marcos Monachesi

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A homenagem foi entregue pela associada Maria Stella Ladeira e a presidente Isabel

O engenheiro Manoel Marcos Monachesi foi outro homenageado com a Condecoração. Ele formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1976;  entrou para a SR-3 como estagiário na cidade de Mariano Procópio- MG e  iniciou seu trabalho na Inspetoria Geral de Eletrotécnica número 4 em Lafaiete- MG no Programa de Aumento de Pátios; foi transferido para a Comissão de Obras número 01 na parte elétrica de reforma de estações, oficinas e obras no campo; no Departamento de Eletrificação, participou de diversas obras e projetos  nas áreas de energia, iluminação e aterramento; foi designado para o setor de energia número 3 com as atribuições de todo o sistema de energia, eletrificação, oficinas, iluminação de pátios e baixa tensão da SR-3; foi presidente da Comissão Interna de Conservação de Energia da SR-3 no Programa de Conservação de Energia; participou pelo preserve SR-3, do Museu de Engenho de Dentro, restauração da rotunda e pátio da cidade de São João Del Rey – MG, trem turístico expresso dos inconfidentes Ouro Preto- Mariana e núcleo histórico ferroviário de Juiz de Fora – MG. Após aposentar, orientou diversas monografias, foi consultor ferroviário do Programa Trens de Minas em 2006, palestrante, participou de artigos, estudos e livros sobre a ferrovia. Homenageado com o “Prêmio Amigo do Patrimônio“ pela prefeitura de Juiz de Fora e pelo “Dia do Ferroviário“ FNTF e SESEF; é presidente da Sociedade Filatélica e Numismática de Juiz de Fora, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora – cadeira ferrovias, associado da AENFER, sócio da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária de São Paulo (ABPF), amigo do Museu Ferroviário Juiz de Fora e sócio do Clube de Colecionadores de Juiz de Fora. É pesquisador e historiador da ferrovia, filatelista , ferromodelista, plastimodelista e colecionador de fotos e livros sobre a ferrovia.

 

Advogado Marcelo do Valle Pires

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A vice-presidente da FAEF Clarice Maria de Aquino Soraggi entregou a homenagem com a presidente da AENFER Isabel.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado da Guanabara, hoje UERJ, no período 1967/1971. Destacamos as seguintes atividades: de 1977 a 1979, foi assessor jurídico da Diretoria de Obras Ferroviárias da Empresa de Engenharia Ferroviária (ENGEFER); foi absorvido pela RFFSA, lotado no Departamento de Direito Privado da Divisão Jurídica; assumiu a Superintendência Jurídica da CBTU; em 1993 retorna à RFFSA, como assistente do superintendente jurídico; foi chefe do Departamento de Consultoria Jurídica por onde tramitaram processos que tratavam de assuntos relativos a decisões do tribunal de contas da União, a fim de preparar os procedimentos para a desestatização do transporte ferroviário de carga; foi superintendente jurídico da RFFSA e acompanhou cerca de 45 mil processos judiciais em centenas de comarcas em todos os estados alcançados pela malha ferroviária; participou, junto com a Diretoria da RFFSA, Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional, da Procuradoria da Fazenda Nacional e do Ministério dos Transportes de Missão do Governo brasileiro frente ao Banco Internacional para reconstrução e desenvolvimento (BIRD), em Washington, objetivando acordo de empréstimo em apoio ao programa de desestatização das malhas; participou com membros da equipe da Superintendência Jurídica, presidente e diretores da RFFSA, de várias reuniões, junto ao BNDES, inclusive, uma delas com a presença do governador e secretários de estado de São Paulo, das quais, entre outras,  resultou a transferência do controle acionário da Ferrovia Paulista S.A.  Para a união. Aposentou-se, em 2003; Atualmente, é consultor jurídico voluntário da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (FAEF) e faz parte do conselho deliberativo da AENFER.

