Uma viagem pelas velhas ferrovias

A cidade de Nova Odessa, na Região Metropolitana de Campinas (RMC), vai ganhar um museu ferroviário, que já tem cerca de 200 itens de todas as companhias que operavam em todo o Estado de São Paulo. O espaço que abrigará o museu é justamente a antiga estação ferroviária do município, que passará por reforma e adequação para receber o museu, todos os seus itens e também o público interessado em conhecer ou relembrar aquele período único da história que deixou saudade em muita gente.

Na última segunda-feira, o prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB) assinou o contrato de concessão com a ONG Amigos do Museu Ferroviário Paulista, que ficará responsável pela criação do museu na antiga estação ferroviária de Nova Odessa. O local terá biblioteca, área para ferromodelismo e um espaço multicultural que contará um pouco da história de formação da cidade e permitirá a realização de exposições e apresentações artísticas.

“Nova Odessa dá mais um grande passo na área cultural com esse projeto piloto”, diz o prefeito. “Teremos aqui na Estação Ferroviária um local com grande significado para a nossa cidade, um lindo museu. Preservar a história e a cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é resgatar a história e perpetuar valores. As nossas raízes, cultura, memória e história são fatores fundamentais de preservação para que não se cometa os mesmos erros do passado”, diz o prefeito.

O projeto faz parte do processo de revitalização da Praça Central. “A Estação já recebeu a nossa biblioteca, foi palco de várias atividades culturais e vem sendo usada todos os anos no projeto ‘Um Sonho de Natal’, que atrai milhares de visitantes todos os anos. Agora, com a criação deste museu, tenho certeza que estaremos ampliando o nosso leque de atrações para os turistas”, reforça Bill.

Alexandre Valdes, presidente da ONG Amigos do Museu Ferroviário Paulista, explica que a ideia é criar um museu que seja referência e se torne um grande ponto turístico no Estado. “Queremos mostrar a importância da ferrovia para o desenvolvimento de São Paulo, sua atual situação de decadência e como ela pode alavancar o crescimento do País”, explica.

“Inicialmente, faremos uma revisão no edifício e, em seguida, iniciaremos as melhorias, com troca de fechaduras e instalação de alarme. Depois, vamos mexer nas partes hidráulica, elétrica e em outros pontos necessários para tornar o prédio mais seguro e próximo da configuração original”, adianta Valdes, para quem a alvenaria do local está boa. “Mas algumas paredes vão precisar de reboco e pintura, uma intervenção mais estética.”

Ainda não há uma estimativa de custos. “A gente só vai saber os custos depois da vistoria, que vai ser realizada pelos membros da diretoria e associados da ONG”, esclarece Valdes. “Nós temos formação específica e faremos esse trabalho sem custos. Eu mesmo sou técnico em transportes metroferroviário e rodoviário, tenho formação superior em gestão empresarial e curso pós-graduação MBA em engenharia ferroviária”, diz.

Paixão move os idealizadores do museu

A ONG Amigos do Museu Ferroviário Paulista nasceu em 2017, em São Paulo, a partir da paixão de um grupo de amigos pela ferrovia paulista. “Decidimos fazer um museu com uma proposta diferente, interativo, que não fosse apenas um local com várias coisas expostas. O projeto original era em outro local, que não foi possível. Ficou adormecido. Mas um dos fundadores é de Americana e teve a ideia de falar com o prefeito de Nova Odessa, falamos com a prefeitura, gostaram e abriram a licitação”, conta.

A ideia do museu é resgatar a cultura ferroviária de São Paulo e, por conseguinte, a história regional. Apesar de existirem alguns museus de pequeno porte e centros de memória, nenhum abrange como um todo a história das estradas de ferro paulistas, apenas abordam de forma pontual a história da ferrovia na cidade onde se encontra. “Também não existe um local de grande porte com condições de abrigar os trens em si, já que muitos veículos de interesse histórico não possuem condições ou meios de circular em passeios ou trens turísticos, e nem de ficar expostos ao ar livre ou em praças, desconectados de seu ambiente original e à mercê de intempéries, vândalos e saqueadores”, ressalta a ONG.

Quem quiser fazer doações de material ferroviário à ONG ou contribuir de outras maneiras com a formação do museu pode entrar em contato pelos telefones (11) 95551-3174 e (19) 99779-5570 e pelo e-mail: museuferroviariopaulista@gmail.com.

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Fonte: Correio Popular, 28/06/2020

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