Trem do Corcovado volta a circular

A partir deste sábado (15), famosas atrações turísticas da cidade do Rio de Janeiro voltam a reabrir para o público, seguindo protocolos sanitários em virtude da pandemia de covid-19: o Trem do Corcovado, o Bondinho do Pão de Açúcar e a Rio Star, maior roda gigante da América Latina.

De acordo com o presidente da Trem do Corcovado, empresa que administra a operação do serviço, Sávio Neves, os protocolos são rígidos e foram adotados para diversos equipamentos de turismo como o Áquario do Rio e o Museu do Amanhã.

“É um protocolo completo que pega desde a parte de prevenção, precauções todas como uso de máscara, distanciamento social evitar aglomeração tanto na bilheteria quanto na área de embarque, medição de temperatura, álcool em gel disponível em todos os pontos estratégicos da estação. Enfim, é um protocolo completo que foi feito com todos os equipamentos turísticos do Rio de Janeiro”, explicou Sávio Neves, presidente da Trem do Corcovado, empresa que administra a operação do serviço.

Logo na entrada da Estação do Cosme Velho, na zona sul do Rio, onde parte e chega o trem para o alto do Corcovado, funcionários da empresa vão aferir a temperatura dos visitantes e todos devem estar de máscaras. O caminho até o embarque tem marcações para preservar o distanciamento. Os trens que costumavam sair de 20 em 20 minutos, agora vão partir a cada meia hora.

Mesmo autorizado a operar com dois terços da capacidade de passageiros, o Trem do Corcovado só vai funcionar com 50% do número de visitantes. O horário de funcionamento será das 8h às 16h, de segunda a domingo. Antes da pandemia, as visitas podiam ser feitas até as 19h.

“A gente vai ter que sentir isso [se o horário está adequado] até pela ausência do turista estrangeiro e de outros estados. Então, nesse primeiro momento, a gente acha que só o carioca vai. A gente vai ter que monitorar para ver se esse horário é pouco ou se é suficiente, porque se achar que tem um fluxo que justifique a gente já estica imediatamente. Agora, é hora de sentir o fluxo e depois fazer os ajustes, se necessário”, avaliou Neves.

Para evitar aglomeração nas bilheterias, a direção da empresa recomenda que os ingressos sejam comprados no site, em lotéricas ou no aplicativo do Trem do Corcovado. “As bilheterias vão funcionar normalmente, mas a nossa ideia é evitar que ali também se acumulem pessoas para que a gente não tenha aglomeração na área de bilheteria”, afirmou.

A reabertura do Trem do Corcovado já estava autorizada desde o início de agosto, mas a empresa optou por esperar mais alguns dias como medida de segurança.

Sávio Neves disse que nesse período houve o treinamento dos colaboradores, a compra dos equipamentos de proteção e a preparação dos locais de acesso e passagem de visitantes e funcionários, incluindo a sinalização e a disponibilidade de álcool em gel.

Ingresso

Para incentivar o turismo doméstico, até 12 de outubro haverá promoção para os cariocas com desconto no valor dos ingressos. O percentual do desconto ainda está sendo negociado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional da Tijuca, onde está localizada a trilha até o alto do Corcovado.

Antes do fechamento, em março, os ingressos custavam R$ 82 (inteira, em alta temporada, sábados, domingos e feriados) e R$ 67 (inteira, na baixa temporada). Para idosos acima de 60 anos residentes no Brasil, o custo era de R$ 26 e para crianças, de 5 a 11 anos, R$ 52. Crianças até 4 anos não pagam, desde que estejam no colo do responsável. O ingresso inclui transporte de ida e volta e acesso ao monumento do Cristo Redentor.

Máscaras

Quem não tiver máscara poderá comprar na própria Estação do Corcovado. A empresa que administra o serviço adquiriu máscaras de costureiras de uma organização não governamental (ONG) ligada a comunidades carentes do Rio. O item de proteção serão vendido a preço de custo e a renda será revertida para a compra de cestas básicas para os guias. “É uma categoria que está sofrendo muito com esse fechamento”, disse Neves.

Perdas

O presidente da empresa avaliou que durante os cinco meses em que a atração ficou fechada, de 15 de março a 15 de agosto, o Trem do Corcovado deixou de atender cerca de 500 mil passageiros e acumulou perdas de R$ 40 milhões. Neves lembrou que, nesse período, a empresa manteve o quadro de colaboradores. “Trem do Corcovado não demitiu ninguém, a gente manteve todo mundo, alguns com suspensão de contrato, outros com redução de jornada, mas não ninguém foi demitido. A gente vai retornar agora com todos os colaboradores”, disse.

Fonte: agenciabrasil, 10/08/2020

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