Mauricio Fernandes Gomes de Souza

Formou-se em Engenharia Elétrica – Eletrônica pela PUC-RJ em 1962; realizou treinamento na área de sistemas operacionais da Rede Ferroviária Federal da França  (SNCF- França) pela RFFSA em outubro de 1968 a março de 1969; trabalhou na empresa PANAIR do Brasil, área de elaboração e implantação de projetos de sistemas de telecomunicação terra – avião; fez pela Cruzeiro do Sul serviços de manutenção das estações e equipamentos de radiotelecomunicação cobrindo o território nacional; trabalhou na Administração Geral da RFFSA como assistente técnico no desenvolvimento de projetos, recebimento de equipamentos e instalação do sistema de radiocomunicação para integração da AG com as Unidades Operacionais, envolvendo equipamentos de HF, VHF e UHF de fabricação Inbelsa e equipamentos eletrônicos. Chefiou o Departamento de Eletrotécnica com atribuições ampliadas para as áreas de sinalização ferroviária e eletrificação modernizando os sistemas, interagindo com os departamentos técnicos da Central do Brasil e Santos a Jundiaí; coordenou no Metrô do Rio de Janeiro a área encarregada dos projetos dos sistemas operacionais. Foi membro da equipe que selecionou a empresa SOFRETU (Metrô de Paris) para desenvolver o projeto do Sistema Operacional; trabalhou na  empresa estatal Valuec / Amazônia mineração, no projeto Carajás; trabalhou como coordenador do grupo de ativação de projetos do Metrô do Rio de Janeiro; iniciou na empresa de Engenharia Ferroviária – ENGEFER/CBTU como adjunto de diretor. Foi chefe de coordenadoria de equipes. Já aposentado, assinou contrato com a Fundação Refer  tendo como escopo: “prestar serviços técnicos relativos a estudos, análises de desenvolvimento de programas e/ou projetos destinados à implementação do plano de ação estratégico da Refer e respectivo núcleo de planejamento estratégico, bem como a serviços correlatos que a Refer julgar oportuno integrá-lo”.

Maurício

O diretor de Acompanhamento Judicial Marcelo Freire da Costa com a presidente Isabel entregaram a premiação ao homenageado.

Engenheiro Roberto Flávio Brasil Pereira

trabalhou nas empresas Estacas Frank, Rodoferro e CBS. Entrou na RFFSA na Rede Mineira em Ibiá (triângulo mineiro) a partir de 1963. Trabalhou na primeira inspetoria de Via Permanente, no subúrbio do Rio de Janeiro, permanecendo até 1981, onde desempenhou a função de engenheiro ajudante, engenheiro residente e chefe de Departamento de Via Permanente; trabalhou num período de grandes investimentos no subúrbio; naquela época, o engenheiro fez parte do trabalho em que chegou a transportar um milhão e duzentas mil pessoas nos trens de subúrbio; existia um projeto que previa um transporte de um milhão e oitocentas mil pessoas por dia; em 1981, trabalhou na RFFSA na Administração Geral, Diretoria de Engenharia, Seção de  Análise e Projetos; permaneceu até 1987, onde se aposentou.

O diretor Cultural e de Preservação da Memória Ferroviária  Helio Suêvo Rodriguez fez a entrega da Condecoração junto com a presidente Isabel.

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Ao final da entrega da Condecoração, o engenheiro Mauricio de Souza falou em nome dos homenageados.  Leia a seguir:

0 Mauricio

“Assim é a estrada da vida. Ao ler no texto da carta a mim encaminhada com os dizeres:

” ….participamos a V. Sª que seu nome foi escolhido para receber a Condecoração Engº Paulo de Frontin…”, tal como um relâmpago, vieram à minha mente as imagens de tantos colegas com os quais tive a felicidade de juntos participarmos dos resultados de tudo aquilo pelo quais considero estar usufruindo este momento.

Sim…foram esses companheiros de trabalho, minha esposa, meus familiares,  e amigos que me permitiram chegar até aqui.

Admiro profundamente a AENFER, nossa Associação, que tem a fórmula mágica que nos motiva a conservar dentro de nós o espírito ferroviário, pois alimenta em cada um aquilo que reputo ser o mais importante prêmio que poderíamos ter em nossas vidas:  a honra e a dignidade de ter servido ao nosso Brasil e à sociedade trabalhando em um setor fundamental ao progresso e ao desenvolvimento social, o transporte ferroviário.

Nada é capaz de sobreviver se não houver a união em torno de um ideal em que acreditemos e a ele nos dediquemos com fé.

A AENFER é o símbolo perfeito de uma tal concepção, pois que reúne todos aqueles que acreditam no valor desse modal de transporte , sejam eles funcionários, na ativa ou aposentados, ou amigos admiradores que muito nos prestigiam se juntando a nós ou manifestando o apoio e solidariedade em todas as oportunidades.

Meu profundo reconhecimento a tão nobre ASSOCIAÇÃO”:

Posse da renovação de 1/3 dos Conselhos Deliberativo e Fiscal e do Representante e Suplente junto ao Crea-RJ

A cerimônia prosseguiu para dar início à posse dos novos conselheiros, assim como, representante e suplente junto ao Crea-RJ. Tomaram posse pelo terço do Conselho Deliberativo os seguintes engenheiros:

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Categoria Efetivo

Antonio Carlos Soares Pereira;

Carlos Roberto Monteiro Rommes;

Cilene Andrade Mattos Moura;

Jerônimo Puig Neto;

Pedro Marques de Carvalho

Tereza Maria de Faria Pinho

 

Categoria Especial

Ana Maria Câmpio Gomes;

Heloisa Dalmácio Roma;

Sonia Caldas Vianna

 

Conselho Fiscal:

Engenheiro José Ignácio Ignarra

 

Representante da Aenfer junto ao Crea-RJ

Engenheiro Helio Suêvo Rodriguez

Suplente

Jorge José Avena

 

O conselheiro mais votado da categoria Efetivo, engenheiro Antonio Carlos Soares Pereira fez seu discurso representando os demais colegas. Ele ressaltou que, na vida, não fazemos nada sozinhos e temos que fazer tudo no coletivo.

Disse ainda: ” Na verdade, cream vocês, que encaro essa missão, como uma mera formalidade que ocorre sempre nessa ocasião. Estou aqui, desprovido de qualquer tipo de vaidade e isso é fácil de comprovar. Se abrirmos as cortinas desse auditório, vamos vislumbrar o Morro do Livramento, berço da minha humilde infância…Na vida de ferroviário, pude entender que diante dos diversos desafios e da diversas atividades, os verbos são conjugados no plural, principalmente na sua primeira pessoa, ou seja, nós. Aprendemos e colocamos em prática que “nós” faremos ou realizaremos…Tenho a certeza absoluta que na vida, não fazemos nada sozinhos. E aqui não faremos nada sozinhos. Temos e teremos que fazer tudo no coletivo, a nossa participação nas atividades da nossa Associação. E essa participação vem acompanhada, principalmente, da confiança dos nossos colegas que acreditaram em nós através dos seus votos. Muito obrigado e Viva a AENFER!!!”

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A conselheira mais votada, assistente social Heloisa Roma representando os demais colegas, categoria Especial, também fez o uso da palavra e disse que a AENFER tem como objetivo continuar como vem fazendo, construindo ações para a valorização do profissional e da ferrovia. Cabe a nós, portanto, continuar a nossa luta.

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Após a cerimônia, os convidados parabenizaram os condecorados e os novos conselheiros. Foram momentos de reconhecimento e alegria para a classe ferroviária. Para a AENFER, a certeza da continuidade e de união.

Antes da cerimônia a AENFER ofereceu aos convidados um coffee break promovido por associados que se cotizaram exclusivamente para esta realização.

café coffee

Confira mais fotos do evento:

0Ana e amigos Ana De Luca Ana e filho Ana Fernando Celso Rizzi Marcelinho Mauricio e amigos Monachesi Roberto Flavio e amigos Roberto Flávio Monas

bosco1 bosco2 bosco8 0Isabel e Mutua

 

À  AENFER

A cerimônia de hoje nos mostrou a importância de uma Associação.

As palavras realistas da Presidente Isabel ao abrir a sessão nos mostrou a importância de nós, ferroviários, associados e não, tomarmos consciência da necessidade de participarmos dos assuntos que permeiam a área dos transportes e cada um dar sua contribuição.

Nitidamente nosso país atravessa uma crise de natureza institucional que irá se refletir na área ferroviária. É fundamental que nos aproximemos das associações, instituições e grupamentos que conheçam da matéria e se disponham a interagir com as áreas políticas, de maneira organizada e firme.

Diante do quadro que se apresenta, mais fundamental se torna que nos fortaleçamos em torno de ações e ideias que possam influenciar de maneira técnica a solução dos problemas que afetam a nossa área. Isso significa presença, harmonia, coerência e conhecimento da matéria.

Urge que todos os que militam no campo ferroviário participem e não se isolem.

Como é bom termos reuniões como as de hoje,

De tudo o mais importante foi o reencontro com amigos que há tanto tempo não nos víamos. Importante foi nos sentirmos como quê protegidos, em um ambiente saudável e esquecendo um pouco essa turbulência pela qual, infelizmente todos estamos a passar.

Bem acima da premiação ou da posse dos conselheiros e representantes, o grande mérito foi o sentimento de integração que permeou em todos os momentos.

Tomemos consciência da importância de nos unirmos e participarmos contribuindo para o enriquecimento das ideias e sugestões que ajudem os abnegados que ocupam as posições de responsabilidade a encontrarem o estímulo a lutarem pelos nossos interesses, que são também os das nossas famílias.

Não nos esqueçamos de que somos apenas um voto diante de 140 milhões de eleitores ou 200 milhões de brasileiros.

Parabéns à AENFER pelo brilhantismo da reunião e do trabalho que veem realizando.

 

Maurício F G de Souza  26/09/2018

 

 

 

Malha ferroviária é o próximo passo para aumentar a produção em Mato Grosso

No estado que mais produz grãos no Brasil, a falta de infraestrutura e logística é um dos principais gargalos que dificultam o escoamento e a produção. No programa Direto ao Ponto desta semana, o presidente do Fórum pró-Ferrovias em Cuiabá, Francisco Vuolo, fala sobre o investimento na diversificação dos modais de transporte e a necessidade de trazer uma malha ferroviária até a capital de Mato Grosso.

“O principal objeto é tirar a dependência que o país e Mato Grosso têm no transporte rodoviário. Um país, e um estado como o nosso, de dimensões continentais, precisam de um equilíbrio entre os modais, precisamos ter ferrovias e hidrovias  operando dentro de um modelo que atenda nossa a produção, o transporte o desenvolvimento.” enfatiza Vuolo.

Segundo ele, há três projetos de ferrovias para o estado que permitirão o escoamento da produção mato-grossense para os principais destinos do país, são elas: a Ferrogrão que vai ligar o município de Sinop (MT) ao Porto de Miritituba, distrito de Itaituba (PA); a ferrovia que projeta o escoamento de leste a oeste, ligando o porto de Itaqui no Maranhão e a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, que levará os trilhos de Rondonópolis até Cuiabá e, posteriormente até a cidade Sorriso.

Com um custo estimado em aproximadamente R$ 5,6 bilhões, a Ferrovia Senador Vicente Vuolo, visa alavancar e estimular a instalação de indústrias, e fortalecer economicamente o estado.”Precisamos de uma ferrovia que transporte desenvolvimento. Ao chegar em Cuiabá, haverá uma diversificação na carga a ser transportada e temos o potencial de trazer as chamadas cargas de retorno, que são cargas com potencial de consumo na capital. O que formará novas cadeias produtivas,  potencializando esse tipo de carga e, mais do que isso, poderemos agregar valor ao que é produzido dentro do estado, fortalecer economicamente, gerar divisas, empregos. Além disso, poderemos baratear os custos com o  frete”, pontua o presidente.

A ferrovia também deve facilitar o transporte entre Mato Grosso e São Paulo, com a ida de produtos paulistas para o Centro-Oeste e o escoamento do que é produzido no estado e segue para o porto de Santos.

Atualmente, Mato Grosso produz, entre soja e milho, mais de 60 milhões de toneladas. Até 2028, estima-se que a produção passe dos 100 milhões. Sendo evidente a necessidade de criar alternativas para que esse resultado chega aos destinos. “Quando falamos em MT, não podemos pensar em uma única ferrovia. Temos que desenhar para o estado uma malha ferrovia, de norte a sul, leste a oeste,” afirma Francisco Vuolo.

Fonte: Canal Rural, 24/09/2018

Governo transfere à União R$ 7,4 bi em imóveis do INSS e rede ferroviária

O governo publicou nesta segunda-feira uma medida provisória (MP) que transfere para a União R$ 7,4 bilhões em imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da extinta Rede Ferroviária Federal. Os imóveis estão inoperantes, segundo o Ministério do Planejamento, e passarão a ser administrados pela Secretaria do Patrimônio da União. A MP foi assinada pelo presidente Michel Temer na última sexta-feira.

A transferência dos imóveis do INSS, que até então eram parte do Fundo do Regime Geral de Previdência Social, auxiliará na redução do déficit previdenciário, com a amortização das dívidas do fundo com o Tesouro Nacional. Há estimativas de que esses imóveis valham cerca de R$ 6 bilhões.

A MP também extingue o Fundo Contingente da extinta Rede Ferroviária Federal. Esse fundo é composto por recebíveis decorrentes dos contratos de arrendamento das malhas ferroviárias e do produto de venda dos imóveis. Com a extinção, ficam liberados R$ 1,4 bilhão em imóveis que poderão ser alienados, doados ou cedidos pelo governo. O Ministério do Planejamento informou que o objetivo é dar mais agilidade à administração desses bens, destinando-os a obras de infraestrutura, saúde e educação em municípios e a programas sociais.

A nova medida ainda facilita a transferência da gestão de praias aos municípios. Atualmente, apenas as praias marítimas e urbanas podem ter sua gestão compartilhada. A partir de agora, a União está autorizada a transferir aos municípios a gestão da orlas e praias urbanas e rurais, incluindo as áreas de uso comum com exploração econômica, a exemplo de calçadões, praças e parques públicos. Até o momento, 43 municípios já aderiram à gestão de praias e 35 pedidos estão em análise.

Também será facilitada a regularização da ocupação de áreas da União por entidades desportivas. As entidades com ocupações anteriores a outubro de 1988 poderão quitar seus débitos com desconto de 50%. A estimativa é de que sejam alcançados pela medida cerca de 385 imóveis em todo o país, cujas dívidas com a União chegam a R$ 13,7 milhões.

Fonte: O Globo, 24/09/2018 

Governo estuda parceria com setor privado para CBTU e Trensurb

O Governo Federal estuda implantar parcerias com o setor privado para operação de linhas ferroviárias em capitais brasileiras, em casos em que as operadoras são deficitárias, ou seja, o valor pago na tarifa pelos passageiros, não cobre o custo de operação.

É o caso da Trensurb, de Porto Alegre, e os sistemas operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, nas cidades de Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal. As informações são do jornal “O Estado de São Paulo”.

A medida vem em um cenário de constatação de que os gastos do governo com estatais deficitárias subiram 125% desde 2009, agravado pelo problema da restrição orçamentária. Em alguns casos, a estatais não cumprem o papel pela qual foram criadas, como a Empresa de Planejamento e Logística – EPL, que deveria gerir o Trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.

O mesmo ocorre com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, no Estado de São Paulo, no que se refere ao deficit e a análise de conceder parte ou a totalidade das linhas. A companhia é gerida pelo governo estadual.

Fonte: Via Trolebus, 24/09/2018

Orçamento da Transnordestina sobe mais R$ 2,4 bilhões

O orçamento previsto para a Transnordestina, que já sofreu diversas revisões desde que a obra começou, em 2006, subiu novamente. Agora, o investimento é estimado em R$ 13,6 bilhões, valor que representa aumento de 21,4% em relação aos R$ 11,2 bilhões calculados anteriormente pelo Governo Federal.

Mais R$ 2,4 bilhões serão consumidos, e não há previsão de quando o projeto, que deveria ter sido concluído em 2010, sairá do papel. Quando os serviços foram iniciados, o orçamento original da ferrovia previa investimento de R$ 4,5 bilhões. Montante que, devido aos constantes recálculos, já cresceu 200% ao longo desses 12 anos. Um grande exemplo de má gestão do dinheiro público.

Por outro lado, apenas 52% da obra foram concluídos, de acordo com a última medição divulgada pela Transnordestina Logística S.A (TLSA), empresa controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e responsável pela construção da ferrovia.

O curioso é que, mesmo com o déficit nas contas do Governo Federal, que neste ano deve fechar em R$ 148 bilhões, aliado às dificuldades financeiras da TLSA em executar a obra a empresa teve prejuízo de R$ 149,8 milhões nos últimos dois anos sempre arranjam um jeito de “engordar” o orçamento da ferrovia.

Se um dia concluída, a Transnordestina terá 1.753 quilômetros de extensão em linha principal. Passará por 81 municípios, partindo de Eliseu Martins, no Piauí, em direção aos portos do Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco.

OBRA PRECISA SER PRIORIDADE

Empreendimento considerado fundamental para dinamizar a economia do Nordeste e aproximar o Brasil dos principais mercados mundiais, a Transnordestina precisa ser, entre as mais de 2,7 mil obras paradas no País, conforme mostrou estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), prioridade do próximo presidente. Isso porque a ferrovia, uma vez operando, será sinônimo de novos negócios e empregos, com foco na integração nacional.

No Ceará, serão 527 quilômetros de Transnordestina, ligando Missão Velha ao Pecém e passando por 29 municípios. Em 12 anos, apenas 15% das obras foram executados no trecho cearense, considerado um dos mais críticos. A Transnordestina terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano, com destaque para granéis sólidos (minério e grãos).

Fonte: O Povo, 23/09/2018 

Presidente da Aenfer ministrará palestra na Seaerj

A presidente da Aenfer, engenheira Isabel Cristina Junqueira de Andréa, foi convidada para ministrar palestra na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (Seaerj). Na ocasião ela abordará o tema: Concessões Ferroviárias.

A palestra acontecerá no dia 09 de outubro às 17h30 e será aberta ao público.

Endereço: Rua do Russel, 01 – Glória-RJ

 

palestra.Isabel concessões